Por Jovem Pan
quinta-feira, 13 de agosto de 2015
A farsa em frangalhos: o guerreiro do povo brasileiro era só um caçador de pixuleco
Como pôde durar tanto a vigarice protagonizada por um
compulsivo colecionador de fiascos? Já em 1968, quando entrou em cena fantasiado
de líder estudantil, nosso Guevara de galinheiro namorou uma jovem chamada
Heloísa Helena sem saber que convivia dia e noite com “Maçã Dourada”, espiã a
serviço da ditadura militar. Se quisesse prendê-lo, a polícia nem precisaria
arrombar a porta do apartamento onde o casal dormia: a namorada faria questão
de abri-la. No mesmo ano, a usina de ideias de jerico resolveu que o congresso
clandestino da UNE marcado para outubro, com mais de mil participantes, seria
realizado em Ibiúna, com menos de 10.000 moradores.
Intrigado com o tamanho da encomenda ─ 1.200 pães por manhã
─ o padeiro que nunca fora além de 300 por dia procurou o delegado, que ligou
para a Polícia Militar, que prendeu todo mundo. Libertado 11 meses pelos
sequestradores do embaixador americano Charles Elbrick, declarou-se pronto para
recomeçar a guerra contra a ditadura, fez uma escala no México, aprendeu a
empunhar taças de tequila e enfim entendeu que chegara a hora de matricular-se
num cursinho de guerrilha em Cuba que, por falta de verba para balas de
verdade, municiava os futuros revolucionários com balas de festim.
Combatente diplomado, submeteu-se a uma cirurgia para que o
nariz ficasse adunco antes de regressar ao Brasil na primeira metade dos anos
70. Percebeu que a coisa andava feia assim que cruzou a fronteira e, em vez de
mandar chumbo no campo, mandou-se para Cruzeiro do Oeste, interior do Paraná,
armado de documentos que o apresentavam como Carlos Henrique Gouveia de Mello,
comerciante de gado. Logo se engraçou com a dona da melhor butique da cidade,
adiou por tempo indeterminado a derrubada do governo e se entrincheirou na
máquina registradora do Magazine do Homem.
Em 1979, a decretação da anistia animou o forasteiro
conhecido no bar da esquina como “Pedro Caroço” a contar quem era à mãe do
filho de cinco anos e avisar que precisava voltar à cidade grande. Afilou o
nariz com outra cirurgia e reapareceu em São Paulo ansioso por recuperar o
tempo perdido. A gula e a pressa aceleraram a expansão da cinzenta folha
corrida. Deputado estadual e federal pelo PT paulista, rejeitou todas as
propostas de todos os governos. Presidente do partido, instalou Delúbio Soares
na tesouraria. Com o triunfo de Lula em 2002, o pecador trapalhão foi agir na
capital federal.
Capitão do time do presidente, mandou e desmandou até a
erupção do escândalo inaugural: um vídeo provou que Dirceu promovera a Assessor
para Assuntos Parlamentares o extorsionário Waldomiro Diniz, com quem havia
dividido um apartamento em Brasília. Era só mais um no ministério quando, em
2005, o Brasil ficou sabendo que o chefe da Casa Civil também chefiava a
quadrilha do mensalão. Despejado do emprego em junho, prometeu mobilizar deus e
o mundo, além dos “movimentos sociais”, para preservar o mandato em perigo. Em
dezembro, conseguiu ser cassado por uma Câmara que inocenta até a bancada do
PCC.
Sem gabinete no Planalto ou no Congresso, sem rendimentos
regulares e sem profissão definida, escapou do rebaixamento à classe média ao
descobrir o mundo maravilhoso dos consultores de araque. Com a cumplicidade dos
afilhados que espalhara pela administração federal, Dirceu não demorou a
tornar-se um próspero facilitador de negociatas engendradas por capitalistas
selvagens. Em 2012, o julgamento do mensalão ressuscitou o perseguido político:
de novo, jurou que incendiaria o país se o Supremo Tribunal Federal fizesse o
que deveria fazer. Condenado por corrupção ativa e formação de quadrilha,
entrou no presídio com um sorriso confiante e o punho erguido.
Tropas comandadas por um guerrilheiro de festim só conseguem
matar de riso, repete esta coluna há seis anos. As dúvidas que assaltaram
muitos leitores foram dissolvidas pela implosão do embuste. O guerreiro do povo
brasileiro era apenas um caçador de pixuleco.
Vacina da dengue deve estar pronta até 2018
Por Vinícius Marra
A vacina da dengue deve estar pronta até 2018. Os
pesquisadores pretendem iniciar, nos próximos meses, a 3º etapa do processo de
liberação da vacina. Para isso, procuram voluntários.
Fonte: YouTube/Jornal da Gazeta
Pixuleco II: Polícia Federal fez buscas no escritório do advogado de Gleisi Hofmann, em Curitiba
Por Ucho.Info
De acordo com a PF, a banca ‘é ligada ao PT, presta serviços
ao PT’. O escritório teria ‘relações próximas’ com a senadora Gleisi Helena
Hoffmann (PT-PR) e com o ex-ministro Paulo Bernardo da Silva (Planejamento e
Comunicações) e atuou na campanha de Gleisi.
