sexta-feira, 7 de agosto de 2015
O PSDB apoiar o protesto do dia 16 de agosto é um imperativo moral
As inserções no PSDB estão no ar e lembram as promessas
feitas pela presidente Dilma Rousseff, de viva voz, e as confrontam com a
realidade. Em seguida, um apresentador convoca a população para os protestos do
dia 16 de agosto.
Há pouco, conversava com amigos num grupo fechado do
WhatsApp. Há quem ache, e considero os motivos apontados respeitáveis, que o
PSDB não deveria fazer a convocação. Acho respeitáveis, mas discordo. Eu penso
justamente o contrário: num momento assim, creio ser um imperativo moral o PSDB
— e os demais partidos de oposição — apoiar o protesto. E ainda mais depois do
programa que o PT levou ao ar: arrogante, terrorista e mistificador. Assistam
aos vídeos tucanos. Volto em seguida.
O primeiro elemento positivo a ser apontado é o
reconhecimento do partido de que não lidera os protestos — como o PT liderava,
diga-se, o “Fora Collor”; e já havia liderado antes o “Fora Sarney” e liderou
depois o “Fora FHC”. Se exercer o Artigo 5º da Constituição, uma das cláusulas
pétreas, e gritar “Fora Presidente-Que-Está-Aí” é golpe, então o PT é o maior
golpista do país. Até acho que é — mas não por isso.
O PSDB deve apoiar as manifestações porque a interrupção do
mandato de Dilma — seja pela via congressual, com o impeachment; seja em razão
de crime eleitoral, no TSE — tem uma evidente legitimidade: é o que quer hoje a
esmagadora maioria dos brasileiros. Mas eu não apoiaria a queda de um
presidente só por isso. De jeito nenhum! É preciso que haja também amparo
constitucional e legal para que o governante seja demitido pelo povo. E essas
duas exigências foram igualmente cumpridas.
Quando Aécio Neves perdeu a eleição para Dilma, por estreito
placar, o senador também ganhou um mandato: liderar, ele próprio ou alguém de
seu partido, a oposição. E a oposição tem de dizer se será conivente com crimes
fiscais, crimes eleitorais e crimes contra a administração pública. Não o
sendo, então é obrigatório que expresse o seu apoio ao “povo na rua”.
Se Dilma cair, não só o Brasil continua, como é muito
provável que caminhe para melhor. Temos na Constituição respostas para as
várias possibilidades de interrupção do mandato. Não existe, felizmente, vazio
legal possível no país.
Ruim seria, isto sim, a oposição se omitir, deixando milhões
de brasileiros entregues à própria indignação. E que se note: para gritar um
“fora Dilma!”, não é preciso apresentar um plano de governo — como não o tinham
os que gritaram “Fora Collor”. Como não o tinha Itamar Franco (ainda bem!), o
que abriu as portas para o Plano Real. “Ah, mas agora o resultado pode não ser
o mesmo…” Sempre pode. Mas ninguém nos dará o conforto de uma bola de cristal.
Então eu fico com o conforto das instituições.
E não se trata de uma resposta só retórica. Felizmente,
temos Forças Armadas disciplinadas, que não sonham nem longinquamente em se
aproveitar das irresponsabilidades de algumas lideranças civis, como ocorreu em
1964. A mesma Constituição que dá as garantias legais ao eleito prevê as
condições de sua saída.
Ao apoiar as manifestações do dia 16 de agosto, o PSDB se
põe ao lado de um pleito legítimo e legal. Melhor ainda: sabe também que não o
lidera porque essa é a uma convocação que vem de vozes da sociedade, que não
abusam de nenhum aparelho público — bens dos Estado — ou coletivo: sindicatos,
ONGs e movimentos sociais.
O Brasil que vai às ruas é um país sem cabresto.
Há 70 anos, em Hiroshima, a primeira bomba atômica
Por João Batista Natali
Hoje é um dia triste para a humanidade. Há 70 anos, os
Estados Unidos lançaram uma primeira bomba atômica. Foi na cidade japonesa de
Hiroshima. Era uma novidade dolorosa na tecnologia de guerra. Morreram entre
140 mil e 250 mil civis. Uma segunda bomba seria lançada três dias depois,
sobre Nagasaki. Terminava a guerra no Pacífico, e com ela a Segunda Guerra
Mundial. A bomba de Hiroshima foi uma demonstração de força do governo
americano, que poderia ser evitada. Historiadores afirmam que os japoneses já
estavam negociando a rendição.
