quinta-feira, 21 de maio de 2015

MPF INVESTIGA TRÁFICO DE INFLUÊNCIA DE LULA EM FAVOR DA ODEBRECHT


As viagens de Lula à África, após deixar a presidência, 
são esmiuçadas pelo Ministério Público Federal
MPF intima Instituto Lula e o BNDES a entregar comprovantes

O Instituto Lula tem prazo de quinze dias para informar ao Ministério Público Federal (MPF) a agenda de viagens do ex-presidente Lula para a America Latina e África, entre 2011 e 2014, no âmbito das investigações da denúncia de tráfico de influência do político na tentativa de obter obras para a empreiteira Odebrecht nesses continente, oferecendo financiamento barato do BNDES, com prazo de carência longo e contrato secretos. A empreiteira bancou diversas viagens de Lula ao exterior.

O Ministério Público prorrogou por 30 dias o prazo para conclusão das apurações e determinou que, em 15 dias, a Odebrecht informe se arcou com viagens internacionais de Lula, se elas tinham alguma relação com investimentos da construtora no mercado externo e pediu os eventuais registros da presença de representantes da empreiteira acompanhando o ex-presidente.

Os investigadores indagaram se a Odebrecht firmou contratos com o Instituto Lula e com governos de países africanos e latino americanos entre 2011 e o ano passado. Querem saber quais desses projetos contaram com apoio financeiros do BNDES.

O MPF também pediu ao BNDES acesso a informações detalhadas e documentos referentes ao financiamento de obras da construtora, assim como solicitou do Itamaraty cópias de telegramas e despachos sobre viagens de Lula ao exterior, relacionadas ou não com a Odebrecht. Os principais alvos são as visitas a Cuba, Panamá, Venezuela, República Dominicana e Angola.

PT - Esquece de usar a LÓGICA

Por Reinaldo Azevedo


Por que Renato Duque foi solto rapidamente em novembro

Por Diogo Mainardi e Mario Sabino - O Antagonista
BOMBA 
1ª Parte

No contexto da Operação Lava Jato, uma das perguntas que permaneciam sem resposta era por que Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras, foi solto por ordem do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal – e, depois, teve novo pedido de prisão preventiva negado por obra do mesmo Teori, que convenceu Gilmar Mendes e Carmen Lúcia a segui-lo na decisão.

Afinal de contas, está mais do que provado que Renato Duque, homem de José Dirceu e do PT, era um dos principais engenheiros do propinoduto que sangrou a estatal.
O Antagonista apurou com três fontes de alto escalão, para chegar à resposta. Renato Duque não está livre por falha de argumentação do juiz Sergio Moro e do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, como pensam alguns. Esse foi apenas o pretexto.

Renato Duque está livre por causa de Lula.

A prisão de Renato Duque, em novembro do ano passado, fez com que a sua mulher entrasse em desespero. Sem poder contar com José Dirceu, pato manco depois do mensalão, ela recorreu a Paulo Okamotto, o faz-tudo de Lula. Para acalmá-la, Okamotto afirmou que a situação se arrumaria num curto espaço de tempo, mas ela lhe disse que não cairia nessa conversa. Que, se fosse necessário, teria como reunir provas suficientes para provar que Lula sabia e participara do esquema do petrolão. Diante da ameaça, Okamotto disse a Lula que ele deveria encarregar-se da questão pessoalmente.

Lula encontrou-se com a mulher de Renato Duque e tentou persuadi-la de que o seu marido ficaria na prisão menos do que se imaginava.

Em vão. Ela voltou a afirmar que implicaria o ex-presidente no escândalo, se Renato Duque não fosse libertado rapidamente.

Acuado, Lula pediu ajuda a um ex-ministro do STF de quem é muito amigo. Ele se prontificou a socorrer o petista. O melhor caminho, disse o ex-ministro do STF a Lula, era procurar Teori Zavascki.

Foi o que o amigo de Lula fez: marcou um encontro com Teori Zavascki, para lhe explicar como era urgente que Renato Duque fosse solto, porque, caso contrário, Lula seria envolvido “injustamente” num escândalo de proporções imprevisíveis para a estabilidade institucional. Teori Zavascki aquiesceu.

Avisado pelo amigo ex-ministro do STF, Lula comunicou à mulher de Renato Duque que tudo estava resolvido.

Foi assim que Renato Duque, passados pouco mais de quinze dias após a sua prisão, viu-se do lado de fora da carceragem da Polícia Federal em Curitiba.

2ª Parte

Carta Aberta de Paulo Okamotto em resposta ao blog O Antagonista

Senhores Diogo Mainardi e Mario Sabino,

Vivemos em um país democrático e, nele, as pessoas podem falar o que quiserem e até ganhar dinheiro com isso. É condenável, porém, que publiquem notícias falsas e deliberadamente caluniosas, como os senhores fizeram no blog O Antagonista em matéria intitulada “Renato Duque está solto a pedido de Lula”.

As informações contidas na matéria são completamente inverídicas, tanto no que me diz respeito quanto ao ex-presidente Lula. O que, aliás, os senhores comprovariam se tivessem tido a dignidade de me perguntarem antes, frente a frente, diretamente, o que queriam saber.

Mas não o fizeram, preferindo publicar injúrias não só contra nós, mas também contra o Supremo Tribunal Federal.

Paulo Okamotto
Presidente do Instituto Lula

3ª Parte

Resposta do blog O Antagonista

Senhor Paulo Okamotto,

Vivemos em um país democrático, apesar das tentativas autoritárias dos governos do PT de cercear a liberdade de opinião e expressão, e, nele, certas pessoas podem falar o que quiserem contra a imprensa independente e até ganhar dinheiro público com isso, proveniente de estatais administradas pelo Partido dos Trabalhadores.

É condenável, porém, que essas pessoas publiquem notícias falsas e deliberadamente caluniosas, como ocorre nos blogs sujos patrocinados tanto pela administração Lula como pela administração Dilma.

As informações contidas na matéria “Renato Duque está solto a pedido de Lula” são completamente verídicas, confirmadas por fontes insuspeitas de quaisquer crimes.

No entanto, propomos ao senhor e ao ex-presidente Lula que tenham a dignidade de nos conceder uma entrevista, frente a frente, olho no olho, para que, além de darem a sua versão sobre o fato reportado por nós, esclareçam nossas poucas dúvidas a respeito dos seguintes assuntos: mensalão, a acusação de que o senhor ameaçou Marcos Valério de morte, petrolão, uso abusivo de cartões corporativos da Presidência da República, atuação de Rosemary Noronha

como lobista, sucesso empresarial de Lulinha, financiamentos do BNDES a empreiteiras com contratos em países africanos, as ligações com o grupo JBS/Friboi e a ameaça de usar a turma do Stedile para promover um banho de sangue no país.

Agradecemos antecipadamente a atenção,


Diogo Mainardi e Mario Sabino


Temos de destruir o “Presidencialismo de Transação”

Por  Marco Antonio Villa



Professor Marco Antonio Villa comenta o regime do “presidencialismo de transação”, que favorece os interesses políticos ante as necessidades do povo.

