quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Vendo "CHIFRE" em "CABEÇA de CAVALO":
Fantasias de carnaval podem reproduzir preconceitos contra negros e homossexuais

A que ponto chegaram os grupos ideológicos ligados à disseminação de idéias sobre racismo em nossa Pátria. Nem o Carnaval escapou!

Em matéria publicada na Agência Brasil, integrante do coletivo de mulheres negras Pretas Candangas deu sua opinião, alegando que a irreverência do carnaval pode trazer consigo preconceitos enraizados na cultura brasileira.

Por ser o Carnaval um evento "prá lá de democrático", esta é uma opinião no mínimo duvidosa, além de eivada de forte teor preconceituoso, por chegar ao ponto de insinuar que fantasias como a tradicionalíssima "Nêga Maluca" ou mesmo homens travestidos de mulheres acabam por reforçar o racismo e a homofobia.

Será mesmo?

Não deram trégua nem para a consagrada marchinha de Lamartine Babo "O Teu Cabelo não Nega".

Para que as dúvidas possam ser dirimidas, vale a pena relembrar o pensamento do ator Morgan Freeman:

"O dia em que pararmos de nos preocupar com a Consciência Negra, Amarela ou Branca, e nos preocuparmos com a Consciência Humana, o racismo desaparece." (Morgan Freeman)

"Como acabar com o racismo? Parando de falar sobre ele. Eu vou parar de chamá-lo de homem branco, e eu vou pedir que pare de me chamar de homem negro." (Morgan Freeman)


Fonte: YouTube

Como pessoas lúcidas e inteligentes, também não podemos deixar passar desapercebido o que está escrito no "3º mandamento" do Decálogo de Lênin

"Divida a população em grupos antagônicos, incitando-os a discussões sobre assuntos sociais"

Para que se cumpra no Brasil o preconizado no "3º mandamento", que tem em seu cerne a geração de conflitos de grupos, não se precisa fazer muito esforço, bastando apenas observarmos o número de associações de homossexuais, de ateus, de sem terra, de sem teto, ou de qualquer outro tipo de classe (negros, índios, quilombolas, etc) que se multiplicam hodiernamente, e que, na realidade, fazem com que a sociedade se divida gerando conflitos internos, insegurança, fazendo parte do processo de centralização do poder. 

Em um dado momento a situação será tão perigosa que justificará um governo autoritário, despótico, com tanto poder concentrado em poucas mãos que um pessoa sozinha poderá mandar alguém para o "paredón" sem julgamento.(Vide o caso cubano)

Não se iluda, pois não serão bandidos que serão mandados para a execução, mas sim os inimigos políticos do regime com o fim de perpetuar no poder as mesmas pessoas.


ACORDA BRASIL!!!


Fantasias de carnaval podem reproduzir preconceitos contra negros e homossexuais 


Por Pedro Peduzzi - Agência Brasil
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A irreverência do carnaval em muitos casos pode trazer consigo preconceitos há muito enraizados na cultura brasileira. Fantasias como nêga maluca ou mesmo homens travestidos de mulheres acabam por reforçar o racismo e a homofobia, explica a integrante do coletivo de mulheres negras Pretas Candangas, Daniela Luciana. Segundo ela, isso é bastante comum nos blocos de rua. Ontem, no entanto, acabou ocorrendo também durante o desfile da Mangueira, no Rio de Janeiro, quando, em alguns momentos, integrantes da comissão de frente desfilaram com vestimentas que lembram personagens conhecidas como nêga maluca.

“Sei que os carnavalescos têm autonomia para fazer isso e que, muitas vezes, a comunidade não tem poder de decisão para evitar coisas desse tipo. Mas, nesse caso, coreógrafo e diretoria acabaram por cometer esse erro [reforçar preconceitos por meio de estereótipos], o que ofuscou o brilho da escola”, disse a integrante do Pretas Candangas à Agência Brasil. “Mesmo que digam que não se trata da fantasia de nêga maluca, eles usaram de elementos que estereotipam o corpo da mulher negra, com seios e nádegas ampliadas. Não é homenagem. Não gostei”, acrescentou.

A crítica de Daniela se estende também às pessoas que usam a fantasia nos blocos de rua. “Em Belo Horizonte, por exemplo, há um bloco onde todos integrantes saem de nêga maluca. Nós, negros, somos um quarto da população e repudiamos ser representados como malucos. Cabelo e pele de negro não é fantasia, até porque temos de usá-los o ano inteiro. Não é objeto de riso, mas a identidade de alguém. E muitas pessoas morrem pelo simples fato de serem negras”, disse a integrante do coletivo Pretas Candangas.

Na avaliação dela, a pessoa pode até não saber que está sendo racista e se achando engraçada. “Mas quem diz se é racismo é o negro ou a negra. E, para mim, não existe exceção. É, sim, racismo”, completou, citando também, como exemplo, marchinhas como O Teu Cabelo não Nega, de Lamartine Babo.

Outro tipo de fantasia que incomoda a integrante do Pretas Candangas está relacionada à homofobia. “Sou totalmente contra que homofóbicos se vistam de mulheres. Quando eles se vestem de mulher, estão ferindo quem é transexual. Às vezes, é uma pessoa que fala mal e discrimina o travesti o ano inteiro. Mas no carnaval se veste como um, por considerar tal fantasia como algo ridículo”, argumentou.

A opinião de Daniela é corroborada pelo diretor da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) na Região Centro-Oeste, Evaldo Amorim. “Diante da cultura machista da sociedade brasileira, os preconceitos se apresentam na tendência de buscar risos e chacotas a partir das formas e vestes femininas. Assim, ridicularizam homossexuais, travestis, transexuais e a própria mulher, por colocar neles uma imagem ridícula, inferior, marginalizada e estereotipada. No caso dos homossexuais, apresentando-os como peças de humor e do ridículo, a exemplo do que é visto em programas de humor na televisão”, disse ele à Agência Brasil.

Para Amorim, é preciso que o carnaval tenha um limite: “É o respeito. A cultura anterior não pode ser mantida no sentido de ridicularizar as pessoas”, disse o diretor da ABGLT. “Acredito que a maioria dos homofóbicos não participariam dessa brincadeira. Mas há, sim, casos que podem ser identificados pelo comportamento. Eles usam dessas fantasias para ridicularizar, inferiorizar o outro.”

O que falta, na avaliação de Amorim e de Daniela, são campanhas educativas que mostrem às pessoas que, em atitudes desse tipo, elas podem estar reproduzindo diversas formas de preconceito. No entanto, o que se veicula na mídia, muitas vezes, é o oposto. “Vimos campanhas de uma cerveja dizendo às pessoas que, durante o carnaval, guardem o [termo] 'não' em casa. Isso é machismo, porque estimula homens a forçarem beijo nas mulheres. Acontece muito em Salvador. Lá os homens têm o hábito não só de roubar beijos, mas de passar a mão nas mulheres”, argumenta Daniela.