O novo esquema gira em torno de empréstimos consignados no
Ministério do Planejamento, a partir do acesso de dados relativos a mais de 2
milhões de servidores públicos federais. A organização comandada pelo operador
de propinas Alexandre Romano, preso nesta quinta, ‘auferia remuneração
decorrente desses serviços’.
A Polícia Federal informou que quatro escritórios de
advocacia estão na mira da “Pixuleco II”, décima oitava fase da Operação
Lava-Jato, sendo dois deles em Curitiba, supostamente envolvidos no novo
esquema descoberto pelas investigações – fraudes com valores de empréstimos
consignados no âmbito do Ministério do Planejamento, do qual Paulo Bernardo foi
titular entre março de 2005 e janeiro de 2011 (governo Lula).
A PF não atribui a Gleisi e a Paulo Bernardo qualquer
envolvimento na Pixuleco II. A senadora paranaense é alvo de investigação da
Procuradoria-Geral da República no âmbito da Lava-Jato porque, segundo
delatores, teria recebido R$ 1 milhão na campanha de 2010. O esquema descoberto
pela Pixuleco II teria sido montado em 2010 e predominou até julho de 2015,
segundo rastreamento de pagamentos de propinas, inclusive para a viúva do
ex-secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento.
O esquema beneficiava o ex-secretário de RH do Planejamento,
na gestão de Paulo Bernardo, Duvanier Paiva Ferreira, morto em 2013. O
escritório ‘ligado ao PT’ atua na área administrativa, bancária e financeira,
consumidor e contratos comerciais, além de empresarial penal, fusões
societárias e telecomunicações.
Segundo a PF, recentemente houve desmembramento da sociedade
de advogados, mas os escritórios, mesmo separados, continuaram funcionando no
mesmo prédio. Um dos desmembrados, o escritório de advocacia Gonçalves, Razuk,
Lemos & Gabardo Advogados também teria recebido, entre maio de 2014 a março
de 2015, R$ 957,2 mil da Consist Business Software a título de ‘honorários
advocatícios’.
Sobre os pagamentos efetuados aos escritórios de advocacia,
a PF afirma que, ‘em pesquisa em fontes abertas, não logrou encontrar causas
das empresas’ que os contrataram.
quarta-feira, 12 de agosto de 2015
André Vargas e primo de Gleisi Hoffmann serão interrogados por Moro; senadora entra em pânico
Por Ucho.info
O interrogatório de André Vargas e Ricardo Hoffmann provoca
nova onda de medo e pânico na senadora Gleisi Helena Hoffmann (PT-PR) e seu
marido, o ex-ministro Paulo Bernardo da Silva. Vargas foi coordenador e
arrecadador das campanhas de Gleisi e do marido, ou seja, sabe muito mais do
que o outrora “casal 20” gostaria.
Ricardo Hoffmann, primo distante da senadora, que hoje
renega o parentesco, era associado a Vargas em um esquema criminoso que rendeu
gordos ‘pixulecos’ para a dupla na Caixa Econômica Federal e no Ministério da
Saúde.
Os interrogatórios marcam a fase final do processo de Vargas
e Hoffmann. Depois de ouvir os acusados, Moro deverá conceder os prazos legais
para alegações finais do MPF e das respectivas defesas. Em seguida, caso
nenhuma nova diligência seja solicitada e autorizada, Sérgio Moro poderá
proferir a sentença. Como a expectativa de Vargas e Hoffmann é a condenação a
longas penas de prisão, o temor é que ambos tentem se beneficiar de um acordo
de delação premiada, algo que seria desastroso para Gleisi.
O MPF aponta que a agência de publicidade Borghi/Lowe, que
controla contas publicitárias da Caixa Econômica Federal e do Ministério da
Saúde, solicitava a empresas subcontratadas (E-noise, Luis Portela,
Conspiração, Sagaz e Zulu Filmes) serviços de publicidade legais, entretanto,
as orientava a realizar pagamentos de comissões devidas (no valor de 10% dos
contratos) para contas das empresas Limiar Consultoria e Assessoria em
Comunicação, com sede em Curitiba, e LSI Soluções em Serviços Empresarias
Ltda., com sede em São Paulo, controladas por André Vargas e seu irmão Leon. De
acordo com as investigações, a LSI e a Limiar eram empresas de fachada. Estes
valores, segundo os procuradores, chegam a R$ 1,1 milhão.
Apurações da Polícia Federal e da força-tarefa do MPF também
indicam que as empresas LSI e Limiar receberam, entre os anos de 2009 e 2014,
outros R$ 4.086.084,29 em 200 depósitos de empresas dos mais variados setores.
As informações constam de uma planilha apreendida na residência do
ex-parlamentar em Londrina e também de informações repassadas pela Receita
Federal por meio da declaração do imposto de renda retido na fonte dos
respectivos anos.
Do valor total identificado na investigação, R$ 3.170.292,02
teriam sido depositados nas contas da LSI, como identifica a planilha
apreendida na cara residência de André Vargas. Os recursos foram repassados
entre os anos de 2011 e 2014. Já as informações sobre os depósitos na conta da
Limiar, repassadas pela Receita Federal, indicam depósitos de R$ 915.792,27
entre os anos de 2009 e 2012.
