sexta-feira, 5 de junho de 2015

BRASIL, O FILHO PRODIGO CAIU EM SI?


Quando decidi renovar meu velho blog, dando a ele o formato atual em www.puggina.org, escolhi duas frases para aparecerem intermitentemente na “testa” do site: “O bom liberal sabe que há princípios e valores que se deve conservar” e “O bom conservador deve ser um defensor das liberdades”.

Creio nisso e me vejo, como católico, identificado com as duas vertentes. A liberdade é um dom esplêndido, que Deus respeita como atributo de suas criaturas muito mais do que elas mesmas costumam respeitar. E as responsabilidades que obviamente advêm da liberdade recaem sobre os indivíduos, sobre as pessoas concretas e não sobre grupos sociais, coletivos ou sistemas como alguns querem fazer crer.

É aí que entram os valores que balizam as condutas individuais e, por extensão, a ordem social e os códigos. É socialmente importante saber conservar o que deve ser conservado e mudar o que deve ser mudado. O bom conservador rejeita a revolução, a ruptura da ordem, a substituição da política pela violência, reconhece o valor da tradição e aprecia a liberdade como espaço para realização digna dos indivíduos e dos povos.

Não é por outro motivo que o movimento revolucionário e os que com ele colaboram atacam vigorosamente uns e outros. Liberais e conservadores são identificados, corretamente, como os adversários a serem vencidos. Essa batalha se trava no mundo da cultura. Gramsci descobriu isso e fez escola. Seus discípulos brasileiros, ditos intelectuais orgânicos, em poucas décadas tomaram o sistema de ensino das mãos dos educadores cristãos, inclusive na maior parte das instituições confessionais.

Nos anos setenta, incorporaram-se a essa tarefa inúmeros novelistas, diretores e produtores de programas de televisão em canal aberto. Tratei deles em meu artigo anterior “Acabou! Acabou! ”

http://www.puggina.org/artigo/puggina/acabou-acabou/3234). Enquanto o comunismo era propagandeado como expressão sublime da bondade humana (!), coube àqueles profissionais a tarefa de destruir os valores da sociedade, em ação de lago espectro. Assim, foram zombando do bem, exaltando o mal, pregando a libertinagem e depreciando tudo que merecesse respeito. Foi um longo e bem sucedido processo de destruição moral do qual a corrupção que hoje reprovamos é mero subproduto. A população de patifes, canalhas e sociopatas aumentou em proporções vertiginosas.
Houve um relaxamento até mesmo entre as consciências bem formadas. Gravíssima a omissão de quantos a isso deveriam resistir, nas famílias, nas escolas, nas igrejas e nas instituições! Devemos reconhecer, então: há muito mais culpados entre os omissos do que entre os efetivos agentes do processo de destruição dos valores. As liberdades recuaram simultaneamente porque esse era o objetivo final do projeto de dominação cultural: estabelecer a hegemonia política, com o Estado avançando sobre as autonomias dos indivíduos, das famílias e da sociedade e das liberdades econômicas. Foi assim que assistimos, durante décadas, sucessivas derrotas dos conservadores e dos liberais, tão numerosos quanto acomodados.

Felizmente, a cada dia que passa, cresce o número de brasileiros conscientes das causas da desgraça que acometeu a sociedade brasileira. São as pesquisas que o indicam com clareza. Foi tamanha a lambança, tão generalizada a degradação moral, tão impertinentes os abusos do Estado, a cascavel, enfim, tanto agitou seu chocalho que acabou despertando as consciências de sua letargia. A nação dá claros sinais de estar refletindo sobre o que fez de si mesma.


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Percival Puggina (70), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, integrante do grupo Pensar.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Como ficarão os patrocinadores da seleção brasileira?



O colunista do Radar on-line comenta sua conversa com alguns dos patrocinadores da seleção brasileira em meio ao escândalo do futebol envolvendo a CBF e a FIFA. Augusto Nunes compara a queda da popularidade da presidente do Chile, Michelle Bachelet, com a de Dilma Rousseff. "Bachelet deveria usar os números de Dilma como consolo". Direto de Nova Iorque, Caio Blinder fala sobre a eleição nos EUA, segundo ele há "congestionamento" de candidatos.

PT volta atrás da DOAÇÃO EMPRESARIAL

Por Reinaldo Azevedo


quarta-feira, 3 de junho de 2015

Caiado quer convocar Edinho Silva para explicar uso de publicidade oficial em defesa do PT


edinho_silva_01Fala que eu te escuto – Líder do Democratas no Senado Federal, Ronaldo Caiado (GO) apresentou requerimento de convocação do secretário de Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Edinho Silva, diante das declarações de que orientou campanhas publicitárias de estatais a adotarem tema que combatesse a onda de rejeição de grande parcela de brasileiros em relação ao PT.

Em reportagem do jornal “O Globo”, o secretário com status de ministro afirmou que instruiu empresas públicas como Banco do Brasil e Caixa Econômica a fazerem propagandas incentivando a “cultura da paz” como contrapartida a episódios de hostilidade envolvendo manifestantes críticos ao seu partido. Caiado quer que Edinho Silva explique suas declarações na Comissão de Fiscalização e Controle do Senado.

“É isso que dá colocar o tesoureiro de campanha de Dilma na Secretaria de Comunicação da Presidência da República. Além de não entender uma vírgula de comunicação governamental, ele trata como se fosse a coisa mais normal do mundo usar dinheiro público para fazer campanha de marketing positivo para o PT. Estou apresentando requerimento de convocação porque quero entender afinal se ele acha que o Estado brasileiro está a serviço do partido, ou se já confunde as duas coisas como se fôssemos uma autocracia”, explicou Caiado.

O democrata ainda ressaltou que durante a conversa com o jornalista, Edinho ainda admitiu burlar a Constituição para cumprir com o propósito de usar publicidade oficial como forma de atenuar a crise de popularidade contra a legenda que está no poder há 12 anos.

“Ele ainda tem a cara de pau de justificar o uso de campanhas do Banco do Brasil e da Caixa Econômica porque, em suas palavras, ‘o governo federal não poderia lançar uma propaganda institucional sobre o tema porque o teor das mensagens precisa ser de utilidade pública’. Ou seja, assume na cara dura que quis burlar as regras que regem a publicidade oficial”, acusou.


O requerimento apresentado por Ronaldo Caiado faz menção ao Artigo 37 da Constituição que exige da administração pública obediência “aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência”.

Aquele que arrastava multidões agora se arrasta para o fundo do poço

Por Joice Hasselmann


Pesquisa mostra que o ex-presidente Lula, que um dia já fez fama com 'pai dos pobres', agora é rejeitado pela classe C. Em uma simulação de votos, Lula e sua turma causam arrepios nos eleitores. Acompanhe os dados com Joice Hasselmann.

