quarta-feira, 2 de setembro de 2015

O preço da incompetência



Noblat comenta o envio do orçamento da União ao Congresso com um rombo de trinta bilhões de Reais.

FICHA LIMPA E LAVA JATO


Alpino - Lula InfladoPergunta-me um leitor: como é possível que em plena vigência da Lei da Ficha Limpa tantos congressistas estejam envolvidos em ruinosos e ruidosos esquemas de corrupção? A pergunta faz muito sentido e admite pelo menos três explicações corretas.

Primeira. A lei exige, como condição para inelegibilidade, a existência de sentença condenatória, em decisão proferida por órgão colegiado (Tribunal de Justiça, Tribunal Regional Federal ou mesmo Tribunal do Júri). Ora, podem decorrer vários anos entre a prática de determinado crime e a correspondente condenação por órgão colegiado. Um candidato inidôneo, com bom advogado, disputará e exercerá vários mandatos antes de ser enquadrado na condição de inelegibilidade imposta pela lei.

Segunda. Em fevereiro de 2012, quando o Congresso Nacional aprovou essa lei de iniciativa popular, escrevi um artigo com o título "Fichas limpas num modelo ficha suja". É dele o texto transcrito abaixo:

E eu temo que a Lei da Ficha Limpa produza como resultado apenas uma renovação dos quadros corruptos do país. Estaremos trocando corruptos de ficha encardida por corruptos com ficha novinha em folha. Quando digo isso, as pessoas me olham com incredulidade. Estão convencidas de que é a maldade humana que corrompe nossas "primorosas" instituições. A modelagem institucional do país não entra no foco de suas análises. O cidadão brasileiro, via de regra, pensa em nomes, em pessoas, em indivíduos. Quando avança um pouco mais pensa em ideias, princípios, valores. Mas raramente se detém a examinar nossas instituições. Por esse motivo, estamos sempre tentando consertar as consequências e desatentos às causas dos problemas. É como se proclamássemos: "Abaixo as consequências! Longa vida às causas!"

Terceira. Muitos dos congressistas envolvidos na operação Lava Jato eram participantes do mensalão. Durante aquele julgamento não houve colaboração premiada e as condenações atingiram apenas os líderes dos partidos integrantes do esquema, os quais mantiveram sigilo sobre os pagamentos feitos aos seus liderados. Como consequência desse sigilo, da lei da camorra, dezenas de parlamentares, cuja fidelidade ao governo era comprada a peso de ouro, puderam disputar a eleição de 2014 ostentando como tecnicamente limpa uma ficha efetivamente repulsiva.


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Percival Puggina (70), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, integrante do grupo Pensar+.

Dilma e a notável capacidade de se meter em trapalhadas



O colunista Lauro Jardim fala sobre a incrível capacidade da presidente Dilma Rousseff de se meter em crises. Uma hora é o vexame da tentativa de voltar com CPMF, outra é a entrega do orçamento com déficit.

Janot, mas não só Janot...


Prenúncio Dilma terá em 2015 o mesmo fim de Collor em 1992

Por Joice Hasselmann


Os pedidos de impeachment de Dilma se acumulam na Câmara. Hoje chegou o 14º e veio assinado por um dos fundadores da legenda. A data é especial, o mesmo dia em que foi apresentado o pedido de impeachment de Fernando Collor de Mello, em 1992. Dilma pedalou, fraudou documentos, presidiu o petrolão. Para quem duvida que ela agiu com dolo, basta ouvir Paulo Roberto Costa, Nestor Cerveró, Alberto Youssef, os empreiteiros da Lava Jato. Que tal?

Justiça volta a negar recurso contra ciclovias



O Tribunal de Justiça de São Paulo voltou a negar recurso do Ministério Público em ação que pede a paralisação da implantação de ciclovias na capital paulista. A decisão foi tomada pelo presidente do tribunal, José Renato Nalini.

Defensor de Dilma e Lula ameaça manifestantes antigovernistas com uma faca e diz que pretende enfiá-la na barriga dos adversários e “subir até o sovaco”


Os petistas estão perdendo a medida. Já afirmei aqui que suas lideranças nacionais estão fazendo pronunciamentos absolutamente irresponsáveis sobre as manifestações de protesto contra o governo Dilma, que se inserem na mais pura e rotineira normalidade democrática. Até o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, foi obrigado a reconhecê-lo.