A Dispersão da Quarta Internacional


Segundo a Esquerda, de modo geral, a necessidade do princípio do centralismo democrático decorre do fato de que as pessoas ainda não pensam uniformemente.

Desde a sua fundação, em 3 de setembro de 1938, em um Congresso realizado em Paris, França, sempre foram inúmeros os grupos, tendências, frações, cisões e fusões no âmbito da Quarta Internacional, em todos os países bem como em nível de coordenação internacional, todos reivindicando a primazia da construção do Partido Mundial da Revolução, tarefa central da Internacional, desde que foi criada.

No Brasil atuam 21 grupos trotskistas, pelo menos:
  • Ação Popular Socialista
  • Corrente Socialismo Internacional
  • Corrente Socialismo Revolucionário
  • Corrente Socialista dos Trabalhadores
  • Democracia Socialista
  • Fração Trotskista
  • Grupo Práxis
  • Grupo Revolução Permanente
  • Liga Bolchevique Internacionalista
  • Liga Estratégia Revolucionária
  • Liga Estratégica Revolucionária
  • Liga Quarta-Internacionalista do Brasil
  • Movimento de Esquerda Socialista
  • O Trabalho na Luta pelo Socialismo
  • Partido da Causa Operária
  • Partido Operário Revolucionário Trotskista
  • Partido Operário Revolucionário Trotskista-Posadista
  • Partido Socialismo e Liberdade
  • Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado
  • Socialismo Revolucionário
  • Tendência pelo Partido Operário Revolucionário

E, em nível internacional, cerca de 20 centros coordenadores, todos reivindicando interpretar a pureza dos ensinamentos de Leon Trotsky.

Embora exista esse amplo espectro reivindicando a Quarta Internacional, ela nunca chegou a existir como organização centralizada, pois o movimento é muito amplo e disperso, bem como são divergentes as formas de interpretar os escritos de Trotsky.

Após a II Guerra Mundial desenvolveu-se o processo revolucionário mais poderoso desde a Revolução Bolchevique. Esse processo, todavia, resultou no fortalecimento do Stalinismo, que os trotskistas sempre consideraram “um aparato contra-revolucionário”, e da Social-Democracia, que passou a governar diversos países na Europa. Ambos – Stalinismo e Social-Democracia – após a II Guerra, passaram a dirigir o movimento de massas em nível mundial.

Em virtude disso, o trotskismo desapareceu por muitos anos do cenário europeu.

Posteriormente, a partir dos anos 1960, a Revolução Cubana trouxe ao trotskismo outro tipo de controvérsias: uma divisão entre os que reconheciam que em Cuba havia ocorrido uma grande revolução e que o novo Estado era uma conquista que deveria ser defendida dos ataques do imperialismo, e os que não a encaravam como um fato revolucionário. Essas controvérsias persistem até os dias atuais.

Como conseqüência, vários grupos trotskistas, em nível internacional, se reunificaram em 1963 em torno do apoio à Revolução Cubana, dando origem à construção do Secretariado Unificado da Quarta Internacional. Essa reorganização, no entanto, foi efêmera, e novas diferenças voltaram a surgir em torno desse mesmo tema e, logo depois, a partir de 1979, da Revolução Sandinista na Nicarágua. Essas diferenças deram origem a dois setores: um que opinava que a direção dessas revoluções era pequeno-burguesa e burocrática e que, por esse caráter de classe, iriam levá-la à derrota, e outro que sustentava que o Castrismo e o Sandinismo eram grandes direções revolucionárias e que, por conseguinte, não se poderia construir partidos apartados delas.

Entre esses dois setores logo surgiu uma outra diferença: os que defendiam os métodos de luta através da classe operária e os que optavam pelo guerrilheirismo foquista.

A partir de meados da década de 90, todavia, um novo grande fato da luta de classes provocou novos realinhamentos: o desmantelamento do socialismo real, que os trotskistas sempre denominaram de “aparato stalinista”. Essa queda provocou uma primeira diferença entre os que opinam ter sido um fato revolucionário fundamental, apesar de suas contradições, e os que opinam ter sido uma grande derrota, que afastará, por longo tempo, a possibilidade de uma revolução.

Os acontecimentos do Leste-Europeu na década de 1990, onde o Stalinismo foi erradicado, estão criando ainda outras diferenças em outros grupos contrários ao revisionismo. São grupos que opinam em favor da construção de partidos e de uma Internacional Revolucionária, porém consideram que isso deverá ser feito tendo por base princípios totalmente diversos dos da Terceira e Quarta Internacionais.

Opinam que os acontecimentos no Leste-Europeu questionaram tudo: o centralismo democrático, a ditadura do proletariado, a utilização do terror vermelho, as estatizações e os grupos que se intitulavam dirigentes da classe operária. Opinam, em verdade, que devem ser construídos partidos revolucionários, porém que a tarefa central desses partidos deve ser a propaganda do programa e a luta pela construção de uma nova sociedade.

As diferenças, todavia, não terminam aí. Entre os setores favoráveis à construção de partidos revolucionários leninistas de combate, regidos pelo centralismo democrático e que sejam seções de uma Internacional, que defendem a classe operária como sujeito social da revolução e a participação na luta de classes através de um diálogo permanente com essa mesma classe operária, existem também importantes divergências que envolvem diferenças programáticas e de princípio e que provocam políticas contrapostas nos centros coordenadores da luta de classes em nível mundial.

Existem, por exemplo, diferentes interpretações da política leninista em relação às nacionalidades oprimidas. Isso acarretou que, ante um fato central, como a guerra na ex-Iugoslávia, um setor trotskista apoiasse os Bósnios e os Croatas e outro os Sérvios, e ainda outro defendesse a neutralidade. Outros ainda, no Oriente Médio, defendem a palavra-de-ordem de um Estado Palestino único, o que implica na destruição do Estado de Israel, enquanto outros defendem o direito dos palestinos a seu Estado, ao lado de um Estado de Israel socialista.

Também existem diferenças na forma de como interpretar o nacionalismo de uma Nação oprimida e o nacionalismo da Nação opressora. Isso provoca distinções programáticas quando ocorrem guerras envolvendo esses tipos de países. Isso ocorreu, por exemplo, na Guerra das Malvinas, onde existiram setores do marxismo revolucionário (trotskismo) que centralizaram sua política em chamamentos à derrota das tropas inglesas, enquanto outros clamavam em favor da paz, outros ainda denunciaram a guerra, e ainda outros defendiam o direito de autodeterminação dos Kelpers, habitantes das Malvinas.

Existem também diferenças em relação a que tipo de Internacional construir. Uns defendem que se deva reconstruir a Quarta Internacional, por considerarem que seus aspectos programáticos centrais, expressos no Programa de Transição e na Teoria da Revolução Permanente mantêm sua vigência, e outros que, partindo dos desvios programáticos que ocorreram em importantes dirigentes e correntes que reivindicavam, e ainda reivindicam a Quarta Internacional, defendem que deve ser construída uma Internacional diferente.

