quinta-feira, 9 de julho de 2015

Janot pede ao STF que Pedro Corrêa migre para regime fechado


Corrêa é réu pela prática dos crimes de lavagem de dinheiro, 
corrupção e peculato Foto: Celso Júnior/ AE
O PGR encaminhou o pedido para o Ministro Luís Roberto Barroso

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encaminhou parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo que o ex-deputado Pedro Corrêa (PP-PE) migre do regime semiaberto para fechado na pena referente ao julgamento do mensalão. Corrêa está em prisão preventiva no Paraná desde abril, pelo caso Lava Jato, e também cumpre pena, em regime semiaberto, de 7 anos e 2 meses por condenação no caso mensalão.

Janot lembrou no pedido, encaminhado ao ministro Luís Roberto Barroso, relator do mensalão do STF, que foi comunicado em junho pela Força Tarefa da Lava Jato que Corrêa é réu em uma ação penal que corre na 13ª Vara Federal no Paraná pela prática dos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção e peculato cometidos no esquema que desviou recursos da Petrobras.

Com isso, o procurador-geral justifica seu pedido para regressão de regime e diz ainda que os crimes imputados na Lava Jato a Corrêa foram praticados até março de 2014 pelo ex-parlamentar, ou seja, antes da formulação do acórdão que o condenou no mensalão. "Com isso, a execução da pena privativa de liberdade do sentenciado tornou-se sujeita à forma regressiva, com a transferência pra regime mais gravoso", escreveu Janot.

No pedido, o procurador-geral ressalta ainda que não é preciso esperar transitar em julgado - quando são esgotados todos os recursos cabíveis - da ação penal no Paraná para que seja feita a regressão de regime. "O condenado Pedro Corrêa não se conduziu com a responsabilidade que lhe exigida no regime semiaberto, persistindo na prática de crime doloso incidi", ressaltou Janot. O parecer traz ainda trechos da delação do doleiro Alberto Youssef no qual ele afirma que Corrêa era um dos parlamentares do PP que apoiavam a manutenção de Paulo Roberto Costa no cargo de diretor de Abastecimento da Petrobras em troca de propina.

O pedido de Janot deverá ser analisado por Barroso depois de oitiva de Corrêa. O parecer só deverá ser apreciado pelo ministro relator em agosto, quando o magistrado retorna à Corte com o fim do recesso do Poder Judiciário.


Até o decreto da prisão preventiva em abril, Pedro Corrêa pleiteava junto ao Supremo a migração para o regime semiaberto já que cumpria pena no semiaberto (no qual pode trabalhar ou estudar durante o dia e volta para a cadeia para dormir). Contudo, o pedido foi negado pelos ministros devido à inadimplência da multa imposta a Corrêa, de R$ 1,6 milhão, pelos desvios cometidos no esquema.(AE)

Falta de credibilidade compromete o governo de Dilma Rousseff


Grande parte da população quer hoje pena de morte, armas, ditadura – e se lixa para os direitos humanos

Por Ruth de Aquino

Chego ao Brasil. Pego táxi de cooperativa no Aeroporto Internacional Tom Jobim, nosso sempre velhusco Galeão, no Rio de Janeiro. Puxo conversa com o taxista. Seu nome não é revelado, por motivos óbvios. Ele não sabe que sou jornalista. O desabafo dura a corrida inteira.

“A economia tá parada, só um ou outro avião vem cheio. Nossa economia vive da corrupção. Sem propina, paralisa. Meu faturamento caiu 40%. Tínhamos na cooperativa um contrato com a Odebrecht. Foi cancelado agora. Tudo aqui neste país você precisa dar 10% a mais. Eu tinha de pagar também para a Odebrecht. Nossas corridas eram todas superfaturadas para o diretor que pegava o táxi levar o dele.”

“E a violência? Tá aqui em cima, olha (indicando o painel do carro, junto à janela), bem à vista, meu celular falso, para eu dar pra vagabundo. Todo dia tem algum arrastão na Linha Vermelha. Na minha casa, no Méier, não posso esperar o portão da garagem abrir para eu entrar. Já tive três carros roubados assim, à mão armada. Três.”

“Recuperei os carros roubados, mas tudo depenado. E não são os bandidos que depenam não. É a polícia. Eles tiram, antes de devolver, o tal kit PM. Rodas, rádio, tudo o que der para tirar. E a gente, para recuperar, precisa pagar à polícia a taxa de resgate. E a mídia não fala nada disso. Só sabe mesmo quem tá na rua, trabalhando.”

“Depois as autoridades vêm me falar das UPPs. Isso aí ninguém quer. Nem os bandidos nem os policiais. Tenho um sobrinho que saiu do Exército e não quer ficar em UPP. O que ele diz é: ‘Tio, nós somos humilhados ali. Jogam água, jogam mijo na gente. Não podemos dar um tiro que a gente vai preso. Ficamos ali só gastando combustível e enxugando gelo’.”

“Isto aqui, se não ficar igual à China, não vai dar certo. Tem de ter uma ditadura rígida, pena perpétua, morte. Se os caras não ficarem com medo, vão continuar. Tem corrupção em tudo que é lugar. No Detran, nas delegacias, nos batalhões, nos hospitais. E o governo leva também o seu, por trás de toda essa engrenagem. Isso não vai acabar nunca. A não ser que a gente adote a seguinte regra para todo mundo: escreveu, não leu, o pau comeu.”