O fisioterapeuta Terge Vasconcelos se fantasiou de nêga maluca no último sábado, quando foi entrevistado pela Agência Brasil. Ele discorda da opinião da representante do Pretas Candangas. “Trata-se apenas de uma fantasia para brincar o carnaval. Nunca fui tachado de racista por ninguém em toda a minha vida. Pulo carnaval cercado de pessoas de todas as raças, que fazem parte do meu círculo de amizade”, disse. Nesta segunda-feira de carnaval, Terge se fantasiou de “Barbicha”, uma sereia com barba no rosto, dentro de uma caixa de boneca no estilo da Barbie. “Cada dia brinco com uma situação diferente. É para isso que existe o carnaval”, acrescentou.

Na opinião da integrante do coletivo de mulheres negras, a legislação brasileira, que proíbe, por exemplo, o uso de símbolos nazistas, deveria fazer o mesmo em situações como fantasias que incitem racismo ou homofobia. “Esses preconceitos estão no cotidiano do brasileiro, não apenas no carnaval. Portanto, no carnaval não seria diferente. Mesmo se usada como forma de ironia, com o objetivo de chamar a atenção para o racismo, é melhor não usar essas fantasias porque corre o risco de surtir o efeito oposto, tornando-se ofensivo a alguém. Se tem o risco de ser ofensivo, é melhor não usar”, destaca Daniela.

Publicado originalmente no site da Agência Brasil

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

"Bombando" na Terça-Feira Gorda:
A Marcha do PTrolão - A corrupção na PTrobrás




A MARCHA DO PTROLÃO
(Por DJWJ e Jordan Filho)

P-P_PTrolão, P_P_PTrolão
Se não há dinheiro no bolso do povo
Na PTrobrás é mala com um milhão!
P-P_PTrolão, P_P_PTrolão
É mais um sucesso da corrupção
Que a gente assiste na televisão!

Honestidade palavra de ordem
Na estatal onde o pão da desordem
É dividido em partes iguais
Entre os PTralhas e outros federais
A LAVA JATO apurou na jogada
Muito dinheiro dessa empreitada
E enquanto o eleitorado se rói
A imagem da empresa se destrói!

Fonte: YouTube

Lava-Jato: postura arrogante do petista José Eduardo Cardozo é imprópria para um ministro


jose_eduardo_31Ultrapassando limites – A decisão do ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, de se reunir com os advogados das empreiteiras investigados na Operação Lava-Jato, da Polícia Federal, e garantir que o governo petista usará seu poder para interferir no julgamento dos processos decorrentes do Petrolão, o maior escândalo de corrupção da história da humanidade, caiu como bomba na seara política. Isso porque Cardozo transcende suas funções ao tentar ingerir no escândalo que cada vez mais empurra o Partido dos Trabalhadores na direção do ralo e coloca a presidente Dilma Vana Rousseff contra a parede.

A atitude de José Eduardo Cardozo suscitou críticas de todos os lados, inclusive do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STP) Joaquim Barbosa, que disse ser necessária a imediata demissão do ministro da Justiça, que ultrapassou os limites do bom senso e foi protagonista de clara ameaça ao povo brasileiro, que se vê diante da construção de um golpe esquerdista que pode perpetuar no poder uma organização criminosa atuante na política.

“Não é função do ministro da Justiça se reunir com advogados de empresas que estão sendo investigadas pela Polícia Federal. Trata-se de uma postura, no mínimo, imprópria”, afirmou o líder do PPS na Câmara, deputado federal Rubens Bueno (PR). Reportagens da revista Veja e do jornal “Folha de S. Paulo” informam que José Eduardo Cardozo (PT) teve pelo menos três encontros com defensores da UTC e Camargo Corrêa em fevereiro. Os advogados das empresas que são alvo da Operação Lava-Jato teriam pedido ajuda de Cardozo para convencer ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) a soltar os executivos acusados de pagar propina para conseguir obras da Petrobras.

De acordo com a “Folha”, um advogado que participou de um dos encontros afirmou que o ministro garantiu que o governo usaria seu poder para ajudar as empresas no STF, no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e na Procuradoria Geral da República (PGR) para soltar os 11 executivos que estão presos há meses.

Já a revista Veja informa que um dos encontros do ministro foi com o advogado da UTC Sergio Renault e ocorreu no dia seguinte à decisão do STF de negar nova prisão do petista Renato Duque, o ex-diretor de Serviços da Petrobras acusado de ser um dos operadores do petrolão. O ministério confirmou as reuniões, mas negou que foram tratados assuntos referentes a Lava Jato.

“Se esses relatos forem verdadeiros, se essas reuniões aconteceram mesmo e se o ministro prometeu interferir nas ações dos tribunais e da Procuradoria da República, esses órgãos devem reagir para reafirmar sua independência diante do Executivo. Nós, da oposição, estaremos atentos para qualquer tentativa de manipulação na investigação e no julgamento dos envolvidos nesse escândalo”, afirmou o líder do PPS.

Cardozo disse aos advogados das empreiteiras que o governo ajudaria as empresas no STF, no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e na Procuradoria-Geral da República (PGR) para soltar os onze executivos que estão presos há meses.

Coincidência ou não, na última quinta-feira (12) o criminalista Antônio Claudio Mariz de Oliveira estava no aeroporto de Brasília à procura do voo que o levaria de volta à capital paulista. Mariz é responsável pela defesa de Eduardo Hermelino Leite, conhecido como “Leitoso”, que de forma rápida afundou na lama do Petrolão, como se no Brasil inexistissem pessoas sérias e dispostas a passar o País a limpo. Há mais de três meses na carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, “Leitoso” pode não sair tão cedo da prisão, pois o juiz federal Sérgio Fernando Moro, responsável pelos processos da Lava-Jato, pode condená-los em breve.

OS QUATRO SUICÍDIOS

Por Maria Lucia Victor Barbosa

Mario Vargas Llosa, escritor peruano e Prêmio Nobel de literatura, em artigo publicado pelo O Estado de S. Paulo em 08 de fevereiro de 2015, discorreu sobre suicídio político, que é de teor coletivo e “praticado nos países que, presos de um desvario passageiro ou prolongado, decidem empobrecer-se, barbarizar-se, corromper-se ou todas essas coisas juntas”.