A Pátria Grande

Por Ruy Fabiano

Não é por outro motivo que o governo reage ferozmente à ideia de abrir a caixa preta do BNDES, que revelará parte dos custos da construção da Pátria Grande

A construção de uma unidade geopolítica latino-americana – ou ao menos sul-americana – não surge com o PT. É ideia antiga, que, há três décadas, inspirou o Mercosul e alterou, para o mal e para o bem, a diplomacia e o comércio continentais.

O fato de ser desejável e necessária, numa época em que as nações se organizam em blocos, para melhor figurar no cenário geopolítico mundial, não a torna menos complexa. A unidade europeia, ideal antigo de séculos, começou a ser implementada após a Segunda Guerra. Passou por diversos estágios e ainda está em curso, cada etapa sendo publicamente discutida.

Não é fácil unir coisas distintas e assimétricas, respeitando-se os espaços de soberania.

O problema da união latino-americana cogitada pelo PT, e pelas organizações da esquerda continental, reunidas no Foro de São Paulo, é tentar impô-la sem debates e sob o tacão ideológico.

A Pátria Grande terá que ser socialista – ou bolivariana - e seu projeto objetiva, com a urgência possível, unificar forças armadas, moeda e territórios. Nada menos.

Para definir sua institucionalização, criou-se a Unasul, cuja última reunião de cúpula, no Equador, em dezembro, aprovou três propostas complicadíssimas: uma Escola Sul-Americana de Defesa – “um centro articulado de altos estudos para formação de civis e militares” -, abertura do espaço aéreo dentro da Unasul, além de passaporte comum, sem distinguir nacionalidades.

São questões que tangenciam a soberania e pressupõem longas e complexas tratativas, acompanhadas de perto pelas sociedades dos países abrangidos. Nada disso, porém, ocorreu: nem na sociedade, nem no Congresso, nem em parte alguma.

Quem assiste os vídeos do PT tratando do assunto – e há vários na internet (deve ser isso que o partido entende como “debate”), constata que se parte de um pressuposto falso: de que a sociedade brasileira está não só ciente desse projeto, mas de pleno acordo – sobretudo quanto a seu teor ideológico.

Num deles, fala-se de “uma América do Sul vermelha”. Em outro, Lula fala da importância de o Brasil investir na infraestrutura de Cuba, sem explicar o porquê. O debate deu-se sempre intramuros, com a militância do partido e do Foro.

Os reflexos dessa manobra são evidentes. Mudou a diplomacia brasileira, trocando parceiros e prioridades. O Brasil é o único país a dispor de duas chancelarias: a oficial, o Itamaraty; e a real, a cargo do chanceler Marco Aurélio Garcia.

As antigas alianças ocidentais foram trocadas por outras, de teor oposto, que em vez de lucro dão prejuízo. Serve-se ao país a política do fato consumado, na base da terapia do susto.

A figura de Simon Bolívar tem peso simbólico nos países hispano-americanos, como libertador do colonizador europeu, mas nenhum no Brasil, que viveu processo de independência diverso.

Impingi-la como elo comum é uma arbitrariedade. Os nossos “pais fundadores” – e os há – são civis. Os mentores de nossa independência não eram militares, que só passaram a ter presença exponencial na política brasileira a partir da República, por eles proclamada. Nosso Bolívar é José Bonifácio.

O problema, portanto, começa na falsificação dos símbolos. A grande figura militar brasileira, o Duque de Caxias, firmou-se menos como guerreiro e mais como pacificador, arquiteto da unidade nacional, ao longo do Segundo Reinado.

Nem ele, no entanto, desfruta mais desse prestígio, tal a eficácia do processo iconoclasta a que foram submetidas as figuras históricas do país de algumas décadas para cá. Sem heróis, não há nação – e por isso as grandes nações sempre cultivaram os seus.

A Pátria Grande não inova nesse ponto: vê em Bolívar um herói comum, ainda que o perfil histórico que esculpiu esteja bem longe da figura real que ele encarnou. O Brasil, e esse é o absurdo maior, mesmo sem ter nada a ver com Bolívar, cumpre o papel de promover e patrocinar esse projeto, sem que sua população saiba de seus objetivos e, sobretudo, do seu custo.

Não é por outro motivo que o governo reage ferozmente à ideia de abrir a caixa preta do BNDES, que revelará parte dos custos da construção da Pátria Grande. Ela também é destinatária de parte do saque à Petrobrás e aos fundos de pensão.

O Foro de São Paulo promove a eleição dos bolivarianos e sustenta a construção (que não é barata) dos alicerces dessa “nação comum”. O dinheiro vem daqui. E Joaquim Levy, antípoda ideológico do pessoal do Foro, foi chamado a administrar o troco que restou ao Tesouro Nacional nessa aventura em pleno curso.




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Ruy Fabiano é jornalista.

Dilma mete os pés pelas mãos

Por Reinaldo de Azevedo


Carta aberta sobre o PT faz alerta e atinge milhões de pessoas


A Verdadeira Face de LULA



O ex-presidente metalúrgico se auto descreve neste vídeo. Ele se entrega e ninguém se toca disso... Depois vem com o papinho de não saber de nada, fala sério!
Não sei quem é mais cretino... Se são os senadores e seus esquemas, os juízes perpetuadores da lei e desordem, os corruPTos, os deputados que nos tiram para OTÁRIOS, o próprio Lulla, ou o POVO que ainda apoia estes usurpadores do poder... 

terça-feira, 2 de junho de 2015

Operação Acrônimo: PSDB pedirá ao Ministério Público investigação de jatinho de empresário ligado ao PT


benedito_oliveira_01Pente fino – Nesta segunda-feira (1), o diretório estadual do PSDB em Minas Gerais informou, por meio de nota, que apresentará notícia crime à Procuradoria Regional Eleitoral do Estado para apurar o uso da aeronave apreendida na Operação Acrônimo, da Polícia Federal, em favor da campanha eleitoral do governador mineiro Fernando Pimentel (PT).

“Será solicitado, ainda, as rotas de voos (data, horário e local da saída e chegada) e a lista de passageiros para cada trecho de voo realizado pela aeronave bimotor turboélice prefixo PR-PEG, ao longo do período eleitoral de 2014, mediante intimação das empresas que administram hangar nos aeroportos da Pampulha e Carlos Prates, em Belo Horizonte, no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, e no Aeroporto Internacional de Brasília, bem como intimação da ANAC/INFRAERO além da oitiva dos envolvidos”, revela o partido, no comunicado.

O empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, colaborador de campanhas do PT, é o dono da aeronave. Vale lembrar que, em outubro de 2014, Bené foi detido com R$ 116 mil em dinheiro vivo quando chegou a Brasília vindo de Belo Horizonte. O ato motivou a investigação da PF, deflagrada na semana passada, e levantou a suspeita de um esquema de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro. Além de Bené, foram detidas outras quatro pessoas.

