domingo, 19 de julho de 2015

Os anjinhos caídos de Maria do Rosário e Jean Wyllys matam mais um… Mas continuarão condenados a, no máximo, três anos de internação… E assim será se matarem mais 10! É como as esquerdas entendem os… direitos humanos!


Que coisa, não? Somos obrigados a sentir saudade do que nunca tivemos: um padrão mínimo de civilidade. Em algum momento, ali por meados da década de 90 e alguns poucos anos diante, cheguei a achar que pudesse dar pé, durante a implementação e consolidação do Plano Real. Não tinha nada a ver com escolha ideológica. É que o real e as privatizações, porque necessários, mas não necessariamente fáceis, pareciam firmar algum compromisso da sociedade brasileira com a racionalidade. Huuummm… Depois veio o que sabemos. Estávamos de volta à melancolia.

Foi o que pensei ao saber que Gleison Vieira da Silva, 17 anos, um dos menores homicidas e estupradores do Piauí, foi assassinado por seus três parceiros de barbárie, também menores, dentro do Centro Educacional Masculino (CEM) de Teresina. Pessoas que praticam estupro não são bem-vistas em presídios e instituições que abrigam menores infratores. Por isso, os quatro eram mantidos separados dos demais internos do CEM.

Ocorre que Gleison era considerado pelos outros um alcagueta. É ele quem aparece naquele vídeo relatando, em detalhes, como o grupo, acompanhado de um bandido maior de idade, rendeu as quatro garotas, estuprou-as, torturou-as e as jogou de um precipício, tentando matá-las, em seguida, a pedradas. Uma das adolescentes, de fato, morreu. Os médicos ficaram espantados com a brutalidade. A menina teve esmagamento da face do lado direito, lesões pelo pescoço e traumatismo torácico.

Pois bem. Gleison tinha sido “jurado” pelos outros. É claro que jamais poderiam ter ficado juntos, mas ficaram. Na noite desta quinta, Gleison foi atacado e assassinado pelos comparsas F.J.C.J., de 17, I.V.I. e B.F.O., ambos de 15. Mais grave: ele já havia relatado que estava sendo alvo de ameaças caso não mudasse a sua versão.

Agora o ECA e os imbecis

Pois é… Os quatro, agora os três, estavam em internação cautelar. Afinal, ainda cabe recurso da Defensoria Pública e do Ministério Público contra a sentença que os condenou a três anos de internação — que é a punição máxima permitida pelo ECA. PEC aprovada na Câmara baixou a maioridade penal de 18 para 16 anos para crimes hediondos e afins. Projeto de lei aprovado no Senado aumentou para 10 anos o tempo máximo de internação.

Ainda que as duas propostas sejam aprovadas, nem uma coisa nem outra vão atingir os três anjinhos caídos dos deputados Maria do Rosário (PT-RS) e Jean Wyllys (PSOl-RJ). Até quarta-feira, eles tinham nas costas quatro estupros, um assassinado e três tentativas de homicídio, tudo exercido com os agravantes que vocês conseguirem imaginar. E estavam condenados a, no máximo, três anos de internação. A partir de quinta, ele somam em seu currículo mais um homicídio, igualmente planejado, executado também com requintes de violência. E continuam condenados aos mesmos três anos.

Se, por qualquer razão, houver um rixa entre eles, e mais um for morto, os outros dois, somando mais um cadáver, continuarão condenados a… três anos, mesmo com três cadáveres. Na hipótese de só restar um, idem, aí com quatro. Afinal, está lá no ECA: em nenhuma hipótese, a internação excederá três anos. Ah, sim: se o internado fizer 21 anos, a liberação é compulsória.

Considerando a idade dos agora três responsáveis por estupro quádruplo e duplo homicídio, estivessem em vigor as mudanças propostas, o de 17 seria julgado como adulto, e os outros dois, de 15, poderiam ficar até 10 anos internados. Mas sabem como é… Os nefelibatas não querem. Daqui a três anos — quem sabe menos se forem espertos e souberem fingir bondade —, estarão nas ruas, bem longe das Marias do Rosário e Jeans Wyllys da vida, prontos para estuprar e matar de novo. Ah, sim: também estarão com a ficha limpa. O ECA não permite que seu prontuário seja divulgado. O povo que vá se danar! Que morra!

É a isso que a vigarice moral chama “direitos humanos”…

PÁTRIA GRANDE: O FIM DO BRASIL?




sexta-feira, 17 de julho de 2015

Carta ao Jornalista Reinaldo Azevedo

Por Milton Pires

The Siege: Nova York sitiada
Prezado Reinaldo: 

Nós nos conhecemos pessoalmente na Livraria Cultura, aqui em Porto Alegre, por ocasião do lançamento de “O País dos Petralhas II” (livro que guardo aqui em casa com a sua dedicatória). Leio seu blog diariamente e, se você escrever outro livro, evidentemente, vou comprar e ler. Apesar disso, muito já me irritei (e vou continuar, provavelmente, me irritando) com declarações suas a respeito do PT. Tenho certeza absoluta que você não se importa com a minha “irritação” e vai manter, como sempre fez, seus pontos de vista que tem sempre, na minha opinião, bases muito sólidas.

Hoje eu lhe escrevo em função da Operação Politeia da Polícia Federal – essa que invadiu propriedade de Fernando Collor e tomou seus carros de luxo – dando origem ao seu post de 15/07/2015 às 9:20 com o título“Os inocentes úteis e inúteis que saem em defesa da truculência da PF e do MP estão é no movimento “Fica Dilma!”

A respeito do seu post, fiz um comentário no Facebook dirigido ao amigo Dalmo Accorsini e que reproduzo aqui: Dalmo, parece-me que agora o Reinaldo Azevedo quer se apresentar ao Brasil como o agente especial Hubbart que, nessa foto, diz ao Coronel Devereaux: "Não, coronel, nós não podemos agir como eles...nós não podemos matar e torturar...se nós fizermos isso, eles já ganharam!"

LEMBRE-SE, Dalmo: há uma diferença gigantesca entre o Hubbard e o Reinaldo Azevedo (mesmo que o primeiro seja apenas um personagem do Denzel no filme “Nova York Sitiada”) - no filme HAVIA UM ESTADO DE DIREITO A SER DEFENDIDO, SIM!! Não há, na Suprema Corte, advogados de Partidos Americanos (nem do Hubbard nem do Coronel Deveraux). Ao atacar a ação da PF dizendo que foi "ilegal e espetaculosa", Reinaldo, mesmo apoiado pela letra fria da lei, está fazendo a defesa de algo que não existe mais.

