quarta-feira, 24 de junho de 2015

Presidir uma nação não é função para incompetentes

Por Joice Hasselmann



Um dos líderes religiosos mais influentes, polêmicos e ácidos do Brasil, o Pastor Silas Malafaia critica ferozmente o PT e o ex-presidente Lula. Em uma conversa pontuada por indignação, ele destaca os erros desse governo e do anterior e fala sobre petrolão, arrependimentos políticos, Bolsa Família e religião.

Lula está querendo ver a sucessora nas ruas ou na rua?

Por Reinaldo Rocha

Luiz Ignácio falou! Uma repetição enfadonha sobre a mídia que ele quer ver controlada e duas novidades. Uma delas: quer que Dilma saía às ruas. O que a afilhada deve dizer? Segundo o padrinho, é hora do beijo e do olho no olho. Esta é a receita. Seria cômico ver Dilma nas ruas olhando fixamente os olhos de quem reclamasse do estelionato eleitoral. Pior: dando um beijo no cidadão indignado.

Esta é a receita de Lula. Nada sobre a farsa ou o desastre anunciado que somos obrigados a vivenciar. Um olhar profundo e um beijo. É para isto que Lula quer ver Dilma nas ruas onde não pode pisar, pois sempre é acompanhada de um panelaço. Estaria Lula tentando jogar Dilma aos leões? É da natureza dele. José Dirceu que o diga.

O segunda novidade é um mea culpa parcial. Usa um majestático “nós” para definir o que é o PT. Ele sempre recorre a esse “nós” faz questão de se excluir.

Quer dizer então que o PT está só interessado em cargos e empregos? Foram os milicianos que hoje defendem suas sinecuras que inventaram este aparelhamento cruel, que colocou a meritocracia abaixo da contribuição partidária? Ou o  lulopetismo criou esse monstro que hoje Luiz Ignácio diz que precisa ser combatido?

Alguém enxerga um traço tênue de sinceridade nisto? Está claro que Lula bate na cria (ou poste) e agora tenta dissociar-se do próprio PT. Deixando cargas pelo caminho e tentando o impossível: isentar-se da responsabilidade.

Quer Dilma nas ruas para ser humilhada. Não diz o que Dilma deveria dizer. Nem o que fazer, exceto distribuir olhares intensos (olhos nos olhos) e beijos. Nenhuma palavra sobre um caminho, o reconhecimento de erros, as correções necessárias, o bolivarianismo e outras barbaridades. Que Dilma escute panelaços.

E agora, o lobista-mor (acima de “consultores de tráfico de influência e corrupção”, nova modalidade criada pelo PT ainda não tributável nos ISS da vida) diz que a companheirada que está pendurada nas tetas de qualquer cargo público, quer somente saber do emprego e do cargo.

É o caso típico do assaltante de bancos recriminando o trombadinha.

Nessa pantomima sem nexo ou lógica, resta claro uma motivação: medo da cadeia!

O líder máximo do PT abandonou a afilhada, o partido e quer que esqueçamos o passado. Dele.

O que não faz o medo!


Se Sartori chora o que chora só por estratégia, parabéns !


Esquerda DESPENCA e a Direita DISPARA

Por Reinaldo Azevedo


Ministra Carmen Lúcia permite vândalos na Câmara na votação da maioridade penal. Aqui estão as dicas de como cobrar o preço.

Por Luciano Henrique

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Na guerra política, todo evento é uma oportunidade. A direita tem tido sérios problemas em pensar assim, e muitas vezes a mente de várias pessoas colapsa diante de uma oportunidade tão maravilhosa quanto esta que veremos agora. Colapsados mentalmente, muitos se desanimam exatamente no momento em que deveriam ficar eufóricos.

O fato é que a ministra Carmen Lúcia permitiu que os estudantes ligados aos grupos radicais de extrema esquerda (e que já vandalizaram uma votação do mesmo tema na Câmara) pudessem participar de novo na próxima votação sobre maioridade penal. Evidentemente, podemos esperar novos atos de terrorismo, provocação e diversas técnicas para capitalização politica. Se os deputados republicanos não estiverem preparados para isso, seria uma lerdeza digna de perder para tropeiro de lesma.