Suspeitando que a empresa da esposa de Pimentel, Carolina Pimentel, Oli Comunicação e Imagens, seja “fantasma”, agentes da Polícia Federal também fizeram buscas num apartamento, localizado na Asa Sul, em Brasília. Pimentel concedeu coletiva neste último sábado (30) negando as acusações.

Também foram alvos das buscas dois imóveis, em Belo Horizonte, do ex-deputado Virgílio Guimarães (PT-MG), aliado de Pimentel. O advogado de Carolina, Pierpaolo Bottini, informou que os documentos que comprovam a inocência da esposa de Pimentel seriam entregues ao juiz da investigação na tarde desta segunda-feira.

O PSDB-MG destacou que a campanha do petista gastou R$ 10,170 milhões além do limite permitido, que já teve aplicação de multa em quase R$ 51 milhões, com desaprovação de contas pelo tribunal e pedido de cassação do mandato de Pimentel pela Procuradoria Regional Eleitoral de Minas. O processo está sendo analisado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília.

O diretório estadual do PSDB mineiro informou que já tinha apresentado ao Ministério Público um pedido de investigação referente à utilização de aviões e helicópteros na campanha, que mostrariam “a prática de caixa dois, já que aeronaves utilizadas não constam na declaração” e que Pimentel também responde a uma ação do partido de cassação “em razão da utilização política dos Correios na campanha eleitoral”. O diretório estadual do PSDB ainda acusou a campanha de Pimentel de entregar correspondência postada pelo partido em Minas.

“A essas graves irregularidades, soma-se agora, uma planilha apreendida pela Policia Federal que atesta, ao que tudo indica, a contabilidade de caixa dois da campanha petista no Estado e o possível uso de empresas de fachada que receberam recursos públicos desviados para campanhas do partido”, ressaltou o PSDB. 

"Dilma pôs fogo na Casa", diz Aloysio Nunes sobre ajuste fiscal



Ajuste fiscal: Dilma criou incêndio e não sabe como apagar, segundo senador Aloysio Nunes (PSDB-SP). O parlamentar afirma que "a presidente precisa chamar a atenção de todos para apagar o fogo criado pela crise. Dilma só chamou o bombeiro, que no caso é Levy, mas faltam os 'arquitetos e pedreiros' para auxiliar na reconstrução". Assista a primeira parte da entrevista 'Direto ao Ponto', com Joice Hasselmann.


Cretinices Gramscianas


Como foi que o comunopetismo, após cinco décadas de hábil e continuado esforço para conquistar a hegemonia segundo a receita de Antonio Gramsci, caiu do sucesso avassalador para o fracasso total em apenas um dia, a data fatídica de 15 de março?

A resposta é simples: a receita gramsciana está errada. Não funciona. Não vale nada, seja como análise da estrutura do poder, seja como fórmula para conquistá-lo. Serve para infundir na esquerda um entusiasmo temporário que termina por jogá-la num buraco ainda mais fundo do que aquele do qual pareceu tirá-la no começo.

Tal como o marxismo clássico, o revisionismo de Bernstein e Kautsky, o leninismo, o stalinismo, o trotskismo, o maoísmo, a teoria “foquista” de Régis Débray, o marxismo estrutural de Louis Althusser e não sei mais quantas versões e remodelagens, o gramscismo nunca passou de mais uma na série interminável de formas ilusórias, entre patéticas e mortíferas, de que o marxismo se revestiu no empenho louco de dominar a realidade total e moldar o curso da História.

Um traço essencial do pensamento esquerdista, cuja disseminação nas escolas brasileiras basta por si só para explicar o decréscimo de capacidade dos nossos estudantes, jornalistas, professores universitários e intelectuais em geral, é aquele que, à falta de melhor nome, chamo “indução mediada”.

No processo normal do conhecimento científico, o acúmulo de fatos convergentes sugere uma constante, que então se consolida em hipótese descritiva e deve ser testada no confronto com possíveis fatos divergentes antes mesmo de adquirir o estatuto de “teoria”.

Na visão esquerdista das coisas, entre os fatos e a hipótese descritiva já se interpõe toda uma teoria prévia – carregada, sempre, de moralismo acusador – que não só obriga os fatos a ir na direção desejada, mas obstaculiza, proíbe e impossibilita de antemão o confronto com os fatos divergentes, ao ponto de que o simples fato de alegá-los se torna prova da acusação embutida.

Notem bem: eu não disse que isso acontece de vez em quando, que é um cochilo freqüente entre pensadores de esquerda. Disse que é um traço essencial e infalível, presente mesmo nas criações mais altas da intelectualidade esquerdista e sem o qual ela não poderia ser esquerdista de maneira alguma.

A teoria interposta tem uma infinidade de versões, mas pode-se resumir numa premissa simples e unívoca:Todos os males do mundo provêm de que aqueles que estão no poder não somos nós (comunistas e afins).Levei décadas para perceber que essa premissa, com toda a candura da sua estupidez brutal, está presente em cada linha não só dos “clássicos do marxismo”, Marx, Engels, Lênin, Stalin, Mao, mas dos militantes intelectuais marxistas mais sofisticados, como Lukacs, Sartre, Merleau-Ponty, Foucault, Althusser, Gramsci.  Retire-a, e tudo o que eles escreveram não passará de um imenso e insensato non sequitur, tirando dos fatos conclusões que eles não sustentam nem em sonhos. Ponha-a de volta, e tudo começará a fazer sentido, mas não como teoria científica e sim como camuflagem pseudocientífica de uma intransigente e psicopática reivindicação de poder.

O próprio Marx já confessou isso implicitamente na sua 11aTese sobre Feuerbach: “Os filósofos se limitaram a interpretar o mundo; o que importa é transformá-lo.” Se o filósofo pode exercer a sua atividade contemplativa longe dos altos escalões do poder e sem nenhuma intenção nem mesmo de freqüentá-los, “transformar o mundo” requer, como primeiríssima condição, o poder de fazê-lo. Tudo, absolutamente tudo no pensamento marxista, marxiano, pró-marxista e marxistóide depende fundamentalmente dessa premissa, sem a qual ele não poderia ser o que é.

Isso quer dizer que, mesmo ao falar de assuntos que estão aparentemente a léguas de qualquer luta pelo poder – as tragédias de Ésquilo, a arquitetura das catedrais ou a música de Mozart – o intelectual marxista (uso o termo lato sensu) está sempre investigando a mesma questão ou série de questões: Quem está no poder, como chegou lá, como podemos tirá-lo de lá e ocupar o lugar dele?

