domingo, 22 de fevereiro de 2015

Intervenção militar: O que aconteceria com o Brasil se as Forças Armadas resolvessem intervir?

Intervenção militar. Alguns dedicam sua vida a lutar por isso. Outros, mesmo se opondo ao governo atual, lutam contra. O que aconteceria com o Brasil se as Forças Armadas resolvessem intervir? 
Por Revista Sociedade Militar

Intervenção militar! E depois, o que acontece?
Todos os dias recebemos e-mails manifestando o desejo de que seja dado um basta na corrupção que assola o Brasil. É cada vez maior o número de pessoas que, decepcionadas pelo nível de corrupção a que chegamos, defende que seja realizada uma ação rápida dos militares que, em conjunto com polícia federal, ministério público e poder judiciário, retirariam das instituições chave do país todos os governantes ligados à desvios de verba, favorecimentos ilícitos, nepotismo e qualquer outra prática irregular. Esse grupo alega que uma ação desse tipo está prevista na constituição federal de 1988, por isso o que pedem é uma “Intervenção Militar Constitucional”.  Ha outro grande grupo que, embora tenha ido para as ruas defender o impeachment e apuração sumária de toda as irregularidades ocorridas em casos como mensalão e Petrobras, acredita que ainda ha tempo de moralizar o país sem a ajuda das Forças Armadas.

No final de 2014 os dois grupos chegaram a se enfrentar verbalmente nas ruas, cada um gritava palavras de ordem diferentes em manifestações realizadas no mesmo dia e lugar. Os intervencionistas se sentem discriminados e, enquanto acusam grupos como Revoltados Online e Vem Pra Rua de traidores, vira casaca etc., recebem a alcunha de golpistas, de serem aqueles que ajudam a esquerda a se manter onde está e de fornecer à imprensa nacional e internacional motivos para chamarem o movimento popular atual, de golpista.

Os dois grupos na verdade admitem a hipótese de intervenção militar. O primeiro deseja uma intervenção urgente, enquanto o segundo diz acreditar que é necessário tentar todos os meios democráticos possíveis antes de recorrer aos militares.

Olavo de Carvalho, um dos mentores do movimento de oposição, tem algumas posições interessantes sobre Intervenção Militar e mobilização popular.

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Olavo também diz que: “Essa questão de “intervenção militar” é das mais complicadas. MORALMENTE, cada militar deve sentir, no coração, o dever de realizá-la. POLITICAMENTE, é realmente um absurdo clamar por intervenção militar antes de haver esgotado todos os outros meios de ação...“

O filósofo diz que os militares têm se omitido em relação a defesa de suas próprias instituições: “Antes de pedir “intervenção militar”, teria sido necessário pedir que as Forças Armadas tivessem ao menos a hombridade de defender-se a si mesmas na Justiça contra os seus detratores.“

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*Nota: Recebemos solicitações para que esse artigo, publicado ha alguns meses, fosse atualizado e republicado. Se você vai às ruas, ou apóia quem vai, saiba o que está pedindo. Esse espaço é frequentado por pessoas inteligentes e amantes da democracia, cremos que compreenderão perfeitamente as colocações feitas, bem como as implicações advindas da sua decisão. Afinal, em um espaço democrático todas as faces do problema podem, e devem ser abordadas. Todas as opiniões devem ser levadas em consideração e respeitadas.

Nos últimos meses o debate entre direita e esquerda alcança proporções jamais vistas no país. A direita, antes calada, começa a sair de dentro de suas casas, e para surpresa de muitos, percebe-se que compõe uma parcela bastante significativa da sociedade, gente que está cada vez mais disposta a expor sua opinião e até ir para a rua se manifestar publicamente. Essa polarização cada vez mais radical da sociedade foi criada pelo próprio governo atual, que insiste em trazer à tona, a sua maneira, fatos ocorridos no passado. Por último, como artifício eleitoreiro, a esquerda tentou jogar a população do sul contra a do norte. A tentativa de evitar que a população do Norte e Nordeste votasse em outro candidato que não o do Partido dos Trabalhadores acabou por deixar no ar um ranço antes inexistente entre “sulistas” e “nortistas”.

Ora, o país não é formado somente de pessoas que se manipula por meio de assistencialismo, muitos tem percebido claramente a vil intenção de mudar a história, negando as atrocidades cometidas pelo grupo que desejava impor o comunismo ao Brasil, e responsabilizando unicamente a direita, os militares e até o governo de FHC, que terminou já fazem 12 anos, por tudo de ruim que existe no país. Querem transformar heróis em vilões e vice-versa.

No dia 22 de março de 2014 milhares de pessoas insatisfeitas com o governo foram às ruas em algumas capitais, em memória da Marcha da Família com Deus, que antecedeu a intervenção militar de 31 de março de 1964. Que impediu que o país fosse lançado num período de atrocidades e massacres, que ocorreram em todos os países comunistas. Esse agrupamento foi uma das primeiras mobilizações físicas da grande reação popular contra a esquerda que já ocorria no meio virtual ha vários meses.

As manifestações obtiveram pouca cobertura da mídia, como já era previsto. Contudo, a mobilização na internet, que precedeu o ato, cresceu abruptamente, a ponto de alguns grupos e comunidades no facebook contarem hoje com mais de 500 mil membros.

Os mobilizações dai por diante ocorreram diversas vezes nos meses subsequentes. O movimento hoje, com um viés diferente, está bem melhor organizado e em um processo acelerado de crescimento, que já assusta bastante a esquerda nacional.

O movimento de oposição se mantem diuturnamente aceso nas redes sociais e já contribuiu para que Dilma quase não fosse re-eleita. Grupos como Revoltados Online e Pesadelo Dos Políticos alcançaram um número gigantesco de membros nas comunidades no Facebook.

Oito meses após as manifestações de março, logo depois das eleições, o povo volta para as ruas. Dessa vez os manifestantes estão em maior número. Nas suas manifestações havia carros de som e faixas bem articuladas e impressas. As manifestações foram transmitidas ao vivo pela internet, e mesmo de forma artesanal, foram assistidas por milhares de pessoas.

Nota-se que finalmente a sociedade esclarecida está se mobilizando. O movimento é benéfico, virtuoso, e tem possibilidade de dizer ao mundo que a democracia brasileira tem sido um fracasso.

Em meio ao movimento ainda há uma quantidade razoável de pessoas que prefere um tipo de “RESET” no Brasil, um começar de novo. Estes desejam que algum dos Poderes, conforme prescreve a CF1988, convoque as Forças Armadas pra intervir, fechando o Congresso Nacional e afastando a Presidente atual. Esse grupo diuturnamente povoa páginas de assuntos militares e segurança pública e as redes sociais das Forças Armadas, postando mensagens de incentivo ao que chamam de “intervenção militar constitucional”

Como seria essa “intervenção”, seria realizada legalmente, baseada em provas palpáveis e acusações formais contra membros do governo, como a Presidente e o Vice-presidente? Os militares conseguiriam intervir sem disparar um único tiro, ou o sangue de nossos compatriotas – de esquerda, de direita ou sem posicionamento político, mas cooptados por um dos lados – seria derramado em nossa própria terra?

Sabe-se que as coisas chegaram ao nível em que estão, de uma forma gradual, com a colaboração da própria passividade do povo brasileiro. Alguns dizem que os militares foram responsáveis pela própria sociedade perder o costume de ir ás ruas. Ao longo das últimas duas décadas permanecemos quietos em nossas casas, gozando de nosso conforto e assistindo do sofá a destruição de pilares como patriotismo, família, honestidade e honra. A sociedade esclarecida cuidou muito bem de sua própria vida e, enquanto seus interesses não eram atingidos diretamente, permaneceu quieta.

Se houvéssemos nos mobilizado para que o país não fosse dominado pelas mesmas pessoas que tentaram destruí-lo no passado, não estaríamos agora discutindo uma questão tão grave. Tardiamente percebeu-se que a classe política poderia atirar o país no caos completo.

Creio que a maioria concorda que permanecemos numa espécie de hibernação política enquanto os inimigos da liberdade agiam em altíssima velocidade.

Imaginemos uma situação hipotética, em que algum dos poderes, o Supremo Tribunal Federal por exemplo, alertado pela multidão, chegue a mesma conclusão que os manifestantes intervencionistas e convoque as Forças Armadas para agir, fechando o Congresso e prendendo a Presidente. O que virá a seguir? Serão tempos de paz ou de guerra?

É difícil acreditar que o Supremo ou o legislativo federal acionem as Forças Armadas. Não há indícios de que há qualquer justificativa constitucional para que isso ocorra. Some-se a isso o fato do supremo ter vários ministros indicados pelo Partido dos Trabalhadores e o Congresso ter maioria esmagadora de governistas. Porém, ainda assim, abaixo há uma visão panorâmica, hipotética, dos primeiros dias após uma suposta intervenção realizada pelas Forças Armadas.

Intervenção militar. O que aconteceria com o Brasil se as Forças Armadas resolvessem intervir?

