sábado, 11 de julho de 2015
SOCIAL-DEMOCRACIA FAVELADA E PAU-DE-ARARA
Por Percival Puggina
Desde o trabalhismo de Getúlio Vargas, a partir de
Fizemos a opção pelo well-fare state (dito assim fica mais
chique ainda) há 83 anos e jamais renunciamos a ele mesmo sabendo que nunca se
viu um país pobre tornar-se rico por implantar um "Estado de bem-estar
social". Isso só pode acontecer (se é que pode) naqueles que se tornaram
ricos com o capitalismo, conforme constatou, por primeiro, o ex-marxista alemão
Eduard Bernstein. Mas não há como recolher, desse modelo de Estado, condições
para enriquecer um país pobre. Ao optar pelo Estado benevolente, ao qual todos
recorrem em suas necessidades, garantidor de direitos reais e imaginários,
provedor inesgotável, inclusive das mais insaciáveis demandas, o Brasil fez e
faz, ao contrário, uma opção fundamental pela pobreza.
Jamais criamos ou nos ocupamos seriamente dos pré-requisitos
do desenvolvimento: a) educação de qualidade para todos, habilitando a
juventude brasileira à realização de suas potencialidades e inserção produtiva
na vida social, política e econômica; b) estímulos ao mérito e às manifestações
de talento em todas as dimensões do humano; c) saneamento básico e adequada
atenção à saúde; d) geração da infraestrutura necessária às atividades
produtivas; e) segurança jurídica e respeito ao direito de propriedade; f)
rigorosa proteção constitucional do cidadão contra o Estado; g) contenção da
máquina pública dentro dos limites da capacidade contributiva da sociedade; h)
economia de mercado; e i) um modelo político racional que separe Estado,
governo e administração.
Tendo optado pelo Estado provedor-empreendedor, inclusive
durante os governos sob orientação militar, o Brasil olha para o horizonte
eleitoral de 2018 movido pelas mesmas cismas que orientaram os partidos
políticos e o eleitorado em todos os últimos pleitos: nenhum candidato do
quadrante liberal-conservador, nenhum de centro, todos do centro-esquerda para
a esquerda. A crise em que estamos será a pior conselheira para as eleições por
vir. Não faltarão candidatos para receitar ainda mais do mesmo veneno a uma
nação enferma. Pretenderão resolver a crise do Estado oferecendo ao eleitor
mais e mais Estado. Trarão pás e escavadeiras para aprofundar o buraco.
________________
Percival Puggina (70), membro da Academia Rio-Grandense de
Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org,
colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de
Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões,
integrante do grupo Pensar+.
LADEIRA ABAIXO
Sem qualquer ponto de apoio que possa ajudá-la a manter o
prumo, suas cambalhotas na direção do precipício beiram o dramático. No mesmo
pacote mal feito se misturam a inflação ascendente, o desemprego crescente, o
desencanto dos eleitores, que lhe deram um segundo mandato há pouco mais de
meio ano, os infindáveis escândalos de corrupção, envolvendo empresários,
políticos e a outrora sólida Petrobrás, a incompetência administrativa
assombrosa, a revolta com a teia de mentiras que foi imposta ao eleitorado e a
falta total de apoio por parte de seu partido e de seus parceiros, inclusive de
seu guru Lula.
A base de apoio do governo ruiu completamente e todos
procuram salvar-se, levando a melhor parte dos destroços.
Tudo bem, Dilma colhe o que plantou.
No entanto, há outros sinais assustadores.
Seus aliados teóricos jogam cascas de banana em seu caminho
já escorregadio, votando demagogicamente medidas de gosto popular que
completariam a destruição de nossa economia e deixando-lhe a antipática
alternativa de apelar para o veto, tentando salvar algo do periclitante, mas
imprescindível, ajuste fiscal.
O horizonte é ensombrado pelos vetos que podem ser
derrubados e por, no mínimo, três grandes nuvens negras ameaçadoras na esfera
judicial: o TCU, na verdade órgão fiscalizador do Legislativo, caminha para
rejeitar as contas governamentais de 2014, em consequência das famosas
“pedaladas”, artifícios contábeis usados para mascarar os desastres fiscais do
desgoverno; o TSE que se inclina a analisar possível abuso do poder econômico e
uso de verbas de origem duvidosa nas eleições de 2014; e o STF com atenta
observação das investigações da Polícia Federal e do Ministério Público no caso
da Operação Lava Jato, que chegam cada vez mais perto do Planalto.
