domingo, 9 de agosto de 2015

Documentos venezuelanos confirmam que Dirceu intermediava negócios em nome de Lula


A inteligência militar identificou dezenas de venezuelanos, com camisas vermelhas, entre os quase 500 manifestantes que ontem fizeram um ato de solidariedade ao ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nos arredores do Instituto Lula, no bairro do Ipiranga, em São Paulo. A "solidariedade" bolivariana, entre os revolucionários do Foro de São Paulo, é tão ou mais grave que o golpe institucional para nomear Lula para o Ministério da Defesa (dele mesmo?) ou das Relações Exteriores (o que tornaria  legítima e legalizada a suposta atividade de tráfico de influência internacional, crime do qual ele é investigado pelo Ministério Público Federal).

Além do desgastado Lula e do sempre arrogante Marco Aurélio Garcia, um dos cardeais petistas com mais prestígio e influência entre os venezuelanos é José Dirceu de Oliveira e Silva. O jornal venezuelano El Nuevo Herald exibiu, no último dia 6, uma sugestiva manchete que chamou a atenção de assessores próximos ao juiz Sérgio Moro. "Chefe da corrupção brasileira fez negócios com Chávez, Maduro e os irmãos Castro" ("Eje de la corrupción brasileña tratónegocios con Chávez, Maduro y los hermanos Castro"). A mídia amestrada tupiniquim não deu destaque à reportagem de Antonio Maria Delgado.

Documentos do governo venezuelano confirmam que José Dirceu representou Lula em uma série de misteriosos projetos que envolviam o líder brasileiro com o falecido presidente Hugo Chávez e os irmãos Fidel e Raul Castro. Os relatos oficiais do então embaixador venezuelano no Brasil, Maximiliam Alberláez, descrevendo uma reunião que teve com Lula, em fevereiro de 2011 (quando o líder petista nem era mais Presidente), podem servir como mais uma prova de como Lula usava seu "prestígio" para fazer negócios.

Os documentos diplomáticos da Venezuela citam uma série de encontros de Lula e José Dirceu com altos funcionários públicos venezuelanos, com ambos "advogando a favor de empresários brasileiros". Em um dos encontros citados por Alberláez, Lula lhe pediu para que se reunisse com "seu advogado" (Dirceu) e "com um empresário de sua total confiança" - que pretendia realizar importações da Venezuela. Segundo relatado ao embaixador, o empresário estaria com uma carta de garantia de US$ 200 milhões (certamente avalizada pelo BNDES), para comprar grande quantidade de petróleo e ferro. Por isso, Lula lhe pediu uma reunião com os então ministros de Industrias Básicas y Minería, José Can, e de Energía y Petróleo, Rafael Ramírez.

Maximiliam Alberláez revelou que ouviu de Lula a seguinte mensagem: "Estes assuntos podem nos ajudar a todos" (“Estos asuntos nos pueden ayudar a todos”). Por isso, Dirceu viajou várias vezes à Venezuela, para encontros fechados com o comandante Chavez e com seu então chanceler Nicolas Maduro. Nos eventos, segundo Maximiliam Alberláez, Dirceu era o representante oficial de Lula. Curiosamente, tudo aconteceu nos tempos em que Dirceu já era réu no processo do Mensalão. Por isso, fica praticamente impossível descolar Lula de "negócios fora da lei" pelos quais Dirceu é agora investigado no Petrolão da Lava Jato.

Um outro documento da chancelaria venezuelana comprova: "No domingo 29 de maio de 2011 chegará a Caracas José Dirceu, e a proposta de Lula é que o Presidente Chavez o receba no domingo à noite ou na segunda, para adiantar alguns temas, entre eles Cuba". O recado do embaixador Maximiliam Alberláez só não detalhava que negócios seriam feitos com os cubanos, mas noticiava: "Posteriormente, Dirceu viajará a Havana no dia 30 à noite e regressaria junto com Lula a Caracas no dia 2 de junho, no começo da tarde. Desde sua chegada, estará a disposição do presidente Chavez".

O documento da chancelaria venezuelana revelou que a proposta de Lula era para que Chavez assumisse o compromisso de se reunir com o empresário brasileiro Emílio Odebrecht, pai do Marcelo Odebrecht, que hoje se submete ao vexame de estar preso pela Operação Lava Jato. Segundo o relato de Maximiliam Alberláez, depois da reunião com Odebrecht, Chavez voltaria a se reunir com Lula e Dirceu - que tinham, como prioridade, ajudá-lo na campanha presidencial de 2012. Lula até teria indicado que o marketeiro João Santana viajasse à Venezuela, em Julho de 2011, para assessorar Chavez.

A denúncia venezuelana só confirma que Lula e Dirceu sempre agiram juntos. Também reitera que Lula usava sua influência pessoal para ajudar nos negócios transnacionais de empresários "amigos" ou "de confiança". Por tudo isso, nada seria mais justo que a desgastadíssima Presidenta Dilma Rousseff, em um gesto altamente profissional, nomeasse Lula, no mínimo, para Ministro das Relações Exteriores ou, na melhor hipótese, lhe criasse um cargo de "Embaixador Superextra-ordinário de Negócios do Brasil".

Lula nunca precisou tanto voltar a ter aquela segura blindagem do foro privilegiado para julgamento no Supremo Tribunal Federal. Do jeito que ele está atualmente, sem o privilégio, pode passar por vexames que nem os mais entusiasmados manifestantes bolivarianos terão capacidade judicial de socorrê-lo.

Por tudo isso, o negócio, no Brasil, é meter geral. A meta é tirar Dilma. Vamos dobrar a meta e tirar Cunha e Renan. Vamos triplicar a meta e tirar todo o PT, começando por Lula. Quadruplicar a meta e promover uma intervenção constitucional para mudar a estrutura estatal tupiniquim para que sirva à sociedade - e não mais se sirva dela. Quintuplicar a meta e fazer do Brasil um lugar decente, honesto, justo, democrático e produtivo.