Como uma das primeiras ações, uma tropa de elite, do Exército ou da Marinha, silenciosamente entraria no Palácio do Planalto ou, mais provavelmente, no Palácio do Alvorada – o que seria mais discreto – e colocaria sob custódia a atual Presidente do Brasil. No primeiro dia ela seria mantida em um local ignorado, um quartel ou talvez um navio, para evitar manifestações e tentativas de resgate. O vice-presidente talvez também fosse detido.

Alguém avisaria a imprensa e a notícia se espalharia pela internet como um rastilho de pólvora. Num primeiro momento países como Venezuela e Cuba emitiriam notas de indignação e insistiriam para que a ONU e os Estados Unidos se posicionassem contra o governo instaurado provisoriamente no Brasil.

Obviamente os militares, para angariar apoio popular, teriam de tornar pública uma lista detalhada e incontestável de acusações contra os políticos retirados de seus cargos, listando ainda os prejuízos que tais atos causaram ao país. Contudo, ainda assim, muito provavelmente a Força Nacional será acionada rapidamente por membros do governo e do poder legislativo, que é majoritariamente fiel ao Partido dos Trabalhadores.

Ministros de estado também tem poder de acionar a Força Nacional.

Essa força, caso optasse por defender o governo destituído, cercaria o Congresso rapidamente, tentando impedir que o Exército assumisse o controle da instituição. O exército, muito melhor armado, relutaria em usar armamento pesado e insistiria para que as tropas fieis ao governo destituído entregassem suas armas pacificamente. É provável que diante de demonstrações de seriedade por parte das Forças Armadas,  ainda no primeiro dia a Força Nacional, formada também por militares, entrasse em acordo com líderes das Forças Armadas.

Alguns estados que possuem governos de esquerda acionariam prontamente suas polícias militares e estas, colocadas de prontidão, guardariam as instituições públicas, como palácio dos governos estaduais, prefeituras e Assembleias Legislativas.

A maioria dos comandantes de polícias militares chegou ao comando por indicações políticas. Portanto, devem fidelidade aos governadores de estado. Ainda assim, alguns comandantes de quartéis de polícia hesitarão, bem como alguns oficiais de menor patente, e é quase certo que haverá quebra de hierarquia em várias instituições militares em vários estados da federação.

As associações de policiais também escolheriam um ou outro lado, e certamente haverá muita confusão entre oficiais e praças. Sindicatos fieis ao governo, juntos com movimentos sociais, com toda certeza paralisarão meios de transporte, refinarias e sistemas de comunicação. E os militares não teriam gente suficiente para suprir essas lacunas nas primeiras semanas após a intervenção.

É certo que faltaria transporte e alguns itens básicos para a população. A população seria aconselhada a permanecer em casa e somente membros de serviços essenciais, como hospitais e centrais de água e esgoto, permaneceriam trabalhando.

O Movimento dos Sem Terra, Sem Teto, CUT e partidos radicais como o PSTU, fieis ao governo, se levantarão e colocarão em prática suas táticas de guerrilha urbana há muito estudadas no manual de Mariguella e outros similares. Estudantes das universidades federais filiados aos Diretórios estudantis se alinhariam a estes militantes de esquerda e marcharão nas grandes cidades, promovendo vandalismo e quebradeira.

Nas áreas rurais redes de energia seriam sabotadas para desestabilizar o governo provisório. Escolas e hospitais funcionariam precariamente por algum tempo. O governo talvez se sentisse forçado a intervir na internet para frear a organização dos opositores.

Por medo da escassez a população correria às compras e as prateleiras dos supermercados se esvaziariam em poucos dias. É possível que, por conta do caos generalizado, carência de itens básicos e intensa propaganda ideológica, parte da população, ainda nos primeiros dias, demonstre insatisfação contra os militares, e se some àqueles que se posicionam contra a ação das Forças Armadas, engordando mais ainda as manifestações nos grandes centros urbanos.

Outras medidas rígidas e impopulares, como censura e fechamento de emissoras de rádio e TV, sem dúvida se seguiriam ao ato, para evitar que a esquerda novamente manipule a sociedade. A esquerda então usaria artifícios como rádios pirata e impressões clandestinas, e em declarações sentimentais e nostálgicas, evocando os anos 70, diriam ao povo que os militares “deram o golpe” novamente, que “fizeram o mesmo que em 1964″, convocando o povo para “fazer parte da história” e ir à luta pela “liberdade e democracia”.

Os líderes dos movimentos apelariam para a emotividade, criando nos jovens manipulados um sentimento de que são uma espécie de resistência democrática, similar a que a esquerda diz que foi no passado. Cantariam “hinos” como: “Caminhando contra o vento…” e "Bem vamos embora que esperar não é saber…”

As forças armadas reprimiriam as manifestações, mas como certamente haverá policiais e agentes de segurança ainda fieis ao governo em meio aos insatisfeitos, haveria muita violência, feridos e mortos de ambos os lados.

É quase certo que o Brasil enfrentaria um longo período de caos generalizado, talvez por muitos meses, ou anos. Pelas proporções continentais do país, é impossível prever os desdobramentos dessa questão. Ha grande risco de solução de continuidade da federação.

A princípio os militares não acionariam reservistas, eles seriam um grande risco dentro da caserna, haja vista que uma parcela significativa da juventude brasileira – por meio de um processo lento e contínuo – se tornou simpática aos ideais esquerdistas. Muitos jovens de hoje enxergam desertores e terroristas do passado, que lutaram contra seu próprio país, como figuras em quem se espelhar. Por conta disso é muito mais seguro que, em um primeiro momento, o reforço no efetivo seja feito por militares profissionais recém transferidos para a reserva.

A convocação da reserva num caso como esse deve ser um processo extremamente criterioso, e por isso seria realizada de forma lenta e gradual.

Centenas, talvez milhares de pessoas morreriam nos primeiros embates entre forças armadas e aliados do governo destituído, a maioria jovens. Os manifestantes recuariam, mas não desistiriam. Preferindo agir nos grandes centros, se armariam melhor, e melhor organizados, reagiriam de forma sistemática.

Os militares das Forças Armadas teriam que assumir as funções de segurança pública em muitos locais, e isso agravaria a situação nas fronteiras. Ainda que o poderio militar do Brasil seja bastante superior ao de seus vizinhos bolivarianos, é possível que quarteis do Exército situados no extremo norte tenham algum trabalho para resistir a possíveis investidas de grupos estrangeiros que sejam enviados para apoiar ações anti-governo.

É realmente provável que combatentes de Cuba, Venezuela e Bolívia se aliem ao exército de insatisfeitos. Aqui seriam exaltados por aqueles que perderam a boquinha e que tentariam retomar o poder. Seria sua chance de criar a “pátria grande”? Da mesma forma que no passado, militantes de esquerda se organizariam em grupos de guerrilha urbana. Certamente usariam até nomes de grupos do passado, como MR8 etc. Com ataques surpresa e ações do gênero grupos espalhariam o terror nas noites das grandes cidades, sem se preocupar se estarão fazendo vítimas inocentes, como é de seu feitio. Hoje ha maior facilidade em se adquirir armas clandestinas, sem contar as que já existem nas mãos do crime organizado, isso tornaria as coisas mais difíceis ainda.

Lembrando que os militares, ao contrário dos grupos de oposição, tem sempre que se preocupar com a vida da população civil. Inimigos que surgem em guerras intestinas normalmente não respeitam convenções internacionais, uniformes e tipos de armamento, sempre se escondendo em meio à multidão, se mantendo à paisana e usando artefatos e métodos ilegais como bombas caseiras, incêndios e sequestros.

Ha indícios de que o crime organizado possivelmente decida apoiar indiretamente o governo deposto, realizando atentados contra militares e forças de segurança, haja vista que militares ha algum tempo vem causando dificuldades aos criminosos comuns, atuando nos grandes centros com rigor e reforçando as fronteiras para reprimir o tráfico de entorpecentes e armas.

Muitas pessoas têm dito nos campos para comentários aqui da Revista Sociedade Militar que um governo corrupto mata muito mais do que uma guerra civil, que o desvio de dinheiro que poderia ser aplicado em saúde e saneamento acaba por ceifar milhares de vidas. Sem contar a criminalidade que ceifa dezenas de pessoas todos os dias. Sim, tudo indica que isso é verdade. Mas, ainda assim devemos a todo custo procurar uma solução pacífica para as questões que nos afligem.

Enquanto existirem vias democráticas a sociedade deve buscar o protagonismo político.

Paramos por aqui com essa descrição fictícia, mas provável.

Cremos que deu pra ter uma pequena ideia de que uma “intervenção” não é algo tão simples. Os acontecimentos acima descritos, e milhares de outros não descritos, afetariam o TODO da sociedade brasileira, 200 milhões de pessoas.