Veja, Reinaldo, o seguinte: ao contrário do que escrevem na internet, eu jamais pensei ou disse que você é “agente tucano”, nunca disse que é “comunista” (embora já o tenha xingado com palavrões quando você disse que o PT não era) e tenho certeza absoluta que nós dois e 91% (já que a popularidade de Dilma é 9%) do povo brasileiro queremos o fim do governo dessa organização criminosa.

Onde estão as nossas diferenças então? Em primeiro lugar, como eu já deixei implícito anteriormente, eu considero, sim, o PT uma organização revolucionária ligada ao narcotráfico e ao Foro de São Paulo; você não.

Em segundo: eu não acredito mais que estejamos vivendo naquilo que se costuma chamar “Estado de Direito”. Viver num “Estado Democrático de Direito” é mais ou menos como a mulher que engravida – não existe mulher “meio grávida” assim como não existe Estado com “algumas instituições ainda funcionando”. Toda estrutura do Estado Brasileiro, Reinaldo, foi tomada pelo PT.

Disso eu tenho certeza absoluta que você já sabe e volto, portanto, ao ponto – nós discordamos da possibilidade de que alguma coisa possa ser feita “rigorosamente dentro da legalidade”.

Você então me perguntaria: “Milton, você acha então que os fins justificam os meios??” e eu lhe respondo - “Eu não, mas o PT sim!” e lhe devolvo a pergunta – como poderemos, Reinaldo, trocar o “pneu com o carro andando”?

As leis estão sendo feitas por eles! São ELES que dizem o que é legal ou não! Ou nós devemos ir até o fim (dentro da lei) e depois deixar que isso seja julgado por Toffoli e Lewandowski? Se é assim, melhor esperar 2018 e aceitar a volta do Lula !

Um abraço!


Fonte: Alerta Total


________________
Milton Simon Pires é Médico.

Houve RETROCESSO na REFORMA POLÍTICA ?

Por Reinaldo Azevedo


O Pan não é uma antecipação da Olimpíada

Por Augusto Nunes


O redator-chefe de VEJA Fábio Altman e o colunista Augusto Nunes comentam sobre a importância dos jogos Panamericanos que estão sendo realizados em Toronto, no Canadá. O bom desempenho de um país nesta competição significa que a performance também será hábil na Olimpíada do Rio de Janeiro em 2016?

O valor de ser PROFESSOR por Alexandre Garcia


Ato do MTST fecha ruas em SP



Ato do MOVIMENTO DOS TRABALHADORES SEM TETO interdita completamente a Avenida Morumbi, em frente ao palácio dos bandeirantes, sede do governo do estado. Antes, o protesto bloqueou parcialmente a Marginal Pinheiros.

DEBATE sobre Maioridade Penal é obscuro

Por Reinaldo Azevedo


quinta-feira, 16 de julho de 2015

16/08 #VemPraRua

Por Reinaldo Azevedo


Dilma “A Cafetina da Luta Armada”

Por Fernando Gabeira

A presidente foi traída pela delação. Passei a semana navegando pela costa do Maranhão, caprichosamente desenhada pelo mar. São as Reentrâncias Maranhenses, e as percorri já dentro dos limites da Amazônia Oriental. Meu objetivo era o arquipélago de Maiau. Ao chegar mais próximo dele, o nome das cidades já tem um traço indígena: Cururupu, Apicum Açu. Deixei para trás uma grande crise política. Na Ilha dos Lençóis, consegui ver com os nativos alguns noticiários de tevê. Impressionou-me o impacto da Bolsa Família nessas ilhas maranhenses: a maioria dos habitantes ganha salário do governo.

Quando as notícias eram sobre corrupção na Petrobras eles associavam seu lamento à situação da saúde pública: tanta gente precisando, os hospitais caindo aos pedaços. A tese de Dilma de que não respeita os delatores, comparando-os aos que trocaram de lado no período da ditadura, entrou por um ouvido e saiu pelo outro.

O que penso sobre isso ficou claro num artigo que escrevi, criticando a má-fé dos que comparam os delatores premiados a Judas e Joaquim Silvério dos Reis.

Na Ilha dos Lençóis não existe polícia, nem uma cultura antipolicial. Os problemas são resolvidos pela comunidade. Um criminoso jamais pode fugir porque da ilha só se sai de barco e, passando a voz, os barqueiros se recusam a tirá-lo de lá.

Considero uma farsa comparar um empresário que enriquece com a Petrobras com os militantes que deserdaram na luta armada. Naquela época havia tortura. A denúncia, por mais condenável, visava à preservação física. E havia também um compromisso coletivo de tudo fazer para preservar a vida e a liberdade dos companheiros soltos. Será que Dilma considera o grupo de empresários que manobrava as licitações na Petrobras companheiros que devam resistir a tudo para salvar os outros e o projeto do socialismo? Será que considera que o grupo mafioso formado por políticos e milionários tinha nosso mesmo objetivo pretérito: o socialismo, a ditadura do proletariado? Não acredito que ela coloque os interesses nacionais de uma investigação no mesmo nível das torturas e prisões do período militar.

Ela não é tão pouco inteligente assim. Como comparar um sonho, ainda que equivocado, de transformação social, com o propósito puro e simples de roubar a maior empresa estatal? Será que ela considera todo o núcleo desbaratado e preso pela Polícia Federal uma célula transformadora, com outros objetivos além de enriquecer e se perpetuar no poder? Não acredito que ela confunda a VAR- Palmares com o Clube dos Empreiteiros. Nem que ela considere o Ricardo Pessoa aquele Bom Burguês, um homem rico que ajudava o MR8.

O lugar onde estou é muito louco. Dunas intermináveis, o vento forte, a crença de que o Rei Dom Sebastião, morto em 1578, em Alcacer Quibir, está enterrado aqui com seu cavalo branco e todas as joias que conseguiu trazer. No entanto, pareceume uma loucura maior uma presidente do Brasil dizer, nos EUA, com todas as letras, que não respeita delator, assim de forma abstrata, como se colaborar com a polícia fosse uma das maiores baixezas humanas. Se a mensagem que Dilma e o PT querem transmitir de que o roubo na Petrobras se equivale à resistência armada e de que a corrupção é apenas uma continuidade no combate ao capitalismo, tenho razões para protestar.