Tudo, absolutamente tudo entre o céu e a terra, é examinado sob esse prisma e somente sob ele. A variedade mesma dos assuntos que interessam aos marxistas é a prova de que essa perspectiva obsessivamente limitada e limitadora pode ser estendida a todos os objetos possíveis, já que tudo pode ser útil para a conquista do poder da mesma maneira que tudo pode ser meio ou obstáculo para a conquista de qualquer outro objetivo humano: a felicidade, a salvação da alma, a glória de uma nação ou raça, a prosperidade geral, a paz universal etc. etc. Tudo o que existe, sob qualquer modo que seja, se torna então um instrumento de dominação, e todo o problema consiste em saber como tomá-lo dos seus detentores passados e presentes e entregá-los aos comunistas.

Imaginem, por exemplo, em quê se transforma, na perspectiva marxista (repito: lato sensu), o estudo da linguagem.

Antonio Gramsci enfatiza que em muitas línguas o adjetivo “bom” vem da mesma raiz que significa “rico” ou, como no latim, é ele próprio um sinônimo de “rico”.  O consensus bonorum omnium, “consenso de todos os homens bons”, a que Cícero apela contra o sedicioso Catilina, não é outra coisa senão a opinião dos ricos e poderosos, os membros do Senado, os optimates em oposição aos populares.

É um fato. Mas Gramsci interpreta-o como prova de que a linguagem é por excelência um instrumento da hegemonia, o controle do que a sociedade pode ou não pode pensar. Na medida em que acredita que os ricos são os bons, ela se sentirá inibida de agir contra eles.

Mas, se fosse assim, todas as palavras do idioma deveriam enaltecer as virtudes dos ricos e vituperar os vícios dos pobres. Não poderia existir, por exemplo, a palavra corruptio, que no uso romano significava eminentemente induzir ao mal por meio de propinas – um modo de agir que é próprio dos ricos e não está ao alcance dos pobres.  

Nem poderia existir o verbo spoliospoliare, que, em contraste com outras acepções do verbo “roubar”, comosubripiolatrocinorsurrupio etc., designa eminentemente a espoliação do fraco pelo forte, do pobre pelo rico.

Se a linguagem fosse propriedade dos ricos e instrumento da sua glória, toda palavra que por si insinuasse alguma coisa contra eles deveria ser suprimida do vocabulário. Se não o é, é pela simples razão de que as palavras não são consagradas no vocabulário dominante pela classe dominante, mas pelos gramáticos e escritores, que tanto faz serem pobres ou ricos, assim como pelo uso popular repetido, que se prolonga pelos séculos e transcende quaisquer disputas momentâneas de poder.

“Bom” ser usado como sinônimo de “rico” não significa que os ricos sejam sempre bons, o que seria uma crença demasiado pueril para ter qualquer eficácia retórica, mas, simplesmente, que é melhor ser rico que ser pobre -- uma verdade que os pobres conhecem até mais que os ricos.

Isso sem contar o fato banal de que qualquer adjetivo pode ser usado em sentido literal ou em sentido irônico, dependendo da construção da frase. Para usar os termos clássicos de Saussure, o significado das palavras não é decidido no nível da língua, mas no da fala – no uso concreto que as pessoas fazem da língua.


Publicado no Diário do Comércio.

PÁTRIA EDUCADORA: Ajuste Fiscal suspende análise de bolsa para doutorado


Juiz manda liberar dinheiro, mas CAPES disse que vai recorrer

A Justiça Federal do Distrito Federal determinou que a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) emita imediatamente a carta de concessão e libere os valores relativos à bolsa do Programa de Doutorado-Sanduíche no Exterior (PDSE) para um aluno de Araranguá, em Santa Catarina.

Desde o início de abril, por conta do ajuste fiscal do governo federal, o órgão suspendeu a análise de concessão de bolsas para o programa, que permite ao aluno de pós-graduação fazer parte de sua pesquisa em uma universidade estrangeira. A Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) estima que ao menos 50 alunos tenham perdido prazos de suas viagens ao exterior por causa da suspensão.

A Capes informou que foi notificada na quarta-feira da semana passada, 27, e que recorrerá da decisão liminar.

Com medo de perder a viagem para concluir sua pesquisa na Inglaterra, Vanderlei Freitas Junior, doutorando em Engenharia do Conhecimento pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), entrou com um mandado de segurança contra a Capes. "Eu preenchi todos os requisitos exigidos no edital, fui o primeiro colocado e corria o risco de não conseguir a bolsa", disse.

Na decisão, publicada na segunda-feira da semana passada, 25, o juiz Bruno Anderson Santos da Silva, da 3ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal, disse que o direito de Freitas Junior "se aperfeiçoou" pelo fato de ele ter sido aprovado em primeiro lugar no edital. "(A jurisprudência) é tranquila quanto ao direito ao recebimento da bolsa se implementado todos os requisitos previstos no edital de seleção."

A decisão, em caráter liminar, determina que, assim que for notificada, a Capes emita imediatamente a carta de concessão da bolsa e libere os valores referentes ao PDSE. Freitas Junior precisa estar na Inglaterra até 15 de junho e disse que não consegue adiar o início do programa, que tem duração de seis meses.

"Se não fosse por essa decisão liminar, muitas coisas poderiam estar perdidas. A universidade não trocaria a data do início do meu programa porque já fez os ajustes para me receber. Minha mulher pediu afastamento do trabalho dela e minha filha de 8 anos vai estudar à distância nesse período", disse o doutorando.

O aluno disse acreditar que a decisão favorável pode abrir precedente para que outros doutorandos, que não conseguiram a análise de seus pedidos de bolsa, também tentem a concessão por meios jurídicos.


Questionada, a Capes não informou se tem previsão para retornar a análise das bolsas. Também não informou se o ajuste fiscal, que contingenciou R$ 9,423 bilhões da Educação, implicará em cortes ou redução do PDSE ou outro de seus programas. Na terça-feira passada, 26, o Ministério da Educação (MEC) anunciou o corte de vagas dos programas Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) e Ciência sem Fronteiras. (AE)

Gritaria com a Reforma Política

Por Reinaldo Azevedo


Lista para escolha da chefia do MPF começa a ser elaborada semana que vem


A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) marcou para a próxima semana o início do processo para a formação da lista tríplice para disputa do cargo de procurador-geral da República, atualmente ocupado por Rodrigo Janot.

A partir de 5 de junho, os membros da procuradoria interessados em ocupar o cargo poderão se candidatar. O prazo para a inscrição de candidatos termina no dia 15 de junho. No dia seguinte, começa a campanha eleitoral interna. A escolha da lista tríplice será no dia 5 de agosto, por meio de consulta entre os membros do Ministério Público Federal (MPF) em todo o país.

O mandato de Janot termina no dia 17 de setembro, mas ele pode ser reconduzido pela presidenta Dilma Rousseff por mais dois anos. No entanto, a eleição interna entre os membros da PGR precisa ser feita para a formação da lista. A apresentação da lista não é obrigatória, mas é feita pela ANPR desde 2001. A entidade entende que esta é a maneira mais democrática para indicar seu representante.