Vargas Llosa cita como exemplos desse tipo de suicídio na Europa, Hitler e Mussolini “que chegaram ao poder por vias legais e um bom número de países centro-europeus que se atiraram nos braços de Stalin sem maiores pudores”. Na atualidade o escritor aponta a Grécia, “que em eleições livres acaba de levar ao poder o Syriza, um partido demagógico e populista de extrema esquerda que se aliou para governar com um pequeno grupo de direita ultranacionalista e antieuropeu”.

Como latino-americano Llosa não podia deixar de dizer que em matéria de suicídio político “a América Latina é pródiga em exemplos trágicos”. Ele analisa especialmente a Argentina na fase peronista que arruinou o país antes considerado de Primeiro Mundo, mas absteve-se de falar no atual e desastroso governo de Cristina Kirchner. Focou também na Venezuela sob o comando do caudilho messiânico, Hugo Chávez, sucedido por Nicolás Maduro “que embora inepto para tudo o mais, na hora de fraudar eleições, encarcerar, torturar e assassinar opositores,” não vacila.

Sem dúvida a América Latina é pródiga em suicídios políticos e muitos outros exemplos podem ser dados. Entre eles o do Brasil que recentemente cometeu quatro suicídios políticos ao eleger petistas.

Lula da Silva foi presidente de direito durante dois mandatos e presidente de fato na gestão de Dilma Rousseff, assim continuando no mandato que ora se inicia. E ele não pretende apear do cargo mais alto da República, pois avisou que já está a postos para dar continuidade ao seu longevo poder, em 2018.

Esta sequência que visa à hegemonia petista confirma a profecia de José Dirceu, o Bob como é conhecido nas lides criminosas do petrolão e que praticamente está livre da Papuda depois de ter sido o cérebro do esquema igualmente criminoso do mensalão. Talvez, os 20 anos previstos por Dirceu ainda sejam poucos.  Quem sabe ele próprio retome a carreira interrompida e entre em campanha para se eleger presidente da República em 2022. Afinal, a propensão para suicídios políticos na América Latina é arraigada.

A questão é que os caminhos da vida e das sociedades ainda são mutáveis, imprevisíveis e complexos, antes que os avanços tecnológicos confirmem um mundo inteiramente controlado que aparece nos livros e filmes de ficção.  No nosso caso o dinamismo social, político e econômico está trazendo complicações que se antepõe ao projeto petista de poder.

O primeiro mandato de Lula da Silva foi fácil. Ele singrou nas águas da estabilidade econômica obtida pelo Plano Real de FHC. Pareceu excelente para os pobres das bolsas esmola e para os ricos banqueiros, empreiteiros, enfim, para a “dona zelite” que lucrou como nunca antes nesse país. O período foi cantado em verso e prosa pelo ególatra, tido pelo povo como um operário pobrezinho que logrou chegar lá. Contudo, no decorrer do tempo o partido autointitulado como o único ético, puro, aquele que vinha para mudar o que estava errado, extrapolou em escândalos de corrupção e na incompetência governamental.

Nos quatro anos de Rousseff o processo de arrebentar a economia se consumou, o que pode ser simbolizado pela devastação da Petrobras assaltada pelo PT e companheiros. Como não podia deixar de ser caiu vertiginosamente a aprovação da criatura, enquanto no Congresso surgiu uma verdadeira oposição liderada pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Para piorar, o desenrolar da operação Lava Jato vai se aproximando perigosamente de Lula da Silva e de Rousseff.

Como não podia deixar de ser, o presidente de fato entrou em campo. Junto com o ministro da Justiça e outros tenta influir na Operação Lava Jato para anular as delações feitas. Pede também o impossível a Rousseff: que ela seja simpática e dialogue com os partidos, com os movimentos sociais, com governadores e prefeitos.

Lula pode até conseguir algumas coisas, exceto mudar instantaneamente a insatisfação popular com a economia e controlar a ação judicial contra a PTbras aberta por acionistas americanos que se sentiram roubados.

Lembra um amigo meu, que um bilionário chamado Madoff deu um gigantesco golpe em investidores americanos.  Em dois anos foi julgado, condenado e preso nos Estados Unidos. Hoje, aos 80 anos, trabalha na lavanderia da prisão. Se viver mais 30 anos, sairá, mas é pouco provável. Vai ver, que o grande temor de Lula, Rousseff e demais companheiros é a lavanderia, único meio de impedir que brasileiros cometam outro suicídio politico.

Publicado originalmente no site A Verdade Sufocada

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Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga

Milico é isso aí!

Por Cel Marco Antonio Esteves Balbi


Estava eu posto em sossego no dia de hoje. Meu filho mais velho completou 43 anos. Percebi que um querido amigo postou um link com o texto cujo título é o mesmo desse texto. Fora publicado no site Alerta Total do Jorge Serrão.

Para quem não conhece ou sabe, cabe aqui um esclarecimento. Jorge Serrão acha que todas as mazelas do Brasil são originárias alhures. Em especial é tudo culpa dos Rockfeller, de um tal de Consenso de Washington, dus americanus e ingreses dos oio azul. Ou seja, Jorge Serrão e Lula, quando lhes interessa, arrumam os mesmos inimigos. Até aí tudo bem. Cada um arruma o inimigo que lhe interessa. Mas, por vezes, Jorge Serrão extrapola, no meu modo de entender e, por algumas vezes, postei comentários na área apropriada, estranhando as colocações apresentadas, quase todas elas dizendo respeito às Forças Armadas, mormente ao Exército de Caxias.

Jorge Serrão até já publicou textos da minha autoria. Até aí morreu Neves, já dizia aquele velho ditado francês. Mas, hoje foi demais! Milico, não é isso aí, Serrão! Não, mesmo, Waldo!

Por oportuno, julgo importante esclarecer que não tenho nenhuma das qualificações do articulista Waldo! Ele diz ser escritor, economista e poeta. Eu sou só um coronel reformado do EB, menininho pequeninho lá dos Campos dos Goytacazes, criado pela Dona Laurita e Seu Crementino, que me puseram para estudar no Liceu de Humanidades de Campos. Mesmo que por vezes alguns safanões tivessem sido necessários e oportunos. Prestei concurso de admissão para a Academia Militar das Agulhas Negras e, após passar pela seleção intelectual, física, médica e psicológica ingressei na carreira mais democrática que eu conheço no Brasil.

Por meus méritos próprios e acompanhado e orientado pelos meus chefes e apoiado pela minha família atingi o posto mais alto da carreira: coronel do Exército. Minha mulher, bem mais corajosa que o Waldo, me acompanhou por todo o tempo, fazendo 17 mudanças em 34 anos de carreira, criando dois filhos e cuidando de todos os afazeres domésticos, muita das vezes sozinha.

