sábado, 5 de dezembro de 2015

Impeachment ou Intervenção, que cada um faça a sua parte


É realmente angustiante o ritmo com que as coisas evoluem no Brasil. No entanto, é o nosso ritmo! Muda-lo à força não mudará a nossa natureza.

Temos que aprender a conduzir os nossos destinos e, principalmente, aprender a definir o que de fato é bom, se não para todos, pelo menos para a maioria, e fazer acontecer sem depender de decisões sobre as quais não temos ingerência.

Temos que entender e aprender que os políticos não se constituem em uma classe profissional autônoma que trabalha para si própria. Pelo contrário, são representantes compromissados com a vontade dos que os colocaram lá e a eles devem respeito e prestação de contas.

Já os militares são o que são porque escolheram esta profissão e, com esforço pessoal, individualmente, representando unicamente a sua vocação e mais ninguém, passaram a integrar um organismo armado com missão definida.

Uma iniciativa ou uma decisão de um político representa, em princípio, a vontade de seus eleitores. Uma iniciativa ou decisão de um Comandante Militar pode ser aplaudida ou vaiada pela sociedade como um todo, mas não depende da vontade ou da pressão popular. A sua função não é eletiva, é uma conquista de esforço, de dedicação, de mérito e de demonstrações de coragem e de responsabilidade consequente.

Portanto, a decisão por uma intervenção militar, ao arrepio da Constituição, como em 64, é exclusiva dos militares, não carece de pedidos, pressões, aplausos, vaias, choros ou ranger de dentes!

O mesmo já não é válido para o impeachment, porquanto os políticos podem e devem ser pressionados para que façam, no nosso ritmo, o que nós achamos que deve ser feito!

Assim, é mais lógico que nós, cidadãos, não fiquemos esperando ou tentando induzir os soldados a fazer o que NÓSachamos que eles devem fazer, mas, antes de mais nada, fazer o que NOS cabe como eleitores dos outros cidadãos que representam a nossa vontade no Poder Legislativo.

Os militares, como tal, não com cidadãos e eleitores, farão a parte deles, se assim julgarem necessário, com ou sem a nossa demanda ou aquiescência, merecendo o nosso aplauso ou as nossas vaias. Eles não dependem disso, mas, apenas, da própria consciência cívica, patriótica e profissional!

Pensem nisso…

'É o dezembro mais quente da história'

Por VEJA

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Discurso de Dilma é Desastrado


Abusando do besteirol, Lula acusa Cunha e defende Dilma após viabilizar pedido de impeachment

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Responsável maior pelo período mais corrupto da história brasileira, Luiz Inácio da Silva, o lobista bravateiro, continua abusando dos discursos fantasiosos e recheados de embustes. Nesta quinta-feira (3), Lula acionou seu conhecido besteirol para atacar Eduardo Cunha, apesar de ter covardemente abandonado Dilma e operado nos bastidores para viabilizar a situação que culminou no pedido de impeachment da presidente da República.

No Rio de Janeiro, após reunião com o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), Lula disse que a “insanidade e a loucura” de Cunha não podem prevalecer no debate sobre o impeachment da presidente. Ora, Dilma incorre nos crimes previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal, mas a culpa é do presidente da Câmara dos Deputados. Essa a estratégia do PT de empurrar para terceiros a responsabilidade pelos próprios crimes e transgressões é uma velha conhecida dos brasileiros de bem. Aliás, essa bazófia comunista começou com o próprio Lula, ainda no primeiro mandato, quando o ex-metalúrgico lançou a tese da “herança maldita”, como se FHC pudesse ser culpado pelas transgressões do sucessor.

Eu me sinto indignado com o que estão fazendo com o país. A presidenta fazendo um esforço incomensurável para que a gente aprove os ajustes que têm que ser aprovados nesse país, para ver se a gente consegue recuperar a economia e fazer a economia crescer, e tem muitos deputados querendo contribuir, mas o presidente da Câmara me parece que tomou a decisão de não se preocupar com o Brasil”, disse Lula.

Como se não fosse um egocêntrico fanfarrão, Lula afirmou que Cunha pensa apenas nele: “Me parece que a prioridade dele é se preocupar com ele, quando esse país de 210 milhões de habitantes é mais importante do que qualquer um de nós individualmente”.

“Parecia que o país estava andando pra normalidade. No dia que a presidenta consegue aprovar, novas bases para o orçamento de 2015, o que a gente percebe é que ela recebe como prêmio, um gesto de insanidade com o pedido do impeachment dela”, emendou o petista. Ou seja, Lula exaltou a genuflexão criminosa do Congresso diante de um governo corrupto e incompetente, que acionou a base aliada para arrombar as contas públicas em R$ 120 bilhões. E ainda afirma que com isso o País estava caminhando para a normalidade.

Mas Lula parece que não se satisfaz com as besteiras que balbucia, por isso avançou em seu discurso insano. “Subordinar um país inteiro, subordinar os interesses de mulheres, homens, brancos, negros, crianças nesse país a uma visão corporativa, pessoal, de vingança. Eu quero crer que não seja verdade, quero crer que não seja verdade. Porque, se isso for verdade, é muita leviandade”.

Em suma, Lula submeteu o País à débâcle econômica e patrocinou o maior escândalo de corrupção da história da humanidade, o Petrolão, que levou a Petrobras às dificuldades extremas, mas mesmo assim insiste em aparecer em cena na condição de injustiçado. O lobista da Odebrecht deveria se contentar com a reles condição de ex-presidente, não sem antes fazer a gentileza de entregar-se ao silêncio, pois de malandros profissionais que se fazem passar de salvadores da pária o Brasil está cheio.