Escrevi muita coisa criticando a luta armada. Estou cansado de tocar no assunto. Infelizmente, tenho de voltar a ele por uma questão de justiça: a resistência era feita por idealistas. Mesmo quando se assaltava um banco, arriscava-se a vida. O dinheiro, ao que me consta, não era tocado por indivíduos mas destinado à organização. Os assaltos eram feitos com declarações políticas inequívocas. Ninguém enriqueceu. Pelo contrário: os que não aderiram ao PT têm grandes dificuldades, como todos os brasileiros.

Dilma atua, nesse caso, talvez inspirada pelos marqueteiros, como uma cafetina da luta armada. Tenta justificar um assalto aos cofres públicos desqualificando os assaltantes que se arrependeram e querem devolver o dinheiro ao país. No seu discurso, acusados pelo rombo na Petrobras, ela, Lula e os tesoureiros que ainda estão soltos substituem os idealistas da resistência.

Ninguém deve ter acreditado no argumento de Dilma. Vejo que seu índice de rejeição está nas alturas. Não pretendia voltar ao tema, mas ele introduz uma novo atalho para a impunidade. Sabe com quem está falando? No passado, descobertas no crime, autoridades se escudavam no poder. Na versão atual, mistificadores escondem-se atrás do próprio passado.

Alguns presos do mensalão entraram de punho erguido na cadeia. Eles queriam dizer que a prisão era apenas a continuidade de sua luta. Dilma achou a maneira simbólica de erguer o punho, ao ser revelado o elo do petrolão com sua campanha. Foi traída pela delação. Mesmo quando arruínam o país, querem passar por incompreendidos salvadores.


Dilma Governanta: Discurseiras 2015

A cor da bandeira mexicana



Galáxia Rio de Janeiro



Tudo em casa


Conquista do Fogo



Saudação à mandioca

Militares, Continência. Raiva, medo ou idiotice? Atletas que prestam continência para o Hino Nacional irritam esquerda brasileira...


Raiva, revanchismo ou pura idiotice? Atletas que prestam continência para o hino nacional irritam esquerda brasileira.

A esquerda brasileira, em época de baixo status e fracassos repetidos, tenta se agarrar a tudo que surge para tentar denegrir os sentimentos mais nobres que ainda sobrevivem em nosso país. Desta feita querem criticar o zelo pelos símbolos nacionais.

Essa semana a Revista carta Capital, ao invés de exaltar os atletas que receberam medalhas no pan, resolveu criticar a continência que alguns deles fizeram no momento em que o hino nacional foi tocado. Lembrando que os símbolos contém em si os ideais pelos quais todos os verdadeiros patriotas lutam, ordem, progresso e amor a pátria. Prestar continência, colocar a mão no coração ou cantar o Hino Nacional Brasileiro significa, acima de tudo, concordar em lutar por esses ideais.

Carta comparou gestos nobres de nossos atletas a saudações de grupos criminosos, como os panteras negras.

Carta capital publicou:

“Bater continência no pódio não deixa de ser uma manifestação ideológica, o que é historicamente proibido pelo Comitê Olímpico Internacional – basta lembrar o caso dos atletas expulsos dos Jogos Olímpicos da Cidade do México, em 1968, após fazer a saudação dos Panteras Negras no pódio dos 200 metros rasos. E, se o Comitê Olímpico Brasileiro proíbe que atletas expressem suas posições ideológicas em época de competição, como fez a nadadora Joanna Maranhão ao gravar vídeo se posicionando contra a redução da maioridade penal, por que aceita que outros façam saudação militar no pódio depois de receber medalha?”

Que coisa ridícula! A citada revista faria melhor se deixasse uma página em branco do que escrever essa idiotice, essa expressão máxima de “anti-Brasil” que parece correr nas veias de grande parte da esquerda que está no poder.

Parabéns para os nossos atletas, e para as instituições militares que tem fornecido apoio para esses homens e mulheres.

Demos uma passada pela rede social e campos de comentários da Carta Capital, dos cerca de 5000 comentários no facebook, lemos uns 300, não conseguimos encontrar nem um que concordasse com a posição da CARTA.

Um leitor escreveu: “A ideologia está na cabeça de quem escreveu, bem do lado da ignorância e à frente da imbecilidade. O que é isso, falta de assunto ou incompetência linguística???

____
Obs1: Hoje (15/07) pela manhã o artigo de Carta Capital havia sido removido. Estava em: http://esportefinal.cartacapital.com.br/atletas-brasileiros-continencia-podio/  Deve ter isso para a discussão da editoria, sobre deletá-lo definitivamente. Obs2:Retornou as 11 horas. veja abaixo alguns comentários.




Petrolão: José Dirceu não desiste e pede acesso integral aos autos da Operação Lava-Jato


jose_dirceu_42Sol quadrado – Ex-ministro da Casa Civil no governo Lula e mensaleiro condenado à prisão pelo STF, José Dirceu de Oliveira e Silva solicitou ao juiz federal Sérgio Moro, na terça-feira (14), “acesso integral” aos autos da Operação Lava-Jato. O pedido de Dirceu, subscrito por seus advogados, se dá no momento em que o ex-ministro teme que esteja “sob iminente ameaça de prisão”.

Após a delação do lobista Milton Pascowitch, que afirmou que seus contratos de consultoria disfarçam propinas do esquema de corrupção na estatal petrolífera, o petista está convencido de que pode ser o próximo alvo da Lava-Jato. Por isso, no dia 2 de julho, o investigado entrou com pedido de liminar em habeas corpus preventivo no Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF4), mas o recurso foi negado. Agora, José Dirceu aguarda que a decisão seja reconsiderada na 8ª Turma, formada por três desembargadores. A decisão deve sair nesta quarta-feira (15).

O medo de Dirceu aumentou consideravelmente após a Polícia Federal incluir sua empresa, JD Assessoria e Consultoria, em um grupo de 31 empresas “suspeitas de promoverem operações de lavagem de dinheiro” em contratos das obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. A construção foi iniciada em 2007 e deveria custar R$ 4 bilhões, mas já consumiu mais de R$ 23 bilhões da Petrobras.

O documento da PF é o primeiro de uma série de perícias técnicas que apontam um porcentual de desvios na Petrobras de até 20% do valor de contratos. O porcentual é superior aos 3% apontados até aqui na Lava Jato, que incluía apenas propina dos agentes públicos e políticos. A JD – que passou a ser usada por Dirceu para dar consultorias e palestras após sua saída do governo Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006 – integra a tabela de empresas indicadas “como operadoras de lavagem de capitais”.


