segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Argentina: promotor que substituiu Nisman indicia a presidente Cristina de Kirchner


(Reuters)Sem saída – O promotor Gerardo Pollicita, que substituiu Alberto Nisman nas investigações do atentado à Associação Mútua Israelense-Argentina (Amia) em 1994, indiciou nesta sexta-feira (13) a presidente da Argentina, Cristina Elisabet Fernández de Kirchner, por suposto acobertamento dos autores do ataque.

Além de Kirchner, o ministro das Relações Exteriores, Héctor Timerman, e outros dois políticos ligados ao governo foram indiciados, dando prosseguimento, assim, à denúncia feita por Nisman quatro dias antes de morrer em circustâncias ainda não esclarecidas.

De acordo com o jornal “Clarín”, Pollicita analisou os documentos elaborados por Nisman e se convenceu de que a denúncia havia sido feita com base em informações sólidas. Ela se baseia em numerosas escutas telefônicas, que serão agora avaliadas.

Nisman acusara Kirchner e Timerman de terem acobertado a participação de suspeitos iranianos no ataque terrorista à Amia. Segundo ele, o governo tentou inocentar os acusados iranianos em troca de supostos benefícios comerciais. A Argentina pretendia trocar petróleo por grãos e vender armas ao Irã, afirmou o promotor.

O governo argentino contesta a denúncia e alega que as acusações feitas por Nisman são infundadas e um “disparate”. (Com agências internacionais)

As conversas impróprias do ministro da Justiça

Por VEJA

Em encontro com advogados, o ministro da Justiça tranquiliza empreiteiras ao garantir que investigações da Lava-Jato sofrerão uma reviravolta logo depois do Carnaval

BATE-PAPO - José Eduardo Cardozo diz que se encontrou casualmente com o advogado Sérgio Renalt, que tem contrato com a UTC e trabalhou com Thomaz Bastos no governo Lula. As empreiteiras, porém, gostaram do resultado da reunião (Ueslei Marcelino/Reuters) Desde a morte do ex-ministro Márcio Thomaz Bastos no ano passado, o PT perdeu seu grande estrategista em momentos de crise. Chamado carinhosamente de “God” (Deus, em inglês) pelos amigos, o onipresente MTB foi convocado para coordenar a defesa das empreiteiras tão logo deflagrada a Operação Lava-Jato. Ele tinha uma meta clara: livrar seus clientes de penas pesadas na Justiça e, de quebra, o governo petista da acusação de patrocinar um novo esquema de corrupção para remunerar sua base aliada no Congresso.

Negociador nato, Thomaz Bastos se dedicava a convencer o Ministério Público Federal de que a roubalheira na Petrobras não passava de um cartel entre empresas -- e que, como tal, deveria ser punido e superado com o pagamento de uma multa bilionária. Nada além disso. A morte tirou o criminalista cerebral da mesa de negociação. MTB deixou um vácuo. O governo perdeu sua ponte preferencial com as empreiteiras, o diálogo entre as partes foi interrompido, e as ameaças passaram a dominar as conversas reservadas. Foi nesse clima de ebulição que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, assumiu o papel de bombeiro. Ex-deputado pelo PT e candidato há anos a uma vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cardozo se lançou numa ofensiva para acalmar as construtoras acusadas de envolvimento no petrolão, que, conforme VEJA revelou, ameaçam implicar a presidente Dilma Rousseff e o antecessor Lula no caso se não forem socorridas. Há duas semanas, o ministro recebeu em seu gabinete, em Brasília, o advogado Sérgio Renault, defensor da UTC, que estava acompanhado do ex-deputado petista Sigmaringa Seixas.

O relato da conversa percorreu os gabinetes de Brasília e os escritórios de advocacia como um sopro de esperança para políticos e empresários acusados de se beneficiar do dinheiro desviado da Petrobras. Não sem razão. Na reunião, que não constou da agenda oficial, Cardozo disse a Renault que a Operação Lava-Jato mudaria de rumo radicalmente, aliviando as agruras dos suspeitos de crimes como corrupção e lavagem de dinheiro. O ministro afirmou ainda que as investigações do caso envolveriam nomes de oposicionistas, o que, segundo a tradição da política nacional, facilitaria a costura de um acordo para que todos se safem. Depois disso, Cardozo fez algumas considerações sobre os próximos passos e, concluindo, desaconselhou a UTC a fechar um acordo de delação premiada. Era tudo o que os outros convivas queriam ouvir. Para defender a UTC, segundo documentos apreendidos pela polícia, o escritório de Renault receberá 2 milhões de reais. Além disso, se conseguir anular as provas e as delações premiadas que complicam a vida de seu cliente, amealharia mais 1,5 milhão de reais. Renault esgrime a tese de que a Lava-jato está apinhada de irregularidades, como a coação de investigados. No encontro, Cardozo disse o mesmo ao advogado, ecoando uma análise jurídica repetida como mantra pelos líderes petistas.

Depois da reunião no ministério, representantes de UTC e Camargo Corrêa recuaram nas conversas com o Ministério Público para um acordo de delação premiada. A OAS manteve-se distante da mesa de negociação. “Na quarta-feira (um dia depois do encontro em Brasília), fomos orientados a suspender as conversas com os procuradores”, confidencia um dos advogados do caso. Cardozo não operou esse milagre sozinho. “Chegou o recado de que o Lula entrará para valer no caso e assumirá a linha de frente. Isso aumentou a esperança de que o governo não deixe as empresas na mão”, diz outro advogado de uma empreiteira.