Assim sendo, a oportunidade é a seguinte: preparar-se para o vandalismo, e estar pronto para denunciar, não só antes como depois, a responsabilidade por permissão da baderna. O fato político é que enquanto 87% dos brasileiros querem a redução da maioridade penal, uma minoria de bolivarianos sádicos quer manter a impunidade de menores. E, pior ainda, querem ter o direito de usar ações terroristas para barrar votações no Congresso a favor da maioria.


Eis a responsável moral pelas agressões que os bolivarianos vierem a provocar: a ministra Carmen Lúcia, indicada por Lula para o STF. Quer dizer que, além de todas as afrontas que o PT tem feito ao povo brasileiro, a ministra de Lula ainda atua para permitir barbáries contra legisladores. Resta a Carmen Lúcia torcer para que os tradicionais bárbaros se comportem, o que é mais difícil que o coiote alcançar o Papa Léguas. E que os deputados republicanos estejam prontos a cobrar o preço não só do PT, de suas linhas auxiliares, de suas milícias e, neste caso, principalmente de Carmen Lúcia.


Pulando a catraca

Por Luiz Carlos Prates


segunda-feira, 22 de junho de 2015

Da Marolinha ao Tsunami

Por Ernesto Caruso

Do governo Lula à “presidenta” Dilma. A culpa dos resultados pífios, pibinho, etc fez coro retumbante nas palavras presidenciais e, foi posta nos países ricos. E, recentemente, a “presidenta” declara sorridente e jocosamente que a marolinha citada por Lula, que não teria força para chegar ao Brasil, virou onda. Onda não, tsunami, reclamam os frequentadores dos supermercados e consumidores de energia elétrica. Ludibriados que foram com a redução dos preços no setor elétrico às vésperas da eleição de 2014.

E mais, completa Dona Roussef que o brasileiro não deve parar de consumir. Com que dinheiro, há​de perguntar, cara “presidenta”.   Nada estimulante, dentre os 21 países da América Latina o Brasil se encontra brigando pelas últimas colocações, em crescimento econômico, com Argentina e Venezuela.

O período petista é assustador não só em relação ao tamanho da onda que enfrenta o cidadão comum, surfista fora da água, mas mergulhado e espremido no transporte coletivo de péssima qualidade por duas, três horas por dia, para ir trabalhar e regressar ao lar, nas portas dos hospitais em busca da senha para ser atendido; prisioneiro nas casas e com medo dos bandidos soltos nas ruas, onde não há segurança.

Do cartão corporativo, do ministro-tapioca, dos milhares de reais envolvidos no mensalão aos milhões do petrolão não há estômago que suporte, cegueira que não veja, mente que não pense, palavra que não grite, dor que não sufoque e amargure o cidadão, descrente da repulsiva cúpula que ainda ri e faz piada, com marolas, ondas e passeio de bicicleta paramentada com trajes de couro e seguranças, sob orientação de marqueteiro, banho de loja, embalagem moderna. Por fora “bela” viola...

O amargor cresce no turbilhão de denúncias, no desprezo ao cidadão do povo, mesmo dos aquinhoados pelo bolsa família, com dificuldade de conseguir emprego e saber que o governo central financia a construção de um porto em Cuba, quase 1 milhão de dólares e outras obras no exterior, como as hidrelétricas no Equador (duas), no Peru e Nicarágua, o metrô no Panamá e Venezuela, aeroporto e BRT em Moçambique, aqueduto na Argentina, abastecimento de água na capital peruana, renovação da rede de gasodutos em Montevidéu, via expressa em Angola... Quanto​s​brasileiros foram empregados nessas obras?

Angústia pelos milhões pagos à Cuba pela importação dos mais ou menos médicos. Dinheiro que deixa de circular no país e com denúncias de malversação dos recursos públicos. Verdadeiro tsunami comparável ao desastre do Japão, mas que lá a estrada destruída se recupera em uma semana.

Milhões e milhões desviados, obras inacabadas, ferrovias sendo desativadas e bilhões da China a pintar o futuro e enfumaçar os PAC 1 e 2 empacados nos alicerces. Indícios de crime podem ser a luz no fim do túnel a brecar a impunidade.

Do TCU brotam relatórios a demonstrar que o governo feriu a lei ao gastar mais do que podia no ano eleitoral de 2014. Fazendo com que os bancos estatais pagassem dos seus recursos próprios as despesas do governo sem o aporte do Tesouro. A Lei de Responsabilidade Fiscal como espada de Dâmocles sobre a cabeça da “presidenta”.