Vargas é réu em outra ação penal e responde por lavagem de
dinheiro e sonegação fiscal por meio da compra de um imóvel de luxo em
Londrina. Ele segue preso no Complexo Médico-Penal em Pinhais. Leon Vargas
ficou na carceragem da PF por cinco dias e não teve o pedido de prisão
prorrogado. Já Ricardo Hoffmann continua preso na PF. O empresário tentou
acordo de colaboração premiada com o MPF, mas as negociações até agora não
avançaram
Catalepsia Política
Por Gen Ex Maynard Marques de Santa Rosa
Em 1961, um ensaio científico da psicoterapeuta alemã Marie
Louise Von Franz, compilado no livro O Homem e Seus Símbolos, afirmava que:
“Quando se manipula a opinião pública com apelos antinaturais, provoca-se uma
repressão dos instintos, que causa dissociação neurótica e enfermidade mental.
Os manipuladores podem alcançar sucesso temporário no início, mas acabam por
fracassar a longo prazo”.
Marie Louise era pesquisadora máster da equipe do Dr. Carl
Gustav Jung, criador da teoria dos arquétipos. Ele próprio já havia demonstrado
que os grupos humanos adquirem personalidade coletiva e agem à semelhança do
ser individual.
Evidentemente, Antonio Gramsci ignorava essa verdade, quando
redigiu os seus Cadernos do Cárcere, assim como, também, os intelectuais do
Foro de São Paulo, ao trocarem o modelo leninista pela Revolução Passiva.
Os ideólogos de esquerda, fazendo uso massivo da arma
psicológica, em três décadas, demoliram os referenciais morais e desfiguraram
os traços culturais da identidade nacional, mas não conseguiram alcançar a meta
primordial: “substituir os fundamentos da sociedade burguesa pelos da sociedade
marxista”. Portanto, é uma constatação alvissareira o fracasso da doutrina de
Gramsci no Brasil, não obstante o legado da profecia de Marie Louise:
“dissociação neurótica crônica”, com prejuízo da harmonia social.
Ironicamente, parece que a maior afetação se deu no
estamento político, como indicado pelos atuais sintomas de alienação e perda do
discernimento. O partido governante busca no marketing a solução da crise. Os
da oposição lançam-se à disputa dos despojos do poder, sem aparentar
preocupação com os destinos do país. O clima político é dominado por uma
espécie de morbidez cataléptica, que mantém viva a percepção dos sentidos, mas
paralisa a capacidade de agir.
Evocando a dimensão psicológica em cujo âmbito atua a malfadada
doutrina, cabe o alerta de Jung: “Grupos, comunidades e até mesmo povos
inteiros podem ser tomados por epidemias psíquicas”. Sob pressão de uma crise,
podem aflorar à consciência coletiva os arquétipos mais recônditos do
inconsciente, inclusive os da barbárie, para semear devastação e tirania.
Fonte: Brasil Acima de Tudo
PRF prende deputado petista por desacato no Rio Grande do Norte
Carlos Augusto Maia (PTdoB) foi abordado no dia 01/08/2015
em Caicó. Imagens foram cedidas pela PRF do RN.
A abordagem ao deputado aconteceu durante uma blitz da Lei
Seca realizada pela Polícia Rodoviária Federal, em Caicó, na região Seridó
potiguar, no último sábado 01/08/2015.
O parlamentar foi detido pelos agentes da PRF por desacato e
levado para a delegacia.
Nesta quarta-feira (5), o delegado de Caicó, Helder
Carvalhal, afirmou que não entendeu que houve desacato por parte do deputado.
Em um despacho remetido à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal, o
delegado escreveu: "Não consegui enxergar o desacato e resistência. (...)
Não vi excesso por parte do deputado".
A PRF por sua vez afirmou que a declaração do delegado
causou estranheza à instituição "tendo em vista que ele não é a autoridade
competente para atuar no caso e o papel dele seria apenas o de colher
informações para subsidiar as instituições competentes, no caso a Polícia Federal e o Ministério Público Federal".
terça-feira, 11 de agosto de 2015
Autoridade Legal e Autoridade Legítima
Por Maria Lucia Victor Barbosa
Em 2002, o PT chega
à presidência da República jactando-se de ser único partido ético que vinha
para acabar com as mazelas da política brasileira. E melhor: à frente do
partido havia um “pobre operário” capaz de salvar a pátria, um padroeiro dos
pobres e oprimidos.
Contudo, pode-se
dizer que nunca antes nesse país houve um partido tão corrupto quanto o PT. Os
petistas institucionalizaram a corrupção e convidaram aliados políticos e a
inciativa privada para abrir franquias de roubalheira.
A força e a impunidade
do PT se deveram basicamente a três fatores: a ilusão gerada pela propaganda,
através da qual Lula da Silva foi endeusado. A inexistência de oposições, tanto
partidárias quanto institucionais. A falta de cultura cívica do povo sempre
dependente do Estado paternalista e indiferente aos escândalos de corrupção dos
poderosos.