Guerra das cervejas

 

Um dia após panelaço, a Presidenta Dilma Rousseff aproveitou um evento do Minha Casa, Minha Vida para mandar um recado:

“Quero dizer que ao longo da vida eu passei por muitos momentos difíceis. Eu sou uma pessoa que aguenta pressão, aguenta ameaça. Eu sobrevivi a grandes ameaças”.

Dilma só repetiu o que falara durante o programa de rede nacional do PT, que quase não pode ser ouvido, por causa dos panelaços da noite de quinta-feira passada.

A diferença é que, na propaganda, seu sorriso estava lindo, e, na manifestação pública, seu rosto não conseguia esconder o cansaço e o desgaste...

Carta de Renúncia Prontinha


Impopularidade dá nisso. Tudo vira avacalhação oficial... 

Retórica

Da Juíza aposentada Denise Frossard, aquele que teve a coragem de botar na cadeia os poderosos banqueiros do jogo do bicho, na década de 90, uma relevante observação no Facebook:

"Apenas uma ligeira observação: quando se prende um batedor de carteira, ele é chamado de "ladrão". Quando se prende aqueles que alcançam milhões do NOSSO dinheiro em benefício do bolso deles, este vocábulo jamais é pronunciado... Por que será?"

Certeira

Do roteirista Carlos Augusto C. Mello, no Facebook:

"É melhor abrir a janela e ouvir um panelaço do que fechá-la pra não ouvir um tiroteio".

De costas para o Brasil


Dilma Rousseff foi flagrada de costas para a bandeira do Brasil e da Olimpiadas Rio 2016.

A Olim-piada de Dilma, recordista em gafes, foi cometida quarta-feira passada, durante a cerimônia oficial do marco de um ano para o evento.

Mesmo tendo atenção chamada pelo amigo e prefeito do Rio, Eduardo Paes, Dilma ficou perdida na hora do Hino Nacional.

O ódio das panelas


O bebê, a rainha e a Dilma

Piadona longa, que circula na internet dos mais renomados generais e coronéis do Brasil:

Lula na Inglaterra pergunta à rainha:
- Senhora rainha, como consegue escolher tantos ministro tão maravilhosos?

Sua majestade responde:
- Eu apenas faço uma pergunta inteligente. Se a pessoa souber responder ela é capacitada a ser ministro. Vou lhe dar um exemplo...

A rainha manda chamar o ex-ministro Tony Blair e pergunta:
- Mr. Blair, seu pai e sua mãe têm um bebê. Ele não é seu irmão nem sua irmã. Quem é ele?

Tony Blair responde:
- Majestade, esse bebê sou eu.

Ela vira pra Lula:
- Viu só? Mereceu ser ministro.

Lula maravilhado volta ao Brasil. Voltando ao Brasil, chama a Dilma Roussef e lasca a pergunta:
- Companheira Dilma, seu pai e sua mãe têm um bebê. Ele não é seu irmão nem sua irmã. Quem ele é?

Dilma responde:
- Vou consultar nossos assessores e a base aliada e lhe trago a resposta.

Ela vai então e cobra a resposta. Ninguém sabe.

Aconselham perguntar ao ex-presidente FHC, que é muito inteligente.

Dilma liga pra FHC:
- Fernando Henrique, aqui é a Dilma Roussef. Tenho uma pergunta pra você: se seu pai e sua mãe têm um bebê e esse bebê não é seu irmão nem sua irmã, quem
é esse bebê?

O ex-presidente responde imediatamente:
- Ora Dima, é lógico que esse bebê sou eu!

Dilma vai correndo levar a resposta ao Lula:
- Se meu pai e minha mãe têm um bebê e esse bebê não é meu irmão nem minha irmã, é lógico que ele só pode ser o Fernando Henrique Cardoso!

Lula dá seu sorrisinho sabido e diz:
- Te peguei, companheira Dilma. Sua resposta está completamente errada... o bebê é o Tony Blair!

URGENTE: DILMARIONET DUCCHEF cria o Bolsa Capim, para alimentar os burros que votaram nela....

Direito e Justiça em Foco


Defesa do Consumidor, com o advogado Sérgio Tannuri, será o tema do programa apresentado pelo desembargador Laércio Laurelli, domingo, às 22 horas, na Rede Gospel.

Nova Tradução para Food Truck


Os "caminhões de comida" ganham sua nova versão, bem pobre, no avacalhado mundo virtual tupiniquim.

Flores para quem


Diálogo Palaciano


Lavada de mão

sábado, 8 de agosto de 2015

Reajuste dos militares: Comandante do Exército diz que reajuste pode chegar a 25%.


Essa semana, no programa chamado “Comandante Responde”, em respostas dadas à apresentadora Elane Cajazeira, sobre questões colocadas por militares, o Comandante do Exército falou sobre o reajuste de salário dos militares.

Logo na primeira frase sobre o assunto o General deixa claro que não participou diretamente das decisões. Ele diz que a questão salarial foi resolvida exclusivamente pelo Executivo.

Todos sabemos que desde meados de 2014 as associações de Militares, representadas por Kelma Costa, Genivaldo, Luzardo, os militares dos quadro especial e outros, junto com alguns políticos, se empenharam muito na questão salarial. A coisa foi crescendo a ponto de discutirem francamente com o Ministro da Defesa, que em reunião pública foi chamado até de mentiroso.

Todos lembramos quando ha alguns meses Kelma Costa, irritada com tanto “empurra com a barriga” disse: “Nos vamos fazer como todo mundo faz, prender um é fácil, prender dois é fácil. Eu quero ver prender TRÊS MIL, QUATRO MIL…”

A mobilização acabou mesmo indo para ruas ruas. Em uma reunião com militares na frente do Congresso, vários políticos compareceram e prometeram seu apoio para pressionar o governo. Isso chamou a atenção do Ministério da Defesa, que mandou um representante oficial para ouvir as demandas.  