Mas prevaleceu a versão do Pentágono, de que a bomba impediu
a invasão da principal ilha do Japão, o que provocaria combates com armas
convencionais, e mais de um milhão de mortos. A bomba foi lançada por um
quadrimotor Boeing B-29, às 8h10 da manhã. Era um dia quente e ensolarado no
Japão. Mas os Estados Unidos tinham uma segunda intenção. Queriam dar um recado
à Rússia, que se tornaria a potência rival durante a Guerra Fria. Diziam
naqueles tempos que, se a Terceira Guerra Mundial fosse nuclear, a Quarta
Guerra seria disputada com estilingues e tacapes. A humanidade seria destruída
e renasceria na Idade da Pedra.
Existem hoje 192 países. E só um punhado possui a bomba
atômica. São apenas nove. Existem as cinco potências tradicionais, que são a
China, a França, a Rússia, o Reino Unido e os Estados Unidos. A Índia, o
Paquistão e a Coreia do Norte também têm a bomba. Israel também, mas nunca
confessou isso publicamente. Uma das grandes conquistas da diplomacia mundial
foi o Tratado de Não-Proliferação, de 1970. Ele serviu de cartilha para que
outros países não entrassem no clube.
E vejam vocês que o Brasil e a Argentina também já pensaram
em construir a bomba. Ainda bem que desistiram, há coisa de 30 anos. Era só o
que faltava termos uma corrida nuclear na América Latina. A bomba teria sugado
o dinheiro da saúde, da educação e do combate à pobreza. É assim que o mundo
gira.
Fonte: YouTube/Jornal da Gazeta
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
Terrorismo…
Poucos cidadãos brasileiros NÃO têm o direito de condenar o
terrorismo. Entre estes estão a Governanta Dilma Rousseff e o Ministro Jaques
Wagner. A primeira porque participou de atos de terrorismo contra o Estado
brasileiro – e não se arrepende de tê-lo feito – e o segundo porque, como
Governador da Bahia, substituiu, em uma escola pública, o nome de um General
pelo do maior e mais perigoso terrorista da história deste país.
De Dilma fica óbvia a posição de impedimento, já, com
relação ao Sr Ministro, ainda cabe comentário face a atitude incoerente de
condenar e qualificar como terrorismo um ato de vandalismo executado em frente
ao “Instituto Lula da Silva”, sobre o qual há fundadas suspeitas de que possa
ter sido executado pelas próprias vítimas, porque, de petistas, terroristas e
vândalos, tudo se pode esperar!
Fico a me perguntar: Que tipo de cidadãos estão sendo
formados na Escola Carlos Marighela? Que exemplo está sendo oferecido aos
alunos por intermédio da “ficha policial” do terrorista que dá nome ao
educandário? Como os alunos desta escola podem julgar um ato de terrorismo se
foram instruídos a enaltecer e a orgulhar-se da obra de um terrorista? Que explicação
tem o Sr Jaques Wagner para dar a estas conflitadas mentes infantis, coisa que,
até hoje, não se dignou a fazer para os militares?
Tanto Dilma quanto Jaques Wagner não têm moral para comentar
ou condenar o suspeitíssimo atentado ao centro de coordenação geral de
atividades suspeitas sob a fachada de “Instituto Lula da Silva”!
Mais um MILITAR na LAVA-JATO. Agora do Exército. Coronel Oliva Neto
Aloisio Mercadante, seu irmão, coronel Oliva Neto, e
autoridades ligadas diretamente a Dilma e nomeadas por ela, como o diretor da
Eletrobras Valter Cardeal e o diretor da Eletronorte Adhemar Palocci foram
citados em reportagem publicada na revista Isto É.
A revista diz que a investigação do MPF reúne indícios de
que o Coronel Oliva Neto possa ter atuado como um operador de Mercadante, que
ao assumir a pasta de Ciência e Tecnologia insistiu na a realização de uma nova
licitação para a usina Angra 3. Coronel reformado, Oliva Neto ocupou até 2007 o
cargo de chefe do Núcleo de Assuntos Estratégicos (NAE) da Presidência. Desde
então, ele reativou a Penta Prospectiva Estratégica e passou a prestar
consultoria em todos os grandes projetos do governo do PT na área de defesa, não
só na compra dos submarinos, mas dos helicópteros franceses EC-725 e em
projetos da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016.