Além da corrupção o
governo petista expandiu os males do Estado Brasileiro: o patrimonialismo, o
nepotismo, a burocratização e, sobretudo a incompetência. Tudo sob a imagem da
perfeição, das maravilhas que o magnânimo pai Lula prodigalizava aos desvalidos
salvando-os da miséria.
Nos porões do poder,
porém, muito mais lucravam os que Lula, para efeitos externos, chama de elites,
várias das quais se associaram em contubérnios com a companheirada de modo
nunca visto. E, assim, roubou-se em milhões, em bilhões, em avantajadas cifras
no país do dá-se-um-jeito.
Primeiro,
articulou-se o mensalão ou compra de congressistas como forma de sustentar o
projeto de poder do PT. Inabalável, mesmo sob o efeito das condenações do STF
onde se notabilizou o ministro Joaquim Barbosa que logrou enviar para a cadeia
maiorais do PT como José Dirceu, José Genoíno, Delúbio Soares, João Paulo
Cunha, além dos auxiliares dos criminosos, Lula logrou eleger uma mulher que
não consegue sequer proferir um pensamento coerente.
Com ela deu-se o
terceiro mandato de Lula da Silva. Foi o tempo do descalabro com todos os
possíveis erros que se pode cometer em economia. Mesmo assim, Rousseff,
com pouca margem de votação se reelegeu montada nas mentiras e no terrorismo
politico do marqueteiro João Santana, que atribuiu ao adversário o apocalipse
brasileiro que se vê agora é da autoria da criatura de Lula e dele próprio.
O presidente de fato
seguiu inimputável, sempre a repetir que não viu nada, não sabia de nada, não
ouvia nada, enquanto a inflação, o desemprego, a inadimplência vão
infelicitando eleitores e não eleitores do PT.
O megaescândalo do
petrolão estilhaçou a Petrobrás, orgulho nacional, tomada de assalto pelo aqui
citado contubérnio. Mas, assim como o ex-ministro Joaquim Barbosa surgiu alguém
que fez a diferença, o juiz Sérgio Moro, destacando-se também o trabalho da
Polícia Federal e de procuradores na 0peração Lava Jato. Nesta ação inédita no
Brasil estão indo para cadeia não só doleiros e auxiliares da rapina chamados
de operadores, mas também presidentes das maiores empreiteiras, seus diretores
e ocupantes de altos cargos na Petrobras.
Possivelmente, o
povo tomaria conhecimento desses fatos com indiferença se não fosse o esboroar
da economia, pois é certo que não há governo que resista quando a economia vai
mal. Junte-se a isso a inconformidade popular que não aceita pagar pela
incompetência governamental e temos o resultado da última pesquisa Datafolha,
na qual Rousseff aparece como a pior presidente que o Brasil já teve, com 71%
de reprovação e só 8% de aprovação.
É dito, falseando a
questão, que um impeachment da inoperante presidente levaria ao caos
institucional. Quando Collor, com grande participação do PT, sofreu o
impeachment por muito menos do que hoje ocorre, as instituições ficaram
intactas.
Falso também a
presidente dizer-se intocável porque foi eleita pelo voto. Uma coisa é
autoridade legal, outra é autoridade legítima. No momento ela não é mais
legitimada pela população e o que se chama de crise política pode ser traduzida
por crise de representatividade. Ela não representa mais o povo cansado de seu
estelionato eleitoral e de sua incompetência.
O PT legou ao Brasil
uma crise política de representatividade, uma crise econômica e uma crise de
valores. A saída de Rousseff da presidência, dentro dos trâmites legais não é
golpe. Golpe é sua permanência. Afinal, a emblemática segunda prisão de Jose
Dirceu demonstrou que o PT nunca agiu em nome da causa, mas em causa própria.
Não dá para suportar mais um governo assim. A causa caiu.
Fonte: Instituto Liberal
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Maria Lucia Victor Barbosa é Socióloga
A RESPONSABILIDADE POLÍTICA DAS ELITES
Por Jorge Maranhão
Há anos firmamos a
convicção de que tais iniciativas, por mais legítimas que sejam, não terão a
força necessária de mudar nossos miseráveis costumes políticos se não se
convergirem para o espaço público da mídia de modo unificado e simples, num
formato que privilegie mais os enunciados de propostas do que análises
profundas e dissertações eruditas. Pois é, sobretudo, na mídia que a corrupção
dos valores morais do imaginário social brasileiro confunde conceitos e
traveste de normalidade situações absolutamente anômalas. Se não entendemos a
diferença entre o valor intrínseco da vida e as chamadas “condições de vida” de
viés esquerdista, entre igualdade de oportunidades e igualdade social – que
traz oculta a negação das leis pela celebração de privilégios corporativos,
entre Estado e governos, entre legalidade e moralidade pública, entre Justiça e
justiça “social”, e principalmente entre responsabilidade política de todos, e
para além de responsabilidade social de empresas, responsabilidade civil
profissional, ou responsabilidade fiscal de governantes, não temos condições
mínimas de autonomia, de pensamento, de liberdade, enfim. Liberdade, aliás, que
de alteridade como manda a tradição filosófica, entre nós é trocada pela
liberdade de identidade, alheia e a despeito da lei.