Todas essas divergências explicam o grau de dispersão dentro da Quarta Internacional em todo mundo, demonstrando que a luta para construir o Partido Revolucionário Mundial e assumir o lugar do Stalinismo desmantelado não está sendo uma tarefa simples.

Porém, além dessa série infindável de divergências políticas, existe ainda uma outra, de caráter metodológico, talvez mais difícil de superar. É a que considera que o processo de degeneração stalinista não foi apenas político mas também metodológico e moral, e conseguiu infestar, com seus métodos, importantes setores do movimento operário, inclusive o marxismo revolucionário.

Em face de tudo isso, hoje existem setores que se reivindicam marxistas revolucionários e que apelam para os métodos do vale tudo para dirimir suas diferenças, valendo-se de insinuações, mentiras, difamações e até ataques físicos – como já ocorreu com diversos grupos atuantes no Brasil -, ou que utilizam suas relações com outras correntes revolucionárias para infiltrar (entrismo, segundo o dialeto trotskista) seus membros, no sentido  de desenvolver um trabalho fracional, a fim de ganhar militantes para suas fileiras.

Esses métodos impedem a aproximação fraternal entre os diversos grupos porque, ao destruir a confiança recíproca, cria barreiras mais difíceis de transpor do que as simples diferenças políticas. Esses são considerados métodos stalinistas que prostituem a atividade revolucionária.

Malgrado toda essa enorme série de diferenças, deve ser levado em conta que, segundo a doutrina, todo e qualquer partido, para ser considerado revolucionário, deve ser um organismo vivo que reflita os distintos aspectos da luta de classes, bem como as diferentes interpretações sobre ela. Em seu seio sempre existirão diferenças e polêmicas que, em última instância, serão – ou deveriam ser – dirimidas pela realidade e pelo chamado centralismo democrático. Essas diferenças, no entanto, vivificam o partido e favorecem seu fortalecimento.

Segundo a Esquerda, de modo geral, a necessidade do princípio do centralismo democrático decorre do fato de que as pessoas ainda não pensam uniformemente...



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Carlos I.S. Azambuja é Historiador.

Fachin chega ao STF e a oposição volta das férias



No dia em que o senado aprovou a indicação do jurista Luiz Edson Fachin para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal, a oposição decidiu voltar de férias e atacar o governo lulopetista durante programa político em rede nacional. Entenda o caso com o editor executivo de VEJA.com, Carlos Graieb, e os colunistas de VEJA Augusto Nunes e Joice Hasselmann, no 'Aqui Entre Nós'.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

GOVERNO VAI CORTAR R$ 1,7 BILHÃO DA PF, CERCA DE 30% DO ORÇAMENTO

  
Orçamento cairá de R$ 5,4 bi para R$ 3,7 bi com cortes de Dilma
  
Depois de todo o alarde feito durante a campanha de investimento na Polícia Federal, o governo Dilma vai tirar R$ 1,7 bilhão do orçamento da corporação. O valor representa cerca de 30% de tudo que estava à disposição da PF e gerou preocupação na Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), pois vai impactar, diretamente, as investigações e operações da PF.

Segundo a ADPF, não faz sentido cortar quase dois bilhões de reais da PF, prejudicando a atuação dos policiais cujas investigações combatem os desvios de recursos públicos. Só no caso da corrupção na Petrobras, foram R$ 22 bilhões surrupiados, mais de dez vezes o que será cortado do orçamento da PF.

Coiotes: Dilma e Tião Viana


Luiz Edson Fachin é aprovado no Senado, que dá susto no governo ao rejeitar nome de indicado à OEA


luiz_fachin_01Sob pressão – A estratégia do Palácio do Planalto para a aprovação do nome de Luiz Edson Fachin, indicado pela presidente Dilma Rousseff ao Supremo Tribunal Federal, funcionou. Apesar de toda a polêmica que emoldurou a indicação, Fachin conseguiu, no plenário do Senado, o apoio de 52 senadores, sendo que 27 votaram contra.

O maior temor do governo era o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que há muito está em rota de colisão com Dilma Rousseff. Mesmo com o esforço dos palacianos nos últimos dias, a expectativa de 70 votos a favor de Luiz Edson Fachin não se confirmou, o que mostra que a articulação do governo ainda é falha.

Gaúcho, 57 anos, Luiz Fachin fez carreira no Paraná e foi indicado por Dilma como retribuição ao apoio que o novo ministro deu à presidente na campanha de 2010. Fachin ocupará a vaga aberta com a aposentadoria do ministro Joaquim Barbosa, ex-presidente do Supremo e relator da Ação Penal 470 (Mensalão do PT).

Desde a indicação, Luiz Edson Fachin tentou explicar posições controversas em relação a temas ligados à família, à propriedade e à política. Para minimizar o estrago pelas críticas que recebeu ao longo das últimas semanas, o novo ministro contratou uma equipe de assessoria de imprensa e lançou uma campanha nas redes sociais para tentar esclarecer, com vídeos, as tais polêmicas.

O jurista também se apresentou pessoalmente aos 81 senadores, mas não foi recebido por quatro, que deram como desculpa a incompatibilidade de agendas. Na última semana, Fachin foi submetido a uma demorada sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, recebeu os votos de 20 dos 27 membros do colegiado.

Derrota inesperada

Antes de ter início a votação em torno de Fachin, o plenário do Senado rejeito, por 38 votos contra e 37 a favor, a indicação do diplomata Guilherme Patriota para o cargo de representante brasileiros na Organização dos Estados Americanos (OEA). Irmão do também embaixador Antonio Patriota, ex-ministro de Relações Exteriores, Guilherme Patriota não conseguiu cabalar 41 votos, número mínimo estabelecido pelo regimento do Senado.

Cumprindo ordens do Palácio do Planalto, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) revelou sua indignação e disparou: “É a primeira vez na história que um diplomata de carreira é rejeitado pelo Senado Federal”.

Rebatendo a declaração do senador petista, Renan Calheiros disse que a aprovação dos nomes de embaixadores é uma atribuição do Senado e deve ser respeitada. Na verdade, Calheiros mandou mais um recado à presidente Dilma Rousseff, que insiste em se relacionar com o Congresso à sombra da truculência.

“Voto secreto e governo fraco são combinações explosivas”



O colunista do Radar on-line questiona: “será Luiz Edson Fachin eleito hoje?". Reinaldo Azevedo também fala sobre a votação pela cadeira no Supremo Tribunal Federal. “Fiquei encantado em ver como Fachin se transformou em um seguidor de tudo o que antes ele deplorava." Rodrigo Constantino aborda a alta inadimplência nas empresas.

Aumentar limite de repasse ao BNDES contraria qualquer ajuste fiscal, afirma Ronaldo Caiado


ronaldo_caiado_28Dinheiro extra – Líder do Democratas no Senado Federal, Ronaldo Caiado (GO) criticou e votou contra a Medida Provisória 663/14 que aumenta o limite do repasse de incentivos pela União ao BNDES em R$ 50 bilhões. A matéria foi aprovada em plenário nesta terça-feira (19).