A pesar a desfaçatez do coronelismo institucionalizado comprando votos e o mimetismo marqueteiro a esconder o vermelho do pavilhão petista e estampá-lo na cor branca nos momentos de crise e descrédito no cumprimento das suas promessas de campanha.

Da coerência do STF, sob a presidência do Ministro Joaquim Barbosa, ao enquadrar os crimes do mensalão como engendrados por uma quadrilha, impossível que não fosse pelo envolvimento de elevadas cifras e desvio de condutas de políticos e empresários, à desilusão de ver desfeita a quadrilha no STF’ (linha), como se o malfeito decorresse de combustão espontânea. Assistir ao ministro julgar processos que envolvem um partido do qual foi advogado.

Perplexidade ao ver o PT de Lula e Dilma aplaudir o nome do seu tesoureiro preso e prestigiar os condenados que estiveram presos na Papuda. Preocupação quanto ao processo de desconstrução da família e estímulo à ideologia de gênero a ponto de que as crianças optem pelo uso do banheiro feminino ou masculino como aprouverem.


Fonte: Alerta Total



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Ernesto Caruso é Coronel de Artilharia e Estado Maior, reformado do EB.

Procurador da República denúncia manobra comunista para destruição da família.

Por Guilherme Shelb


Fonte: O ALERTA

Cuba: o Pastor dá a vida pelos Lobos


Cardeal-Ortega-300x166O cardeal Jaime Lucas Ortega y Alamino [foto], ao longo de seus 34 anos à frente da arquidiocese de Havana, transformou-se em um dos maiores e mais indispensáveis defensores do regime comunista. Em 5 de junho pp., o cardeal Ortega, em entrevista à emissora espanhola Cadena Ser, afirmou que “em Cuba não restam presos políticos” e que os indultados por ocasião da visita de Bento XIV à ilha-cárcere, em 2012, já eram simples “presos comuns” (“Diario de Cuba”, 07 de junho 2015).

As declarações cardinalícias causaram consternação nos opositores cubanos. O ex-preso político Ciro Alexis Casanova Pérez, que foi considerado “prisioneiro de consciência” pela Anistia Internacional, declarou com indignação que essa afirmação do cardeal Ortega sobre a suposta inexistência de presos políticos em Cuba “é uma total mentira”, e o incriminou por se dedicar a“apoiar a ditadura dos irmãos Castro” (“Diario de Cuba”, 11 de junho de 2015).

Desde Cuba, o jornalista independente Mario Félix Lleonart assinalou: “Beira o enigmático como alguém na posição deste homem se preste a asseverar algo que ninguém acredita absolutamente, e que não lhe fez nenhum favor, nem à Igreja que representa, nem a si mesmo. É óbvio que tão desatinada declaração lança por terra toda a doutrina social da Igreja que é chamado a respaldar e a praticar” (14 y Medio, 12 de junho de 2015).

O ex-preso político Daniel Ferrer, que foi declarado prisioneiro de consciência pela Anistia Internacional, lamentou desde a ilha: “Negar que em Cuba haja presos políticos é mentir cinicamente e um seguidor Daquele que morreu crucificado para salvar a humanidade e defender os humildes, discriminados e perseguidos, não deveria se comportar de tal forma. O cardeal Ortega não resulta ser um ‘Bom Samaritano’ (S. Lucas 10, 25) quando nega a existência de presos políticos, quando não condena abertamente as flagrantes violações aos direitos fundamentais dos cubanos, inclusive os direitos dos católicos, e quando minimiza conscientemente a importância do trabalho dos que lutam com amor pela liberdade, a justiça e o bem-estar da nação” (“Religión en Revolución”, junho de 2015).

Ada-María-López-Canino-300x200Uma integrante do movimento “Damas de Branco”, Ada María López Canino [foto], que no domingo 7 de junho pp. foi agredida e ferida em Havana por turbas castristas, declarou: “Eu pergunto ao cardeal, por que (para citar dois exemplos) Ángel Santiesteban está cumprindo uma longa condenação, e por que Danilo Maldonado está encarcerado como preso político? Eu quero saber, se eles não são presos-políticos são o que? As Damas de Branco marchamos pedindo a libertação dos presos-políticos em Cuba. E essas fotos que nós apresentamos, de onde as tiramos se não são as fotos dos presos-políticos que estão nas masmorras castristas? O que pretende dizer, que nós mentimos? Que me perdoe, mas é um mentiroso, deveria se chamar Raúl Castro, não cardeal Ortega” (Cubanet, 10 de junho de 2015).