O que você precisa saber sobre o impeachment


Políticos cometem crime de responsabilidade junto com Dilma - alvo do impeachment de mentirinha

 
Impeachment é um processo que todo mundo sabe como começa, porém ninguém tem certeza de como acaba. A pressão popular, que promete ser intensa nas redes sociais, podendo descambar para a rua, é o fator decisivo para afetar o desenrolar do complicado jogo político, que vai envolver muita negociação, chantagem e toma-lá-dá-cá para definir o destino da Dilma Rousseff. Pela força momentânea da base aliada, dificilmente o impedimento de Dilma deve passar na Câmara, com pouquíssima chance de chegar ao desfecho final no Senado. O arquivamento é provável...

Impeachment de Dilma é, claramente, um golpe político. Simplesmente impedi-la não resolve o impasse institucional e nem soluciona a crise estrutural do Estado Capimunista brasileiro. Assim, se eventualmente se conseguir maioria para fazer andar o processo, culminando com uma (ao menos hoje) improvável condenação pelos senadores, o máximo que se vai obter é a troca de Dilma por Michel Temer. É burrice comemorar uma eventual mera tirada do PT do poder. O PMDB, governista permanente, continua lá, prosseguindo com a Nova República - velhaca e quase nada republicana. Eis uma triste verdade objetiva que dói...

Um indicador de que Dilma dificilmente será derrubada pela atual composição do Congresso Nacional foi a indecente autorização legislativa, dada ontem, para que o governo da União descumpra a lei fiscal de forma descarada, obtendo o nojento perdão a um rombo fiscal de R$ 119,9 bilhões. Por tal decisão, os deputados e senadores se enquadraram em conivência direta com um crime de responsabilidade cometido pela Presidente. Os políticos profissionais deveriam cair junto com a chefona do Executivo, se no Brasil tivéssemos um sistema de "Recall" (puxada de orelha e detonação automática dos parlamentares que contrariarem a lei e o interesse público). Como não temos, todos continuam mamando nas tetas estatais...

A votação sobre a revisão da meta fiscal, que Dilma Rousseff efetivamente nunca cumpriu, sempre estuprando a lei fiscal, foi o indicador definitivo sobre o nível de responsabilidade (ou não) da classe política brasileira. Os políticos votaram a favor dos interesses deles mesmos. A pretensa oposição fez o jogo de cena, fingindo ser contra a revisão da meta fiscal. No final das contas, os parlamentares referendaram a ilegalidade flagrante. Nada vai acontecer com eles por tal crime? Eis a questão...

O Dia 2 de dezembro marcou mais um estupro da desqualificada classe política contra os interesses maiores dos brasileiros e da Nação. Em ação combinada, para diluir a gravidade da decisão legislativa, o espertíssimo Eduardo Cunha, presidente da Câmara, desviou a atenção para a eventual abertura do processo de impeachment da Presidenta incompetente e impopular. O plano golpista consiste em levar Dilma ao desgaste máximo, até que cometa mais uma costumeira besteira e facilite o caminho para Michel Temer tomar o lugar dela.

O plano está manjado e politicamente pornográfico. Dilma, que já tomou no TCU, só toma no Cunha de mentirinha. Cada um trata de si e joga um jogo próprio para tentar a salvação - centrada na impunidade sistêmica. Enquanto isso, quem agoniza é o Brasil e seus cidadãos, diante da crise econômica mais brutal nunca antes vista na história, causada pela falência estrutural do Capimunismo de Bruzundanga.

Dilma e Cunha, junto com Renan Calheiros e companhia, farão o que for preciso para não caírem. Michel Temer vai conspirar por dentro e por fora. E a petelândia vai partir para o pau contra os aliados. Só um desastre que promova a autodestruição deles, na guerra de todos contra todos, é que pode criar o vácuo institucional que possa ser ocupado por quem tenha capacidade legítima de recolocar ordem nas coisas. Se isto vai acontecer ou não, só o tempo dirá...

O Brasil só muda de verdade se forem criadas condições objetivas para uma Intervenção Constitucional pelo poder instituinte do cidadão. Qualquer coisa diferente  disto é armação, para que tudo fique como sempre esteve por aqui, sob desgovernança do crime organizado.

Tensão Suprema

O mais recente bate boca no Supremo Tribunal Federal, ontem, foi o indicador de que o clima anda pesadíssimo na cúpula dos poderes em crise institucional flagrante.

O presidente Ricardo Lewandowski e o ministro Gilmar Mendes trocaram agressões verbais por causa de uma polêmica sobre falta de vagas no sistema prisional.

Gilmar Mendes botou Lula no meio e deixou Lewandowski pt da vida, insinuando problemas sobre um irmão de Gilmar.

Lewandowski: Acho que o STF não pode, ou não deveria determinar a um órgão que tem autonomia administrativa e competências fixadas obrigações dessa natureza, pontual, no varejo. É como se o procurador-geral da República determinasse ao CNMP, que é autônomo.


Gilmar: Comparar o procurador-geral com o Supremo Tribunal Federal em discussão jurisdicional é uma impropriedade que não pode. A questão do trabalho do preso, tenha o nome que tiver... Se não, vamos ficar naquela disputa, do Bolsa Família com o Bolsa Escola, com os estelionatos eleitorais que se fazem.

Lewandowski: Não, o CNJ não faz nenhum estelionato.

Gilmar: Eu chamei de programa “Começar de Novo” o programa que faça as vezes dele. Vossa excelência não está tratando com a devida seriedade.

Lewandowski: Não, não, absolutamente. Peço que vossa excelência retire isso.

Gilmar: Porque eu não sou de São Bernardo (do Campo) e não faço fraude eleitoral.