O taxista está revoltado. Com a Odebrecht, com a PM, com os governos, com os bandidos. É duro ouvir. Nem falo nada. Não adianta.

Lá de fora, acompanhamos a novela atual de maior audiência, o petrolão. Mais ex-diretores da Petrobras no xilindró. Prejuízo da corrupção sobe aos píncaros, R$ 19 bilhões. Surgem golpes simplórios contra quem mais necessita: promessas falsas de emprego, tirando R$ 20 de um, R$ 50 de outro. Os sanguessugas pagam fiança e respondem em liberdade. Assaltos a banco, tiroteios nas favelas, falência de empresas, novos aumentos de combustível e luz.

Lula atordoado, atacando Dilma. Dilma atordoada, atacando delatores. Congresso atordoado, vaivém na redução da maioridade penal. E toma mais provocação do Senado – aprovado o reajuste de 59% a 78% para os servidores do Judiciário, com impacto de R$ 25,7 bilhões nos cofres públicos. Eduardo Cunha e Renan Calheiros, os populistas cavaleiros do apocalipse, se unem por um único credo: hay gobierno, soy contra. Veta, Dilma, veta.

Enquanto isso, a mãe dos pobres resolve economizar R$ 8 bilhões em cima do abono salarial, devido neste semestre a quem ganha até dois salários mínimos. Devo, não nego, pago quando puder. Tudo pelo ajuste, para fechar as contas em 2015. Injusto.

Continua a esquizofrenia do país duplo. De um lado, ferro na iniciativa privada, desestímulo a quem quer abrir um negócio, burocracia enlouquecedora, impostos altíssimos cobrados de quem produz e sem beneficiar o povo. Do outro lado, benesses para servidores públicos, que já dispõem de aposentadoria integral e vitalícia.

O que mais choca, no entanto, é a miséria de nossa Educação. O relatório do Movimento Todos pela Educação é desolador. Mais de 2 milhões de crianças ainda estão fora das escolas. Em regiões carentes, as escolas são precárias, e o ensino de baixa qualidade. Entre 15 e 17 anos, 1,6 milhão abandonam os estudos. Só 9,3% dos que concluem o ensino médio sabem matemática. Só 27,2% dominam o português. Na outra ponta do ensino, a maior universidade federal do país, a UFRJ, com greve e obras paradas por corte de verbas, ameaça fechar em setembro, sem condições de pagar por limpeza, segurança, portaria.


Só confiarei num presidente que mude essa tragédia, de verdade. Uma maciça parcela da população (e não é a elite) quer hoje pena de morte, armas, ditadura e se lixa para direitos humanos. Também é resultado de falta de Educação. Cair na real não precisa ser cair no abismo. Acorda, Brasil.


quarta-feira, 8 de julho de 2015

Dilma, GOLPISTA é tentar INTIMIDAR o TCU

Por Reinaldo Azevedo


Bate-boca no Senado: Aloysio lembra Gleisi que apurações no TSE e TCU ainda estão em curso


Pedido de empresário por intervenção militar gera bate-boca na CPI da Petrobras



Depoimento de Auro Gorentzvaig CPI da Petrobrás, no momento em que ele foi questionado pelo relator, sobre uma declaração a favor da intervenção militar.

Da pra entender claramente porque deputados não querem nem ouvir falar neste assunto... o desespero toma conta, discursos superficiais e inverídicos como sempre.

Educação pela pedra



Em um momento de crise política e econômica "as pessoas estão percebendo que não se deve confiar tanto assim nos políticos". "O Brasil está vivendo um momento de tomada de consciência, mesmo que pela dor”.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Como será o Brasil no pós-Dilma?

Por Marco Antonio Villa


Os possíveis cenários no Brasil no caso da saída da presidente Dilma Rousseff.

Maior PROGRAMA DE COMPRA DE VOTOS do mundo resiste ao Ajuste Fiscal: Gastos com Bolsa Família mantém ritmo de R$ 2,3 Bi ao mês


Apesar das constantes alegações de falta de dinheiro e da necessidade do ajuste fiscal, o governo Dilma mantém ritmo recorde de gastos com o Bolsa Família em 2015, que já ultrapassa R$ 11,6 bilhões injetados na veia do eleitor de janeiro a maio. 

A média mensal de R$ 2,33 bilhões distribuídos continua bem superior à de 2014, quando foram ‘investidos’ mais de R$ 27 bilhões, recorde absoluto desde a criação do programa.

Se mantiver o ritmo até o final do ano, o Bolsa Família deve superar a marca de R$ 28 bilhões, o dobro do último ano de mandato de Lula.

O cenário de pobreza ainda não foi modificado e Bahia continua sendo o estado que mais recebe recursos. Já foram R$ 1,5 bilhão em 2015.


Considerado “o maior programa de compra de votos do planeta” pelo deputado Jarbas Vasconcelos, o Bolsa Família gasta R$74 milhões/dia. 

Relatório Focus aponta piora generalizada das projeções para 2015

Por Denise Campos de Toledo


O Relatório semanal Focus elevou mais uma vez suas previsões para a inflação deste ano. Pela 11ª rodada consecutiva, a estimativa para o indicador avançou de 8,97% para 9,00%.