O comando do Exército alguns dias após a reunião divulgou nota proibindo concentrações de militares da ativa em torno de “assuntos políticos”. 

O Ministro da Defesa prometeu receber as lideranças. Acredita-se que sem a mobilização que ocorreu, os militares, categoria mais penalizada nos últimos anos, ficariam no máximo com o reajuste parcelado de 21.3%, prometido para os civis. Contudo, as lideranças já avisaram que na semana que vem vão agir massivamente para que o citado reajuste de 25% seja creditado em uma só parcela, no máximo duas.

O percentual de 25% equivale, aproximadamente, ao que os militares perderam cumulativamente desde o último reajuste.

O Comandante Villas Bôas disse que o valor está bem abaixo do que os militares pleitearam. Mas, tenta apaziguar as coisas, ressaltando que acredita que o índice é até razoável diante das dificuldades econômicas atualmente vividas pelo governo Dilma Roussef.

Se o comandante, com seu pronunciamento, tentou elevar a moral da família militar, parece que o anuncio surtiu efeito contrário. Nas redes sociais os militares reclamaram bastante. Alguns dizem que o reajuste é ridículo, “uma esmola”, “pífio” e daí pra pior.

Assista o vídeo.

Inflação menor, só na Olimpíada

Por Vinicius Torres Freire


A inflação está perto de 10% ao ano, continua por aí, como não se via desde a crise de 2003, faz uma dúzia de anos. Quando a inflação deve cair? Quer dizer, quando os preços vão começar a aumentar menos, pelo menos?

A inflação, o aumento médio dos preços, deve ficar onde está, em torno de 9,5% ao ano, até mais ou menos novembro. A partir daí deve cair. Sim, vai demorar.

Pelas previsões medianas, a inflação deve chegar aos 6% em junho do ano que vem. Logo depois da Olimpíada de 2016. Sim, vai demorar.

Nem vai ser assim bom. A inflação vai apenas despiorar: 6% foi a inflação anual média dos anos do primeiro governo de Dilma Rousseff, de 2011 a 2014.

Deve chegar a 5,5% em dezembro do ano que vem. Talvez chegue à meta do governo, de 4,5%, em 2017.

Claro que a gente tem visto aumentos muito maiores no dia a dia. A inflação medida pelo IPCA, a chamada "inflação oficial", é apenas uma média. Nos últimos 12 meses, vários preços subiram muitíssimo mais do que 9,5%.

O caso mais escabroso foi o da energia elétrica, que em média subiu 58% no país. Legumes, batatas, raízes, subiram 55%. As carnes vermelhas subiram 20%. O preço das aves, bem menos, 3,6%. O das roupas, menos ainda, uns 2%. O preço de TV e eletrônicos até caiu, em média. Mas quem está com dinheiro para comprar muita roupa e eletrônicos novos? Até por isso, o preço desses produtos sobe menos ou cai.

Mas a previsão de inflação em 6% ao ano em junho do ano que vem é apenas isso: previsão. Pode dar errado. Até pode dar um pouco mais certo. O que pode dar errado é o efeito de um aumento ainda maior do dólar. Dólar mais caro encarece os produtos importados e todos aqueles que podem ser vendidos no exterior, como também a carne.

Se o tumulto brasileiro piorar, o dólar pode dar outra disparada e afetar a inflação. Até por isso também o Banco Central voltou a intervir no mercado, para segurar um pouco o preço do dólar nervoso.

Enfim, a alta de preços segue forte até o Natal. Mais do que sempre, a gente vai ter de se virar no mercado para fazer a compra caber no salário.

Dilma indica Rodrigo Janot para mais um mandato à frente da Procuradoria-Geral da República


rodrigo_janot_08Nova temporada – Na noite de quinta-feira (6), confirmando previsão do UCHO.INFO e notícia do programa “Que País É Esse”, a presidente Dilma Rousseff optou por reconduzir Rodrigo Janot Monteiro de Barros para mais um mandato de dois anos à frente da Procuradoria-Geral da República. A petista, inclusive, já enviou a indicação para a apreciação do Senado.

Ontem, pela manhã, a presidente recebeu a lista tríplice dos mais votados da categoria das mãos do presidente da ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República), José Robalinho Cavalcanti, na qual o procurador-geral obteve 799 votos, seguido de Mário Bonsaglia, com 462 votos. Raquel Dodge, em terceiro, recebeu 402 votos. Ao todo votaram 983 procuradores, sendo que cada um pode escolher três nomes.

O resultado folgado da eleição mostrou que a categoria apoia o trabalho de Janot à frente da Procuradoria. Ele tem sido criticado e alvo de ameaças de retaliações de congressistas devidos às investigações que atingem políticos na esteira da Operação Lava-Jato.

Janot ainda terá de passar por uma sabatina e votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e, caso seu nome seja aprovado, sua indicação seguirá para análise do plenário da Casa, onde precisará de pelo menos 41 votos dos 81 votos. Dos 27 titulares da comissão, oito são investigados por suposta participação no esquema de corrupção da Petrobras.

Renan Calheiros, presidente do Senado, que também é alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal a pedido de Janot, nega disposição para dificultar a escolha do procurador. Renan chegou a acusar Janot de agir politicamente na definição dos investigados. Porém, nas últimas semanas, o senador diminuiu o tom dos ataques publicamente, em clara estratégia para sair do foco do escândalo de corrupção.

O atual mandato de Rodrigo Janot termina no dia 17 de setembro. No Senado, alguns estão apostando em manobras para atrapalhar a recondução do procurador como, por exemplo, adiar a sabatina.

DE VOLTA AO NINHO

Por Gen Clovis Purper Bandeira

Condenado à prisão no processo do mensalão, o ex-guerreiro do povo brasileiro, como cantavam os petistas ensandecidos, querendo inocentá-lo contra todas as evidências e provas apresentadas durante o processo, havia sido beneficiado pela progressão da pena, ganhando o direito de cumprir em casa o restante da mesma, com seus movimentos monitorados por uma tornozeleira eletrônica.