A intervenção pode acontecer? É claro que sim, tanto no Brasil quanto em qualquer nação onde exista uma força armada comandada por homens. Contudo, é improvável. Ha consequências imediatas e duras para todos os envolvidos. E aqueles que tem o poder de decidir certamente levam isso em consideração, além de terem a certeza que serão responsabilizados se as coisas não derem tão certo quanto preverem. As apurações da atual CNV indiscutivelmente tem um grande poder dissuasório contra qualquer tentativa de insurreição, e mostram que o povo pode sim ser atirado contra membros do grupo que o socorreu.

Nosso país é gigantesco, complexo, pluripartidário, repleto de ONGS e Grupos de esquerda, que provavelmente apoiariam o governo destituído compulsoriamente.

Seria uma situação complexa, muita gente sofreria, principalmente os mais humildes, crianças e idosos.

Ficam alguns milhares de questionamentos. Entre eles: Ao final dos processos legais, que poderiam durar anos, todos os membros do partido majoritário seriam condenados? Ou sobraria alguém para reergue-lo da cinzas? Em pleno séc. XXI poderia-se bani-los do país? A sociedade civil ajudaria os militares a aguentar a pressão interna/externa? Legalmente o partido poderia ser extinto? Seus membros teriam os diretos políticos cassados ou depois de alguns anos retornariam com mais força e status de injustiçados, inaugurando uma nova onda de revanchismo?

Sabemos que já salvamos o Brasil uma vez do autoritarismo com fundamentos marxistas, indo para as ruas. É perfeitamente possível que isso seja realizado pela via democrática, temos armas e ferramentas para isso.

Peçam urnas convencionais nas manifestações. Carreguem faixas dizendo abaixo o PT, peçam impeachment, isso é legal e faz parte da democracia. Estamos diante do maior escândalo já visto, os pilares do partido do governo nunca estiveram tão abalados e aos poucos percebe-se gente abandonando o barco, antes do naufrágio, que é iminente.

Se ha indícios de ilicitudes em qualquer instituição governamental, que se entre com ações contra o governo. Que se denuncie isso no Ministério público, que tem obrigação de apurar e responder às questões colocadas. Se isso não der certo, que se inunde as cortes internacionais de processos contra o governo e governantes do Brasil.

Pelo mundo afora ha grupos que acamparam por meses nos grandes centros em manifestações pacíficas e insistiram em receber a atenção da mídia internacional e governo.

Ninguém, seja militar ou civil, tem permissão para falar em nome das Forças Armadas. Contudo, é preciso lembrar que as instituições militares não dormem nunca. Se de fato houver risco iminente à Soberania Nacional, sabemos muito bem que cada um cumprirá com o seu dever.

A paz queremos com fervor, a guerra só nos causa dor. Porém…

No momento, além da luta contra a esquerda, tem-se que lutar contra algo similar a uma extrema direita, fanática e incapaz de interpretar nossa própria legislação. E que de forma absurda tenta impor interpretações equivocadas, falando sem o menor pudor em matar pessoas, fuzilar políticos e impor uma lei marcial, sem nenhuma justificativa plausível para isso.

Parece que esse pequeno grupo tenta instigar outros a correr riscos e cometer ilícitos em seu lugar. Irresponsavelmente, escondidos dentro de seus quartos e apenas se manifestando por meio de seus teclados, de forma covarde e omissa, tentam jogar o país no caos generalizado. O que muito provavelmente custaria a vida de muitas pessoas. Por fim, uma ação ilegal desse tipo acabaria dando a muitos políticos da atualidade, a oportunidade de serem reconhecidos, dessa vez com razão, como vítimas de um golpe militar.

Se o grupo de “intervencionistas” despertasse dessa alucinação, resolvesse sair em peso de trás de seus monitores de lcd e empreendesse uma oposição inteligente e corajosa, talvez o trabalho daqueles que realmente acrescentam vitórias nessa guerra se tornasse um pouco mais fácil. Contudo, infelizmente, ao invés de agir racionalmente, essa pequena e barulhenta malta, que se diz oposição, não discute racionalmente, não contra-argumenta. Apenas, a exemplo do que faz a esquerda, tenta desclassificar qualquer um que discorde minimamente de seus ideais esdrúxulos, chamando-o de golpistas, covarde, petralha e coisas do gênero.

Já foram vitimas da fúria desses caluniadores várias personalidades e articulistas, como Reinaldo Azevedo, Luciano Ayan, Vários Militares da ativa e reserva, Bolsonaro e seu filho, que é policial, Robson A.D.Silva, de Revista Sociedade Militar, Marcello Reis do Revoltados Online, Lobão, Felipe Moura da Veja e muitos outros que ousam discordar da vontade de uns poucos que desejam o que chamam de “intervenção militar constitucional”.

“A direita hoje em dia é campeã em receber presentes políticos e se recusar a abri-los. Daí perdem as melhores oportunidades“. Frase de Luciano Ayan, acima mencionado.

Caso um governo derrotado em eleições ou deposto por um impeachment se recuse a abandonar o Planalto e algum grupo ouse tentar usar a força para mante-lo no poder, o que geraria uma situação perigosa, seria concebível cogitar a ação das Forças Armadas para o restabelecimento da ordem. Contudo, não é isso que ora ocorre no país.

Das dua uma. Ou é desonestidade ou é analfabetismo funcional defender o que chamam de “intervenção militar” se amparando no Art. 142 da Constituição. Na CF de 1988, que foi confeccionada em linguagem bastante clara, é bastante obvio que a convocação dos militares federais para garantir a lei e ordem deve partir de um dos poderes constitucionais.

Primeiro: Deve haver risco à lei e ordem. Segundo: As F.Armadas devem ser convocadas por um dos poderes. O que estiver fora disso será contra a lei. O militar que se aventurar a fazer isso age contra regulamentos militares e contra a própria lei, e pode ser preso.

Art. 142. As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.


Alguns meses atrás, aqui mesmo nesse site, lemos um artigo no qual um General de Brigada convoca a sociedade a se manifestar e expressar sua insatisfação, não há fraude ou governo corrupto que resista à ação crescente da sociedade mobilizada, insistindo em mudanças em torno de ideais lícitos. Como disse um líder preso recentemente na Venezuela, quem se cansa perde.  #ElQueSeCansaPierde.

Publicado originalmente no site da Revista Sociedade Militar


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Texto liberado para republicação, exceto para fins comerciais.Para republicação em mídias comerciais consulte o autor.*Robson.A.D.S. Cientista Social - Revista Sociedade Militar





Petrolão: desprovida de bom senso, Gleisi ataca Joaquim Barbosa por críticas ao ministro da Justiça

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Cumprindo ordens – A desfaçatez de Gleisi Helena Hoffmann é desprovida de limites. A senadora petista ocupou a tribuna do Senado Federal para atacar o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, que criticou em sua conta no Twitter o comportamento do ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, flagrado em reuniões suspeitas com advogados de empreiteiros presos na Operação Lava-Jato.

Acusada de envolvimento no esquema criminoso conhecido como Petrolão (levou R$ 1 milhão em dinheiro vivo), denúncia feita pelos dois principais delatores da Lava-Jato (Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef), Gleisi deveria modular melhor o seu senso de ridículo, assim evitaria tentativas frustradas de defender a rubalheira ocorrida na Petrobras, que sangrou os cofres da estatal em aproximadamente R$ 88 bilhões, segundo cálculos da ex-presidente da companhia, Maria das Graças Foster.

De tal modo, a senadora paranaense escaparia de mais polêmicas, o que contribuiu para piorar sobremaneira sua delicada situação, que pode culminar com a cassação do mandato da petista. A expectativa de perda de mandato é cada vez maior, pois se os senadores adotarem o mesmo entendimento que levou à cassação do ex-petista André Vargas Ilário, a ex-chefe da Casa civil deveria começar a arrumar as gavetas. Afinal, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deve divulgar em breve os nomes dos políticos envolvidos no maior caso de corrupção da história.

Em seu discurso, Gleisi considerou “absolutamente inusitado” que Barbosa, aposentado do STF e hoje um cidadão comum, postasse comentário em sua conta no Twitter questionando o suspeitíssimo encontro do ministro da Justiça com advogados de empresários presos por roubar a maior empresa brasileira.


Não é exatamente uma novidade o fato de Gleisi Hoffmann combinar a falta de noção com a total ausência de compostura. A senadora, que foi a tribuna tentar cassar o direito do ex-ministro Joaquim Barbosa de manifestar o próprio pensamento em uma rede social, é a mesma que, como ministra-chefe da Casa Civil, nomeou o pedófilo Eduardo Gaievski para comandar as políticas do governo federal destinadas a crianças e adolescentes. Ou seja, Gleisi cevou o Monstro da Casa Civil, sem até agora não ter dado explicações convincentes, mas quer censurar Joaquim Barbosa.


Publicado originalmente no site UCHO.INFO

A Unilateralidade do Relatório Final da CNV


A Comissão Nacional da Verdade, desconsiderando o direito à memória, e amparando-se em definições colhidas de textos internacionais a respeito do que se entende por graves violações de direitos humanos, limitou, ao arrepio da Lei nº 12.528/11, as apurações sobre os fatos delituosos perpetrados durante o regime militar, examinando apenas aqueles cometidos por agentes do Estado, prejudicando a verdadeira compreensão do fenômeno histórico e inviabilizando a definitiva reconciliação nacional, atuação que poderá resultar em possíveis consequências jurídicas nos campos penal e/ou civil...