Lewandowski: Eu não sou de Mato Grosso. Me desculpe, mas vossa excelência está fazendo ilações incompatíveis com a seriedade do Supremo Tribunal Federal.

Gilmar: Vossa excelência está insinuando...

Lewandowski: Eu não faço insinuações! Eu digo diretamente o que eu tenho a dizer, não insinuo nada. E vossa excelência está introduzindo um componente político na sua fala!

Gilmar: Pouco importa!


Infelicidade de quem?


Imitando a petelândia?


Indignidades

O Impeachment é bom para todo mundo


Protestos contra reorganização escolar são marcados por confusão


Como capturar porcos selvagens


Esse texto não é de minha autoria. Fiz apenas algumas adaptações e estou repassando aos Kamaradas por julgá-lo oportuno.

Você sabe como capturar porcos selvagens?

Havia um professor de química em um grande colégio com alunos de intercâmbio em sua turma. Um dia, enquanto a turma estava no laboratório, o professor notou um jovem do intercâmbio que continuamente coçava as costas e se esticava como se elas doessem. 

O professor perguntou ao jovem qual era o problema. O aluno respondeu que tinha uma bala alojada nas costas, pois tinha sido alvejado enquanto lutava contra os comunistas de seu país nativo que estavam tentando derrubar o governo e instalar um novo regime, um "outro mundo possível". 

No meio da sua história ele olhou para o professor e fez uma estranha pergunta: "O senhor sabe como se capturam porcos selvagens?"

O professor achou que se tratava de uma piada e esperava uma resposta engraçada. O jovem disse que não era piada, e falou: 

Você captura porcos selvagens encontrando um lugar adequado na floresta e colocando algum milho no chão. Os porcos vêm todos os dias comer o milho gratuito. Quando eles se acostumam a vir todos os dias, você coloca uma cerca mas só em um lado do lugar em que eles se acostumaram a vir.


Quando eles se acostumam com a cerca, ele voltam a comer o milho e você coloca a cerca também do outro lado. Mais uma vez eles se acostumam e voltam a comer. Você continua desse jeito até colocar os quatro lados da cerca em volta deles com uma porta no último lado. Os porcos que já se acostumaram ao milho fácil e com as cercas, começam a vir sozinhos pela entrada. Você então fecha a porteira e captura o grupo todo. Simples, assim...

Assim, em um segundo, os porcos perdem sua liberdade. Eles ficam correndo e dando voltas dentro da cerca, mas já foram pegos. Logo, voltam a comer o milho fácil e gratuito. Eles ficaram tão acostumados a ele que esqueceram como caçar na floresta por si próprios, e por isso aceitam a servidão. 
       
O jovem então disse ao professor que era exatamente isso que ele via acontecer neste país. O governo ficava empurrando as pessoas para o comunismo e o socialismo e espalhando o milho gratuito na forma de programas de auxílio de renda, bolsas isso e aquilo, impostos variados, estatutos de "proteção", cotas para estes e aqueles, subsídios para todo tipo de coisas, pagamentos para não plantar, programas de "bem-estar social" como o “Minha Casa Minha Vida”,  medicina e medicamentos "gratuitos". Sempre e sempre novas leis, etc, tudo ao custo da perda contínua das liberdades, migalha a migalha. 

Devemos sempre lembrar que "Não existe esse negócio de almoço grátis.

Finalmente, se você percebe que toda essa maravilhosa "ajuda" governamental é um problema que se opõe ao futuro da democracia em nosso país, você vai mandar esta mensagem para seus amigos e kamaradas. Mas se você acha que os políticos eongueiros pedem Mais Poder para as classes deles tirarem liberdades e dinheiro dos outros para beneficiar você ou "os pobres" então você provavelmente irá deletar esta mensagem. 

Mas que Deus o ajude quando trancarem a porteira !
 


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Carlos Ilich Santos Azambuja é Historiador.

O momento econômico conturbado por que passa o país


quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Eduardo Cunha aceita pedido de impeachment contra Dilma


Revista francesa afirma que saída de Dilma é necessária para solucionar a crise brasileira

Em sua mais recente edição, a conservadora revista semanal francesa “Le Point” afirmou, em editorial assinado por Nicolas Baverez, que a saída de Dilma Rousseff do governo é o primeiro passo para solucionar a grave crise econômica que assusta o Brasil.

Baverez afirma, de chofre, que a Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro, corre o risco de se transformar, assim como a de Atenas, em 2004 na Grécia, em sinal de que o País está a caminho da falência. Enxertada no calendário nacional, custo bilionário, para incensar o inexistente milagre brasileiro, a Rio2016 pode transformar o outrora líder dos BRICS em símbolo do colapso econômico dos chamados países emergentes, débâcle que já acontece sob o manto da incompetência de Dilma Rousseff.

A dinâmica que havia feito do Brasil a sétima economia do planeta acabou, de acordo com o editorial da revista. Enquanto o crescimento do PIB chegou a 7,5% em 2010, a economia verde-loura está em recessão em 2015, pela primeira vez desde os anos 1930, com retração de 3%, índice que pode se aproximar dos 4%. A inflação oficial atingiu 9,4%, podendo fechar o ano em 10,38%, muito além do centro da meta de 4,5%. O desemprego alcançou a marca de 7,6% em setembro, podendo a marca de dois dígitos logo no começo do próximo ano. Enquanto isso, o pode de compra do salário do trabalhador diminui e a pobreza aumenta.

A revista francesa destaca o déficit duplo que ameaça o governo petista: o déficit corrente de 4,5% do PIB e o déficit orçamentário de 9%, que elevou a dívida pública a 70% do PIB. O grau de investimento do Brasil foi rebaixado pelas agências de classificação de risco para a categoria de investimento especulativo. O real perdeu mais da metade do seu valor em relação ao dólar, em menos de um ano.