Procurados por VEJA, Cardozo, Renault e Sigmaringa tropeçaram nas próprias contradições ao tentar esclarecer a reunião no Ministério da Justiça, classificada por eles como um mero bate-papo entre amigos sobre assuntos banais. Cardozo disse inicialmente que não se reuniu com Renault. Depois, admitiu o encontro. A primeira reação de Sigmaringa também foi negar a audiência com Renault no gabinete do ministro, para, em seguida, recuar. Os amigos compartilham, como se vê, do mesmo problema de memória. Na versão de Cardozo, a reunião teria sido obra do acaso. Sigmaringa, um “amigo de longa data”, teria ido visitá-lo. Renault, que estava em Brasília e tinha um almoço marcado com o ex-deputado, decidiu se encontrar com Sigmaringa também no ministério. Pimba! Por uma conjunção cósmica, o advogado da UTC, empresa investigada pela Polícia Federal, acabou no gabinete de José Eduardo Cardozo.


O Carnaval já não é o mesmo...
Anistia pede 'transparência' após enredo polêmico da Beija-Flor sobre a Guiné

Por Jefferson Puff - BBC Brasil no Rio de Janeiro

Enredo polêmico sobre Guiné é 'alerta' para o Brasil. 

Foto: Reuters
Membros da Beija-Flor passaram os últimos dias 
preparando as alegorias para o desfile (Foto: Reuters)
Maior detentora de títulos do Carnaval do Rio de Janeiro, a Beija-Flor só entrará na Marquês de Sapucaí às 23h40 da próxima segunda-feira. Mas seu samba-enredo deste ano, Um griô conta a história: um olhar sobre a África e o despontar da Guiné Equatorial causou polêmica e ganhou o noticiário internacional antes mesmo de a folia ter início.

Figura mitológica tradicional a muitos países africanos, um griô nada mais é do que um contador de histórias, crucial para a tradição oral do continente. Mas para a imprensa brasileira e de outros países, a história por trás do desfile da escola neste ano ainda está muito "mal contada".

O principal problema seria o financiamento, uma soma entre R$ 5 a R$ 10 milhões, que teriam sido doados pelo presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema. No poder há mais de 35 anos, ele é o líder há mais tempo à frente de um país africano e seu currículo, segundo a ONG Anistia Internacional, acumula uma extensa lista de acusações de violações de direitos humanos, desde execuções extra-judiciais, tortura, prisões arbitrárias e repressão violenta a protestos.

De acordo com um ranking da revista Forbes, Obiang seria o oitavo líder mais rico do mundo, com fortuna oficial estimada em US$ 600 milhões (R$ 1,7 bilhão). A população do país, no entanto, é uma das mais pobres da África, e tem acesso a muito pouco da riqueza nacional, originária sobretudo da extração de petróleo.

Um dos menores países africanos, a nação da África Ocidental é composta de duas ilhas e uma parte continental, vizinha a Camarões, e tem população de pouco mais de 700 mil pessoas. Ex-colônia da Espanha, o país integra a lista das 12 nações mais corruptas do mundo, segundo a ONG Transparência Internacional.

Para Mauricio Santoro, cientista político e assessor de direitos humanos da Anistia Internacional, Obiang é praticamente o "estereótipo tradicional" do ditador africano. Chegou ao poder através de um golpe, controla o país com mão de ferro há décadas, reprimindo com extrema violência qualquer tipo de oposição, e sua família ostenta mansões, carros, e um estilo de vida de luxo em diferentes países, com propriedades nos Estados Unidos, França e até no Brasil.

"Ele segue à risca o manual do ditador que expropria os recursos naturais do seu país. A população é extremamente pobre, mas o Estado é rico. Obiang vem há muitos anos ao Carnaval do Rio de Janeiro, e tem inclusive um apartamento de luxo na cidade. Ele representa um regime fechado, extremamente violento, que prende jornalistas e mantém todo tipo de violação de direitos humanos imaginável", diz.

Os governos dos Estados Unidos e da França têm processos contra Obiang e seu filho por lavagem de dinheiro e evasão fiscal, e em 2011 a Justiça americana tentou congelar seus bens no país - uma casa em Los Angeles no valor de US$ 30 milhões, um jato particular de US$ 38,5 milhões, uma Ferrari de US$ 500 mil e diversos itens de colecionador do cantor Michael Jackson, avaliados em US$ 2 milhões.

Segundo reportagens da BBC News na época, para os EUA o motivo do processo seria as origens do dinheiro, supostamente obtido em esquemas de corrupção e pagamento de propina nas indústrias petroleiras do país africano.

Apoio cultural e artístico

Carnaval da Beija-Flor
Ativistas também criticam Beija-Flor por desfiles antigos 
com temas que favoreceram governo militar
Consultada pela BBC Brasil, a Beija-Flor não confirmou os valores recebidos, e limitou-se a dizer, em nota, que recebeu "apoio cultural e artístico do governo da Guiné Equatorial" e que "visando divulgar a trajetória de seu povo, a Guiné Equatorial disponibilizou todo o aparato histórico para que a comissão de Carnaval da agremiação pudesse pesquisar e ter acesso a diversos aspectos da cultura local".

Para os críticos, a Beija-Flor repete um "equívoco" já cometido em 1973, 1974 e 1975, quando, com os enredos Educação para o desenvolvimento, Brasil ano 2000 e Grande decênio exaltou "grandes feitos" da ditadura militar brasileira, apesar das acusações de tortura e perseguição a opositores.

Em resposta, a escola rejeitou a comparação e ressaltou "melhorias para a população" promovidas pelo governo da Guiné Equatorial.

"Lamentamos a tentativa de relacionar este enredo com outros já apresentados pela Beija-Flor de Nilópolis. O tema tem viés estritamente cultural e não aborda o formato de governo do país. Buscamos enaltecer a arte e a força do povo da Guiné Equatorial. Bem como a transformação dos benefícios das suas riquezas naturais em melhorias para a população", diz a nota enviada à BBC Brasil.