O senador goiano rejeitou o argumento do governo federal de que esse incremento no volume de crédito com equalização de juros pelo Tesouro auxilia o banco na “demanda pelo aumento da competitividade da indústria brasileira”. Caiado lembrou o atual momento de recessão e a fraca demanda por investimentos.

“A economia está parada e a indústria não está buscando investimentos que justifiquem essa MP. Esse aumento só serve para tentar abater o calote ao qual o Tesouro vem impondo ao banco. Somente em 2014 o BNDES já declarava um crédito de R$ 26,16 bilhões junto ao Tesouro”, lembrou o senador.

O democrata se refere ao volume de crédito que o BNDES contabiliza desde 2010, quando o governo federal deixou de pagar as despesas com equalização de juros, ou seja, a diferença entre o juro real cobrado no mercado para o cobrado pelo BNDES. Para o democrata, no momento em que o governo impõe à população aumento de impostos, cortes em benefícios trabalhistas e arrocho fiscal, a MP que permite um maior endividamento do Tesouro aparece na contramão de qualquer política de austeridade.

“Dilma está deixando 178 mil jovens de fora do Fies para não arcar com um custo de R$ 7,2 bilhões a mais no programa. A Pátria Educadora prefere economizar em educação a deixar o suspeitíssimo BNDES sem recursos para financiar aliados internos e externos que sustentam o PT no poder”, protestou.

MP 664 e MP 665

Ronaldo Caiado também criticou as duas MPs que cortam benefícios trabalhistas e direitos adquiridos da população e que devem ir ao plenário do Senado Federal já nas próximas sessões. Ele lembrou o caráter inconstitucional das medidas já ressaltado pelo presidente da Casa, Renan Calheiros, e o atual cenário de aumento de desemprego e recessão.


“No momento de maior fragilidade de nossa classe trabalhadora, quanto todos estão pagando por erros na economia do governo, essas medidas são de grande insensibilidade. Estamos tirando a proteção àqueles que vão sofrer com desemprego e inflação diante das medidas já anunciadas pelo governo”, completou.

Programa do PSDB na TV e o domínio da política

Por Reinaldo Azevedo


terça-feira, 19 de maio de 2015

Prova de fogo: Dilma terá que fazer o que não sabe



A presidente terá que se esforçar junto com seu time para definir o tamanho do orçamento e ainda aprovar as MPs do ajuste e o nome de Fachin no Senado. Ou seja, vai ter que aprender a fazer conta e articulação política, matérias em que foi reprovada até agora. Será que agora Dilma passa por média?

LAVA JATO: STF quebra sigilo bancário de Collor


Também foi determinada a quebra de sigilo de 12 empresas – entre elas, o jornal Gazeta de Alagoas e a TV Gazeta de Alagoas, de propriedade da família de Collor | Waldemir Barreto/Agência SenadoPedido foi feito pela Procuradoria Geral da República para investigar se o senador participou de fraudes na Petrobras

O ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a quebra de sigilo bancário do senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) no período de 1º de janeiro de 2011 a 1º de abril de 2014. A decisão foi tomada na última quinta-feira e está em segredo de justiça. Na tarde desta segunda-feira, o advogado do parlamentar, Fernando Neves, alegou que ainda não tinha sido comunicado da decisão.

O pedido foi feito pela Procuradoria Geral da República para instruir o inquérito aberto para investigar se o senador participou de fraudes naPetrobras. Ele é suspeito de ter cometido lavagem de dinheiro e de ter recebido cerca de R$ 3 milhões em propina em um negócio da BR Distribuidora, empresa subsidiária da Petrobras.

Na mesma decisão, Zavascki decretou a quebra do sigilo bancário também de outros quatro suspeitos de terem cometido irregularidades. Um deles é Pedro Paulo Bergamaschi de Leoni Ramos, conhecido como PP, que foi ministro de Collor quando era presidente da República. Em depoimento, o doleiro Alberto Youssef disse que foram feitos vários depósitos para Collor a pedido de PP – que, por sua vez, é dono de uma empresa que mantinha negócios com o doleiro, a GPI Participações e Investimentos.

Também foi determinada a quebra de sigilo de 12 empresas – entre elas, o jornal Gazeta de Alagoas e a TV Gazeta de Alagoas, de propriedade da família de Collor. A decisão foi encaminhada na última quinta-feira ao presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.

Em julho do ano passado, quando pediu a abertura de inquérito contra Collor, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse que havia indícios fortes da prática de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Entre os indícios, estão comprovantes de depósitos em espécie somando R$ 50 mil. Os documentos foram encontrados no escritório de Youssef durante uma operação de busca e apreensão.

Luiz Fachin precisa de 41 votos do Plenário para virar ministro do STF



Na sabatina, ele conseguiu aprovação de 20 senadores. Sete foram contrários.

Gleisi Hoffmann, que protege Gaievski, o estuprador de meninas, acusa tucano de “machismo”


gleisi_hoffmann_21Conversa fiada – A senadora paranaense Gleisi Helena Hoffmann (PT), atolada no Petrolão, tenta ressurgir das trevas em que se transformou o maior escândalo de corrupção da história da humanidade. Para tanto escreveu um artigo com o intuito de atacar o suposto machismo que afetaria o PSDB. “Parece da (sic) gene de comandantes do PSDB a subjugação das mulheres”. O fundamento para essa tese bizarra foi um “bate-boca” cibernético pelo Twitter do atual presidente do PSDB do Paraná, Valdir Rossoni, com uma desbocada militante petista.

Independentemente da tentativa de feminizar a genética – gene é substantivo masculino – a argumentação de Gleisi esbarra em seu próprio e vergonhoso histórico com relação à defesa das mulheres.

Não existe forma mais hedionda de subjugação das mulheres do que o estupro. Pois, em 2013, Gleisi Hoffmann, então ministra-chefe da Casa Civil de Dilma Rousseff, levou para assessorá-la o pedófilo Eduardo Gaievski, encarregando-o de cuidar das políticas do governo federal para crianças e adolescentes. Ou eja, uma indicação no estilo “raposa no galinheiro”, pois à época Gaievski já era investigado em dezenas de casos por favorecimento à prostituição, sexo com menores e estupro de vulnerável.

Eduardo Gaievski teve sua prisão decretada em agosto de 2013 e fugiu de Brasília para não ser preso em pleno Palácio do Planalto, mas acabou nas mãos da polícia paranaense se preparava para fugir do País pela tríplice fronteira. O “Monstro da Casa Civil” já foi condenado a mais de 60 anos de prisão por alguns de seus muitos estupros (ao fim do julgamento de todos os casos, o alarife petista poderá pegar mais de 250 anos de prisão), prostituição de menores e uso da máquina pública para obter sexo.