Ora, à medida que os petistas classificam de “golpe” o que faz parte da cultura democrática — ou o PT não se construiu também nas ruas, de protesto em protesto? —, estimulam comportamentos e ameaças como o deste cidadão. Assistam ao vídeo. Volto em seguida.


Ele pode ser apenas um bravateiro, um faroleiro, um tolo? Pode, sim. Mas também pode ser mais do que isso. Imaginem se fosse o contrário: imaginem se um manifestante anti-Dilma e anti-PT se referisse nesses termos a seus adversários, àqueles que vão às ruas defender o governo e o partido. Não só a imprensa faria um escarcéu como o Ministério da Justiça logo se manifestaria.

A ameaça está feita. É claro que os defensores do governo Dilma deram um passo perigoso quando compareceram a uma manifestação de protesto, com um arma branca, para atacar o boneco Pixuleko. Isso aconteceu na sexta. No domingo, mais uma vez, um grupo resolveu interromper a manifestação, provocando um confronto físico com os defensores do impeachment. É evidente que esse é um mau caminho.

Não será difícil à Polícia identificar quem é esse sujeito. Ele tem explicações a dar. Diz publicar habitualmente vídeos na rede. Obviamente, ele tem o direito de pensar o que quiser — inclusive afirmar que o Brasil não está em crise. Mas não tem o direito de ameaçar ninguém.

Notem que ele recorre aos termos propostos pelo presidente da CUT, Vagner Freitas, em solenidade no Palácio do Planalto, quando este líder sindical pregou a luta armada, e a presidente Dilma silenciou a respeito, o que a tornou cúmplice da incitação à violência.

Jean Wyllys persegue Movimento Brasil Livre



O deputado Jean Wyllys abusa do seu poder político para perseguir cidadãos que contrariam os interesses de seus aliados. Entrou com um requerimento na CPI dos Crimes Cibernéticos exigindo que "representantes do MBL" prestem depoimento. Quem tem que prestar depoimento é criminoso, deputado. Criminosos como aqueles do Partido dos Trabalhadores, que você defende. Se você é um bastião da honestidade, por que não exige que a presidente Dilma Rousseff seja punida pelos seus crimes? Coloque-se no seu lugar, deputado. Vivemos numa democracia, jamais iremos tolerar perseguição política.

O PT vai pagar eleitoralmente pelo que fez



O sociólogo, doutor em geografia humana e colunista da Globo News afirma que o fracasso do ajuste fiscal, paradoxalmente, dá mais fôlego ao governo Dilma. Entenda nos melhores momentos do 'Direto ao Ponto', com Joice Hasselmann.

Crise econômica é reflexo do nível de Lula e Dilma Rousseff, afirma o ex-ministro Delfim Netto


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Fogo amigo – Está cada vez mais difícil vislumbrar uma solução para a crise que vem derretendo a economia nacional e tirando o sono de um número cada vez maior de brasileiros. Apresentada ao eleitorado do País, em 2010, como a “gerentona”, Dilma Rousseff continua sofrendo de autismo político, pois é clara a sua postura de viver à margem da realidade, em um país hipotético que mais parece o de Alice, aquele das maravilhas.

Sem saber que medida tomar para estancar a crise, o governo do PT tem demonstrado ao longo dos últimos doze anos a sua incapacidade de administrar um país com os problemas do Brasil. Especialistas e escândalos de corrupção e desculpas das mais variadas para as transgressões e crimes que cometem, os petistas tentam de forma desesperada manter as aparências, mas até mesmo colaboradores do governo não economizam críticas ao Palácio do Planalto.

Economista reconhecido internacionalmente e ex-ministro da Fazenda, Antônio Delfim Netto desistiu de auxiliar o governo de Dilma Rousseff por conta da maneira teimosa e obtusa como a presidente trata das questões econômicas. Que Dilma é uma incompetente recorrente todos sabem, mas quando um auxiliar como Delfim desanca a petista é porque a situação é muito mais grave do que se pode imaginar.

Em conversa com um empresário, Delfim Netto disse que a crise econômica que preocupa os brasileiros é fruto não apenas da incompetência que domina o governo, mas principalmente do nível de Lula e Dilma. Ao interlocutor, o ex-ministro disse que beira o desespero a forma como Lula e sua criatura política [Dilma] leva ao desespero até mesmo os estreantes na seara da economia.