“No período compreendido entre 31 de maio de 2010 e 28 de fevereiro de 2011, foi identificada movimentação financeira da empresa Construções e Comércio Camargo Corrêa S/A para a empresa JD Assessoria e Consultoria Ltda., num montante de 844,6 mil reais”, informa a perícia. (Danielle Cabral Távora)

Corrida pela Presidência: Marina se destaca e tucanos têm apenas um candidato forte, mostra pesquisa



De olho em 2018, levantamento do Paraná Pesquisas aponta que o eleitor quer ver o PT pelas costas. Pesquisa feita no Rio de Janeiro mostra Marina Silva e Aécio Neves no topo da lista de preferência. Acompanhe os detalhes com Joice Hasselmann.

O porto secreto do Irã na Venezuela

Por Antonio Maria Delgado

A base seria o lar de silos de mísseis balísticos de médio alcance.

O projeto venezuelano de aviões não-tripulados - conhecidos como M2 - está a cargo do engenheiro da Guarda Revolucionária Iraniana, Ramin Keshavarz.

O porto secreto do Irã em Paraguaná, Venezuela, está a apenas 1.880 quilômetros de Miami: a 3.095 quilômetros de Washington DC e a só 988 quilômetros da cidade de Bogotá, Colômbia.

O sistema de foguetes iranianos está capacitado para alcançar facilmente essas distâncias. Só resta saber se o Irã desenvolveu ogivas nucleares para armar seus mísseis. Deve-se levar em conta que o sistema missilístico iraniano de longo alcance classe Shahab-3, pode alcançar alvo de até 5.000 quilômetros.

O governo venezuelano cedeu ao Irã desde há cinco anos o uso de um estaleiro na Península Paraguaná, que é usado pelo país islâmico como porto privado para ingressar equipamentos e material sob um manto secretíssimo, disseram fontes próximas à situação.

O estaleiro Astinave encontra-se no ponto geográfico venezuelano mais próximo dos Estados Unidos e do Canal do Panamá, enquanto que a península foi identificada por fontes de inteligência ocidentais - citadas em duas reportagens do diário alemão Die Welt - como o lugar escolhido pelo Irã para colocar alguns de seus mísseis balísticos de médio alcance.

Um documento obtido por El Nuevo Herald assinala que o governo venezuelano contratou a empresa Iranian Offshore Engineering & Construction Company (IOEC) para que ampliasse o estaleiro, situado no estado Falcón, e que havia sido previamente expropriado pelo governo de Hugo Chávez. O documento - assinado em 2010 por Asdrúbal Chávez, primo do presidente, representando a PDVSA Naval - contempla a construção de um pátio para a fabricação de plataformas.

Porém, fontes próximas à situação disseram que o pessoal iraniano nunca saiu das instalações, enquanto que os empregados venezuelanos que se encontravam lá, foram enviados para suas casas e nunca se lhes permitiu voltar, em que pese que continuam recebendo seus salários. “O contrato é só uma cobertura, o mecanismo utilizado para justificar a presença do pessoal iraniano. Porém, no momento em que foi assinado, em 2010, no momento em que isso ocorreu, o Irã passou a ter controle absoluto de um porto totalmente independente da Venezuela”, disse uma das fontes que falou sob a condição do anonimato.

“É um estaleiro, mas ao ter os guindastes que tem e ao ter o dique que tem, não necessitas atracar nenhum navio em Puerto Cabello, nem em La Guaira, nem em Güiria, nem em Maracaibo porque já controlas um. Só tu e exclusivamente tu”, disse a fonte. Outra fonte, pertencente à Armada venezuelana, disse que um elevado número de contêineres foi recebido por navio em Astinave e que os contêineres já vazios foram colocados de um lado das instalações, onde permanecem no esquecimento.

A prática chama a atenção devido aos elevados custos dos contêineres que normalmente passam pouco tempo vazios antes de ser devolvidos ou usados para carregar nova mercadoria. O Irã, cujo ex-presidente Mahmud Ahmadinejad se reuniu com Chávez em Caracas, conduz várias misteriosas operações bélicas na Venezuela, inclusive o desenvolvimento de um avião não-tripulado.

Documentos obtidos previamente por El Nuevo Herald e fontes próximas à situação, revelaram que o projeto venezuelano de aviões não-tripulados - conhecidos como M2 - está a cargo do engenheiro da Guarda Revolucionária Iraniana, Ramin Keshavarz, que antes trabalhou em uma das companhias de defesa do país islâmico que foram sancionadas internacionalmente por sua provável relação com os programas de mísseis. Essas operações estão atualmente sendo investigadas pelas autoridades norte-americanas.

Segundo uma série de artigos publicados por Die Welt, Irã e Venezuela teriam assinado um pacto secreto para a construção de uma base missilística na península de Paraguaná. Sob as condições do pacto, as instalações seriam operadas por pessoal iraniano e o país islâmico estaria em condições de fazer uso dos mísseis contra os Estados Unidos em caso de ser atacado pelo Ocidente.

O diário alemão disse, citando fontes de inteligência ocidentais, que a base seria o lar de silos de mísseis balísticos de médio alcance. O Irã atualmente conta com um míssil balístico com um alcance de 1.280 quilômetros, o Shahab-3, e uma variante deste modelo com um alcance de 1.930 quilômetros, e desenvolve o mais moderno Ghadr-110, com um alcance de mais de 2.500 quilômetros. O Departamento de Estado disse há alguns meses que não tinha evidência que respaldasse os artigos de Die Welt, enquanto o governo venezuelano negou enfaticamente sua existência.

“Nós desmentimos que em Paraguaná haja uma instalação militar de país estrangeiro”, assegurou o vice-presidente Elías Jaua. “Já havia sido lançada em dias anteriores, uma destas panelas que o império norte-americano fabrica em seus laboratórios de guerra suja, para continuar agredindo a Venezuela”. Não obstante, o diário alemão reportou que um grupo de engenheiros de Jatam, a Guarda Revolucionária Iraniana, e uma empresa de construção de propriedade de Al-Anbia, visitaram as instalações que estão sendo construídas na península em várias ocasiões.

Uma destas visitas foi realizada em fevereiro, na qual teria participado o comandante da Força Aérea da Guarda Revolucionária Iraniana, Amir Al-Hadschisadeh, que aprovou os planos junto com os sócios venezuelanos. A intenção expressa nessa ocasião pela delegação iraniana, era a de desenvolver uma infra-estrutura de proteção contra ataques aéreos. Também está prevista a criação de uma estação de comando e controle, a construção de zonas residenciais, torres de vigilância e bunkers para eventualmente armazenar ogivas nucleares, combustível de foguetes e outros elementos, assinalou o diário.