Raposas felpudas discutem de maneira não muito discreta as
alternativas a seu impeachment, acertando cenários, acordos e
divisão do espólio após sua possível queda. As conversações envolvem o
invertebrado PMDB – teoricamente aliado de Dilma – e as facções mineira e
paulista do PSDB – oposição retórica do governo petista, além de personagens
menores.
Enquanto isso, ministros dos tribunais superiores movem-se
discretamente, trocam mesuras e sussurros, repelem pressões mal disfarçadas,
aceitam outras, lançam balões de ensaio.
No deslize acelerado rumo ao abismo, cujo fundo é muito
distante e inimaginável, dois importantes atores do drama brasileiro medem
cuidadosamente suas ações ou omissões.
Um é o camaleônico Lula, movendo-se com muita cautela para
não ser tragado pelo mesmo desastre que ora incentiva, ora acalma. Sua
situação, no entanto, também não é tranquila. O braço da lei vem se aproximando
e ele deve muitas explicações sobre a criação do pesadelo em que vivemos.
A outra, incrivelmente discreta, mas crescentemente
descontente, é o povo brasileiro, vítima maior dos descalabros e também
responsável pelos mesmos, por nunca ter exigido as satisfações que lhe são
devidas. Escorrega junto com Dilma, sentindo-se sem carta, sem rumo e sem
piloto.
O clamor das ruas virá, mais cedo ou mais tarde. Quando chegar, a solução aparecerá, para o bem e para o mal.
O clamor das ruas virá, mais cedo ou mais tarde. Quando chegar, a solução aparecerá, para o bem e para o mal.
Às escondidas, em Portugal, Dilma e Lewandowski discutem Operação Lava Jato e impeachment
Por Ricardo Noblat
A acreditar-se
Foi o que Cardoso garantiu ao jornalista da Globo News
Gerson Camaroti, que soube do encontro e publicou a notícia em seu blog.
Segundo Cardoso, Lewandowski pediu para ver Dilma. Ele participava de um evento
jurídico na cidade portuguesa de Coimbra.
Ao saber que o avião que transportava Dilma e comitiva para
a cidade russa de Ufá faria uma escala técnica no Porto, cidade próxima de
Coimbra, Lewandowski manifestou seu desejo de se reunir ali com a presidente da
República para discutirem o aumento do Judiciário.
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Recentemente, o Congresso aprovou um aumento para o
Judiciário que o governo diz não ter como pagar. Cardoso jura que a reunião a
três não serviu para que conversassem sobre a Operação Lava Jato, conduzida
pelo juiz Sérgio Moro, e que investiga a roubalheira na Petrobras.
Dilma, Lewandowski e Cardoso discutiram, sim, a Operação
Lava Jato. O empresário Ricardo Pessoa, dono da empreiteira UTC, confessou ter
dado dinheiro sujo para a campanha de Dilma à reeleição. Dilma nega, mas está
preocupada com o que possa acontecer se isso acabar provado.
Da Operação Lava Jato, os três passaram a avaliar as chances
de um pedido de impeachment de Dilma. Por falhas, o Tribunal de Contas da União
poderá rejeitar as contas do governo de 2014. E o Tribunal Superior Eleitoral
concluir que houve abuso de poder econômico na campanha de Dilma.
Os jornalistas brasileiros destacados para cobrir a viagem
de Dilma à Rússia não foram informados sobre o encontro dela no Porto com
Lewandowski. Muito menos os que ficaram aqui. O encontro não constou da agenda
oficial de Dilma.
Na verdade, o governo transparente de Dilma nada tem de
transparente. É um abuso que dois chefes de poderes se encontrem às escondidas
no exterior. E para examinar a delicada situação política de um deles. Os dois
pisaram feio na bola. Apostaram que ninguém ficaria sabendo do encontro.
Lewandowski preside a mais alta corte de Justiça que poderá
ser provocada, em breve, a decidir se procede ou não um eventual pedido de
impeachment da presidente da República. Deveria ter se julgado impedido de se
reunir para discutir o assunto com uma das partes interessadas. E logo no
exterior. E às escondidas.
Basta lembrar que Lewandowski deve parte de sua indicação
para o STF à família de dona Marisa, mulher de Lula, a quem sempre foi muito
ligado. De resto, Lewandowski tudo fez para melhorar a sorte dos mensaleiros
que acabaram condenados pelo STF.