Em 2010, a Penta se uniu à Odebrecht Defesa e Tecnologia,
criando a Copa Gestão em Defesa. Depois foi adquirida a Mectron, que igualmente
firmou sem concorrência contrato com a Amazul Tecnologias de Defesa, estatal de
projetos criada por Dilma para atuar no Prosub.
A Lava Jato puxará agora o fio desse novelo que pode levar a
identificar possível tráfico de influência de Mercadante e eventual uso da
empresa de consultoria de seu irmão para recebimento de propina.
Se as coisas continuarem caminhando dessa maneira não serão
somente José Genoíno e José Dirceu que terão que devolver medalhas. Alguns
terão que devolver além das medalhas, suas estrelas, galão e platinas.
É preciso um governo com mudanças a fundo
Hoje foi um dia de declarações graves da cúpula do governo e
de dólar batendo em R$ 3,50. O dólar a esse preço é um sintoma da gravidade.
Mas também pode ser um fiapinho de solução para a economia. Fiapo, pois a
solução maior da crise é política.
Michel Temer, vice-presidente, em geral comedido, convocou
jornalistas para dizer, com voz nervosa, que não tem dúvidas de que a situação
é grave, que é preciso "alguém" para reunificar o país.
Joaquim Levy, ministro da Fazenda, quase repetiu Temer.
Disse que a situação das contas do governo e da economia é grave.
Em resumo, os dois se referem ao fato de que a Câmara dos
Deputados, liderada por Eduardo Cunha, adotou medidas que podem levar ao
impeachment de Dilma Rousseff, e também ao fato de que o Congresso ameaça
aprovar leis que estouram ainda mais as contas do governo, o que vai agravar
ainda mais a crise econômica.
Como a política está à deriva e ninguém sabe o que vai
acontecer, o dólar voa. Faz um ano, estava em R$ 2,27: subiu 54%. Isso é medo e
especulação de que a situação no Brasil vai piorar, sendo melhor tirar parte do
dinheiro daqui.
Fosse outra a situação política, o dólar alto poderia ser um
começo de solução. Dólar mais caro barateia os produtos brasileiros, encarece
os importados. Assim, pode haver estímulo para se produzir mais aqui no Brasil,
para substituir importados e vender mais para o exterior.
Por ora, esse é o único estímulo possível para a economia. O
governo não tem como gastar, empresários não investem, consumidores compram
menos por medo do futuro e falta de dinheiro. Juros altos fazem o resto do
estrago.
A saída poderia então ser o dólar, o câmbio, que, feitas
todas as contas certas, está em um nível equivalente ao de 2006, que ainda
favorecia exportações.
Mas dólar alto também pode criar problemas para empresas com
despesas em dólar; pode causar inflação. Para que o dólar alto não atrapalhe, é
preciso que as contas do governo não piorem, é preciso que o governo tome
medidas para o futuro. A expectativa de um futuro melhor pode aliviar a
situação no presente. Mas, para isso, é preciso algum governo e um governo que
saiba que é preciso fazer mudanças a fundo. Está difícil.
Janot afirma que Collor recebeu R$ 26 milhões de propina; carros de luxo seriam produtos de crime
Por Ucho.Info
No documento, Janot descreve que os veículos são
possivelmente produto de crime. Ele também citou que as investigações apontam
que Collor recebeu R$ 26 milhões em propina, entre os anos de 2010 e 2014,
através de um “sofisticado esquema de lavagem de dinheiro”.
O parlamentar teria recebido, entre 2011 e 2013, cerca de R$
800 mil em depósitos “fracionados”, levantando suspeita do Conselho de Controle
de Atividades Financeiras (Coaf). O relatório enviado ao STF ainda menciona
pagamentos de altos valores em dinheiro vivo feitos ao senador, como depósito
de R$ 249 mil feito pela TV Gazeta de Alagoas, da qual Collor é sócio.