Infelizmente, a tônica dada aos trabalhos da CNV e ao seu relatório final revelou-se míope, restando impregnada por ardores que, ao invés de promover a reconciliação nacional, perpetuam o debate ideológico iniciado há décadas, o que certamente não condiz com um país cuja Constituição Federal prima pela solução pacífica dos conflitos (art. 4º, VII, da CF).

Assim, ao se afastar da moldura prevista na Lei nº 12.528/11, poderão os membros da CNV sofrer possíveis consequências jurídicas decorrentes de sua atuação, nos campos penal e/ou civil, tudo em conformidade com os ditames do Texto Constitucional em vigor e das diversas leis que convergem com o mesmo e, especialmente, com a concepção da verdadeira democracia, que impede o desvio comportamental dos agentes públicos ante a expressa determinação legislativa que regula (e limita) suas respectivas atuações em nome do Estado.

Leia o artigo na integra clicando no link abaixo:





REGIME MILITAR
Período entre 1964 e 1985

Por General da Reserva Luiz Eduardo Rocha Paiva

O regime militar era de exceção como os próprios Presidentes reconheciam ao manifestarem a necessidade de redemocratização.  Autoritário sim, por limitar as liberdades democráticas, mas não totalitário, que as eliminaria.

Havia partido de oposição - o MDB - que tinha espaços na mídia e disputava eleições livres. A bandeira do MDB era democracia já, enquanto a do partido de governo, a ARENA, era a redemocratização gradual e segura. Periódicos, músicas de protesto, festivais da canção, grupos e peças teatrais criticavam o governo e livrarias vendiam obras de linha marxista-leninista. Ou seja, havia liberdades impensáveis em regimes totalitários ou ditaduras.

A redemocratização veio a partir de 1978, não por obra da esquerda revolucionária já desmantelada. É um engano considerá-la vitoriosa porque antigos militantes ocupam, hoje, posições importantes na sociedade. Eles não chegaram ao poder pela força das armas e sim como cidadãos com plenos direitos assegurados na anistia concedida pelo próprio governo em 1979. Abandonaram a luta armada, derrotados, e se submeteram às normas democráticas, reintegrando-se à sociedade na forma da lei, em pleno regime militar e como exigiam a Nação e o governo.

Nos anos 1960 e 1970, a ideologia da luta armada no Brasil era a de Estados totalitários como URSS, China e Cuba responsáveis pelas maiores violações aos direitos humanos. Se a esquerda radical tupiniquim conquistasse o poder, cometeria as mesmas atrocidades ocorridas em suas matrizes. Daí a incoerência da Presidente Dilma quando homenageia, em discursos, antigos companheiros de luta armada, dizendo que eles lutavam por liberdade e democracia. O conceito da Presidente a respeito de liberdade e democracia parece continuar o mesmo de quando pertenceu a organizações  armadas revolucionárias ao lado de Lamarca, Franklin Martins, José Dirceu e outros notórios  "aficionados pela democracia". Eis aí algo que deveria preocupar à sociedade como um todo, particularmente, à mídia, às Igrejas, aos Poderes da União e às Instituições do País.

É hipocrisia a condenação dos governos militares, por excessos na reação à luta armada, feita por militantes radicais e sucessivos governos que idolatram ditaduras e lideranças criminosas como a de Cuba; que concedem asilo a terroristas estrangeiros condenados, mas devolvem fugitivos da ditadura cubana; e que financiam e confraternizam com o movimentos ditos sociais, cujas ações resultam, impunemente, em invasões, destruições e mortes.

O Brasil tornou-se uma democracia, aspiração da sociedade, da oposição legal e dos governos militares, e não um país comunista escravizado por um partido único, objetivo da esquerda revolucionária, que não teve o reconhecimento de nenhuma democracia de que lutasse por liberdade ou representasse parcela do povo brasileiro.

Porém, como eles não desistiram e só mudaram os métodos, é preciso manter a vigilância e a disposição para combate-los e vence-los com os meios legais que se fizerem necessários.

Publicado originalmente no site A Verdade Sufocada

Dilma: "malfeitos" investigados na Lava Jato foram feitos por funcionários, não empresas

Reportagem de Jeferson Ribeiro

Presidente Dilma Rousseff durante reunião com o ministro de Relações Exteriores alemão, Frank-Walter Steinmeier, no Palácio do Planalto, em Brasília. 13/2/2015 REUTERS/Ueslei MarcelinoBRASÍLIA (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff procurou nesta sexta-feira isentar as empresas dos "malfeitos" investigados pela operação Lava Jato, da Polícia Federal, dizendo que foram cometidos por funcionários e que o governo trata dessa questão considerando a necessidade de geração de empregos e renda.

Questionada sobre a possibilidade de as empresas envolvidas nas investigações fecharem um acordo de leniência com o governo para manter seus contratos de obras públicas e não serem declaradas inidôneas, Dilma disse que não cabia a ela comentar.

Um ministro do governo disse à Reuters na quinta-feira, sob condição de anonimato, que já há consultas informais de algumas empresas sobre um possível acordo de leniência.

"O que o governo fará é tudo dentro da legalidade. Nós iremos tratar as empresas tentando, principalmente, considerar que é necessário criar emprego e gerar renda no Brasil", disse a presidente na primeira conversa com jornalistas desde que assumiu o segundo mandato.

"Isso não significa, de maneira alguma ser conivente, ou apoiar ou impedir qualquer investigação ou qualquer punição a quem quer que seja, doa a quem doer", acrescentou a presidente.

A presidente citou especificamente a Petrobras, que está no centro de um escândalo bilionário de corrupção envolvendo funcionários, empreiteiras e políticos. Para Dilma, a empresa não pode ser tratada como se tivesse cometido irregularidades, que foram praticadas por funcionários seus.

"Os donos das empresas ou os acionistas das empresas serão investigados, porque a empresa não é ente que esteja desvinculado de seus acionistas", disse.

"Eu não vou, por exemplo, tratar a Petrobras como a Petrobras tendo praticado malfeitos, quem praticou malfeitos foram funcionários da Petrobras que vão ter de pagar por isso", disse a petista.

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A presidente disse ainda que o governo vai propor novamente ao Congresso a atualização da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física em 4,5 por cento. Essa será a terceira vez que o governo propõe esse patamar de reajuste.

Na última tentativa, o Congresso alterou o percentual para 6,5 por cento e Dilma vetou a mudança. O veto será analisado pelos parlamentares nas próximas semanas.

Dilma disse que se o veto for derrubado vai lamentar. "Sinto muito", disse. "Não estamos vetando porque queremos, nós estamos vetando porque não cabe no Orçamento público", argumentou.

BENEFÍCIOS TRABALHISTAS E PREVIDENCIÁRIOS

Dilma também indicou que as mudanças propostas pelo governo no acesso a alguns benefícios trabalhistas e previdenciários no final do ano passado serão alvo de mudanças, após as negociações com o Congresso e com as centrais sindicais, que têm resistido às novas restrições apresentadas por medida provisória.

"Eu acho que sempre há negociação, ninguém acha que num país democrático como o Brasil, que tem um Congresso livre, que tem movimentos sociais sendo ouvidos e com os quais você dialoga, seja algo fechado que não há negociação, sempre há negociação", afirmou Dilma, ao ser questionada sobre as resistências às mudanças até mesmo entre os partidos aliados no Congresso.

Editadas pelo governo como parte do esforço para colocar as contas públicas em ordem, as duas MPs que alteram as regras de acesso a benefícios trabalhistas e previdenciários aguardam votação no Congresso para se tornarem leis definitivas.

"Mas também há posições claras", disse. "Os diferentes agentes e participantes têm de mostrar com clareza quais são as posições que têm e qual objetivo. Só ser contra por ser contra também não", disse.

"Com argumentos e com fundamentos você chega sempre a uma boa solução", afirmou.



Publicado originalmente nos site Reuters Brasil

Empreiteiras da Lava Jato cobram de Lula interferência política

Foto: André Dusek/Estadão
Lula e o sócio Paulo Okamoto: empresas corruptoras 
querem evitar o “colapso” Foto: André Dusek/Estadão
Investigadas na Lava- Jato cobram proteção a Lula e ao sócio Okamoto

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu sócio Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, têm recebido pessoalmente desde o fim do ano passado emissários de empreiteiros que são alvo da Operação Lava-Jato. Preocupados com as prisões preventivas em curso e com as consequências financeiras das investigações, executivos pedem uma intervenção política de Lula para evitar o colapso econômico das empresas.

Okamotto admitiu ter recebido “várias pessoas” de empresas investigadas na Lava- Jato. O jornal O Estado de S. Paulo ouviu relatos de interlocutores segundo os quais, em alguns momentos, empresários chegaram a dar um tom de ameaça às conversas.No fim do ano passado, João Santana, diretor da Constran, empresa do grupo UTC, agendou um encontro com Lula – o presidente da UTC, Ricardo Pessoa, foi preso pela Lava-Jato e é apontado como coordenador do cartel de empreiteiras que atuava na Petrobrás.