Curiosamente, para uma defensora tão acirrada dos direitos femininos, como Gleisi, os crimes do “companheiro” Gaievski, que já eram investigados, em diversos inquéritos, há mais de dois anos quando de sua nomeação para a Casa Civil, não foram detectados pela Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) e muito menos pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (GSI), órgãos que têm a incumbência de passar um pente fino na ficha dos que são indicados para trabalhar no entorno da presidente da República.

Para complicar ainda mais a situação de Gleisi, o pedófilo Gaievski, que já ameaçou abrir a boca e, se for abandonado de uma vez, poderá contar o que sabe sobre o PT do Paraná, continua regularmente filiado ao Partido dos Trabalhadores. E no Paraná quem dá as cartas no PT é Gleisi Hoffmann, conhecida entre a população da terra das araucárias como a “Barbie da Fronteira”.


A permanência de Eduardo Gaievski nos quadros petistas contraria recente discurso da cúpula do partido, que garantiu expulsaria da legenda todos os “companheiros” condenados pela Justiça. Não bastassem as condenações de Gaievski, os crimes cometidos pelo amigo da senadora são hediondos.

CPI - EDISON LOBÃO

Por Reinaldo Azevedo


A Verdade Sufocada

Por Carlos I.S. Azambuja

O livro A Verdade Sufocada desmistifica, ponto por ponto, as mentiras que, há anos, vêm sendo apresentadas à Nação brasileira a respeito da Revolução de 31 de Março de 1964 e a repressão aos grupos armados dos anos 70. 

Estaremos sempre solidários com aqueles que, na hora da agressão e da adversidade, cumpriram o duro dever de se oporem a agitadores e terroristas, de armas na mão, para que a Nação não fosse levada à anarquia”. (General de Exército Walter Pires de Carvalho Albuquerque, Ministro do Exército durante o governo de João Baptista Figueiredo)
Leiam o livro A Verdade Sufocada, do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, com prefácio do general Raymundo Negrão Torres. Em suas 541 páginas desmistifica, destrói, desmonta e manda pelos ares, ponto por ponto, as mentiras que, há mais de 40 anos, vêm sendo apresentadas à Nação brasileira a respeito da Revolução de 31 de Março de 1964 e os seus desdobramentos, quando uma esquerda desvairada, constituída por militantes treinados nas academias de guerrilhas de Cuba, Coréia do Norte, Alemanha Oriental, China e União Soviética, utilizaram todos os meios – os seqüestros de autoridades e de aviões comerciais, o terrorismo, os assaltos, as guerrilhas urbana e rural e os assassinatos de cunho político e, já em seu final, os assaltos até a trocadores de ônibus - para implantar em nosso país uma república popular democrática. 

Derrotados, a maioria dos que sobreviveram a essa louca empreitada, após uma escala em Cuba, se juntou aos grupos terroristas da Argentina, Chile e Nicarágua, voltando a ser derrotados. Ao final, em agosto de 1979, foram anistiados pela “ditadura militar” e depois, no governo do também anistiado Luiz Inácio Lula da Silva – “anistiado” de quê, se não foi cassado e nem condenado? -, continuaram a ser recompensados, agora financeiramente, por uma Comissão de Anistia, criada em agosto de 2001 pelo governo do Sr Fernando Henrique Cardoso. Recompensados por terem sido terroristas. Somente em atrasados, as indenizações já passam de R$ 1,44 bilhão. A 38 anistiados foram concedidas indenizações que, a cada um, ultrapassam R$ 1 milhão.

Além das indenizações deferidas em 5.540 processos já aprovados pela Comissão de Anistia, há ainda o pagamento de pensões. Por enquanto, por ano, a conta das pensões chega a 267 milhões, incluída a pensão de R$ 4.294,12  concedida ao então presidente Luiz Inácio Lula da Silva que, quando líder sindical, esteve “preso” durante... 31 dias! Algumas vezes dormindo em um sofá na sala do Delegado Romeu Tuma, seu carcereiro! No entanto, ao receber essa indenização o nosso presidente, desde a idade de 42 anos já era um feliz aposentado, mesmo sem ter atingido 25 anos de trabalho. Lula “começou a embolsar essa pensão em maio de 1997, quando ela valia R$ 2.365,00. Se tivesse deixado o dinheiro no banco, rendendo juros tucano-petistas, em janeiro seu saldo teria chegado a R$ 707.114,00. Até agora, cada dia de cadeia de Lula custou RS$ 13.865,00 à Viúva” (Élio Gaspari, O Globo, 19 de fevereiro de 2006). Na realidade, essa conta não está correta. Cada dia de cadeia de Lula custou R$ 22.810,00 aos cofres públicos.

Apenas mais um detalhe: esses benefícios estão isentos do Imposto de Renda, de acordo com o Decreto 4.897, publicado no Diário Oficial de 26 de novembro de 2003, assinado por ele, o então presidente Lula. Ou seja, um Decreto em causa própria! 

Mas não é só isso, kamaradas! Há também a Comissão de Desaparecidos Políticos, criada em 1995, no governo do Sr. Fernando Henrique Cardoso, destinada a recompensar, também financeiramente, os parentes de mortos e desaparecidos políticos – que de políticos nada tinham – durante o período de luta armada. Mortos e desaparecidos que por livre e espontânea vontade suas e de suas Organizações optaram por pegar em armas para derrubar a “ditadura militar” e, nessa empreitada aloprada, segundo o decreto que criou a Comissão, morreram ou desapareceram em “dependências policiais ou assemelhadas” ou em “lugares sujeitos à administração militar”. 

Inúmeros familiares de terroristas foram, assim, recompensados financeiramente, como, por exemplo, a família do ex-capitão Carlos Lamarca – cuja viúva já recebia do Exército pensão de coronel -, um desertor que traiu o juramento de “defender as instituições com o sacrifício da própria vida”, roubou armas, seqüestrou e matou. Lamarca foi morto no sertão baiano, de armas na mão, e não em “dependências policiais ou assemelhadas” e muito menos em “lugar sujeito à administração militar”, e sua viúva já recebia pensão militar. Também Clara Charf, mulher de Carlos Marighela, morto em tiroteio nas ruas de São Paulo, traído pelos seus kamaradas do Convento dos Dominicanos, foi indenizada. Com essa interpretação extravagante, exdrúxula, elástica e vergonhosa, o sertão da Bahia e as ruas de São Paulo foram considerados locais sob “administração militar” ou “dependências policiais ou assemelhadas”.

O ex-sargento do Exército Darcy Rodrigues, que desertou do 4º RI junto com Carlos Lamarca e que participou de inúmeras ações terroristas como o roubo do Cofre do Ademar, sendo preso em abril de 1969 na área de treinamento da VPR, em Registro, e que depois, em 1970, foi um dos banidos do Brasil em troca da liberdade do embaixador da Alemanha, seqüestrado por essa mesma VPR, foi promovido a capitão (salário de R$ 7.000,00) e indenizado em R$ 771 mil!

