sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Perda Total = O novo nome do PT

Dora Kramer - O Estado de São Paulo

É o fim do caminho

Ditos só se tornam ditados porque contêm lições preciosas de correntes de situações já testadas. De onde convém levá-los em consideração na vida e também na prática da política.
“Quem tudo quer tudo perde” reza sobre o mau posicionamento da ganância desmedida como conselheira. “Não se pode enganar a todos o tempo todo” fala a respeito dos malefícios da prepotência e da cegueira soberba ante o discernimento alheio.
O menosprezo a tais preceitos é uma receita fadada ao desastre mais dia menos dia, conforme agora pode comprovar o Partido dos Trabalhadores nesse momento em que o partido se vê diante da cobrança dos equívocos cometidos ao longo de sua trajetória no governo e na oposiç&atil de;o.

A conta salgada hoje impõe ao PT a condição de ente em situação de inevitável falência. Perda Total parece ser a tradução atual para a legenda.

Nunca antes na história do Brasil se assistiu a uma derrocada dessas proporções, notadamente em se tratando de um partido na posse do poder formal. Os partidos ditos aliados se posicionam dizendo com todos os efes e os erres que nada querem com o governo.

Cansados de serem tratados como vendidos – o que alguns efetivamente são, mas que não gostam de ser tratados como tais –, agora dão o troco, como a dizer: tantas vocês fizeram que agora é a nossa vez de dizer chega.

Sentimento semelhante toma conta da sociedade, evidenciado na crescente rejeição ao governo e ao partido. Implicância? Nem de longe. O PT recebeu do eleitorado brasileiro tudo o qu e queria e muito mais. Foi conduzido à Presidência da República quatro vezes, mas não soube honrar essa delegação.

Entre outros motivos, por um pecado de origem: o partido jamais compreendeu as normas nem a ele se deu ao trabalho de seguir as normas da República e da democracia. Uma vez no poder o PT tomou como verdade a instituição da bandalheira e da impunidade como regra geral. Não viu que não era assim e sob a direção petista passou a ser. O partido mergulhou fundo no modelo da podridão, desprezando todas as chances de se engajar num programa de melhoria institucional.

Ao contrário. Optou por se manter alheio ao movimento pelo fim do regime militar escolhido pelas demais forças políticas – a eleição de Tancredo Neves no colégio eleitoral de 1985 –, bombardeou o plano de estabilidade econômica à r evelia da sociedade e depois, quando no poder, escolheu o populismo aliado ao fisiologismo de Estado para governar.

O partido, seus representantes e governantes mentiram de maneira afrontosa, estabeleceram um padrão de divisão entre brasileiros governistas e oposicionistas, entrou de cabeça no “modo gastança” em detrimento da poupança e agora está paralisado no beco sem saída aparente que ele mesmo construiu.

Os anteriormente aliados hoje deixam bem claro que querem os petistas fora do jogo. Razão? O exagero nos gestos e falas de outrora. Tivesse sido mais cordial com os aliados, talvez o PT não vivesse situação tão adversa. Na pior das hipóteses, teria ao menos alguém com motivação para defendê-lo.

Eduardo Cunha – disse algumas vezes e vou repetir – não é causa, é consequência. Foi eleito porque a maioria dos deputados queria que fizesse o que está fazendo. Um instrumento para expressar desagrados e urdir a vingança por anos de imposição da soberba sustentada em altos índices de popularidade.

Depois da virada a canoa, o cenário é o de um final melancólico, cuja escrita retrata um final melancólico. Não há mais a opção de mudar como preconizam os otimistas, pois o sonho transmudado em pesadelo já se acabou.


Dilma caloteira

Por Rádio Vox


-A procuradora federal Paula Rousseff ficou com 3 limousines de luxo
-Comitiva alugou os serviços por 16 dias
-Mais de 80 jornalistas em dois ônibus fretados e um caminhão baú para as malas
-Prejuízo para o dono da empresa ultrapassa os US$ 100 mil
-Itamaraty e consulado em San Francisco enrolam empresário para não pagar

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

16/08 ‪#‎VemPraRua‬ - Tá na boca do povo!


A farsa em frangalhos: o guerreiro do povo brasileiro era só um caçador de pixuleco


Dirceu fotoPRESO NA OPERAÇÃO PIXULECO, informa a mais recente anotação no prontuário de José Dirceu de Oliveira e Silva, mineiro de Passa Quatro, 69 anos, advogado com especialização em corrupção ativa e formação de quadrilha. A palavra que batizou a 17ª etapa da Lava Jato, usada pelo gatuno João Vaccari Neto como sinônimo de propina, é vulgar na forma, abjeta no conteúdo e rima com José Dirceu. Pixuleco é um nome perfeito para a operação que consumou a morte política do general sem soldados ─ e implodiu uma farsa que durou quase meio século.

Como pôde durar tanto a vigarice protagonizada por um compulsivo colecionador de fiascos? Já em 1968, quando entrou em cena fantasiado de líder estudantil, nosso Guevara de galinheiro namorou uma jovem chamada Heloísa Helena sem saber que convivia dia e noite com “Maçã Dourada”, espiã a serviço da ditadura militar. Se quisesse prendê-lo, a polícia nem precisaria arrombar a porta do apartamento onde o casal dormia: a namorada faria questão de abri-la. No mesmo ano, a usina de ideias de jerico resolveu que o congresso clandestino da UNE marcado para outubro, com mais de mil participantes, seria realizado em Ibiúna, com menos de 10.000 moradores.