Por sua parte, a Comissão Cubana de Direitos Humanos disse que as declarações do Cardeal não têm a ver com a realidade do país. “Agora mesmo, há mais de 50 presos-políticos” (“Radio Martí”, 08 de junho de 2015).

Na realidade, é difícil saber o número de presos-políticos em Cuba, porque o regime constantemente detém e condena opositores muitas vezes incriminando-os por delitos comuns, para ocultar que se trata de perseguições políticas. Segundo a filosofia totalitária do regime e de acordo com as disposições da Constituição e do Código Penal sobre as liberdades de religião e expressão, elas somente se toleram na medida em que não se oponham à ideologia comunista. Trata-se então de uma ilha-prisão cujos 12 milhões de habitantes poderiam ser considerados como “prisioneiros de consciência”, subjugados por um implacável torniquete jurídico-político-policial.

Recentes “solturas” de presos-políticos da ilha estão sendo amplificadas por grandes meios de comunicação, e por altos líderes políticos e religiosos como atos de liberalização do regime. Entretanto, os opositores já fizeram notar que na linguagem “jurídica” cubana termos eufemísticos como “soltura” e “licença extra-penal” significam “liberdades condicionais”, cosméticas, que na atual conjuntura servem para facilitar as negociações com o presidente Obama e para não desacreditar o mentor dessas negociações, o Papa Francisco. Alguns recentes “libertados” estão sendo ameaçados pelos órgãos de segurança de que a qualquer momento podem voltar à prisão para continuar pagando por seus “crimes” contra o Estado comunista. A outros “libertados” se lhes reteve toda a documentação, e ficam em uma espécie de limbo jurídico, como párias dentro da sociedade comunista (La VanguardiaEuropa Press, 09 de janeiro de 2015).

Na realidade, todas essas fraudes e farsas castristas são conhecidas pelas embaixadas em Havana e pelas chancelarias do mundo inteiro, especialmente pela secretaria de Estado dos Estados Unidos e pela secretaria de Estado do Vaticano. O mesmo botox publicitário que agora o regime aplica novamente por ocasião das negociações com os Estados Unidos, e em função da próxima visita do pontífice Francisco, já havia sido aplicada nas vésperas das visitas papais de João Paulo II e Bento XVI. Não obstante, mantém-se um misterioso silêncio sobre essas farsas do regime cubano. E o cardeal Ortega continuou e continua, como se não ocorresse nada, como Pastor do desditoso rebanho católico cubano.

Talvez nunca antes na História tantos dirigentes mundiais convergiram para salvar uma ditadura do naufrágio, como é o caso do regime castrista. Os cubanos dentro e fora da ilha que dedicamos nossas vidas a lutar, no plano das idéias, pela liberdade e dignidade de Cuba, estamos dispostos a continuar desmascarando as manobras da ditadura castrista e analisando publicamente as atitudes de seus altos protetores, esperando contra toda esperança (Epístola aos Romanos, 4-18 e 19).
No caso do cardeal Ortega, por sua longa trajetória de décadas de atitudes pró-castristas, estamos ante um Pastor disposto a dar sua vida pelos Lobos, e não pelo rebanho a ele encomendado, que encontra-se indefeso, órfão e desamparado.

É preciso dizer: todo este drama cubano, de quase seis inimagináveis décadas de injustiça, miséria comunista e sangue, desenvolve-se ante a Indiferença, com I maiúsculo, de boa parte da opinião pública mundial, assim como ante a pertinaz e enigmática Colaboração, com C maiúsculo, de considerável número de dirigentes e elites do mundo inteiro.

Que o bom Deus, ao qual neste momento recorro clamando por Justiça, ajude o indefeso, órfão, desamparado, maltratado e dizimado rebanho cubano e remova a Indiferença mundial sobre esse drama inimaginável.

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Armando Valladares, escritor, pintor e poeta, passou 22 anos nos cárceres políticos de Cuba. É autor do best-seller “Contra toda esperança”, onde narra o horror das prisões castristas. Foi embaixador dos Estado Unidos ante a Comissão de Direitos Humanos da ONU sob as administrações Reagan e Bush. Recebeu a Medalha Presidencial do Cidadão e o Superior Award do Departamento de Estado. Escreveu numerosos artigos sobre a colaboração eclesiástica com o comunismo cubano e sobre a “ostpolitik” vaticana sobre Cuba.