Carta de “Mudança Climática” do Papa Citada na ONU, Sua Condenação do Aborto Ignorada

Por Stefano Gennarini
 
NOVA IORQUE, EUA (C-Fam) A nova encíclica do Papa Francisco sobre o meio-ambiente fez um impacto nas negociações da ONU nesta semana. Mas na correria para frisar suas informações sobre mudança climática, a condenação vigorosa que ele fez do aborto e do controle populacional permanece negligenciada.

Nas negociações desta semana sobre desenvolvimento sustentável na Assembleia Geral, María Emma Mejía Vélez, embaixadora da Colômbia, disse que a encíclica do papa sobre “mudança climática” era relevante para a agenda de desenvolvimento da ONU.

A nova encíclica papal sobre o meio-ambiente, “Laudato Si,” tem sido descrita como um “golpe pesado” para os que frisam as causas humanas da mudança climática. Deu o apoio moral do Papa Francisco, e 1 bilhão de católicos guiados por ele, aos planos do secretário-geral da ONU Ban Ki-moon para um acordo obrigatório global de mudança climática em dezembro.

O embaixador Macharia Kamau do Quênia, que está conduzindo as negociações, invocou a encíclica durante um debate sobre a noção de “fronteiras planetárias,” uma frase muitas vezes usada por Jeffrey Sachs que expressa o temor de que a terra não terá recursos suficientes para sustentar a população do mundo.

“‘Fronteiras planetárias’ é preocupante para pessoas que não leram a encíclica… Não, só estou brincando,” Kamau disse sorrindo, sugerindo que a antiga oposição da Igreja a ideologias que veem os seres humanos como parasitas havia sido abandonada pelo Papa Francisco.

Aliás, a carta papal condena o aborto e o controle populacional, bem como as ideologias que os promovem como meio de reduzir o excesso populacional frente às “fronteiras planetárias” da terra.
O papa repreende os que oferecem justificativas fáceis para o aborto e pede que os cristãos apresentem argumentos contra essas ideologias.

“Já que tudo é inter-relacionado,” ele escreve, “a preocupação com a proteção da natureza é também incompatível com a justificativa do aborto. Como é que podemos genuinamente ensinar a importância da preocupação por outros seres vulneráveis, por mais incômodos ou inconvenientes que sejam, se não conseguimos proteger um embrião humano, até mesmo quando sua presença é incômoda e cria dificuldades?”

O papa denuncia até formas sutis de controle populacional sob o pretexto de assistência de desenvolvimento.

“Em vez de resolver os problemas dos pobres e pensar em maneiras como o mundo pode ser diferente,” ele escreve, “alguns só conseguem propor uma redução na taxa de natalidade. Às vezes, os países em desenvolvimento enfrentam formas de pressão internacional que tornam a assistência econômica dependente de certas políticas de ‘saúde reprodutiva.’”

Algumas das mensagens teológicas mais fortes na encíclica incluem preocupações com o embrião humano, inclusive descrevendo o aborto como um “sinal impressionante de uma desconsideração pela mensagem contida nas estruturas da própria natureza.”

E o papa critica os ambientalistas que querem limites na ciência no que se refere ao meio-ambiente e animais, mas rejeitam fazer a mesma coisa com a vida humana.

“Esquecemos que o valor inalienável de um ser humano transcende seu grau de desenvolvimento,” ele escreveu.

O cardeal Peter Turkson, presidente do Pontifício Conselho para Justiça e Paz fará uma apresentação sobre a encíclica na sede da ONU na próxima semana. Talvez ele ajudará a focar na preocupação dos papas por mais de 50 milhões de vítimas do aborto a cada ano.

As Metas de Desenvolvimento Sustentável serão finalizadas em julho e serão adotadas em torno da época em que o Papa Francisco visitar a ONU em setembro. As metas decidirão como bilhões de dólares em ajuda de desenvolvimento serão usados nos próximos 15 anos. No momento, organizações que fornecem e promovem o aborto estão prontas para se beneficiar de modo considerável das novas metas de desenvolvimento.

Tradução: Julio Severo

Fonte:   Friday Fax
Divulgação: Júlio Severo



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Comentário de Julio Severo: A recente encíclica do papa sobre ambientalismo está fazendo sucesso imenso. Talvez seja o documento ambientalista mais famoso da história. Talvez o que tenha garantido tal sucesso seja que, diante de uma grande mídia mundial controlada pela esquerda, o Vaticano tenha convidado importantes personalidades esquerdistas para sua elaboração. A mídia deu destaque abundante para a encíclica, mas ignorou que seu conteúdo também tem posturas contra o aborto. A esquerda ficou com o que lhe interessa: posturas pró-ambientalismo. Nós ficamos com o que nos interessa: posturas contra o aborto. No final, a encíclica tem trechos para todos os gostos esquerdistas e conservadores.

O delator entrega as provas



As anotações e planilhas do delator Ricardo Pessoa, da empreiteira UTC, revelam como funcionava o esquema de corrupção que unia governo, políticos e empreiteiros no saque ao caixa da Petrobras. Os detalhes da edição de VEJA com Augusto Nunes e Carlos Graieb.

Lula, o pelego?

Por Francisco C. Weffort
 
Que coisas tão graves em seus gastos na Presidência estará Lula procurando esconder da opinião pública? Que de tão grave têm as despesas dos palácios do Planalto, da Alvorada e da Granja do Torto que possam explicar a cortina de fumaça que o governo criou para impedir o controle dos cartões corporativos de Lula, Marisa, Lulinha, Lurian etc.? A estas alturas, só o governo pode responder a tais perguntas. E como o governo não responde, a opinião pública, sem os esclarecimentos devidos, torna-se presa de dúvidas sobre tudo e todos.