O Waldo, ensimesmado, não percebe que o Exército Brasileiro é uma síntese do Brasil. Seus homens, e agora também suas mulheres, vivem no mesmo diapasão que todos os brasileiros. Conhecem todos os rincões do Brasil, palmilham o seu território de norte a sul, de leste a oeste, vivenciam todas as dificuldades e participam das raras alegrias do povo brasileiro. O que para alguns exércitos de oio azul do Serrão é uma deficiência, para nós é uma virtude. Estamos em todos os cantos, irmanamo-nos com todos, independente de cor, classe ou crença.

Comandantes da ativa ou ex-chefes na reserva não têm partido, não são governistas ou anti-governistas. O Exército é uma instituição do Estado brasileiro e seus profissionais servem a este Estado, que mercê dos impostos dos cidadãos lhes pagam os seus proventos.

A coisa mais fácil do mundo é ser crítico da história. Dedicando-me a ler e estudar poderia escrever um tratado sobre como fulano ou sicrano deveria ter agido em tal ou qual circunstância! Ah Castelo Branco jamais deveria ter se rendido, suspendido a eleição e prorrogado o seu mandato! Ah, jamais deveriam ter cassado o político a, b ou c! Pôxa, como foram permitir que fulano conduzisse a política econômica ou a política externa! Assim é fácil Waldo, até eu! Mas, eles é que estiveram lá e conduziram as coisas de acordo com as circunstâncias! Tomaram as decisões naqueles momentos cruciais como melhor lhes aprouveram!

Como ex-instrutor de duas das mais importantes escolas do nosso EB posso lhe garantir uma coisa Waldo: você não sabe nada do que nelas se ensina! Nem faz idéia de como se faz! Elas servem de parâmetro, em termos de atualização das grades curriculares e das metodologias do ensino para muitas das instituições civis, Waldo! Por certo, nelas ninguém desconhece Augusto Comte e o positivismo, mas vão um pouquinho além! Conhecem Gramsci e sabem que seu artigo encaixa-se como uma luva na estratégia ditada desde os cárceres pelo italiano tão copiado no Brasil do PT de hoje!

E os atuais alunos das escolas militares, assim como os meus alunos de ontem, hoje oficiais generais, reagirão na hora oportuna e adequada para colocar ordem no caos. Leia o nosso guru, General Sérgio Coutinho. Ele já nos dizia, pouco antes de partir, que o líder militar surgiria no momento adequado e oportuno. Mas, ele nos dizia também, que caberia aos civis liderarem o processo. Aonde estão os Lacerda, os Magalhães Pinto e os Ademar de Barros, entre outros? Se depender de você e do Serrão estão bem escondidos, deitando falação nas redes sociais e esperando pela solução que caia do céu. Ou do inferno, se a turma do Foro de São Paulo prevalecer e uma guerra fratricida se tornar inevitável. Nesta hora o senhor deverá estar escondido debaixo da cama, enquanto eu e outros de pijama, sem as fraldas geriátricas e sem cocô nas calças, tiraremos a graxa anti-óxido dos nossos trabucos  enferrujados e nos ombrearemos com os nossos ex-cadetes e alunos para expulsar os apátridas, sejam eles Jaques, Eva, Amorim, Luis ou Dilma.

A história nos ensina que eles não desistem. Tentaram em 1935, em 1964, em 1968/1974, tentarão de novo! Mas, por aqui não passarão!

Seu artigo não me atingiu. Nem a mim nem a meus companheiros. Mas, tenho certeza, atingiu a vários companheiros que até hoje nos honram, chamando-nos comandante. Muitos ainda na ativa, outros já na reserva, assim nos consideram porque em algum momento da carreira e da vida profissional deles fomos capazes de liderar e dizer a eles: este é o caminho do dever! E, eles acreditaram em nós e nos seguiriam e nos seguirão aonde for que o conduzamos! Jamais o poeta, escritor e economista Waldo vai entender isto! Serrão muito menos!

Lula, Dilma, Amorim e Jaques passarão. Serão considerados como uma excrescência na história do Brasil. O Exército Brasileiro, este permanecerá o mesmo, honrando as tradições, os valores e as virtudes forjadas na têmpera do aço desde Guararapes, passando por Caxias, Sampaio, Osório e Mallet, os febianos de Mascarenhas de Moraes, os boina azuis espalhados pelo mundo, respeitado como a instituição de maior credibilidade perante o povo brasileiro. É contra isso que você Waldo e você Serrão pretendem se contrapor? Vão se catar, antes que eu me esqueça!




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Marco Antonio Esteves Balbi é Coronel Reformado do EB

O Duque do Petrolão

Por Augusto Nunes


O Supremo Tribunal Federal terá outra chance de enxergar o prontuário de Renato Duque, o afilhado de José Dirceu que ajudou a saquear a Petrobras.

BRASILEIRO será transferido para execução na INDONÉSIA

(Foto: Dita Alangkara/AP)
(Foto: Dita Alangkara/AP)
A data das execuções não foi anunciada. Os condenados serão executados por pelotões de fuzilamento e serão alvejados em pares.

Autoridades indonésias informaram que oito condenados à morte por tráfico de drogas, dentre eles o brasileiros Rodrigo Gularte, serão transferidos para uma prisão numa ilha, onde serão executados, apesar dos apelos internacionais.

Dentre os condenados estão também os australianos Andrew Chan e Myuran Sukumaran, além de homens da Indonésia, França, Gana e Nigéria e de uma mulher filipina. Segundo o governo indonésio, todos já esgotaram as opções legais e serão levados de suas celas na ilha de Bali para a prisão insular de Nusa Kambangan, ainda nesta semana.

A data das execuções não foi anunciada. Os condenados serão executados por pelotões de fuzilamento e serão alvejados em pares.

Especialistas em direitos humanos expressaram suas preocupações em relatórios que indicam que o julgamento de alguns dos réus não atendeu padrões internacionais de imparcialidade.


Publicado originalmente no site do Diário do Poder

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Argentina: promotor que substituiu Nisman indicia a presidente Cristina de Kirchner


(Reuters)Sem saída – O promotor Gerardo Pollicita, que substituiu Alberto Nisman nas investigações do atentado à Associação Mútua Israelense-Argentina (Amia) em 1994, indiciou nesta sexta-feira (13) a presidente da Argentina, Cristina Elisabet Fernández de Kirchner, por suposto acobertamento dos autores do ataque.

Além de Kirchner, o ministro das Relações Exteriores, Héctor Timerman, e outros dois políticos ligados ao governo foram indiciados, dando prosseguimento, assim, à denúncia feita por Nisman quatro dias antes de morrer em circustâncias ainda não esclarecidas.