No entanto, o braço longo da lei foi buscá-lo mais uma vez, e agora não conta mais com os benefícios reservados aos réus primários, pois não é mais nem réu, é um criminoso condenado. Assim, ao ser recolhido ao xadrez da Polícia Federal, em Curitiba, está de volta ao ninho apropriado a criminosos.

Ao recomendar sua prisão, o Procurador da República disse no início desta semana: José Dirceu “repetiu o esquema domensalão” na Petrobrás e foi beneficiário mesmo durante e após o julgamento, continuando a receber suas cotas do dinheiro roubado da petroleira pelo esquema por ele concebido, apesar de estar preso.

Acrescentou ainda: ”a responsabilidade de José Dirceu é evidente aqui, como beneficiário, de maneira pessoal, não mais de maneira partidária, enriquecendo pessoalmente”. E prosseguiu: “temos claro que José Dirceu era aquele que tinha como responsabilidade definir os cargos na administração Lula”.

Assim, a organização criminosa que concebeu e executou o mensalão, comprando apoio político com recursos públicos desviados de empresas aparelhadas pelo PT e aliados, tornou-se, ao fincar suas garras na rica Petrobrás, financiadora de projetos de eternização no poder e de enriquecimento pessoal via roubo puro e simples.

Não se trata de um trabalho de amadores, mas de engenharia complexa só descoberta pela experiência e competência dos procuradores do Ministério Público e pela coragem e denodo do Juiz Sérgio Moro, digno seguidor do exemplo de Joaquim Barbosa no julgamento do mensalão. Segundo o Juiz Moro, Dirceu exibiu “profissionalismo na prática do crime”.

Tirando proveito da delação premiada, que seduziu os envolvidos ao verem a sentença de mais de quarenta anos de prisão para o operador mensaleiro Marcos Valério, os executivos, empreiteiros e doleiros descobertos com a mão na bolsa da maior empresa brasileira começaram a revelar o espantoso esquema montado e operado para sangrá-la.

Entregaram, inclusive, os nomes dos políticos envolvidos nos crimes, os quais começam a ser identificados e denunciados ao STF. Fala-se no envolvimento de vinte por cento do Congresso, o que terá resultados imprevisíveis no panorama de nosso Legislativo. E ainda faltam a Eletrobrás, o BNDES, os Transportes, a Saúde etc.

Ao contrário do que insinuam as vestais do Planalto, acenando com a ingovernabilidade como consequência da Operação Lava Jato, a operação é uma medida saneadora, que permitirá a limpeza de toda a sujeira acumulada em nossa estrutura governamental, e que vem comprovando o que dizia o Ministro Joaquim Barbosa no STF, a respeito da extensão e profundidade da ladroagem. A Operação Lava Jato é a consequência, não é a causa do descalabro que enfrentamos.

Ao citarmos a mais alta corte do Judiciário, lembremos que a Nação exige punição exemplar para todos os envolvidos, inclusive os que estão acima de Dirceu na pirâmide do poder brasiliense.

Quanto a José Dirceu, está de volta ao lugar que lhe pertence. Que lá permaneça por longo tempo, pelo que já foi descoberto e pelo que virá a caminho, neste longo processo de purificação de nosso mundo empresarial e político.


Fonte:  Clube Militar


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Gen Clovis Purper Bandeira é Editor de Opinião do Clube Militar

A PAUTA é BOMBA, e explode no NOSSO COLO.


Plenário e galerias costumam manter, nos parlamentos, uma relação sinfônica. Raramente a voz das galerias não repercute no plenário. Aliás, a concepção do espaço é democrática: o "povo" na parte superior e os parlamentares no andar de baixo. Desde cima, o "povo" grita, aplaude, apupa e, lá embaixo, a sensibilidade política afina os ouvidos e os discursos.

Escrevo "povo" assim, entre aspas porque raras, raríssimas vezes, vi galerias ocupadas por pessoas interessadas na defesa do bem comum, do interesse público. Na maior parte dos casos, nas mais agitadas mobilizações, o "povo", na verdade, é formado por corporações defendendo com veemência seus próprios interesses. O povo, assim, sem aspas, estava sempre longe dali, tratando de ganhar a vida, trabalhando mais de cinco meses por ano só para pagar impostos ao poder público. Esse povo, pagador das contas, está sistematicamente desinformado a respeito dos maliciosos eventos em que, às suas costas e custas, são assumidos encargos que aumentarão sua conta com o fisco. Ou desqualificarão os serviços que recebe.

Aliás, não existem três possibilidades. Elas são apenas duas. Como o governo não tem um único real que possa, legitimamente, chamar de seu, toda elevação do gasto público significa necessidade de arrecadação maior ou redução de qualidade e/ou quantidade nos serviços prestados.

Galerias satisfeitas, com demandas atendidas, significam votos na urna para seus entusiasmados benfeitores no andar de baixo. Há alguns anos, o Congresso Nacional descobriu um filão que permite aos congressistas sair do varejo e promover essas operações eleitoreiras no atacado. Refiro-me às conhecidas emendas à Constituição que estabelecem pisos salariais ou estabelecer isonomias entre as categorias mais numerosas ou politicamente mais ativas do serviço público. Tais propostas invadem as competências dos Estados e municípios, cujos estreitos orçamentos são abalados por decisões federais que lhes impõe encargos insuportáveis. Verdadeiros atentados à Federação!

Por essas e por outras, muitas outras, o RS, por exemplo, não consegue implementar o piso nacional do magistério. Seu proponente foi Tarso Genro, quando ministro da Educação. Meses mais tarde, coube-lhe, como governador eleito, pagar a conta. Não conseguiu. Criou um contencioso multibilionário com a categoria. Ao que se sabe, Tarso governador rompeu relações com Tarso ministro a ponto de negar-lhe cumprimento.

