quarta-feira, 4 de março de 2015

TPLJ Tensão Pré Lista do Janot

Por Reinaldo Azevedo

 

Chauí, Chauí, Chuá

Por Jorge Geisel
Em homenagem à filósofa, filosofo também com a paródia:
 
Chauí, Chauí, Chuá
 
Deixa a cidade feiosa morena
Feia e pequena, volte ao petezão
Beber a pinga da fonte que manda
Se tu nasceste da bosta cheirosa
Cheirando a estrela que não é da terra
Volta pra vida serena da aula
Da  velha crença debaixo da terra.
 
E a fonte a cantar, chauí, chuá
E o esgoto a correr, Petê, Petê
Parece que alguém tão cheio de mágoa
Deixasse quem há de dizer maldade
No meio do esgoto rolando também.
 
A lua mingante de cor  rosada
Faz a jornada do discurso ao léu
Como se sombra da bebedeira
Fosse da cachoeira o escarcéu
Quando essa sombra lá distante
Com palavra rouquenha cair
Dá-nos essa prova que desenterra
Que eu volto pra terra donde não quero partir
 
E a fonte a cantar, chauí, chuá
E o esgoto a correr, Petê, Petê
Parece que alguém tão cheio de mágoa
Deixasse quem há de dizer maldade
No meio do esgoto rolando também.
 
 
Publicado originalmente no site Alerta Total
 

___________
Jorge Geisel é Advogado especialista em Direito Marítimo com passagem em diversos cursos e seminários no exterior. Poeta, articulista, membro trintenário do Lions Clube do Brasil. É um dos mais expressivos defensores do federalismo e da idéia de maior independência das unidades da federação.

terça-feira, 3 de março de 2015

Os saqueadores da lógica

Por Fernando Gabeira

Se o PT pusesse fogo em Brasília e alguém protestasse, a resposta viria rápida: onde você estava quando Nero incendiou Roma? Por que não protestou? Hipocrisia.

Com toda a paciência do mundo, você escreve que ainda não era nascido, e pode até defender uma ou outra tese sobre a importância histórica de Roma, manifestar simpatia pelos cristãos tornados bodes expiatórios. Mas é inútil.

Você está fazendo, exatamente, o que o governo espera. Ele joga migalhas de nonsense no ar para que todos se distraiam tentando catá-las e integrá-las num campo inteligível.

Vi muitas pessoas rindo da frase de Dilma que definiu a causa do escândalo da Petrobras: a omissão do PSDB nos anos 1990. Nem o riso nem a indignação parecem ter a mínima importância para o governo.

Depois de trucidar os valores do movimento democrático que os elegeu, os detentores do poder avançaram sobre a língua e arrematam mandando a lógica elementar para o espaço. A tática se estende para o próprio campo de apoio. Protestar contra o dinheiro de Teodoro Obiang, da Guiné Equatorial, no carnaval carioca é hipocrisia: afinal, as escolas de samba sempre foram financiadas pela contravenção.

O intelectual da Guiné Juan Thomás Ávila Laurel escreveu uma carta aos cariocas dizendo que Obiang gastou no ensino médio e superior de seu país, em dez anos, menos o que investiu na apologia da Beija-Flor. E conclui alertando os cariocas para a demência que foi o desfile do carnaval de 2015.

O próprio Ávila afirma que não há números confiáveis na execução do orçamento da Guiné Equatorial. Obiang não deixa espaço para esse tipo de comparação. Tanto ele como Dilma, cada qual na sua esfera, constroem uma versão blindada às análises, comparações numéricas e ao próprio bom senso.

O mundo é um espaço de alegorias, truques e efeitos especiais. Nicolás Maduro e Cristina Kirchner também constroem um universo próprio, impermeável. Se for questionado sobre uma determinada estratégia, Maduro poderá dizer: um passarinho me contou. Cristina se afoga em 140 batidas do Twitter: um dia fala uma coisa, outro dia se desmente.

Numa intensidade menor do que na Guiné Equatorial, em nossa América as cabeças estão caindo. Um promotor morre, misteriosamente em Buenos Aires, o prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, só e indefeso, é arrastado por um pelotão da polícia política bolivariana.

Claro, é preciso denunciar, protestar, como fazem agora os argentinos e os venezuelanos. Mas a tarefa de escrever artigos, de argumentar racionalmente, parece-me, no Brasil de hoje, tão antiga como o ensino do latim ou o canto orfeônico.

Alguma evidencia, no entanto, pode e deve sair da narrativa dos próprios bandoleiros. Quase tudo o que sabemos, apesar do excelente trabalho da Policia Federal, veio das delações premiadas.