É conhecida a ojeriza de Lula a qualquer controle sobre gastos. Evidentemente os dele, da companheirada do PT, dos sindicatos e do MST, sem esquecer um sem-número de ONGs sobre as quais pesam suspeitas clamorosas. Ainda recentemente, ele vetou dispositivo de lei que exigia dos sindicatos prestação de contas ao TCU dos recursos derivados do imposto sindical (agora “contribuição”). Há mais tempo, Lula era contra o imposto em nome da autonomia sindical. Agora que está no governo, deixou ficar o imposto e derrubou o controle do TCU. Tudo como dantes no quartel de Abrantes. O que o Lula e os pelegos querem é o que já existia na “república populista”, dinheiro dos trabalhadores sem qualquer controle.

Lula, a chamada “metamorfose ambulante”, não se tornou ele próprio um pelego? Assim como defendeu a gastança dos sindicatos em nome da autonomia sindical, agora defende sua própria gastança na Presidência em nome da segurança nacional. Isso me lembra uma historinha de 1980, bem no início do PT, quando João Figueiredo estava no governo e Lula estava para ser julgado na Lei de Segurança Nacional. Junto com alguns outros, eu o acompanhei numa viagem à Europa e aos Estados Unidos em busca de apoio. Como outros na comitiva, eu acreditava piamente que tudo era em prol da liberdade sindical e da democracia, e as coisas caminharam bem, colhemos muita simpatia e apoio nos ambientes democráticos e socialistas que visitamos. Mas, chegando à Alemanha, fomos surpreendidos pela recepção agressiva do secretário-geral do sindicato alemão dos metalúrgicos. Claro, ele também era a favor da democracia e estava disposto a defender os sindicalistas. Sua agressividade tinha outra origem: o sindicato alemão que representava havia enviado algum dinheiro a São Bernardo e cobrava do Lula a prestação de contas! A conversa, forte do lado alemão, foi num jantar, e não permitia muitos detalhes, mas era disso que se tratava: alguém em São Bernardo falhou na prestação de contas e o alemão estava furioso. Lula se defendeu como pôde, mas, no essencial, dizia que não era com ele, que não sabia de nada.

A viagem era longa. Antes da Alemanha, havíamos passado pela Suécia, e fomos depois a França, Espanha, Itália e Estados Unidos. Em Washington, tivemos um encontro com representantes da AFL-CIO, e ali repetiu-se o mesmo constrangimento. Embora não tão agressivos quanto o alemão, os americanos queriam prestação de contas sobre dinheiro enviado a São Bernardo. Mas Lula, de novo, não sabia responder à indagação referente às contas. Ou não queria responder. Não era com ele.

Nunca dei muita importância a esses fatos. A atmosfera do país nos primeiros anos do PT era outra. Ninguém na oposição estava antenado para assuntos desse tipo. O tema dominante era a retomada da democracia. A corrupção, se havia, estaria do lado da ditadura. Saí da direção do PT em 1989 e me desfiliei em 1995. Até então era difícil imaginar que um partido tão afinado com o discurso da moral e da ética pudesse aninhar o ovo da serpente. Minha dúvida atual é a seguinte: será que a leniência do governo Lula em face da corrupção não tem raízes anteriores ao próprio governo? A propensão a tais práticas não teria origem mais antiga, no meio sindical onde nasceu o PT e a atual “república sindicalista”?

Talvez essa pergunta só encontre resposta cabal no futuro. Mas, enquanto a resposta não vem, algumas observações são possíveis. Parece-me evidente que no momento atual alguns auxiliares da Presidência – a começar pelos ministros Dilma Rousseff, Jorge Hage e general Jorge Felix – foram transformados em escudos de proteção de possíveis irregularidades de Lula e seus familiares. O outro escudo de proteção é Tarso Genro, que usa uma ginástica retórica para, primeiro, garantir, como Dilma, que o dossiê não existia, só um banco de dados. Depois passou a admitir que existia o dossiê, mas que isso todo mundo faz. Mais ou menos como no episódio do mensalão, lembram-se? Naquele momento, o então ministro Thomas Bastos, acompanhado por Delubio Soares, disse que mensalão não existia, que eram contas não regularizadas, sobras de campanha etc. E lula afirmou de público que isso todos os políticos faziam. O que não impediu que o procurador-geral da República visse no mensalão a prática delituosa de uma quadrilha criminosa.

Adotada a teoria do dossiê – aquele que não existia e que passou a existir – criou-se uma pequena usina de rumores, primeiro contra Fernando Henrique Cardoso e Dona Ruth, depois contra ministros do governo anterior. Minha pergunta é a seguinte: quando virão os dossiês contra Lula e Dona Marisa Letícia? Não é este o futuro que deveríamos almejar. Mas no que vai do andar da carruagem dirigida por um Lula cada vez mais ególatra e irresponsável é para lá que vamos, inelutavelmente. Quem viver verá.




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Francisco C. Weffort é sociólogo.

Artigo publicado em 15/04/2008.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Carne de Museu

Por Sérgio Alves de Oliveira

A incrível “coincidência” da visita da Presidenta Dilma Rousseff aos Estados Unidos, com o anúncio da abertura desse mercado consumidor, para até cem mil toneladas/ano de carne bovina in natura, produzida  no Brasil, nos leva a supor que essa negociação “teve boi na linha”.