Santana foi recebido por Okamotto. A conversa foi tensa. A empreiteira buscava orientação do ex-presidente. Em 2014, a UTC doou R$ 21,7 milhões para campanhas do PT – R$ 7,5 milhões em apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff. Indagado sobre o encontro com o diretor, Okamotto admitiu o pedido de socorro de Santana. “Ele queria conversar, explicar as dificuldades que as empresas estavam enfrentando. Disse: ‘Você tem de procurar alguém do governo’”, contou o presidente do Instituto Lula.

“Ele estava sentindo que as portas estavam fechadas, que tudo estava parado no governo, nos bancos. Eu disse a ele que acho que ninguém tem interesse em prejudicar as empresas. Ele está com uma preocupação de que não tinha caixa, que tinha problema de parar as obras, que iria perder, que estava sendo pressionado pelos sócios, coisa desse tipo”, disse Okamotto. A assessoria de imprensa da Constran nega o encontro.

A força-tarefa da operação prendeu uma série de executivos de empreiteiras em 14 de novembro, na sétima fase da Lava-Jato. Um deles era o presidente da OAS, Léo Pinheiro. Antes de ser preso, ele se encontrou com Lula para pedir ajuda em função das primeiras notícias sobre o conteúdo da delação premiada do ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa que implicavam sua empresa. Lula e Pinheiro são amigos desde a época de sindicalista do ex-presidente petista, que negou ter mantido conversas sobre a Operação Lava-Jato com interlocutores das empresas.

Estratégias comuns

A cúpula das empreiteiras também tem feito reuniões entre si para avaliar os efeitos da Lava-Jato. Após a prisão dos executivos, o fundador da OAS, César Mata Pires, procurou Marcelo Odebrecht, dono da empresa que leva seu sobrenome, para saber como eles haviam se livrado da prisão até agora. Embora alvo de mandados de busca e de um inquérito da Polícia Federal, a Odebrecht não teve nenhum executivo detido na Lava-Jato.Conforme relatos de quatro pessoas, Pires disse que as duas empresas têm negócios em comum e que a OAS não assumiria sozinha as consequências da investigação. Ele afirmou ao dono da Odebrecht não estar preocupado em salvar a própria pele, porque já havia vivido bastante. Mas não iria deixar que seus herdeiros ficassem com uma empresa destruída por erros cometidos em equipe.

A assessoria de imprensa da Odebrecht disse que houve vários encontros entre as duas empresas, mas que nenhum “teve como pauta as investigações sobre a Petrobrás em si”. O departamento de comunicação da OAS nega a reunião com a Odebrecht. Em consequência da Operação Lava-Jato, as empreiteiras acusadas de fazer parte do “clube” que fraudava licitações e corrompia agentes públicos no esquema de corrupção e desvios na Petrobrás estão impedidas de participar de novos contratos com a estatal. Com isso, algumas enfrentam problemas financeiros, o que tem tirado o sono dos donos dessas empresas. No dia 27 de janeiro, Dilma fez um pronunciamento no qual disse que “é preciso punir as pessoas”, e não “destruir empresas”.

Críticas

A tentativa de empreiteiras envolvidas na Lava-Jato de pedir ajuda a agentes políticos já foi condenada pelo juiz Sérgio Moro – responsável pela operação – ao se referir aos encontros de advogados das empresas com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

“Trata-se de uma indevida, embora malsucedida tentativa dos acusados e das empreiteiras de obter interferência política em seu favor no processo judicial (…) certamente com o recorrente discurso de que as empreiteiras e os acusados são muito importantes e bem relacionados para serem processados”, criticou o juiz.(AE)



Publicado originalmente no Diário do Poder

Maduro manda encapuzados prender líder da oposição

Por Reinaldo Azevedo


sábado, 21 de fevereiro de 2015

FEB comemora 70 anos da tomada de Monte Castelo na 2ª Guerra Mundial

Força Expedicionária Brasileira - ANVFEBDepois de quatro meses de combate, iniciado em 24 de novembro de 1944, a maior parte deles no inverno europeu, as tropas brasileiras conseguiram derrubar os soldados dos exércitos nazi-fascistas de Itália e Alemanha, dando passo importante em pleno território inimigo.

A Tomada de Monte Castelo, em 21 de fevereiro de 1945, foi fundamental para o avanço dos Aliados rumo a Bolonha, completando no dia de hoje 70 anos.



O Retorno à Pátria Amada

Mas nem tudo foram flores para esses honrados guerreiros. A volta dos Pracinhas ao Brasil foi, antes de tudo, árdua e penosa.

Após mais de sete meses de guerra e a morte de 450 brasileiros, o retorno dos Pracinhas iniciou-se após a rendição da Alemanha, em maio de 1945, tendo os primeiros combatentes desembarcado no Rio de Janeiro em julho.

Os Pracinhas eram louvados em versos e em prosa. No rádio, Ataulfo Alves e suas pastoras, cantavam: “…E por isso a Nação vos recebe pondo flores no vosso fuzil. Salve, bravos soldados da FEB. Salve heróis, filhos bons do Brasil.”

Iniciou-se o desfile, ou melhor: a marcha lenta em coluna por um, porque o povo, descontrolado, entusiasmado, rompeu os cordões de isolamento e impediu a parada em coluna por quatro, como era o regulamento.


Aos que conseguiram rever o solo pátrio a readaptação à vida civil não foi fácil, pois os benefícios e direitos a que faziam jus, como recolocação profissional e auxílio médico-psicológico, demoraram cerca de 40 anos para serem reconhecidos pelo governo.

Aqui homenageamos estes valorosos brasileiros, verdadeiros heróis de nossa pátria, que, muitos com sacrifício da própria vida, lutaram para elevar o nome do Brasil e seus princípios de soberania, paz e democracia.

Aos PRACINHAS, nossos verdadeiros heróis e exemplo de brasilidade patriótica, o nosso 

BRAVO ZULU!

Joaquim Barbosa reclama da tentativa de livrar os empreiteiros no tapetão

Por Políbio Braga


Fonte: YouTube

Dilma recusa credencial de embaixador da Indonésia para atuar no Brasil

Por Luana Lourenço - Agência Brasil
A presidente Dilma Rousseff entrega credenciais a novos embaixadores que atuarão no Brasil(Elza Fiúza/Agência Brasil)
A presidente Dilma Rousseff entrega credenciais a novos embaixadores que atuarão no Brasil 
(Elza Fiúza/Agência Brasil)Elza Fiúza/Agência Brasil
A presidenta Dilma Rousseff não recebeu hoje (20) a carta credencial do novo embaixador da Indonésia no Brasil, Toto Riyanto. Com isso, ele não poderá representar a Indonésia em audiências ou solenidades oficiais no Brasil. Toto Riyanto esteve no Palácio do Planalto para repassar ao governo brasileiro a carta credencial, assim como os novos embaixadores da Venezuela, de El Salvador, do Panamá, do Senegal e da Grécia. A cerimônia foi encerrada sem a participação do indonésio.

“Achamos que é importante que haja uma evolução na situação para que a gente tenha clareza em que condições estão as relações da Indonésia com o Brasil. O que nós fizemos foi atrasar um pouco o recebimento de credenciais, nada mais que isso”, explicou a presidenta em entrevista após a cerimônia. Foi a primeira vez que ela conversou com jornalistas desde o fim de dezembro, antes de tomar posse do segundo mandato.

No dia 17 de janeiro, o brasileiro Marco Archer foi fuzilado na Indonésia, em cumprimento à pena de morte por tráfico de drogas. Após a execução, Dilma convocou o embaixador brasileiro na Indonésia, um ato diplomático que demonstrou a insatisfação do Brasil. Outro brasileiro condenado à pena de morte no país, Rodrigo Gularte, aguarda execução.


A violência no Brasil. Um quadro estarrecedor.

O MAPA DA VIOLÊNCIA DO BRASIL EM 2014...UM BANHO DE SANGUE... UMA GUERRA CIVIL NAS RUAS E NO TRÂNSITO... FALÊNCIA TOTAL DO PODER PÚBLICO... PARA ONDE VAMOS? ESSE BURACO NÃO TEM FUNDO?

Divulgado o mapa da violência do ano de 2014, o verde e amarelo dá lugar ao vermelho do sangue das vítimas. O mapa mostra a realidade social como ela é, não a partir do que os governantes dizem e nem do que o povo acha. Mais de 100 mil mortos entre assassinatos e mortos no trânsito: Assustadoras as estatísticas do mapa da violência no Brasil no ano de 2014. A fonte de estudo são os dados do Ministério da Saúde e os registros policiais. Se a origem do Estado, que é Poder Público, que no Brasil pode ser traduzido como Municípios, Estados da Federação, Distrito Federal e União, tem entre seus fundamentos a proteção à vida, sendo a segurança pública uma das formas de proteção á vida.