É compreensível que Dilma tema por seu futuro. Mas não que
contribua para emporcalhar a imagem do cargo que ocupa.
Eletrolão abasteceu os cofres do PT em ano eleitoral, por exigência de ‘Homem da Dilma’ e Vaccari, segundo Pessoa
Eis um trecho da reportagem da VEJA (com grifos meus):
“VEJA teve acesso a mais um testemunho de que propina
cobrada em troca de contratos – desta vez, no setor elétrico, a menina dos
olhos de Dilma – abasteceu os cofres do PT em pleno ano eleitoral.
Os operadores da transação criminosa foram
o onipresente João Vaccari Neto, então tesoureiro do partido, e Valter
Luiz Cardeal, diretor da Eletrobras, o ‘homem da Dilma’ na estatal e
um dos poucos quadros da administração com livre acesso ao gabinete
presidencial.
O relato desse novo caso de desvio de verba pública para
financiar o projeto de poder petista consta do acordo de delação premiada
firmado entre o engenheiro Ricardo Pessoa, dono da construtora UTC, e o
Ministério Público Federal.
Num de seus depoimentos, Pessoa contou que em setembro do
ano passado o consórcio Una 3 – formado por Andrade Gutierrez, Odebrecht,
Camargo Corrêa e UTC Engenharia – fechou um contrato para tocar parte das obras
da Usina de Angra 3.
A assinatura do contrato, estimado em 2,9 bilhões de reais,
foi precedida de uma intensa negociação.
A Eletrobras pediu um desconto de 10% no valor cobrado pelo
consórcio, que aceitou um abatimento de 6%. A diferença não resultou em
economia para os cofres públicos. Pelo contrário, aguçou o apetite dos
petistas.
Tão logo formalizado o desconto de 6%, Cardeal chamou
executivos do consórcio Una 3 para uma conversa que fugiu aos esperados padrões
técnicos do setor elétrico. Faltava pouco para o primeiro turno da sucessão
presidencial.
O ‘homem da Dilma’ foi curto e grosso: as empresas deveriam
doar ao PT a diferença entre o desconto pedido pela Eletrobras e o desconto
aceito por elas. A máquina pública era mais uma vez usada para bancar
o partido em mais um engenhoso ardil para esconder a fraude.
A conversa de Cardeal foi com Walmir Pinheiro, diretor
financeiro da empresa, escalado para tratar dos detalhes da operação. Depois
dela, Vaccari telefonou para o próprio Ricardo Pessoa e cobrou o
‘pixuleco’.
‘Quando soube que a UTC havia assinado Angra 3, João
Vaccari imediatamente procurou para questionar a parte que seria destinada ao
PT – o que foi feito pela empresa’, relatou o empreiteiro.
Aos investigadores, Pessoa fez questão de ressaltar que,
segundo seu executivo, foi Cardeal quem alertou Vaccari sobre a diferença de 4
pontos percentuais entre o desconto pedido pela Eletrobras e o concedido pelas
construtoras. Perguntado sobre o que sabia a respeito de Cardeal, Pessoa
afirmou:
‘É pessoa próxima da senhora presidenta da República,
Dilma Rousseff’.”
Encontro de Dilma com Lewandowski fora da agenda é indecente e anti-republicano
Esse relacionamento é muito suspeito,
para dizer o
mínimo…
|
Na escala técnica que fez na cidade do Porto, em Portugal,
antes de seguir para Rússia, a presidente Dilma Rousseff teve um encontro
reservado com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo
Lewandowski. A reunião não foi incluída na agenda oficial. Também
participou do encontro o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.
No Brasil, políticos da base aliada foram informados de que a conversa foi
ampla e que incluiu entre os temas a Operação Lava Jato. Os petistas, para não
variar, relativizaram a coisa: “O assunto do encontro foi o reajuste do
Judiciário. Ele levou números para a presidente Dilma”, disse Cardozo. Há
preocupação no Judiciário com a tendência de a presidente Dilma Rousseff vetar
o reajuste do Judiciário aprovado recentemente pelo Concresso. “Mas foi um
econtro casual. Estávamos em Coimbra e, como iriámos para um almoço no Porto,
marquei essa conversa”, justificou Cardozo.
