Por Ucho.Info
A petista Gleisi
Helena Hoffmann acompanha a movimentação de Cerveró com grande preocupação
porque, além de estar atolada na Operação Lava-Jato como receptora de propina
do Petrolão, a senadora se destacou como incansável defensora da legalidade da
compra de Pasadena.
Muito pior ainda é a
situação de Gleisi como ex-ministra chefe da Casa Civil (2012-2014) de Dilma
Rousseff. Em novembro de 2014, o então presidente do Tribunal de Contas da
União, ministro Augusto Nardes, disse que alertou Gleisi sobre desvios
praticados na Petrobras. Nardes disse que pessoalmente avisou ao governo sobre
os desvios apurados pelo TCU há alguns anos, mas os alertas do órgão não foram
ouvidos. De acordo com Nardes, os problemas foram devidamente informados à
ex-ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, que ignorou os alertas. Esse
detalhe nada pequeno pode resultar, constatada a gravidade dos desvios, em um
processo contra Gleisi por prevaricação.
Em 2010, o TCU
colocou as obras da Refinaria Abreu e Lima (PE) e da Comperj (RJ) na lista de
obras que não deveriam receber recursos federais por irregularidades. O
Congresso aprovou o dispositivo, mas o então presidente Lula vetou a medida e
determinou que as obras prosseguissem. O tribunal constatou que os custos
dessas obras estão pelo menos R$ 2 bilhões acima do valor que deveria ser pago.
Outra irregularidade
apontada pelo TCU está na compra da refinaria de Pasadena (EUA), negócio cujo
prejuízo passa dos R$ 1,7 bilhão. A estatal não concorda com a tese de prejuízo
nessas operações e está recorrendo das decisões do tribunal. Segundo Nardes, a
companhia faz concorrências simplificadas por convite, praticamente escolhendo
as empresas que trabalharão sem disputa, manobra que tem como base um decreto.
Para o TCU, a estatal só poderia fazer isso se uma lei fosse aprovada pelo
Congresso Nacional, mas a Petrobras conseguiu 19 liminares permitindo a
realização de concorrências simplificadas.
Gleisi vem tentando
negar que tenha tratado com o ex-presidente do TCU sobre irregularidades na
Petrobras. “Conversamos sobre o programa de concessões do governo, conforme foi
divulgado à época. Penso que, se o ministro Nardes sabia de algo a respeito da
Petrobras ele deveria, como presidente do TCU, ter tomado as providências
cabíveis”, afirma a senadora.
Diz a sabedoria
popular que há males que surgem para o bem. No caso de Gleisi o seu
envolvimento no Petrolão, o maior escândalo de corrupção da história da
humanidade, foi providencial, pois um dia, não faz muito tempo, a senadora
petista sonhou em suceder a “companheira” Dilma Rousseff no comando do País.
Melhor assim!
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