A mais recente versão dessa demagogia com o dinheiro do povo é a PEC que vincula os salários das carreiras da Advocacia-Geral da União e de delegados civis e federais a 90,25% do salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Também estão incluídos procuradores de estado e de municípios com mais de 500 mil habitantes. O custo total chega a R$ 2,4 bilhões por ano. O "povo", é claro, lotava, na noite de ontem, as galerias da Câmara dos Deputados que, sinfonicamente, aprovou o texto-base da PEC com votos favoráveis de 445 deputados. Apenas 16 deputados votaram contra por considerar que essa despesa é incompatível com a crise econômica e fiscal em que o governo petista afundou o país. Trata-se, realmente, de uma pauta-bomba, que vai estourar no nosso colo, agravando a situação financeira da União, dos Estados e dos municípios.



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Percival Puggina (70), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, integrante do grupo Pensar+.

Dirceu: O tigrão voltou para a jaula



Em 'O Belo e a Fera' dessa semana o colunista de VEJA Marcelo Madureira comenta a prisão ex-ministro da casa civil no governo Lula e lança a campanha: "Doe um agasalho para José Dirceu". Descubra também que foi eleito o panaca da semana.



sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Lula produziu o maior panelaço da história



A PANELA VAZIA É A ARMA DO POVO


O PSDB apoiar o protesto do dia 16 de agosto é um imperativo moral


As inserções no PSDB estão no ar e lembram as promessas feitas pela presidente Dilma Rousseff, de viva voz, e as confrontam com a realidade. Em seguida, um apresentador convoca a população para os protestos do dia 16 de agosto.

Há pouco, conversava com amigos num grupo fechado do WhatsApp. Há quem ache, e considero os motivos apontados respeitáveis, que o PSDB não deveria fazer a convocação. Acho respeitáveis, mas discordo. Eu penso justamente o contrário: num momento assim, creio ser um imperativo moral o PSDB — e os demais partidos de oposição — apoiar o protesto. E ainda mais depois do programa que o PT levou ao ar: arrogante, terrorista e mistificador. Assistam aos vídeos tucanos. Volto em seguida.
O primeiro elemento positivo a ser apontado é o reconhecimento do partido de que não lidera os protestos — como o PT liderava, diga-se, o “Fora Collor”; e já havia liderado antes o “Fora Sarney” e liderou depois o “Fora FHC”. Se exercer o Artigo 5º da Constituição, uma das cláusulas pétreas, e gritar “Fora Presidente-Que-Está-Aí” é golpe, então o PT é o maior golpista do país. Até acho que é — mas não por isso.

O PSDB deve apoiar as manifestações porque a interrupção do mandato de Dilma — seja pela via congressual, com o impeachment; seja em razão de crime eleitoral, no TSE — tem uma evidente legitimidade: é o que quer hoje a esmagadora maioria dos brasileiros. Mas eu não apoiaria a queda de um presidente só por isso. De jeito nenhum! É preciso que haja também amparo constitucional e legal para que o governante seja demitido pelo povo. E essas duas exigências foram igualmente cumpridas.

Quando Aécio Neves perdeu a eleição para Dilma, por estreito placar, o senador também ganhou um mandato: liderar, ele próprio ou alguém de seu partido, a oposição. E a oposição tem de dizer se será conivente com crimes fiscais, crimes eleitorais e crimes contra a administração pública. Não o sendo, então é obrigatório que expresse o seu apoio ao “povo na rua”.

Se Dilma cair, não só o Brasil continua, como é muito provável que caminhe para melhor. Temos na Constituição respostas para as várias possibilidades de interrupção do mandato. Não existe, felizmente, vazio legal possível no país.

Ruim seria, isto sim, a oposição se omitir, deixando milhões de brasileiros entregues à própria indignação. E que se note: para gritar um “fora Dilma!”, não é preciso apresentar um plano de governo — como não o tinham os que gritaram “Fora Collor”. Como não o tinha Itamar Franco (ainda bem!), o que abriu as portas para o Plano Real. “Ah, mas agora o resultado pode não ser o mesmo…” Sempre pode. Mas ninguém nos dará o conforto de uma bola de cristal. Então eu fico com o conforto das instituições.

E não se trata de uma resposta só retórica. Felizmente, temos Forças Armadas disciplinadas, que não sonham nem longinquamente em se aproveitar das irresponsabilidades de algumas lideranças civis, como ocorreu em 1964. A mesma Constituição que dá as garantias legais ao eleito prevê as condições de sua saída.

Ao apoiar as manifestações do dia 16 de agosto, o PSDB se põe ao lado de um pleito legítimo e legal. Melhor ainda: sabe também que não o lidera porque essa é a uma convocação que vem de vozes da sociedade, que não abusam de nenhum aparelho público — bens dos Estado — ou coletivo: sindicatos, ONGs e movimentos sociais.

O Brasil que vai às ruas é um país sem cabresto.

The PT Song


Versão realista do programa do PT na TV


Há 70 anos, em Hiroshima, a primeira bomba atômica

Por João Batista Natali


Hoje é um dia triste para a humanidade. Há 70 anos, os Estados Unidos lançaram uma primeira bomba atômica. Foi na cidade japonesa de Hiroshima. Era uma novidade dolorosa na tecnologia de guerra. Morreram entre 140 mil e 250 mil civis. Uma segunda bomba seria lançada três dias depois, sobre Nagasaki. Terminava a guerra no Pacífico, e com ela a Segunda Guerra Mundial. A bomba de Hiroshima foi uma demonstração de força do governo americano, que poderia ser evitada. Historiadores afirmam que os japoneses já estavam negociando a rendição.

Mas prevaleceu a versão do Pentágono, de que a bomba impediu a invasão da principal ilha do Japão, o que provocaria combates com armas convencionais, e mais de um milhão de mortos. A bomba foi lançada por um quadrimotor Boeing B-29, às 8h10 da manhã. Era um dia quente e ensolarado no Japão. Mas os Estados Unidos tinham uma segunda intenção. Queriam dar um recado à Rússia, que se tornaria a potência rival durante a Guerra Fria. Diziam naqueles tempos que, se a Terceira Guerra Mundial fosse nuclear, a Quarta Guerra seria disputada com estilingues e tacapes. A humanidade seria destruída e renasceria na Idade da Pedra.