Outras duas empresas do senador – Água Branca Participações
e a Gazeta de Alagoas – também aparecem nas investigações da PGR. Segundo a
investigação, há depósitos feitos em nome de uma empresa em favor de outra, com
operação realizada por um assessor de Collor no Senado desde 2007.
Os investigadores suspeitam que a Água Branca é uma empresa
de fachada, por não ter empregados, sede e nem participação em outras empresas.
“Mas estranhamente tem a propriedade de três carros de luxo”, escreve o
procurador-geral ao STF.
No mais, os investigadores relatam transferências para
pagamento de um dos veículos feitas por empresa que já recebeu mais de R$ 900
mil, no mesmo ano da aquisição do carro, de negócios vinculados ao doleiro
Alberto Youssef, delator da Lava-Jato.
Rodrigo Janot sustenta que a maior parte dos veículos –
Lamborghini, Ferrari, Bentley e Land Rover – estão registrados em nome da
empresa Água Branca Participações. O Porsche está em nome da GM Comércio de
Combustíveis.
De acordo com o procurador, as empresas que deveriam
solicitar a devolução e não Collor, a menos que fosse apresentada uma
justificativa que apontasse o motivo de o senador se considerar proprietário
dos automóveis. Além disso, Janot afirma que não cabe restituição de produto de
crime, pedindo que o STF negue a solicitação do senador.
Para o procurador, a compra da Lamborghini foi feita com
entrega de um veículo no valor de R$ 400 mil, mais financiamento de R$ 1,6
milhão, além de pagamento de parcelas em dinheiro no total de R$ 1,2 milhão. Na
peça encaminhada ao STF, Janot revela que o financiamento da Lamborghini está “inadimplente”,
provavelmente em razão do “fim do fluxo de propina” pela deflagração da Lava
Jato.
Vale ressaltar que, em todo o documento, o procurador-geral
aponta indícios de que os veículos foram usados para lavagem de dinheiro. O
caso será analisado pelo ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato
no STF. (Danielle Cabral Távora)
Aécio Neves fala sobre a prisão de José Dirceu e a as Manifestações de 16/08 #VemPraRua
Por Aécio Neves
Aécio Neves voltou a falar, hoje (04/08), sobre a prisão do
ex-ministro José Dirceu e sobre a gravidade da extensão da cobrança de propinas
também das empresas prestadoras de serviços.
"Quando assistimos agora empresas prestadoras de
serviços também tendo que pagar propina, como denuncia o Ministério Público
nessa última fase da delação que levou inclusive em parte à prisão do
ex-ministro José Dirceu, é a demonstração de que para se trabalhar com esse
governo tinha que se pagar pedágio", disse.
Propensão Genética para roubar
“Só existem
dois grupos em verdadeira luta no Brasil: os que estão roubando e
os que querem roubar”. (Tenório Cavalcanti - o famoso "Homem da
Capa Preta", lendário político da Baixada Fluminense e ex-dono do jornal
"Luta Democrática").
Michel Foucault, célebre pensador, filósofo e
médico-psiquiatra francês revolucionou a década de 70, do século passado,
afirmando que, afora a demência, todas as doenças mentais são conseqüência de
pontos de vista culturais vigentes na sociedade em certo momento histórico.
Haja vista a homossexualidade, classificada na década de 50
como doença, incluída no Catálogo Internacional da ONU, e hoje percebida como
um comportamento agradável e até motivo de orgulho pelos praticantes, chegados
e participantes. Esse movimento acompanha, como repetição ou farsa, os costumes
da Grécia antiga, que, no século V aC., apoiavam a homossexualidade como
comportamento socialmente aceito, assim como o materialismo e a idolatria de
diversos deuses, ditos “olímpicos”.
No Brasil, ganha corpo uma legislação para incorporar a
homossexualidade como comportamento aceito e o repúdio, incluído como delito
penal, da homofobia. Só falta uma lei que nos obrigue à prática, contrariando
as célebres disposições do Deuteronômio.
Em nosso país, por outro lado, sempre aceitamos o ladrão
famoso e rico, o ladrão das elites, como digno de admiração silenciosa e até de
elogios cochichados. O honesto subjugado, ou seja, aquele que mesmo que deseje,
jamais consegue roubar, por medo ou incompetência, sempre admirou a capacidade
crítica dos rompedores, dos grandes vigaristas que desafiam as leis caretas e
se lançam em enormes tacadas, com suas malas pretas, estilo 007. Os pequeno-
burgueses ufanam-se dos protagonistas, transgressores das leis, formadores de
quadrilhas, até então inexpugnáveis.