O PODER PÚBLICO FRACASSOU! O ESTADO FRACASSOU! NÃO MAIS É CAPAZ DE PROTEGER A VIDA!

Por outro lado, que sociedade é essa que produz tantos assassinos, que dentre seus valores está o total desrespeito pela vida? Que indivíduos são esses que matam sem pestanejar, sem sentimento de culpa, destituído de valores mínimos??? E esse instinto assassino está no que usa a arma... está no que dirige embriagado e mata muitas vezes muitos de uma só vez, num acidente, uma família inteira... Vamos aos dados estarrecedores:

1) 10 Municípios do Ceará mais violentos estão entre os duzentos mais violentos do Brasil - A surpresa é Fortaleza - que é apenas a 4ª mais violenta do Ceará - embora uma das grandes cidades mais violentas do mundo. Todavia o interior do Ceará está mais violento que Fortaleza - logo os programas policiais televisivos, que vivem de alardear a violência deveriam mudar para cidades do o interior - Eis os 10 municípios mais violentos do Ceará:

MUNICÍPIO SITUAÇÃO NACIONAL

1º Eusébio --> 36º
2º Itaitinga --> 39º
3º Barbalha --> 56º
4º Fortaleza --> 60º
5º Tabuleiro do Norte --> 66º
6º Aquiraz --> 73º
7º Horizonte --> 77º
8º Jaguaribara --> 112º
9º Quixeré --> 132º
10º Senador Pompeu --> 155º

2) A taxa de suicídio entre jovens de 17 e 18 anos de idade aumentou 05 vezes no últimos anos;

3) Entre 1980 e 2012 - Nos últimos 32 anos, têm-se: A) 1.202.245 homicídios(hum milhão, duzentos e dois mil, duzentos e quarenta e cinco); B) 1.041.335 mortos em acidentes de trânsito (hum milhão, quarenta e um mil e trezentos e trinta e cinco) e C) 216.211 suicídios (duzentos e dezesseis mil, duzentos e onze). Somando os números da tragédia quase 2,5 milhões de mortos. Quase uma população inteira ativa do Uruguai;

4) Os homicídios aumentaram 148%, os suicídios aumentaram 62,5% e mortes em acidente de trânsito aumentaram em 38,7%. Para cada mulher que se suicida 02 homens se suicidam. A VIOLÊNCIA SÓ AUMENTA;

5) Entre o ano de 2003 e o ano de 2012 houve uma interiorização da violência. O interior dos Estados passou a ser mais violento. O que é fato claro no Ceará. A FALÊNCIA DO ESTADO É GENERALIZADA;

6) A maioria das vítimas se localizam na faixa dos 20 aos 30 anos, portanto jovens, e de cor parda ou negra;

7) O número de homens assassinados é 11 vezes superior ao número de mulheres mortas, isto é, para cada mulher assassinada 11 homens são mortos;

8) O Brasil é o 7º país mais violento do mundo;

9) 46.000 vítimas em acidentes de trânsito em todo o Brasil. O Brasil é o 4º colocado no mundo com mortes no trânsito;

10) 56.337 homicídios ocorrido no Brasil, último levantamento estatístico.

Acesse o Mapa da Violência no link Mapa da Violência 2014

CONCLUSÃO: A violência só aumentou. Inclusive contra as mulheres, demonstrando o fracasso da Lei Maria da penha, criada mais como marketing, para elevar uma cortina de fumaça, que se esvaiu na fumaça... vez que não foi seguida de várias medidas para combater a cultura machista, quando deveria ter envolvido escolas, associações, a mídia, toda a a sociedade civil. A atualidade, segundo o grande sociólogo Zygmunt Bauman, é resultado de uma soma terrível de falência do Estado, com o excesso de individualismo, mais o consumismo vazio, enfraquecimento da sociedade civil, a vitória do mundo das drogas e no Brasil, ainda, há a questão do patrimonialismo e da corrupção.

MATA-SE MAIS NO BRASIL QUE EM GUERRAS: Para se ter ideia, somando-se os mortos na guerra civil da Síria, do Iraque, no conflito entre russos e ucranianos, entre israelenses e palestinos... em um ano... MATA-SE MAIS NO BRASIL NO ESPAÇO DE UM ANO. E se pegar o total dos mortos no Brasil, por homicídios e acidentes de trânsito, nos últimos 10 anos... O NÚMERO DE MORTES NO BRASIL É SUPERIOR AO NÚMERO DE MORTOS NOS ÚLTIMOS 10 ANOS NOS 12 MAIORES CONFLITOS DE GUERRA EXISTENTES ATUALMENTE NO MUNDO! Não é o inferno, porque no inferno não existem assassinatos.

CHEGAMOS A UM PONTO ONDE O DIREITO À VIDA NÃO É GARANTIDO PELA SEGURANÇA PÚBLICA.

Onde a maioria das pessoas não valoriza nem respeita a vida do outro, sequer a própria vida. Fenômeno que ocorre em todo o Ocidente, mas ressoa pior no Brasil, pela fraqueza da sociedade civil, descompromisso dos governantes e falência total do Poder Público. E assim, por ironia, quando a internet permite o maior exercício de liberdade de expressão possível, o maior acesso ao conhecimento em toda história da humanidade, quando toda a ciência e tecnologia nunca foram tão avançados... A HUMANIDADE, SOBRETUDO O BRASIL, encontra-se à deriva... feliz de você...que lê este artigo se amanhã, quando sair à rua não for assaltado no primeiro sinal, não ser vítima de uma bala perdida na sala de casa,não sofrer um acidente de trânsito ou sofrer algum ataque de um cidadão comum por conta de um desentendimento qualquer... pois se ficar ferido aí poderá enfrentar outro problema, a falência da saúde pública...aí já setem outro fracasso e matéria para outro artigo... Mundo Ocidental, oh mundo Ocidental, para onde vais? Brasil, para onde vais? Será que esse buraco, em que se está em queda livre, não tem fundo???


(Recebido por email de Valdecy Alves)


Publicado originalmente no site A Direita Brasileira em Ação

Exercício de Imaginação

Por Gen Gilberto Rodrigues Pimentel

Ao verificar o quadro em que vivemos atualmente no Brasil, caberia perguntar como viveríamos se as tentativas de tomada do poder pelos comunistas não fossem frustradas pela ação da sociedade brasileira, respaldada por seus militares.

Não vamos tratar de como seria o panorama agrícola, a infraestrutura, a educação, o comércio exterior, a tecnologia, as comunicações, os transportes e tantas outras coisas que devem ao período revolucionário seu maior progresso até hoje, obras realizadas com dedicação, visão de futuro e honestidade pelos governos de então.

Nunca antes, na história deste país, tantos deveram tanto a tão poucos, e por tanto tempo.

Limitados pelo espaço e pelo tempo, vamos nos ater apenas a dois dos mais graves desafios atuais: a falta de água e de energia elétrica.

Lutando contra o colapso hídrico, passou quase despercebida a notícia recentemente publicada nos jornais: mais de 80% dos grandes reservatórios de água e barragens hoje existentes foram construídos ou ampliados pelos governos militares. Ou seja, há mais de trinta anos não se constrói obra hidráulica de vulto no país.

Se os comunistas – sim, eles existem, embora se escondam, mudem de denominação, digam-se democratas e até neguem existir – tivessem tomado o poder na década de 60, com toda a certeza as obras não seriam realizadas, e a falta de água teria se manifestado muito antes.

Preocupados com a próxima eleição e não com o futuro do país, os governos de esquerda ou socialistas – e não democráticos, como se autointitulam – não teriam a visão, o desprendimento e a coragem de construir as grandes represas, como Itaipu, Tucurui, Jupiá e Ilha Solteira. Pelo contrário, estariam perdidos em discussões estéreis, com as obras pela metade e com os custos das mesmas atingindo as nuvens. Além disso, a corrupção endêmica, típica dos governos esquerdistas, devoraria grande parte dos recursos públicos destinados às obras.

As grandes represas cumpriram duas importantes funções: a criação de um grande lago de acumulação de água e a geração de energia resultante do acionamento das turbinas pela vazão do líquido.

A Petrobrás, no período militar, aumentou a produção de 75 mil para 750 mil barris/dia de petróleo.

Na parte específica de energia foram criadas ainda a Eletrobras e a Nuclebras, construídas as Usinas de Angra I e Angra II e iniciou-se a prospecção de petróleo a grandes profundidades, na Bacia de Campos.

Surgiu também o Pró-Álcool, que chegou a abastecer 95% dos automóveis brasileiros – lembremos que no período a frota nacional cresceu de 1,6 para 13 milhões de veículos. Hoje, os motores dos automóveis são bicombustíveis e a gasolina consumida tem 25% de álcool.