A presidenta não é obrigada a nomear o candidato mais votado, porém, o critério é observado desde o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para tomar posse,  o procurador precisa ter o nome aprovado pela Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) do Senado e pelo plenário da Casa.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

O senhor Stédile

Por Sacha Calmon - Correio Braziliense

Dizem os petistas que o senhor João Pedro Stédile é um homem culto, com pós-graduação em universidades de ponta, além de poliglota. Ao que parece - o partido não é chegado ao idealismo burguês -, o referido senhor é um intelectual de primeira linha. De fora a distância entre o que o PT diz e a realidade, vamos aceitar que o homem é culto. Mas a cultura que o reveste acentua ainda mais a rudeza do seu pensar, sem falar na malignidade de seus atos e pregações. Outro dia - indignado com a outorga da Medalha a ele conferida pelo chanceler da Comenda da Inconfidência, o mais alto galardão do governo de Minas Gerais -, um magistrado mineiro dizia vê-lo como fanático marxista, igual aos sectários da guerra santa dos islamitas radicais. Leitor e admirador de Marx e Freud, dois gênios, ousei rerratificar a fala do meu interlocutor: fanático, sem dúvida, mas do comunismo à moda de Lênin e Fidel, tirando Marx da confusão, filósofo profundo que sequer chegou a ver em vida as movimentações históricas dos partidos comunistas.

Quem leu o livro de Engels, amigo íntimo de Marx e próspero industrial alemão, a origem da família, do Estado e da propriedade, certamente está informado do significado da dialética da história no conjunto da obra de Marx, cujo livro mais citado é O capital, até hoje profundo e polêmico. Com acerto, o padre Jean Calvez, o mais honesto e profundo conhecedor da filosofia de Marx, dizia ser ele o autor da mais completa interpretação histórica do homem e do universo. Marx esteve baseado na dialética de Hegel, seu mestre e contemporâneo (ver Ludwig Feuerbach ou o Fim da filosofia clássica alemã), que utilizava a dialética do filósofo grego Heráclito para explicar a evolução do espírito absoluto (filosofia idealista alemã). Marx o botou com os pés no chão e usou a dialética para explicar o homem e a história, deixando de lado o tal espírito absoluto. O homo necessitudinis, ou seja, um ser de necessidades, é a tese. A antítese é a natureza sobre a qual o homem atua (homo faber) para satisfazer as necessidades de comer, defender-se, abrigar-se, procriar e sobreviver.

A síntese é a história humana sob a face da Terra. Ao redor dessa contradição básica (ou seja, tese versus antítese = síntese), Marx chega aos tempos modernos pregando que só haveria igualdade e liberdade plenas com o desaparecimento do Estado e das classes sociais antagônicas e a mais-valia do trabalho, com a vitória do proletariado e a coletivização da propriedade (todos por um e um por todos), um belo sonho que ele chamou de materialismo histórico a terminar num paraíso terreal elevado e científico, a ombrear, como diz o padre Calvez com a parusia cristã, ou seja, o paraíso após a morte (o fim de todas as contradições da história dos homens e de cada homem particularmente).

Embora a sociologia marxista seja ferramenta imprescindível para a compreensão da história humana, especialmente pelos lados social e político, a faticidade sociológica que processou a evolução das sociedades modernas nos mostrou, à saciedade, o fracasso dos modelos socialistas supostamente marxistas-leninistas. Rússia e China, os dois gigantes do socialismo dito científico, o trocaram por economias de mercado e modelos democráticos de gestão (o PC chinês tem vários partidos no seu âmago). Comunistas remanescentes temos somente dois países: Cuba, pressurosa em se modernizar, e Coreia do Norte, secretamente ávida de unir-se à Coreia do Sul.

Causa espécie que, apesar da sua cultura, o senhor Stédile não tenha percebido as mutações da história contemporânea, apegando-se a avelhantados slogans tipo "luta contra o imperialismo norte-americano", ou de cara com o sucesso do agronegócio, a alardes contra "a exploração do latifúndio improdutivo"... Stédile não passa de um agitador político, com alta dose de desequilíbrio socioafetivo, apegado a teses esquizoides dissociadas da realidade que vivemos no Brasil. O PT inteiro, aliás, inventa uma luta de classes que ninguém enxerga e alardeia defender os pobres contra os ricos. Ora, não há quem sendo rico deixe de desejar o aumento do poder aquisitivo do povo, garantia de mais progresso, pois terá a quem vender produtos e serviços.


A luta contra a pobreza, o desejo de educar o povo, o resgate da desigualdade histórica que assola as sociedades latino-americanas é desejo de todos os brasileiros e povos irmãos do continente. Não existem "banqueiros perversos", "latifundiários exploradores" nem "burgueses despolitizados". Os "movimentos sociais" não passam de "caricaturas" ridículas de "imaginárias revoluções", massa de manobra de políticos populistas, espertalhões e psicopatas sociais, como o senhor Stédile, com todos os seus inúteis diplomas.


Movimentos de rua e a escolinha de futebol do Lênin

 
Tempos de Fifagate são inspiradores... Imitemos o "treinador" $talinácio e vamos usar metáforas futebolísticas para demonstrar que o Brasil precisa passar, urgentemente, por uma ampla transformação estrutural, com conceitos corretos, definições estratégicas transparentes e valores morais claros para todos, como pré-condição histórica para que tenha a chance de chegar a ser um País no rumo concreto de desenvolvimento. Até a presente data, continuamos nos comportando como aquela pátria de chuteiras que tomou uma goleada de 7 a 1 (de quem mesmo?), mas insiste em permanecer refém dos erros históricos de sempre.   

Desenhemos na prancheta do técnico! Meu time, o Flamengo, tomou do Corinthians do $talinácio o atacante Guerreiro - que tem um histórico de eficiência em fazer gols. O problema é que o rubro-negro tem uma deficiência tática crônica: o meio campo não funciona corretamente, e não faz a bola chegar ao artilheiro que deve cumprir a missão precípua de meter bola na rede. Além do problema de fragilidade psicológica do time, que não consegue segurar um placar favorável e se desespera facilmente quando o quadro é desfavorável, o clube padece do mesmo problema estrutural de tantos outros no decadente futebol brasileiro: seus dirigentes têm visão rentista, dando mais importância ao equilíbrio de caixa que aos resultados positivos concretos que a equipe precisa ter até para se sustentar suas finanças.

O desgoverno federal, e maioria esmagadora dos estados e municípios, apresentam a mesma deficiência estrutural daquela que é considerada a "Nação Rubro-Negra". O Capimunismo, combinado com a visão pragmático rentista que exige resultados no curto prazo, senão não presta, está inviabilizando o Brasil. Não é possível que nossos "treinadores" não percebam o suicídio tático de continuar fingindo acreditar que tenha chances de se desenvolver um País com juros estratosféricos, noventa e tantos "impostos" elevadíssimos e tanta corrupção institucionalizada. Marcamos um gol contra por segundo na gestão da coisa pública. Os negócios privados ficam reféns do mesmo esquema que tudo depende do poder estatal.  

