A corrupção no
Brasil tem uma longa trajetória, que aliada à impunidade nos infelicitou ao
longo dos séculos. Sem me alongar sobre o tema recordo que o Estado brasileiro
teve desde seu início ação centralizadora e tuteladora da Nação. Tudo dependia
do governo e, assim, o comércio e a indústria estavam atados às autorizações,
às tarifas protecionistas, às concessões, o que facilitava o suborno. Em
essência nada mudou.
Em 2002, o PT chega
à presidência da República jactando-se de ser único partido ético que vinha
para acabar com as mazelas da política brasileira. E melhor: à frente do
partido havia um “pobre operário” capaz de salvar a pátria, um padroeiro dos
pobres e oprimidos.
Contudo, pode-se
dizer que nunca antes nesse país houve um partido tão corrupto quanto o PT. Os
petistas institucionalizaram a corrupção e convidaram aliados políticos e a
inciativa privada para abrir franquias de roubalheira.
A força e a impunidade
do PT se deveram basicamente a três fatores: a ilusão gerada pela propaganda,
através da qual Lula da Silva foi endeusado. A inexistência de oposições, tanto
partidárias quanto institucionais. A falta de cultura cívica do povo sempre
dependente do Estado paternalista e indiferente aos escândalos de corrupção dos
poderosos.
Além da corrupção o
governo petista expandiu os males do Estado Brasileiro: o patrimonialismo, o
nepotismo, a burocratização e, sobretudo a incompetência. Tudo sob a imagem da
perfeição, das maravilhas que o magnânimo pai Lula prodigalizava aos desvalidos
salvando-os da miséria.
Nos porões do poder,
porém, muito mais lucravam os que Lula, para efeitos externos, chama de elites,
várias das quais se associaram em contubérnios com a companheirada de modo
nunca visto. E, assim, roubou-se em milhões, em bilhões, em avantajadas cifras
no país do dá-se-um-jeito.
Primeiro,
articulou-se o mensalão ou compra de congressistas como forma de sustentar o
projeto de poder do PT. Inabalável, mesmo sob o efeito das condenações do STF
onde se notabilizou o ministro Joaquim Barbosa que logrou enviar para a cadeia
maiorais do PT como José Dirceu, José Genoíno, Delúbio Soares, João Paulo
Cunha, além dos auxiliares dos criminosos, Lula logrou eleger uma mulher que
não consegue sequer proferir um pensamento coerente.
Com ela deu-se o
terceiro mandato de Lula da Silva. Foi o tempo do descalabro com todos os
possíveis erros que se pode cometer em economia. Mesmo assim, Rousseff,
com pouca margem de votação se reelegeu montada nas mentiras e no terrorismo
politico do marqueteiro João Santana, que atribuiu ao adversário o apocalipse
brasileiro que se vê agora é da autoria da criatura de Lula e dele próprio.
O presidente de fato
seguiu inimputável, sempre a repetir que não viu nada, não sabia de nada, não
ouvia nada, enquanto a inflação, o desemprego, a inadimplência vão
infelicitando eleitores e não eleitores do PT.
O megaescândalo do
petrolão estilhaçou a Petrobrás, orgulho nacional, tomada de assalto pelo aqui
citado contubérnio. Mas, assim como o ex-ministro Joaquim Barbosa surgiu alguém
que fez a diferença, o juiz Sérgio Moro, destacando-se também o trabalho da
Polícia Federal e de procuradores na 0peração Lava Jato. Nesta ação inédita no
Brasil estão indo para cadeia não só doleiros e auxiliares da rapina chamados
de operadores, mas também presidentes das maiores empreiteiras, seus diretores
e ocupantes de altos cargos na Petrobras.
Possivelmente, o
povo tomaria conhecimento desses fatos com indiferença se não fosse o esboroar
da economia, pois é certo que não há governo que resista quando a economia vai
mal. Junte-se a isso a inconformidade popular que não aceita pagar pela
incompetência governamental e temos o resultado da última pesquisa Datafolha,
na qual Rousseff aparece como a pior presidente que o Brasil já teve, com 71%
de reprovação e só 8% de aprovação.
É dito, falseando a
questão, que um impeachment da inoperante presidente levaria ao caos
institucional. Quando Collor, com grande participação do PT, sofreu o
impeachment por muito menos do que hoje ocorre, as instituições ficaram
intactas.
Falso também a
presidente dizer-se intocável porque foi eleita pelo voto. Uma coisa é
autoridade legal, outra é autoridade legítima. No momento ela não é mais
legitimada pela população e o que se chama de crise política pode ser traduzida
por crise de representatividade. Ela não representa mais o povo cansado de seu
estelionato eleitoral e de sua incompetência.
O PT legou ao Brasil
uma crise política de representatividade, uma crise econômica e uma crise de
valores. A saída de Rousseff da presidência, dentro dos trâmites legais não é
golpe. Golpe é sua permanência. Afinal, a emblemática segunda prisão de Jose
Dirceu demonstrou que o PT nunca agiu em nome da causa, mas em causa própria.
Não dá para suportar mais um governo assim. A causa caiu.
Pelo menos quatro
campanhas pela ética na política e contra a corrupção de quatro grandes
segmentos de cidadãos atuantes foram lançadas nos últimos anos, sem, no
entanto, se articularem numa legítima ambição de abranger toda a sociedade. Se
não, caro leitor, responda com honestidade se já tinha notícia de alguma delas
ou mesmo as viu frequentar o espaço da grande mídia. De setores de entidades
civis, de profissionais liberais,
sindicatos, igrejas e estudantes, vemos a continuidade da campanha do
MCCE – Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, que nos legou a Lei da Ficha
Limpa, e que agora se dedica à causa da reforma política. Garanto que o leitor
tem sido bombardeado pelas sugestões de reforma de nossos políticos, mas não do
que propõem entidades civis da expressão de uma CNBB, OAB, UNE entre outras
mais de cinquenta preocupadas com o tema. Ou de campanhas de entidades
empresariais e algumas empresas singulares, como a do MBE – Movimento Brasil
Eficiente (que propusemos que incorporasse também o fim ético, tornando-se
MBE², uma vez que não existe eficiência sem ética), lutando pela simplificação
e transparência tributárias, uma das maiores fontes da corrupção social. De
setores dos operadores da Justiça, como os promotores públicos, temos
acompanhado a campanha “O que você tem a ver com a corrupção” extrapolar até
mesmo nosso território e ser recomendada como iniciativa da própria ONU. E
ultimamente presenciamos a Campanha pela Moralidade Nacional que, de iniciativa
originária no Clube Militar, tende a ganhar a adesão de várias outras entidades
militares por todo o território nacional. Se muito tem se indignado cada um
destes segmentos da elite de nossa cidadania, pouco tem sido articuladas estas
iniciativas para a mobilização de toda a sociedade. Pois, se todas dependem da
mídia de massa, pouco tem sido abordada a pauta que está por trás de tudo: a
crescente onda de relativismo moral que enfrentamos. Talvez pelo fato do
problema começar pelos operadores da própria mídia e ser de tal monta que acaba
passando despercebido em meio a um noticiário alucinantemente dedicado a
obsessiva cobertura dos delitos sem-fim de nossa classe política. Para além de
a mídia de entretenimento estar dedicada a revolucionar os costumes morais
tradicionais de um país “careta”, como se referiu recentemente sobre a
sociedade brasileira um famoso novelista campeão global de audiência.