Sei… O PT é mestre na arte dos “encontros casuais”. É um tal
de lobista se encontrar com empreiteiro “casualmente”, de “pixulecos”
aparecerem na mochila de tesoureiro petista “casualmente” que vou te contar!
Como já disse Felipe Moura Brasil, isso sim, é golpe! O
PT perdeu qualquer cerimônia, não liga nem mais para as aparências. Está em
desespero, e ratos desesperados fazem qualquer coisa para sobreviver. Fazem “o
diabo” mesmo! Seria coincidência ser justo com o ministro mais petista depois
de Dias Toffoli?
Chega a um ponto tal que a coisa deixa de ser esquerda x
direita e passa a ser todos que defendem a democracia x golpistas
anti-republicanos. Mesmo tradicionais esquerdistas, como Roberto Freire, estão
chocados com a forma com a qual o PT trata as instituições republicanas. Freire
desabafou em seu Twitter :
Não sei se ambos um dia tiveram compostura,
mas sem dúvida o escárnio chegou em nível insuportável. Os conspiradores contra
a República ainda têm a cara de pau de acusar a oposição de ser golpista, ou
seja, quem quer preservar nossas instituições contra o avanço petista é
golpista, enquanto aqueles que abusam da máquina estatal como se fosse um
diretório partidário são os “democratas”. Que piada!
Se Dilma tivesse um pingo de decência, diante de tudo que
está acontecendo com o Brasil, ela simplesmente renunciava. Reinaldo Azevedo
ainda tentou apelar a esse eventual resquício de dignidade na presidente, e
pediu em sua coluna de hoje que Dilma fizesse tal ato nobre
pelo país, após recordar suas escancaradas mentiras sobre o setor elétrico:
Conhecemos, além dos desastres na área econômica, parte
dos crimes que os companheiros cometeram contra os cofres públicos e contra a
contabilidade. À diferença do que sugerem até aqui as turmas de Rodrigo Janot e
de Sergio Moro, não se tratou da associação entre empresários cúpidos,
organizados num cartel (que nunca existiu!), meia dúzia de servidores corruptos
da Petrobras e alguns parlamentares de segunda linha. Conversa para trouxas!
Fomos vítimas de uma máquina azeitada para assaltar o Estado de Direito.
E são os petistas e seus servidores na imprensa que
gritam “golpe” quando se fala da possibilidade de Dilma perder o mandato? Desde
quando leis democraticamente pactuadas se confundem com tanques? Aquela Dilma
que concedeu entrevista a esta Folha bebeu muito fermentado de mandioca.
A presidente concluiu assim o discurso de janeiro de
2013: “Somente construiremos um Brasil com a grandeza dos nossos sonhos quando
colocarmos a nossa fé no país acima dos nossos interesses políticos ou
pessoais”.
Certo! Que Dilma confira verdade ao menos a uma parte
daquela fala e renuncie! Aí ela se tornaria, finalmente, uma Mulher sapiens
sapiens.
O problema é que Dilma jamais demonstrará tal dignidade,
pois ela simplesmente não a possui. Sequer é capaz de fazer um mea
culpa sobre seus anos de terrorista comunista e assaltante, preferindo
se vitimizar e reescrever a história, como se fosse uma lutadora pela
democracia naquela época. Se Dilma tivesse dignidade para renunciar, não seria
Dilma. Com essa alternativa, portanto, os brasileiros indignados e revoltados
não devem contar…
sexta-feira, 10 de julho de 2015
quinta-feira, 9 de julho de 2015
Governo já admite derrota no TCU e mobiliza aliados contra processo de impeachment
Por Revista Veja
Presidente Dilma Rousseff foi questionada pelo
Tribunal de
Contas da União (TCU) por supostas
irregularidades das contas(Bruno
Domingos/Reuters)
|
Primeira iniciativa foi tomada na terça-feira, com a
convocação de ministros para explicar as 'pedaladas fiscais' no Congresso
Ao avaliar que deve ser condenado no julgamento das contas
do governo de 2014 pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em breve, o governo
federal iniciou uma estratégia para tentar sensibilizar aliados a não apoiar
eventual processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff no Congresso,
decorrente da condenação. Numa proposta acertada com o Palácio do Planalto na
segunda-feira, a operação do governo na Câmara e no Senado quer angariar apoios
a uma eventual decisão desfavorável à petista.