De acordo com o jornal “Clarín”, Pollicita analisou os documentos elaborados por Nisman e se convenceu de que a denúncia havia sido feita com base em informações sólidas. Ela se baseia em numerosas escutas telefônicas, que serão agora avaliadas.

Nisman acusara Kirchner e Timerman de terem acobertado a participação de suspeitos iranianos no ataque terrorista à Amia. Segundo ele, o governo tentou inocentar os acusados iranianos em troca de supostos benefícios comerciais. A Argentina pretendia trocar petróleo por grãos e vender armas ao Irã, afirmou o promotor.

O governo argentino contesta a denúncia e alega que as acusações feitas por Nisman são infundadas e um “disparate”. (Com agências internacionais)

As conversas impróprias do ministro da Justiça

Por VEJA

Em encontro com advogados, o ministro da Justiça tranquiliza empreiteiras ao garantir que investigações da Lava-Jato sofrerão uma reviravolta logo depois do Carnaval

BATE-PAPO - José Eduardo Cardozo diz que se encontrou casualmente com o advogado Sérgio Renalt, que tem contrato com a UTC e trabalhou com Thomaz Bastos no governo Lula. As empreiteiras, porém, gostaram do resultado da reunião (Ueslei Marcelino/Reuters) Desde a morte do ex-ministro Márcio Thomaz Bastos no ano passado, o PT perdeu seu grande estrategista em momentos de crise. Chamado carinhosamente de “God” (Deus, em inglês) pelos amigos, o onipresente MTB foi convocado para coordenar a defesa das empreiteiras tão logo deflagrada a Operação Lava-Jato. Ele tinha uma meta clara: livrar seus clientes de penas pesadas na Justiça e, de quebra, o governo petista da acusação de patrocinar um novo esquema de corrupção para remunerar sua base aliada no Congresso.

Negociador nato, Thomaz Bastos se dedicava a convencer o Ministério Público Federal de que a roubalheira na Petrobras não passava de um cartel entre empresas -- e que, como tal, deveria ser punido e superado com o pagamento de uma multa bilionária. Nada além disso. A morte tirou o criminalista cerebral da mesa de negociação. MTB deixou um vácuo. O governo perdeu sua ponte preferencial com as empreiteiras, o diálogo entre as partes foi interrompido, e as ameaças passaram a dominar as conversas reservadas. Foi nesse clima de ebulição que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, assumiu o papel de bombeiro. Ex-deputado pelo PT e candidato há anos a uma vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cardozo se lançou numa ofensiva para acalmar as construtoras acusadas de envolvimento no petrolão, que, conforme VEJA revelou, ameaçam implicar a presidente Dilma Rousseff e o antecessor Lula no caso se não forem socorridas. Há duas semanas, o ministro recebeu em seu gabinete, em Brasília, o advogado Sérgio Renault, defensor da UTC, que estava acompanhado do ex-deputado petista Sigmaringa Seixas.

O relato da conversa percorreu os gabinetes de Brasília e os escritórios de advocacia como um sopro de esperança para políticos e empresários acusados de se beneficiar do dinheiro desviado da Petrobras. Não sem razão. Na reunião, que não constou da agenda oficial, Cardozo disse a Renault que a Operação Lava-Jato mudaria de rumo radicalmente, aliviando as agruras dos suspeitos de crimes como corrupção e lavagem de dinheiro. O ministro afirmou ainda que as investigações do caso envolveriam nomes de oposicionistas, o que, segundo a tradição da política nacional, facilitaria a costura de um acordo para que todos se safem. Depois disso, Cardozo fez algumas considerações sobre os próximos passos e, concluindo, desaconselhou a UTC a fechar um acordo de delação premiada. Era tudo o que os outros convivas queriam ouvir. Para defender a UTC, segundo documentos apreendidos pela polícia, o escritório de Renault receberá 2 milhões de reais. Além disso, se conseguir anular as provas e as delações premiadas que complicam a vida de seu cliente, amealharia mais 1,5 milhão de reais. Renault esgrime a tese de que a Lava-jato está apinhada de irregularidades, como a coação de investigados. No encontro, Cardozo disse o mesmo ao advogado, ecoando uma análise jurídica repetida como mantra pelos líderes petistas.

Depois da reunião no ministério, representantes de UTC e Camargo Corrêa recuaram nas conversas com o Ministério Público para um acordo de delação premiada. A OAS manteve-se distante da mesa de negociação. “Na quarta-feira (um dia depois do encontro em Brasília), fomos orientados a suspender as conversas com os procuradores”, confidencia um dos advogados do caso. Cardozo não operou esse milagre sozinho. “Chegou o recado de que o Lula entrará para valer no caso e assumirá a linha de frente. Isso aumentou a esperança de que o governo não deixe as empresas na mão”, diz outro advogado de uma empreiteira.

Procurados por VEJA, Cardozo, Renault e Sigmaringa tropeçaram nas próprias contradições ao tentar esclarecer a reunião no Ministério da Justiça, classificada por eles como um mero bate-papo entre amigos sobre assuntos banais. Cardozo disse inicialmente que não se reuniu com Renault. Depois, admitiu o encontro. A primeira reação de Sigmaringa também foi negar a audiência com Renault no gabinete do ministro, para, em seguida, recuar. Os amigos compartilham, como se vê, do mesmo problema de memória. Na versão de Cardozo, a reunião teria sido obra do acaso. Sigmaringa, um “amigo de longa data”, teria ido visitá-lo. Renault, que estava em Brasília e tinha um almoço marcado com o ex-deputado, decidiu se encontrar com Sigmaringa também no ministério. Pimba! Por uma conjunção cósmica, o advogado da UTC, empresa investigada pela Polícia Federal, acabou no gabinete de José Eduardo Cardozo.


O Carnaval já não é o mesmo...
Anistia pede 'transparência' após enredo polêmico da Beija-Flor sobre a Guiné

Por Jefferson Puff - BBC Brasil no Rio de Janeiro

Enredo polêmico sobre Guiné é 'alerta' para o Brasil. 

Foto: Reuters
Membros da Beija-Flor passaram os últimos dias 
preparando as alegorias para o desfile (Foto: Reuters)
Maior detentora de títulos do Carnaval do Rio de Janeiro, a Beija-Flor só entrará na Marquês de Sapucaí às 23h40 da próxima segunda-feira. Mas seu samba-enredo deste ano, Um griô conta a história: um olhar sobre a África e o despontar da Guiné Equatorial causou polêmica e ganhou o noticiário internacional antes mesmo de a folia ter início.

Figura mitológica tradicional a muitos países africanos, um griô nada mais é do que um contador de histórias, crucial para a tradição oral do continente. Mas para a imprensa brasileira e de outros países, a história por trás do desfile da escola neste ano ainda está muito "mal contada".