Há anos firmamos a
convicção de que tais iniciativas, por mais legítimas que sejam, não terão a
força necessária de mudar nossos miseráveis costumes políticos se não se
convergirem para o espaço público da mídia de modo unificado e simples, num
formato que privilegie mais os enunciados de propostas do que análises
profundas e dissertações eruditas. Pois é, sobretudo, na mídia que a corrupção
dos valores morais do imaginário social brasileiro confunde conceitos e
traveste de normalidade situações absolutamente anômalas. Se não entendemos a
diferença entre o valor intrínseco da vida e as chamadas “condições de vida” de
viés esquerdista, entre igualdade de oportunidades e igualdade social – que
traz oculta a negação das leis pela celebração de privilégios corporativos,
entre Estado e governos, entre legalidade e moralidade pública, entre Justiça e
justiça “social”, e principalmente entre responsabilidade política de todos, e
para além de responsabilidade social de empresas, responsabilidade civil
profissional, ou responsabilidade fiscal de governantes, não temos condições
mínimas de autonomia, de pensamento, de liberdade, enfim. Liberdade, aliás, que
de alteridade como manda a tradição filosófica, entre nós é trocada pela
liberdade de identidade, alheia e a despeito da lei.
Uma elite de
cidadãos conscientes e atuantes no Brasil tem a urgente necessidade de escolher
entre o paradigma hobbesiano do homem como lobo do homem ou a utopia
rousseauniana do bom selvagem! Ou seja, entre a ideia da tradição classicista
do pecado original – que confirma o livre arbítrio da liberdade da escolha
individual – e o romantismo do mito adâmico do homem puro e sem pecado, o qual
só se torna “mau” e “pecador” pela ação deletéria da sociedade. Se no primeiro
paradigma assumimos as consequências por nossas escolhas individuais como
cidadãos livres, tornando possível a transição de uma cultura de transgressão
para uma cultura de plena cidadania, no segundo modelo ideológico diluímos a
responsabilização penal para toda a sociedade tornando-nos todos cúmplices da
omissão política e transferindo cinicamente a culpa para as calendas de nossa
formação histórica ibérica ou para a fatalidade da generalização do povo sem
instrução elementar.
Urge a cada cidadão
mais consciente e atuante reconhecer a sua responsabilidade política diante da
verdadeira reforma cultural que o país deve enfrentar e que pode ser expressa
em três pontos principais: 1) a construção de um novo imaginário social na
mídia, sobretudo no que tange ao resgate de uma cultura política fundada em
valores morais, superando “a voz das ruas” meramente reivindicatórias pela voz
dos cidadãos responsáveis por propostas de políticas públicas consistentes; 2)
a defesa de instituições de Estado fortes e independentes, em detrimento direto
da burla do Estado-empresário, que garantam os valores constitucionais da vida,
da justiça, da propriedade e da liberdade; e 3) a maior qualificação do debate
público pela superação do dilema da alegada crise de gestão do setor público e
a crise de valores do setor privado, raiz do mau tempo econômico que
vivenciamos.
Hoje, sem sombra de
dúvida, esta é a agenda indeclinável da cidadania. Se a Educação tem patinado
ao longo das últimas décadas, e apresentado um viés doutrinário cada vez mais
coletivista e relativista; se a Justiça tem se mostrado lenta, pouco eficaz,
corporativista e o menos transparente dos poderes; e se a mídia não reconhece a
sua própria responsabilidade cívica – como manda, aliás, o artigo 221 da C.F.
sobre as premissas de sua concessão pública – diante da construção e difusão de
valores morais, caberá a esses cidadãos atuantes, uma verdadeira elite da
sociedade, os verdadeiramente melhores de nós, e não necessariamente os mais
afortunados, tomar para si esta inadiável tarefa.
Desde o marco
fundador da cidadania, a promulgação da Carta Magna na Inglaterra de 1215, até
os dias atuais, o que entendemos como cidadania vem evoluindo. Num primeiro
momento, a luta era por direitos sociais, expressa em filantropia e
assistencialismos, seja pelas razões e ação das Igrejas, seja pelas razões e
ação do Estado. Num segundo momento, a cidadania passa a ser vista como a
defesa da legalidade e das conquistas civis, e a própria urbanidade, ideário
iluminista que nos persegue até hoje. Mas ao longo do tempo, conforme essas
conquistas se consolidaram, a definição de cidadania avançou para se repensar a
relação entre cidadãos pagadores de impostos e eleitores, e aqueles eleitos
para postos no poder público. Cidadania não é mais apenas a defesa de direitos,
mas principalmente a compreensão de que a cada direito conquistado corresponde
o dever de fiscalizar a execução dos orçamentos públicos, de cobrar de
políticos e servidores a transparência e a moralidade pública inerente às
funções que desempenham, e de que se trabalhe para a independência e
valorização das instituições de Estado, a fim de se garantir efetivamente o
fortalecimento da democracia, os alegados direitos sociais e as oportunidades
iguais para todos. Por que as duas maiores revoluções culturais da humanidade
ocorridas nas últimas décadas assim exigem: diante da conscientização ambiental
sobre os limites de renovação dos recursos naturais do planeta e da abertura de
dados pela tecnologia da informação sobre o interesse realmente público da ação
dos governantes, o sentido da cidadania tem sido mais da ordem do dever
político do que da mera reivindicação populista de direitos sociais ilimitados.
Depois de trinta
anos de militância na mídia, estamos convencidos de que não superaremos nossa
cultura de transgressão e omissão políticas, o corporativismo de nossas
instituições jurídicas, as persistentes deficiências da qualidade de nosso
ensino público, a degradação global dos valores morais da família e das igrejas
e o imediatismo patrimonialista de nossa ação empresarial, sem um verdadeiro
choque de mídia, a exemplo do que já ocorreu em democracias mais maduras. É
urgente que nos reunamos numa só elite de cidadãos políticos as lideranças dos
mais variados segmentos preocupados com a crise ética que nos degrada a todos.