Os planos da empresa de construção Jatam Al-Anbia incluem um sistema oculto para o derramamento de gases tóxicos, precaução necessária para manter em segredo a localização da instalação, sem chaminés ou árvores de grande ventilação detectáveis desde o ar. De acordo com a informação do diário alemão, a delegação iraniana também obteve dinheiro em espécie para gastos iniciais do projeto durante sua visita à Venezuela.


Tradução: Graça Salgueiro


O recado grego para o Brasil

Por Erik Farina

O presente que os gregos nos enviam vem em formato de reflexão: estamos nós, brasileiros, seguindo os mesmos passos que os levaram ao buraco?

Um Estado inchado e generoso em benefícios sociais, combinado à baixa produção da indústria, deixou a Grécia perdida em um labirinto de onde nem Teseu conseguiria achar uma saída fácil. E as semelhanças com o Brasil são perturbadoras.

Emaranhado em um sistema previdenciário distorcido, com muitos privilégios e aposentadorias precoces, o Brasil drena o equivalente a 9,1% de suas riquezas para pagar pensões. A proporção deve dobrar até 2050: nos aproximaremos, portanto, dos gastos da Grécia (15% do Produto Interno Bruto) em vez de caminhar para o patamar de nações que lidam melhor com esses benefícios, como os Estados Unidos (7% do PIB).

É indiscutível que, se comparados aos gregos, ainda estamos a certa distância de abrir a caixa de Pandora. A dívida por lá chega a 177% do PIB (ou seja, seria necessário utilizar todas as riquezas do país por quase dois anos seguidos para satisfazer os credores). Mas observe a velocidade com a qual nos aproximamos: de 2010 para 2014, nossa dívida passou de 53,4% para 63,4% do PIB. E isso não nos garantiu desenvolvimento, mais produtividade ou protagonismo no mercado global.

A lógica que naufragou os gregos e sorri sorrateiramente em nossa direção é a de que não se pode distribuir uma riqueza que não se tem. Em algum momento, a fonte seca. Na ausência de uma produção que alimentasse o tesouro do país, os gregos recorreram a empréstimos para sustentar seu padrão de vida. Até que veio a crise de 2008, e os donos do dinheiro sumiram. Eis outras duas semelhanças a terras tupiniquins: nossa credibilidade anda em baixa, e nossa indústria, cambaleante — em maio, a produção desabava quase 9% em comparação com um ano atrás.

E o que vem pela frente não anima. Talvez inspirada pela mitologia grega, nossa classe política parece olhar a realidade através de um filtro fantasioso. Em plena discussão sobre caminhos para amenizar a calamidade das contas públicas, eis que o Senado aprova um reajuste de 78% para servidores do Judiciário.

Não temos por aqui Orfeus, Odisseus ou Cadmos para nos resgatar — ou uma zona do euro sólida para nos dar credibilidade. Contamos com nossos Renans e Cunhas e Dilmas. Teremos que encontrar nossa própria saída do labirinto.



quarta-feira, 15 de julho de 2015

#SomosTodosGolpistas

Por Reinaldo Azevedo


Petrolão: com a cabeça a prêmio, Gleisi falta a compromissos e desiste do apoio a Dilma


gleisi_hoffmann_80
Contra o relógio – Com o cerco da Operação Lava-Jato se fechando por causa de seu envolvimento no recebimento de propinas do Petrolão, a senadora Gleisi Helena Hoffmann (PT) mudou o comportamento nos últimos dias. A petista está tornou-se mais furtiva, tem evitado aparições públicas e até mesmo seu conhecido fanatismo em defesa do governo Dilma perdeu força.

Dois exemplos dessa nova postura foram notados nos últimos dias. Com presença confirmada no lançamento da Frente Parlamentar em Defesa da Petrobras, na segunda-feira (13), na Assembleia Legislativa do Paraná, Gleisi não compareceu ao evento. O sindicato dos petroleiros, organizador da frente, não conseguiu explicar a ausência da petista.

O sumiço, no caso em questão, está calcado em motivos óbvios. Gleisi tem seu nome enrolado nas denúncias de corrupção na Petrobras. O ex-diretor da estatal, Paulo Roberto Costa, preso pela Polícia Federal na Lava Jato, detalhou repasse de R$ 1 milhão para campanha de ex-ministra-chefe da Casa Civil. Participar de evento em defesa da Petrobras poderia parecer provocação, o que daria margem a perguntas constrangedoras de jornalistas.

Na última semana, outra ação de Gleisi surpreendeu muitas pessoas. Embora estivesse presente no plenário do Senado, a parlamentar paranaense, que pode perder o mandato, não votou seguindo a orientação do governo na questão crucial do reajuste dos aposentados. O Palácio do Planalto esperava que sua obediente tropa de choque votasse contra um reajuste aos aposentados, em defesa dos cofres da Previdência, mas não foi isso que aconteceu.

“Vários integrantes da infantaria governista preferiram desertar do placar luminoso. Embora presentes, não digitaram seus votos. A defecção mais surpreendente foi a de Gleisi Hoffmann, ex-ministra e amiga de Dilma. O governo perdeu por um placar de 34 votos a 25”, relata o jornalista Josias de Souza, do jornal “Folha de S. Paulo”.

A mudança no comportamento de Gleisi tem duas interpretações. A primeira delas sugere que a divulgação de seu envolvimento no esquema de propinas da Petrobras teria gerado grandes constrangimentos e a senadora estaria tentando se preservar na esteira de atitudes mais contidas.

Outra avaliação sugere que Gleisi sente-se abandonada pela presidente Dilma Rousseff e pelo PT. Ao se recusar a votar com o governo no caso dos aposentados seria uma forma de demonstrar descontentamento com a da República, que não aceitou nomear o marido da senadora, o ex-ministro Paulo Bernardo da Silva, para a direção-geral da binacional Itaipu.

Enquanto Bernardo continua desempregado, o irmão do senador Roberto Requião (PMDB-PR), Maurício, foi contemplado com uma vaga no Conselho Administrativo da hidrelétrica. Uma boca rica que rende R$ 25 mil mensais com a obrigação de participar de apenas uma reunião mensal.

Pressão do BNDES por 10 bi do FI-FGTS: Tudo acaba nas mãos de Cunha



O colunista Lauro Jardim fala sobre a pressão que o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, tem feito sobre os integrantes do comitê do Fundo de Investimentos do FGTS, em busca de um repasse de 10 bilhões de reais para o caixa da instituição. Mas basta que o representante de Eduardo Cunha no comitê – o vice-presidente da Caixa, Fabio Cleto – peça vista do processo que nada andará.