Delfim disse que o cenário econômico piorou nos últimos tempos apenas porque Dilma não se contenta em ser presidente da República, mas porque quer atuar simultaneamente como ministra da Fazenda. Considerando que a petista é um desastre em questões econômicas, o melhor que se poderia esperar de uma pessoa com esse pífio conhecimento era que se abstivesse de dar palpites em assuntos tão sérios e importantes.

Sobre a crise política que se deteriora com o passar do tempo, Delfim Netto disse que a presidente errou ao trair, em duas ocasiões, o vice-presidente Michel Temer, que em sua opinião era a salvação política de um governo que sangra à sombra do nó político que se instalou no Congresso Nacional.

Para o UCHO.INFO, sem a intervenção de Temer, que desembarcou da nau palaciana e pode, a qualquer momento, romper com o governo, Dilma será propulsada na direção do caminho da renúncia ou do impeachment. Cabendo a ela escolher qual a opção menos traumática para o País, que continua temendo pelo amanhã.

O fim da parceria com o PT ficou tácita nos programas políticos do PMDB, levados ao ar nesta terça-feira, nos quais a legenda afirmará, nas mais variadas formas, que o Brasil precisa de renovação. Na opinião do editor do site, a estratégia macabra do PMDB é fazer Dilma sangrar até a metade do mandato, ocasião em que a pressão para ejetá-la do poder cresceria exponencialmente.


De tal modo, Michel Temer assumiria o governo, pavimentando o terreno para o PMDB disputar a eleição presidencial de 2018. Isso se no meio do caminho o Tribunal Superior Eleitoral não cassar o registro da candidatura de Dilma, em cujo caixa de campanha foi despejado dinheiro do Petrolão, o maior escândalo de corrupção da história. Como disse certa feita um conhecido e gazeteiro comunista de boteco, “nunca antes na história deste país”.

Pampa Debates: Jair Bolsonaro

Por Rede Pampa


Debate ocorrido no dia 20/08/2015 na TV Pampa no programa Pampa Debates, promoveu discussões que focaram principalmente as questões econômicas do Brasil, traçando as relações internas e externas como BRICS e o Mercosul, e questões relacionadas a candidatura de Deputado Jair Bolsonaro à Presidência do Brasil, abrindo bastante espaço para as opiniões dos telespectadores. O nobre Deputado e capitão do Exército Brasileiro, esclareceu medidas que ele pretende tomar, no que diz respeito a uma possível posse da Presidência da República.

O filhote de Putin e a crise de refugiados



Os jornalistas Diogo Schelp, Diego Braga Norte e Duda Teixeira explicam quem é Viktor Orbán, o primeiro-ministro húngaro que mandou reforçar a barreira na fronteira com a Sérvia para impedir a entrada de estrangeiros sem visto em seu território e na Europa.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

ESQUERDA, Monopólio do CRIME


JANOT, JANOT, DEUS ESTÁ TE VENDO!


O Estadão publicou matéria da qual extraio o seguinte trecho: "Em resposta ao pedido preliminar feito pelo ministro Gilmar Mendes, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para investigar as contas de campanha da presidente Dilma Rousseff, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apontou a 'inconveniência' de a Justiça e o Ministério Público Eleitoral se tornarem 'protagonistas exagerados do espetáculo da democracia' e o receio de uma 'judicialização extremada'. Para ele, os atores principais do processo democrático devem ser 'candidatos e eleitores'".

Nesse pequeno trecho da matéria e da respectiva informação temos diversas evidências de falta de seriedade e motivos para o desalento nacional em relação às nossas instituições. De um lado, o TSE aprovara com ressalvas as contas da campanha da Dilma. Como assim, "com ressalvas"? Estamos diante de algo tipo "o senado aprova o nome do Procurador Geral da República, "com ressalvas"? Ou, ainda: o Conselho da Petrobras aprova a compra de uma refinaria em Pasadena "com ressalvas"? Ou, o médico é diplomado "com ressalvas"? De outro lado, como falar em "judicialização excessiva" quando até a mera investigação é recusada?

Pois eu tenho ressalvas a fazer em relação à resposta de Rodrigo Janot ao pedido preliminar feito por Gilmar Mendes (que no meu time não atuaria nem como gandula). Como entender que o Dr. PGR, autoridade máxima do Ministério Público Federal, se refira à eleição como "espetáculo da democracia"? A eleição é um mecanismo seriíssimo de legitimação do poder político e deve ser tratado como tal. Jamais como espetáculo! Entendida como show, admite-se a bilheteria e até o financiamento público (que tal uma Lei Rouanet para as peças publicitárias?).