O principal problema seria o financiamento, uma soma entre R$ 5 a R$ 10 milhões, que teriam sido doados pelo presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema. No poder há mais de 35 anos, ele é o líder há mais tempo à frente de um país africano e seu currículo, segundo a ONG Anistia Internacional, acumula uma extensa lista de acusações de violações de direitos humanos, desde execuções extra-judiciais, tortura, prisões arbitrárias e repressão violenta a protestos.

De acordo com um ranking da revista Forbes, Obiang seria o oitavo líder mais rico do mundo, com fortuna oficial estimada em US$ 600 milhões (R$ 1,7 bilhão). A população do país, no entanto, é uma das mais pobres da África, e tem acesso a muito pouco da riqueza nacional, originária sobretudo da extração de petróleo.

Um dos menores países africanos, a nação da África Ocidental é composta de duas ilhas e uma parte continental, vizinha a Camarões, e tem população de pouco mais de 700 mil pessoas. Ex-colônia da Espanha, o país integra a lista das 12 nações mais corruptas do mundo, segundo a ONG Transparência Internacional.

Para Mauricio Santoro, cientista político e assessor de direitos humanos da Anistia Internacional, Obiang é praticamente o "estereótipo tradicional" do ditador africano. Chegou ao poder através de um golpe, controla o país com mão de ferro há décadas, reprimindo com extrema violência qualquer tipo de oposição, e sua família ostenta mansões, carros, e um estilo de vida de luxo em diferentes países, com propriedades nos Estados Unidos, França e até no Brasil.

"Ele segue à risca o manual do ditador que expropria os recursos naturais do seu país. A população é extremamente pobre, mas o Estado é rico. Obiang vem há muitos anos ao Carnaval do Rio de Janeiro, e tem inclusive um apartamento de luxo na cidade. Ele representa um regime fechado, extremamente violento, que prende jornalistas e mantém todo tipo de violação de direitos humanos imaginável", diz.

Os governos dos Estados Unidos e da França têm processos contra Obiang e seu filho por lavagem de dinheiro e evasão fiscal, e em 2011 a Justiça americana tentou congelar seus bens no país - uma casa em Los Angeles no valor de US$ 30 milhões, um jato particular de US$ 38,5 milhões, uma Ferrari de US$ 500 mil e diversos itens de colecionador do cantor Michael Jackson, avaliados em US$ 2 milhões.

Segundo reportagens da BBC News na época, para os EUA o motivo do processo seria as origens do dinheiro, supostamente obtido em esquemas de corrupção e pagamento de propina nas indústrias petroleiras do país africano.

Apoio cultural e artístico

Carnaval da Beija-Flor
Ativistas também criticam Beija-Flor por desfiles antigos 
com temas que favoreceram governo militar
Consultada pela BBC Brasil, a Beija-Flor não confirmou os valores recebidos, e limitou-se a dizer, em nota, que recebeu "apoio cultural e artístico do governo da Guiné Equatorial" e que "visando divulgar a trajetória de seu povo, a Guiné Equatorial disponibilizou todo o aparato histórico para que a comissão de Carnaval da agremiação pudesse pesquisar e ter acesso a diversos aspectos da cultura local".

Para os críticos, a Beija-Flor repete um "equívoco" já cometido em 1973, 1974 e 1975, quando, com os enredos Educação para o desenvolvimento, Brasil ano 2000 e Grande decênio exaltou "grandes feitos" da ditadura militar brasileira, apesar das acusações de tortura e perseguição a opositores.

Em resposta, a escola rejeitou a comparação e ressaltou "melhorias para a população" promovidas pelo governo da Guiné Equatorial.

"Lamentamos a tentativa de relacionar este enredo com outros já apresentados pela Beija-Flor de Nilópolis. O tema tem viés estritamente cultural e não aborda o formato de governo do país. Buscamos enaltecer a arte e a força do povo da Guiné Equatorial. Bem como a transformação dos benefícios das suas riquezas naturais em melhorias para a população", diz a nota enviada à BBC Brasil.

CPLP e grandes eventos

Apesar de 90% da população do país africano falar espanhol, na metade do ano passado Obiang logrou um sonho antigo. Com base na presença dos portugueses no país durante o per[iodo histórico de colonização, obteve a entrada da Guiné Equatorial na CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), ao lado de Angola, Brasil, Cabo-Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

Para Maurício Santoro, da Anistia Internacional, é uma pena que os dois Estados-membros mais fortes do grupo, Brasil e Portugal, apesar do histórico de ditaduras militares, tenham permitido a entrada do país no bloco e não exerçam maior influência sobre Obiang.

Ele também questiona o financiamento das escolas de samba no Rio de Janeiro.

"É claro que nada disso é novidade. Sabemos do histórico de hipocrisia do Carnaval, onde se tem membros do crime organizado ao lado de políticos nos camarotes. O financiamento das escolas sempre foi um problema, não é algo novo", diz.

Santoro acredita, no entanto, que a atenção internacional dada à polêmica deveria servir como um alerta para a necessidade de maior transparência em grandes eventos sobre os quais o mundo inteiro lança seus holofotes.

"A Anistia Internacional tem monitorado as acusações de exploração do trabalho nos preparativos para a Copa do Mundo no Qatar. A Rússia recebeu as Olimpíadas de Inverno sob fortes acusações de violações de direitos humanos. O Brasil precisa se atentar para um código de ética, sobre a transparência das empresas que vão financiar as Olimpíadas do Rio, por exemplo, e o histórico delas", indica.

"Não é benéfico para o Brasil, que quer desempenhar um papel de liderança, estar associado a escândalos como esse, de impacto internacional", opina o especialista.


Fonte: BBC - Brasil

Enquanto Dilma vive descanso de luxo, nós nos ferramos aqui com aumentos de preços diabólicos

Por Políbio Braga


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O governo “erra” e nós pagamos

Por Gen Bda Paulo Chagas

Caros amigos

O Brasil está quebrado às vésperas das Olimpíadas, tendo a Copa do Mundo de Futebol entre as muitas causas do processo falimentar.

Está fragilizado como nação e desmoralizado diante do mundo!

A desonestidade, a incompetência, a ambição desmedida pelo poder, a corrupção e o desrespeito dos dirigentes políticos pela coisa pública, associados a empresários inescrupulosos, são as causas do desastre.

A insolvência é fato consumado!

A recuperação passa por mais sacrifício do povo honesto e trabalhador, sem nenhuma outra alternativa. Só o dinheiro deste segmento da sociedade, confiscado na forma de impostos extorsivos, sem as contrapartidas correspondentes, pode sustentar os gastos públicos e resolver o problema.