Pode-se ler o mais recente desses artigos, em espanhol e em inglês, nos seguintes links:

Francisco, el nuncio y el tirano

Francis, the nuncio and the tyrant

(Este artigo pode ser difundido livremente, em qualquer meio de comunicação, sem necessidade de consulta prévia, opiniões, pedidos de subscrição, remoção, etc., podem ser enviados a armandovalladares2012@gmail.com



CULTURA DA TRANSGRESSÃO

Por Carlos Alberto Rabaça

Crise é uma palavra gasta porque muitos homens em altos postos dela se servem para justificar os seus interesses

Pesquisa inédita do Ibope mostra que, no período de 22 anos, o otimismo do brasileiro não ficava tão por baixo quanto hoje: 48% se dizem pessimistas em relação ao futuro do país, enquanto 21% se declaram otimistas. Só no governo de Fernando Collor o brasileiro se mostrou tão pessimista. Contribui para isso a crise ética e econômica que atemoriza os cidadãos.

O mensalão e a operação Lava-Jato deflagraram um sentimento de impotência na população. Sucessão de escândalos e trapaças está longe de ser obra do acaso. O futuro é tão incerto que parece mais uma ameaça. Desemprego, inflação e insegurança política deprimem o brasileiro.

Decerto, as pessoas estão moralmente confusas. A crise brasileira se agrava, a todo momento, pelos vestígios de velhos hábitos políticos e instituições desgastadas. O governo, por sua vez, se empenha numa luta ideológica sem poder definir a própria ideologia. Vivemos uma cultura de transgressão e da ausência de verdadeiros líderes.
“Crise” é uma palavra gasta porque muitos homens em altos postos dela se servem para justificar seus interesses. Na verdade, é precisamente numa conjuntura cheia de incertezas que acontecem ações de alta imoralidade. A autenticidade das crises compreende situações nas quais se deve enfrentar alternativas dignas de confiança, cujos sentidos morais são evidentes num debate público. A alta imoralidade, o enfraquecimento geral dos valores e a organização de atos ilícitos não necessitam de nenhuma crise pública. Problemas dos crimes dos burocratas, do vício de alto preço e da periclitante integridade pessoal são decorrentes da ausência de fiscalização e da transgressão estrutural e endêmica.

Uma sociedade que, em seus altos círculos e em seus níveis médios, é composta de uma rede de quadrilhas não produz homens de sentido moral acentuado. Uma sociedade que é apenas superficial em seu exercício democrático não produz homens de consciência. Uma sociedade que limita o sentido do “êxito” ao dinheiro grosso e que eleva os recursos públicos ao plano de um valor particular, produzirá o negocista impiedoso e o negócio escuso. É claro que pode haver homens corruptos em instituições honestas, mas quando as instituições também corrompem muitos homens que vivem e trabalham nelas, então são necessariamente corruptas.

As empresas governamentais não encerram maiores imoralidades do que as empresas de negócios. Os políticos só podem conceder favores financeiros quando há homens, na esfera privada, dispostos a aceitá-los. E esses só podem procurar favores políticos quando há homens na política que possam concedê-los. Esses fatos é que dão origem à desconfiança da população, que busca encontrar e praticar os meios políticos da honestidade, para objetivos moralmente sadios.

Publicado no jornal “O Globo” de 15 de junho de 2015




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Carlos Alberto Rabaça é sociólogo e professor

domingo, 21 de junho de 2015

Lula está desesperado com o risco de ser preso


BRAZIL-PT-LULA DA SILVA
Que dia bonito. O que não falta hoje é notícia sobre o desespero de Lula com o avanço da Operação Lava Jato.

Quer dizer: do Brahma, como o lobista número 1 do Brasil é chamado pelos empreiteiros presos em mensagens interceptadas pela Polícia Federal.

A coluna Radar, de VEJA.com, informa:

“Possesso e tenso na sexta-feira, 19, logo após a prisão dos dois maiores empreiteiros do Brasil,Lula espumava de raiva.

Aos interlocutores, culpou o governo Dilma, qualificado de ‘frouxo’ por ter deixado a situação ter chegado a esse ponto.”

Em outras palavras: Lula culpa Dilma por não ter conseguido boicotar as investigações.

A Folha acrescenta:

“O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse a aliados que a prisão dos presidentes da Odebrecht e da Andrade Guiterrez é uma demonstração de que ele será o próximo alvo da operação Lava Jato. Lula também reclamou nesta sexta-feira do que chamou de inércia da presidente Dilma Rousseff para contenção dos danos causados pela investigação.