Para ficarmos apenas no campo da hidrologia e da energia, os governos “socialistas” fariam tantas e tão importantes obras? Ou tudo não passaria de grandes promessas, com surtos de construção e grandes paralisações, como acontece com as hidrelétricas de Jirau e de Santo Antonio? Ou, ainda, com a infindável Transposição do Rio São Francisco, que, aliás, só teve concluído antes do prazo e com gastos menores que os orçados, o trecho executado pela Engenharia do Exército? Ou com a alardeada produção de petróleo do pré-sal, redenção econômica e energética do Brasil, que se arrasta por tanto tempo, embora já tenha sido vendida como a grande descoberta atual da Petrobras, não obstante seja conhecida desde o governo Geisel? Na verdade, sua exploração hoje é tão antieconômica quanto o era naqueles dias.

A triste realidade é que os políticos dos governos que se seguiram aos militares, como quase nada fizeram, querem destruir o que foi feito ou apossar-se dos louros por obras alheias. De preferência, enriquecendo no processo.

Muito pior, por certo, seria nossa situação atual se a esquerda tivesse assumido o poder na década de 60, transformando-nos numa “grande Cuba”.

Publicado originalmente no site do Clube Militar


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Gen Gilberto Rodrigues Pimentel é o Presidente do Clube Militar

Neguinho da Beija-Flor desafia o Estado e zomba as leis ao defender a contravenção, mas não foi preso

neguinho_beijaflor_01Hospício oficial – O Brasil é o país da piada pronta, como afirma com muita propriedade o jornalista José Simão, da “Folha de S. Paulo”. Sabem os brasileiros de bem que contravenção é crime, mas no Brasil dos desmandos petistas isso é um mero detalhe. A sensação de impunidade que reina no País é tamanha, que há quem use os veículos de comunicação para defender a ilegalidade, o desmando.

Sambista conhecido e interprete oficial dos sambas-enredos da Beija-Flor, escola de samba da cidade de Nilópolis, no Rio de Janeiro, Luiz Antônio Feliciano Marcondes, nacionalmente conhecido como “Neguinho”, abusou da ousadia e, em claro desafio às autoridades, defendeu a contravenção, fonte de financiamento do carnaval do Rio de Janeiro, assim como de outras cidades brasileiras.

Em entrevista à Rádio Gaúcha, nesta quinta-feira (19), Neguinho da Beija-Flor disse que o dinheiro sujo custeou o carnaval carioca. A afirmação do sambista não é novidade para a extensa maioria dos brasileiros, mas configura uma afronta ao Estado Democrático de Direito e à legislação vigente. A bordo de interpretação mais apurada das leis pode-se afirmar que Neguinho está a fazer apologia ao crime. Sem contar que os bicheiros do Rio de Janeiro, patronos de muitas escolas de samba, ganham dinheiro não apenas com a chamada “zooteca”, mas com máquinas caça-níqueis, tráfico de drogas, sem contar os assassinatos que ocorrem no meio.

“Se não fosse a contravenção meter a mão no bolso, organizar, estaríamos ainda naquele negócio de arquibancada caindo, desfile terminando duas horas da tarde, cada escola desfilando duas, três horas e a hora que quer. E a coisa se organizou”, afirmou o sambista. Na sequência, “Neguinho da Beija-Flor” subiu a rampa da ironia e afirmou: “Se hoje temos o maior espetáculo audiovisual do planeta, agradeça à contravenção”.

Fosse o Brasil um país minimamente sério e com autoridades igualmente responsáveis, a diretoria da Beija-Flor de Nilópolis e seu “puxador oficial’ estariam presos por crimes variados e cumplicidade criminosa. A fala de Neguinho da Beija-Flor é não apenas um deboche, mas um convite descabido e perigoso para que outros insanos passem a defender com mais ênfase o crime organizado.

Como se não bastasse o ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, ter aberto a porta de seu do seu gabinete para os advogados dos quadrilheiros da Lava-Jato, agora o Brasil precisa enfrentar a verborragia insana e criminosa do sambista-mor da escola campeã do Carnaval 2015 do Rio de Janeiro. Só falta aparecer alguém para dizer que Fernandinho Beira-Mar é inocente e que jamais se envolveu com o tráfico de drogas.

Fosse cumpridor dos seus deveres, o ministro José Eduardo Cardozo já teria determinado à Polícia Federal a realização de uma operação pente fino nas principais escolas de samba do País. O grande problema é encontrar doses extras de coragem.


Publicado originalmente no site UCHO.INFO

Sergio Moro, duro de matar

Os encontros secretos entre o advogado administrativo José Eduardo Cardozo, ocupador do Ministério da Justiça, e os defensores das empreiteiras do Petrolão levaram o juiz Sergio Moro a decretar nova ordem de prisão preventiva contra os empreiteiros Ricardo Pessoa, da UTC, e Eduardo Hermelino Leite, Dalton Avancini e João Auler, todos os três da Camargo Corrêa. O argumento de Sergio Moro é perfeito do ponto de vista legal: está demonstrado que as empreiteiras tentam interferir nas investigações.

Disse Moro, no seu despacho:

a) "Existe o campo próprio da Justiça e o campo próprio da política. Devem ser como óleo e água e jamais se misturarem. A prisão cautelar dos dirigentes das empreiteiras deve ser discutida, nos autos, perante as Cortes de Justiça."

b) "Intolerável que emissários dos dirigentes presos e das empreiteiras pretendam discutir o processo judicial e as decisões judiciais com autoridades políticas. Mais estranho ainda é que participem desse encontros, a fiar-se nas notícias, políticos e advogados sem procuração nos autos das ações penais."

c) "Não socorre os acusados e as empreiteiras o fato da autoridade política em questão ser o ministro da Justiça. Apesar de a Polícia Federal, órgão responsável pela investigação, estar vinculada ao ministério, o ministro da Justiça nã
o é o responsável pelas ações de investigações."

d) O ex-ministro do STF Joaquim Barbosa "bem definiu a questão ao dizer que, se você é advogado em um processo, deve recorrer ao juiz, nunca a políticos."

e) "A mera tentativa por parte dos acusados e das empreiteiras de obter interferência política em seu favor no processo judicial já é reprovável, assim como foram as aludidas tentativas de cooptação de testemunhas, indicando mais uma vez a necessidade da preventiva para garantir a instrução e a aplicação da lei penal e preservar a integridade da Justiça contra a interferência do poder econômico."


Sergio Moro, o estrategista, evitou atirar em José Eduardo Cardozo neste momento, atribuindo tudo à empreita bandida e aos seus advogados eriçados. Moro, o enxadrista, sabe como jogar. Moro, duro de matar.


Publicado originalmente no site A Verdade Sufocada

O Carnaval Pragmático

Por Paulo Roberto Gotaç
 
Por mais que se queira, é quase impossível dissociar o carnaval da Beija flor, tecnicamente impecável, do enredo por ela escolhido que, talvez involuntariamente, serviu para promover um governo despótico e sanguinário, o da Guiné Equatorial, que teria, segundo fortes rumores, patrocinado a pompa e o luxo ostentados no desfile.

O país é, por outro lado, um dos mais pobres do mundo, vivendo seu povo  abaixo da mais humilhante linha de miséria e subjugado por ditadores há mais de 35 anos no poder, proprietários de várias mansões mundo afora e titulares de polpudos ativos financeiros aninhados em alguns dos inúmeros paraísos fiscais espalhados pelo planeta.

Os carnavalescos e dirigentes da agremiação, apressaram-se em afirmar que o dinheiro proveio de empreiteiras com interesses na Guiné e não dos seus cofres públicos, o que não alivia a sensação de pragmatismo indecente vislumbrado pelos donos da Escola, aquele que justifica qualquer postura - o vale tudo- e que sublinhou a diplomacia praticada pelo PT ao longo da execução de uma política externa que, afinal, não redundou em benefício para o progresso das transações comerciais, mas tirou o Brasil dos fluxos de riqueza, culminando com o estigma criado pelo melancólico apelido de" anão diplomático"

Por mais que se admire e se apoie a maior festa popular do mundo, há que serem observados por parte dos organizadores alguns limites quanto às homenagens, para que sejam evitados no futuro lembranças como a do nazismo ou do estado islâmico, por exemplo, temas capazes de, nas mãos de competentes coreógrafos, produzirem desfiles também perfeitos.


Publicado originalmente no site Alerta Total 


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Paulo Roberto Gotaç é Capitão de Mar e Guerra, reformado.

Quando a ficção se confunde com a realidade:
O caso Rosenberg 60 anos depois

Por Carlos I. S. Azambuja

“O Paraíso é um lugar para onde as pessoas desejam ir. Não um lugar de onde elas queiram sair. No entanto, nesse nosso Paraíso as portas estão fechadas e trancadas. Que merda de socialismo é esse que tem de manter as pessoas acorrentadas? Que espécie de ordem social é essa? Que espécie de Paraíso?”
(Nikita Kruschev, “As Fitas da Glasnost”, página 253, Edições Siciliano, 1991)

Igor Gussenko, funcionário encarregado da criptografia da Inteligência Militar soviética (GRU) na embaixada da URSS no Canadá, com sua deserção, em setembro de 1945, foi o estopim que desencadeou a caça aos espiões atômicos nos EUA e Grã-Bretanha.