E isto só com uma grande campanha de mobilização nacional que capture e
divulgue o pensamento de uma elite de cidadãos atuantes, verdadeiros agentes de
cidadania que compreendem que controle social se faz com propostas objetivas e
eficientes de políticas públicas e com participação permanente no debate
público. Uma campanha mais cívica do que meramente publicitária, que nos
apresente a nós mesmos. Por que esses agentes existem, e são muitos. Assim como
suas propostas boas e inovadoras. Mas o que nos deprime, para além da recessão
econômica, é a nossa ressaca moral. Na verdade, um fenômeno de mídia resultante
de uma cobertura obsessiva e irresponsável de nossa miséria política, a
consagração de uma “opinião publicada” de uma decantada cultura de transgressão
a que somos fatalmente condenados por uma mera idiossincrasia doutrinária, uma
fixação mórbida pelo fracasso, um compromisso com a derrota por antecipação, um
arraigado complexo de vira-lata. Uma mídia vassala no acompanhar a chapa branca
do poder constituído e não a ação inovadora da cidadania constituinte.
Como dizemos aqui no
nosso Instituto A Voz do Cidadão: “Não basta aos cidadãos terem
responsabilidade civil. Não basta às empresas terem responsabilidade social.
Não basta aos governos terem responsabilidade fiscal. Para o país voltar a
crescer, é preciso o compromisso de todos para com a responsabilidade política,
expressão de uma verdadeira cultura de cidadania”.
Oportunismo barato –
Arrogante, truculenta e mergulhada em uma crise múltipla que chacoalha o
Palácio do Planalto e derrete o País em todos os seus quadrantes, a petista Dilma
Vana Rousseff tenta desesperadamente abreviar o próprio calvário
político, mas não será com discursos oportunistas e de encomenda que o atual
cenário há de mudar.
Como sempre a
reboque de um palavrório mentiroso e desconexo, Dilma, nesta segunda-feira
(10), tentou colocar a responsabilidade pela crise no colo dos opositores, como
se a população não conhecesse a realidade dos fatos. Em visita oficial à
capital maranhense, onde participou da entrega de unidades do programa “Minha
Casa, Minha Vida”, a presidente da República condenou o que classificou como
“vale-tudo”.
“Vou fazer um apelo.
Vamos repudiar sistematicamente o vale-tudo para atingir qualquer governo, seja
o governo federal, seja o governo dos estados, dos municípios”, disse a
presidente. “No vale-tudo, quem acaba sendo atingido pela torcida que eu já
disse do ‘quanto pior, melhor’, é a população do país, dos estados e dos
municípios”, afirmou a petista.
“Ninguém que pensa
no Brasil, ninguém que pensa no povo brasileiro deve aceitar a teoria dos
processos que falam: ‘eu não gosto do governo, então, vou enfraquecer ele.
Então, eu aposto no quanto pior, melhor’. Quanto pior, melhor para quem? Para
quem? É pior para a população, para o povo e para todos nós”, emendou a
presidente.
Por ainda ser o
Brasil uma democracia, Dilma tem o direito à livre manifestação do pensamento,
como garante a nossa Carta Magna, mas não pode querer que a população, como um
todo, dê crédito à destemperança oficial, pois sabe-se que a atual crise que
coloca o Brasil à beira do despenhadeiro é fruto da irresponsabilidade e da
incompetência da presidente.
Cada vez mais acuada
e temendo a instalação de um processo de impeachment no Congresso Nacional,
Dilma apela ao sentimentalismo rocambolesco para tentar sensibilizar a opinião
pública, que em sua extensa maioria reprova o governo mais corrupto da história
verde-loura.
A desfaçatez de
Dilma Vana Rousseff é tamanha, que a petista aproveitou o ensejo para cobrar
aquilo que não faz e muito menos sonha em fazer: acabar com os interesses
partidários do governo, que sofre com o aparelhamento da máquina e com a
corrupção sistêmica.
Sem qualquer sinal
de rubor facial, Dilma avançou em seu discurso populista e disparou: “O Brasil
precisa de uma coisa: o Brasil precisa muito, mais do que nunca, que as pessoas
pensem primeiro nele, pensem no que serve à nação, à população brasileira e,
depois, pensem em seus partidos e nos seus projetos pessoais”.
Ora, o PT saqueou os
cofres públicos ao longo de doze anos ininterruptos, mas a presidente quer
convencer os incautos de que é preciso pensar no Brasil, não em interesses
pessoais. Fosse essa esse verdadeira, a Operação Lava-Jato, que desmontou o
maior esquema de corrupção da história moderna, jamais teria acontecido.
Ademais, não se pode
esquecer que Dilma não tem moral para cobranças de qualquer naipe, pois ela
própria afirmou, durante a corrida presidencial de 2014, de ser capaz de fazer
o diabo para garantir a vitória nas urnas. Fato é que a verdade está aparecendo
e Dilma não quer passar para a história como uma mitômana que foi conivente com
a corrupção e responsável pelo caos econômico.
Aos brasileiros de
bem resta torcer para que a história se repita, pois Getúlio Vargas, o ditador
populista, saiu de cena em 24 de agosto. Sempre lembrando que o UCHO.INFO não
deseja o mal a Dilma Rousseff, mas apenas quer vê-la longe do poder central. E
PT saudações!
O comportamento
atual dos nossos políticos atingiu um estágio lamentável que excede os mais
baixos limites éticos, fazendo uso intenso e superlativo da premissa de que os
fins nunca justificaram tanto os meios.
São eles odiosos
individualistas, alucinadamente pragmáticos e insensíveis às críticas e
angústias da sociedade, à qual deveriam dedicar o melhor de suas capacidades e
bons propósitos, desestimulando, por tabela, a juventude, descrente, a
participar responsavelmente dos destinos do país, triste repercussão do
exemplo que dão diariamente.
Dentro desse
ambiente insólito, é desanimadora a informação que vem sendo veiculada por
alguns órgãos da imprensa e pelas redes sociais, dando conta de que o
ex-presidente Lula, ameaçado pelos trâmites do processo da operação lava jato,
pode assumir, por sugestão partida dos subterrâneos do PT, um Ministério, a fim
de que passe a dispor do indispensável, face às circunstâncias, foro
privilegiado e, assim, se manter blindado da saraivada de suspeitas que se
abatem sobre ele.
O mais desesperador
é que está sendo divulgado ainda que duas são as pastas cogitadas, a da Defesa
e a das Relações Exteriores.
A se confirmar tais
especulações macabras, só resta sentar no meio fio mais próximo e exclamar:
"Aí, eu choro " como lamentava um personagem, Galeão Cumbica, da
saudosa Escolinha do Professor Raimundo, criação imortal do saudoso Chico
Anísio.
Carimbo extra –
Ex-diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró começou a
negociar um acordo de delação premiada e deve revelar tudo o que sabe sobre o
esquema de corrupção na Petrobras. Em especial as negociatas desastrosas da
estatal na área internacional, como a compra da obsoleta e superfaturada
refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, na qual a Petrobras teve um prejuízo
estimado em US$ 1 bilhão.
A petista Gleisi
Helena Hoffmann acompanha a movimentação de Cerveró com grande preocupação
porque, além de estar atolada na Operação Lava-Jato como receptora de propina
do Petrolão, a senadora se destacou como incansável defensora da legalidade da
compra de Pasadena.