A primeira iniciativa dos aliados ocorreu na terça-feira,
com a aprovação de um requerimento para a formação de uma audiência pública na
Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado com a presença do ministro do
Planejamento, Nelson Barbosa, e do advogado-geral da União, o ministro Luís
Inácio Adams, para explicar um dos principais pontos questionados pelo TCU nas
contas de Dilma, as chamadas "pedaladas fiscais" - prática do Tesouro
Nacional de atrasar de forma proposital o repasse de dinheiro para bancos
públicos e também privados.
A intenção com a audiência, que deve ser realizada na terça
ou na quinta-feira da próxima semana, é que os dois ministros reforcem a defesa
do governo e rebatam questionamentos acerca das supostas irregularidades nas
contas de Dilma. A movimentação tem por objetivo garantir apoios da
desestruturada base aliada em um eventual julgamento do processo de impeachment
e, ao mesmo tempo, dar argumentos técnicos para os aliados defenderem o
governo. Também como parte da operação em defesa do governo, Barbosa e Adams
vão conversar com as bancadas dos partidos da base aliada nos próximos dias.
Na terça-feira, ambos apresentaram à bancada do PT na Câmara
dados que mostram que o TCU avaliou como regulares, em anos anteriores,
práticas semelhantes às "pedaladas fiscais". "Trazemos ao
Congresso que esses apontamentos foram entendidos no passado como regulares.
Essa realidade existiu em 2000, 2001, 2002 e assim por diante e foram situações
consideradas regulares pelo tribunal", disse Adams. "Toda a atuação
fiscal segue a lei vigente em anos anteriores e neste ano também",
acrescentou Barbosa, ao deixar o encontro.
O advogado-geral disse que era "oportuno"
conversar com os parlamentares, já que o parecer do TCU será encaminhado ao
Congresso Nacional. Ele negou que o tribunal esteja agindo politicamente e
acrescentou que a decisão do órgão levará em conta a defesa da União.
Na articulação na CAE, o presidente da comissão e líder do
governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS), aceitou votar o requerimento do
líder do PDT na Casa, Acyr Gurgacz (RO), de convidar Adams, Barbosa e o
presidente do TCU, Aroldo Cedraz, para o encontro. O pedido de Gurgacz foi
votado como item fora da pauta. A praxe do colegiado é apresentar o
requerimento em uma reunião e votar apenas na semana seguinte.
"É uma excelente oportunidade para dar publicidade e
esclarecer de vez essa história. Não dá para ficar uma situação dúbia, onde
comecem a pairar dúvidas sobre as decisões do governo", destacou Delcídio.
"O governo está muito seguro, muito consciente das suas justificativas e
importante também, o governo vai mostrar que muitas das coisas que estão sendo
colocadas, elas foram feitas em outros governos também e ninguém disse
nada", completou.
Em blindagem ao Planalto, Delcídio também anunciou que vai
convidar para a audiência na comissão somente o procurador do Ministério
Público no TCU Júlio Marcelo de Oliveira e o auditor do TCU Antônio Carlos
D'Avila, a pedido do senador tucano Tasso Jereissati (CE). Contudo, disse, ao
final da reunião de ontem, que não pretende chamar o ex-ministro da Fazenda
Guido Mantega, que também teve um requerimento de convite aprovado na semana
passada a pedido do senador
Janot pede ao STF que Pedro Corrêa migre para regime fechado
Por Diário do Poder
Corrêa é réu pela prática dos crimes de lavagem de dinheiro,
corrupção e peculato Foto: Celso Júnior/ AE
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O PGR encaminhou o pedido para o Ministro Luís Roberto
Barroso
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encaminhou
parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo que o ex-deputado Pedro
Corrêa (PP-PE) migre do regime semiaberto para fechado na pena referente ao
julgamento do mensalão. Corrêa está em prisão preventiva no Paraná desde abril,
pelo caso Lava Jato, e também cumpre pena, em regime semiaberto, de 7 anos e 2
meses por condenação no caso mensalão.
Janot lembrou no pedido, encaminhado ao ministro Luís
Roberto Barroso, relator do mensalão do STF, que foi comunicado em junho pela
Força Tarefa da Lava Jato que Corrêa é réu em uma ação penal que corre na 13ª
Vara Federal no Paraná pela prática dos crimes de lavagem de dinheiro,
corrupção e peculato cometidos no esquema que desviou recursos da Petrobras.