A nossa velha conhecida “Grande Mídia”, sempre disposta a informar ou esconder o que lhe interessa, não deu qualquer destaque ao fato de que essa visita da Presidenta e o anúncio da exportação de carne para os EUA , têm toda a cara de uma operação “casada”. É impossível que tenham sido meras “coincidências”.

Uma das explicações que poderiam ser cogitadas é que o Presidente  Barack Obama estaria incentivando a política do “Foro San Pablo”, cujo  objetivo  principal é a implantação do socialismo nos seus países membros, e  que esse “foro”, com poderes além das soberanias locais, teria conseguido abrir o rico mercado americano para os bois do Brasil, maior potência  da organização. Não seria ,também por essa razão, o Presidente americano um “sócio oculto” do Foro de São Paulo? Portanto, irmãos americanos, “olho nele”.
                             
Essa medida do governo americano é anunciada após 15 anos de difíceis negociações e restrições à carne bovina brasileira, surpreendendo  que , de “uma hora para outra”, acabaram  tais restrições ,sem que tenha havido no Brasil nenhuma novidade para melhorar a qualidade desse produto.

Essa medida terá consequências. Boas e ruins.                                                                        
Sem dúvida são boas para a imagem da Presidenta Dilma, que  teria conseguido um bom negócio nos Estados Unidos, com  a viagem que fez. Também são boas para todos aqueles que de uma ou outra forma estão envolvidos com a produção dessa carne. Mas de modo muito especial os grandes beneficiários serão os frigoríficos brasileiros habilitados a fornecer esse produto para exportação.

E qual é o maior desses frigoríficos ? Quem será o grande beneficiário?  Quais as “ligações” desse principal fornecedor com o Governo e seus integrantes?

Sabe-se, ao certo, que  o maior frigorífico existente hoje no Brasil é o JBS-Friboi, que alguns asseguram que têm como sócios “ocultos” o ex-Presidente Lula da Silva e seu filho “Lulinha”, que também tem participação acionária expressiva do BNDES, banco  de desenvolvimento do Governo. Não há como negar, portanto, a íntima ligação entre Governo (PT)-BNDES-JBS/Friboi . Reforçando essa tese, acrescente-se  que o Grupo JBS criou um banco próprio, o  Banco Original, cujo Conselho de Administração é presidido por Henrique Meirelles, um dos expoentes da  área econômica do partido que está no poder há doze anos.

O crescimento meteórico da JBS ainda é uma incógnita. Não pode ter sido causado exclusivamente por capacitação de gestão. “Forças Ocultas” devem ter ajudado. Um dia aparecerão. Sua expansão foi tão surpreendente, que nos supermercados do Rio Grande do Sul, tradicional produtor de carnes, só se encontra carnes com o selo da “Friboi”. Os frigoríficos locais foram alijados e não conseguem nem espaço nos supermercados para expor seus produtos.                                                                                                     

Agora iremos para o outro lado. Quem se “rala” em toda essa história?

De bom tempo para cá, a carne bovina está cada vez menos acessível  ao brasileiro que não é rico. Os hábitos alimentares do povo tiveram que se adaptar a uma nova realidade onde essa carne passou a ser artigo raro, de luxo. Teve que ser dispensada.  Só para termos uma ideia, uma família com renda mensal de um salário mínimo gastaria tudo que ganha só para comprar e comer esse “luxo”.

Mas enquanto o Governo e os interessados nessa nova fatia do mercado exportador festejam essa conquista,os resultados para o povo serão funestos. Em virtude da alta no preço da carne de exportação para um país rico, internamente, e como consequência, o que  já era uma raridade na mesa do povo passará a ser produto  que somente poderá ser consumido com os...“olhos” . E só nos...museus.


Fonte: Alerta Total


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Sérgio Alves de Oliveira é Sociólogo e Advogado.

Lula em Brasília

Por Humberto de Luna Freire Filho

Depois de toda essa podridão na qual se transformou o governo do Brasil, e que já persiste por treze anos, conversei recentemente com vários amigos dos EUA e da Europa. E o que eles não conseguem entender é como um país com as dimensões do nosso, como uma das maiores populações do planeta, considerado a oitava economia do mundo, ainda se deixa levar pela conversa de um mau caráter, um salafrário do naipe desse crápula que assaltou o país por oito anos, e ainda formou uma grande e organizada quadrilha para atuar em pontos chaves da administração pública e fora dela, para se manter por mais, talvez oito anos, no comando do governo.

Vale ressaltar que essa "coisa" esteve recentemente na Capital Federal, aproveitando-se da ausência da presidente de direito para fazer proselitismo político em seu benefício, junto a seus pares homiziados nessa "fossa" que se tornou o Congresso Nacional. E o pior: sendo recebido pelo presidente da casa onde os sujos se entendem. Visava provavelmente a apoio para livrar a sua pele das denúncias de corrupção, e manter vivo um pretenso retorno à presidência do país. O que, diga-se de passagem, seria a pá de cal no que resta do Brasil como país.

Meus amigos não entendem por que a oposição se cala diante de tantos desmandos, roubos e incompetência; enfim, da evidência de um total desgoverno, enquanto eles, os parlamentares, gozam de uma imunidade que os permite denunciar a roubalheira do erário, a incompetência no comando do país e não o fazem. Na tentativa, não de justificar, mas de esclarecer, lhes digo que a nossa classe política, com raríssimas exceções, não passa também de bandidos, haja vista que 70% dos parlamentares em nosso Congresso respondem ou já responderam a processos na justiça, e outros, que até então, eram tidos como honestos, estão caindo na vala comum sacramentando a descrença total na classe.