Muito pior ainda é a
situação de Gleisi como ex-ministra chefe da Casa Civil (2012-2014) de Dilma
Rousseff. Em novembro de 2014, o então presidente do Tribunal de Contas da
União, ministro Augusto Nardes, disse que alertou Gleisi sobre desvios
praticados na Petrobras. Nardes disse que pessoalmente avisou ao governo sobre
os desvios apurados pelo TCU há alguns anos, mas os alertas do órgão não foram
ouvidos. De acordo com Nardes, os problemas foram devidamente informados à
ex-ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, que ignorou os alertas. Esse
detalhe nada pequeno pode resultar, constatada a gravidade dos desvios, em um
processo contra Gleisi por prevaricação.
Em 2010, o TCU
colocou as obras da Refinaria Abreu e Lima (PE) e da Comperj (RJ) na lista de
obras que não deveriam receber recursos federais por irregularidades. O
Congresso aprovou o dispositivo, mas o então presidente Lula vetou a medida e
determinou que as obras prosseguissem. O tribunal constatou que os custos
dessas obras estão pelo menos R$ 2 bilhões acima do valor que deveria ser pago.
Outra irregularidade
apontada pelo TCU está na compra da refinaria de Pasadena (EUA), negócio cujo
prejuízo passa dos R$ 1,7 bilhão. A estatal não concorda com a tese de prejuízo
nessas operações e está recorrendo das decisões do tribunal. Segundo Nardes, a
companhia faz concorrências simplificadas por convite, praticamente escolhendo
as empresas que trabalharão sem disputa, manobra que tem como base um decreto.
Para o TCU, a estatal só poderia fazer isso se uma lei fosse aprovada pelo
Congresso Nacional, mas a Petrobras conseguiu 19 liminares permitindo a
realização de concorrências simplificadas.
Gleisi vem tentando
negar que tenha tratado com o ex-presidente do TCU sobre irregularidades na
Petrobras. “Conversamos sobre o programa de concessões do governo, conforme foi
divulgado à época. Penso que, se o ministro Nardes sabia de algo a respeito da
Petrobras ele deveria, como presidente do TCU, ter tomado as providências
cabíveis”, afirma a senadora.
Diz a sabedoria
popular que há males que surgem para o bem. No caso de Gleisi o seu
envolvimento no Petrolão, o maior escândalo de corrupção da história da
humanidade, foi providencial, pois um dia, não faz muito tempo, a senadora
petista sonhou em suceder a “companheira” Dilma Rousseff no comando do País.
Melhor assim!
Impera o caos em
Brasília, com Dilma e o PT a persistir nos erros, o Congresso em tumulto e
tucanos a acreditar na miragem de nova eleição
Quando a autoridade
de um presidente se esvai de maneira vertiginosa, como nestes dias com Dilma
Rousseff (PT), do espaço vazio emerge toda sorte de oportunismo.
Em meio à confusão,
torna-se mais difícil discutir serenamente soluções razoáveis e eficazes para a
crise política galopante. Tal debate fica mais complicado quando alguns atores
buscam atalhos para o desenlace, demonstrando pouco apreço pelos ritmos
desenvolvidos na normalidade democrática.
A causa principal
dos problemas, é bom que se diga, se encontra no próprio Palácio do Planalto.
Dilma segue alheia à
deterioração da situação política e econômica e não se mostra disposta a
reconhecer os inúmeros erros de seu primeiro mandato. Aos olhos de seus
opositores e até de alguns aliados, perdeu a capacidade de comandar o país.
A petista,
naturalmente, discorda dessa avaliação. Aferrando-se à mitologia heroica que
insiste em evocar para destacar sua resiliência, afirmou: "Ninguém vai
tirar essa legitimidade que o voto me deu". No Brasil de hoje, continuou,
preza-se o respeito à "eleição direta pelo voto popular".
A hipótese da
renúncia, deixa claro a presidente, não está nos seus planos. Não pretende
deixar o Planalto nem se sente incapaz de recompor seu apoio político.
A Constituição, de
outro lado, permite o afastamento forçado, mas sabiamente não oferece
facilidades para apear um presidente. Admite o impeachment, mas a dolorosa
terapia pressupõe comprovação de crime de responsabilidade, uma perspectiva
incerta.
Mesmo que o Tribunal
de Contas da União conclua pela rejeição das contas de Dilma, não será
automático passar disso ao impedimento presidencial. O processo será longo, e
antes político que jurídico.
A própria oposição
não se põe de acordo sobre essa via. No PSDB, por exemplo, dado que o
impeachment levaria à posse do vice Michel Temer (PMDB), uma facção passou a
patrocinar a hoje inoportuna ideia de nova eleição –na qual seu candidato
derrotado, Aécio Neves, despontaria em vantagem.
Para que a proposta
seja levada a sério, é preciso antes que o Tribunal Superior Eleitoral encontre
bons motivos para determinar a impugnação da chapa Dilma-Temer por delito no
pleito de 2014.
Embora esteja em
curso investigação por abuso de poder econômico suscitada pelo PSDB, mesmo no
caso de condenação o processo se prolongaria com recursos ao Supremo Tribunal
Federal.
Há visões
divergentes entre tucanos sobre como abreviar o mandato de Dilma Rousseff, por
certo. Fica evidente, porém, que uma ala barulhenta do partido pensa que pode
subordinar os meios jurídicos a seus fins eleitorais, vergando as regras da
democracia para encurtar o caminho até o poder.
Já na hipótese de
cassação da chapa Dilma-Temer, como o PSDB pediu ao Tribunal Superior
Eleitoral, o desfecho será decidido pela corte. Há duas possibilidades:
empossar na Presidência o segundo colocado nas eleições, Aécio Neves (PSDB) –
mais improvável–, ou transferir o comando da nação para Cunha, com novas
eleições em até 90 dias.
Já um impeachment de
Dilma – não é possível haver impedimento simultâneo da presidente e do vice –
levaria Temer a assumir o poder. Só haveria eleições antes de 2018 caso o novo
presidente deixasse o cargo antes. Se essa vacância ocorrer até o final de 2016,
as eleições são diretas. A partir de 2017, a eleição seria realizada pelo
Congresso.
RONDÔNIA -
Seis integrantes do Movimento Sem Terra (MST) foram presos pela Polícia Federal
(PF) na segunda-feira (3) após quebrarem a porta e invadirem a sede da Receita
Federal, em Ji-Paraná, região central do estado. A invasão no prédio aconteceu
durante uma manifestação por reforma agrária, que reuniu cerca de 400 pessoas.
Com os manifestantes também foram apreendidas facões e foices.
Durante o manifesto
a PF efetuou disparos de bala de borracha e bombas de gás, já que os
manifestantes tinham foices e facões nas mãos. De acordo com o delegado da PF,
Everton Manso, além de quebrarem uma porta da receita, os servidores foram
ameaçados pelo grupo.