Ademais, o fato de haver, nesse "espetáculo", candidatos e eleitores como "atores principais" não significa que outros atores não possam e devam intervir para assegurar exatamente aquilo que hoje tanto se questiona, ou seja, a correção dos atos praticados no palco da eleição. E esse é um papel para o qual a sociedade cria instituições e designa seus membros. Ao se omitirem em suas obrigações, ao aprovar "com ressalvas" como fez o TSE e ao lavar as mãos, como fez Janot, uns e outros praticam a modalidade mais comum de abuso de poder: o poder de se omitir. Lula e Dilma são professores dessa matéria.


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Percival Puggina (70), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, integrante do grupo Pensar+.

Enxurrada de dados ruins, cenário de incertezas



As projeções para a economia, cada vez mais pessimistas, devem piorar ainda mais com a proposta orçamentária para o próximo ano, que já prevê as contas no vermelho, com um rombo de 30 bilhões e meio de reais. O fato de o governo ter jogado a toalha em relação ao ajuste fiscal aumenta muito o risco de rebaixamento do País por parte das agências internacionais.

E foi essa possibilidade que fez o mercado brasileiro ter um fechamento de mês ainda mais negativo. O dia foi de muito nervosismo. Em vez do superávit previsto para o ano que vem de cerca de 34 bilhões de reais devemos ter um déficit de meio por cento do PIB, incluindo mais aumento de carga tributária. E a redução da meta deste ano, para apenas 0,15% do PIB, que também não vai ser cumprida, já pegou muito mal.

O governo fala agora em transparência. Pode até ser. Está admitindo que não consegue gerar saldo nas contas públicas. Tem justificativas: como a recessão, as mudanças em propostas apresentadas pelo Congresso, que poderiam ter garantido maior economia ou aumento de receita. Resta ver se as agências terão paciência com a situação concreta que está sendo apresentada, que é a incapacidade, principalmente política, de o governo encaminhar propostas e ações que possam colocar as finanças e a economia em uma trajetória mais favorável. Temos uma enxurrada, quase contínua, de dados ruins.

O que se imaginava era um ajuste eficiente, rápido, que abrisse espaço para a retomada do crescimento ainda este ano. Ilusão total. O Brasil está retrocedendo em conquistas importantes, com uma crise que pode ser a pior em 85 anos e desarranjo forte das finanças públicas. Hoje o relatório semanal Focus, que traz as projeções de economistas do mercado e de consultorias para os principais indicadores, mostrou que a expectativa é de uma retração da economia de 2,26% este ano e de 0,4% para 2016.

A proposta orçamentária do governo traz previsões parecidas, só que menos ruins. O governo ainda prevê uma expansão de 0,2% da economia no ano que vem, o que parece muito improvável e pode comprometer o que espera de receita. Para a inflação, o mercado projeta 9,28% agora e 5,51% em 2016. Quanto à evolução da economia, como eu disse, as projeções ainda devem piorar. Mesmo sem o rebaixamento, não se vê qualquer estratégia mais consistente para assegurar a volta do crescimento.

Tudo parece muito carta de intenção. E o governo se apega em alguns poucos dados melhores pra reforçar o discurso que tudo vai dar certo. Levy pegou o velho cacoete. Teríamos de ter um governo forte pra levar adiante tudo que deveria ser feito para colocar a casa em ordem. Certamente, não é o caso. Temos é um governo fraco que tenta tirar o País da enrascada que ele mesmo armou, mas sem muita habilidade pra isso. O cenário é de muitas incertezas.

JOSÉ DIRCEU MANTÉM SILÊNCIO DURANTE DEPOIMENTO EM CURITIBA


Abatido, ex-ministro diz seguir a orientação do advogado

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o primeiro a depor na sessão de hoje da CPI da Petrobras em Curitiba (PR), foi dispensado depois de se recusar a responder todas as perguntas feitas a respeito de seu suposto envolvimento nas irregularidades na Petrobras.

“Seguindo orientação de meus advogados, vou permanecer em silêncio”, disse, ao lado de seu advogado, Roberto Podval.

O presidente da CPI, deputado Hugo Motta, chegou a oferecer a Dirceu a oportunidade de depor em reunião secreta. O ex-ministro respondeu com a mesma frase.