Não entendem por que a Suprema Corte do país não está a serviço do Estado como acontece em toda civilização desenvolvida, estando sim, a serviço de uma quadrilha autodenominada Partido dos Trabalhadores, que transformou a alta magistratura do país em um chiqueiro a seu serviço. Nesse caso, esclareço a meus amigos que oitenta por cento dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) foram escolhidos a dedo pela quadrilha dominante e que um deles já foi condenado em ação de instância inferior. Aliás, ele já mandou fazer uma nova toga para inaugurar, quando a tal ação chegar às suas mãos para seu próprio julgamento.

Não entendem por que a maior parte da imprensa nacional não cumpre seu sagrado dever de informar com isenção e independência à sociedade, dos fatos diários, sejam eles quais forem, como ocorre em todo país civilizado e democrático onde realmente predomina o Estado de Direito. Perguntam-se entre eles: “por que uma emissora como a Rede Globo de Televisão, conhecida internacionalmente pela sua capacidade técnica (e por que não dizer econômica) de promover cobertura em todo o território nacional, se omite quando qualquer notícia ou fato contraria ou poderá contrariar o governo?” Eu costumo dizer para todos que não só a TV Globo, mas também outros veículos de comunicação: escrita, falada ou televisionada, se vendem à propaganda oficial mentirosa, superfaturada e paga com dinheiro público, além de manter em evidência figuras grotescas que compõem a face do governo e enojam o cidadão de bem.

Finalmente o Brasil está desmoralizado, não passa de motivo de chacota nos EUA e na Europa. Desacreditado politicamente, desacreditado financeiramente e com uma presidente incompetente tecnicamente e tão despreparada culturalmente que, para não ficar calada, até criou uma nova espécie humana que vai se somar às já conhecidas: Homo erectus (1,8 milhões de anos), Homo neanderthalensis (350 mil anos), Homo sapiens (29 mil anos) e finalmente, Mulher sapiens (UM MÊS).




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Humberto de Luna Freire Filho é médico

COMUNISTAS SEM FRONTEIRAS


Foi Olavo de Carvalho quem primeiro denunciou a existência e os objetivos do Foro de São Paulo. Ele chamava a atenção para o que estava em curso e a imensa maioria dos comentaristas o acusava de ser porta-voz de uma teoria da conspiração. O FSP era visto como tema para ser balbuciado a portas fechadas e enfrentado em divã de psiquiatra. Jamais como objeto de interesse do jornalismo bem-informado. Enquanto isso, o Foro, criado em 1990, existia e se expandia. Deliberava e suas metas iam sendo atingidas.

Mesmo quando se reunia no Brasil, ele permanecia como tema sigiloso, até que o próprio Lula, então presidente, em discurso proferido no encontro de 2005, recolheu a cortina: "Foi assim que nós pudemos atuar junto a outros países com os nossos companheiros do movimento social, dos partidos daqueles países, do movimento sindical, sempre utilizando a relação construída no Foro de São Paulo para que pudéssemos conversar sem que parecesse e sem que as pessoas entendessem qualquer interferência política. Foi assim que surgiu a nossa convicção de que era preciso fazer com que a integração da América Latina deixasse de ser um discurso feito por todos aqueles que, em algum momento, se candidataram a alguma coisa, para se tornar uma política concreta e real de ação dos governantes. Foi assim que nós assistimos a evolução política no nosso continente".

Hoje, os partidos do FSP governam 12 países da região e são a principal oposição em outros quatro. A partir dele se entende que o Brasil ande de cambulhada numa geopolítica exclusivamente petista, como as decorrentes da concepção de "Pátria Grande" (defendida por Lula quando se reúne com os seus). Também a partir do Foro, se explicam: a) o oneroso apoio brasileiro aos países do grupo; b) o nosso envolvimento com encrencas e dificuldades do Paraguai, Honduras, Venezuela, Cuba, Bolívia, El Salvador; c) os conciliábulos da Unasul e a criação da Escola Sul-Americana de Defesa; d) as incursões das FARC em território brasileiro; e) o desdém de Dilma aos presos políticos de Cuba e Venezuela; e f) a contrastante conduta do nosso governo durante as duas visitas de senadores brasileiros em recentes viagens a Caracas.


Quem conhece a história do FSP, nascido no rescaldo do fim da URSS, sabe que a entidade é uma espécie de "Comunistas sem fronteiras", ao qual a nação está sendo entregue, empacotada como presente à tal Pátria Grande. É intolerável que as afinidades e estratégias políticas de um único partido, conectado com os interesses de organizações comunistas internacionais, determinem nossa política externa e não passem pelo crivo das instituições da República.

Dilma e comitiva xingados por brasileira nos EUA



Fonte: YouTube

Será analfabetismo funcional? Parlamentares derrotados e OAB se aliam e tentam provar o improvável, a ilegalidade da ação de Eduardo Cunha para a redução da maioridade penal


A opinião pública não vale nada. Ou melhor, ela só vale quando eles conseguem moldá-la. E dessa vez isso não aconteceu. É justamente por isso que Maria do Rosário enfia propostas na surdina com o intuito de criar BOLSAS BLOGUEIRO para controlar a internet.