Os chamados “recursos públicos”, ditos do Estado, não existem, porquanto o Estado não produz recursos ou riquezas. Com o mandato que lhe outorgamos, o governo os tira de quem produz e, no caso do Brasil e seus aliados do Foro de São Paulo, os dilapida na forma de propinas, desvios e caixas 2, 3 e 4 escamoteados sob a falácia do “tudo pelo social”!

Ao desperdiçar e desviar os recursos arrecadados da forma como tem feito, o governo gerou uma altíssima “conta” a ser paga, inexoravelmente, pelos contribuintes. A dívida foi feita pelo governo, mas será o povo quem a pagará, penalizando, indiscriminadamente, os que elegeram e os que não votaram nos atuais governantes. Ou seja, os erros do eleitorado são pagos pelo próprio eleitorado!

É preciso entender, de uma vez por todas, que eleição é investimento no futuro. É a escolha das pessoas a quem os eleitores confiarão os recursos dos impostos abatidos do seu salário ou do resultado do seu trabalho, com a expectativa de que sejam bem administrados e que promovam o bem estar social na forma de serviços públicos de qualidade e que criem melhores oportunidades para o incremento da produção, gerando novos empregos, mais  riqueza e progresso, em ambiente honesto e seguro para as pessoas, para os negócios e para a própria produção, de forma a assegurar a todos o direito de ter e de ser.

Não há outro caminho nem outra saída. Os brasileiros, para deixarem o buraco em que foram metidos, terão que pagar, com mais dinheiro e mais trabalho, pelas más escolhas que têm feito.

Esta é a única forma de saldar a conta do desmando e da irresponsabilidade. Fomos roubados e não há meios para reaver o que foi levado.

É fato consumado!

Ficam, no entanto, as perguntas:

Será que exigiremos do poder judiciário punição para os malfeitores que roubaram e desmoralizaram o Brasil?

Por quanto tempo ainda vamos continuar iludidos pelos discursos mentirosos  e pelos afagos demagógicos dos estelionatários que elegemos e colocamos no poder para cuidar da nossa riqueza?


Será que, vencendo o imediatismo de ambições pessoais, ainda conseguiremos escolher melhor os gestores do futuro dos nossos filhos e netos?


Publicado originalmente no site Atualidades - Gen Bda Paulo Chagas

Jair Bolsonaro: Redução da Maioridade Penal, Estatuto do Desarmamento e Porte de Arma, Auto de Resistência, Progressões de Pena

Por Jair Bolsonaro


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Entrevista: Edson Aparecido - Chefe da Casa Civil de Alckmin

Por Veja.com


"Antes de falta água vai faltar luz", diz chefe da Casa Civil de Alckmin



Edson Aparecido, homem forte do secretariado de Geraldo Alckmin, comenta a crise de abastecimento no Estado de São Paulo. Afirma, que ao contrário da presidente Dilma Rousseff, o governador de São Paulo não se esquivou e assumiu a responsabilidade pelo possível racionamento de água. E afirma que, por enquanto, medida está descartada. Acompanhe a primeira parte da entrevista no 'Direto ao Ponto', com Joice Hasselmann.

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São Paulo, 2016: Tucanos tem esperança no voto anti-PT



Edson Aparecido, secretário da Casa Civil do Estado de São Paulo e coordenador da campanha de Geraldo Alckmin a reeleição, analisa o cenário que marcará a disputa pela prefeitura da capital paulista. E afirma que PSDB fará prévias para discutir indicação de candidato. Acompanhe a segunda parte da entrevista no 'Direto ao Ponto' com Joice Hasselmann.

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domingo, 15 de fevereiro de 2015

Petrolão tem Bob Pai e Bob Filho

Por Veja.com


O ex-ministro chefe da Casa Civil José Dirceu parece não aprender com os próprios erros. Citado na Operação Lava Jato como beneficiário e sob o codinome de 'Bob', está cada vez mais enrolado. Porém, o padrinho político e ex-presidente Lula ainda não saiu em defesa do protegido. "Onde estará o Bob Pai?", questiona o colunista Marcelo Madureira. Desta vez, quem elege o panaca da semana é o internauta. Assista e vote nas redes sociais.

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Rasgaram minha fantasia

Por Gen Clovis Purper Bandeira
 
“Rasguei a minha fantasia
O meu palhaço, cheio de laço e balão.
Rasguei a minha fantasia
Guardei os guizos no meu coração.”
(Lamartine Babo – 1934

Em tempo de carnaval, relembro a famosa marchinha de Lamartine Babo, que ainda hoje é tocada nos bailes carnavalescos.

Há algum tempo, embalado pelas notícias de que tudo ia bem, éramos uma nação abençoada por Deus, além de bonita por natureza, comecei a confeccionar minha fantasia de palhaço. Uma beleza!

A propaganda eleitoral do ano passado forneceu-me ótimos adereços para enfeitá-la: desemprego zero, superávit primário garantido, balança de pagamentos positiva, inflação sob controle, energia assegurada para crescimento no curto, no médio e no longo prazo, pré-sal milagroso e prestes a produzir seus frutos, raros casos de corrupção combatidos com rigor e presteza, estradas, portos, aeroportos, casas populares, educação, saúde pública e outros sonhos antigos ao alcance da mão.

Empolgado, dependurei todos esses laços e balões em minha fantasia otimista. Ignorei os conselhos de amigos desconfiados, que me garantiam que a propaganda era enganosa e que camuflava um estado pré-falimentar, que estava chegando a hora de pagar a conta dos erros monumentais cometidos contra as contas nacionais na década de mentiras em que vivíamos etc.

Menosprezei os avisos sensatos e embarquei no trem da folia, satisfeito com a beleza da fantasia que vestia e vivia.

Passada a eleição, vi-me de repente sacudido por cascatas de surpresas negativas. Tudo acontecia ao contrário do que me tinham prometido, e os belos enfeites foram sendo arrancados pela desilusão, em tal velocidade que era impossível impedir sua remoção.

Em poucas semanas vejo-me maltrapilho, com a fantasia em frangalhos e, pior, sem as belas ilusões que embalavam os sonhos em que quis acreditar.

Basta adaptar a letra da antiga marchinha para “rasgaram minha fantasia” e a situação estará bem descrita.

Todas as belezas prometidas se foram. Restou apenas o velho palhaço crédulo, quase um espantalho, sem nenhuma alegoria ou alegria.

De tudo, sobram-me alguns guizos que consegui guardar dentro do coração, sementes de esperança para a dureza que a vida me reserva para quando o carnaval passar…


Publicado originalmente no site do Clube Militar


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Gen Clovis Purper Bandeira é editor de opinião do Clube Militar

A Fábula do Cachorro Cubano

Um navio procedente de Cuba chega ao Porto de Santos, e todos os cachorros do porto se aproximam para ver o cachorro cubano que sai do navio.