Intrigado com o tamanho da encomenda ─ 1.200 pães por manhã ─ o padeiro que nunca fora além de 300 por dia procurou o delegado, que ligou para a Polícia Militar, que prendeu todo mundo. Libertado 11 meses pelos sequestradores do embaixador americano Charles Elbrick, declarou-se pronto para recomeçar a guerra contra a ditadura, fez uma escala no México, aprendeu a empunhar taças de tequila e enfim entendeu que chegara a hora de matricular-se num cursinho de guerrilha em Cuba que, por falta de verba para balas de verdade, municiava os futuros revolucionários com balas de festim.

Combatente diplomado, submeteu-se a uma cirurgia para que o nariz ficasse adunco antes de regressar ao Brasil na primeira metade dos anos 70. Percebeu que a coisa andava feia assim que cruzou a fronteira e, em vez de mandar chumbo no campo, mandou-se para Cruzeiro do Oeste, interior do Paraná, armado de documentos que o apresentavam como Carlos Henrique Gouveia de Mello, comerciante de gado. Logo se engraçou com a dona da melhor butique da cidade, adiou por tempo indeterminado a derrubada do governo e se entrincheirou na máquina registradora do Magazine do Homem.

Em 1979, a decretação da anistia animou o forasteiro conhecido no bar da esquina como “Pedro Caroço” a contar quem era à mãe do filho de cinco anos e avisar que precisava voltar à cidade grande. Afilou o nariz com outra cirurgia e reapareceu em São Paulo ansioso por recuperar o tempo perdido. A gula e a pressa aceleraram a expansão da cinzenta folha corrida. Deputado estadual e federal pelo PT paulista, rejeitou todas as propostas de todos os governos. Presidente do partido, instalou Delúbio Soares na tesouraria. Com o triunfo de Lula em 2002, o pecador trapalhão foi agir na capital federal.

Capitão do time do presidente, mandou e desmandou até a erupção do escândalo inaugural: um vídeo provou que Dirceu promovera a Assessor para Assuntos Parlamentares o extorsionário Waldomiro Diniz, com quem havia dividido um apartamento em Brasília. Era só mais um no ministério quando, em 2005, o Brasil ficou sabendo que o chefe da Casa Civil também chefiava a quadrilha do mensalão. Despejado do emprego em junho, prometeu mobilizar deus e o mundo, além dos “movimentos sociais”, para preservar o mandato em perigo. Em dezembro, conseguiu ser cassado por uma Câmara que inocenta até a bancada do PCC.

Sem gabinete no Planalto ou no Congresso, sem rendimentos regulares e sem profissão definida, escapou do rebaixamento à classe média ao descobrir o mundo maravilhoso dos consultores de araque. Com a cumplicidade dos afilhados que espalhara pela administração federal, Dirceu não demorou a tornar-se um próspero facilitador de negociatas engendradas por capitalistas selvagens. Em 2012, o julgamento do mensalão ressuscitou o perseguido político: de novo, jurou que incendiaria o país se o Supremo Tribunal Federal fizesse o que deveria fazer. Condenado por corrupção ativa e formação de quadrilha, entrou no presídio com um sorriso confiante e o punho erguido.

Casa Dirceu VinhedoO Dirceu que voltou à cadeia a bordo das bandalheiras do Petrolão é uma versão avelhantada do sessentão que deixou a Papuda para cumprir em casa o restante da pena. Desfrutou por poucos meses do poder que perseguiu desde o berçário. Desfrutou por poucos anos da fortuna que passou a perseguir depois do regresso à planície. O casarão em Vinhedo é uma das muitas evidências tangíveis de que José Dirceu é hoje um milionário. Para quê? Para nada. De que vale a posse de mansões para alguém forçado a dormir no xilindró?

Tropas comandadas por um guerrilheiro de festim só conseguem matar de riso, repete esta coluna há seis anos. As dúvidas que assaltaram muitos leitores foram dissolvidas pela implosão do embuste. O guerreiro do povo brasileiro era apenas um caçador de pixuleco.

Vacina da dengue deve estar pronta até 2018

Por Vinícius Marra


A vacina da dengue deve estar pronta até 2018. Os pesquisadores pretendem iniciar, nos próximos meses, a 3º etapa do processo de liberação da vacina. Para isso, procuram voluntários.

Pixuleco II: Polícia Federal fez buscas no escritório do advogado de Gleisi Hofmann, em Curitiba


policia_federal_06Área contaminada – Na manhã desta quinta-feira (13), a Polícia Federal fez buscas no escritório de advocacia Guilherme Gonçalves & Sacha Reck, que teria recebido R$ 4,64 milhões entre setembro de 2010 e janeiro de 2013 da Consist Software. Entre fevereiro de 2013 e janeiro de 2014, a SWR Informática pagou R$ 1,2 milhão ao escritório, enquanto que entre janeiro de 2012 e abril de 2012 da Consist Business depositou R$ 423,2 mil na conta bancária da sociedade de advogados. Em todos os casos, os pagamentos foram a título de ‘honorários advocatícios’.

De acordo com a PF, a banca ‘é ligada ao PT, presta serviços ao PT’. O escritório teria ‘relações próximas’ com a senadora Gleisi Helena Hoffmann (PT-PR) e com o ex-ministro Paulo Bernardo da Silva (Planejamento e Comunicações) e atuou na campanha de Gleisi.

O novo esquema gira em torno de empréstimos consignados no Ministério do Planejamento, a partir do acesso de dados relativos a mais de 2 milhões de servidores públicos federais. A organização comandada pelo operador de propinas Alexandre Romano, preso nesta quinta, ‘auferia remuneração decorrente desses serviços’.