A Petrobras, palco do maior escândalo de corrupção da História, ilustra o desastre brasileiro, escreve a “Le Point”. Após o maior aumento de capital da história do capitalismo, a petrolífera registrou mais de R$ 50 bilhões de perdas em 2014, devido ao gigantesco caso de corrupção. Os desvios são estratosféricos, que ultrapassam com folga a casa de R$ 10 bilhões, beneficiaram diversos partidos políticos, em especial o PT, responsável pelo período mais corrupto da história nacional.

Ponto morto

Os dois propulsores de crescimento do País estão parados. O consumo interno está em queda livre por conta do elevado endividamento das famílias, cenário provocado pelo chamado crédito fácil concedido aos bolhões na última década. Em outro vértice está a venda de matérias-primas, que representam 60% das exportações brasileiras, afetadas pela crise na China e pelos preços do petróleo. Além disso, o sistema previdenciário, cada vez mais insolúvel, corre o risco de implodir.

Segundo a “Le Point”, o Brasil representa todas as piores características dos emergentes: competitividade degredada, exposição à desaceleração da economia chinesa; forte dependência da renda de combustíveis; dívida externa elevada; duplo déficit estrutural.

Dilma procura atribuir a catástrofe a causas conjunturais. Mas a “Le Point” enfatiza que elas são apenas reveladoras dos profundos desequilíbrios que minam o país: estagnação da produtividade do trabalho, cujo custo aumentou em 150% em dez anos; déficit crônico de investimentos (18% do PIB contra 31% na Índia); fraqueza da concorrência indissociável de um protecionismo endêmico; indigência dos serviços públicos, corte dos gastos sociais; fraqueza do Estado, que se traduz em uma corrupção sistemática e um aumento da violência (alta de 10% dos homicídios).


A revista afirma que as causas da crise são internas e acrescenta que Dilma não tem nem vontade nem legitimidade para interromper a espiral infernal na qual a demagogia colocou o seu país. Sua saída do governo é um requisito à recuperação do Brasil. E finaliza afirmando: “quanto mais cedo melhor”.

Intervenção Militar: Comparação conjuntural de 1964 com 2015

Como em 64a imensa maioria dos militares, embora enxergando o desastre em que fomos metidos – porque não deixaram de ser brasileiros e sofrem todas as consequências do caos – espera que os problemas políticos e econômicos sejam resolvidos com os recursos oferecidos pelas leis vigentes, sem a necessidade do emprego da Expressão Militar do Poder Nacional.

Diferente de 64, o governo do PT sabe que não tem meios para tentar implantar as reformas que julga necessárias, “na lei ou na marra”.

Diferente de 64, os grandes empresários que, naquele tempo, realizavam encontros para debater a conjuntura e assumir suas responsabilidades, hoje, estão presos, porque optaram por aliar-se ao inimigo e, com ele “levar vantagem”! Já chamei isto de suicídio e de oportunismo por ganhos efêmeros, mas, hoje, vejo que foi corrupção, ganância e falta de caráter.

Como em 64, inúmeros grupos estão organizados para manifestar-se contra o comunismo, na forma bolivariana adotada pelo PT, mas, felizmente, por todas as razões da lógica e da prudência, nenhum deles está disposto à ação revolucionária. Não constituem um bloco monolítico, mas, encontram efêmera unidade pela situação caótica por que passa o País.

Diferente de 64não hápor parte dos Governadores dos Estados, qualqueroposição objetiva às esquerdas e ao Governo, muito menos por parte dos de Minas Gerais, do Rio ou de São Paulo, de maneira a interferir positivamente na deposição do PT.

No Congresso, a oposição, embora “majoritária”, tem agido de forma fisiológica, sem determinação e sem a formação de um bloco interpartidário que produza os efeitos esperados por quem pretenda servir de fato à sociedade e não a seus interesses pessoais e corporativos.

A grande mídia, em contraste com o ocorrido em 64, é dependente das verbas de propaganda do governo e empresta seu apoio à defesa da democracia como o ferreiro que dá uma no ferro e outra na ferradura, com raras exceções. Por outro lado, as mídias sociais, inexistentes há cinquenta anos, têm exercido papel preponderante na exposição e difusão das mazelas e na formação da opinião pública, embora, por falta natural de profissionalismo, por vezes, se deixe envolver pela ação contrária do adversário, também ele utilitário dessa ferramenta.

No meio sindical não se conhece nenhum organismo patrocinado pela empresas privadas que esteja promovendo a reação ao proselitismo esquerdista, distintamente do que ocorria há cinco décadas atrás.

No meio estudantil, nas universidades, há um movimento incipiente, promovido por abnegados e discriminados professores, que começa a tomar vulto e que, vez por outra, põe por terra os pífios e surrados argumentos de esquerda que, desde antes de 64, contaminam o meio. Entretanto, muitos jovens estão saindo às ruas nas manifestações de protesto, embora a UNE continue dominada e comprada pelo Governo.

As mulheres brasileiras continuam sendo personagens da defesa da democracia e dos princípios judaico cristãos que caracterizam a essência da nossa sociedade, embora sem a ênfase e o protagonismo que tiveram em 64.

Os militares da reserva, tanto quanto em 64, têm exercido o direito de manifestar suas opiniões que, por certo, representam o pensamento e as preocupações que estão a merecer a atenção profissional e cidadã dos da ativa.

As FFAA estão coesas e a disciplina não corre o risco de ser agredida por “levantes” ou “motins”, o que prova que as “lições aprendidas” sempre mereceram a especial atenção dos militares brasileiros.