Nas conversas, ele se mostra preocupado pelo fato de não ter foro privilegiado, podendo ser chamado a depor a qualquer momento”.

Na verdade, podendo ser “preso” a qualquer momento, mas a Folha dá uma colher de chá ao petista.

Já O Globo revela frases do próprio Lula em seu Instituto, ditas antes da prisão de Marcelo Odebrecht e Otávio Marques:

“Dilma está no volume morto, o PT está abaixo do volume morto, e eu estou no volume morto”.

“Acabamos de fazer uma pesquisa em Santo André e São Bernardo, e a nossa rejeição chega a 75%. Entreguei a pesquisa para Dilma, em que nós só temos 7% de bom e ótimo”.

Gostei do “nossa”. Gostei do “nós”.

Lula e Dilma são faces da mesma moeda, do mesmo projeto de poder, e têm de cair assim: juntinhos, em volume morto.


Tic-tac, tic-tac, tic-tac…

Venezuela diz que senadores brasileiros queriam 'causar confusão'

Por Veja

Senadores brasileiros durante visita em apoio aos líderes oposicionistas da Venezuela
Senadores brasileiros chegam à Venezuela para tentar encontro 
com líderes presos da oposição: "tentativa de gerar confusão 
conflito entre países irmãos", segundo a chancelaria venezuelana 
(Reprodução/Twitter)
Segundo a chancelaria venezuelana, objetivo da visita era 'desestabilizar a democracia'. Oposição a Maduro fez marcha neste sábado

Apesar de o governo brasileiro haver condenado a agressão contra o grupo de senadores que esteve na Venezuela na quinta-feira, 18, a chancelaria venezuelana sustenta que o objetivo da visita era "causar confusão".

Segundo a chancelaria, seria uma "grande mentira" afirmar "que a segurança e a integridade física dos senadores da direita brasileira esteve comprometida". A nota afirma ainda que o grupo "chegou ao país com o único propósito de desestabilizar a democracia e gerar confusão e conflito entre países irmãos".

O governo brasileiro pediu esclarecimentos a Caracas pelos "inaceitáveis atos hostis" contra os senadores, entre eles o ex-candidato à presidência Aécio Neves (PSDB), que viajou à Venezuela para interceder por políticos opositores detidos. Eles foram agredidos por manifestantes chavistas e não conseguiram visitar os presos políticos, uma vez que as vias de acesso entre o aeroporto e a capital haviam sido fechadas.

Hoje, o líder opositor da Mesa de Unidade Democrática (MUD), Jesús Torrealba exigiu que a presidente Dilma Roussef se promuncie sobre o incidente e disse que há uma "notória diferença" entre o tratamento que os senadores receberam na Venezuela e o que foi dado no país ao presidente da Odebrecht, investigado por corrupção e um dos maiores investidores brasileiros no país.


A maioria dos cidadãos venezuelanos, assim como os opositores, rejeitou o comportamento dos chavistas. "Estamos com vergonha dos atropelos do governo e da falta de respeito aos senadores brasileiros. Por esse incidente pode-se entender a necessidade de visitar nossos presos políticos", disse a VEJA de Caracas a ex-juíza da Suprema Corte de Justiça Branca Rosa Mármol de Leon. A oposição realizou mais uma manifestação pacífica esta tarde.

PEC permitirá rever acordos internacionais como o que regula o Mercosul



O líder do Democratas no Senado, Ronaldo Caiado (GO), anunciou que vai apresentar uma PEC para permitir que o Congresso Nacional possa rever acordos internacionais a exemplo do que regula o Mercosul. A decisão foi tomada hoje após a ditadura venezuelana agredir senadores brasileiros que estiveram em Caracas em missão oficial ontem e foram impedidos de transitar pelo país, além de serem submetidos à violência de manifestantes que bateram e apedrejaram o carro em que estavam os parlamentares.

"Três pessoas foram assassinadas na Venezuela, 878 ficaram feriadas e mais de 3.351 mil foram presas porque se posicionaram contra o regime bolivariano. Esses dados não são da oposição, não são senador Caiado. São da Anistia Internacional", afirmou.