– E aí, sangue bom, é verdade que vocês não têm pulgas? – pergunta um cachorro brasileiro ao cachorro cubano.

– É verdade sim! É que em cuba o governo tem um programa de saúde canina maravilhoso e os cachorros cubanos não temos pulgas.

– E você sabe ler?

– Mas é claro, em Cuba todos os cachorros são alfabetizados desde que somos filhotinhos!

– E comem bem?

– Bem... é muito difícil a existência de carne, mas sempre aparece um ou outro osso...

– Se você estava tão bem em Cuba... Por que foi embora?

É que senti vontade de latir!


"Onde não há justiça é perigoso ter razão, pois os imbecis são maioria” (Francisco de Quevedo)



Recebida por email

A situação do câmbio

Por Nivaldo Cordeiro


Fonte: YouTube

sábado, 14 de fevereiro de 2015

“Só há um caminho, o impeachment de Dilma Rousseff”

Por Marco Antonio Villa


A última pesquisa Datafolha deixou muito claro o sentimento da população brasileira em relação à presidente Dilma Rousseff. A maioria de votos que a presidente eleita conseguiu em outubro já não existe mais. Essa crise veio à tona, sobretudo, após o escândalo da Petrobras que, segundo Marco Antonio Villa, é o maior escândalo de corrupção da humanidade. Para o comentarista, o único caminho a ser traçado é o impeachment de Dilma Rousseff.

Corpo mole do STF e da PGR no Petrolão estimulam manifestações de rua do dia 15 de março

Por Políbio Braga


Fonte: YouTube

Nunca vi uma esculhambação como a de hoje no Brasil

Por Arnaldo Jabor


Dilma e João Santana lançam o programa "Mais Marketing"

Por Giro VEJA


O colunista Felipe Moura Brasil diz que, à procura do teleprompter perfeito após a queda de popularidade apontada pelo Datafolha, a presidente se encontra com o marqueteiro João Santana, nesta sexta-feira. Lauro Jardim, do Radar on-line, fala sobre o descontentamento de Lula com Dilma e Mercadante, já que os dois teriam lavado as mãos sobre as investigações da Lava Jato. E o historiador Marco Antonio Villa analisa o isolamento do governo.

O Clamor dos Velhos Soldados

Por Paulo Ricardo da Rocha Paiva

“Aqui não há lugar para os pastores de ovelhas que perderam a capacidade de indignar-se”

”Discordo, peremptoriamente, dos que pensam que o cômodo, omisso e obsequioso Silêncio (ora, "quem cala consente"), como se fôssemos dóceis cordeiros, é a melhor arma contra essa patifaria que atinge, em cheio e contundentemente, os bons militares. Só falta, agora, as Forças Singulares pedirem desculpas à Nação pelo período do regime militar, como desejam esses subintelectualoides da Comissão da Verdade (?), atrelados ideologicamente.  Onde estão os Deodoros, os Setembrinos de Carvalho, os Hermes da Fonseca, os Alexandrinos de Alencar, os Brigadeiros Eduardo Gomes - Patrono de nossa FAB -, os Barões do Rio Branco, os Olavo Bilac e tantos e tantos outros? ” (Coronel Ref. EB Manoel Soriano Neto/Fonte Alerta Total)

”É mister salientar que a segurança da Nação repousa em suas FFAA, ressaltando, ainda, que A NAÇÃO E SEUS INTERESSES ESTÃO ACIMA DO SILÊNCIO, exercido em nome da disciplina e da hierarquia, sendo que “A disciplina não pode ser um escudo para a omissão e não é um princípio mais importante do que a lealdade. Esta última é, antes e acima de tudo, à Pátria e à Instituição. ” (General-de-Brigada Reformado Marco Antonio Felício da Silva/Fonte Jornal Inconfidência)

”Faço duas considerações sobre o que pensa o nosso futuro comandante quanto a assuntos que, no meu entender, vão ditar os rumos do nosso Exército. A primeira é sobre esse esforço da Esquerda para encravar a cunha da cizânia no que sempre foi um bloco maciço, o nosso Exército, de querer dividir entre comprometidos com a Revolução de 64 e as novas gerações, ou seja, dividir o que sempre esteve unido, a Ativa e a Reserva. E esta semente de cizânia foi plantada lá atrás e, pelo visto, já se transforma em uma cultura. ” (Coronel Ref. EB Péricles da Cunha/Fonte A Verdade Sufocada)

”Seja qual for o caso, para o bem do Brasil e das FFAA, todo o seu Alto Comando, deveria pedir transferência para a reserva, deveria renunciar e entregar seus cargos para outros generais mais competentes e mais capacitados para os desafios e grandes responsabilidades próprias da destinação Constitucional das FFAA. E para finalizar, uma última indagação: qual será a atitude de vocês diante das acusações feitas aos nossos Grandes Generais e ex Presidentes no relatório da CNV? E quanto aos os demais?” (Coronel Ref. EB Pedro Ivo Moézia de Lima/Fonte Alerta Total)

”O mais provável é que, em alguns meses, os comandantes vivam o dilema entre defender publicamente as instituições e, por extensão, a democracia ou permanecer inertes.  É um dilema sem razão de ser, pois o silêncio causaria um dano irreparável à Nação e às instituições, estas, sim, e nesta ordem, credoras da lealdade do soldado. Será necessário manifestar-se de público, pedindo ou não exoneração antecipadamente, conforme a consciência indicar como condição para preservar a hierarquia e a disciplina. Aos membros dos altos comandos das FA, dando conhecimento antecipado à liderança política, cabe deixar clara sua lealdade às crenças, aos valores e ideais comuns e às instituições defendidas por seus comandantes.  Seria criado um impasse indesejável?  Sim, mas comandantes e cargos são passageiros e FA são permanentes. ” (General-de-Brigada R/1 Luiz Eduardo Rocha Paiva/ Fonte O Estado de São Paulo)

“Estaremos sempre solidários com aqueles que, na hora da agressão e da adversidade, cumpriram o duro dever de se oporem a agitadores e terroristas, de armas na mão, para que a Nação não fosse levada à anarquia. ” (General-de-Exército Walter Pires de Carvalho e Albuquerque, ex Ministro do Exército). A frase está esquecida!

“Por derradeiro, clamamos, ao Senhor Deus dos Exércitos, que se faça prevalecer uma liderança permanente sobre a chefia temporária e fugaz! ”


Publicado originalmente no site Alerta Total


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Paulo Ricardo da Rocha Paiva é Coronel Reformado do EB.