Por outro lado, os brasileiros acham insuportável aquela
rama da sociedade que furta galinhas ou pedaços de queijo, os ignorantes que
praticam pequenos delitos, seja por fome, pobreza ou falta de instrução: esses
recebem o opróbrio público pela ausência completa de “savoir-faire” e abarrotam
as Varas criminais, enchendo o saco dos atarefados juízes, que sempre têm mais
o que fazer. Resultado: essa escumalha abarrota as penitenciárias de negros,
pardos e pobres, traçando o perfil dos apenados, como uma escória sem voz nem
vez.
Os heróis, por conseguinte, estão na outra ponta ou no
vértice da pirâmide social. Sua malandragem é socialmente aceita e muito
admirada. Grana no exterior, tacadas na bolsa, operações de caixa 2,
superfaturamento em obras públicas, contas em paraísos fiscais, empresas de
fachadas para “esquentar” dinheiro, laranjas abonados com imóveis e fazendas,
comissões do tráfico de drogas e de armas, subornos a políticos e juízes –
enfim, há um séquito incontável de bueiros por onde escorre o dinheiro sujo,
objeto da secreta admiração de numerosos brasileiros.
Essa disposição psicológica, porém, vem arrefecendo
culturalmente por dois motivos: o aparecimento da Internet e o fortalecimento
da cidadania através de franquias democráticas. Hoje, a polícia federal, que é uma
entidade de investigação digital, pode pegar os grandes ladrões pela gola e o
imposto de renda pode seguir, se quiser, os sinais exteriores de riqueza, como
já faz o seu congênere norte-americano há mais de cinqüenta anos.
No entanto, sobra uma peninha nessa discussão: como conceber
que pessoas ricas, abonadas às vezes de berço, tentem se locupletar com mais
dinheiro e bens, exibindo aquela velha mentalidade de que meter a mão no
dinheiro público não é pecado, porque “ele não é de ninguém”?
Tal elite patrimonialista e atrasada poderia sofrer o
julgamento reverso às considerações de Foucault, no passado. De admirados
personagens, esses donatários da corrupção seriam classificados como indivíduos
geneticamente perturbados por afecção patológica, catalogável
internacionalmente. Não que isso os eximisse de culpa ou de cadeia. Mas seria
um avanço tecnológico para a compreensão forense desses comportamentos
delituosos, típicos de certos empresários e políticos.
Aliás, com as instâncias recursais permitidas pelo nosso
Código de Processo Penal, somadas à belíssima figura constitucional da
presunção da inocência, que só favorece os delinquentes ricos ou os
executores de crimes hediondos, muitos escapam das malhas da lei e só são
condenados quando as penas já estão prescritas ou quando o próprio criminoso já
morreu, tornando a execução da pena uma tarefa completamente paranormal.
A propensão genética para furtar ou roubar não está adstrita
apenas à cleptomania, que afeta indistintamente, como doença, até personagens
de boa reputação. É uma tendência mais profunda que deveria ser estudada, de
modo mais atento, nesse país, em que os grandes tubarões têm necessidade de
engolir grandes quantias, formando quadrilhas e lobbies cujos vestígios agora
aparecem na insegurança das brechas deixadas pela informática.
Os grandes ladrões não atiram, são documentalistas e
internautas, empregam centenas de pessoas que nem desconfiam de suas atividades
e até cumprem, de fachada, belos papéis sociais. Fico pensando como deve ser
duro para um juiz, de causas cíveis, ganhando menos de 30 mil reais ao mês,
julgando causas de 200 milhões de dólares de réus louros, de olhos azuis,
sorridentes e confiantes à esperada das sentenças.
Tais magistrados são torturados, porque são funcionários de
Estado sem participação nos lucros ou qualquer comissão pelas sentenças. Como a
Justiça sempre ganha, no processo acusatório, seja de uma parte ou de outra, o
dinheiro das causas reverte para palácios suntuosos, olhados de longe pelo povo
admirado que, quase sempre neles não entram.