A Polícia Federal informou que quatro escritórios de advocacia estão na mira da “Pixuleco II”, décima oitava fase da Operação Lava-Jato, sendo dois deles em Curitiba, supostamente envolvidos no novo esquema descoberto pelas investigações – fraudes com valores de empréstimos consignados no âmbito do Ministério do Planejamento, do qual Paulo Bernardo foi titular entre março de 2005 e janeiro de 2011 (governo Lula).

A PF não atribui a Gleisi e a Paulo Bernardo qualquer envolvimento na Pixuleco II. A senadora paranaense é alvo de investigação da Procuradoria-Geral da República no âmbito da Lava-Jato porque, segundo delatores, teria recebido R$ 1 milhão na campanha de 2010. O esquema descoberto pela Pixuleco II teria sido montado em 2010 e predominou até julho de 2015, segundo rastreamento de pagamentos de propinas, inclusive para a viúva do ex-secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento.

O esquema beneficiava o ex-secretário de RH do Planejamento, na gestão de Paulo Bernardo, Duvanier Paiva Ferreira, morto em 2013. O escritório ‘ligado ao PT’ atua na área administrativa, bancária e financeira, consumidor e contratos comerciais, além de empresarial penal, fusões societárias e telecomunicações.

Segundo a PF, recentemente houve desmembramento da sociedade de advogados, mas os escritórios, mesmo separados, continuaram funcionando no mesmo prédio. Um dos desmembrados, o escritório de advocacia Gonçalves, Razuk, Lemos & Gabardo Advogados também teria recebido, entre maio de 2014 a março de 2015, R$ 957,2 mil da Consist Business Software a título de ‘honorários advocatícios’.


Sobre os pagamentos efetuados aos escritórios de advocacia, a PF afirma que, ‘em pesquisa em fontes abertas, não logrou encontrar causas das empresas’ que os contrataram.

Presidente da AMB pede apoio aos médicos contra Dilma


Manifestantes visitam José Dirceu na cadeia, o humilham e cobram que ele entregue Lula


quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Governo fora do eixo

Por Reinaldo Azevedo


André Vargas e primo de Gleisi Hoffmann serão interrogados por Moro; senadora entra em pânico


andre_vargas_10Fazendo figa – O ex-deputado federal André Vargas Ilário (ex-PT) será interrogado na quarta-feira (12) pelo juiz federal Sérgio Fernando Moro na ação que apura crimes de lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa. Na ocasião também serão interrogados Leon Vargas, irmão do ex-deputado, e o publicitário Ricardo Hoffmann. Os dois estão presos em Curitiba por envolvimento no megaescândalo de corrupção que acabou desmontado pela Operação Lava-Jato, da Polícia Federal.

O interrogatório de André Vargas e Ricardo Hoffmann provoca nova onda de medo e pânico na senadora Gleisi Helena Hoffmann (PT-PR) e seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo da Silva. Vargas foi coordenador e arrecadador das campanhas de Gleisi e do marido, ou seja, sabe muito mais do que o outrora “casal 20” gostaria.

Ricardo Hoffmann, primo distante da senadora, que hoje renega o parentesco, era associado a Vargas em um esquema criminoso que rendeu gordos ‘pixulecos’ para a dupla na Caixa Econômica Federal e no Ministério da Saúde.

Os interrogatórios marcam a fase final do processo de Vargas e Hoffmann. Depois de ouvir os acusados, Moro deverá conceder os prazos legais para alegações finais do MPF e das respectivas defesas. Em seguida, caso nenhuma nova diligência seja solicitada e autorizada, Sérgio Moro poderá proferir a sentença. Como a expectativa de Vargas e Hoffmann é a condenação a longas penas de prisão, o temor é que ambos tentem se beneficiar de um acordo de delação premiada, algo que seria desastroso para Gleisi.

O MPF aponta que a agência de publicidade Borghi/Lowe, que controla contas publicitárias da Caixa Econômica Federal e do Ministério da Saúde, solicitava a empresas subcontratadas (E-noise, Luis Portela, Conspiração, Sagaz e Zulu Filmes) serviços de publicidade legais, entretanto, as orientava a realizar pagamentos de comissões devidas (no valor de 10% dos contratos) para contas das empresas Limiar Consultoria e Assessoria em Comunicação, com sede em Curitiba, e LSI Soluções em Serviços Empresarias Ltda., com sede em São Paulo, controladas por André Vargas e seu irmão Leon. De acordo com as investigações, a LSI e a Limiar eram empresas de fachada. Estes valores, segundo os procuradores, chegam a R$ 1,1 milhão.

Apurações da Polícia Federal e da força-tarefa do MPF também indicam que as empresas LSI e Limiar receberam, entre os anos de 2009 e 2014, outros R$ 4.086.084,29 em 200 depósitos de empresas dos mais variados setores. As informações constam de uma planilha apreendida na residência do ex-parlamentar em Londrina e também de informações repassadas pela Receita Federal por meio da declaração do imposto de renda retido na fonte dos respectivos anos.

Do valor total identificado na investigação, R$ 3.170.292,02 teriam sido depositados nas contas da LSI, como identifica a planilha apreendida na cara residência de André Vargas. Os recursos foram repassados entre os anos de 2011 e 2014. Já as informações sobre os depósitos na conta da Limiar, repassadas pela Receita Federal, indicam depósitos de R$ 915.792,27 entre os anos de 2009 e 2012.