"Foice e facões são instrumentos de trabalho no
campo, mas na cidade são armas usadas para ameaçar, agredir e até matar
pessoas. Retiramos estes armamentos e prendemos seis pessoas que não estavam
aqui para se mobilizar, mas sim para agredir, tacando pedras na polícia",
informou o delegado.
O representante do MST, Valdinei dos Santos, admite que houve excesso dos
manifestantes, mas alega que também teve abuso na ação policial. "Era uma
movimentação muito mais pedagógica para mostrar ao governo que nós aqui na
ponta estamos insatisfeitos com a sua política econômica. Mas infelizmente, o
que a gente presenciou é que a polícia agiu com excesso de força", afirma.
Mesmo depois dos manifestantes se dispersarem, de acordo com Manso, a polícia
deve permanecer no local enquanto considerar que existem riscos tanto para a
sede da Receita Federal quanto para os prédios vizinhos. "Nossa ação agora
vai depender do próprio MST, pois nós agimos em reação a um ato de vandalismo
ou agressivo deles", afirma.
(As fotos e as
informações são de G1, com texto de Pâmela Fernandes, e fotos de Comando
190, via Alerta Rondônia)
[ATENÇÃO: CENAS
FORTES DO CADÁVER NO FIM DESTE POST.]
Quem acompanha este
blog sabe o quanto pressionamos as autoridades - aqui, na
revista e no site de VEJA - a prender o traficante
Celso Pinheiro Pimenta, o Playboy, que estava foragido desde o dia 26 de
agosto de 2009, quando se aproveitou do direito ao regime semiaberto, saiu do
Instituto Penal Ismael Pereira Sirieiro e não retornou.
Depois de
seis longos anos, este sábado é um dia histórico no combate à
criminalidade no Brasil:
Playboy foi morto
durante um confronto com policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais
(Core) da Polícia Civil e da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da
Polícia Federal, numa ação conjunta no Morro da Pedreira, em Costa Barros, na
Zona Norte do Rio de Janeiro.
No início do ano,
Playboy deu uma longa entrevista para VEJA. Filho de um
jornaleiro e criado no bairro de Laranjeiras, onde estudou no colégio de mesmo
nome, o garoto classe média se envolveu no crime ao roubar carros, depois
apartamentos, até virar traficante e se tornar o criminoso mais procurado do
país.
A escola não tirou Playboy do crime, assim como não tirou
Fernandinho Beira-Mar, que está preso e deverá passar o resto da vida na
cadeia. Os dois maiores bandidos do Brasil são a prova do quão embusteiro e
cínico é o discurso de esquerda que prega a escola como solução para
a criminalidade.
Foi no Complexo da
Pedreira, em Costa Barros, que Playboy tornou-se poderoso, controlando uma
quadrilha com mais de 100 fuzis e invadindo outras favelas para estender o
domínio da facção Amigos dos Amigos (ADA). O vídeo tragicômico abaixo, que
montei em maio, dá uma ideia do poder que tinha o bandido.
A morte de
Playboy, como informa o site de VEJA, é um duro golpe na quadrilha e,
talvez, um pouco de paz para moradores do Complexo da Maré. A região
considerada o Quartel General da ADA vive em guerra há mais de 30 anos,
há cinco, foi tomada pelos rivais do Terceiro Comando Puro (TCP).
“Aquilo lá é uma
obrigação. Quando o exército sair, vamos retomar o que é nosso”, dizia Playboy.
Contra o bandido,
havia pelo menos 22 mandados de prisão, a maioria por roubo e homicídio,
além de anotações por tráfico de drogas e porte ilegal de armas. Foram seus
comparsas que posaram submersos ostentando três fuzis na piscina da Vila
Olímpica Félix Mielli Venerando, em Honório Gurgel, inaugurada em 2012 para
formar talentos para os Jogos de 2016.
“Adorei a piscina,
esculachou. Mó complexão, tá tudo dominado”, disse Playboy no áudio
abaixo, em que manda recado para seus inimigos e posa de defensor dos
pobres, como a esquerda ensinou aos bandidos.
“Tu acha que tu pode
aguentar nós, Biscoitão? Tu acha que tu pode aguentar nós, Bessa? Nós com 80
fuzil, toda hora quebrando tudo aí? Qual é, Bessa, tudo deu foi sorte, teu
cuz**. Tá ligado? Os morador é gente à vera, não aguentava mais. Só
roubo bobo pela beirada, po***. Só roubando morador. Só roubando pessoal aí de
perto, bagulho feio. Nosso roubo é só roubo de rico, pô. É caixa eletrônico, é
só dinheiro, é banco, é carro forte. Nós não rouba pobre não, seu cuz**.”
A frase de
Playboy para que os inimigos se rendessem e mudassem de lado ficou até famosa:
“Ó, papo é reto. Quem quiser pular o muro tá baixo. Certo,
cumpade? Nós tá na pureza.”
Líder da quadrilha
que mais roubava cargas de cigarros, eletrônicos e bebidas do mundo, como
revelara VEJA em 2014, Playboy tinha um monte de inimigos
bandidos, como o ainda solto Fernando Gomes de Freitas, o Fernandinho
Guarabu.
Num belo dia,
Playbou o roubou, levou vários fuzis e mudou de facção. Guarabu tentou muito,
mas não conseguiu matá-lo.
Hoje deve estar
celebrando e se divertindo com o meme abaixo e as fotos do
cadáver:
O historiador Marco
Antonio Villa e o diretor de redação do site VEJA Carlos Graieb comentam a
propaganda petista que foi alvo de panelaço e buzinaço em diferentes cidades do
Brasil. "O PT se comunica com apenas 8% dos brasileiros, os que ainda
acreditam nesse governo'
Nesta edição de Pronto Falei, o comentarista Reinaldo
Azevedo fala sobre a pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (06)
apontando a presidente Dilma Rousseff com rejeição de 71%, maior valor desde
1992 com Collor. Reinaldo também comenta o programa do PT, que foi ao ar e
disse ser algo "desastrado" e que faz três ameaças ao povo
brasileiro. Para Reinaldo Azevedo, a presidente Dilma Rousseff deveria seguir
um conselho: "saia daí enquanto é tempo".
A vaca tossiu, o boi espirrou, ambos foram para o brejo e
tantas outras coisas estranhas aconteceram que você já não entende nem controla
mais nada.
Logo você, Zé, tão confiante, tão irônico, tão arrogante,
presunçoso e vaidoso, novamente em cana e, pior, sem o benefício de ser réu
primário.
Vai penar, camarada “Caroço”!
Logo você, homem de tantas caras e estranho caráter, que sempre
se considerou acima da mediocridade e melhor do que os outros. Logo você, o
esperto, o safo, o maior dos hipócritas, o todo poderoso, agora humilhado,
envelhecido, com aspecto de doente, triste, derrotado e abandonado!