Venezuela: oposição recorrerá ao STF por causa de omissão de Dilma diante do acordo do Mercosul


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Efeito dominó – Vice-líder da Minoria na Câmara dos Deputados, Raul Jungmann (PPS-PE) anunciou, após reunião de lideranças da oposição no Senado, que proporá uma ADPF (Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental) junto ao Supremo Tribunal Federal contra o que chamou de “omissão de controle da presidente da República” diante do acordo do Mercosul, que tem cláusula estabelecendo que somente países democráticos podem participar do bloco.

O parlamentar explicou que, após aprovados pelo Congresso Nacional, os acordos internacionais, como o do Mercosul, passam a fazer parte da legislação brasileira. “E os senadores que estavam na Venezuela cumpriam a missão de fiscalizar, constitucionalmente, se a democracia ainda vigora naquele país, ou seja, se o acordo aprovado está sendo cumprido”. A ação será protocolada na próxima semana.

Convocação de ministro

Jungmann insistiu que a presidente Dilma Rousseff “permite que a democracia seja hoje golpeada e a oposição seja sufocada lá na Venezuela”, apesar da cláusula democrática do Mercosul. O deputado adiantou ainda que apresentou, nesta sexta-feira (19), requerimentos à Mesa da Câmara para convocar o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para explicar a posição do Itamaraty no episódio e também para chamar o embaixador do Brasil na Venezuela, Rui Pereira.

Coube ao deputado Jungmann perguntar ao ministro Mauro Vieira, na noite desta quinta-feira (18), por que a comitiva de senadores havia sido abandonada em Caracas, sem nenhum apoio diplomático. “Ele respondeu que foi uma determinação do Itamaraty. Então, questionei: determinação do governo brasileiro? Ele disse que sim”, contou o parlamentar.

“Neste sentido, nós responsabilizamos a presidente Dilma Rousseff e o governo brasileiro pelo risco de vida sofrido, pela armadilha de que foram vítimas os representantes do povo brasileiro, do Senado do nosso país nessa missão diplomática aprovada pelo Senado Federal”, ressaltou Jungmann. O deputado é coordenador da comissão de deputados federais que irá à Venezuela no segundo semestre, em missão diplomática, para visitar presos políticos e avaliar a situação política do país.

Senador repudia

O senador José Medeiros (PPS-MT), que foi à Venezuela e também participou da reunião desta sexta-feira, condenou a postura do governo da Venezuela frente à visita dos parlamentares. “É lamentável, nos dias de hoje, vivenciar um ato tão inescrupuloso como o de ontem. Além da tentativa de agressão física, foi uma agressão à democracia”, criticou.

PETISTAS: Há outros modos de ganhar a Vida !!!

Por Reinaldo Azevedo


PF a um passo de LULA...
Troca de mensagens liga ex-presidente à tráfico de influência


Marcelo Odebrecht,  já preso pela PF, e LULA: 
Tráfico de Influência.
A Polícia Federal prende os donos e executivos das maiores empreiteiras brasileiras, Odebrecht e Andrade Gutierrez, e com isso atinge o topo da cadeia de comando do esquema de corrupção da Petrobras e está a um passo do ex-presidente Lula, segundo reportagem da revista Veja deste fim de semana.

Mensagens interceptadas pela Polícia Federal entre executivos da construtora OAS, e que constam do processo contra a Odebrecht e a Andrade Gutierrez, descrevem com detalhes o esquema de lobby e indício de tráfico de influência do ex-presidente Lula em países da África e da América Latina. A 14ª fase da Operação Lava Jato foi deflagrada nesta sexta-feira, resultando na prisão dos executivos Marcelo Odebrecht e Otávio Azevedo.

A troca de mensagens ocorreu em 2013 entre Léo Pinheiro e Cezar Uzeda, presidente e diretor da área internacional da OAS, respectivamente. Nos textos, Lula leva o apelido "carinhoso" de Brahma e é citado nos termos de uma aproximação com o embaixador de Moçambique no Brasil, Murade Isaac Miguigy Murargy.

O facilitador do encontro, segundo as mensagens, é o ex-ministro Franklin Martins. Diz Pinheiro: "Tem o Brahma no meio. Quem marcou (o encontro) foi a Mônica, mulher de Franklin (Martins). Segundo ela, seria uma aproximação para 2014. Ele deve coordenar. Disse-me também que os dois (Odebrecht e AG) estão em pé de guerra. Vou confirmar sua ida. Nesse mesmo horário vou estar com Aécio (Neves)", escreveu o ex-presidente da empreiteira, preso em novembro do ano passado, e que foi liberado após um pedido de habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A mulher de Franklin Martins, Monica, também enviou mensagem a Pinheiro detalhando o perfil do embaixador. "Diz ao Cesar (Uzeda) que estarei com ele. Me encontre na porta da Embaixada. Ele vai falar sobre campanha política e novos projetos. Ele que colocou a Suzano e a Andrade lá no governo. Era o chefe de gabinete do presidente (de Moçambique)", explica.

