Por Carlos Chagas
Historicamente, para criar postos de trabalho, só existe uma solução: o
Estado assumir a tarefa, diretamente ou financiando empresas privadas. Foi
assim nos Estados Unidos quando Franklin Roosevelt adotou o New Deal e partiu
para a realização de obras públicas de toda espécie, de hidrelétricas a imensas
rodovias. No outro lado do mundo, Joseph Stalin adotou a mesma solução, da
indústria pesada ao metrô de Moscou. Logo os dois também mergulharam de cabeça na
produção de armamentos e o desemprego despencou.
Entre nós, até agora, não se tem notícia de iniciativas do Estado
através do governo Dilma. Pelo contrário, a política em curso impulsiona o
desemprego, em nome do ajuste fiscal. Sequer é estimulado o setor do
agronegócio, dos poucos que ainda se mantém funcionando a contento, mas
utilizando cada vez menos a mão de obra humana.
Continuando as coisas como vão, breve a legião de desempregados
suplantará a força de trabalho ativa.
Fazer o quê? Um programa de obras públicas para valer exigiria a
premissa imperativa de se extinguir a corrupção, hoje a praga que nos assola.
Apesar de bem sucedidos esforços do Judiciário, do Ministério Público e da
Polícia Federal, parece difícil que consigam, a curto prazo, resultados capazes
de aparelhar o Estado para o cumprimento de sua obrigação fundamental de
combater o desemprego. A ironia está em que a corrupção apoderou-se do Estado –
ou da maior parte dele.
Eis um mistério dentro de um enigma, envolto por uma charada: o Estado
acabará com o desemprego, mas só depois de extirpar a própria corrupção.
DEVOLVER A VITÓRIA?
Outra do general George Patton, aqui citado ontem como general
brilhante. Comandando o III Exército dos Estados na conquista da Sicília e
diante do impasse que imobilizava as tropas do general inglês Bernard
Montgomery, Patton descumpriu ordens e lançou-se para o outro lado da ilha,
entrando em Palermo e depois em Messina, alvo destinado aos ingleses. Ao
receber ordens para não tomar essas duas cidades, já tomadas, passou um
telegrama ao general Alexander, comandante em chefe: “informe por escrito se
quer que eu devolva Palermo e Messina aos alemães...”
Quer o governo Dilma que Eduardo Cunha devolva a Câmara ao PT?...
Fonte: A Verdade Sufocada
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