Na semana passada a comunista Luciana Genro, acostumada a mobilizar multidões para impor sua opinião, disse que há necessidade de combater o senso comum. Luciana se refere à opinião de esmagadora maioria da população brasileira que deseja que a maioridade seja reduzida para 16 anos, mesma idade em que o brasileiro já é considerado apto pode escolher representantes para todos os cargos da política.

Depois de derrotados a esquerda raivosa, sempre inconformada, acusa Eduardo Cunha de ter realizado manobra ilegal para a votação da redução da maioridade.

Eles se fazem de idiotas e tentam convencer seus seguidores que a lei os ampara.
Vejamos.

A Constituição Federal diz: 5º A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa.”

O Regimento da Câmara diz: “O substitutivo de Comissão tem preferência na votação sobre o projeto”. Estabelece o V: “Na hipótese de rejeição do substitutivo, ou na votação de projeto sem substitutivo, a proposição inicial será votada por último, depois das emendas que lhe tenham sido apresentadas”

Como acontece. Uma Proposta é apresentada em uma Comissão, nesse caso a de Constituição e Justiça. A comissão pode elaborar / aprovar outra proposta em substituição à primeira, chamada então de projeto SUBSTITUTIVO. Que, segundo a própria Câmara, é:Espécie de emenda que altera a proposta em seu conjunto, substancial ou formalmente. Recebe esse nome porque substitui o projeto. O substitutivo é apresentado pelo relator e tem preferência na votação, mas pode ser rejeitado em favor do projeto original.

É impossível que no projeto substitutivo (Nesse caso, proposto por Laerte Bessa /PR-DF) ) não ocorram coincidências e repetições de conteúdo do projeto original. Afinal, o assunto é o mesmo, e ele foi construído, como o nome mostra, em substituição ao primeiro. Contudo, é outro projeto.

O projeto original permanece tramitando. Mas, como vimos acima, deve ser votado somente após o substitutivo. Isso está obvio. O que aconteceu foi exactamente isso. E isso é obvio. Não há nenhuma dúvida na interpretação dessa questão. Será que essas pessoas que tem apoiado os derrotados, que chamam de “manobra” a ação de Eduardo Cunha, pelo menos se deram ao trabalho de ler o Regimento Interno da Câmara?

Não é como os perdedores e a mídia, agindo de forma estranha, contra a maior parte da sociedade dizem. Eles falam: “Cunha decide votar nesta quarta novo texto que reduz maioridade penal“. Na verdade foi colocado em votação o projeto original, não um novo texto.

DE HORA EM HORA DILMA PIORA E A ESQUERDA DEGRINGOLA

Por Celso Lungaretti

Como diria o Lênin, estamos num daqueles momentos em que "é preciso dar um passo atrás para depois dar dois passos adiante".

Enquanto Dilma Rousseff estiver na Presidência e o Brasil em recessão, sua popularidade minguará cada vez mais: o mau humor generalizado com a queda de poder aquisitivo, acrescido da indignação também generalizada por ela haver adotado a política econômica que jurou de pé juntos jamais adotar, magnifica o impacto das acusações de corrupção que jorram profusamente das operações Lava Jato e Acrônimo. A agonia lenta de Dilma é o pior dos mundos possíveis.

Colocado numa permanente defensiva, o PT só tem forças para tentar salvar a si próprio, enquanto as forças conservadoras vão impondo sua pauta em toda linha, como se quisessem fazer o País voltar à Idade Média.

A direita não tem pressa: de hora em hora a situação da Dilma piora. Seu desgaste vai aumentar até que haja algum tipo de ruptura. E, quanto mais durar o impasse, mais a esquerda se desmoralizará, até ficar com a imagem em frangalhos.

Lembrem-se: a força motriz de todo esse baixo astral é o péssimo desempenho da economia brasileira. E não há hipótese de sairmos da crise antes de 2017, nem garantia nenhuma de que a maré vá começar a virar mesmo então.

Se hoje a Dilma só tem a aprovação de 10% dos brasileiros, como estará, digamos, daqui a um ano? Com 1%? Não dá para esperarmos tanto. O Brasil se esfarelará.

Então, se o PT hoje não estivesse tão aferrado ao poder pelo poder, como o Lula tão bem diagnosticou, seria a hora de pensar seriamente na renúncia de Dilma Rousseff.

Uma nova eleição jogaria a crise econômica no colo do PSDB e PMDB (o primeiro certamente sairia das urnas como o administrador da massa falida e o segundo como a eminência parda de sempre), tirando-os da cômoda posição de surfarem na desdita brasileira.

Como num passe de mágica, os casos de roubalheira seriam restituídos à sua dimensão habitual. Não existe sinceridade em tal furor moralista por parte do stablishment brasileiro; a corrupção é intrínseca ao capitalismo, jamais será erradicada sob o capitalismo, há raros períodos (como o atual) em que convém aos poderosos jogá-la no ventilador, depois tudo volta a ser como dantes no quartel de Abrantes. Já vimos esse filme várias vezes.

E a esquerda sairia da posição de vidraça que a paralisa, voltando a ser estilingue. Poderia começar a combater os avanços conservadores, tentando reconstruir-se na luta. Precisa reencontrar sua alma. Precisa reencontrar-se com os seus.