A confiança nos chefes e o conhecimento da conjuntura, nacional e do entorno do País, neutralizamconsensualmente, o surgimento de lideranças que assumam posições de destaque ou de relevância ao arrepio da hierarquia, tornando inócua a possibilidade de ruptura ou de ações intempestivas fora do controle dos Comandantes das Forças, não havendo quaisquer indícios de que os militares pretendam quebrar sua fidelidade à Constituição.

Como em 64, não há o risco de divisão interna das FFAA, assim como não há risco de que os militares assumam posições que não representem a vontade e o interesse nacionais. Também não há planos revolucionários para depor qualquer governo,mas planejamentos estratégicos que atendem a qualquer das hipótese de necessidade de emprego do Poder Militar.

Isto impede que, em qualquer situação, haja o risco de falta de coordenação e controle como o ocorrido na madrugada de 31 de março, quando, “por razões diversas”, o movimento revolucionário foi antecipado por tropas do I Exército sediadas em Minas Gerais.
Quanto aos os políticos brasileiros e aos Governadores dos Estados,diversamente do ocorrido em 64não há consenso ou maioria que enxergue como necessária ou que advogue por uma intervenção militar como a ocorrida em 31 de março daquele ano.

Diferente de 64, o Presidente do Congresso Nacional só virá a declarar vaga a Presidência da República se este fato ocorrer estritamente dentro dos preceitos da Constituição Federal, que não incluem, explicitamente, uma intervenção militar, o que não exclui, porém, o risco de que, como em 64, “a perplexidade dos primeiros dias” não dê margem a uma série de manobras visando ao atendimento de interesses pessoais e de grupos políticos.

Diferente de 64, a substituição do Executivo terá que legitimar-se por intermédio do Congresso e não por um decreto ou “Ato Institucional” do novo governo. Todavia, como em 64, o novo Governo passará, logo em seguida, a desgostar indivíduos e grupos, porquanto, antes da deposição, da cassação, da renúncia ou do abandono do cargo, essa discussão irá enfraquecer a coligação de forças políticas e populares que visam este objetivo.

Com certeza, como em 64, seja qual for a forma como o PT será deposto, as divergências começarão já no primeiro dia, o que exigirá a atenção, a vigilância, o empenho, o equilíbrio e a serenidade de todos, de forma a não comprometer ou permitir que a lei seja descumprida e a ordem interna seja ameaçada.

Neste caso, o emprego da Expressão Militar será essencial para assegurar que não haja comprometimento da manutenção e do aperfeiçoamento do regime democrático.

As condições objetivas e subjetivas da conjuntura atual diferem essencialmente das de 1964 e, nessas circunstânciasuma intervenção militar, não logrará o mesmo êxito registrado na história, dividirá o País, poderá unir as vítimas aos seus algozes, comprometerá a confiança que a Nação deposita nas suas FFAA, não terá legitimidade e impossibilitará a conquista do sucesso político almejado.


É o que penso!

O impacto da recessão no Brasil


Governo Paralisado

 
As manchetes dos jornais apregoam: o governo vai ficar paralisado por falta de votação da nova meta fiscal do ano em curso.

País interessante, este nosso. Faltando um mês para o fim do ano fiscal, o Legislativo vota um remendo no orçamento, ajustando a lei à realidade e livrando o Executivo de responder pelo não cumprimento das metas autoimpostas na concepção do orçamento. Assim, legaliza a mentira em que todos fingiam acreditar, não obstante as advertências da imprensa atenta e dos profissionais sérios do mercado.

Repete-se o mesmo golpe legal que já foi praticado no ano de 2014. Vai-se tornando uma tradição.

Mas o que mais surpreende é a notícia de que o governo ficará paralisado. Como assim? Paralisado o governo já está há muito tempo. Os serviços públicos não são prestados, os pagamentos atrasam e a dívida pública se acumula; os restos a pagar aumentam a cada ano – em breve teremos que gerar dois orçamentos, um para viver o novo ano e outro para pagar os débitos dos anos anteriores; os hospitais e universidades fecham por falta de verbas para saldar os compromissos com empresas terceirizadas, com as de segurança e as de higiene e limpeza. Se o Brasil está andando, só pode ser para trás.

Enquanto isso, as diárias correm soltas nos altos escalões, em viagens de ricas comitivas ou de príncipes da república, que multiplicam seus vencimentos com rendas auferidas em passeios desnecessários e que nada trazem de positivo para o país, mas permitem que os sátrapas driblem constantemente o teto dos rendimentos dos servidores públicos.

O governo já está paralisado, continua gastando mais do que arrecada e do que a lei permite e contando com a alteração da mesma para que seu déficit seja menor e esconda o fracasso total de sua política econômica e os resultados da escandalosa roubalheira promovida por políticos que disfarçam seus crimes nas leis mutantes e continuam impunes.

E o Brasil vai remando, procurando crescer ou não encolher à noite, quando o governo dorme.

A Polícia e as ocupações das Escolas em SP


DILMA merece mais um Cheque em Branco?


Sucessão de Cunha: 'Não faço o pacto do corvo, esperando o cidadão morrer para tomar o posto'


Vergonha! TCU envergonhou toda a Nação Brasileira


O Brasil velho está morrendo


#Impeachment - Cunha Resolveu Aterrorizar o PT


Dia é marcado por protesto de estudantes em SP


quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Intervenção Militar: 1964 x 2015


Em 1964, nas FFAAa imensa maioria de seus quadros era legalista, respeitando, incondicionalmente a Constituição. Goulart caiu por causa da estratégia e das táticas que adotou. Pretendeu implantar as reformas com ou sem o apoio do Congresso,“na lei ou na marra”, por meio da mobilização das massas com o apoio passivo das FFAA e o apoio ativo de um dispositivo militar que pensava haver implantado.