Uma elite de
cidadãos conscientes e atuantes no Brasil tem a urgente necessidade de escolher
entre o paradigma hobbesiano do homem como lobo do homem ou a utopia
rousseauniana do bom selvagem! Ou seja, entre a ideia da tradição classicista
do pecado original – que confirma o livre arbítrio da liberdade da escolha
individual – e o romantismo do mito adâmico do homem puro e sem pecado, o qual
só se torna “mau” e “pecador” pela ação deletéria da sociedade. Se no primeiro
paradigma assumimos as consequências por nossas escolhas individuais como
cidadãos livres, tornando possível a transição de uma cultura de transgressão
para uma cultura de plena cidadania, no segundo modelo ideológico diluímos a
responsabilização penal para toda a sociedade tornando-nos todos cúmplices da
omissão política e transferindo cinicamente a culpa para as calendas de nossa
formação histórica ibérica ou para a fatalidade da generalização do povo sem
instrução elementar.
Urge a cada cidadão
mais consciente e atuante reconhecer a sua responsabilidade política diante da
verdadeira reforma cultural que o país deve enfrentar e que pode ser expressa
em três pontos principais: 1) a construção de um novo imaginário social na
mídia, sobretudo no que tange ao resgate de uma cultura política fundada em
valores morais, superando “a voz das ruas” meramente reivindicatórias pela voz
dos cidadãos responsáveis por propostas de políticas públicas consistentes; 2)
a defesa de instituições de Estado fortes e independentes, em detrimento direto
da burla do Estado-empresário, que garantam os valores constitucionais da vida,
da justiça, da propriedade e da liberdade; e 3) a maior qualificação do debate
público pela superação do dilema da alegada crise de gestão do setor público e
a crise de valores do setor privado, raiz do mau tempo econômico que
vivenciamos.
Hoje, sem sombra de
dúvida, esta é a agenda indeclinável da cidadania. Se a Educação tem patinado
ao longo das últimas décadas, e apresentado um viés doutrinário cada vez mais
coletivista e relativista; se a Justiça tem se mostrado lenta, pouco eficaz,
corporativista e o menos transparente dos poderes; e se a mídia não reconhece a
sua própria responsabilidade cívica – como manda, aliás, o artigo 221 da C.F.
sobre as premissas de sua concessão pública – diante da construção e difusão de
valores morais, caberá a esses cidadãos atuantes, uma verdadeira elite da
sociedade, os verdadeiramente melhores de nós, e não necessariamente os mais
afortunados, tomar para si esta inadiável tarefa.
Desde o marco
fundador da cidadania, a promulgação da Carta Magna na Inglaterra de 1215, até
os dias atuais, o que entendemos como cidadania vem evoluindo. Num primeiro
momento, a luta era por direitos sociais, expressa em filantropia e
assistencialismos, seja pelas razões e ação das Igrejas, seja pelas razões e
ação do Estado. Num segundo momento, a cidadania passa a ser vista como a
defesa da legalidade e das conquistas civis, e a própria urbanidade, ideário
iluminista que nos persegue até hoje. Mas ao longo do tempo, conforme essas
conquistas se consolidaram, a definição de cidadania avançou para se repensar a
relação entre cidadãos pagadores de impostos e eleitores, e aqueles eleitos
para postos no poder público. Cidadania não é mais apenas a defesa de direitos,
mas principalmente a compreensão de que a cada direito conquistado corresponde
o dever de fiscalizar a execução dos orçamentos públicos, de cobrar de
políticos e servidores a transparência e a moralidade pública inerente às
funções que desempenham, e de que se trabalhe para a independência e
valorização das instituições de Estado, a fim de se garantir efetivamente o
fortalecimento da democracia, os alegados direitos sociais e as oportunidades
iguais para todos. Por que as duas maiores revoluções culturais da humanidade
ocorridas nas últimas décadas assim exigem: diante da conscientização ambiental
sobre os limites de renovação dos recursos naturais do planeta e da abertura de
dados pela tecnologia da informação sobre o interesse realmente público da ação
dos governantes, o sentido da cidadania tem sido mais da ordem do dever
político do que da mera reivindicação populista de direitos sociais ilimitados.
Depois de trinta
anos de militância na mídia, estamos convencidos de que não superaremos nossa
cultura de transgressão e omissão políticas, o corporativismo de nossas
instituições jurídicas, as persistentes deficiências da qualidade de nosso
ensino público, a degradação global dos valores morais da família e das igrejas
e o imediatismo patrimonialista de nossa ação empresarial, sem um verdadeiro
choque de mídia, a exemplo do que já ocorreu em democracias mais maduras. É
urgente que nos reunamos numa só elite de cidadãos políticos as lideranças dos
mais variados segmentos preocupados com a crise ética que nos degrada a todos.