O que lhe resta, Zé? Você não tem mais poder, não tem mais
amigos, seu advogado é um pândego, todos riem de você e da sua “má sorte”.
Todos querem a sua caveira. Desde inimigos e desafetos até os antigos aliados e
“camaradas de armas” o tratam como se tratava um leproso!
É difícil dizer-lhe o que fazer porque, na sua situação, a
saída demanda o que você, parece, nunca teve ou sabe o que é: humildade,
franqueza, honestidade e coragem. No entanto, tudo o que você não quer contar e
confessar será dito pelos outros, os seus comparsas, que, premiados pela
delação e vencidos pelo medo, contarão a verdade sobre você, seus camaradas e
seu partido.
Há fantasmas que, a cada dia mais, o devem estar apavorando,
todos sabem disso, porque, ao vê-lo recluso ao lugar onde a Justiça o colocou,
eles, literalmente, ululam de prazer!
Já o Lula, tanto quanto você, está insone, mas com a
possibilidade de que você ceda à pressão do mínimo de dignidade que, se
imagina, ainda lhe reste e, abraçado a ele, salte para dentro do círculo da
verdade.
Quando você, Zé, vencido pelas evidências e pela perspectiva
de décadas na clausura, abrir o bico e o jogo, será decretado o fim melancólico
da novela macabra:
“O PT e a tomada criminosa do poder”.
Um epílogo esperado por toda a Nação e que fará de você o
maior de todos os seus protagonistas. Pense nisso, Zé!
Você menosprezou a inteligência e a paciência do Brasil e
dos brasileiros e, agora, só lhe resta contar tudo, cumprir uma peninha de
delator e voltar, para sempre,
“pra Cuba que te pariu”!
Faça isto, Zé, pelo menos isto, pelo seu bem e pelo bem do
Brasil!
Tomara que a “luta armada nas ruas, armados com a força do
argumento” como dito por consagrado colunista político no seu artigo de hoje se
mostre suficiente para mudar os rumos do País.
Ontem, assistindo ao programa político do PT, repleto de
ironias, provocações e até de veladas ameaças, adquiri a convicção de que se as
investigações da Polícia Federal subirem a rampa do Planalto ou mesmo chegarem
ao ex-presidente Lula, vai haver reação.
Exército do Stédile? Sei lá, não importa, seja que
manifestação de força ilegal for, nos remeterá a um quadro que pode se tornar
insustentável à Democracia construída com o sangue e o suor de tantos
brasileiros.
Lembram de 1964? E aí? Aceitaríamos o caos ou um outro Poder
constituído convocaria a Força Legal que dispomos?
Esse grupo que hoje dirige o Brasil nada aprendeu, e pior,
finge governar um outro país que não o nosso. Juízo senhores governantes.
Assumam seus erros. O Brasil já pagou caro demais!
Esta é a
página que, segundo o Facebook, “não viola as regras da comunidade”.
Andei
lendo, nos últimos dias, Till We Have Faces, a majestosa obra-prima
em que C. S. Lewis toma de Apuleio o mito de Eros e Psique e o reconta à sua
maneira. A narrativa é escrita na primeira pessoa pela princesa e depois rainha
Orual, a irmã mais velha e mais feia da bela Psique, e assume a forma de um
tremendo libelo contra os deuses, acusados de, sob a proteção da invisibilidade
e da distância inacessível, fazer da vida humana um jogo arbitrário e cruel.
Justa e
valente ao ponto de bater-se pessoalmente em duelo vitorioso contra o rei de um
país inimigo, e educada, ademais, nos princípios da filosofia grega, Orual
busca em tudo uma razão de ser, e não encontra. Sua revolta contra o destino
chega ao auge quando os deuses lhe roubam a irmãzinha querida, a única alegria
da sua triste vida, para fazer dela a esposa de um ser misterioso – um monstro,
talvez – cujo rosto é proibido contemplar.
Quanto mais
Orual se rebela, mais os deuses a perseguem, induzindo-a em erros e colocando-a
em situações absurdas que ameaçam levá-la à insanidade. O romance tem passagens
tão angustiantes que inspiram no leitor o “terror e piedade” da tragédia
clássica, mas o desenlace da história no além-túmulo não é nada trágico, pois
no fim das contas a rainha não é julgada pelos deuses perseguidores e sim pelo
“deus desconhecido” que tudo cura e redime.
Não vou dar
detalhes para não estragar a leitura. Mas para mim foi uma sorte estar lendo
esse livro justamente numa ocasião em que tudo em volta me induzia a meditar
sobre o destino paradoxal do cidadão numa democracia moderna, investido de
direitos legais sublimes, mas submetido a poderes cada vez mais distantes e
inacessíveis que o controlam, manipulam e atormentam num jogo de gato e rato.
Anos atrás
li, não lembro onde, uma profecia budista de que no fim dos tempos os homens
seriam deuses para os homens. Na época imaginei que se tratasse de um culto
idolátrico, mas hoje entendo que não é preciso render-lhes culto para que
alguns homens tenham os meios de reduzir o seu concidadão menos poderoso à
condição de um rato que se debate em vão entre as garras de um gato invisível.
O que os torna divinamente inalcançáveis não é nenhuma magia celeste, é a trama
densa e indeslindável das leis, da burocracia e dos recursos tecnológicos
postos à disposição de quem possa comprá-los. Governos, serviços secretos,
partidos políticos, organizações revolucionárias e mega-empresas
transformaram-se em réplicas simiescas, mas não menos temíveis, dos deuses da
antigüidade.
Eu poderia
citar como exemplo o caso da pobre Debbie Schlussel, a colunista americana que
em 2008, antes das eleições presidenciais, descobriu o certificado de
alistamento militar grosseiramente falsificado de Barack Hussein Obama, prova
cabal de que o candidato era um criminoso chinfrim, sem qualificações para
obter uma licença de porte de arma ou mesmo um emprego de balconista do
Walmart. Até hoje essa verdade patente, visível a olho nu, enfrenta em vão a
resistência sem rosto de poderes invisíveis e onipresentes (muito parecidos com
o partido dos sonhos de Antonio Gramsci) que insistem em encobri-la com piadinhas
evasivas mesmo depois de sete anos de desastres presidenciais sem fim, que
poderiam ter sido evitados antecipadamente mediante uma simples queixa na
polícia. A capacidade de desconversa desses fantasmas é ela mesma
fantasmagórica. Sempre que se fala em documentos falsos, eles respondem em
únissono: “O presidente não nasceu no Quênia.” Não contestam a acusação: mudam
a identidade do acusador, forçando-o a patinar em falso. De onde vem essa
oposição perversa, uniforme e obstinada? Nem todas as especulações dos teóricos
da conspiração poderiam responder a essa pergunta envolta numa trama
indeslindável de subterfúgios, que elas só tornam ainda mais enigmática. Pobre
Debbie, pobre Orual.