CPLP e grandes eventos

Apesar de 90% da população do país africano falar espanhol, na metade do ano passado Obiang logrou um sonho antigo. Com base na presença dos portugueses no país durante o per[iodo histórico de colonização, obteve a entrada da Guiné Equatorial na CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), ao lado de Angola, Brasil, Cabo-Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

Para Maurício Santoro, da Anistia Internacional, é uma pena que os dois Estados-membros mais fortes do grupo, Brasil e Portugal, apesar do histórico de ditaduras militares, tenham permitido a entrada do país no bloco e não exerçam maior influência sobre Obiang.

Ele também questiona o financiamento das escolas de samba no Rio de Janeiro.

"É claro que nada disso é novidade. Sabemos do histórico de hipocrisia do Carnaval, onde se tem membros do crime organizado ao lado de políticos nos camarotes. O financiamento das escolas sempre foi um problema, não é algo novo", diz.

Santoro acredita, no entanto, que a atenção internacional dada à polêmica deveria servir como um alerta para a necessidade de maior transparência em grandes eventos sobre os quais o mundo inteiro lança seus holofotes.

"A Anistia Internacional tem monitorado as acusações de exploração do trabalho nos preparativos para a Copa do Mundo no Qatar. A Rússia recebeu as Olimpíadas de Inverno sob fortes acusações de violações de direitos humanos. O Brasil precisa se atentar para um código de ética, sobre a transparência das empresas que vão financiar as Olimpíadas do Rio, por exemplo, e o histórico delas", indica.

"Não é benéfico para o Brasil, que quer desempenhar um papel de liderança, estar associado a escândalos como esse, de impacto internacional", opina o especialista.


Fonte: BBC - Brasil

Enquanto Dilma vive descanso de luxo, nós nos ferramos aqui com aumentos de preços diabólicos

Por Políbio Braga


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O governo “erra” e nós pagamos

Por Gen Bda Paulo Chagas

Caros amigos

O Brasil está quebrado às vésperas das Olimpíadas, tendo a Copa do Mundo de Futebol entre as muitas causas do processo falimentar.

Está fragilizado como nação e desmoralizado diante do mundo!

A desonestidade, a incompetência, a ambição desmedida pelo poder, a corrupção e o desrespeito dos dirigentes políticos pela coisa pública, associados a empresários inescrupulosos, são as causas do desastre.

A insolvência é fato consumado!

A recuperação passa por mais sacrifício do povo honesto e trabalhador, sem nenhuma outra alternativa. Só o dinheiro deste segmento da sociedade, confiscado na forma de impostos extorsivos, sem as contrapartidas correspondentes, pode sustentar os gastos públicos e resolver o problema.

Os chamados “recursos públicos”, ditos do Estado, não existem, porquanto o Estado não produz recursos ou riquezas. Com o mandato que lhe outorgamos, o governo os tira de quem produz e, no caso do Brasil e seus aliados do Foro de São Paulo, os dilapida na forma de propinas, desvios e caixas 2, 3 e 4 escamoteados sob a falácia do “tudo pelo social”!

Ao desperdiçar e desviar os recursos arrecadados da forma como tem feito, o governo gerou uma altíssima “conta” a ser paga, inexoravelmente, pelos contribuintes. A dívida foi feita pelo governo, mas será o povo quem a pagará, penalizando, indiscriminadamente, os que elegeram e os que não votaram nos atuais governantes. Ou seja, os erros do eleitorado são pagos pelo próprio eleitorado!

É preciso entender, de uma vez por todas, que eleição é investimento no futuro. É a escolha das pessoas a quem os eleitores confiarão os recursos dos impostos abatidos do seu salário ou do resultado do seu trabalho, com a expectativa de que sejam bem administrados e que promovam o bem estar social na forma de serviços públicos de qualidade e que criem melhores oportunidades para o incremento da produção, gerando novos empregos, mais  riqueza e progresso, em ambiente honesto e seguro para as pessoas, para os negócios e para a própria produção, de forma a assegurar a todos o direito de ter e de ser.

Não há outro caminho nem outra saída. Os brasileiros, para deixarem o buraco em que foram metidos, terão que pagar, com mais dinheiro e mais trabalho, pelas más escolhas que têm feito.

Esta é a única forma de saldar a conta do desmando e da irresponsabilidade. Fomos roubados e não há meios para reaver o que foi levado.

É fato consumado!

Ficam, no entanto, as perguntas:

Será que exigiremos do poder judiciário punição para os malfeitores que roubaram e desmoralizaram o Brasil?

Por quanto tempo ainda vamos continuar iludidos pelos discursos mentirosos  e pelos afagos demagógicos dos estelionatários que elegemos e colocamos no poder para cuidar da nossa riqueza?


Será que, vencendo o imediatismo de ambições pessoais, ainda conseguiremos escolher melhor os gestores do futuro dos nossos filhos e netos?


Publicado originalmente no site Atualidades - Gen Bda Paulo Chagas

Jair Bolsonaro: Redução da Maioridade Penal, Estatuto do Desarmamento e Porte de Arma, Auto de Resistência, Progressões de Pena

Por Jair Bolsonaro


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Entrevista: Edson Aparecido - Chefe da Casa Civil de Alckmin

Por Veja.com


"Antes de falta água vai faltar luz", diz chefe da Casa Civil de Alckmin



Edson Aparecido, homem forte do secretariado de Geraldo Alckmin, comenta a crise de abastecimento no Estado de São Paulo. Afirma, que ao contrário da presidente Dilma Rousseff, o governador de São Paulo não se esquivou e assumiu a responsabilidade pelo possível racionamento de água. E afirma que, por enquanto, medida está descartada. Acompanhe a primeira parte da entrevista no 'Direto ao Ponto', com Joice Hasselmann.