Vargas é réu em outra ação penal e responde por lavagem de dinheiro e sonegação fiscal por meio da compra de um imóvel de luxo em Londrina. Ele segue preso no Complexo Médico-Penal em Pinhais. Leon Vargas ficou na carceragem da PF por cinco dias e não teve o pedido de prisão prorrogado. Já Ricardo Hoffmann continua preso na PF. O empresário tentou acordo de colaboração premiada com o MPF, mas as negociações até agora não avançaram

Catalepsia Política

Por Gen Ex Maynard Marques de Santa Rosa

A propaganda ideológica e as promessas enganosas que semearam o paraíso na mente do povo não mais conseguem evitar o panelaço urbano e o clamor dos protestos nas redes sociais.

Em 1961, um ensaio científico da psicoterapeuta alemã Marie Louise Von Franz, compilado no livro O Homem e Seus Símbolos, afirmava que: “Quando se manipula a opinião pública com apelos antinaturais, provoca-se uma repressão dos instintos, que causa dissociação neurótica e enfermidade mental. Os manipuladores podem alcançar sucesso temporário no início, mas acabam por fracassar a longo prazo”.

Marie Louise era pesquisadora máster da equipe do Dr. Carl Gustav Jung, criador da teoria dos arquétipos. Ele próprio já havia demonstrado que os grupos humanos adquirem personalidade coletiva e agem à semelhança do ser individual.

Evidentemente, Antonio Gramsci ignorava essa verdade, quando redigiu os seus Cadernos do Cárcere, assim como, também, os intelectuais do Foro de São Paulo, ao trocarem o modelo leninista pela Revolução Passiva.

Os ideólogos de esquerda, fazendo uso massivo da arma psicológica, em três décadas, demoliram os referenciais morais e desfiguraram os traços culturais da identidade nacional, mas não conseguiram alcançar a meta primordial: “substituir os fundamentos da sociedade burguesa pelos da sociedade marxista”. Portanto, é uma constatação alvissareira o fracasso da doutrina de Gramsci no Brasil, não obstante o legado da profecia de Marie Louise: “dissociação neurótica crônica”, com prejuízo da harmonia social.

Ironicamente, parece que a maior afetação se deu no estamento político, como indicado pelos atuais sintomas de alienação e perda do discernimento. O partido governante busca no marketing a solução da crise. Os da oposição lançam-se à disputa dos despojos do poder, sem aparentar preocupação com os destinos do país. O clima político é dominado por uma espécie de morbidez cataléptica, que mantém viva a percepção dos sentidos, mas paralisa a capacidade de agir.

Evocando a dimensão psicológica em cujo âmbito atua a malfadada doutrina, cabe o alerta de Jung: “Grupos, comunidades e até mesmo povos inteiros podem ser tomados por epidemias psíquicas”. Sob pressão de uma crise, podem aflorar à consciência coletiva os arquétipos mais recônditos do inconsciente, inclusive os da barbárie, para semear devastação e tirania.



PRF prende deputado petista por desacato no Rio Grande do Norte



Carlos Augusto Maia (PTdoB) foi abordado no dia 01/08/2015 em Caicó. Imagens foram cedidas pela PRF do RN.

A abordagem ao deputado aconteceu durante uma blitz da Lei Seca realizada pela Polícia Rodoviária Federal, em Caicó, na região Seridó potiguar, no último sábado 01/08/2015.

O parlamentar foi detido pelos agentes da PRF por desacato e levado para a delegacia.

Nesta quarta-feira (5), o delegado de Caicó, Helder Carvalhal, afirmou que não entendeu que houve desacato por parte do deputado. Em um despacho remetido à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal, o delegado escreveu: "Não consegui enxergar o desacato e resistência. (...) Não vi excesso por parte do deputado".

A PRF por sua vez afirmou que a declaração do delegado causou estranheza à instituição "tendo em vista que ele não é a autoridade competente para atuar no caso e o papel dele seria apenas o de colher informações para subsidiar as instituições competentes, no caso a Polícia Federal e o Ministério Público Federal".

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Autoridade Legal e Autoridade Legítima

Por Maria Lucia Victor Barbosa

pt-rachadoA corrupção no Brasil tem uma longa trajetória, que aliada à impunidade nos infelicitou ao longo dos séculos. Sem me alongar sobre o tema recordo que o Estado brasileiro teve desde seu início ação centralizadora e tuteladora da Nação. Tudo dependia do governo e, assim, o comércio e a indústria estavam atados às autorizações, às tarifas protecionistas, às concessões, o que facilitava o suborno. Em essência nada mudou.

Em 2002, o PT chega à presidência da República jactando-se de ser único partido ético que vinha para acabar com as mazelas da política brasileira. E melhor: à frente do partido havia um “pobre operário” capaz de salvar a pátria, um padroeiro dos pobres e oprimidos.

Contudo, pode-se dizer que nunca antes nesse país houve um partido tão corrupto quanto o PT. Os petistas institucionalizaram a corrupção e convidaram aliados políticos e a inciativa privada para abrir franquias de roubalheira.

A força e a impunidade do PT se deveram basicamente a três fatores: a ilusão gerada pela propaganda, através da qual Lula da Silva foi endeusado. A inexistência de oposições, tanto partidárias quanto institucionais. A falta de cultura cívica do povo sempre dependente do Estado paternalista e indiferente aos escândalos de corrupção dos poderosos.

Além da corrupção o governo petista expandiu os males do Estado Brasileiro: o patrimonialismo, o nepotismo, a burocratização e, sobretudo a incompetência. Tudo sob a imagem da perfeição, das maravilhas que o magnânimo pai Lula prodigalizava aos desvalidos salvando-os da miséria.