Mas não
preciso ir tão longe. Eu mesmo, durante a semana, vivi o papel do rato preso
entre garras invisíveis. Se o leitor me permite, conto a história.
Como muitos
outros escritores e jornalistas, uso o Facebook como canal de comunicação
diária com o meu público leitor. Entremeando considerações filosóficas, piadas,
recordações curiosas e invectivas contra o governo mais corrupto de todos os
tempos, fui ampliando esse público até chegar além de 220 mil seguidores.
Muitos deles, em 15 de março, foram às ruas com cartazes “Olavo tem razão”,
protestando contra o silêncio ominoso da mídia e dos políticos em torno de
denúncias que eu vinha fazendo desde 1993 contra o esquema comunopetista – ou
comunolarápio -- de apropriação do Estado.
Em 2013,
tudo correu bem. O único inconveniente eram páginas repletas de caricaturações
maldosas e pueris, quase sempre anônimas -- o primeiro mas ainda nada alarmante
sinal das garras invisíveis – que em reação me acusavam de tudo quanto era
crime e me catalogavam, ao mesmo tempo, como espião do Mossad e agente
islâmico, gnóstico maçom e fundamentalista cristão, nazista camuflado e
comunista enrustido, além de fuçar a vida da minha família e recontar a minha
biografia em tons horripilantes, com honestidade luliana e o senso cronológico
de um drogado em plena bad trip.
A partir de
2014, porém, quando as verbas de propaganda concedidas pelo governo federal ao
Facebook cresceram 118 por cento em comparação com o ano anterior (v. https://tecnoblog.net/180893/facebook-verba-publicitaria-governo/),
tudo mudou. Minha página passou a ser bloqueada a todo momento, sob as
alegações mais levianas e despropositadas, enquanto as páginas que me acusavam
até de assassinato eram, quando denunciadas pelos meus seguidores, abençoadas
pelo Facebook com a garantia de que “não violavam as normas da comunidade”.
Normas que, só posso concluir, lhes asseguravam o direito à prática impune do
crime de calúnia, fazendo portanto do próprio Facebook uma organização
criminosa, como aliás acontece com toda empresa que vai para a cama com o PT.
Agora, nas
semanas em que vão ocorrer novas mega-manifestações de rua contra o descalabro
petista, veio um novo bloqueio, desta vez por trinta dias, de modo que eu não
possa me comunicar com o público durante os protestos.
Só um
mentecapto veria aí uma mera coincidência, pois o pedido de bloqueio partiu
justamente da mesma página do MAV (Núcleo de Militância Virtual do PT), que me
faz acusações caluniosas sob a proteção do Facebook (v. ilustração).
Como eu
passasse a postar mensagens pela página da minha esposa, esta foi bloqueada
também.
Quem são os
agentes por trás dessa operação? Quem são os mavistas que a executam? Quem, na
alta direção do Facebook, decidiu apoiar tão descaradamente crimes de calúnia e
ainda perseguir a vítima?
Abrigados
por trás de uma confortável invisibilidade, fazendo em pedaços a Constituição
brasileira que proíbe o anonimato, os deusinhos do MAV e do Facebook infernizam
a vida do cidadão e divertem-se a valer como larvas em festa no fundo do seu
esgoto olímpico.
A inteligência militar identificou dezenas de
venezuelanos, com camisas vermelhas, entre os quase 500 manifestantes que ontem
fizeram um ato de solidariedade ao ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nos
arredores do Instituto Lula, no bairro do Ipiranga, em São Paulo. A
"solidariedade" bolivariana, entre os revolucionários do Foro de São
Paulo, é tão ou mais grave que o golpe institucional para nomear Lula para o
Ministério da Defesa (dele mesmo?) ou das Relações Exteriores (o que tornaria
legítima e legalizada a suposta atividade de tráfico de influência
internacional, crime do qual ele é investigado pelo Ministério Público
Federal).
Além do desgastado Lula e do sempre arrogante Marco
Aurélio Garcia, um dos cardeais petistas com mais prestígio e influência entre
os venezuelanos é José Dirceu de Oliveira e Silva. O jornal venezuelano El
Nuevo Herald exibiu, no último dia 6, uma sugestiva manchete que chamou a
atenção de assessores próximos ao juiz Sérgio Moro. "Chefe da corrupção
brasileira fez negócios com Chávez, Maduro e os irmãos Castro" ("Eje de la corrupción brasileña tratónegocios con Chávez, Maduro
y los hermanos Castro"). A mídia amestrada tupiniquim não deu destaque
à reportagem de Antonio Maria Delgado.
Documentos do governo venezuelano confirmam que José Dirceu representou Lula em
uma série de misteriosos projetos que envolviam o líder brasileiro com o
falecido presidente Hugo Chávez e os irmãos Fidel e Raul Castro. Os relatos
oficiais do então embaixador venezuelano no Brasil, Maximiliam Alberláez,
descrevendo uma reunião que teve com Lula, em fevereiro de 2011 (quando o líder
petista nem era mais Presidente), podem servir como mais uma prova de como Lula
usava seu "prestígio" para fazer negócios.
Os documentos diplomáticos da Venezuela citam uma série de encontros de Lula e
José Dirceu com altos funcionários públicos venezuelanos, com ambos
"advogando a favor de empresários brasileiros". Em um dos encontros
citados por Alberláez, Lula lhe pediu para que se reunisse com "seu
advogado" (Dirceu) e "com um empresário de sua total confiança"
- que pretendia realizar importações da Venezuela. Segundo relatado ao
embaixador, o empresário estaria com uma carta de garantia de US$ 200 milhões
(certamente avalizada pelo BNDES), para comprar grande quantidade de petróleo e
ferro. Por isso, Lula lhe pediu uma reunião com os então ministros de
Industrias Básicas y Minería, José Can, e de Energía y Petróleo, Rafael
Ramírez.
Maximiliam Alberláez revelou que ouviu de Lula a
seguinte mensagem: "Estes assuntos podem nos ajudar a todos" (“Estos
asuntos nos pueden ayudar a todos”). Por isso, Dirceu viajou várias vezes à
Venezuela, para encontros fechados com o comandante Chavez e com seu então
chanceler Nicolas Maduro. Nos eventos, segundo Maximiliam Alberláez, Dirceu era
o representante oficial de Lula. Curiosamente, tudo aconteceu nos tempos em que
Dirceu já era réu no processo do Mensalão. Por isso, fica praticamente
impossível descolar Lula de "negócios fora da lei" pelos quais Dirceu
é agora investigado no Petrolão da Lava Jato.