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São Paulo, 2016: Tucanos tem esperança no voto anti-PT



Edson Aparecido, secretário da Casa Civil do Estado de São Paulo e coordenador da campanha de Geraldo Alckmin a reeleição, analisa o cenário que marcará a disputa pela prefeitura da capital paulista. E afirma que PSDB fará prévias para discutir indicação de candidato. Acompanhe a segunda parte da entrevista no 'Direto ao Ponto' com Joice Hasselmann.

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domingo, 15 de fevereiro de 2015

Petrolão tem Bob Pai e Bob Filho

Por Veja.com


O ex-ministro chefe da Casa Civil José Dirceu parece não aprender com os próprios erros. Citado na Operação Lava Jato como beneficiário e sob o codinome de 'Bob', está cada vez mais enrolado. Porém, o padrinho político e ex-presidente Lula ainda não saiu em defesa do protegido. "Onde estará o Bob Pai?", questiona o colunista Marcelo Madureira. Desta vez, quem elege o panaca da semana é o internauta. Assista e vote nas redes sociais.

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Rasgaram minha fantasia

Por Gen Clovis Purper Bandeira
 
“Rasguei a minha fantasia
O meu palhaço, cheio de laço e balão.
Rasguei a minha fantasia
Guardei os guizos no meu coração.”
(Lamartine Babo – 1934

Em tempo de carnaval, relembro a famosa marchinha de Lamartine Babo, que ainda hoje é tocada nos bailes carnavalescos.

Há algum tempo, embalado pelas notícias de que tudo ia bem, éramos uma nação abençoada por Deus, além de bonita por natureza, comecei a confeccionar minha fantasia de palhaço. Uma beleza!

A propaganda eleitoral do ano passado forneceu-me ótimos adereços para enfeitá-la: desemprego zero, superávit primário garantido, balança de pagamentos positiva, inflação sob controle, energia assegurada para crescimento no curto, no médio e no longo prazo, pré-sal milagroso e prestes a produzir seus frutos, raros casos de corrupção combatidos com rigor e presteza, estradas, portos, aeroportos, casas populares, educação, saúde pública e outros sonhos antigos ao alcance da mão.

Empolgado, dependurei todos esses laços e balões em minha fantasia otimista. Ignorei os conselhos de amigos desconfiados, que me garantiam que a propaganda era enganosa e que camuflava um estado pré-falimentar, que estava chegando a hora de pagar a conta dos erros monumentais cometidos contra as contas nacionais na década de mentiras em que vivíamos etc.

Menosprezei os avisos sensatos e embarquei no trem da folia, satisfeito com a beleza da fantasia que vestia e vivia.

Passada a eleição, vi-me de repente sacudido por cascatas de surpresas negativas. Tudo acontecia ao contrário do que me tinham prometido, e os belos enfeites foram sendo arrancados pela desilusão, em tal velocidade que era impossível impedir sua remoção.

Em poucas semanas vejo-me maltrapilho, com a fantasia em frangalhos e, pior, sem as belas ilusões que embalavam os sonhos em que quis acreditar.

Basta adaptar a letra da antiga marchinha para “rasgaram minha fantasia” e a situação estará bem descrita.

Todas as belezas prometidas se foram. Restou apenas o velho palhaço crédulo, quase um espantalho, sem nenhuma alegoria ou alegria.

De tudo, sobram-me alguns guizos que consegui guardar dentro do coração, sementes de esperança para a dureza que a vida me reserva para quando o carnaval passar…


Publicado originalmente no site do Clube Militar


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Gen Clovis Purper Bandeira é editor de opinião do Clube Militar

A Fábula do Cachorro Cubano

Um navio procedente de Cuba chega ao Porto de Santos, e todos os cachorros do porto se aproximam para ver o cachorro cubano que sai do navio.

– E aí, sangue bom, é verdade que vocês não têm pulgas? – pergunta um cachorro brasileiro ao cachorro cubano.

– É verdade sim! É que em cuba o governo tem um programa de saúde canina maravilhoso e os cachorros cubanos não temos pulgas.

– E você sabe ler?

– Mas é claro, em Cuba todos os cachorros são alfabetizados desde que somos filhotinhos!

– E comem bem?

– Bem... é muito difícil a existência de carne, mas sempre aparece um ou outro osso...

– Se você estava tão bem em Cuba... Por que foi embora?

É que senti vontade de latir!


"Onde não há justiça é perigoso ter razão, pois os imbecis são maioria” (Francisco de Quevedo)



Recebida por email

A situação do câmbio

Por Nivaldo Cordeiro


Fonte: YouTube

sábado, 14 de fevereiro de 2015

“Só há um caminho, o impeachment de Dilma Rousseff”

Por Marco Antonio Villa


A última pesquisa Datafolha deixou muito claro o sentimento da população brasileira em relação à presidente Dilma Rousseff. A maioria de votos que a presidente eleita conseguiu em outubro já não existe mais. Essa crise veio à tona, sobretudo, após o escândalo da Petrobras que, segundo Marco Antonio Villa, é o maior escândalo de corrupção da humanidade. Para o comentarista, o único caminho a ser traçado é o impeachment de Dilma Rousseff.

Corpo mole do STF e da PGR no Petrolão estimulam manifestações de rua do dia 15 de março

Por Políbio Braga


Fonte: YouTube

Nunca vi uma esculhambação como a de hoje no Brasil

Por Arnaldo Jabor


Dilma e João Santana lançam o programa "Mais Marketing"

Por Giro VEJA


O colunista Felipe Moura Brasil diz que, à procura do teleprompter perfeito após a queda de popularidade apontada pelo Datafolha, a presidente se encontra com o marqueteiro João Santana, nesta sexta-feira. Lauro Jardim, do Radar on-line, fala sobre o descontentamento de Lula com Dilma e Mercadante, já que os dois teriam lavado as mãos sobre as investigações da Lava Jato. E o historiador Marco Antonio Villa analisa o isolamento do governo.