Pela mesma ótica ludopédica de análise, tem algo muito errado na estratégia e na tática dos movimentos que tentam se organizar para promover grandes protestos contra o desgoverno, pelos mais variados objetivos e fins. Alguns aparentemente parecem legítimos e outros claramente se comportam como oportunistas e sem legitimidade democrática. O que mais chama atenção é que todos eles carecem hoje de propostas concretas para sensibilizar e mobilizar o povo para as mudanças estruturais que o Brasil precisa, mas vive adiando. A pergunta mais comum é: "O que fazer?".

O líder da revolução russa Vladimir Lênin escreveu um livro sobre o assunto. Independentemente da ideologia, a obra pode ser muito útil para brasileiros perdidos na hora de mexer com a massa ignara - que não está a fim de nada, ou até tem boa intenção, mas não consegue traçar objetivos e metas bem claras e possíveis de serem cumpridas, em favor da Pátria (que não é aquela de chuteiras - muito bem explorada economicamente pelas as empresas CBF e Globo). Frases soltas de Lênin rendem excelentes reflexões. Afinal, foi ele quem disse: "Ideias são mais letais que as armas"

O pragmatismo de Lênin é objetivo: "Toda cozinheira deve aprender a governar o Estado". Lênin definiu: "O Estado é a organização especial de um poder: é a organização da violência". Lênin acrescentou: "Salvo o poder, tudo é ilusão". Lênin conceituou: "Ditadura é o poder baseado diretamente na força e irreprimido por quaisquer leis". Lênin também constatou: "O crime é produto dos excessos sociais". Lênin salientou: "Muitas vezes, é verdade, que, em política, você aprende com o inimigo".  Lênin proclamou: "A morte de uma organização acontece quando os de baixo já não querem e os de cima já não podem". O mesmo Lênin observou: "Um imbecil pode, por si só, levantar dez vezes mais problemas que dez sábios juntos não conseguiriam resolver".

Um dos conselhos úteis de Lênin trata da relação entre o sonho das pessoas e o mundo real: "É preciso sonhar, mas com a condição de crer em nosso sonho, de observar com atenção a vida real, de confrontar a observação com o nosso sonho, de realizar escrupulosamente nossas fantasias. Sonhos, acredite neles"... Tanto é assim que Lênin também filosofou sobre o tempo real: "Há décadas em que nada acontece e há semanas em que décadas acontecem". E Lênin, grande frasista, tem outra muito útil aos brasileiros no momento presente: "Se você não é parte da solução, você é parte do problema".

Divertindo-me com tais frases soltas, juntadas em um texto de forma cinicamente maniqueísta, chego a conclusão que Lênin daria um belo treinador para o Flamengo. Infelizmente, não dá para dizer o mesmo do companheiro $talinácio ou da torcedora Dilma - mais "prestigiada" que técnico de time que não para de perder de goleada... Ou mais "prestigiada" que dirigente da Fifa no torneio de futebol do FBI...

Partindo dos entretantos para os finalmentes, como proclamaria oPresidente Odorico, o Brasil carece de uma Elite Moral que consiga definir rumos estratégicos para o País, obtendo o milagre comunicacional de conseguir convencer os "jogadores da nação" da estratégia e da tática correta para virar nosso jogo - há muito tempo em permanente derrota política, econômica e, pior ainda, cultural e civilizatória.

Não precisamos estudar na escolinha de futebol do professor Lênin... Mas não podemos continuar sob risco de sermos treinados por falsos mitos de visão egoísta como o treinador $talinácio. Da mesma forma, não podemos esperar que, milagrosamente, o time das Forças Armadas entre em campo para salvar um jogo que é perdido pela incapacidade de cada jogador brasileiro - que ignora ser a gestão de uma nação uma obra coletiva.

Enfim, não adianta achar que tudo no Brasil se resolverá com jogadas mágicas de uma partida de futebol. Impeachment, intervenção constitucional, renúncia ou derrubada do governo por outro fim, combate inocente à corrupção sistêmica... Tudo parece distante do cenário real previsível.

Precisamos, de verdade, criar as pré-condições históricas para a mudança. Isto dá trabalho, consome tempo, neurônio e dinheiro. Exige debate sincero, sem paixões ideológicas - que mais parecem manifestação de torcida de futebol. Tal trabalho tem de começar ontem, para que o hoje chegue até amanhã. A militância cidadã vai exigir, antes, que cada indivíduo cuidem bem da própria vida e da família, para não terminar morto em campo...

O jogo é jogado... E não é para principantes nem amadores... Amador que deu certo só o Aguiar, do Bradesco... No entanto, se ninguém principar, nada vai acontecer...

Por isso, a dica aos organizadores de movimentos de rua e aos ativistas da internet é que desenvolvam, imediatamente, a capacidade de produzir soluções que as pessoas comuns entendam e constatem que têm capacidade real de, no mínimo, ajudar a realizar.

Se não for assim, manifestações públicas (na rua ou nas redes sociais) serão completamente inúteis. Nem adianta se matricular na escolinha do professor Lênin que o time continuará perdendo... E tomem cuidado com oportunistas, empresariais ou politiqueiros, que tentam se aproveitar da boa vontade e do voluntarismo das pessoas, principalmente as mais jovens...

Vamos sair do negativo e virar o jogo... Soluções, já! Ou, então, seremos o problema...      

Salvem o presidente


Que time é teu, Dilma?

O "Observador dos Pampas" manda um recado, injuriado e corretivo, porque erramos o time da Dilma lá no Sul:

"Apenas para esclarecer, DILMA  torce, desde os “velhos tempos” da dita-dura, pelo Internacional de Porto Alegre, o dito colorado, como ela mesma declarou (e não pelo Grêmio, graças a Deus!)".

Nota da redação: Eu também agradeço a Deus que ela não torce pelo Flamengo, embora o time hoje mais se pareça com o desgoverno dela: finge que tem poder ofensivo, até contratando um atacante de renome como o Guerreiro, mas é muito ruim na gestão do meio campo, o que compromete a eficiência e a meta do time que parece fragilizado psicologicamente dentro de campo.

Aventuras de Marco Polo


Rompendo o círculo vicioso

De Régis D. C. Fusaro, um comentário relevante sobre o artigo do Vice-Almirante Paulo Frederico Soriano Dobbin, publicado neste Alerta Total de 29 de maio de 2015:

"Uma das primeiras atitudes para romper o ciclo vicioso, muito bem apontado pelo Vice Almirante, é recusarmos qualquer outra eleição que nos apresente a mesma URNA ELETRÕNICA fraudável. Bem a propósito seria oportuno levantar esse problema já, enquanto há tempo suficiente para as adaptações necessária à emissão de comprovante de votação. E que todos nós pensemos em outros enfrentamentos pacíficos e inteligentes ao governo. Afinal, para quem mesmo o governo deveria atuar?" 