Nos porões do poder, porém, muito mais lucravam os que Lula, para efeitos externos, chama de elites, várias das quais se associaram em contubérnios com a companheirada de modo nunca visto. E, assim, roubou-se em milhões, em bilhões, em avantajadas cifras no país do dá-se-um-jeito.

Primeiro, articulou-se o mensalão ou compra de congressistas como forma de sustentar o projeto de poder do PT. Inabalável, mesmo sob o efeito das condenações do STF onde se notabilizou o ministro Joaquim Barbosa que logrou enviar para a cadeia maiorais do PT como José Dirceu, José Genoíno, Delúbio Soares, João Paulo Cunha, além dos auxiliares dos criminosos, Lula logrou eleger uma mulher que não consegue sequer proferir um pensamento coerente.

Com ela deu-se o terceiro mandato de Lula da Silva. Foi o tempo do descalabro com todos os possíveis erros que se pode cometer em economia.  Mesmo assim, Rousseff, com pouca margem de votação se reelegeu montada nas mentiras e no terrorismo politico do marqueteiro João Santana, que atribuiu ao adversário o apocalipse brasileiro que se vê agora é da autoria da criatura de Lula e dele próprio.

O presidente de fato seguiu inimputável, sempre a repetir que não viu nada, não sabia de nada, não ouvia nada, enquanto a inflação, o desemprego, a inadimplência vão infelicitando eleitores e não eleitores do PT.

O megaescândalo do petrolão estilhaçou a Petrobrás, orgulho nacional, tomada de assalto pelo aqui citado contubérnio. Mas, assim como o ex-ministro Joaquim Barbosa surgiu alguém que fez a diferença, o juiz Sérgio Moro, destacando-se também o trabalho da Polícia Federal e de procuradores na 0peração Lava Jato. Nesta ação inédita no Brasil estão indo para cadeia não só doleiros e auxiliares da rapina chamados de operadores, mas também presidentes das maiores empreiteiras, seus diretores e ocupantes de altos cargos na Petrobras.

Possivelmente, o povo tomaria conhecimento desses fatos com indiferença se não fosse o esboroar da economia, pois é certo que não há governo que resista quando a economia vai mal. Junte-se a isso a inconformidade popular que não aceita pagar pela incompetência governamental e temos o resultado da última pesquisa Datafolha, na qual Rousseff aparece como a pior presidente que o Brasil já teve, com 71% de reprovação e só 8% de aprovação.

É dito, falseando a questão, que um impeachment da inoperante presidente levaria ao caos institucional. Quando Collor, com grande participação do PT, sofreu o impeachment por muito menos do que hoje ocorre, as instituições ficaram intactas.

Falso também a presidente dizer-se intocável porque foi eleita pelo voto. Uma coisa é autoridade legal, outra é autoridade legítima. No momento ela não é mais legitimada pela população e o que se chama de crise política pode ser traduzida por crise de representatividade. Ela não representa mais o povo cansado de seu estelionato eleitoral e de sua incompetência.

O PT legou ao Brasil uma crise política de representatividade, uma crise econômica e uma crise de valores. A saída de Rousseff da presidência, dentro dos trâmites legais não é golpe. Golpe é sua permanência. Afinal, a emblemática segunda prisão de Jose Dirceu demonstrou que o PT nunca agiu em nome da causa, mas em causa própria. Não dá para suportar mais um governo assim. A causa caiu.





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Maria Lucia Victor Barbosa é Socióloga

A RESPONSABILIDADE POLÍTICA DAS ELITES

Por Jorge Maranhão

Pelo menos quatro campanhas pela ética na política e contra a corrupção de quatro grandes segmentos de cidadãos atuantes foram lançadas nos últimos anos, sem, no entanto, se articularem numa legítima ambição de abranger toda a sociedade. Se não, caro leitor, responda com honestidade se já tinha notícia de alguma delas ou mesmo as viu frequentar o espaço da grande mídia. De setores de entidades civis, de profissionais liberais,  sindicatos, igrejas e estudantes, vemos a continuidade da campanha do MCCE – Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, que nos legou a Lei da Ficha Limpa, e que agora se dedica à causa da reforma política. Garanto que o leitor tem sido bombardeado pelas sugestões de reforma de nossos políticos, mas não do que propõem entidades civis da expressão de uma CNBB, OAB, UNE entre outras mais de cinquenta preocupadas com o tema. Ou de campanhas de entidades empresariais e algumas empresas singulares, como a do MBE – Movimento Brasil Eficiente (que propusemos que incorporasse também o fim ético, tornando-se MBE², uma vez que não existe eficiência sem ética), lutando pela simplificação e transparência tributárias, uma das maiores fontes da corrupção social. De setores dos operadores da Justiça, como os promotores públicos, temos acompanhado a campanha “O que você tem a ver com a corrupção” extrapolar até mesmo nosso território e ser recomendada como iniciativa da própria ONU. E ultimamente presenciamos a Campanha pela Moralidade Nacional que, de iniciativa originária no Clube Militar, tende a ganhar a adesão de várias outras entidades militares por todo o território nacional. Se muito tem se indignado cada um destes segmentos da elite de nossa cidadania, pouco tem sido articuladas estas iniciativas para a mobilização de toda a sociedade. Pois, se todas dependem da mídia de massa, pouco tem sido abordada a pauta que está por trás de tudo: a crescente onda de relativismo moral que enfrentamos. Talvez pelo fato do problema começar pelos operadores da própria mídia e ser de tal monta que acaba passando despercebido em meio a um noticiário alucinantemente dedicado a obsessiva cobertura dos delitos sem-fim de nossa classe política. Para além de a mídia de entretenimento estar dedicada a revolucionar os costumes morais tradicionais de um país “careta”, como se referiu recentemente sobre a sociedade brasileira um famoso novelista campeão global de audiência.