A troca de mensagens mostra que uma viagem ao Chile, onde Lula palestrou em novembro de 2013, bancada pela OAS, foi ideia do próprio ex-presidente. Na tarde do dia 12 de novembro, Léo Pinheiro questiona Cezar Uzeda sobre as obras da OAS no Chile, afirmando que "o Brahma está procurando saber". Quando o executivo responde listando as obras, a réplica de Pinheiro, às 22h do mesmo dia, detalha a ideia do ex-presidente. "O Brahma quer fazer a Palestra dia 24/25 ou 26/11 em Santiago. Seria uma mesa redonda com 20 a 30 pessoas. Quem poderíamos convidar e onde?", diz Pinheiro.

Segundo o diretor da área internacional, os convites estavam condicionados às eleições presidenciais, em que a vencedora terminou sendo a socialista Michele Bachelet. "Os convidados dependerão do resultado das eleições de domingo próximo. O Chile é um país mais sofisticado. Talvez um almoço com participação de empresários, políticos com orientação mais à esquerda e intelectuais. Submeteríamos os convidados à crítica prévia dele (Lula)", diz Uzeda.

Em outra conversa, os empresários definem que a OAS bancará a viagem de avião, mas temem se é conveniente que a viagem seja na mesma aeronave que a do ex-presidente. "Leo, colocamos o avião à disposição de Lula pra sair amanhã ao meio dia. Seria bom você checar com Paulo Okamoto se é conveniente irmos no mesmo avião. Caso contrário, vamos na quarta feira", afirma o diretor da área internacional.

Em relação ao mesmo evento, os executivos conversam sobre as diferenças entre Dilma e Lula em relação à agenda internacional. "A agenda nem de longe produz os efeitos das anteriores do governo Brahma. No entanto, acho que ajuda a lubrificar as relações. A senhora não leva jeito, discurso fraco, confuso e desarticulado, falta carisma"

O mesmo modelo de visita, patrocinada pela OAS, ocorreu em janeiro de 2014, no Uruguai. Diz Uzeda: "Leo, o formato segue o modelo exato do que foi feito no Chile: pela manhã, grupo seleto de empresários uruguaios ou que atuam por lá. O tema passará sempre por alguma derivada da integração regional. Importante saber se ele gostaria de algum retoque ou mudança na organização. Quanto aos nossos interesses no Uruguai, na pauta está o porto de águas profundas em La Paloma (Odebrecht propôs uma PPP) e um gasoduto para levar gás ao Brasil".

Os executivos também citam contato do então ministro Fernando Pimentel para ajudar nas negociações na Argentina, sobre a construção de uma usina hidrelétrica. "(Julio) De Vido (ministro do Planejamento da Argentina) nos ligou preocupado porque o tema das UHE NK não estaria na pauta da reuniao da Camex (Câmara de Comércio Exterior ligada ao Ministério do Desenvolvimento, pilotado por Pimentel) da próxima terça e a data limite para apresentação pelas empresas brasileiras da carta do BNDES é dia 21/02 , data em que ele abrirá os envelopes de preço. Se não apresentamos a carta em 21/02 , seremos desclassificados e ficaremos mal na Argentina. A Odebrecht não está muito preocupada com isso. Ou acha que perde para nós no preço, ou ja está satisfeita por que ganhou do BNDES um financiamento para outra obra de 1,5 bilhão de dólares na Argentina", diz, Léo Pinheiro.

No mesmo diálogo, o executivo da OAS relata gestões de Pimentel para interceder pela Vale na Argentina. "FP vai para Argentina amanhã, domingo, resolver problema da Vale com o ministro De Vido. O governo da Argentina ameaçou a Vale: 'ou investe no país ou libera a mina de potássio do rio Colorado para a China explorar e sai do país'. Mais uma rateada de Murilinho (Murilo Ferreira, presidente da Vale), e o governo brasileiro se move em peso pra resolver", diz Pinheiro.