Alguém acha que Lula vai?


Requerimento 726/2015 do deputado Onix Lorenzoni (DEM-RS) convocando Luiz Inácio Lula da Silva a prestar esclarecimentos na CPI da Petrobras, acerca das denúncias de que praticou tráfico de influência no BNDES e nos esquemas de corrupção na Petrolífera.

Alguém, em sã consciência, acredita que o Grande Mito em Decadência vai aparecer na CPÌ?

Se Andrezinho delatar...


Debandada no PT paulista


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DEU ATÉ ECO - Petistas não ocuparam nem 30% dos 
lugares no Congresso Estadual do PT, realizado na 
sexta-feira 22 em São Paulo
Prefeitos de redutos históricos do partido negociam a saída da legenda preocupados com o antipetismo em São Paulo. De olho nas eleições de 2016, o PSB é o provável destino

A esvaziada abertura do Congresso Estadual do PT em São Paulo, na sexta-feira 22, compôs o retrato da deterioração do partido no Estado. Como se constata na foto acima, as cadeiras dispostas na quadra do Sindicato dos Bancários, antes disputadíssimas, desta vez, careciam de donos. Ao menos 70% delas não foram ocupadas. Nem mesmo o anúncio da presença do ex-presidente Lula motivou os petistas a comparecer. Para não passar pelo constrangimento de ser visto diante de plateia tão reduzida, Lula preferiu cancelar a ida ao evento. No segundo dia do Congresso, Marco Aurélio Garcia, assessor especial da Presidência, desabafou: “Nunca vi uma reunião do PT tão esvaziada quanto ontem, quando se anunciava que o Lula viria, e tão esvaziada quanto hoje, quando no passado as pessoas disputavam o crachá para estar aqui”. O crescimento do sentimento antipetista em São Paulo somado a atitude pusilânime da militância e a falta de perspectiva de reversão deste quadro têm levado lideranças do PT no Estado a planejar deixar a legenda. Preocupados com seu futuro político, que estará em jogo nas eleições municipais de 2016, prefeitos e vereadores de cidades paulistas dominadas pelo PT já abrem diálogo com o PSB com o objetivo de migrar para a legenda antes de outubro – prazo limite para a troca de partido visando ao pleito do próximo ano.

A crescente rejeição ao PT em São Paulo já atingiu redutos tradicionais do partido no Estado. Um caso emblemático é o da cidade de Hortolândia. Comandado pelo PT desde 2005, o município foi o único onde o então candidato Alexandre Padilha (PT) conseguiu superar Geraldo Alckmin (PSDB) na disputa pelo governo de São Paulo. Agora, a cidade de 212 mil habitantes figura entre aquelas em que políticos do PT, temendo o infortúnio eleitoral em 2016, ensaiam sair da sigla rumo ao PSB, seguindo o mesmo caminho trilhado pela senadora Marta Suplicy, que será oficializada na nova casa em junho. O cenário se repete nas cidades de Araçatuba, Bragança Paulista, Jaú e Itupeva.

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Nas últimas semanas, as conversas comandadas pelo vice-governador de São Paulo, Márcio França (PSB), ganharam força. “Tenho sido procurado sim por prefeitos do PT. O diálogo conosco está aberto”, afirmou França à ISTOÉ. O prefeito de Itupeva, Ricardo Bocalon (PT), admite ter conversado com o PSB. Embora ainda não tenha sacramentado a saída do PT, o discurso de partida já está bem ensaiado. “Eu e outros prefeitos do partido estamos pedindo à direção para darem mais atenção às cidades menores em que o PT governa. Se as coisas não mudarem, vamos buscar uma outra alternativa”. Na tentativa de estancar a deserção, dirigentes do PT têm realizado viagens às cidades comandadas pelo partido com o objetivo de convencer potenciais desertores de sua importância para a sigla. Pode ter sido tarde.

Globo esconde que J. Hawilla é sócio de filho de João Roberto Marinho

Por Helena Sthephanowitz

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Acusações ainda não foram feitas, mas sobram suspeitas 
de irregularidades no futebol da Globo
Conseguirá a 'vênus platinada' convencer o público – e a Justiça – de que 'não sabia' que seus sócios pagavam propinas a cartolas pela transmissão de jogos de futebol?

Ao noticiar o escândalo de corrupção internacional de subornos no futebol que levou à prisão do ex-presidente da CBF, José Maria Marin, o Jornal Nacional da TV Globo omitiu informações relevantes ao telespectador.

A começar pelo fato de J. Hawilla ter sido diretor de esportes da própria Rede Globo em São Paulo – tendo sido antes repórter de campo – e já nessa época, começou paralelamente a comercializar placas de publicidade em estádios. Ali nascia o empresário com forte ligação com a emissora.

Em 2003 J. Hawilla fundou a TV TEM, sigla de Traffic Entertainment and Marketing, que forma uma cadeia de TVs afiliadas da Rede Globo no interior de São Paulo. As TVs de Hawilla cobrem quase metade do estado de São Paulo: 318 municípios e 7,8 milhões de habitantes, alcançando 49% do interior paulista. Entre as cidades cobertas estão, São José do Rio Preto, Bauru, Sorocaba e Jundiaí.

A dobradinha Hawilla-Globo não para por ai. Foi também do Grupo Globo que o empresário comprou, em 2009, o Diário de São Paulo. Ele já era dono da Rede Bom Dia, de jornais em cidades da área coberta pela TV TEM.

Faltou também o JN noticiar que os negócios da Globo com Hawilla que fazem parte da programação nacional da emissora. A produtora TV 7, que é da Traffic, faz os programas Auto Esporte e o Pequenas Empresas, Grandes Negócios, apresentados na Globo aos domingos, já há alguns anos.

Mas o que ninguém sabe e nem a Globo conta é que J. Hawilla é sócio de Paulo Daudt Marinho, filho e herdeiro de João Roberto Marinho, na TV TEM de São José do Rio Preto (SP).

João Roberto Marinho é um dos três filhos de Roberto Marinho que herdou o império da Rede Globo. O próprio João Roberto é sócio de dois filhos de J. Hawilla (Stefano e Renata) na TV TEM de Sorocaba (SP). Aliás a avenida em São José do Rio Preto onde fica a TV TEM ganhou o nome de Avenida Jornalista Roberto Marinho, em homenagem ao fundador da 'vênus platinada'.