Mas, claro, para tanto seria necessário existir um Lênin entre nós, alguém com visão de estadista. Não há. Então, tudo indica que os passos continuarão sendo dados todos para a frente... na direção do abismo e até o mais amargo fim.


domingo, 5 de julho de 2015

Cinismo desmedido: “Se alguém roubou a Petrobras, que pague pelo roubo”, afirma o alarife Lula


lula_375Face lenhosa – Nesta sexta-feira (3), o ex-presidente Luiz Inácio da Silva defendeu, pelo menos em público, que os responsáveis pelos escândalos da Petrobras sejam punidos, porém que os trabalhadores sejam preservados. Discurso mambembe, típico de um alarife experimentado que, apesar do seu envolvimento no Petrolão, o maior escândalo de corrupção da história, tenta manter-se no poder com palavrório insano e rasteiro.

“Se alguém sacaneou ou roubou a Petrobras, que pague pelo roubo, e que os trabalhadores não sejam punidos. Que não sejam punidos aqueles que efetivamente são responsáveis pela construção dessa extraordinária empresa, motivo de orgulho para o nosso País”, discursou o ex-presidente, que participa nesta sexta-feira da 5ª Plenária Nacional da Federação Única dos Petroleiros (FUP).

O petista ressaltou que aceitou participar do encontro dos petroleiros porque é preciso contar e recontar sua participação nas lutas e feitos deste País.

“Tenho orgulho de ter sido o metalúrgico que levou o Jair Meneguelli a ser cassado por fazer a primeira greve, em solidariedade aos petroleiros em 1983.” Ele afirmou ainda que sente muito orgulho de ter sido o presidente que “capitalizou a estatal e ajudou a recuperar a indústria naval brasileira.”

Lula disse que ao assumir a Presidência da República, a estatal representava apenas 2% do PIB e hoje representa 13%. O que o agora lobista não disse aos petroleiros é que a Petrobras foi sangrada em suas finanças apenas e tão somente para custear o projeto de poder de um partido que na última década se dedicou ao banditismo político.

O ex-sindicalista ressaltou também que sente muito orgulho de ter sido o presidente sem diploma universitário que mais criou universidades neste país, repetindo um discurso usado durante a campanha pela reeleição de Dilma Rousseff.

“Tenho orgulho de pertencer a um partido e a um governo que em 12 anos construiu mais vagas nas universidades do que as elites em cem anos. Fizemos também mais escolas técnicas nesse período do que eles em cem anos. Nunca os brasileiros tiveram tanto orgulho do que tiveram nesses 12 anos.”


Há no Brasil um sem fim de pessoas órfãs de diplomas universitários, mas que se dedicam de forma hercúlea para o bem da nação. Lula tenta escapar do escândalo de corrupção que funcionava na estatal, principalmente depois que seu outrora aliado, José Dirceu de Oliveira e Silva, entrou na alça de mira da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal. No momento em que a Justiça brasileira colocar as mãos em Lula, por certo o País recobrará a rota da dignidade e da destreza. Até lá, a parcela de bem da população terá de conviver com esses espetáculos pífios protagonizados pelo petista. (Danielle Cabral Távora com Ucho Haddad)

Dilma saúda a conquista do fogo da Tocha da Copa
(Cumé ki éh???)

Depois das mandiocas e bolas de folha de bananeira, Dilma ataca novamente com seu discurso de improviso, agora é a vez de “A-Tocha da Copa”.


Fonte: YouTube

Cada um no seu Quadrado!...
STF não interfere no processo legislativo, rebate Cunha


Cunha disse que Supremo, no máximo, analisa o produto acabado

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, afirmou nesta quinta-feira (2) que o Supremo Tribunal Federal (STF) não interfere no processo legislativo, ao comentar a intenção de deputados de entrar com mandado de segurança no STF contra a forma como a proposta de redução da maioridade penal foi aprovada pelo Plenário. “O Supremo no máximo analisa a constitucionalidade ou não do produto acabado, que é a lei final. Mas é direito de todos questionar a decisão, faz parte da democracia”, acrescentou Cunha.

Ele destacou que a matéria rejeitada na madrugada de quarta-feira (1º) foi um substitutivo, ficando resguardada a proposta original (PEC 171/93), votada na madrugada de quinta. Os deputados que questionam a votação citam o artigo 60 da Constituição, segundo o qual matéria constante de proposta de emenda rejeitada não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa. “Acontece que não é a mesma matéria. É uma matéria da qual foi votada o substitutivo. Esse substitutivo foi rejeitado. Resta a proposta original com as sua emendas e seus destaques e as suas apensadas. Foi isso o que aconteceu", disse o presidente.

Precedente

Eduardo Cunha apresentou parecer do próprio Supremo que julgou, em 1996, uma situação semelhante e declarou a medida constitucional. No acórdão, o STF definiu que, no caso de a Câmara dos Deputados rejeitar um substitutivo, e não o projeto original, não se aplica o artigo 60 da Constituição. “Afastada a rejeição do substitutivo, nada impede que se prossiga a votação do projeto original”, salientou, citando a decisão.


O texto aprovado pela Câmara é uma emenda dos deputados Rogério Rosso (PSD-DF) e Andre Moura (PSC-SE) à PEC 171/93, prevendo a redução da maioridade penal, de 18 para 16 anos, nos casos de crimes hediondos (estupro, sequestro, latrocínio, homicídio qualificado e outros), homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte. Foram 323 votos a favor e 155 contra, em votação em primeiro turno. O Plenário precisa ainda analisar a matéria em segundo turno. (Agência Câmara)