Existem hoje 192 países. E só um punhado possui a bomba atômica. São apenas nove. Existem as cinco potências tradicionais, que são a China, a França, a Rússia, o Reino Unido e os Estados Unidos. A Índia, o Paquistão e a Coreia do Norte também têm a bomba. Israel também, mas nunca confessou isso publicamente. Uma das grandes conquistas da diplomacia mundial foi o Tratado de Não-Proliferação, de 1970. Ele serviu de cartilha para que outros países não entrassem no clube.

E vejam vocês que o Brasil e a Argentina também já pensaram em construir a bomba. Ainda bem que desistiram, há coisa de 30 anos. Era só o que faltava termos uma corrida nuclear na América Latina. A bomba teria sugado o dinheiro da saúde, da educação e do combate à pobreza. É assim que o mundo gira.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Terrorismo…


Caros amigos

Poucos cidadãos brasileiros NÃO têm o direito de condenar o terrorismo. Entre estes estão a Governanta Dilma Rousseff e o Ministro Jaques Wagner. A primeira porque participou de atos de terrorismo contra o Estado brasileiro – e não se arrepende de tê-lo feito – e o segundo porque, como Governador da Bahia, substituiu, em uma escola pública, o nome de um General pelo do maior e mais perigoso terrorista da história deste país.

De Dilma fica óbvia a posição de impedimento, já, com relação ao Sr Ministro, ainda cabe comentário face a atitude incoerente de condenar e qualificar como terrorismo um ato de vandalismo executado em frente ao “Instituto Lula da Silva”, sobre o qual há fundadas suspeitas de que possa ter sido executado pelas próprias vítimas, porque, de petistas, terroristas e vândalos, tudo se pode esperar!

Fico a me perguntar: Que tipo de cidadãos estão sendo formados na Escola Carlos Marighela? Que exemplo está sendo oferecido aos alunos por intermédio da “ficha policial” do terrorista que dá nome ao educandário? Como os alunos desta escola podem julgar um ato de terrorismo se foram instruídos a enaltecer e a orgulhar-se da obra de um terrorista? Que explicação tem o Sr Jaques Wagner para dar a estas conflitadas mentes infantis, coisa que, até hoje, não se dignou a fazer para os militares?

Tanto Dilma quanto Jaques Wagner não têm moral para comentar ou condenar o suspeitíssimo atentado ao centro de coordenação geral de atividades suspeitas sob a fachada de “Instituto Lula da Silva”!

Mais um MILITAR na LAVA-JATO. Agora do Exército. Coronel Oliva Neto


eb e lavjatoMercadante aos poucos vem sendo afastado do Planalto, dizem até que será substituído por Jaques Wagner, que está cada vez mais próximo de Dilma. Será que isso tem a ver com a investigação da Lava Jato, que enfim chegou ao Planalto/Alvorada?

Aloisio Mercadante, seu irmão, coronel Oliva Neto, e autoridades ligadas diretamente a Dilma e nomeadas por ela, como o diretor da Eletrobras Valter Cardeal e o diretor da Eletronorte Adhemar Palocci foram citados em reportagem publicada na revista Isto É.

A revista diz que a investigação do MPF reúne indícios de que o Coronel Oliva Neto possa ter atuado como um operador de Mercadante, que ao assumir a pasta de Ciência e Tecnologia insistiu na a realização de uma nova licitação para a usina Angra 3. Coronel reformado, Oliva Neto ocupou até 2007 o cargo de chefe do Núcleo de Assuntos Estratégicos (NAE) da Presidência. Desde então, ele reativou a Penta Prospectiva Estratégica e passou a prestar consultoria em todos os grandes projetos do governo do PT na área de defesa, não só na compra dos submarinos, mas dos helicópteros franceses EC-725 e em projetos da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016.

Em 2010, a Penta se uniu à Odebrecht Defesa e Tecnologia, criando a Copa Gestão em Defesa. Depois foi adquirida a Mectron, que igualmente firmou sem concorrência contrato com a Amazul Tecnologias de Defesa, estatal de projetos criada por Dilma para atuar no Prosub.

A Lava Jato puxará agora o fio desse novelo que pode levar a identificar possível tráfico de influência de Mercadante e eventual uso da empresa de consultoria de seu irmão para recebimento de propina.


Se as coisas continuarem caminhando dessa maneira não serão somente José Genoíno e José Dirceu que terão que devolver medalhas. Alguns terão que devolver além das medalhas, suas estrelas, galão e platinas.

É preciso um governo com mudanças a fundo



Hoje foi um dia de declarações graves da cúpula do governo e de dólar batendo em R$ 3,50. O dólar a esse preço é um sintoma da gravidade. Mas também pode ser um fiapinho de solução para a economia. Fiapo, pois a solução maior da crise é política.

Michel Temer, vice-presidente, em geral comedido, convocou jornalistas para dizer, com voz nervosa, que não tem dúvidas de que a situação é grave, que é preciso "alguém" para reunificar o país.

Joaquim Levy, ministro da Fazenda, quase repetiu Temer. Disse que a situação das contas do governo e da economia é grave.

Em resumo, os dois se referem ao fato de que a Câmara dos Deputados, liderada por Eduardo Cunha, adotou medidas que podem levar ao impeachment de Dilma Rousseff, e também ao fato de que o Congresso ameaça aprovar leis que estouram ainda mais as contas do governo, o que vai agravar ainda mais a crise econômica.

Como a política está à deriva e ninguém sabe o que vai acontecer, o dólar voa. Faz um ano, estava em R$ 2,27: subiu 54%. Isso é medo e especulação de que a situação no Brasil vai piorar, sendo melhor tirar parte do dinheiro daqui.