COLLOR classifica ação da PF como 'INVASIVA E ARBITRÁRIA'. Chamou de desrespeito às garantias individuais pelo estado policial

Por Diário do Poder

A defesa do senador alega que ele já se colocou à disposição 
para ser ouvido Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
O ex-presidente e senador Fernando Collor (PTB-AL) classificou como "invasiva e arbitrária" a operação da Polícia Federal, que cumpriu um mandato de busca e apreensão nesta terça-feira em seu apartamento em Brasília.

"A defesa do senador Fernando Collor repudia com veemência a aparatosa operação policial realizada nesta data em sua residência. A medida invasiva e arbitrária é flagrantemente desnecessária, considerando que os fatos investigados datam de pelo menos mais de dois anos, a investigação já é conhecida desde o final do ano passado, e o ex-presidente jamais foi sequer chamado a prestar esclarecimentos", diz a nota publicada no Facebook de Collor.

O texto diz ainda que o senador já se colocou à disposição para ser ouvido pela Polícia Federal, mas que, por duas vezes, o depoimento foi desmarcado na véspera. "Medidas dessa ordem buscam apenas constranger o destinatário, alimentar o clima de terror e perseguição e, com isso, intimidar futuras testemunhas", diz a nota.

Collor criticou ainda o que chamou de desrespeito às garantias individuais pelo "Estado policial". "Se nem os membros do Senado Federal estão livres do arbítrio, o que se dirá do cidadão comum, à mercê dos Poderes do Estado", afirmou.

Seis agentes da Polícia Federal deixaram o apartamento funcional ocupado por Collor por volta das 9h40 desta terça-feira levando um malote. A PF cumpre outros 52 mandados de busca e apreensão envolvendo outros dois senadores - Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) e Ciro Nogueira (PP-PI) -, um deputado federal - Eduardo da Fonte (PP-PE) -, além do ex-ministro das Cidades Mário Negromonte (PP-BA) e o ex-deputado federal João Pizzolatti (PP-SC).


A operação, batizada de Politeia, é a primeira deflagrada no âmbito dos inquéritos abertos em março no Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar suposto envolvimento de políticos no esquema de desvios da Petrobras. As ações estão sendo realizadas em Brasília e em seis Estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Alagoas, Bahia, Santa Catarina e Pernambuco.(AE)

A entrevista concedida por Dilma Rousseff

Por José Agripino


Fonte: YouTube/TV Senado

Soldos dos MILITARES. Bolsonaro ressuscita PEC “do mal” Alegria de uns, tristeza de outros. Policiais reclamam.


Militares das forças auxiliares consideram extremamente maldosa a Proposta de Emenda Constitucional elaborada por Jair Bolsonaro em 2009 e ressuscitada em fevereiro desse ano (2015).

Na prática a PEC 352/2009 é uma inteligente, porém difícil de passar, forma de “driblar” o disposto no artigo 61 Par.1º da Constituição Federal, que veda aos parlamentares a proposição de leis que demandariam iniciativa reservada do Chefe do Poder Executivo.

Uma PEC primeiro deve ser avaliada pela Com. de Constituição e Justiça. O prazo é longo, 40 sessões. Quando for colocada em votação, de acordo com a boa (ou má) vontade do Presidente da Câmara, tem que ser aprovada em dois turnos, por pelo menos 3/5 dos parlamentares em cada uma das sessões.

No texto proposto o deputado – capitão sugere que o inciso IX do art. 142 da Constituição Federal passe a vigorar com a seguinte redação:

“IX – aos militares das Forças Armadas, excetuando-se os cabos e soldados no serviço militar inicial, são garantidos salários, proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, nunca inferiores aos postos e graduações correspondentes das Forças Auxiliares, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza;” (NR)

Policiais e bombeiros alegam que os militares deveriam brigar por uma política própria de remuneração, com data base e reajustes anuais e não, ficar esperando a mobilização das Forças Auxiliares e simplesmente “pegar carona” em sua conquista.

Um policial disse, na área de comentários: Se essa maldita PEC 352 avançar será o retrocesso para as polícias estaduais. Estaremos com nossos salários, PMDF/CBMDF, atrelados aos das forças armadas. Quando formos buscar qualquer reajuste ouviremos: “Ah, se reajustarmos os salários de vocês teremos que conceder às forças armadas.”

Brasil precisa ser Reconstruído, PT cai nesse Semestre

Por Augusto Nunes & Marco Antonio Villa


Nota de repúdio sobre documentário "A Guerra do Paraguai"

Por Luiz Giorgis

Por meio desta, a Causa Imperial vem expressar todo o seu repúdio às mentiras contadas, ontem, pelo programa ‘Guerra do Paraguai’, do canal History Channel, e pela historiadora Mary Del Priori.

Em primeiro lugar, gostaríamos que os tão esclarecidos senhores historiados contratados pelo History Channel explicassem qual é o modo correto de agir quando um ditador como Solano López – o tirano que governava o Paraguai à época do conflito – decide desrespeitar a soberania do nosso País e invadir nosso território nacional. Até onde sabemos, e é o que manda fazer a lógica, a única solução é um contra-ataque e a derrota do invasor. Contudo, talvez os sapientíssimos historiadores achem que a melhor solução seria ter sido o Brasil mandar um buquê de flores e uma caixa de bombons para López – sem se esquecer do cartão!

Com relação à Senhora Del Priori, sugerimos que ela passe a agir como uma historiadora, e não como uma colunista de fofocas. Foge à nossa compreensão como uma pessoa que se diz formada em História possa ter a coragem – para não dizermos desonestidade – de chamar o Imperador Dom Pedro II de “não-civilizado” e de “caipirão despreparado”.

Bom, o Imperador foi instruído pelos maiores mestres de sua época. Quando criança, começava seus estudos às sete da manhã e terminava às dez da noite. Falava português, alemão, italiano, francês, latim, hebraico e tupi-guarani. Lia grego, árabe, sânscrito e provençal. Garantiu, por meio do uso sempre bem-dosado do Poder Moderador, a estabilidade e funcionamento das instituições políticas do Brasil ao longo de seus quarenta e nove anos de reinando pessoal. Cuidou para que nosso País tivesse o telégrafo, a luz elétrica e o telefone. Pagou, com seus próprios recursos, pela educação de militares, médicos, engenheiros e artistas que ajudaram a fazer a grandeza do Brasil.

Este é “caipirão despreparado” e “não-civilizado” da Senhora Del Priori, dita historiadora.

