Por Marcos Coimbra

Denominamos de “países-baleias” os quatro países (Brasil,
China, Índia e Rússia, componentes do grupo BRIC), em virtude de disporem de
gigantescas extensões territoriais e enormes mercados populacionais com
crescente poder aquisitivo e qualidade de vida. É evidente que os EUA ainda são
a potência hegemônica mundial e, mesmo com sua decadência, ainda terão grande
importância, bem como a União Européia, no contexto internacional, além do novo
BRICs.
Considerando 2014, a China já é a segunda economia do mundo,
detentora de apreciável poder militar. A Índia e a Rússia estão entre as dez
maiores economias do mundo e também possuem elevado poder militar. Em uma
análise prospectiva, apesar de termos a sétima economia do mundo (deverá ser
ultrapassada no final de 2015), vasta extensão territorial, abundantes recursos
naturais existentes, da água ao titânio, passando agora pelo petróleo, além de
um povo ordeiro e trabalhador, a fragilidade da expressão militar do Poder
Nacional constitui uma vulnerabilidade preocupante. De fato, há um plano
arquitetado pelos "donos do mundo" de enfraquecer as Forças Armadas
dos países emergentes, sufocando-as de todas as maneiras, financeira, econômica
e moralmente.
É proibido o acesso à moderna tecnologia bélica, seja no
tocante a engenhos nucleares, seja na área espacial. O trágico episódio da
explosão do terceiro VLS brasileiro, com a perda de vinte e um mártires é
emblemático. Até jatos supersônicos são proibidos. Fabricação de mísseis, nem
pensar. Até a proibição da comercialização de armas e munições queriam impor ao
povo brasileiro. As empresas nacionais seriam expulsas do mercado e o Brasil ficaria
dependente até da importação de um cartucho de 22. Desta forma, fica mais fácil
intimidar e até agredir nosso território, direta ou indiretamente. O estatuto
do desarmamento agride os direitos do cidadão brasileiro, não tivesse sido ele
imposto por diretrizes externas.
Os conceitos de Integração, Soberania e Integridade do
Patrimônio Nacional são importantes para serem lembrados por todos nós,
brasileiros, devido à insegurança vivenciada, gerada principalmente por
pressões de grupos com interesses inconfessáveis. Sofremos o risco de serem
agravadas as tensões no plano social, com o acirramento e a indução de choques
de caráter “racial”, religioso, étnico e até sexual ou de gênero. As
famigeradas ONGs e a mídia internacional, secundada pela mídia nacional, jogam
católicos contra protestantes e espíritas, brancos contra negros e índios e
outros. O objetivo é abalar nossa coesão social, para fragilizar-nos. Absurdas
imposições ideológicas e referendadas pelas últimas administrações, como o
denominado sistema de “cotas raciais”, começam a criar conflitos antes
inexistentes em nosso país.
Quanto à coesão territorial, estão acelerando o processo de
demarcação de terras indígenas, para depois preparar o terreno para o
"direito dos índios à autodeterminação" e para aplicar o
"direito de ingerência dos mais fortes". Isto lhes possibilitaria
retalhar o território brasileiro, em especial a Região Amazônica, dividindo-a
em quistos, a serem “protegidos” por uma força internacional de paz. Sob o
pretexto de defender os direitos dos índios, pretendem explorar nossas riquezas
e recursos naturais.
O revolver de chagas abertas há cerca de 50 anos, abrindo
feridas que deveriam estar cicatrizadas, com a Lei da Anistia referendada pelo
Supremo Tribunal Federal, por mais motivações que apresentem, representa
justamente o desejo do inimigo solerte. Enquanto olhando pelo espelho
retrovisor, digladiamo-nos ferozmente por várias razões, algumas justificáveis,
outras não, em virtude da parcialidade evidente, dando voz a apenas um dos
lados participantes da luta armada no país, os detentores do poder enxergam com
farol de milha, deleitando-se com nossa divisão interna e avançando sem a
devida resistência em nossas riquezas, afrontando nossa soberania.
O passado foi-se. Nossos descendentes dependem daquilo que
conseguirmos legar para eles. Sequer temos um Projeto Nacional de
Desenvolvimento. Chega de ódio e sentimento de vingança! Houve excessos de
ambos os lados e, em nome do futuro, devemos lutar ombro a ombro contra as
formidáveis ameaças existentes ao nosso Progresso.
Após as manifestações do dia 16.08, constatamos um país
dividido, fruto inicialmente de uma irresponsável campanha eleitoral, onde a
candidata considerada vencedora pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), apesar
da vulnerabilidade gritante do sistema de voto eletrônico de primeira geração,
praticou o maior estelionato eleitoral da história pátria. O partido no poder
usou recursos altamente questionáveis para perpetuar-se no comando do Brasil,
acirrando o ódio entre as classes sociais, utilizando “pedaladas fiscais” e
toda sorte de artifícios, amargando uma aprovação de apenas 7,7 %.
E agora? Qual será a saída para evitar a continuação do
caos? Quem será o personagem capaz de realizar a conciliação nacional?
Fonte: Alerta Total
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Marcos Coimbra, Economista, é Professor, Membro do Conselho
Diretor do CEBRES, Acadêmico Fundador da ABD e Autor do livro Brasil Soberano.
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