Também a viúva de Luiz Carlos Prestes, que teve a patente de capitão cassada em 1936 por ter liderado a Intentona Comunista, foi indenizada pela Comissão de Anistia. Recebe uma pensão equivalente ao posto de General de Brigada (!), além de R$ 180 mil de atrasados(O Globo, 20 de maio de 2005, primeira página). O mesmo não ocorreu com os familiares dos 33 militares assassinados em novembro de 1935, durante a Intentona comandada por Prestes. Eles – os familiares -, aliás, jamais exigiram ou reivindicaram nada da Pátria e de seus governantes, nem mesmo um mínimo de coerência. 

O padre português Alípio Cristiano de Freitas, membro da Comissão Militar e da Direção Nacional da Ação Popular (AP) e que em 1970 fundou o seu próprio grupo terrorista, o Partido Revolucionário dos Trabalhadores, foi o mentor intelectual do atentado ocorrido no Aeroporto dos Guararapes, em Recife, em 25 de julho de 1966. Esse atentado, como se recorda, matou o jornalista Edson Regis de Carvalho e o almirante Nelson Gomes Fernandes, causando ferimentos em 13 pessoas, entre as quais ao então tenente-coronel Sylvio Ferreira da Silva que sofreu amputação traumática dos dedos da mão esquerda. O executor do atentado foi o militante da AP Raimundo Gonçalves Figueiredo, o Raimundinho, morto pela Polícia, em Recife, em 27 de abril de 1971. A família de Raimundinho foi indenizada. Os familiares dos dois mortos e 13 feridos, NÃO!

O inusitado desse fato foi a concessão, pela Comissão de Anistia, da indenização de R$ 1,09 milhão ao padre Alípio, que hoje reside em Lisboa. 

Um exemplo das aberrações que foram aprovadas por essa Comissão de Anistia é o do jornalista Carlos Heitor Cony, ao qual foi concedida a quantia de R$ 1,4 milhão de indenização e mais R$ 19 mil mensais de pensão vitalícia, e o do também jornalista Helio Fernandes, aquinhoado com uma indenização de R$ 1,4 milhão e uma pensão mensal vitalícia de R$ 14,7 mil.

Carlos Heitor Cony disse, em sua defesa, que esteve preso oito vezes – o que teria feito de errado? – e que “foi obrigado” a ir viver em Cuba. É muito dinheiro como compensação por ter vivido em Cuba, a Ilha da Liberdade. Jose Dirceu, o “comandante Daniel” que nunca comandou nada, embora tenha recebido, na Ilha, formação superior em guerrilha, recebeu apenas a irrisória quantia de R$ 59,4 mil ...

Tudo isso contrasta com o caso do soldado Mario Kosel Filho, mandado pelos ares por uma perua carregada de dinamite quando de sentinela do Quartel-General do Exército, no Ibirapuera, na madrugada de 25 de junho de 1968. O Exército promoveu-o, post-morten, a terceiro sargento. Em novembro de 2004, 36 anos depois da morte de seu filho, o Sr. Mario Kosel (81 anos) e a senhora Teresinha Lana Kosel, pais do soldado, ainda aguardavam pacientemente pelo dia em que iriam começar a receber a pensão de R$ 330,00  que lhes fora concedida por projeto de lei. Segundo matéria publicada pelo jornal O Estado de São Paulo de 14 de novembro de 2004, “o Sr. Mario Kosel, com a saúde debilitada, pediu ao seu neto Fernando para ir receber. Ele foi ao Ministério da Justiça, que o mandou para o Ministério do Exército, que o remeteu para o INSS, que o devolveu ao Ministério da Justiça”. Finalmente, “o Ministério da Justiça concordou em dar andamento ao caso da pensão do seu Mario e da dona Teresinha. Só que lhe pediu um rosário de documentos – RG, CPF, título de eleitor, comprovante de residência do casal, certidão de casamento, identidade militar e certidão de óbito do filho”.

Participaram desse ato terrorista dez militantes da Vanguarda Popular Revolucionária, entre os quais Diógenes José Carvalho de Oliveira, o Diógenes do PT,que recebeu treinamento em Cuba e que, durante o governo Olívio Dutra, como Coordenador Financeiro do PT gaúcho, foi flagrado em 2001 arrecadando dinheiro do jogo de bicho para o partido. Diógenes do PT participou também do “justiçamento” do capitão do Exército dos EUA Charles Rodney Chandler, aluno bolsista da USP, em 12 de outubro de 1968, assassinado na frente de sua mulher e dos filhos, simplesmente por ter lutado no Vietnã. Ladislas Dowbor, atual professor de Economia da PUC/SP e João Carlos Kfouri Quartim de Moraes, atual professor na Unicamp, participaram do Tribunal Revolucionário que condenou Chandler, e Quartim de Moraes participou também da ação que o assassinou. Dois anos depois, em 11 de março de 1970, Ladislas Dowbor, já como membro da direção da VPR, foi o coordenador do seqüestro do Cônsul do Japão em São Paulo.

A Comissão de Anistia continua funcionando, pois julga não ter concluído ainda sua tarefa que não disfarça um acerto de contas com o passado. Também continua funcionando a Comissão de Desaparecidos Políticos,distribuindo indenizações a torto e a direito. De acordo com o andar da carruagem, brevemente nós, o povo, teremos que indenizar a família de Calabar.

Alguns desses ex-terroristas recompensados pela Comissão de Anistia, exercem, hoje, cargos no Executivo, Legislativo e Judiciário “deste país”, governado pelos 40 ladrões denunciados dia 10 de abril de 2006 pelo Procurador-Geral da República Antonio Fernando Souza (o processo do Mensalão do PT).

Finalmente, para concluir, é importante conhecer parte de uma entrevista com Daniel Aarão Reis Filho, que foi militante do grupo armado MR8 e um dos que não sufocou a Verdade, publicada pelo jornal O Globo de 23 de setembro de 2001: “As ações armadas da esquerda brasileira não devem ser mitificadas. Nem para um lado nem para o outro. Eu não compartilho da lenda de que no final dos anos 60 e início dos 70 (inclusive eu) fomos o braço armado de uma resistência democrática. Acho isso um mito surgido durante a campanha da Anistia. Ao longo do processo de radicalização iniciado em 1961, o projeto das organizações de esquerda que defendiam a luta armada era revolucionário, ofensivo e ditatorial. Pretendia-se implantar uma ditadura revolucionária. Não existe um só documento dessas organizações em que elas se apresentassem como instrumento da resistência democrática”. 

Em 29 de março de 2004, O Globo publicou outra entrevista com Daniel Aarão Reis Filho. Disse ele: “Falava-se em cortar cabeças; essas palavras não eram metáforas. Se as esquerdas tomassem o poder haveria, provavelmente, a resistência das direitas e poderia acontecer um confronto de grandes proporções no Brasil. Pior, haveria o que há sempre nesses processos e no coroamento deles: fuzilamentos e cabeças cortadas (...) As esquerdas radicais se lançaram na luta contra a ditadura não porque a gente queria uma democracia, mas para instaurar o socialismo no país, por meio de uma ditadura revolucionária, como existia na China e em Cuba. Mas, evidentemente, elas falavam em resistência, palavra muito mais simpática, mobilizadora, aglutinadora. Isso é um ensinamento que vem dos clássicos sobre a guerra.”