O Clamor dos Velhos Soldados

Por Paulo Ricardo da Rocha Paiva

“Aqui não há lugar para os pastores de ovelhas que perderam a capacidade de indignar-se”

”Discordo, peremptoriamente, dos que pensam que o cômodo, omisso e obsequioso Silêncio (ora, "quem cala consente"), como se fôssemos dóceis cordeiros, é a melhor arma contra essa patifaria que atinge, em cheio e contundentemente, os bons militares. Só falta, agora, as Forças Singulares pedirem desculpas à Nação pelo período do regime militar, como desejam esses subintelectualoides da Comissão da Verdade (?), atrelados ideologicamente.  Onde estão os Deodoros, os Setembrinos de Carvalho, os Hermes da Fonseca, os Alexandrinos de Alencar, os Brigadeiros Eduardo Gomes - Patrono de nossa FAB -, os Barões do Rio Branco, os Olavo Bilac e tantos e tantos outros? ” (Coronel Ref. EB Manoel Soriano Neto/Fonte Alerta Total)

”É mister salientar que a segurança da Nação repousa em suas FFAA, ressaltando, ainda, que A NAÇÃO E SEUS INTERESSES ESTÃO ACIMA DO SILÊNCIO, exercido em nome da disciplina e da hierarquia, sendo que “A disciplina não pode ser um escudo para a omissão e não é um princípio mais importante do que a lealdade. Esta última é, antes e acima de tudo, à Pátria e à Instituição. ” (General-de-Brigada Reformado Marco Antonio Felício da Silva/Fonte Jornal Inconfidência)

”Faço duas considerações sobre o que pensa o nosso futuro comandante quanto a assuntos que, no meu entender, vão ditar os rumos do nosso Exército. A primeira é sobre esse esforço da Esquerda para encravar a cunha da cizânia no que sempre foi um bloco maciço, o nosso Exército, de querer dividir entre comprometidos com a Revolução de 64 e as novas gerações, ou seja, dividir o que sempre esteve unido, a Ativa e a Reserva. E esta semente de cizânia foi plantada lá atrás e, pelo visto, já se transforma em uma cultura. ” (Coronel Ref. EB Péricles da Cunha/Fonte A Verdade Sufocada)

”Seja qual for o caso, para o bem do Brasil e das FFAA, todo o seu Alto Comando, deveria pedir transferência para a reserva, deveria renunciar e entregar seus cargos para outros generais mais competentes e mais capacitados para os desafios e grandes responsabilidades próprias da destinação Constitucional das FFAA. E para finalizar, uma última indagação: qual será a atitude de vocês diante das acusações feitas aos nossos Grandes Generais e ex Presidentes no relatório da CNV? E quanto aos os demais?” (Coronel Ref. EB Pedro Ivo Moézia de Lima/Fonte Alerta Total)

”O mais provável é que, em alguns meses, os comandantes vivam o dilema entre defender publicamente as instituições e, por extensão, a democracia ou permanecer inertes.  É um dilema sem razão de ser, pois o silêncio causaria um dano irreparável à Nação e às instituições, estas, sim, e nesta ordem, credoras da lealdade do soldado. Será necessário manifestar-se de público, pedindo ou não exoneração antecipadamente, conforme a consciência indicar como condição para preservar a hierarquia e a disciplina. Aos membros dos altos comandos das FA, dando conhecimento antecipado à liderança política, cabe deixar clara sua lealdade às crenças, aos valores e ideais comuns e às instituições defendidas por seus comandantes.  Seria criado um impasse indesejável?  Sim, mas comandantes e cargos são passageiros e FA são permanentes. ” (General-de-Brigada R/1 Luiz Eduardo Rocha Paiva/ Fonte O Estado de São Paulo)

“Estaremos sempre solidários com aqueles que, na hora da agressão e da adversidade, cumpriram o duro dever de se oporem a agitadores e terroristas, de armas na mão, para que a Nação não fosse levada à anarquia. ” (General-de-Exército Walter Pires de Carvalho e Albuquerque, ex Ministro do Exército). A frase está esquecida!

“Por derradeiro, clamamos, ao Senhor Deus dos Exércitos, que se faça prevalecer uma liderança permanente sobre a chefia temporária e fugaz! ”


Publicado originalmente no site Alerta Total


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Paulo Ricardo da Rocha Paiva é Coronel Reformado do EB. 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Caiado coleta assinaturas para instalar CPI do BNDES

Por: Claudio Humberto

Foto: Valter Campanato / ABr
Senador Ronaldo Caiado (Foto: Valter Campanato / ABr)
Intenção de Caiado é apurar empréstimos bilionários para empresas

O líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), coleta assinaturas para instalação de CPI e de CPI mista para investigar empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A intenção é investigar os financiamentos com inícios de ilegalidades a exemplo dos concedidos a JBS Friboi, a Sete Brasil, além dos executados em favor de projetos em Cuba, Equador e Venezuela. Para ser instalada, a CPI precisa da assinatura de 27 senadores; no caso da mista são 27 senadores e 171 deputados.

“O BNDES deixou de ser um banco de desenvolvimento econômico e social para se transformar em financiador dos amigos do rei. Não há transparência quanto ao termos e garantias dos empréstimos e vários indícios de ilicitudes. Um exemplo é o financiamento bilionário ao JBS Friboi, coincidentemente, o maior doador da campanha à reeleição da presidente Dilma”, argumentou o líder.

Caiado classifica como emblemático o caso do empréstimo de R$ 8 bilhões ao grupo JBS Friboi. Em 2014, o BNDES negou acesso aos documentos do financiamento ao  Tribunal de Contas da União sob alegação de que haveria sigilo bancário de suas transações. O argumento não foi aceito pelo TCU e o BNDES ingressou com um mandato de segurança para manter as informações secretas.

