Por Ucho.Info
O maior temor do governo era o presidente do Congresso,
senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que há muito está em rota de colisão com
Dilma Rousseff. Mesmo com o esforço dos palacianos nos últimos dias, a
expectativa de 70 votos a favor de Luiz Edson Fachin não se confirmou, o que
mostra que a articulação do governo ainda é falha.
Gaúcho, 57 anos, Luiz Fachin fez carreira no Paraná e foi
indicado por Dilma como retribuição ao apoio que o novo ministro deu à
presidente na campanha de 2010. Fachin ocupará a vaga aberta com a
aposentadoria do ministro Joaquim Barbosa, ex-presidente do Supremo e relator
da Ação Penal 470 (Mensalão do PT).
Desde a indicação, Luiz Edson Fachin tentou explicar
posições controversas em relação a temas ligados à família, à propriedade e à
política. Para minimizar o estrago pelas críticas que recebeu ao longo das
últimas semanas, o novo ministro contratou uma equipe de assessoria de imprensa
e lançou uma campanha nas redes sociais para tentar esclarecer, com vídeos, as
tais polêmicas.
O jurista também se apresentou pessoalmente aos 81
senadores, mas não foi recebido por quatro, que deram como desculpa a
incompatibilidade de agendas. Na última semana, Fachin foi submetido a uma demorada
sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, recebeu os
votos de 20 dos 27 membros do colegiado.
Derrota inesperada
Antes de ter início a votação em torno de Fachin, o plenário
do Senado rejeito, por 38 votos contra e 37 a favor, a indicação do diplomata
Guilherme Patriota para o cargo de representante brasileiros na Organização dos
Estados Americanos (OEA). Irmão do também embaixador Antonio Patriota,
ex-ministro de Relações Exteriores, Guilherme Patriota não conseguiu cabalar 41
votos, número mínimo estabelecido pelo regimento do Senado.
Cumprindo ordens do Palácio do Planalto, o senador Lindbergh
Farias (PT-RJ) revelou sua indignação e disparou: “É a primeira vez na história
que um diplomata de carreira é rejeitado pelo Senado Federal”.
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