Fosse outra a situação política, o dólar alto poderia ser um começo de solução. Dólar mais caro barateia os produtos brasileiros, encarece os importados. Assim, pode haver estímulo para se produzir mais aqui no Brasil, para substituir importados e vender mais para o exterior.

Por ora, esse é o único estímulo possível para a economia. O governo não tem como gastar, empresários não investem, consumidores compram menos por medo do futuro e falta de dinheiro. Juros altos fazem o resto do estrago.

A saída poderia então ser o dólar, o câmbio, que, feitas todas as contas certas, está em um nível equivalente ao de 2006, que ainda favorecia exportações.

Mas dólar alto também pode criar problemas para empresas com despesas em dólar; pode causar inflação. Para que o dólar alto não atrapalhe, é preciso que as contas do governo não piorem, é preciso que o governo tome medidas para o futuro. A expectativa de um futuro melhor pode aliviar a situação no presente. Mas, para isso, é preciso algum governo e um governo que saiba que é preciso fazer mudanças a fundo. Está difícil.

Janot afirma que Collor recebeu R$ 26 milhões de propina; carros de luxo seriam produtos de crime


fernando_collor_23No prego – Procurador-geral da República, Rodrigo Janot enviou manifestação ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que os carros de luxo do senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL), apreendidos na Operação Lava-Jato, não sejam devolvidos ao parlamentar.

No documento, Janot descreve que os veículos são possivelmente produto de crime. Ele também citou que as investigações apontam que Collor recebeu R$ 26 milhões em propina, entre os anos de 2010 e 2014, através de um “sofisticado esquema de lavagem de dinheiro”.

O parlamentar teria recebido, entre 2011 e 2013, cerca de R$ 800 mil em depósitos “fracionados”, levantando suspeita do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O relatório enviado ao STF ainda menciona pagamentos de altos valores em dinheiro vivo feitos ao senador, como depósito de R$ 249 mil feito pela TV Gazeta de Alagoas, da qual Collor é sócio.

Outras duas empresas do senador – Água Branca Participações e a Gazeta de Alagoas – também aparecem nas investigações da PGR. Segundo a investigação, há depósitos feitos em nome de uma empresa em favor de outra, com operação realizada por um assessor de Collor no Senado desde 2007.

Os investigadores suspeitam que a Água Branca é uma empresa de fachada, por não ter empregados, sede e nem participação em outras empresas. “Mas estranhamente tem a propriedade de três carros de luxo”, escreve o procurador-geral ao STF.

No mais, os investigadores relatam transferências para pagamento de um dos veículos feitas por empresa que já recebeu mais de R$ 900 mil, no mesmo ano da aquisição do carro, de negócios vinculados ao doleiro Alberto Youssef, delator da Lava-Jato.

Rodrigo Janot sustenta que a maior parte dos veículos – Lamborghini, Ferrari, Bentley e Land Rover – estão registrados em nome da empresa Água Branca Participações. O Porsche está em nome da GM Comércio de Combustíveis.

De acordo com o procurador, as empresas que deveriam solicitar a devolução e não Collor, a menos que fosse apresentada uma justificativa que apontasse o motivo de o senador se considerar proprietário dos automóveis. Além disso, Janot afirma que não cabe restituição de produto de crime, pedindo que o STF negue a solicitação do senador.

Para o procurador, a compra da Lamborghini foi feita com entrega de um veículo no valor de R$ 400 mil, mais financiamento de R$ 1,6 milhão, além de pagamento de parcelas em dinheiro no total de R$ 1,2 milhão. Na peça encaminhada ao STF, Janot revela que o financiamento da Lamborghini está “inadimplente”, provavelmente em razão do “fim do fluxo de propina” pela deflagração da Lava Jato.

Vale ressaltar que, em todo o documento, o procurador-geral aponta indícios de que os veículos foram usados para lavagem de dinheiro. O caso será analisado pelo ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no STF. (Danielle Cabral Távora)

Aécio Neves fala sobre a prisão de José Dirceu e a as Manifestações de 16/08 #VemPraRua



Aécio Neves voltou a falar, hoje (04/08), sobre a prisão do ex-ministro José Dirceu e sobre a gravidade da extensão da cobrança de propinas também das empresas prestadoras de serviços.

"Quando assistimos agora empresas prestadoras de serviços também tendo que pagar propina, como denuncia o Ministério Público nessa última fase da delação que levou inclusive em parte à prisão do ex-ministro José Dirceu, é a demonstração de que para se trabalhar com esse governo tinha que se pagar pedágio", disse.

Propensão Genética para roubar


“Só existem dois grupos em verdadeira luta no Brasil: os que estão roubando e os que querem roubar”. (Tenório Cavalcanti - o famoso "Homem da Capa Preta", lendário político da Baixada Fluminense e ex-dono do jornal "Luta Democrática").

Michel Foucault, célebre pensador, filósofo e médico-psiquiatra francês revolucionou a década de 70, do século passado, afirmando que, afora a demência, todas as doenças mentais são conseqüência de pontos de vista culturais vigentes na sociedade em certo momento histórico.

Haja vista a homossexualidade, classificada na década de 50 como doença, incluída no Catálogo Internacional da ONU, e hoje percebida como um comportamento agradável e até motivo de orgulho pelos praticantes, chegados e participantes. Esse movimento acompanha, como repetição ou farsa, os costumes da Grécia antiga, que, no século V aC.,  apoiavam a homossexualidade como comportamento socialmente aceito, assim como o materialismo e a idolatria de diversos deuses, ditos “olímpicos”.

No Brasil, ganha corpo uma legislação para incorporar a homossexualidade como comportamento aceito e o repúdio, incluído como delito penal, da homofobia. Só falta uma lei que nos obrigue à prática, contrariando as célebres disposições do Deuteronômio.