Da preocupação dos empresários com a infiltração comunista resultou uma série de encontros de empresários do Rio de Janeiro e de São Paulo. Da troca de ideias sobre as suas responsabilidades, surgiu, no final de novembro de 1961, o Instituto de Pesquisa e Estudos Sociais (IPES).

Passaram a integrar os quadros do IPES, profissionais liberais, militares da reserva, clérigos, funcionários públicos, etc. Com isto foi possível aperfeiçoar sua estrutura para estender sua ação a vários segmentos sociais. Criou-se um programa detreinamento de lideranças democráticas para homens de negócios, estudantes e operários.

Inúmeras outras organizações surgiram no ano de 1963, com objetivos semelhantes aos do IPES, algumas dispostas mesmo a ação revolucionária, se necessário. Um desses grupos, por exemplo, contatou Júlio Mesquita Filho, dono do jornal “o Estado de São Paulo”, que se tornou o seu chefe nacional, e que, em 1964, chegou a armar-se para participar diretamente da revolução.

Embora essas organizações não tivessem constituído um bloco ideológico e político monolítico, elas encontrariam unidade na situação pela qual passava o País e iriam influir decisivamente no movimento revolucionário.

Nos meios políticos, a oposição mais objetiva às esquerdas e ao Governo, decisiva mesmo para o êxito da Revolução, seria desempenhada pelosgovernadores, principalmente os de Minas Gerais, São Paulo e Guanabara.

Desde 1962, organizara-se, no Congresso, um bloco interpartidário denominado Ação Democrática Parlamentar (ADP), que se constituiu numa oposição atuante até a revolução. Contando com cerca de duzentos parlamentares.

Os mais influentes jornais e emissoras de rádio e televisão deram, desde o início, seu apoio às campanhas em defesa da democracia. É fácil deduzir quão importante foi essa atuação no preparo da opinião pública.

Em todos os segmentos onde o proselitismo esquerdista atuava houve reação. No meio sindical, eram realizadoscursos para trabalhadores, dirigidos pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), organismo patrocinado por empresas privadas de São Paulo. O IBAD [Instituto Brasileiro de Ação Democrática] era outra entidade que atuava nesse meio.

A área educacional era onde as esquerdas haviam obtido seu maior êxito. Surgiram, então, entidades democráticas para atuar em oposição à UNE. Uma das mais importantes  foi o Grupo de Ação Política (GAP) que atuava no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e em São Paulo.

Essas inúmeras entidades atestaram que a juventude não esteve omissa nos anos agitados que antecederam o 31 de março de 1964.

Desde 1954, existia, em São Paulo, o Movimento de Arregimentação feminina (MAF). O Marechal Cordeiro de Farias diria: “… a Revolução foi feita pelas mulheres brasileiras, principalmente as de Minas e São Paulo”.

Em 1963, mais de oitenta por cento dos militares continuavam com sua postura legalista. Dos restantes, aproximadamente a metade fazia parte do dispositivo janguista ou concordava com suas posições. Os da reserva, haviam começado a atuar desde a posse de Jango, ligando-se, orientando e participando das organizações civis mencionadas.
Em setembro, com o levante dos sargentos em Brasília, começou a haver uma mudança de posicionamento das FFAA.

No dia 4 de outubro, houve a tentativa frustrada da prisão do Governador da Guanabara e da decretação do Estado de Sítio. Os oficiais que se negaram a cumprir a ordem de prisão do Governador foram punidos. Sob o estímulo emocional dessas prisões, criou-se um grupo conspiratório. Liderado pelo então Coronel João Batista de Figueiredo.

Graças à confiança que esse grupo depositava no General Castello Branco, decidiram seus membros confiar suas apreensões ao Chefe do Estado Maior do Exército que integrou-se, de forma efetiva, ao esquema revolucionário.

Esse grupo elaborou um plano defensivo contra a tomada de poder pelas esquerdas: resistir e estimular a resistência civildar ânimo aos políticos a se oporem às proposições esquerdizantes; e preparar a resistência militar. Essa conspiração de cúpula não afetaria, ainda, a disposição da grande maioria dos militares, que se mantinha fiel à Constituição.

No comício do dia 13 de março, na Central do Brasil, promovido pelo Presidente Goulart,protegidos por tropas do Exército, estavam no palanque todas as facções do movimento revolucionário esquerdista. A partir desse momento, os conspiradores sabiam que o desfecho do golpe da esquerda estava próximo.

O Comício resultou numa mudança no posicionamento da imprensa. Os editoriais passaram a exigir diretamente que os militares assumissem a responsabilidade de resolver a crise.

Apesar dessa situação, a maioria militar não estava ainda convencida da necessidade de participar da revolução.

No dia 19 de março, dia de São José, Padroeiro da Família, as mulheres de São Paulorealizaram um protesto de rua contra o comício da Central do Brasil. Nesse dia, os cinemas não funcionaram, o comércio e a indústria suspenderam suas atividades às 15 horas. Às 16 horas, começava a primeira Marcha da Família Com Deus pela Liberdade”.

Para os militares legalistas, a etapa decisiva seria o motim dos marinheiros e seu desfecho que abalaram as convicções até daqueles que até a véspera  lutariam ao lado do Presidente e suas reformas. A revolução já poderia ser desencadeada sem que houvesse o risco da divisão interna das FFAA.

Quando, no dia 30 de março, João Goulart se dirigiu ao Automóvel Clube do Rio de Janeiro para falar a uma assembleia de sargentos, o desencadeamento da Revolução já estava decidido. O início do movimento foi marcado para a noite de 2 para 3 de abril.