Um outro documento da chancelaria venezuelana
comprova: "No domingo 29 de maio de 2011 chegará a Caracas José Dirceu, e
a proposta de Lula é que o Presidente Chavez o receba no domingo à noite ou na
segunda, para adiantar alguns temas, entre eles Cuba". O recado do
embaixador Maximiliam Alberláez só não detalhava que negócios seriam feitos com
os cubanos, mas noticiava: "Posteriormente, Dirceu viajará a Havana no dia
30 à noite e regressaria junto com Lula a Caracas no dia 2 de junho, no começo
da tarde. Desde sua chegada, estará a disposição do presidente Chavez".
O documento da chancelaria venezuelana revelou que
a proposta de Lula era para que Chavez assumisse o compromisso de se reunir com
o empresário brasileiro Emílio Odebrecht, pai do Marcelo Odebrecht, que hoje se
submete ao vexame de estar preso pela Operação Lava Jato. Segundo o relato de
Maximiliam Alberláez, depois da reunião com Odebrecht, Chavez voltaria a se
reunir com Lula e Dirceu - que tinham, como prioridade, ajudá-lo na campanha presidencial
de 2012. Lula até teria indicado que o marketeiro João Santana viajasse à
Venezuela, em Julho de 2011, para assessorar Chavez.
A denúncia venezuelana só confirma que Lula e
Dirceu sempre agiram juntos. Também reitera que Lula usava sua influência
pessoal para ajudar nos negócios transnacionais de empresários
"amigos" ou "de confiança". Por tudo isso, nada seria mais
justo que a desgastadíssima Presidenta Dilma Rousseff, em um gesto altamente
profissional, nomeasse Lula, no mínimo, para Ministro das Relações Exteriores
ou, na melhor hipótese, lhe criasse um cargo de "Embaixador
Superextra-ordinário de Negócios do Brasil".
Lula nunca precisou tanto voltar a ter aquela
segura blindagem do foro privilegiado para julgamento no Supremo Tribunal Federal.
Do jeito que ele está atualmente, sem o privilégio, pode passar por vexames que
nem os mais entusiasmados manifestantes bolivarianos terão capacidade judicial
de socorrê-lo.
Por tudo isso, o negócio, no Brasil, é meter geral.
A meta é tirar Dilma. Vamos dobrar a meta e tirar Cunha e Renan. Vamos
triplicar a meta e tirar todo o PT, começando por Lula. Quadruplicar a
meta e promover uma intervenção constitucional para mudar a estrutura estatal
tupiniquim para que sirva à sociedade - e não mais se sirva dela. Quintuplicar
a meta e fazer do Brasil um lugar decente, honesto, justo, democrático e
produtivo.
Guerra das cervejas
Um dia após panelaço, a Presidenta Dilma Rousseff
aproveitou um evento do Minha Casa, Minha Vida para mandar um recado:
“Quero dizer que ao longo da vida eu passei por
muitos momentos difíceis. Eu sou uma pessoa que aguenta pressão, aguenta
ameaça. Eu sobrevivi a grandes ameaças”.
Dilma só repetiu o que falara durante o programa de
rede nacional do PT, que quase não pode ser ouvido, por causa dos panelaços da
noite de quinta-feira passada.
A diferença é que, na propaganda, seu sorriso
estava lindo, e, na manifestação pública, seu rosto não conseguia esconder o
cansaço e o desgaste...
Carta de Renúncia Prontinha
Impopularidade dá nisso. Tudo vira avacalhação
oficial...
Retórica
Da Juíza aposentada Denise Frossard, aquele que
teve a coragem de botar na cadeia os poderosos banqueiros do jogo do bicho, na
década de 90, uma relevante observação no Facebook:
"Apenas uma ligeira observação: quando se
prende um batedor de carteira, ele é chamado de "ladrão". Quando se
prende aqueles que alcançam milhões do NOSSO dinheiro em benefício do bolso
deles, este vocábulo jamais é pronunciado... Por que será?"
Certeira
Do roteirista Carlos Augusto C. Mello, no Facebook:
"É melhor abrir a janela e ouvir um panelaço
do que fechá-la pra não ouvir um tiroteio".
De costas para o Brasil
Dilma Rousseff foi flagrada de costas para a
bandeira do Brasil e da Olimpiadas Rio 2016.
A Olim-piada de Dilma, recordista em gafes, foi
cometida quarta-feira passada, durante a cerimônia oficial do marco de um ano
para o evento.
Mesmo tendo atenção chamada pelo amigo e prefeito
do Rio, Eduardo Paes, Dilma ficou perdida na hora do Hino Nacional.
O ódio das panelas
O bebê, a rainha e a Dilma
Piadona longa, que circula na internet dos mais
renomados generais e coronéis do Brasil:
Lula na Inglaterra pergunta à rainha:
- Senhora rainha, como consegue escolher tantos ministro tão maravilhosos?
Sua majestade responde:
- Eu apenas faço uma pergunta inteligente. Se a pessoa souber responder ela é capacitada a ser ministro. Vou lhe dar um exemplo...
A rainha manda chamar o ex-ministro Tony Blair e pergunta:
- Mr. Blair, seu pai e sua mãe têm um bebê. Ele não é seu irmão nem sua irmã. Quem é ele?
Tony Blair responde:
- Majestade, esse bebê sou eu.
Ela vira pra Lula:
- Viu só? Mereceu ser ministro.
Lula maravilhado volta ao Brasil. Voltando ao Brasil, chama a Dilma Roussef e
lasca a pergunta:
- Companheira Dilma, seu pai e sua mãe têm um bebê. Ele não é seu irmão nem sua
irmã. Quem ele é?
Dilma responde:
- Vou consultar nossos assessores e a base aliada e lhe trago a resposta.
Ela vai então e cobra a resposta. Ninguém sabe.
Aconselham perguntar ao ex-presidente FHC, que é muito inteligente.
Dilma liga pra FHC:
- Fernando Henrique, aqui é a Dilma Roussef. Tenho uma pergunta pra você: se seu pai e sua mãe têm um bebê e esse bebê não é seu irmão nem sua
irmã, quem
é esse bebê?
O ex-presidente responde imediatamente:
- Ora Dima, é lógico que esse bebê sou eu!
Dilma vai correndo levar a resposta ao Lula:
- Se meu pai e minha mãe têm um bebê e esse bebê não é meu irmão nem minha
irmã, é lógico que ele só pode ser o Fernando Henrique Cardoso!
Lula dá seu sorrisinho sabido e diz:
- Te peguei, companheira Dilma. Sua resposta está completamente errada... o bebê é o Tony Blair!
URGENTE: DILMARIONET DUCCHEF cria o Bolsa Capim, para alimentar os burros que
votaram nela....
Direito e Justiça em Foco
Defesa do Consumidor, com o advogado Sérgio
Tannuri, será o tema do programa apresentado pelo desembargador Laércio
Laurelli, domingo, às 22 horas, na Rede Gospel.
Nova Tradução para Food Truck
Os "caminhões de comida" ganham sua
nova versão, bem pobre, no avacalhado mundo virtual tupiniquim.