A produção também disse que o Imperador, por causa da Guerra, afundou a economia do Brasil, o que acabou por levar ao Golpe de 15 de novembro, que instaurou a República ilegítima em nosso País. Onde isto está escrito? Deve ser nos livros do MEC.

A História, verdadeira e imparcial, conta algo bem diferente: Sua Majestade Imperial destinou um terço de seu salário às despesas geradas durante o conflito. O salário do Imperador era de oitocentos mil réis por anos, cerca de noventa mil reais e quatro vezes menos do que ganha a "Presidenta" Dilma Rousseff, por exemplo. Ao passo que, ao longo do Segundo Reinado, a receita interna do Brasil cresceu dez vezes, período durante o qual o Imperador recusou qualquer aumento em seu salário.

Quanto ao 15 de novembro, verifica-se que o Golpe foi dado por militares que queriam instaurar uma ditadura, contando com o apoio de escravocratas insatisfeitos com a Abolição. Batamos palmas para isto? Seria de se esperar, no mínimo, que o povo brasileiro fosse consultado acerca da mudança na forma de governo... Mas a consulta foi feita apenas em 1993, mais de cem anos depois.

Por fim, sugerimos ao History Channel que mude de nome e passe a se dedicar a falar apenas sobre alienígenas e o pé-grande, pois só nestes assuntos o canal vem obtendo êxito, deixando completamente a desejar em suas produções de cunho histórico.

Gravura: o Imperador Dom Pedro II do Brasil e seus genros, o Príncipe Dom Gaston de Orleans, Conde d’Eu, e o Príncipe Ludwig August de Saxe-Coburgo e Gotha, no acampamento do Exército do Império do Brasil durante a campanha da Guerra do Paraguai.

O Imperador, o Primeiro Voluntário da Pátria, desejoso de servir junto aos seus soldados, encontrou oposição da Assembléia Geral, que temia por sua segurança – sabe-se que López tinha gaiola pronta para prender Sua Majestade Imperial, caso o Brasil fosse derrotado. O Imperador, então, disse que abdicaria e iria se alistar como um cidadão comum. Só assim a Assembléia Geral cedeu.

Os dois genros de Sua Majestade Imperial – maridos da Princesa Imperial Dona Isabel e da Princesa Dona Leopoldina –, também serviram no conflito. O Conde d’Eu, inclusive, foi nomeado Comandante em Chefe das Tropas da Tríplice Aliança, sendo muito elogiado por figuras como o Duque de Caxias e o Marquês de Herval. Ao fim do conflito, Sua Alteza Real foi recebido com uma grande festa no Rio de Janeiro, dignamente tratado como um herói nacional.


Fonte: Alerta Total


___________
Luiz Giorgis é membro da Causa Imperial.

terça-feira, 14 de julho de 2015

BC divulga cenário econômico pessimista e confirma mitomania compulsiva e irreversível de Dilma


dilma_rousseff_545Caos confirmado – Na cidade russa de Ufá, onde na última participou da cúpula do BRICS, a presidente Dilma Rousseff voltou a culpar o cenário internacional pela grave crise econômica que chacoalha o Páis em todos os seus quadrantes, não poupando até mesmo os mais longínquos rincões.

Desde que Luiz Inácio da Silva, o agora lobista de empreiteira, disse, em dezembro de 2008, que a crise internacional era uma reles “marolinha” e que o Brasil escaparia com facilidade dos efeitos colaterais do movimento que afetou várias economias ao redor do planeta, o UCHO.INFO vem afirmando que a responsabilidade pelo que acontece no território nacional é dos ocupantes do Palácio do Planalto, ou seja, de Lula e Dilma, que dois anos depois foi apresentada ao eleitorado verde-louro como a “gerentona” e “garantia de continuidade”.

Nesses quase sete anos, este site insistiu que a conta da economia em algum momento não fecharia e que a fórmula adotada pelo governo – ufanista, é bom destacar – era utópica e suicida. Sendo que o ônus dessa irresponsabilidade acabaria no bolso do cidadão, como há muito acontece.

Para desmentir as dissimuladas palavras de Dilma, o Boletim Focus, do Banco Central, divulgado nesta segunda-feira (13), mostrou que neste ano a inflação oficial deve chegar a 9,12%, contra 9,04% da previsão anterior feita pelos economistas consultados pela instituição. Trata-se da décima terceira elevação seguida da previsão de inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Na última semana, o IBGE divulgou dados que revelaram ter a inflação alcançado a marca de 0,79% em junho, a maior alta para o mês nos últimos vinte anos. No acumulado de doze meses, a inflação oficial atingiu 8,89%, muito acima do centro do programa de metas estabelecido pelo governo, que é de 4,5% ao ano.

Em relação ao comportamento do Produto Interno Bruto (PIB), a aposta dos economistas é igualmente desanimadora, De acordo com os especialistas do mercado financeiro, o PIB deve registrar em 2015 retração de 1,5%, contra 1,49% da semana anterior, mas há que já trabalha com recuo de 2%. Se confirmada a previsão divulgada pelo Boletim Focus, será o pior resultado em 25 anos, ou seja, desde 1990 – quando foi registrada uma queda de 4,35%. Resumindo, a tão falada “herança maldita” teve a paternidade alterada.

Para piorar um cenário que já era ruim, o BC informou que os analistas preveem que a taxa básica de juro, a Selic, deve encerrar o ano de 2015 na marca de 14,50%, sendo que atualmente o índice está em 13,75%. Isso significa, de chofre, recuo da produção e do consumo, assim como elevação do endividamento do Estado, como um todo.

Deixando de lado o “economês” e traduzindo o quadro atual para o bom e simples vernáculo, é descomunal o estrago produzido pelo PT na economia brasileira, que para retomar os tempos de glória precisará do esforço dos brasileiros de bem durante cinco décadas. Até porque, as fórmulas que estão sendo impostas pelo governo para impedir o naufrágio da economia hão de cobrar a fatura mais adiante.


Fora isso, o governo petista de Dilma Rousseff, a “mãe do PAC”, continua com dificuldades para investir em setores importantes como a infraestrutura, o que impede a recuperação da economia e alimenta a onda de desemprego. Certo estava um conhecido e gazeteiro comunista de boteco quando profetizou “nunca antes na história deste país”.