Já para a Sete Brasil Participações foi concedido apoio financeiro de R$ 10 bilhões para a construção de nove sondas de perfuração, algumas delas contratadas pela Petrobras. Apesar da falta de garantias e alto endividamento da empresa, o valor foi liberado pelo BNDES. Outros casos suspeitos referem-se aos empréstimos de R$ 4,6 bilhões para países, como Cuba. Angola, Equador e Venezuela. As operações chamaram a atenção do Ministério Público pelas enormes quantias liberadas classificadas como operações sigilosas ou a fundo perdido. O investimento mais notório foi a construção do porto de Mariel, em Cuba, com repasses de R$ 1 bilhão do banco a construtora Odebrecht.

“É absurdo o volume de recursos que a União tem colocado no caixa do BNDES para esse tipo de financiamento. De 2006 a 2014, o endividamento do banco junto o Tesouro Nacional aumentou 4.802%”, completou Caiado.


Publicado originalmente no site do Diário do Poder

Personalidades Brasileiras:
Quem é o Juiz Federal Sergio Moro?

Dono de estilo reservado e hábitos simples, o juiz da vara federal de Curitiba entrou para a história do País ao levar executivos de empreiteiras para a cadeia e se mostrar implacável no combate à corrupção na política.

Sempre que alguém o compara com Joaquim Barbosa, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Sérgio Moro desconversa.  Ou melhor, silencia.  O juiz da 13ª vara federal criminal de Curitiba, que ganhou notoriedade à frente das investigações da Operação Lava-Jato, não gosta desse tipo de comparação nem de especulações sobre o seu futuro.  Há alguns anos, rejeitou sondagens para se tornar desembargador, o que para muitos é degrau natural para galgar a última instância do Judiciário.  Moro afastou-se da oferta por desconfiar de tentativa de cooptação por parte de um figurão da política nacional que temia virar réu num inquérito que chegou à sua mesa.  Não fosse isso, ele daria outro jeito de recusar a oferta por acreditar que ainda há muito o que fazer na primeira instância.  Eleito por ISTOÉ o “Brasileiro do Ano”, Moro não mostra sedução pelo poder da toga.  De hábitos simples, ele faz parte de uma rara safra de juízes que encararam a magistratura como profissão de fé.

Não dá entrevista, nem posa para fotos. 

Dispensa privilégios. Vai para o trabalho todos os dias a bordo de um velho Fiat Idea 2005, prata, bastante sujo e repleto de livros jurídicos empilhados no banco de trás.  Antes, chegou a ir de bicicleta.

“Quando eu chego aos lugares, ninguém imagina que é o Sérgio Moro”, conta, sorrindo.  Apesar de ter se tornado o inimigo número 1 de poderosos, prefere andar sem guarda-costas.  Quem sempre reclama é a esposa, a advogada Rosângela Wolff de Quadros Moro, procuradora jurídica da Federação Nacional das Apaes, instituição dedicada à inclusão social de pessoas com deficiência.  A “sra. Moro” teme pela segurança do marido, e dela mesma, afinal o magistrado se mostrou implacável com a corrupção ao encurralar integrantes do governo do PT e levar, numa ação inédita, executivos das maiores empreiteiras do País à cadeia.

Nascido em Ponta Grossa há 42 anos, Moro é filho de Odete Starke Moro com Dalton Áureo Moro, professor de geografia da Universidade de Estadual de Maringá– morto em 2005.  Antes de ingressar na magistratura, seguiu os passos do pai.  Integrou o mesmo Departamento de Geografia da UEM e também deu aula nos colégios Papa João XIII e Dr. Gastão Vidigal.  Obteve os títulos de mestre e doutor em direito do Estado pela Universidade Federal do Paraná.  Seu orientador foi Marçal Justen Filho, um dos mais conceituados especialistas em licitações e contratos.  Cursou o Program of Instruction for Lawyers na prestigiada Harvard Law Schoole participou de programas de estudos sobre lavagem de dinheiro no International Visitors Program, promovido pelo Departamento de Estado americano.  Moro criou varas especializadas em crimes financeiros na Justiça Federal e traz no currículo outras operações de peso.  Presidiu o inquérito da operação Farol da Colina, que desmontou uma rede de 60 doleiros, entre eles Alberto Youssef.  A investigação fora um desdobramento do caso Banestado, que apurou a evasão de US$ 30 bilhões de políticos por meio das chamadas contas CC5.

Ciente de que os mecanismos de lavagem de dinheiro evoluem e se tornam cada vez mais complexos, Moro não para de estudar.

É um aficionado pela histórica “Operação Mãos Limpas”. 

Quando a compara com a Lava Jato, não tem dúvidas: “É apenas o começo”.

O caso que marcou para sempre a política italiana foi deflagrado por um acordo de delação, mecanismo inaugurado anos antes nos processos contra a máfia.  Após dois anos de investigações, a Justiça italiana havia expedido 2.993 mandados de prisão contra empresários e centenas de parlamentares, dentre os quais quatro ex-premiê s.  Num artigo sobre o caso italiano em 2004, Moro exalta os chamados “pretori d’assalto”, ou “juízes de ataque”, geração de magistrados dos anos 1970 na Itália que ganharam espécie e legitimidade ao usar a lei para “reduzir a injustiça social”, tomar  posturas antigovernamentais” e muitas vezes agir “em substituição a um poder político impotente”. O juiz se identifica com essa geração e vê no Brasil de hoje um cenário semelhante e propício ao combate à corrupção.

(Matéria recebida por e-mail)



Publicado originalmente no site A Verdade Sufocada

Rombo de 1 trilhão de reais no BNDES

Por Ossami Sakamori

Fala-se muito em rombo do BNDES. Alguns falam em até R$ 1 trilhão a ladroagem do maior banco de fomento do País. Tem ladroagem, sim. Isto não tenho nenhuma dúvida. O MPF investiga a relação incestuosa do presidente do Banco com a instituição BNDES. Também, é de conhecimento público a ascendência do Lula sobre o Luciano Coutinho.