Alguns dos autores da trama estão dentro da cadeia. Não escrevem artigos, apenas mandam bilhetes indicando que podem falar o que sabem.

Ao mesmo tempo que rompe com a lógica elementar, o governo prepara sua defesa, organiza suas linhas e busca no fundo do colete um novo juiz do Supremo para aliviar sua carga punitiva. O relator Teori Zavascki, na prática, foi bastante compreensivo, liberando Renato Duque, o único que tinha vínculo direto com o PT.

Todas essas manobras e contramanobras ficarão marcadas na história moderna do Brasil. Essa talvez seja a razão principal para continuar escrevendo.

Dilmas, Obiangs, Maduros e Kirchners podem delirar no seu mundo fantástico. Mas vai chegar para eles o dia do vamos ver, do acabou a brincadeira, a Quarta-Feira de Cinzas do delírio autoritário.

Nesse dia as pessoas, creio, terão alguma complacência conosco que passamos todo esse tempo dizendo que dois e dois são quatro. Constrangidos com a obviedade do nosso discurso, seguimos o nosso caminho lembrando que a opressão da Guiné Equatorial é a história escondida no Sambódromo, que o esquema de corrupção na Petrobras se tornou sistemático e vertical no governo petista.

Dilma voltou mais magra e diz que seu segredo foi fechar a boca. Talvez fosse melhor levar a tática para o campo político. Melhor do que dizer bobagens, cometer atos falhos.

O último foi confessar que nunca deixou de esconder seus projetos para ampliar o Imposto de Renda. Na Dinamarca (COP 15), foi um pouco mais longe, afirmando que o meio ambiente é um grande obstáculo ao desenvolvimento.

O País oficial parece enlouquecer calmamente. É um pouco redundante lembrar todas as roubalheiras do governo. Além de terem roubado também o espaço usual de argumentação, você tem de criticar politicamente alguém que não é político, lembrar o papel de estadista a uma simples marionete de um partido e de um esquema de marketing.

O governo decidiu fugir para a frente. Olho em torno e vejo muitas pessoas que o apoiam assim mesmo. Chegam a admitir a roubalheira, mas preferem um governo de esquerda. A direita, argumentam, é roubalheira, mas com retrocesso social. Alguns dos que pensam assim são intelectuais. Nem vou discutir a tese, apenas registrar sua grande dose de conformismo e resignação.

Essa resignação vai tornando o Pais estranho e inquietante, muito diferente dos sonhos de redemocratização. O rei do carnaval carioca é um ditador da Guiné e temos de achar natural porque os bicheiros financiam algumas escolas de samba.

A tática de definir como hipocrisia uma expectativa sincera sobre as possibilidades do Brasil é forma de queimar esperanças. Algo como uma introjeção do preconceito colonial que nos condena a um papel secundário.


Não compartilho a euforia de Darcy Ribeiro com uma exuberante civilização tropical. Entre ela e o atual colapso dos valores que o PT nos propõe, certamente, existe um caminho a percorrer.


Publicado no site A Verdade Sufocada

DILMA tem de se livrar do PT para evitar o pior

Por Reinaldo Azevedo


Paródia - Todo Mundo Odeia a Dilma

Por Jornal da Besta Fubana


Fonte: YouTube

Demissão da Presidenta: na caneta ou baioneta?

Por Sérgio Alves de Oliveira

Ao escreverem a Carta  de 88, os  constituintes   incluíram duas hipóteses para “demissão” do Presidente da República.
 
A primeira, prevista no artigo  85, trata do processo de IMPEDIMENTO (“impeachment”), por iniciativa do Poder Legislativo Federal (Câmara e Senado), por faltas graves cometidas pelo Chefe do Poder Executivo Federal. A outra forma está no artigo 142 da CF, que é a chamada “intervenção militar”, também conhecida como “intervenção constitucional das Forças Armadas”.
  
O que elas têm de comum é a previsão e amparo constitucional para afastamento do Presidente da República da respectiva função. Cada um desses poderes tem soberania para avaliar os motivos da sua eventual iniciativa, quando presentes os pressupostos para tanto, independentemente da aquiescência,ou não ,do outro,ou de qualquer um dos demais   poderes.
    
No primeiro caso a medida é de iniciativa  do Poder Legislativo, através da Câmara Federal e, caso aí acolhida a denúncia, submetida logo após ao Senado, sob o comando do Presidente do Supremo Tribunal Federal.
                                        
Na segunda hipótese a iniciativa é do Poder Militar, que apesar de estar numa hierarquia “formal” inferior ao Poder Legislativo (não é um dos “Tres Poderes”), também  é um poder e tem competência constitucional para intervir, nas hipóteses elencadas na própria Carta que, resumidamente, são  a DEFESA DA PÁTRIA e a GARANTIA DOS PODERES CONSTITUCIONAIS.
 