E isto só com uma grande campanha de mobilização nacional que capture e
divulgue o pensamento de uma elite de cidadãos atuantes, verdadeiros agentes de
cidadania que compreendem que controle social se faz com propostas objetivas e
eficientes de políticas públicas e com participação permanente no debate
público. Uma campanha mais cívica do que meramente publicitária, que nos
apresente a nós mesmos. Por que esses agentes existem, e são muitos. Assim como
suas propostas boas e inovadoras. Mas o que nos deprime, para além da recessão
econômica, é a nossa ressaca moral. Na verdade, um fenômeno de mídia resultante
de uma cobertura obsessiva e irresponsável de nossa miséria política, a
consagração de uma “opinião publicada” de uma decantada cultura de transgressão
a que somos fatalmente condenados por uma mera idiossincrasia doutrinária, uma
fixação mórbida pelo fracasso, um compromisso com a derrota por antecipação, um
arraigado complexo de vira-lata. Uma mídia vassala no acompanhar a chapa branca
do poder constituído e não a ação inovadora da cidadania constituinte.
Como dizemos aqui no
nosso Instituto A Voz do Cidadão: “Não basta aos cidadãos terem
responsabilidade civil. Não basta às empresas terem responsabilidade social.
Não basta aos governos terem responsabilidade fiscal. Para o país voltar a
crescer, é preciso o compromisso de todos para com a responsabilidade política,
expressão de uma verdadeira cultura de cidadania”.
Fonte: Clube Militar
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Jorge Maranhão é
mestre em filosofia pela UFRJ, dirige o Instituto de Cultura de Cidadania A Voz
do Cidadão.
Dilma disse que faria o diabo na eleição, mas condena o “vale-tudo” e critica o “quanto pior, melhor”
Por Ucho.Info
Como sempre a
reboque de um palavrório mentiroso e desconexo, Dilma, nesta segunda-feira
(10), tentou colocar a responsabilidade pela crise no colo dos opositores, como
se a população não conhecesse a realidade dos fatos. Em visita oficial à
capital maranhense, onde participou da entrega de unidades do programa “Minha
Casa, Minha Vida”, a presidente da República condenou o que classificou como
“vale-tudo”.
“Vou fazer um apelo.
Vamos repudiar sistematicamente o vale-tudo para atingir qualquer governo, seja
o governo federal, seja o governo dos estados, dos municípios”, disse a
presidente. “No vale-tudo, quem acaba sendo atingido pela torcida que eu já
disse do ‘quanto pior, melhor’, é a população do país, dos estados e dos
municípios”, afirmou a petista.
“Ninguém que pensa
no Brasil, ninguém que pensa no povo brasileiro deve aceitar a teoria dos
processos que falam: ‘eu não gosto do governo, então, vou enfraquecer ele.
Então, eu aposto no quanto pior, melhor’. Quanto pior, melhor para quem? Para
quem? É pior para a população, para o povo e para todos nós”, emendou a
presidente.
Por ainda ser o
Brasil uma democracia, Dilma tem o direito à livre manifestação do pensamento,
como garante a nossa Carta Magna, mas não pode querer que a população, como um
todo, dê crédito à destemperança oficial, pois sabe-se que a atual crise que
coloca o Brasil à beira do despenhadeiro é fruto da irresponsabilidade e da
incompetência da presidente.
Cada vez mais acuada
e temendo a instalação de um processo de impeachment no Congresso Nacional,
Dilma apela ao sentimentalismo rocambolesco para tentar sensibilizar a opinião
pública, que em sua extensa maioria reprova o governo mais corrupto da história
verde-loura.
A desfaçatez de
Dilma Vana Rousseff é tamanha, que a petista aproveitou o ensejo para cobrar
aquilo que não faz e muito menos sonha em fazer: acabar com os interesses
partidários do governo, que sofre com o aparelhamento da máquina e com a
corrupção sistêmica.
Sem qualquer sinal
de rubor facial, Dilma avançou em seu discurso populista e disparou: “O Brasil
precisa de uma coisa: o Brasil precisa muito, mais do que nunca, que as pessoas
pensem primeiro nele, pensem no que serve à nação, à população brasileira e,
depois, pensem em seus partidos e nos seus projetos pessoais”.
Ora, o PT saqueou os
cofres públicos ao longo de doze anos ininterruptos, mas a presidente quer
convencer os incautos de que é preciso pensar no Brasil, não em interesses
pessoais. Fosse essa esse verdadeira, a Operação Lava-Jato, que desmontou o
maior esquema de corrupção da história moderna, jamais teria acontecido.
Ademais, não se pode
esquecer que Dilma não tem moral para cobranças de qualquer naipe, pois ela
própria afirmou, durante a corrida presidencial de 2014, de ser capaz de fazer
o diabo para garantir a vitória nas urnas. Fato é que a verdade está aparecendo
e Dilma não quer passar para a história como uma mitômana que foi conivente com
a corrupção e responsável pelo caos econômico.
Aos brasileiros de
bem resta torcer para que a história se repita, pois Getúlio Vargas, o ditador
populista, saiu de cena em 24 de agosto. Sempre lembrando que o UCHO.INFO não
deseja o mal a Dilma Rousseff, mas apenas quer vê-la longe do poder central. E
PT saudações!
"Aí, eu choro"
Por Paulo Roberto Gotaç
O comportamento
atual dos nossos políticos atingiu um estágio lamentável que excede os mais
baixos limites éticos, fazendo uso intenso e superlativo da premissa de que os
fins nunca justificaram tanto os meios.