Com relação à relação promíscua entre o Luciano Coutinho e o BNDES, se refere à empresa de consultoria que elabora os projetos de financiamento junto ao Banco.

A ex-empresa de consultoria é contratada para ter sucesso no financiamento. A empresa tinha como sócio o próprio Luciano Coutinho até assunção dele como presidente do Banco. Nada há de ilegal, uma vez que o Luciano Coutinho não é mais sócio daquela empresa de consultoria. Mas tudo parece que os atuais sócios são “laranjas” do próprio.

O projeto do Lula tentar criar os maiores “players” brasileiros atuando no mundo com o PSI – Programa de Sustentação de Investimentos, criado por ele no auge da crise financeira mundial em 2009, nada haveria de anormal, se não não funcionasse como Bolsa Empresário. Para criar “players” brasileiros, o BNDES emprestou e empresta a alguns poucos privilegiados a juros de 3,5% ao ano, enquanto o Tesouro paga Selic, hoje em 11,75% ao ano, para captar os mesmos recursos.

O Tesouro injetou no BNDES, segundo balanço semestral de 2014, exatos R$ 431,4 bilhões, nominal. Isto é o valor que foi injetado, sem considerar a equalização de juros. No apagar das luzes de 2014, Dilma autorizou injeção de mais R$ 30 bilhões no mesmo esquema do PSI, somando hoje R$ 461,4 bilhões.

Nada haveria de anormal se a injeção do dinheiro fosse na forma de investimento da parte da União. A crítica de analistas econômicos, na qual eu me incluo, é que a injeção de recursos da União está sendo feito em forma de “empréstimos” do Tesouro para o BNDES. O Tesouro capta o recurso no mercado pagando juros Selic e empresta ao BNDES. O empréstimo feito pelo Tesouro no mercado para este fim não entra no cômputo da dívida pública líquida.

Desta forma o dinheiro repassado pelo Tesouro para o BNDES sob forma do PSI, não entra também como despesa da União. Resumindo, os R$ 461,4 bilhões estão na contabilidade do Tesouro e do BNDES como uma espécie de “volume morto”. O volume de dinheiro é de responsabilidade, portanto, do contribuinte.

Os principais recursos do BNDES para empréstimos vem do Tesouro em forma de PSI, do FAT, do Fundos PIS/PASEP e do Fundo de Marinha Mercante e de outros fundos constitucionais. No total, considerando o empréstimo do Tesouro, o passivo do BNDES é de cerca de R$ 544 bilhões. Em tese, este é o montante que está no risco do BNDES e em consequência do contribuinte. No entanto, o BNDES, pelo menos em cima do papel está enquadrado nas regras do BIS, banco central dos bancos centrais.

Na coluna de ativos constam como realizável a Curto e Longo Prazo, cerca de R$ 300 bilhões em empréstimos diretos do BNDES e cerca de R$ 217 bilhões em empréstimos com aval dos agentes financeiros. Somado os ativos referentes aos empréstimos alcança R$ 517 bilhões. Ainda na coluna de ativos consta a aplicação, no dia 31 de julho de 2014, em ações das empresas com financiamento no Banco, no montante de R$ 66,9 bilhões e R$ 10,4 bilhões em debêntures.

O problema de tudo isto é que o Patrimônio Líquido do sistema BNDES, incluindo BNDESpar, é de R$ 74,1 bilhões em 31 de julho de 2014. Outro problema grave é com referência à qualidade do crédito de responsabilidade direta do BNDES no montante de R$ 300 bilhões. O crédito referente ao repasse às instituições financeiras no montante de R$ 217 bilhões não tem tanta preocupação. Não se sabe qual é o percentual de “empréstimos podres” dentre os R$ 300 bilhões.

No mercado financeiro, até o engraxate da BMFBovespa sabe, de duas verdades. A primeira verdade é de que o presidente Lula teria intermediado a negociação de empréstimos do PSI no montante de R$ 300 bilhões, da parte do empréstimo direto do BNDES. Se realmente houve, qualquer 3% daria R$ 9 bilhões de comissionamento para o Lula. Isto merece investigações por parte do TCU e MPF, mas negadas pelo BNDES. Para ser negado acesso às informações para os órgãos de controle da União, é de supor que o “boato” do engraxate deve ser verdadeiro.

A segunda preocupação do mercado é quanto à natureza das garantias oferecidas pelos tomadores preferenciais dos empréstimos do sistema BNDES. Muitos dos empréstimos destinados aos amigos do Lula e do Palácio do Planalto, as garantias são as próprias ações das companhias. São empréstimos no montante de R$ 300 bilhões com alto risco de não receber de volta o empréstimo. Comenta-se que cerca de R$ 100 bilhões é quase como crédito podre. O montante é superior ao Patrimônio Líquido do sistema BNDES.

O rombo só vai aparecer no decorrer dos próximos anos, pois que o financiamento concedido pelo Banco é de longo prazo. Alguns antes, como foi o caso dos empréstimos de R$ 10,6 bilhões concedidos ao grupo OGX. Outra empresa que tem um passivo próximo de R$ 30 bilhões com o sistema BNDES é o grupo JBS/Friboi, a juros subsidiados de 3,5% ao ano. A empresa com dificuldade econômica conhecida no mercado que tem passivo alto junto ao sistema BNDES é a empresa de telefonia Oi. A Construtora Odebrecht, em dificuldade por conta da Operação Lava Jato, tem também tem passivo muito alto junto ao BNDES.