Para melhor avaliar a situação,impõe-se que se debruce, num primeiro momento, sobre o episódio da “REVOLUÇÃO DE 64”, como chamam alguns, ou  "GOLPE”, talvez “CONTRAGOLPE “, de 1964, como preferem outros, comparando-a com as hipóteses que se avizinham para eventual afastamento da Sra.Presidenta da  República, Dilma Rousseff, por irregularidades cometidas  antes e durante a sua gestão, amplamente divulgadas pela imprensa.
 
Uns afirmam com toda a convicção que ela não poderia sofrer impeachment por atos anteriores ao início do vigente mandato  presidencial. Todavia, Meus Senhores e Senhoras, pelo que foi levantado até agora, seria  quase impossível que  as irregularidades  apuradas  no “passado” não tivessem “invadido” o período  da  atual gestão,” contaminando-a”, portanto, não podendo ela fugir da responsabilidade para fins de processo de impedimento.
 
O contragolpe de março de 64 deu-se sob o império da Constituição de 1946. Nela já estava previsto o “impeachment” do presidente da república, por iniciativa  exclusiva do Poder Legislativo. Não assim, porém, a “intervenção militar”, que foi uma novidade inserida  somente na Constituição de 1988, vigente.
 
Mesmo sem previsão constitucional, mas alegando fortes motivos para intervir naquele conturbado momento (março de 1964), os militares  usaram moderada força e tomaram a iniciativa de derrubar o Governo João Goulart. Não houve resistência dos governistas, nem do  povo. Nenhum sangue foi derramado.
 
Esse episódio ocorrido no Brasil em 1964 pode servir de exemplo ao  mundo para configurar uma situação  de excepcionalidade, onde A FORÇA DO DIREITO cedeu o seu lugar para  O DIREITO DA FORÇA. Isso é característica das revoluções.
 
Mas pode ter havido alguma legitimidade nessa inversão. Isso ocorre sempre que o direito, portanto, por extensão, também o estado-de-direito, fica corrompido por vícios insanáveis das suas fontes, mais precisamente, das leis, da jurisprudência, da doutrina e dos costumes. Essa talvez fosse a melhor justificativa  jurídica e ética para os acontecimentos de 64. Mas nunca as vi alegadas.
 
Tudo significa então  dizer que se em 64 os “contragolpistas” (minha posição pessoal)  não tiveram  uma  “arma” legal na mão, para a providência que tomaram, hoje eles teriam essa arma para semelhante providência. É o artigo 142 da Constituição em vigor. É a “intervenção das FFAA”.
 
Imagino até que o constituinte de 88 quis reservar a si mesmo - mais tarde na condição de  parlamentar - os maiores privilégios  e poderes da política. Estabeleceu uma enorme gama de poderes ao Parlamento, inclusive o IMPEACHMENT PRESIDENCIAL, dedicando quase um capítulo inteiro sobre o que seria do seu interesse, inclusive o de deixar o presidente da república quase refém do Congresso.
 
Quem lembra do que aconteceu com Collor, que nunca se dobrou ao Congresso? Suas faltas seriam motivo bastante para o seu impedimento? Por ventura elas não teriam sido muito menos graves que hoje em dia? Mas fizeram tudo “nas coxas”, sem ouvir ou dar qualquer satisfação para ninguém, incrivelmente com o apoio da mesma mídia que o havia colocado no trono há pouco tempo.  O cenário do impeachment foi espetaculoso, de fazer  inveja ao melhor dos circos.
 
Mas na redação da carta, quando os constituintes chegaram nas disposições sobre o  “Poder Militar”, destacando as  hipóteses da INTERVENÇÃO MILITAR, resumiram-nas em menos de uma linha, ou seja, à “defesa da pátria e garantia dos poderes constitucionais”.
 
Bem pensado, pode ter sido um tiro dado no próprio pé, pelos constituintes, mais tarde só parlamentares. Quiseram colocar uma camisa de força  no Poder Militar . Mas ao que mais parece deram-lhe uma bomba atômica. Mas a dúvida que fica é se foi um tiro no próprio pé, ou um tiro que  mais tarde poderia “sair-pela-culatra”?
 