Com isso, o procurador-geral justifica seu pedido para
regressão de regime e diz ainda que os crimes imputados na Lava Jato a Corrêa
foram praticados até março de 2014 pelo ex-parlamentar, ou seja, antes da
formulação do acórdão que o condenou no mensalão. "Com isso, a execução da
pena privativa de liberdade do sentenciado tornou-se sujeita à forma
regressiva, com a transferência pra regime mais gravoso", escreveu Janot.
No pedido, o procurador-geral ressalta ainda que não é
preciso esperar transitar em julgado - quando são esgotados todos os recursos
cabíveis - da ação penal no Paraná para que seja feita a regressão de regime.
"O condenado Pedro Corrêa não se conduziu com a responsabilidade que lhe
exigida no regime semiaberto, persistindo na prática de crime doloso
incidi", ressaltou Janot. O parecer traz ainda trechos da delação do
doleiro Alberto Youssef no qual ele afirma que Corrêa era um dos parlamentares
do PP que apoiavam a manutenção de Paulo Roberto Costa no cargo de diretor de
Abastecimento da Petrobras em troca de propina.
O pedido de Janot deverá ser analisado por Barroso depois de
oitiva de Corrêa. O parecer só deverá ser apreciado pelo ministro relator em
agosto, quando o magistrado retorna à Corte com o fim do recesso do Poder
Judiciário.
Até o decreto da prisão preventiva em abril, Pedro Corrêa
pleiteava junto ao Supremo a migração para o regime semiaberto já que cumpria
pena no semiaberto (no qual pode trabalhar ou estudar durante o dia e volta
para a cadeia para dormir). Contudo, o pedido foi negado pelos ministros devido
à inadimplência da multa imposta a Corrêa, de R$ 1,6 milhão, pelos desvios
cometidos no esquema.(AE)
Grande parte da população quer hoje pena de morte, armas, ditadura – e se lixa para os direitos humanos
Por Ruth de Aquino
“A economia tá parada, só um ou outro avião vem cheio. Nossa
economia vive da corrupção. Sem propina, paralisa. Meu faturamento caiu 40%.
Tínhamos na cooperativa um contrato com a Odebrecht. Foi cancelado agora. Tudo
aqui neste país você precisa dar 10% a mais. Eu tinha de pagar também para a
Odebrecht. Nossas corridas eram todas superfaturadas para o diretor que pegava
o táxi levar o dele.”
“E a violência? Tá aqui em cima, olha (indicando o painel do
carro, junto à janela), bem à vista, meu celular falso, para eu dar pra
vagabundo. Todo dia tem algum arrastão na Linha Vermelha. Na minha casa, no
Méier, não posso esperar o portão da garagem abrir para eu entrar. Já tive três
carros roubados assim, à mão armada. Três.”
“Recuperei os carros roubados, mas tudo depenado. E não são
os bandidos que depenam não. É a polícia. Eles tiram, antes de devolver, o tal
kit PM. Rodas, rádio, tudo o que der para tirar. E a gente, para recuperar,
precisa pagar à polícia a taxa de resgate. E a mídia não fala nada disso. Só
sabe mesmo quem tá na rua, trabalhando.”
“Depois as autoridades vêm me falar das UPPs. Isso aí
ninguém quer. Nem os bandidos nem os policiais. Tenho um sobrinho que saiu do
Exército e não quer ficar em UPP. O que ele diz é: ‘Tio, nós somos humilhados
ali. Jogam água, jogam mijo na gente. Não podemos dar um tiro que a gente vai
preso. Ficamos ali só gastando combustível e enxugando gelo’.”
“Isto aqui, se não ficar igual à China, não vai dar certo.
Tem de ter uma ditadura rígida, pena perpétua, morte. Se os caras não ficarem
com medo, vão continuar. Tem corrupção em tudo que é lugar. No Detran, nas
delegacias, nos batalhões, nos hospitais. E o governo leva também o seu, por
trás de toda essa engrenagem. Isso não vai acabar nunca. A não ser que a gente
adote a seguinte regra para todo mundo: escreveu, não leu, o pau comeu.”
O taxista está revoltado. Com a Odebrecht, com a PM, com os
governos, com os bandidos. É duro ouvir. Nem falo nada. Não adianta.