Daniel Aarão Reis Filho foi membro da direção do Movimento Revolucionário Oito de Outubro (MR8). Preso em 1970, em 15 de junho desse ano foi um dos 40 militantes banidos para a Argélia em troca da liberdade do embaixador Von Holleben, da Alemanha, que havia sido seqüestrado por um pool de Organizações. Recebeu treinamento de guerrilha em Cuba em 1970/1971 com o codinome de “Faustino”. Atualmente é professor titular de História Contemporânea da Universidade Federal Fluminense.

Parodiando Olavo Bilac: Ama com fé e orgulho a terra em que nasceste, pois não verás país nenhum como este!



Fonte: Alerta Total


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Carlos I.S. Azambuja é Historiador.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Quem é "MAG" - assessor internacional dos governos Lula e Dilma?


Marco Aurélio Garcia, valendo-se de sua cobertura de assessor internacional dos governos Lula e Dilma, mantém conversações com os grupos armados e de oposição a todo o tipo de governos da América Latina. 

Marco Aurélio Garcia, conhecido como "MAG", nos anos 60 e 70 do século passado foi uma liderança do trotskismo internacional. Nos anos de luta armada no Brasil viveu exilado na França e no Chile. Após a Anistia, voltou para o Brasil e foi um dos que colaboraram na fundação do Partido dos Trabalhadores e, em 1990, na condição de Secretário de Relações Internacionais do PT, um dos organizadores e fundadores do Foro de São Paulo, que não passa de uma nova Internacional para a América Latina. É professor licenciado do Departamento de História da Unicamp.

Em dezembro de 2002 - ainda no governo de Fernando Henrique Cardoso -, por instância do presidente eleito e já na sua condição de futuro assessor internacional do governo Lula, coordenou o envio de uma carga de gasolina para normalizar o abastecimento do mercado interno na Venezuela, seriamente abalado por uma greve coordenada pelas oposições a Hugo Chávez.

Valendo-se de sua cobertura de assessor internacional do presidente manteve conversações com os grupos armados e de oposição a vários governos da América Latina, o que, evidentemente, não poderia ser feito pelos diplomatas do Itamaraty. Esses contatos fora e são feitos em nome do Foro de São Paulo. Como escreveu o escritor, jornalista e filósofo Olavo de Carvalho,"comparado à trama do Foro de São Paulo, o Mensalão é quase um negócio honesto" (Um Negócio quase honesto,Jornal do Brasil de 13 de abril de 2006).

Marco Aurélio Garcia foi o coordenador da candidatura do presidente Lula, substituindo "o bando de aloprados" (frase utilizada por Lula em uma entrevista concedida dia 25 de setembro de 2006 a três rádios populares de São Paulo e do Rio de Janeiro) da sua equipe de coordenação de campanha presos pela Polícia Federal quando tentavam adquirir, por cerca de 2 milhões de reais, um dossiê fabricado para prejudicar as candidaturas de José Serra e Geraldo Alckmin. Nessa entrevista, Lula, que mais uma vez não sabia de nada, não titubeou em jogar a culpa no presidente do PT, Ricardo Berzoini, que foi quem escolheu e coordenava a tal equipe.

Esta introdução objetivou publicar o artigo abaixo que foi escrito em Caracas por Johan Freitas e publicado originalmente no site do grupoMilitaresDemocraticos.com, da Venezuela.
Finalmente, recorde-se que todas as fontes citadas nas referências do artigo foram solenemente ignoradas pela imprensa nacional.


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O brasileiro que ganha tempo para Chávez. Seus vínculos terroristas e com Saddam

Johan Freitas, Caracas

"Devemos dar a impressão de ser democratas", disse Marco Aurélio Garcia, o marxista de linha dura atrás do presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva. E acrescenta: "...teremos que aceitar inicialmente algumas práticas. Porém, isso não é para sempre" [1].

Na semana passada Marco Aurélio Garcia esteve na Venezuela, oferecendo apoio a outro suposto democrata, Hugo Chávez. A greve geral na Venezuela secou os postos de gasolina e estrangulou os automobilistas. Os efeitos da greve ameaçam derrubar Chávez do Poder. Porém agora, graças a Marco Aurélio Garcia, o navio "Explorer Amazon" dirige-se ao porto venezuelano carregado de 520.000 barris de gasolina sem chumbo da companhia petroleira brasileira Petrobras.

A que se devem sua presença e sua ajuda? Por que o Brasil intervém para desmontar uma greve de caráter eminentemente interno? Por que Lula deseja que Chávez se mantenha no poder? Podemos vislumbrar as chaves a estas perguntas observando detidamente Marco Aurélio Garcia, o homem por trás do plano.

"A democracia não é mais do que uma farsa para alcançar o poder"

Em uma entrevista ao tablóide francês "Le Monde", o presidente eleito do Brasil, Luis Inácio Lula da Silva, repete as palavras aprendidas com Marco Aurélio Garcia quando descreve as eleições democráticas como uma farsa, que é simplesmente um passo necessário para alcançar o poder. [2]
Para Marco Aurélio Garcia, estas palavras não são só uma teoria. Ele as viveu pessoalmente no período de 1969 a 1973, quando era um ativista político estrangeiro no Chile durante o regime de Salvador Allende. [3].

Allende foi eleito democraticamente porém, uma vez que alcançou o poder, usou o governo para fechar jornais e controlar com mão de ferro os partidos de oposição. Em um conhecido escândalo público, uma grande quantidade de armamento cubano foi encontrada em sua residência, enviada por Castro para armar as milícias civis, com o objetivo de "defender a Revolução Socialista no Chile". As ações do brasileiro foram fundamentais para esta ação. Este foi o primeiro contato de Marco Aurélio Garcia com as operações cubanas no exterior.

Em 1980, Marco Aurélio Garcia fundou junto com Lula da Silva o "Partido dos Trabalhadores" (PT). Desde então, tem sido seu assessor para assuntos exteriores.

Voltemos a 1990. Enaltecido por Castro, que a estas alturas havia orquestrado incursões militares em mais de 30 países, Marco Aurélio Garcia convocou uma reunião de todos os grupos de esquerda da América Latina e do Caribe. Atenderam ao chamado os representantes de 48 partidos comunistas e grupos terroristas. Esta reunião converteu-se no "Foro de São Paulo", com Marco Aurélio Garcia à sua cabeça - um título que ainda conserva no presente.

O Foro de São Paulo apóia o terrorismo

Atuando como o líder do Foro de São Paulo, Garcia controla e coordena as atividades subversivas e extremistas que se sucedem desde o Rio Grande até a Patagônia, Argentina. Vários dos membros do Foro de São Paulo são terroristas, alguns dos quais estão na lista dos mais procurados pelo FBI. Isto não é uma coincidência. O Foro de São Paulo, sob os auspícios de seu Secretário Executivo, Marco Aurélio Garcia, estabeleceu como política o apoio a grupos terroristas. Considere esta entrevista tomada no X Congresso, levado a cabo em 7 de dezembro de 2001 em Havana, Cuba, na qual ele se refere aos grupos terroristas colombianos "Exército de Libertação Nacional" (ELN) e as "Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia" (FARC)“Ratificamos a legitimidade, justiça e necessidade da luta das organizações colombianas e nossa solidariedade com elas".