São eles odiosos
individualistas, alucinadamente pragmáticos e insensíveis às críticas e
angústias da sociedade, à qual deveriam dedicar o melhor de suas capacidades e
bons propósitos, desestimulando, por tabela, a juventude, descrente, a
participar responsavelmente dos destinos do país, triste repercussão do
exemplo que dão diariamente.
Dentro desse
ambiente insólito, é desanimadora a informação que vem sendo veiculada por
alguns órgãos da imprensa e pelas redes sociais, dando conta de que o
ex-presidente Lula, ameaçado pelos trâmites do processo da operação lava jato,
pode assumir, por sugestão partida dos subterrâneos do PT, um Ministério, a fim
de que passe a dispor do indispensável, face às circunstâncias, foro
privilegiado e, assim, se manter blindado da saraivada de suspeitas que se
abatem sobre ele.
O mais desesperador
é que está sendo divulgado ainda que duas são as pastas cogitadas, a da Defesa
e a das Relações Exteriores.
A se confirmar tais
especulações macabras, só resta sentar no meio fio mais próximo e exclamar:
"Aí, eu choro " como lamentava um personagem, Galeão Cumbica, da
saudosa Escolinha do Professor Raimundo, criação imortal do saudoso Chico
Anísio.
Fonte: Alerta Total
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Paulo Roberto Gotaç é Capitão de Mar e Guerra, reformado.
segunda-feira, 10 de agosto de 2015
BOLSONARO é apaludido em Santa Catarina
Por Jair Bolsonaro
Participação do
Deputado Jair Bolsonaro em audiência pública na cidade de Chapecó, Santa
Catarina.
Petrolão: delação de Cerveró pode implicar Gleisi Hoffmann em denúncia por prevaricação
Por Ucho.Info
A petista Gleisi
Helena Hoffmann acompanha a movimentação de Cerveró com grande preocupação
porque, além de estar atolada na Operação Lava-Jato como receptora de propina
do Petrolão, a senadora se destacou como incansável defensora da legalidade da
compra de Pasadena.
Muito pior ainda é a
situação de Gleisi como ex-ministra chefe da Casa Civil (2012-2014) de Dilma
Rousseff. Em novembro de 2014, o então presidente do Tribunal de Contas da
União, ministro Augusto Nardes, disse que alertou Gleisi sobre desvios
praticados na Petrobras. Nardes disse que pessoalmente avisou ao governo sobre
os desvios apurados pelo TCU há alguns anos, mas os alertas do órgão não foram
ouvidos. De acordo com Nardes, os problemas foram devidamente informados à
ex-ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, que ignorou os alertas. Esse
detalhe nada pequeno pode resultar, constatada a gravidade dos desvios, em um
processo contra Gleisi por prevaricação.
Em 2010, o TCU
colocou as obras da Refinaria Abreu e Lima (PE) e da Comperj (RJ) na lista de
obras que não deveriam receber recursos federais por irregularidades. O
Congresso aprovou o dispositivo, mas o então presidente Lula vetou a medida e
determinou que as obras prosseguissem. O tribunal constatou que os custos
dessas obras estão pelo menos R$ 2 bilhões acima do valor que deveria ser pago.
Outra irregularidade
apontada pelo TCU está na compra da refinaria de Pasadena (EUA), negócio cujo
prejuízo passa dos R$ 1,7 bilhão. A estatal não concorda com a tese de prejuízo
nessas operações e está recorrendo das decisões do tribunal. Segundo Nardes, a
companhia faz concorrências simplificadas por convite, praticamente escolhendo
as empresas que trabalharão sem disputa, manobra que tem como base um decreto.
Para o TCU, a estatal só poderia fazer isso se uma lei fosse aprovada pelo
Congresso Nacional, mas a Petrobras conseguiu 19 liminares permitindo a
realização de concorrências simplificadas.
Gleisi vem tentando
negar que tenha tratado com o ex-presidente do TCU sobre irregularidades na
Petrobras. “Conversamos sobre o programa de concessões do governo, conforme foi
divulgado à época. Penso que, se o ministro Nardes sabia de algo a respeito da
Petrobras ele deveria, como presidente do TCU, ter tomado as providências
cabíveis”, afirma a senadora.
Diz a sabedoria
popular que há males que surgem para o bem. No caso de Gleisi o seu
envolvimento no Petrolão, o maior escândalo de corrupção da história da
humanidade, foi providencial, pois um dia, não faz muito tempo, a senadora
petista sonhou em suceder a “companheira” Dilma Rousseff no comando do País.
Melhor assim!
Vácuo de legitimidade
Por Folha de
São Paulo
Impera o caos em
Brasília, com Dilma e o PT a persistir nos erros, o Congresso em tumulto e
tucanos a acreditar na miragem de nova eleição
Quando a autoridade
de um presidente se esvai de maneira vertiginosa, como nestes dias com Dilma
Rousseff (PT), do espaço vazio emerge toda sorte de oportunismo.
Em meio à confusão,
torna-se mais difícil discutir serenamente soluções razoáveis e eficazes para a
crise política galopante. Tal debate fica mais complicado quando alguns atores
buscam atalhos para o desenlace, demonstrando pouco apreço pelos ritmos
desenvolvidos na normalidade democrática.