Há anos firmamos a convicção de que tais iniciativas, por mais legítimas que sejam, não terão a força necessária de mudar nossos miseráveis costumes políticos se não se convergirem para o espaço público da mídia de modo unificado e simples, num formato que privilegie mais os enunciados de propostas do que análises profundas e dissertações eruditas. Pois é, sobretudo, na mídia que a corrupção dos valores morais do imaginário social brasileiro confunde conceitos e traveste de normalidade situações absolutamente anômalas. Se não entendemos a diferença entre o valor intrínseco da vida e as chamadas “condições de vida” de viés esquerdista, entre igualdade de oportunidades e igualdade social – que traz oculta a negação das leis pela celebração de privilégios corporativos, entre Estado e governos, entre legalidade e moralidade pública, entre Justiça e justiça “social”, e principalmente entre responsabilidade política de todos, e para além de responsabilidade social de empresas, responsabilidade civil profissional, ou responsabilidade fiscal de governantes, não temos condições mínimas de autonomia, de pensamento, de liberdade, enfim. Liberdade, aliás, que de alteridade como manda a tradição filosófica, entre nós é trocada pela liberdade de identidade, alheia e a despeito da lei.

Uma elite de cidadãos conscientes e atuantes no Brasil tem a urgente necessidade de escolher entre o paradigma hobbesiano do homem como lobo do homem ou a utopia rousseauniana do bom selvagem! Ou seja, entre a ideia da tradição classicista do pecado original – que confirma o livre arbítrio da liberdade da escolha individual – e o romantismo do mito adâmico do homem puro e sem pecado, o qual só se torna “mau” e “pecador” pela ação deletéria da sociedade. Se no primeiro paradigma assumimos as consequências por nossas escolhas individuais como cidadãos livres, tornando possível a transição de uma cultura de transgressão para uma cultura de plena cidadania, no segundo modelo ideológico diluímos a responsabilização penal para toda a sociedade tornando-nos todos cúmplices da omissão política e transferindo cinicamente a culpa para as calendas de nossa formação histórica ibérica ou para a fatalidade da generalização do povo sem instrução elementar.

Urge a cada cidadão mais consciente e atuante reconhecer a sua responsabilidade política diante da verdadeira reforma cultural que o país deve enfrentar e que pode ser expressa em três pontos principais: 1) a construção de um novo imaginário social na mídia, sobretudo no que tange ao resgate de uma cultura política fundada em valores morais, superando “a voz das ruas” meramente reivindicatórias pela voz dos cidadãos responsáveis por propostas de políticas públicas consistentes; 2) a defesa de instituições de Estado fortes e independentes, em detrimento direto da burla do Estado-empresário, que garantam os valores constitucionais da vida, da justiça, da propriedade e da liberdade; e 3) a maior qualificação do debate público pela superação do dilema da alegada crise de gestão do setor público e a crise de valores do setor privado, raiz do mau tempo econômico que vivenciamos.

Hoje, sem sombra de dúvida, esta é a agenda indeclinável da cidadania. Se a Educação tem patinado ao longo das últimas décadas, e apresentado um viés doutrinário cada vez mais coletivista e relativista; se a Justiça tem se mostrado lenta, pouco eficaz, corporativista e o menos transparente dos poderes; e se a mídia não reconhece a sua própria responsabilidade cívica – como manda, aliás, o artigo 221 da C.F. sobre as premissas de sua concessão pública – diante da construção e difusão de valores morais, caberá a esses cidadãos atuantes, uma verdadeira elite da sociedade, os verdadeiramente melhores de nós, e não necessariamente os mais afortunados, tomar para si esta inadiável tarefa.

Desde o marco fundador da cidadania, a promulgação da Carta Magna na Inglaterra de 1215, até os dias atuais, o que entendemos como cidadania vem evoluindo. Num primeiro momento, a luta era por direitos sociais, expressa em filantropia e assistencialismos, seja pelas razões e ação das Igrejas, seja pelas razões e ação do Estado. Num segundo momento, a cidadania passa a ser vista como a defesa da legalidade e das conquistas civis, e a própria urbanidade, ideário iluminista que nos persegue até hoje. Mas ao longo do tempo, conforme essas conquistas se consolidaram, a definição de cidadania avançou para se repensar a relação entre cidadãos pagadores de impostos e eleitores, e aqueles eleitos para postos no poder público. Cidadania não é mais apenas a defesa de direitos, mas principalmente a compreensão de que a cada direito conquistado corresponde o dever de fiscalizar a execução dos orçamentos públicos, de cobrar de políticos e servidores a transparência e a moralidade pública inerente às funções que desempenham, e de que se trabalhe para a independência e valorização das instituições de Estado, a fim de se garantir efetivamente o fortalecimento da democracia, os alegados direitos sociais e as oportunidades iguais para todos. Por que as duas maiores revoluções culturais da humanidade ocorridas nas últimas décadas assim exigem: diante da conscientização ambiental sobre os limites de renovação dos recursos naturais do planeta e da abertura de dados pela tecnologia da informação sobre o interesse realmente público da ação dos governantes, o sentido da cidadania tem sido mais da ordem do dever político do que da mera reivindicação populista de direitos sociais ilimitados.