Apesar de repetir sempre a mesma resposta, os deputados insistiram em perguntar. “Como o senhor conseguiu ganhar quase R$ 30 milhões com sua empresa de consultoria, em um período em que o PIB brasileiro caiu quase 2%?”, perguntou o deputado Bruno Covas (PSDB-SP).

“O senhor é o líder dessa organização criminosa?”, perguntou o deputado Delegado Waldir (PSDB-GO). “O senhor participou de consultorias relativas à venda de ativos da Petrobras na África?”, questionou o deputado Antonio Imbassahy (PSDB-BA).

“Por orientação de meus advogados, vou permanecer em silêncio”, respondeu Dirceu a todas as perguntas.

A deputada Maria do Rosário (PT-RS) fez uma defesa dos governos Lula e Dilma na gestão da Petrobras e protestou contra o fato de Dirceu, preso há mais de dez dias, não ter sido ouvido ainda pela Polícia Federal em relação às acusações que pesam sobre ele.

A Petrobras foi revigorada pelo presidente Lula e pela presidente Dilma. Estamos combatendo a corrupção. Venho aqui dizer que a pessoa que está em investigação e tem o direito constitucional de ficar calada não foi até agora sequer ouvida ainda pela polícia”, disse.

Operador da Pixuleco II decide fazer delação premiada e deve entregar Gleisi e Paulo Bernardo


gleisi_hoffmann_93Soltando a voz – Acusado de receber dinheiro da Consist Software, responsável pela gestão de crédito consignado a servidores públicos federais, para facilitar a vida da empresa, ex-vereador do PT Alexandre Romano, o Chambinho, preso na décima oitava fase da Operação Lava-Jato, a Pixuleco II, decidiu aderir ao acordo de delação premiada. Sua delação deve comprometer diretamente o ex-ministro Paulo Bernardo da Silva (Planejamento e Comunicações), que autorizou a operação que rendeu mais de R$ 50 milhões para a Consist e pelo menos R$ 7,2 milhões em “pixulecos” para o escritório do advogado da petista Gleisi Helena Hoffmann, Guilherme Gonçalves.

A delação de Chambinho comprometerá ainda mais Gleisi Hoffmann, segundo adianta Lauro Jardim, da revista Veja. “Dois nomes estrelados do PT aparecerão nos depoimentos de Romano, de acordo com o que ele já contou ao seu advogado: o casal Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann”.

Gleisi já está gravemente envolvida na Lava-Jato pela delação de Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, que a denunciaram como receptora de R$ 1 milhão do esquema de corrupção que ficou conhecido como Petrolão.

O caso Consist-Ministério do Planejamento pode ter desdobramentos explosivos. Um dos sócios do escritório curitibano que levou R$ 7,2 milhões em “pixulecos” do esquema, Luís Gustavo Severo, prestou serviços para a campanha presidencial de Dilma Rousseff. Esse desdobramento pode arrastar a Pixuleco II para o centro da campanha de Dilma e se tornar um elemento importante para fundamentar pedido de impeachment.

“Um dos associados do escritório paranaense [de Guilherme Gonçalves, o advogado de Gleisi] é Luís Gustavo Severo”, diz a Veja. “No ano passado, ele foi contratado pelo PT para atuar na campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em que, até meados deste ano, continuava defendendo os interesses da presidente nas ações derivadas da Operação Lava-Jato. Para assumir a tarefa, Luís Gustavo foi incumbido, em 2013, de instalar em Brasília uma filial do escritório de Curitiba”.

A revista informa também que o novo escritório “recebeu do comitê de campanha a quantia de R$ 770 mil pela assessoria dada ao PT, uma ninharia se comparada aos honorários de mais de R$ 7 milhões cobrados à titulo de consultoria da Consist”.


"Por Trás da Máscara" - Entrevista com Flavio Morgenstern



Flavio Morgenstern é analista político, escritor, palestrante e tradutor. Publicou, pela Editora Record, o livro "POR TRÁS DA MÁSCARA" -  Do passe livre aos black blocs, as manifestações que tomaram conta das ruas do Brasil. É sobre isso que falaremos. O que o Flávio vai nos dizer sobre o Boneco Pixuleco? E a prefeitura, terá que aumentar as tarifas? Os ônibus vão para na semana que vem em São Paulo? A tarifa ficará congelada e o passe, livre para os escolhidos?