Lá de fora, acompanhamos a novela atual de maior audiência,
o petrolão. Mais ex-diretores da Petrobras no xilindró. Prejuízo da corrupção
sobe aos píncaros, R$ 19 bilhões. Surgem golpes simplórios contra quem mais
necessita: promessas falsas de emprego, tirando R$ 20 de um, R$ 50 de outro. Os
sanguessugas pagam fiança e respondem em liberdade. Assaltos a banco, tiroteios
nas favelas, falência de empresas, novos aumentos de combustível e luz.
Lula atordoado, atacando Dilma. Dilma atordoada, atacando
delatores. Congresso atordoado, vaivém na redução da maioridade penal. E toma
mais provocação do Senado – aprovado o reajuste de 59% a 78% para os servidores
do Judiciário, com impacto de R$ 25,7 bilhões nos cofres públicos. Eduardo
Cunha e Renan Calheiros, os populistas cavaleiros do apocalipse, se unem por um
único credo: hay gobierno, soy contra. Veta, Dilma, veta.
Enquanto isso, a mãe dos pobres resolve economizar R$ 8
bilhões em cima do abono salarial, devido neste semestre a quem ganha até dois
salários mínimos. Devo, não nego, pago quando puder. Tudo pelo ajuste, para
fechar as contas em 2015. Injusto.
Continua a esquizofrenia do país duplo. De um lado, ferro na
iniciativa privada, desestímulo a quem quer abrir um negócio, burocracia
enlouquecedora, impostos altíssimos cobrados de quem produz e sem beneficiar o
povo. Do outro lado, benesses para servidores públicos, que já dispõem de
aposentadoria integral e vitalícia.
O que mais choca, no entanto, é a miséria de nossa Educação.
O relatório do Movimento Todos pela Educação é desolador. Mais de 2 milhões de
crianças ainda estão fora das escolas. Em regiões carentes, as escolas são
precárias, e o ensino de baixa qualidade. Entre 15 e 17 anos, 1,6 milhão
abandonam os estudos. Só 9,3% dos que concluem o ensino médio sabem matemática.
Só 27,2% dominam o português. Na outra ponta do ensino, a maior universidade
federal do país, a UFRJ, com greve e obras paradas por corte de verbas, ameaça
fechar em setembro, sem condições de pagar por limpeza, segurança, portaria.
Só confiarei num presidente que mude essa tragédia, de
verdade. Uma maciça parcela da população (e não é a elite) quer hoje pena de
morte, armas, ditadura e se lixa para direitos humanos. Também é resultado de
falta de Educação. Cair na real não precisa ser cair no abismo. Acorda, Brasil.
Fonte: A Verdade Sufocada
quarta-feira, 8 de julho de 2015
Pedido de empresário por intervenção militar gera bate-boca na CPI da Petrobras
Depoimento de Auro Gorentzvaig CPI da Petrobrás, no momento
em que ele foi questionado pelo relator, sobre uma declaração a favor da
intervenção militar.
Da pra entender claramente porque deputados não querem nem
ouvir falar neste assunto... o desespero toma conta, discursos superficiais e
inverídicos como sempre.
Fonte: YouTube/De olho em Brasília
Educação pela pedra
Por Veja.com
Em um momento de crise política e econômica "as pessoas
estão percebendo que não se deve confiar tanto assim nos políticos".
"O Brasil está vivendo um momento de tomada de consciência, mesmo que pela
dor”.
terça-feira, 7 de julho de 2015
Como será o Brasil no pós-Dilma?
Por Marco Antonio Villa
Os possíveis cenários no Brasil no caso da saída da
presidente Dilma Rousseff.
Fonte: YouTube/Jovem Pan Online
Maior PROGRAMA DE COMPRA DE VOTOS do mundo resiste ao Ajuste Fiscal: Gastos com Bolsa Família mantém ritmo de R$ 2,3 Bi ao mês
Por Diário do Poder
A média mensal de R$ 2,33 bilhões
distribuídos continua bem superior à de 2014, quando foram ‘investidos’ mais de
R$ 27 bilhões, recorde absoluto desde a criação do programa.
Se mantiver o ritmo até o final do ano, o Bolsa Família deve
superar a marca de R$ 28 bilhões, o dobro do último ano de mandato de Lula.
O cenário de pobreza ainda não foi modificado e Bahia
continua sendo o estado que mais recebe recursos. Já foram R$ 1,5 bilhão em
2015.
Considerado “o maior programa de compra de votos do planeta”
pelo deputado Jarbas Vasconcelos, o Bolsa Família gasta R$74 milhões/dia.
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