Por razões diversas o movimento revolucionário foi antecipado em Minas Gerais. Na madrugada de 31 de março, as tropas ali sediadas começaram a marchar em direção ao Rio de janeiro. No encontro dessas forças com as do I Exército, que se deslocaram para barrá-las, não houve o primeiro tiro. Episódio semelhante ocorreria no ponto de encontro das tropas dos I e II Exércitos, no eixo Rio-São Paulo.

Pelo meio da tarde de quarta-feira, tudo estava terminado. Ruíra o dispositivo militar do Presidente, ninguém moveu ou esboçou resistência em defesa de Goulart, ou de suas reformas.

Depois de meses de tensão e de luta, os políticos brasileiros, liderados pela maioria dos governadores, podiam respirar aliviados, convictos do acerto das decisões tomadas.

Na madrugada de 2 de abril de 1964, o Presidente do Congresso Nacionaldeclarava vaga a Presidência da República e convidava para assumi-la, imediatamente, o Presidente da Câmara dos Deputados, Ranieri Mazzili. Ao seguir-se o rito constitucional, restava a eleição, pelo Congresso Nacional, do Presidente e do Vice-Presidente da República, dentro de trinta dias.

A perplexidade dos primeiros dias deu margem a uma série de manobras políticas de grupos e de partidos que buscavam fazer o pêndulo do poder oscilar para o lado dos seus interesses.

O Comando Revolucionário desejava que o Congresso começasse por sua própria depuração, e que votasse uma legislação antissubversiva de emergência. Em vez disso, o Congresso tentou viabilizar um ato de emergência próprio. Esse procedimento provocou  a pronta reação do Comando Revolucionário, que praticou seu primeiro ato realmente revolucionário, outorgando o Ato Institucional nº 1.

Por esse ato, o Congresso passava a ser uma projeção do processo revolucionário e não a sua origem.

Anunciado na tarde de 9 de abril, o Ato outorgava à Revolução poderes para a rápida transformação do País, mantendo o Legislativo, o Judiciário e a própria Constituição. Dava ao Presidente da República o poder de introduzir emendas constitucionais; abreviava o processo de elaboração dos atos legislativos; dava ao Executivo competência exclusiva em legislação financeira; suspendia, por seis meses, as garantias de vitaliciedade e estabilidade, permitindo, mediante investigação sumária, a demissão, a disponibilidade ou a aposentadoria dos que houvessem “tentado contra a segurança do País, o regime democrático e a probidade administrativa”; excluída a apreciação judicial, autorizava, também, nos seis meses seguintes, a suspensão de direitos pelo prazo de dez anos e a cassação de mandatos legislativos. Finalmente, o Ato institucionalizava o mecanismo de transferência do Poder Executivo, através do Colégio Eleitoral, encarregado de escolher indiretamente o Presidente da República.

“Fica, assim, bem claro que a revolução não procura legitimar-se através do CongressoEste é que recebe desse Ato Institucional, resultante do exercício do Poder Constituinte inerente a todas as revoluções, a sua legalização”.(AI-1)

Na noite de 1º de abril, os principais Governadores que haviam apoiado a Revoluçãoacordaram que o Chefe do Governo Revolucionário deveria ser um militar. Castello Branco   foi eleito, com a quase unanimidade dos sufrágios, obtendo 361 dos 388 votos, e empossado em 15 de abril de 1964.

Entretanto, à medida que a Revolução se desenvolvia e sua estratégia ia sendo traçada, ela passava a desgostar indivíduos e grupos que, na não coincidência de rumos com suas próprias concepções e interesses, viam descaminhos revolucionários.

Antes da Revolução essa discussão não fora aprofundada, porque poderia tornar impossível a coligação que a tornou vitoriosa. Depois, apresentava o risco de provocar cisões irremediáveis nas forças revolucionárias e mesmo precipitar “um contra movimento executado pelas forças janguistas”.

Castello não queria que a Revolução fosse utilizada como instrumento de vinganças, de perseguições, e zelou, pessoalmente, por isso.

No final de julho de 64, o Congresso aprovou a emenda constitucional que prorrogava o mandato até 15 de março de 1967, marcando, ao mesmo tempo, a eleição presidencial para novembro de 1966. Castello, praticamente, foi obrigado a conformar-se. Quem não o fez, porém, foi o Governador Carlos Lacerda, que, se julgando prejudicado,abriu campanha contra o Governo revolucionário. Receptivos a essa pregação estariam setores que sofreram restrições impostas pela necessidade de contenção da anarquia e da desordem, nas relações sociais e na economia.

Já no dia da vitória, começaram as divergências quanto aos seus objetivos, prioridades, formas e modos de alcançá-los. O próprio restabelecimento da ordem e da tranquilidade nacionais, que era uma aspiração generalizada à qual se entregaria , nesse ano, o governo revolucionário, imporia a adoção de medidas que sacrificavam, na essência, o que era um dos objetivos prioritários da Revolução – a manutenção e o aperfeiçoamento do regime democrático.

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Ao fazer esta compilação do ORVIL, convido-os  a conhecer e a entender a intervenção militar ocorrida no ambiente e na conjuntura de 1964, deixando à iniciativa e ao conhecimento de cada um a comparação e a equiparação com o que ocorre no ambiente e na conjuntura dos nossos dias, bem como a chegada às conclusões daí decorrentes.

O Exército fantoche da hierarquia

Por Sérgio Alves de Oliveira
 
A desmoralização que se passa no Exército Brasileiro cresce a cada dia. Chegou a níveis intoleráveis. Passou dos limites que um ser humano normal consegue suportar. Quem manda no EB hoje são os antigos terroristas que lutaram com armas contra o Regime Militar, de 1964 a 1985, e depois foram anistiados, mais tarde subindo ao poder, enganando o povo numa debilitada democracia.