O DESEMPREGO, O ESTADO E A CORRUPÇÃO

Por Carlos Chagas

A sombra do desemprego assentou-se sobre o país de forma definitiva. Na construção civil, na indústria automobilística, nos estaleiros, nas hidrelétricas em construção, apenas? Não. Nos serviços, nos transportes, no comércio, nas pequenas empresas, até no trabalho doméstico vem se registrando dispensas em massa. O aumento da violência constitui apenas um dos sintomas da falta de trabalho para contingentes sociais cada vez maiores. O Brasil não saiu de uma guerra, tendo vencido ou perdido, como costuma acontecer em outras nações, de tempos em tempos. Aliás, antes das guerras é que o desemprego diminui, com o incentivo à indústria bélica.

Historicamente, para criar postos de trabalho, só existe uma solução: o Estado assumir a tarefa, diretamente ou financiando empresas privadas. Foi assim nos Estados Unidos quando Franklin Roosevelt adotou o New Deal e partiu para a realização de obras públicas de toda espécie, de hidrelétricas a imensas rodovias. No outro lado do mundo, Joseph Stalin adotou a mesma solução, da indústria pesada ao metrô de Moscou. Logo os dois também mergulharam de cabeça na produção de armamentos e o desemprego despencou.

Entre nós, até agora, não se tem notícia de iniciativas do Estado através do governo Dilma. Pelo contrário, a política em curso impulsiona o desemprego, em nome do ajuste fiscal. Sequer é estimulado o setor do agronegócio, dos poucos que ainda se mantém funcionando a contento, mas utilizando cada vez menos a mão de obra humana.

Continuando as coisas como vão, breve a legião de desempregados suplantará a força de trabalho ativa.

Fazer o quê? Um programa de obras públicas para valer exigiria a premissa imperativa de se extinguir a corrupção, hoje a praga que nos assola. Apesar de bem sucedidos esforços do Judiciário, do Ministério Público e da Polícia Federal, parece difícil que consigam, a curto prazo, resultados capazes de aparelhar o Estado para o cumprimento de sua obrigação fundamental de combater o desemprego. A ironia está em que a corrupção apoderou-se do Estado – ou da maior parte dele.

Eis um mistério dentro de um enigma, envolto por uma charada: o Estado acabará com o desemprego, mas só depois de extirpar a própria corrupção.

DEVOLVER A VITÓRIA?

Outra do general George Patton, aqui citado ontem como general brilhante. Comandando o III Exército dos Estados na conquista da Sicília e diante do impasse que imobilizava as tropas do general inglês Bernard Montgomery, Patton descumpriu ordens e lançou-se para o outro lado da ilha, entrando em Palermo e depois em Messina, alvo destinado aos ingleses. Ao receber ordens para não tomar essas duas cidades, já tomadas, passou um telegrama ao general Alexander, comandante em chefe: “informe por escrito se quer que eu devolva Palermo e Messina aos alemães...”


Quer o governo Dilma que Eduardo Cunha devolva a Câmara ao PT?...


Grécia - Zona do Euro

Por Reinaldo Azevedo


PAÍSES QUEBRAM!


A Grécia está mostrando ao mundo o que acontece com os Estados perdulários que gastam riqueza não produzida e buscam manter seu padrão de vida usando a poupança alheia. Por esse caminho, formam-se dívidas dotadas de uma extraordinária capacidade de multiplicação. Um dos fatores determinantes dessa multiplicação leva o nome antipático de taxa de juros. Outro consiste em tomar dinheiro novo para pagar dívida velha. Outro ainda é a irresponsabilidade fiscal que leva governantes a não enquadrarem a despesa pública na capacidade contributiva da sociedade.

Países quebram. Leva bom tempo para isso acontecer, mas a estrada acaba. Um dia, não há mais pista para rodar. No horizonte só se avista, então, terra inóspita, mata cerrada, montanhas e rios sem pontes. É a situação grega, um país que deve quase dois anos inteiros de seu decrescente PIB e já perdeu 400 mil jovens para outras oportunidades de trabalho e de vida no exterior. Os gregos creram que seu ingresso na Zona do Euro era um cartão de crédito ilimitado para implantar no país um estado de bem-estar social. Com o dinheiro dos outros. E isso, simplesmente, não existe no mundo real.

Países quebram. No mundo irreal, os políticos que seduziram os gregos e deles colheram votos com a ideia de um Estado provedor, benfazejo, inexaurível em sua prodigalidade, trataram de convencer a opinião pública de que o resto do mundo tem o dever de subsidiá-los com novos empréstimos. A Grécia deve 360 bilhões de euros, não conseguiu pagar uma parcelinha de 1,5 bilhão (ou seja, 0,5% do que deve) e segundo os cálculos dos principais credores (ministros da Zona do Euro), pode estar precisando de mais 83 bilhões de euros. Além de ser difícil estabelecer um consenso sobre esse atendimento, muito mais difícil será obter acordo interno na sociedade grega e em seu círculo de poder para as duríssimas e necessárias medidas de contenção de gastos, aumento de tributos, venda de patrimônio, redução de salários e pensões.

Países quebram. Estados da federação quebram. Durante a campanha eleitoral de 2014 no Rio Grande do Sul, alguns analistas denunciavam hecatombe fiscal em que se constituiu o governo Tarso Genro. Ele estava deixando a seu sucessor uma situação de insolvência que, em breve se tornará nacionalmente conhecida. Perante tais acusações, os políticos petistas afirmavam em orgulhosos rompantes: "Nós não nos submetemos a essa lógica neoliberal". O que chamavam lógica neoliberal era, simplesmente, o zelo pelos recursos do contribuinte, contendo-os nos limites da receita, conforme impõe a lei de responsabilidade fiscal.

O governo petista no Brasil, indo pelo mesmo caminho das pedaladas e da gastança desmedida, jogou-nos numa crise pela qual não precisaríamos estar passando. Vínhamos bastante bem. Nossos governantes dos últimos 13 anos, porém, gastaram demais, fizeram loucuras demais, jogaram dinheiro fora e mandaram dinheiro para fora, torraram reservas demais, locupletaram-se demais. Foram longe demais. E agora chamam golpistas quem busca uma saída política e constitucional para que não sejamos mais golpeados por tanto desmando, incompetência e irresponsabilidade.


______________
Percival Puggina (70), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, integrante do grupo Pensar+.

Política brasileira, um enigma que só a ciência pode desvendar



Sérgio Praça, novo colunista de VEJA.com e professor da FGV-RJ, vai buscar nas pesquisas mais recentes as armas para desvendar os caminhos do poder no Brasil. Em sua estreia no Aqui Entre Nós ele investiga as artimanhas de Eduardo Cunha e os riscos do impeachment para o... PSDB