A principal utilidade dos serviços de informação, militares
ou civis, é embasar a tomada de decisões. Mui raramente são necessárias redes
de informantes ou grandes ações de espionagem para coletar dados suficientes
para elaboração de cenários e embasar decisões coerentes. E por incrível que
pareça, uma parte significativa dos informes vêm de informações coletadas no
dia-a-dia, na internet, grande mídia e em “papos de botequim”.
Os manuais dizem: “Informação é todo dado, notícia, fato,
sinal, coletado por intermédio dos sentidos ou de aparelhos acústicos,
óticos, elétricos, eletrônicos ou outros meios.”
A atividade de inteligência tem por objetivo produzir
conhecimentos dentro de determinado assunto, para um determinado cliente.
Esse e outros canais disponibilizam as informações. Os leitores
é que tem o dever de processar o material, produzindo para si mesmos
conhecimento de qualidade. Nosso leitor não é do tipo que recebe informações de
comentaristas e acredita nos mesmos só porque se vestem bem, ou alegam ser
especialistas em determinado assunto.
Não aconselhamos ninguém a planejar ações/discursos com base
em conhecimento produzido por outrem, a não ser que este seja devidamente
verificado. Acreditamos que fomos bastante claros.
A orientação da editoria de Sociedade Militar é dizer a “verdade,
doa a quem doer”. Justamente por acreditarmos que a sociedade só pode
construir pensamentos e ações estratégicas sobre pilares sólidos.
Temos recebido muitos emails parabenizando pelas informações
e previsões acertadas. Também recebemos muitos e-mails reclamando de noticias
porque desmistificam aquilo que se carregava na mente há anos, ou revelam
“outra face” de instituições e pessoas. Parece-nos que alguns preferem viver
iludidos. A nota sobre o contrato de cooperação com a Rússia – informação facilmente
verificável, pois se trata de um decreto – foi uma das que gerou protestos de
alguns leitores. Contudo, como dissemos, acreditamos que a verdade deve ser
dita. E continuaremos assim.
Eva Maria Cella Dal Chiavon.
Normalmente se alardeia que Eva Chiavon seria “apenas uma
enfermeira”. Portanto, não teria qualificações para ocupar cargo de tamanha
importância no Ministério da Defesa. Diz-se também que a indicação de Eva teria
“gerado insatisfação” nos militares pelo facto da mesma ser casado com um líder
do MST. Fato frequentemente lembrado pelo deputado Jair Bolsonaro.
Vamos lá.
Dados: – Além de ser enfermeira, a atual secretária-geral é
graduada em Planejamento Estratégico Público Participativo.
- Eva ocupa cargo de mesmo status que o Chefe do Estado Maior
conjunto das Forças Armadas. Mas, com atribuições bem diferentes. É um cargo de
natureza especial, 40 horas semanais e possui um salário de R$ 14.289,00.
Mas, Eva Maria, como secretária de Jaques Wagner, participa
também do Conselho de Administração de empresas públicas, como a quase
desconhecida da sociedade Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A e a Empresa
Brasileira de Administração De Petróleo e Gás Natural S.A. Portanto, em junho
de 2015 a secretária–geral recebeu, além do salário do MD, JETONS de R$
13.690

- Antes de ir para a Defesa Eva exerceu a função nos
Ministérios do Trabalho; Secretaria de Relações Institucionais; Conselho de
Desenvolvimento Econômico e Social; e Planejamento, Orçamento e Gestão.
Militares estariam “irados” com a indicação de Eva Chiavon
para a defesa? Será mesmo? Não há qualquer base para se afirmar isso. Faz
pouquíssimo tempo que a referida secretária foi condecorada pelo Exército,
recebendo então a medalha do PACIFICADOR e pelo Ministério da
Defesa, com a Medalha do Mérito Desportivo Militar (fev/2015).
A medalha do PACIFICADOR foi concedida ainda
pelo Comandante Enzo Peri, quando a atual Secretária-Geral ocupava
cargo no Ministério do Planejamento.
Se o leitor desejar, verifique aqui no ALMANAQUE
DO PACIFICADOR
Recentemente levantou-se a hipótese de que membros
civis do MD poderiam repassar informações importantes para familiares. Sobre
isso. As atividades das FA são extremamente segmentadas, principalmente no que
diz respeito a informações classificadas com altos grau de sigilo. Não é
coerente crer que as referidas administradoras têm acesso a qualquer dado que
ponha em risco a segurança nacional.
Sim, é verdade que o sobrenome Dal Chiavon é estreitamente
ligado ao Movimento dos Trabalhadores sem Terra. Figuram aí o nome de Francisco
Dal Chiavon (liderança do movimento) e de Augusto Cezar Dal Chiavon, jovem médico, recentemente
formado na Escuela Latinoamericana de Medicina, em Cuba. Contudo,
isso não proporciona qualquer embasamento legal para que a Secretária-Geral
seja afastada de suas funções.
Eva Maria Cella Dal Chiavon nasceu em Coronel
Freitas-SC, em 1960. Era, por sua rigidez, é conhecida por alguns como “DILMA
da BAHIA”. Foi nomeada por Jaques Wagner em janeiro de 2015 ano para o cargo à
Frente da Secretaria Executiva do Ministério da Defesa. A enfermeira anteriormente
foi secretária-executiva em quatro ministérios.
Agora, construam suas conclusões.
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