Sou, por conseguinte, inteiramente favorável a que os
juízes, desde a primeira instância, recebam comissões sobre as sentenças, a
partir de certo patamar e do grau de morbidade das causas, incluindo aí as
consequências sociais e exemplares dos delitos e que os médicos forenses possam
avaliar neurológica e psicologicamente o comportamento de nossos delinquentes
milionários, a fim de ofertar ao mundo uma contribuição brasileira para a
mitigação de uma doença tipicamente nacional: a nossa velha propensão genética
para roubar e se apropriar, alegremente, do que é alheio.
_______________
Waldo Luís Viana é escritor, economista, poeta e não tem
nenhum juiz na família. Artigo extraído do livro: "A propósito do meu
conservadorismo assustador" (2015).
quarta-feira, 5 de agosto de 2015
Record e Band disputam a liderança pela prefeitura de São Paulo
Por Veja.com
Dois dos apresentadores mais populares da televisão
brasileira lideram a disputa pela prefeitura de São Paulo. Russomano e Datena
são os preferidos dos eleitores hoje, segundo levantamento do Instituto Paraná
Pesquisas. Os números mostram ainda que Datena abocanhou eleitores de Haddad e
Marta e entrou com força nos redutos petistas.
terça-feira, 4 de agosto de 2015
STF autoriza transferência de Dirceu para Curitiba
O ex-ministro da
Casa Civil, José Dirceu, é preso
pela PF na 17ª fase da operação da Lava Jato
(Dida
Sampaio/Estadão Conteúdo)
|
Ministro Luís
Roberto Barroso atende pedido de Sergio Moro e determina que petista seja
levado para cidade da Lava Jato
O ministro do
Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso, relator do processo do
mensalão, autorizou na noite desta segunda-feira a transferência do ex-chefe da
Casa Civil José Dirceu de Brasília (DF) para Curitiba (PR). Dirceu foi preso na
17ª fase da Operação Lava Jato e levado para a superintendência da Polícia
Federal em Brasília. Os demais presos, incluindo o irmão de Dirceu, Luiz
Eduardo, já foram levados para a capital paranaense.
A transferência de
Dirceu precisou de aval do STF porque ele cumpria em regime domiciliar a pena a
que foi condenado por corrupção ativa no julgamento do mensalão. A exemplo do
que já havia acontecido com o ex-deputado Pedro Correa (PP-PE), penalizado no
mensalão e investigado na Lava Jato, Barroso entendeu que o ex-homem forte do
governo Lula pode ser levado para o Paraná, onde tramitam os processos de
investigados sem direito a foro privilegiado. "Entendo que a concentração
dos atos de apuração criminal no foro do juízo que supervisiona o inquérito é
perfeitamente justificável, na medida em que é lá que se encontram em curso as
investigações", disse Barroso em seu despacho.
Nove meses após
deixar o presídio da Papuda para cumprir prisão domiciliar, o ex-ministro-chefe
da Casa Civil e mensaleiro condenado foi preso preventivamente pela Polícia
Federal. O nome desta fase da Lava Jato - "Pixuleco" - faz referência
justamente ao termo que o então tesoureiro do PT João Vaccari Neto usava para
se referir ao dinheiro de propina com que a empreiteira UTC abastecia o caixa
do PT. Foram presos também o irmão de Dirceu, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva,
na cidade paulista de Ribeirão Preto, e o carregador de malas do petista, Bob
Marques .
A já complicada
situação de José Dirceu se deteriorou ainda mais depois que os ex-companheiros
do petista, que por anos o abasteceram com dinheiro, acabaram como delatores do
petrolão e reforçaram os indícios de participação do petista no esquema que
fraudou mais de 6 bilhões de reais em contratos. Além de Pascowitch ter apontado
o caminho que levou à prisão do ex-ministro, outros depoimentos sobre os
tentáculos do PT não deixam de ser menos espantosos: o ex-gerente da Petrobras
Pedro Barusco estimou que o PT recebeu até 200 milhões de dólares em dinheiro
sujo do esquema, enquanto o ex-vice-presidente comercial da gigante Camargo
Corrêa, Eduardo Leite, afirmou às autoridades que a empresa pagou 63 milhões de
reais para a diretoria de Serviços, então comandada por Renato Duque, aliado de
Dirceu, e outros 47 milhões de reais para a Diretoria de Abastecimento da
Petrobras.
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