Durante décadas a inocência do casal Rosenberg foi uma crença generalizada. Sustentando que eles haviam sido vítimas de uma farsa judicial, as esquerdas americanas, como as de todo o mundo, apresentaram os Rosenberg como mártires, sacrificados no altar da intolerância ideológica.

Todavia, a verdade revelou-se outra com a liberação de documentos secretos da ex-União Soviética e dos arquivos Venona (nome da operação que descodificou os códigos soviéticos) guardados a sete chaves durante décadas pelo governo norte-americano, bem como graças às memórias de antigos chefes da Inteligência soviética, recentemente publicadas, que jogaram uma luz definitiva sobre o caso.

O caso Rosenberg tem todos os ingredientes de um thriller: espionagem, política e politicagem, perseguição, amor, ideologia, mentiras, traição, maquinações e, finalmente, um final trágico para Julius e Ethel Rosenberg, na cadeira elétrica, em 19 de junho de 1953, uma sexta-feira, no presídio de Sing-Sing, nas cercanias de Nova York.

A inocência foi sustentada por ambos até o último instante da vida. Para as esquerdas, Julius e Ethel foram vítimas de uma armação judicial e da histeria anticomunista da época. Foram considerados heróis da causa socialista e colocar em dúvida esse artigo de fé era considerado um anátema.

Escreveu William Douglas, um dos juízes que atuou no caso Rosenberg, em seu livro de memórias “The Court Years” (“Os Anos de Tribunal”), que Emanuel Bloch (Manny Bloch), principal advogado de defesa – também judeu e também membro do Partido Comunista americano – deixou-lhe a impressão de que, conforme o consenso comunista da época entendia ser melhor para a causa, se os Rosenberg pagassem o preço mais alto, preferindo ver seus clientes mortos. Ainda hoje, mais de 60 anos após os fatos, a atuação de Emanuel Bloch – às vezes tímida e sem criatividade, outras vezes vacilante, subserviente a promotores e juízes – é motivo de conjecturas, uma das quais é a de que fosse um instrumento dissimulado do FBI!

Outra possibilidade é que Bloch temesse uma retaliação do FBI contra o partido, do qual era membro, caso os Rosenberg falassem o que sabiam, poupando o PC do inconveniente de ter detalhes de suas entranhas expostos na imprensa. Não faltam também os que sustentam a hipótese de que Manny Bloch, ainda que inconscientemente, desejasse a condenação de seus clientes, temendo que um eventual acordo com o Estado em troca de confissão - como fizera o ex-sargento do Exército David Greenglass, irmão de Ethel - que trabalhou no Projeto Manhathan e cooperava com a espionagem de Julius -, pudesse desencadear uma avalanche de prisões.

Os promotores ouviram David Greenglass como testemunha de acusação. Mesmo assim, ele foi condenado a 15 anos de prisão, sentença moderada por ter, segundo o juiz, “se arrependido e trazido à Justiça aqueles que o aliciaram” (Julius e Ethel).

A descoberta dos Rosenberg e de David Greenglass decorreu após os britânicos terem prendido o físico Klaus Fuchs sob a acusação de passar segredos atômicos à URSS. Pressionado, Klaus Fuchs entregou Harry Gold que havia mantido contatos com Greenglass e Julius nos EUA. No dia seguinte à prisão de Harry Gold, Moscou autorizou à rezidentura entregar 10 mil dólares a Julius e David, instruindo-os a que viajassem para o México, onde receberiam novos documentos, e daí para a Suécia. Essa viagem nunca se concretizou.

Os Rosenberg escreveram 568 cartas na prisão, as quais foram reunidas no livro “The Rosenberg Letters”, editado por Michael Meeropol, o filho mais velho do casal. Os textos dessas cartas são infectados de retórica ideológica. Eles escreveram como quem discursa, como quem se dirige aos pósteros, à eternidade.

A vasta documentação disponibilizada pela abertura dos arquivos da ex-União Soviética, as mensagens Venona, tornadas públicas pelo governo americano quatro décadas após a sua decodificação, e as revelações feitas pelo espião russo Aleksandr Feklissov em sua recente autobiografia, jogaram uma luz definitiva sobre o caso.

Julius Rosenberg, com a conivência passiva de sua esposa, espionou para a URSS, passando à Inteligência soviética, durante anos, material científico e tecnológico da mais alta importância. Somente para se ter uma idéia: o desenvolvimento do fusível de proximidade, um sofisticado dispositivo de detonação da bomba, custou aos americanos cerca de 1 bilhão de dólares. Julius, que nas mensagens para Moscou era citado pelo codinome “Liberal”, entregou um exemplar desse fusível a Aleksandr Feklissov, seu controlador na rezidentura de Nova York. Quem fez a revelação foi o próprio Feklissov no livro “The Man behind the Rosenbergs”, publicado em 2001. Na época, o fusível de proximidade era o segundo maior segredo militar dos EUA.

Graças a ele, os soviéticos conseguiram derrubar, em 1960, o avião-espião U2, pilotado pelo americano Gary Powers, o que elevou dramaticamente a temperatura entre EUA e URSS.

O mais bem guardado segredo militar norte-americano – a bomba atômica(Projeto Manhattan) - teve o mesmo destino. Através de Julius Rosenberg os soviéticos obtiveram dados preciosos que lhes permitiram saltar etapas, avançar em suas próprias pesquisas e detonar seu primeiro artefato nuclear já em 1949, apenas 4 anos depois das bombas americanas em Hiroshima e Nagasaki.

Nikita Kruschev, que assumiu o poder na URSS após a morte de Stalin, revelou em suas memórias (“As Fitas da Glasnost”, Edições Siciliano, 1991) que os Rosenberg haviam sido espiões de seu país. Até o Papa protestou contra a pena de morte aplicada aos Rosenberg. Todavia, documentos secretos dos arquivos da União Soviética, divulgados em 12 de julho de 1995, comprovam que os Rosenberg eram espiões e que Julius era o chefe de uma grande rede de espionagem. Segundo o livro, o próprio Stalin confirmou a contribuição “muito significativa” de Julius e Ethel ao projeto da bomba atômica soviética.

Ao lhes ser aplicada a sentença da pena de morte, em 1951, Julius tinha 35 anos; Ethel, 37. A última pessoa a ver os Rosenberg antes da execução foi o rabino Irving Koslowe, que lhes levou um recado do Secretário de Justiça, Herbert Brownel Jr: se dessem um único nome de seus parceiros na espionagem, a execução seria suspensa pelo presidente. Julius Rosenberg e Ethel Rosenberg não deram nenhum nome.

Às 20:16 horas do dia 19 de junho de 1953 Julius e Ethel Rosenberg foram executados. Pouco antes dos últimos raios de sol darem início ao Sabah judaico.

No final do verão de 1996, Aleksandr Feklissov retornou a Nova York a fim de participar de um documentário sobre os Rosenberg produzido pelo canal Discovery. Depois dirigiu-se ao cemitério Wellwood e, em frente ao túmulo de Julius e Ethel, em posição de sentido, disse, em voz alta: “Julius e Ethel, aqui estou eu diante de suas sepulturas para prestar meus respeitos. Vocês nos ajudaram fielmente, com devoção e bravura, durante a guerra sangrenta contra nosso inimigo, a Alemanha nazista. Seremos eternamente gratos a vocês! Perdoem-nos por não termos sabido salvar suas vidas. Que a glória e a paz estejam com vocês para sempre”.

Harry Gold, condenado a 30 anos, obteve liberdade condicional em 1966, seis anos após David Greenglass ter deixado a prisão. E morreu em 1972, aos 60 anos. David Greenglass ainda está vivo. Usa pseudônimo e esconde-se em algum lugar nas proximidades de Nova York.

Klaus Fuchs, em 1959, após cumprir a sentença de 14 anos em uma prisão inglesa, foi viver na Alemanha Oriental. Morreu em 1988, aos 76 anos.

Publicado originalmente no site Alerta Total


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Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

General da Petrobras

O General Enzo Martins Peri já se prepara para assumir o tradicional posto que é reservado a quem deixa o cargo de Comandante do Exército: a função de membro do Conselho de Administração da Petrobras.

Enquanto se prepara para o lugar hoje ocupado pelo também ex-chefe da força terrestre, General Francisco de Albuquerque, o General Enzo já tem sido visto em visitas cuidadosas á penhorada sede da Petrobras.

O engenheiro Enzo dá mais uma demonstração da coragem dos bravos guerreiros ao aceitar assumir uma função tão espinhosa em tempos de escândalos da Lava Jato, que talvez nem compense, na forma de jetons, o tamanho da dor de cabeça.


O mais importante é que o General Enzo poderá dar sua contribuição pessoal como um dos mais longevos comandantes do Exército para aconselhar e deliberar sobre atos da presidência de uma empresa que perde, fragorosamente, a guerra contra a corrupção.

Com conteúdo do site Alerta Total

TJ autoriza registro de nomes de duas mães e um pai em certidão

Por Rachel Sheherazade