Em nosso país, por outro lado, sempre aceitamos o ladrão famoso e rico, o ladrão das elites, como digno de admiração silenciosa e até de elogios cochichados. O honesto subjugado, ou seja, aquele que mesmo que deseje, jamais consegue roubar, por medo ou incompetência, sempre admirou a capacidade crítica dos rompedores, dos grandes vigaristas que desafiam as leis caretas e se lançam em enormes tacadas, com suas malas pretas, estilo 007. Os pequeno- burgueses ufanam-se dos protagonistas, transgressores das leis, formadores de quadrilhas, até então inexpugnáveis.

Por outro lado, os brasileiros acham insuportável aquela rama da sociedade que furta galinhas ou pedaços de queijo, os ignorantes que praticam pequenos delitos, seja por fome, pobreza ou falta de instrução: esses recebem o opróbrio público pela ausência completa de “savoir-faire” e abarrotam as Varas criminais, enchendo o saco dos atarefados juízes, que sempre têm mais o que fazer. Resultado: essa escumalha abarrota as penitenciárias de negros, pardos e pobres, traçando o perfil dos apenados, como uma escória sem voz nem vez.

Os heróis, por conseguinte, estão na outra ponta ou no vértice da pirâmide social. Sua malandragem é socialmente aceita e muito admirada. Grana no exterior, tacadas na bolsa, operações de caixa 2, superfaturamento em obras públicas, contas em paraísos fiscais, empresas de fachadas para “esquentar” dinheiro, laranjas abonados com imóveis e fazendas, comissões do tráfico de drogas e de armas, subornos a políticos e juízes – enfim, há um séquito incontável de bueiros por onde escorre o dinheiro sujo, objeto da secreta admiração de numerosos brasileiros.

Essa disposição psicológica, porém, vem arrefecendo culturalmente por dois motivos: o aparecimento da Internet e o fortalecimento da cidadania através de franquias democráticas. Hoje, a polícia federal, que é uma entidade de investigação digital, pode pegar os grandes ladrões pela gola e o imposto de renda pode seguir, se quiser, os sinais exteriores de riqueza, como já faz o seu congênere norte-americano há mais de cinqüenta anos.

No entanto, sobra uma peninha nessa discussão: como conceber que pessoas ricas, abonadas às vezes de berço, tentem se locupletar com mais dinheiro e bens, exibindo aquela velha mentalidade de que meter a mão no dinheiro público não é pecado, porque “ele não é de ninguém”?

Tal elite patrimonialista e atrasada poderia sofrer o julgamento reverso às considerações de Foucault, no passado. De admirados personagens, esses donatários da corrupção seriam classificados como indivíduos geneticamente perturbados por afecção patológica, catalogável internacionalmente. Não que isso os eximisse de culpa ou de cadeia. Mas seria um avanço tecnológico para a compreensão forense desses comportamentos delituosos, típicos de certos empresários e políticos.

Aliás, com as instâncias recursais permitidas pelo nosso Código de Processo Penal, somadas à belíssima figura constitucional da presunção da inocência, que  só favorece os delinquentes ricos ou os executores de crimes hediondos, muitos escapam das malhas da lei e só são condenados quando as penas já estão prescritas ou quando o próprio criminoso já morreu, tornando a execução da pena uma tarefa completamente paranormal.

A propensão genética para furtar ou roubar não está adstrita apenas à cleptomania, que afeta indistintamente, como doença, até personagens de boa reputação. É uma tendência mais profunda que deveria ser estudada, de modo mais atento, nesse país, em que os grandes tubarões têm necessidade de engolir grandes quantias, formando quadrilhas e lobbies cujos vestígios agora aparecem na insegurança das brechas deixadas pela informática.

Os grandes ladrões não atiram, são documentalistas e internautas, empregam centenas de pessoas que nem desconfiam de suas atividades e até cumprem, de fachada, belos papéis sociais. Fico pensando como deve ser duro para um juiz, de causas cíveis, ganhando menos de 30 mil reais ao mês, julgando causas de 200 milhões de dólares de réus louros, de olhos azuis, sorridentes e confiantes à esperada das sentenças.

Tais magistrados são torturados, porque são funcionários de Estado sem participação nos lucros ou qualquer comissão pelas sentenças. Como a Justiça sempre ganha, no processo acusatório, seja de uma parte ou de outra, o dinheiro das causas reverte para palácios suntuosos, olhados de longe pelo povo admirado que, quase sempre neles não entram.

Sou, por conseguinte, inteiramente favorável a que os juízes, desde a primeira instância, recebam comissões sobre as sentenças, a partir de certo patamar e do grau de morbidade das causas, incluindo aí as consequências sociais e exemplares dos delitos e que os médicos forenses possam avaliar neurológica e psicologicamente o comportamento de nossos delinquentes milionários, a fim de ofertar ao mundo uma contribuição brasileira para a mitigação de uma doença tipicamente nacional: a nossa velha propensão genética para roubar e se apropriar, alegremente, do que é alheio.



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Waldo Luís Viana é escritor, economista, poeta e não tem nenhum juiz na família. Artigo extraído do livro: "A propósito do meu conservadorismo assustador" (2015).

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Privatização: REMÉDIO contra a ROUBALHEIRA

Por Reinaldo Azevedo


Record e Band disputam a liderança pela prefeitura de São Paulo



Dois dos apresentadores mais populares da televisão brasileira lideram a disputa pela prefeitura de São Paulo. Russomano e Datena são os preferidos dos eleitores hoje, segundo levantamento do Instituto Paraná Pesquisas. Os números mostram ainda que Datena abocanhou eleitores de Haddad e Marta e entrou com força nos redutos petistas.

Zé Dirceu, curte mais uma temporada na Papuda



Deputado Eduardo Bolsonaro deseja boa estada ao "Capitão" do PT.

O Cerco Esta se Fechando !!!... Falta o chefe dos chefes...


Dilma - A Meta (REMIX)


VENEZUELA: Excesso de Democracia ?

Por Reinaldo Azevedo