Diretor de jornal venezuelano critica postura do governo Maduro



Miguel Henrique Otero diz que imprensa na Venezuela é censurada e oposição pode ter bons resultados em eleição de dezembro.

Quem é Janot para falar em nome da sociedade ?


janot dilmaPGR dissipou as dúvidas e advogou em favor de Dilma Rousseff

Escrevi aqui na semana passada:

“Se Janot… levar adiante a investigação determinada por [Gilmar] Mendes, poderá destruir Dilma… e salvar o Brasil. Se engavetar…, será sempre lembrado como o cúmplice petista que deixou os bodes na sala e o povo brasileiro na mão.”

Janot engavetou. Dissipou as dúvidas de que falei aqui e aqui.

Antes, havia apenas especulação baseada em decisões discutíveis, mas, ainda assim, justificáveis legal e moralmente, no limite da tolerância.

Este blog examinou cada caso, observou as hipóteses em jogo e, sem deixar de lado a pressão, descartou tanto a exaltação quanto a condenação morais precipitadas ao PGR – esta última que levou a uma série de críticas descabidas (veja aqui e aqui, por exemplo), com frequência não relacionadas à blindagem de Dilma Rousseff.

Agora, com o pedido de arquivamento da investigação da gráfica fantasma VTPB, que recebeu R$ 23 milhões da campanha de Dilma de 2014, o pior se confirmou – e da pior maneira.

Janot escreveu no despacho: “Não interessa à sociedade que as controvérsias sobre a eleição se perpetuem: os eleitos devem poder usufruir das prerrogativas de seus cargos e do ônus que lhes sobrevêm, os derrotados devem conhecer sua situação e se preparar para o próximo pleito”.

1) Quem é Janot para falar em nome da sociedade (que, aliás, quer a saída de Dilma Rousseff)?

2) Quem é Janot para atropelar o TSE, que reabriu ação penal pela impugnação da chapa de Dilma?

3) Quem é Janot para alfinetar os opositores que buscam esclarecer os fatos de uma campanha suja, como exigem seus próprios eleitores?

Esse parágrafo em que Janot usurpa papéis que não são dele, exercendo como um militante a mais escancarada pressão política, parece ter sido escrito pelo ministro José Eduardo Cardozo em alguma reunião secreta com o PGR.

Até ministros do TSE ficaram irritados.

Pudera!

Janot chegou a apontar a “inconveniência” de a Justiça e o Ministério Público Eleitoral se tornarem “protagonistas exagerados do espetáculo da democracia” e, de quebra, falou do receio de uma “judicialização extremada”, como se o rigor da lei na busca de esclarecimento fosse um ato de extremismo.

Mais próximo da propaganda petista, impossível. Janot acusa os outros da “inconveniência” e da ação “extremada” que pratica no momento mesmo da acusação.

Ele também argumentou que a prestação de contas de Dilma já foi aprovada e o prazo para questionar irregularidades já acabou, como se a autoridade do PGR sobrepujasse a dos ministros do TSE, que decidiram pela reabertura do processo justamente para apurar as irregularidades antes ignoradas.

Para justificar o engavetamento, Janot ainda alegou que a VTPB apresentou-lhe notas fiscais e modelos de santinhos impressos, como se estes já não estivessem indicados no site do TSE e a questão não fosse que a impressão não foi feita na gráfica fantasma, porque, bem, ela é fantasma e não tem estrutura para o trabalho a que se propõe.

Para completar o vexame, a notícia sobre seu despacho foi dada em primeira mão pelo site petista Brasil 247, que eu apelidei de Brasil 171, investigado pela própria Operação Lava Jato – e, dessa vez, ninguém do PT acusou o PGR de “vazamento seletivo”.

Com muito sono, tive de repercutir a informação naquela madrugada no Twitter, deixando para comentar com calma depois, quando a imprensa séria confirmasse o conteúdo (e eu desistisse do meu descanso de fim de semana das vigarices nacionais).

Só lamento que os jornalistas, inclusive críticos de Janot hoje regozijados, não tenham dado ao caso da gráfica fantasma aqui repercutido a mesma atenção que dão ao seu arquivamento, o que talvez tivesse deixado o PGR mais constrangido para pedi-lo.

De qualquer modo, a Folha informa que Dilma andou dizendo a assessores: “Estou preocupada com o TSE”.


Não resta dúvida de que, se pudesse, a petista reconduziria seu advogado Rodrigo Janot diretamente ao tribunal, no lugar de Gilmar Mendes.