Os militares foram respeitados por todos os governos que se seguiram após eles deixarem o poder, espontaneamente, em 1985. Esse respeito durou até 2003, quando finalmente o Partido dos Trabalhadores - PT conseguiu eleger presidente da república o sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva, que já havia concorrido antes, sem sucesso. A partir daí começou a era do desprestígio das Forças Armadas, que paulatinamente foram marginalizadas e mesmo desmoralizadas, no que contaram com alguma ajuda interna de alguns dos seus próprios membros, que  logo foram requisitados ao natural para  preencher os mais importantes comandos da corporação militar.

Nos 12 anos dos seus governos ,o PT começou um trabalho progressivo de muita paciência, quase “oriental”,  sempre contando com os  melhores aliados que poderia ter,inclusive dentro da caserna, mais precisamente,além dos seus simpatizantes  que ali se dispunham a ajudar, a DISCIPLINA, os REGULAMENTOS e ,fundamentalmente,o ilimitado respeito nutrido pelos militares ao princípio da HIERARQUIA. O militar não sabe nem nunca soube dizer NÃO ao seu superior. Ora, desde o momento em que os “cupinchas” fardados foram os escolhidos para os comandos militares, e  devido a esta inflexível subordinação hierárquica,é evidente que o domínio da tropa ficou consolidado. Isso significa reforçar o fato de que os antigos terroristas que ontem eram os “caçados”, hoje são os “caçadores”. Caça e caçador inverteram as suas respectivas posições, pois.

Em um descarado “revide”aos militares de 64, os “Petralhas & Cia” espalharam por todos os cantos as tais “comissões-da-verdade”,que não passam da nova versão dos “tribunais-da-inquisição” da Idade Média, malgrado as disposições da Lei da Anistia abrangendo os dois lados do conflito armado da época. O Coronel Brilhante Ustra foi talvez a maior vítima dessa patifaria,o qual acabou morrendo de desgosto recentemente e  não teve nenhum gesto de solidariedade dos comandos da corporação que serviu com tanta dignidade, fidelidade e honradez durante uma vida inteira: o Exército Brasileiro. A única homenagem militar (póstuma) que teve foi no Rio Grande do Sul, onde nasceu, e custou a cabeça do Comandante Militar do Sul, General Mourão, que foi afastado do comando que exercia.

Sem dúvida a hierarquia é necessária na convivência humana. No meio militar também. E principalmente. Mas ela tem um limite. Quando o seu preço é a vida, a própria honra, ou qualquer outro valor superior, ela não pode nem deve ser respeitada. Nessas condições, a “rebelião” fica legitimada, a fim de afastá-la para que se estabeleça uma nova ordem e um novo “estado-de-direito”.

Até agora “matamos a cobra”. Resta “mostrar-o-pau” (que matou a cobra, claro).

Há poucos dias o Comandante do Exército disse - após exonerar o General Mourão do Comando Militar do Sul - que o efetivo do Exército seria diminuído. Diminuído? Mas como se explica então o aumento do número de generais  feito agora (anexo do Decreto 8.399/15)? Não seria uma contradição?

Os saites que tratam dos assuntos militares noticiaram nos últimos dias que as vagas para generais do EB passaram a ser de 152, para um total de 219.639 militares, entre oficiais e praças. Em 2009 eram 137 generais, para um total de 222.151. Significa dizer que o número de generais está aumentando e o total de militares diminuindo. Qual o propósito que o Governo tem em vista?

A matéria foi enriquecida com a informação que o EB passa a ter 1 general para  cada grupo de 1.400 militares, enquanto o exército israelense possui 1 general para cada 9.000, lembrando que Israel está permanentemente em conflitos armados, o que não acontece com o Brasil. Outra informação interessante é que o EB pegou alguns vícios do exército português, onde nada funciona bem..

A intenção governamental seria nivelar as Forças Armadas do Brasil com as repartições públicas em geral, onde  nada funciona bem e têm mais chefes que funcionários? Será que o Governo pensa que os generais deveriam ser como os seus ministros? Teria que haver um batalhão de ministros e outro de generais?

A enorme vantagem que o Governo tem é que ele está conseguindo a maioria dos generais que precisa no “canetaço”, não ouvindo quem quer que seja, muito menos a “velha guarda” desses oficiais, alguns dos quais ainda “falando grosso”, mas só para as paredes.

Além do mais infelizmente não tem surtido qualquer efeito a convocação que a sociedade brasileira está fazendo às suas FFAA para que façam uso da prerrogativa contida no artigo 142 da Constituição, em nome e representação do PODER INSTITUINTE  DO POVO BRASILEIRO. Enquanto isso o Poder Executivo faz “gato-e-sapato” das “suas” FFAA, usando o art.142 da CF para que elas intervenham até em briga de bordel. E não é esse o sentido que se deve emprestar ao citado dispositivo constitucional.

É preciso ter em mente que um preceito constitucional está acima de qualquer outra lei, decreto, ou  poder hierárquico das organizações políticas, administrativas ou mesmo militares. Se a Constituição autoriza a INTERVENÇÃO MILITAR em nome da sociedade, não há lei, regulamento, ou ordem superior com força bastante para impedir. Nesses casos, a “rebelião” é CONSTITUCIONAL.

E o que se precisa no Brasil de hoje é justamente uma REBELIÃO, contra o Três Poderes, mesmo que necessário o emprego de violência, que ainda seria bem menor que a violência sofrida pela sociedade brasileira durante esses últimos anos.


Fonte: Alerta Total

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Sérgio Alves de Oliveira é Sociólogo e Advogado.