Depois de trinta anos de militância na mídia, estamos convencidos de que não superaremos nossa cultura de transgressão e omissão políticas, o corporativismo de nossas instituições jurídicas, as persistentes deficiências da qualidade de nosso ensino público, a degradação global dos valores morais da família e das igrejas e o imediatismo patrimonialista de nossa ação empresarial, sem um verdadeiro choque de mídia, a exemplo do que já ocorreu em democracias mais maduras. É urgente que nos reunamos numa só elite de cidadãos políticos as lideranças dos mais variados segmentos preocupados com a crise ética que nos degrada a todos. E isto só com uma grande campanha de mobilização nacional que capture e divulgue o pensamento de uma elite de cidadãos atuantes, verdadeiros agentes de cidadania que compreendem que controle social se faz com propostas objetivas e eficientes de políticas públicas e com participação permanente no debate público. Uma campanha mais cívica do que meramente publicitária, que nos apresente a nós mesmos. Por que esses agentes existem, e são muitos. Assim como suas propostas boas e inovadoras. Mas o que nos deprime, para além da recessão econômica, é a nossa ressaca moral. Na verdade, um fenômeno de mídia resultante de uma cobertura obsessiva e irresponsável de nossa miséria política, a consagração de uma “opinião publicada” de uma decantada cultura de transgressão a que somos fatalmente condenados por uma mera idiossincrasia doutrinária, uma fixação mórbida pelo fracasso, um compromisso com a derrota por antecipação, um arraigado complexo de vira-lata. Uma mídia vassala no acompanhar a chapa branca do poder constituído e não a ação inovadora da cidadania constituinte.

Como dizemos aqui no nosso Instituto A Voz do Cidadão: “Não basta aos cidadãos terem responsabilidade civil. Não basta às empresas terem responsabilidade social. Não basta aos governos terem responsabilidade fiscal. Para o país voltar a crescer, é preciso o compromisso de todos para com a responsabilidade política, expressão de uma verdadeira cultura de cidadania”.




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Jorge Maranhão é mestre em filosofia pela UFRJ, dirige o Instituto de Cultura de Cidadania A Voz do Cidadão.

Dilma disse que faria o diabo na eleição, mas condena o “vale-tudo” e critica o “quanto pior, melhor”


dilma_rousseff_546Oportunismo barato – Arrogante, truculenta e mergulhada em uma crise múltipla que chacoalha o Palácio do Planalto e derrete o País em todos os seus quadrantes, a petista Dilma Vana Rousseff tenta desesperadamente abreviar o próprio calvário político, mas não será com discursos oportunistas e de encomenda que o atual cenário há de mudar.

Como sempre a reboque de um palavrório mentiroso e desconexo, Dilma, nesta segunda-feira (10), tentou colocar a responsabilidade pela crise no colo dos opositores, como se a população não conhecesse a realidade dos fatos. Em visita oficial à capital maranhense, onde participou da entrega de unidades do programa “Minha Casa, Minha Vida”, a presidente da República condenou o que classificou como “vale-tudo”.

“Vou fazer um apelo. Vamos repudiar sistematicamente o vale-tudo para atingir qualquer governo, seja o governo federal, seja o governo dos estados, dos municípios”, disse a presidente. “No vale-tudo, quem acaba sendo atingido pela torcida que eu já disse do ‘quanto pior, melhor’, é a população do país, dos estados e dos municípios”, afirmou a petista.

“Ninguém que pensa no Brasil, ninguém que pensa no povo brasileiro deve aceitar a teoria dos processos que falam: ‘eu não gosto do governo, então, vou enfraquecer ele. Então, eu aposto no quanto pior, melhor’. Quanto pior, melhor para quem? Para quem? É pior para a população, para o povo e para todos nós”, emendou a presidente.

Por ainda ser o Brasil uma democracia, Dilma tem o direito à livre manifestação do pensamento, como garante a nossa Carta Magna, mas não pode querer que a população, como um todo, dê crédito à destemperança oficial, pois sabe-se que a atual crise que coloca o Brasil à beira do despenhadeiro é fruto da irresponsabilidade e da incompetência da presidente.

Cada vez mais acuada e temendo a instalação de um processo de impeachment no Congresso Nacional, Dilma apela ao sentimentalismo rocambolesco para tentar sensibilizar a opinião pública, que em sua extensa maioria reprova o governo mais corrupto da história verde-loura.

A desfaçatez de Dilma Vana Rousseff é tamanha, que a petista aproveitou o ensejo para cobrar aquilo que não faz e muito menos sonha em fazer: acabar com os interesses partidários do governo, que sofre com o aparelhamento da máquina e com a corrupção sistêmica.

Sem qualquer sinal de rubor facial, Dilma avançou em seu discurso populista e disparou: “O Brasil precisa de uma coisa: o Brasil precisa muito, mais do que nunca, que as pessoas pensem primeiro nele, pensem no que serve à nação, à população brasileira e, depois, pensem em seus partidos e nos seus projetos pessoais”.

Ora, o PT saqueou os cofres públicos ao longo de doze anos ininterruptos, mas a presidente quer convencer os incautos de que é preciso pensar no Brasil, não em interesses pessoais. Fosse essa esse verdadeira, a Operação Lava-Jato, que desmontou o maior esquema de corrupção da história moderna, jamais teria acontecido.

Ademais, não se pode esquecer que Dilma não tem moral para cobranças de qualquer naipe, pois ela própria afirmou, durante a corrida presidencial de 2014, de ser capaz de fazer o diabo para garantir a vitória nas urnas. Fato é que a verdade está aparecendo e Dilma não quer passar para a história como uma mitômana que foi conivente com a corrupção e responsável pelo caos econômico.