A causa principal
dos problemas, é bom que se diga, se encontra no próprio Palácio do Planalto.
Dilma segue alheia à
deterioração da situação política e econômica e não se mostra disposta a
reconhecer os inúmeros erros de seu primeiro mandato. Aos olhos de seus
opositores e até de alguns aliados, perdeu a capacidade de comandar o país.
A petista,
naturalmente, discorda dessa avaliação. Aferrando-se à mitologia heroica que
insiste em evocar para destacar sua resiliência, afirmou: "Ninguém vai
tirar essa legitimidade que o voto me deu". No Brasil de hoje, continuou,
preza-se o respeito à "eleição direta pelo voto popular".
A hipótese da
renúncia, deixa claro a presidente, não está nos seus planos. Não pretende
deixar o Planalto nem se sente incapaz de recompor seu apoio político.
A Constituição, de
outro lado, permite o afastamento forçado, mas sabiamente não oferece
facilidades para apear um presidente. Admite o impeachment, mas a dolorosa
terapia pressupõe comprovação de crime de responsabilidade, uma perspectiva
incerta.
Mesmo que o Tribunal
de Contas da União conclua pela rejeição das contas de Dilma, não será
automático passar disso ao impedimento presidencial. O processo será longo, e
antes político que jurídico.
A própria oposição
não se põe de acordo sobre essa via. No PSDB, por exemplo, dado que o
impeachment levaria à posse do vice Michel Temer (PMDB), uma facção passou a
patrocinar a hoje inoportuna ideia de nova eleição –na qual seu candidato
derrotado, Aécio Neves, despontaria em vantagem.
Para que a proposta
seja levada a sério, é preciso antes que o Tribunal Superior Eleitoral encontre
bons motivos para determinar a impugnação da chapa Dilma-Temer por delito no
pleito de 2014.
Embora esteja em
curso investigação por abuso de poder econômico suscitada pelo PSDB, mesmo no
caso de condenação o processo se prolongaria com recursos ao Supremo Tribunal
Federal.
Há visões
divergentes entre tucanos sobre como abreviar o mandato de Dilma Rousseff, por
certo. Fica evidente, porém, que uma ala barulhenta do partido pensa que pode
subordinar os meios jurídicos a seus fins eleitorais, vergando as regras da
democracia para encurtar o caminho até o poder.
Já na hipótese de
cassação da chapa Dilma-Temer, como o PSDB pediu ao Tribunal Superior
Eleitoral, o desfecho será decidido pela corte. Há duas possibilidades:
empossar na Presidência o segundo colocado nas eleições, Aécio Neves (PSDB) –
mais improvável–, ou transferir o comando da nação para Cunha, com novas
eleições em até 90 dias.
Já um impeachment de
Dilma – não é possível haver impedimento simultâneo da presidente e do vice –
levaria Temer a assumir o poder. Só haveria eleições antes de 2018 caso o novo
presidente deixasse o cargo antes. Se essa vacância ocorrer até o final de 2016,
as eleições são diretas. A partir de 2017, a eleição seria realizada pelo
Congresso.
Fonte: A Verdade Sufocada
Polícia Federal quebra valentões do MST no pau e leva meia dúzia presos

RONDÔNIA -
Seis integrantes do Movimento Sem Terra (MST) foram presos pela Polícia Federal
(PF) na segunda-feira (3) após quebrarem a porta e invadirem a sede da Receita
Federal, em Ji-Paraná, região central do estado. A invasão no prédio aconteceu
durante uma manifestação por reforma agrária, que reuniu cerca de 400 pessoas.
Com os manifestantes também foram apreendidas facões e foices.
Durante o manifesto
a PF efetuou disparos de bala de borracha e bombas de gás, já que os
manifestantes tinham foices e facões nas mãos. De acordo com o delegado da PF,
Everton Manso, além de quebrarem uma porta da receita, os servidores foram
ameaçados pelo grupo.
"Foice e facões são instrumentos de trabalho no
campo, mas na cidade são armas usadas para ameaçar, agredir e até matar
pessoas. Retiramos estes armamentos e prendemos seis pessoas que não estavam
aqui para se mobilizar, mas sim para agredir, tacando pedras na polícia",
informou o delegado.
O representante do MST, Valdinei dos Santos, admite que houve excesso dos
manifestantes, mas alega que também teve abuso na ação policial. "Era uma
movimentação muito mais pedagógica para mostrar ao governo que nós aqui na
ponta estamos insatisfeitos com a sua política econômica. Mas infelizmente, o
que a gente presenciou é que a polícia agiu com excesso de força", afirma.
Mesmo depois dos manifestantes se dispersarem, de acordo com Manso, a polícia
deve permanecer no local enquanto considerar que existem riscos tanto para a
sede da Receita Federal quanto para os prédios vizinhos. "Nossa ação agora
vai depender do próprio MST, pois nós agimos em reação a um ato de vandalismo
ou agressivo deles", afirma.
(As fotos e as
informações são de G1, com texto de Pâmela Fernandes, e fotos de Comando
190, via Alerta Rondônia)
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