O novo eixo do terrorismo inicia-se em Cuba, passando pela Colômbia, é financiado pelos milhares de milhões de dólares do petróleo venezuelano e finaliza na superpotência brasileira.

De acordo com as políticas ditadas por Havana, o líder do Foro de São Paulo, Marco Aurélio Gracia, expressou um especial interesse pelo terrorista Manuel Marulanda Vélez, codinome "Tirofijo", o líder das FARC. A cada ano,desde 1990, Garcia se auto-impôs como uma prioridade realizar encontros pessoais com enviados das FARC. Estes encontros foram realizados não só em solo cubano - sempre com a presença de Fidel Castro - mas também no México, para onde Marco Aurélio Garcia viajou, a fim de reunir-se em 5 de dezembro de 2000 com Marco León Calara, membro dirigente das FARC. Os temas tratados nesses encontros mantêm-se sob um manto de sigilo. Entretanto, cada vez que se reúnem, as FARC incrementam seus ataques com um altíssimo custo de vidas humanas.

A lista das FARC e do ELN

Chávez tem apoiado ativamente os membros das FARC e do ELN fornecendo cédulas de identidade falsas, armamento, munições e lugares seguros para a retirada das tropas em ordem. Também recebem apoio de Cuba, onde os líderes destes grupos terroristas descansam e as tropas são treinadas. Inúmeras denúncias muito bem documentadas do presidente e vice-presidente de CAVIM, de diretores da ONIDEX, de efetivos da DIM e da DISIP chegaram ao conhecimento público nos meses passados e sustentam estas asseverações. Desta maneira, Chávez se assegura de contar com guerrilhas armadas que serão usadas para debilitar a democracia venezuelana e forçar seu regresso ao Poder.

O que o futuro proporciona ao Brasil e à região


Sob Marco Aurélio Garcia, a política exterior do Brasil será manejada desde Havana. A diplomacia do Brasil a cargo de Garcia trabalhará ativamente contra as políticas que os Estados Unidos auspiciam na região, que se iniciarão com seu apoio a Fidel Castro: "cuidaremos de eliminar o bloqueio a Cuba" [4].


Marco Aurélio Garcia descreve seu partido político, o PT, como "radical, de esquerda, socialista" [5]. Porém, Garcia é mais que um radical e mais de extrema esquerda que um socialista: é de fato um comunista de linha dura que quer reviver o comunismo no mundoNo artigo que escreveu sobre o "Manifesto Comunista", de Karl Marx, ele conclui que "A agenda é clara. Se o horizonte que buscamos é o comunismo, é hora de reconstruí-lo". [6]

Marco Aurélio Garcia trabalha muito próximo com outros políticos de tendência marxista ao redor do mundo e aparece em antologias que são lidas como um "quem é quem" dos que apóiam o terrorismo internacional: de Cuba, Mário Machado e Marta Harnecker; da China, YunLin Nie, autor de "O Manifesto Comunista e o Socialismo com características chinesas"; Pham Nhu Cuong representa o Vietnã; e Mohamed Latifi é o contato iraniano. Também colaboram outros extremistas de países democráticos como Seppo Ruotsalainen, da Finlândia (autor de "O Processo e o Manifesto Revolucionário"), Allan Woods, da Inglaterra ("O Manifesto Comunista Hoje") e Pierre Zarka. da França ("O Manifesto do Partido Comunista"). Todos eles compartilham um profundo e intenso ódio contra os Estados Unidos e a sociedade ocidental [7].


O vínculo nuclear com Saddam

Até 1994 o Brasil realizou investigações para o desenvolvimento de armas nucleares e projetou duas bombas atômicas. Fernando Henrique Cardoso deteve estas provas em instâncias dos Estados Unidos, quando se presumia que o Brasil estava a ponto de realizar provas de um dispositivo nuclear. O programa de armas nucleares do Brasil também estabeleceu vínculos com o Iraque e a China, países que venderam urânio enriquecido ao Brasil e investiram em sua indústria aeroespacial. Em vários discursos de sua campanha política para a Presidência, Lula da Silva expressou seu desejo de estreitar relações com a China.


Agora, com Lula da Silva na Presidência e Marco Aurélio Garcia a cargo da estratégia da política exterior do Brasil, iniciaram-se os planos para reativar silenciosamente o programa de armas nucleares. A capacidade de dissuasão nuclear é necessária para os planos de Marco Aurélio Garcia e dos grupos terroristas aos quais ele apóia através do Foro de São Paulo.
Os vínculos do Brasil com Saddam Hussein no Iraque estendem-se a outros atores. O primeiro é Hugo Chávez; o segundo o liga ao co-fundador do Foro de São Paulo, Fidel Castro. Hugo Chávez é o melhor amigo de Saddam na América Latina, a quem visitou pessoalmente e ofereceu seu apoio. Depois da primeira visita de Chávez, Fidel Castro enviou ao Iraque Rodrigo Alvarez Cambras, seu braço direito, para estabelecer um contato direto com Saddam.


Até a presente data, o trio Saddam-Castro-Chávez tem trabalhado no desenvolvimento de armas biológicas. Porém, em janeiro de 2003, com o advento de Lula da Silva à Presidência do Brasil, as armas nucleares se incorporaram à fatídica fusão. É só questão de tempo. O pacote de resgate de gasolina brasileira que Garcia enviou a Chávez compra um pouco de tempo ao Presidente venezuelano. Em um mundo no qual os ditadores ainda se mantêm no poder, nada agradaria mais a Marco Aurélio Garcia do que um Iraque com capacidade nuclear.




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Notas:
1. "La Nación", Buenos Aires (Argentina), 5 de outubro de 2002.
2. "Le Monde", Paris (França): "En privé, Lula, âgé de 56 ans, pense tout haut que l'élection est une "farce" et qu'il faut en passer par là pour prendre le pouvoir".
3. "O Estado de São Paulo", São Paulo (Brasil), 6 de novembro de 2000:"Quem é Marco Aurélio Garcia".
4. Emilio J. Corbière, "Lulazo, populismo y desarrollismo", 28 de outubro de 2002, cita Marco Aurélio Garcia em "La Fogata, el fuego de la lucha revolucionaria".
5. Marco Aurélio Garcia, revista "Teoria e Debate", São Paulo (Brasil), julho/dezembro de 1990, nº 12. Extrato do artigo "Terceira Via: a social-democracia e o PT""Radical, de esquerda, socialista".
6. Marco Aurélio Garcia, "Teoria e Debate" (Brasil), 26 de janeiro de 2001, nº 36: "O Manifesto e a refundação do comunismo".
7. Internatif (França), 2002.
27 de dezembro de 2002.