Aos brasileiros de bem resta torcer para que a história se repita, pois Getúlio Vargas, o ditador populista, saiu de cena em 24 de agosto. Sempre lembrando que o UCHO.INFO não deseja o mal a Dilma Rousseff, mas apenas quer vê-la longe do poder central. E PT saudações!

A política econômica e as relações políticas

Por Ana Amélia


"Aí, eu choro"

Por Paulo Roberto Gotaç

O comportamento atual dos nossos políticos atingiu um estágio lamentável que excede os mais baixos limites éticos, fazendo uso intenso e superlativo da premissa de que os fins nunca justificaram tanto os meios. 

São eles odiosos individualistas, alucinadamente pragmáticos e insensíveis às críticas e angústias da sociedade, à qual deveriam dedicar o melhor de suas capacidades e bons propósitos, desestimulando, por tabela, a juventude, descrente, a participar responsavelmente  dos destinos do país, triste repercussão do exemplo que dão diariamente. 

Dentro desse ambiente insólito, é desanimadora a informação que vem sendo veiculada por alguns órgãos da imprensa e pelas redes sociais, dando conta de que o ex-presidente Lula, ameaçado pelos trâmites do processo da operação lava jato, pode assumir, por sugestão partida dos subterrâneos do PT, um Ministério, a fim de que passe a dispor do indispensável, face às circunstâncias, foro privilegiado e, assim, se manter blindado da saraivada de suspeitas que se abatem sobre ele. 

O mais desesperador é que está sendo divulgado ainda que duas são as pastas cogitadas, a da Defesa e a das Relações Exteriores.

A se confirmar tais especulações macabras, só resta sentar no meio fio mais próximo e exclamar: "Aí, eu choro " como lamentava um personagem, Galeão Cumbica, da saudosa Escolinha do Professor Raimundo, criação imortal do saudoso Chico Anísio.


Fonte: Alerta Total



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Paulo Roberto Gotaç é Capitão de Mar e Guerra, reformado.

Perseguição aos Cristãos: Estado Islâmico decapita 21 cristãos egípcios

Por Nesha Butter


Fonte: YouTube

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

BOLSONARO é apaludido em Santa Catarina



Participação do Deputado Jair Bolsonaro em audiência pública na cidade de Chapecó, Santa Catarina.

Petrolão: delação de Cerveró pode implicar Gleisi Hoffmann em denúncia por prevaricação


gleisi_hoffmann_77Carimbo extra – Ex-diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró começou a negociar um acordo de delação premiada e deve revelar tudo o que sabe sobre o esquema de corrupção na Petrobras. Em especial as negociatas desastrosas da estatal na área internacional, como a compra da obsoleta e superfaturada refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, na qual a Petrobras teve um prejuízo estimado em US$ 1 bilhão.

A petista Gleisi Helena Hoffmann acompanha a movimentação de Cerveró com grande preocupação porque, além de estar atolada na Operação Lava-Jato como receptora de propina do Petrolão, a senadora se destacou como incansável defensora da legalidade da compra de Pasadena.

Muito pior ainda é a situação de Gleisi como ex-ministra chefe da Casa Civil (2012-2014) de Dilma Rousseff. Em novembro de 2014, o então presidente do Tribunal de Contas da União, ministro Augusto Nardes, disse que alertou Gleisi sobre desvios praticados na Petrobras. Nardes disse que pessoalmente avisou ao governo sobre os desvios apurados pelo TCU há alguns anos, mas os alertas do órgão não foram ouvidos. De acordo com Nardes, os problemas foram devidamente informados à ex-ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, que ignorou os alertas. Esse detalhe nada pequeno pode resultar, constatada a gravidade dos desvios, em um processo contra Gleisi por prevaricação.

Em 2010, o TCU colocou as obras da Refinaria Abreu e Lima (PE) e da Comperj (RJ) na lista de obras que não deveriam receber recursos federais por irregularidades. O Congresso aprovou o dispositivo, mas o então presidente Lula vetou a medida e determinou que as obras prosseguissem. O tribunal constatou que os custos dessas obras estão pelo menos R$ 2 bilhões acima do valor que deveria ser pago.

Outra irregularidade apontada pelo TCU está na compra da refinaria de Pasadena (EUA), negócio cujo prejuízo passa dos R$ 1,7 bilhão. A estatal não concorda com a tese de prejuízo nessas operações e está recorrendo das decisões do tribunal. Segundo Nardes, a companhia faz concorrências simplificadas por convite, praticamente escolhendo as empresas que trabalharão sem disputa, manobra que tem como base um decreto. Para o TCU, a estatal só poderia fazer isso se uma lei fosse aprovada pelo Congresso Nacional, mas a Petrobras conseguiu 19 liminares permitindo a realização de concorrências simplificadas.

Gleisi vem tentando negar que tenha tratado com o ex-presidente do TCU sobre irregularidades na Petrobras. “Conversamos sobre o programa de concessões do governo, conforme foi divulgado à época. Penso que, se o ministro Nardes sabia de algo a respeito da Petrobras ele deveria, como presidente do TCU, ter tomado as providências cabíveis”, afirma a senadora.


Diz a sabedoria popular que há males que surgem para o bem. No caso de Gleisi o seu envolvimento no Petrolão, o maior escândalo de corrupção da história da humanidade, foi providencial, pois um dia, não faz muito tempo, a senadora petista sonhou em suceder a “companheira” Dilma Rousseff no comando do País. Melhor assim!