No Jornal Nacional de quarta feira (27) , muito brevemente, William Bonner citou a Globo, como se quisesse dizer aos espectadores: "Não temos nada com isso". O jornalista leu: "A TV Globo, que compra os direitos de muitas dessas competições, só tem a desejar que as investigações cheguem a bom termo e que o ambiente de negócios do futebol seja honesto". Assim seco, sem entrar em detalhes.

reprodução

J. Hawilla foi condenado nos Estados Unidos por extorsão, conspiração por fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça. Os crimes foram cometidos na intermediação de subornos para cartolas da Fifa, da CBF e outras confederações de futebol por contratos de direitos televisivos e de marketing. Ele admitiu os crimes e, para não ir para a cadeia, delatou quem recebia propinas e negociou pagar multa de quase meio bilhão de reais.

Entre suas operações mais comuns estão propinas pagas à cartolagem dos clubes para intermediar a comercialização com emissoras de TV, como a TV Globo, dos direitos televisivos de transmissão dos jogos.

Segundo o departamento de Justiça dos Estados Unidos, as empresas de TV e de outras mídias pagavam à empresa de marketing de J. Hawilla, que conseguia os direitos de comercializar as transmissões, e depois repassava uma "comissão" aos cartolas.

As propinas acontecem há pelo menos 24 anos e envolveram jogos da Copa América, da Libertadores da América e do torneio Copa do Brasil, segundo os investigadores dos EUA.

Ao longo dos anos a maioria destes jogos no Brasil foram transmitidos com exclusividade pela TV Globo, que cedia alguns jogos para a TV Bandeirantes – mas sob limites rígidos – para livrar-se de acusações de concentração econômica e práticas anti-concorrenciais.

Se até o momento de fato não há acusações contra emissoras de TVs que tenham chegado ao conhecimento público, também é difícil afirmar que não pesam suspeitas. A Justiça dos Estados Unidos e o FBI disseram que as investigações estão apenas no começo.

Todo mundo tem direito à presunção de inocência e ao benefício da dúvida, mas depois de passar anos fazendo jornalismo na base da pré-condenação, testes de hipóteses, "domínio do fato" e do "ele não sabia?" para tentar fazer política demotucana, será difícil convencer o telespectador de que a Globo "não sabia" que seus sócios pagavam propinas a cartolas pela transmissão dos jogos que a emissora transmitiu.


domingo, 31 de maio de 2015

PLANALTO IGNORA LEI DE ACESSO À INFORMAÇÃO PARA PROTEGER ROSE



Amiga íntima de LULA, foi chefe de gabinete dele e hoje 
é processada por tráfico de influência, corrupção passiva e 
formação de quadrilha. (Foto: Fernando Cavalcanti/Veja)
Governo esconde gastos com cartão corporativo de rose, do Lula

O Planalto optou por ofender a Lei de Acesso à Informação, que Dilma sancionou, para esconder o relatório de gastos do cartão corporativo utilizado pela ex-chefe do escritório da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Noronha, amiga íntima de Lula. Após 45 dias enrolando, o Planalto alegou ontem, em resumo, que a farra de gastos de Rosemary virou caso de “segurança da sociedade e do Estado”.

Rosemary foi alvo da operação Porto Seguro, da Polícia Federal, e denunciada pelo Ministério Público por improbidade administrativa.

Acusada de tráfico de influência, corrupção passiva e formação de quadrilha, Rose ficou conhecida como “facilitadora-geral da República”.

Quase sempre presente em viagens internacionais nas ausências de d. Marisa, Rose Noronha até fez indicações para cargos importantes.


Mesmo sob a Lei de Acesso à Informação, o Planalto não mostrou valores, datas, locais e transações de Rose com cartão corporativo.

UM SHOPPING NO CONGRESSO NACIONAL?


Tentativa de blindar Gleisi Hoffmann gera suspeitas no Ministério Público Federal em Curitiba e Brasília


(Estadão)Pela culatra – Procuradores de Brasília e de Curitiba, que atuam na Operação Lava-Jato, estão atentos, com radares acionados, para as ameaças feitas por três advogados proeminentes da capital paranaense em um esforço desesperado para supostamente blindar a senadora Gleisi Helena Hoffmann. A informação é de que tudo está sendo feito para evitar o depoimento do “homem” que entregou o dinheiro da propina enviado pelo doleiro Alberto Youssef a Curitiba. O homem em questão seria o empresário dono de um shopping popular da cidade.

Como se sabe, a remessa foi feita a pedido de Alberto Youssef, que agiu a mando de Paulo Roberto Costa, para atender um pedido do então ministro Paulo Bernardo da Silva, marido de Gleisi. Tudo isso já está documentado no processo. Falta ouvir o empresário e é nesse sentido que estão sendo feitos manobras pesadas nos bastidores. A questão pode atingir diretamente a OAB do Paraná, já que alguns desses advogados ocupam cargos de destaque dentro da instituição. Porém, a investida dos três causídicos não deu resultado. E há desdobramentos que chegam à Brasília.

Declarações do doleiro Alberto Youssef, em depoimento prestado à Polícia Federal, em Curitiba, detalham o suposto pagamento de dinheiro desviado do esquema de corrupção na Petrobras para a campanha da senadora Gleisi Hoffman, em 2010. O pedido de ajuda financeira, segundo o doleiro, partiu do marido da senadora e foi pago ao tal empresário de Curitiba “em três ou quatro operações”.

Youssef e o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, confirmam o pagamento para Gleisi, mas entram em contradição sobre o ponto de partida do pedido. Youssef disse que Costa contou a ele sobre a solicitação de Paulo Bernardo antes de ordenar a entrega do dinheiro. Já o ex-diretor, em depoimento, afirmou que soube pelo doleiro que o ex-ministro queria recursos para a campanha da mulher e autorizou o repasse. Na agenda de Costa há o registro de um pagamento com as iniciais “PB”, referentes ao marido da senadora, segundo ele.

Alberto Youssef disse que repassou que terceirizou a tarefa de entregar o dinheiro a Gleisi. Afirmou, ao jornal “O Globo”, entretanto, que para definir como seria repassado o dinheiro recebeu, “uma ou duas vezes”, em 2010, em seu escritório em São Paulo, o interlocutor de Gleisi. Depois de descrevê-lo como um “senhor com aproximadamente 48 a 55 anos, (que) não era alto, pessoa clara, pele branca, cabelo baixo”, foi confrontado pelos investigadores com uma foto do dono do tal shopping popular, reconhecido imediatamente pelo delator ao se deparar com fotografias apresentadas pelos policiais.


“O declarante confirma, sem sombra de dúvidas e com 100% de certeza, gue se trata da pessoa que esteve em seu escritório e para a qual foram entregues os valores de Paulo Bernardo e Gleisi Hoffman”, destaca a transcrição do depoimento de Youssef. Ele diz que o empresário se apresentou como alguém “próximo de Gleisi Hoffman e Paulo Bernardo”, que “conhecia muitos políticos em Curitiba” e que “deu a entender que era uma espécie de coordenador de campanha (de Gleisi ao Senado)”.

A sociedade feminina

Por Luiz Carlos Prates


Fonte: YouTube/SBT