Curiosamente, essas empresas falidas ou em dificuldade financeira conta com o apoio explícito do Lula. Não, Lula não é sócio dessas empresas como comentam, mas apenas intermediário nas operações de financiamentos e refinanciamentos. Digamos, que o Lula deve ter amealhado, no mínimo, R$ 5 bilhões em intermediações no BNDES.

Claro, os depósitos estão nas contas contas nos paraísos fiscais, por orientação do Henrique Meirelles, principal executivo do JBS/Friboi.

Eis o resumo do assunto complexo como este. Será que consegui fazê-los entender? Preocupa, não, se não entender o assunto na primeira leitura. O assunto é para quem tem vivência no mercado financeiro.




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Ossami Sakamori é Engenheiro Civil, Foi professor da Escola de Engenharia da Universidade Federal do Paraná. Atua no ramo de construção e mercado financeiro. Originalmente publicado no blog do autor.

"Aquecimento Global": ALARMISMO AMBIENTALISTA ENGANA SOBRE A CAUSA DA SECA
diz climatologista Luiz Carlos Molion

Por Luis Dufaur

Climatologista desfaz mitos "verdes" sobre a seca e aponta as verdadeiras causas. Professor Luiz Carlos Molion
Prof. Luiz Carlos Molion
O professor Luiz Carlos Molion, dispensa apresentação. Ele representa a América Latina na Organização Meteorológica Mundial, é pós-doutor em meteorologia, membro do Instituto de Estudos Avançados de Berlim, e leciona na Universidade Federal de Alagoas.

Em palestra que ministrou no dia 19 de dezembro aos produtores da Cooperativa Regional de Cafeicultores de Guaxupé (Cooxupé), o climatologista fez uma previsão de chuvas para os próximos anos.

E mais uma vez refutou a hipótese de as mudanças climáticas e o aquecimento global serem frutos da ação agrícola e industrial, segundo divulgou Correpar.

O renomeado climatologista utilizou dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), e mostrou 2014 choveu cerca de 70% da média prevista de 1.400 mm.

Molion defende que a atribuição da seca à ação humana sobre o meio ambiente, especialmente o desmatamento na Amazônia é um mito.

“Coisa de ‘ambientalista extremista’”, afirmou.

O climatologista desmistificou a importância do desmatamento da Amazônia discorrendo sobre a linha do tempo da metade do século XX até agora, onde foram registrados volumes baixíssimos de chuvas nas décadas de 50 e 60.

Segundo Molion, as mesmas tendências se repetem de décadas em décadas.
Exemplo de exagero ambientalista: estudo tenta provar que comer carne é uma causa da seca!
Exemplo de exagero "verde": estudo tenta provar que comer carne é uma causa da seca!
Em São Paulo, há registros de seca no final do século XIX e no início do século XX, nos anos 30.

Por esse motivo, é possível afirmar que não é o homem com suas atividades agrícolas e industriais o responsável pelas grandes mudanças climáticas no planeta.

Até mesmo pelo fato de a porção de terra, onde habitamos, representar apenas 29% da massa no planeta, enquanto os oceanos representam 71%.

A diminuição das chuvas coincide com o período em que o oceano Pacífico esfria ou fica "neutro".

Os pluviômetros localizados apontam que há um ciclo de chuvas que dura de 50 a 60 anos.

A cada 25/30 anos chove bem, e nos próximos 25/30 anos chove pouco.

Algumas regiões do país estão passando por um período semelhante ao que houve entre os anos de 1948 e 1976, com menos dias de chuva no ano, e dias mais frios.

Entre os anos de 2015 a 2020, as chuvas estarão abaixo da média de longo prazo, ou seja, a média dos últimos 60 anos.

O que determina as variações climáticas da Terra é justamente a variação cíclica dos oceanos.

Esses representam a maior parte da massa do planeta, absorvem bastante luz solar e controlam as chuvas.

Quando a temperatura dos oceanos esfria, a atmosfera também esfria, porque é aquecida ou esfriada por baixo.
Os grandes fenômenos atmosféricos ligados aos oceanos são verdadeiros determinantes das chuvas e das secas. Foto: entardecer sobre o Atlântico desde satélite.
Os grandes fenômenos atmosféricos ligados aos 
oceanos são verdadeiros determinantes das 
chuvas das secas. 
Foto: entardecer sobre o Atlântico desde satélite.

Os oceanos esfriando, evaporam menos água e chove menos.

O processo contrário, o aquecimento dos oceanos e em consequência da atmosfera, provoca mais chuvas.

O Pacífico ocupa 33% da superfície da Terra, e por isso exerce grande influência climática nos continentes lindeiros.

Quando ele aquece, surge o fenômeno chamado de “El Niño” que traz muitas chuvas para o sul e o sudeste do Brasil.

La Niña” é o processo oposto.

Mas, quando o oceano está neutro, não se tem previsão do que pode acontecer. E isso é o que está acontecendo: o Pacífico está neutro desde 2012.

Para analisar as variações climáticas, cerca de 70 boias estão espalhadas pelos mares no mundo todo, e medem as temperaturas das águas em até 1.000 metros de profundidade.

Além disso, avançados softwares e computadores também estão dedicados às medições climáticas.

Segundo Molion, o período de chuvas ficará um pouco abaixo da média, e será vantajoso para o café, que não necessita de muita umidade.

Porém, é necessário tomar cuidado com os dias mais secos e frios que estão por vir no meio deste ano.

Tudo isso é bom senso e nada tem a ver com os exageros do aquecimentismo radical, que não pensa na natureza e nos homens, mas tem objetivos ideológicos contrários ao progresso do Brasil e da civilização, observamos nós.

Confira a palestra completa do professor Luiz Carlos Molion:


Publicado originalmente no Blog Verde: A Cor Nova do Comunismo

LINDBERG Farias critica IMPEACHMENT

Por Rachel Sheherazade