Ora, sabidamente, como antes afirmado, cada  Poder tem soberania para interpretar as regras  constitucionais a que está sujeito. Nenhum deles  (Poderes Executivo, Legislativo, Judiciário ou Militar) pode interferir no poder do outro. Seria muito fácil ao Poder Militar enquadrar as irregularidades governamentais cometidas na atual gestão e agora apuradas pela Justiça, dentro do previsto no artigo 142 da Constituição. Bastaria apurar, por exemplo, a entrega da soberania nacional ao “Foro San Pablo”, a ameaça comunista e a corrupção generalizada no governo.
                                          
Teria até amparo constitucional. Isso não se deu em 64 . “Lá” a constitucionalidade veio depois, por acomodação de uma situação jurídica vigente.Nem o Poder Judiciário, pela sua Instância Máxima, questionou a validade do “golpe”, ou “contragolpe”. O novo “estado-de-direito” acabou assimilando a conturbada situação.
 
O Brasil agora passa por uma  encruzilhada . Se não interromper o curso do atual poder político majoritário sofrerá danos irreparáveis. Mas como o seu povo  em grande parte é muito  alienado,acomodado e  covarde,restaria  uma das duas alternativas previstas na Constituição: o impedimento, pelo Poder Legislativo, ou a  Intervenção Militar, pelas FFAA.
 
É pouco provável que o Legislativo tome a iniciativa do IMPEACHMENT, por “mil”razões, que não cabem aqui discutidas, a primeira delas, sem dúvida, o poder de compra do governo. Mas isso, "milagrosamente” ocorresse,como  em outra oportunidade já afirmei, seria trocar bosta por merda. Quem assumiria a presidência seria um da mesma quadrilha. Queira Deus que isso não ocorra.
 
Restaria, por conseguinte, uma ação enérgica do Poder Militar, nos termos da Constituição, derrubando o governo, e convocando as melhores cabeças do país para ajudá-lo na tarefa de montar a estrutura para um novo comando da sociedade, jamais  sentando o traseiro no poder durante longo tempo como fez  nos idos de  64. Um ano parece que seria o suficiente para uma espécie de “quarentena”, “desintoxicar”o povo e colocar “ordem no galinheiro”.
 
Um dos primeiros passos em relação ao governo  e outros órgãos públicos ,seria prender ladrões ,afastar ou manter quem de direito, e convocar novas eleições, dessa vez fiscalizadas  de perto  por representantes de toda a sociedade, evitando-se qualquer manipulação eleitoral, eletrônica,ou não.
 
“Entonces”, o que fazer?  Reforma na “caneta”? Na “baioneta” ?
 
O episódio Collor prova que na “caneta” (impeachment) pode não acontecer mudança alguma.Tiraram o “cara” e nada melhorou. Parece que até piorou... Na “caneta”, nada mais acontece que afastar  o rei ou a rainha do trono, mantendo a  sua Côrte”. É que a tal de “constituição” veda  reformas  mais profundas.  A podridão pode permanecer.Ninguém fica com poderes suficientes para corrigir o “status quo” na medida que precisa.
 
Nestas condições, o Brasil só tem uma saída. É a reforma pela “baioneta”. Os militares têm que tirar da gaveta e fazer uso do  artigo 142 da Constituição.  E como eles são “crentes”, muito “legalistas”, talvez ficassem  incentivados por um dispositivo constitucional que autoriza essa intervenção. Poderia nem dar certo, mas com certeza nunca ficaria pior que a situação de hoje. Valeria o risco. Mas como parece que a sociedade finalmente está começando a “acordar”,a probabilidade é que as mudanças dariam certo, para melhor.
 
Mas uma coisa é certa. Após o primeiro “impacto”, teria que ser mexido, e muito fundo, nos Três Poderes. Só com intervenção militar seria possibilitada tal medida em caráter emergencial. Igualmente haveria que ser redigida uma nova carta constitucional aproveitando-se somente alguns princípios  sadios consagrados nos regimes constitucionais do passado, como a DEMOCRACIA, na sua verdadeira e original configuração, substituindo  ao “arremedo” de democracia que até hoje só trouxe proveito para a pior escória da sociedade e desgraça para o povo brasileiro.
 
 
Publicado originalmente no site Alerta Total
 

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Sérgio Alves de Oliveira é Sociólogo e Advogado.

Senhor Levy, não suje seu currículo

Por Humberto de Luna Freire Filho

Senhor Ministro da Fazendo, Dr. Joaquim Levy. Após sua indicação para o ministério que ora ocupa, tive a preocupação e o direito, que me cabe na condição de cidadão brasileiro não alienado, de fazer uma leitura detalhada na avaliação de seu currículo. Sem dúvidas, o seu currículo dissociado de uma amarra político-partidária, e isento de contaminação ideológica, e usando seu conhecimento técnico com total liberdade e isenção faria muito bem ao nosso país, que teve a sua economia massacrada durante doze  anos por um débil mental, escolhido a dedo para estar a serviço de uma política de partido em detrimento de uma política de Estado.
Porém, infelizmente, nos últimos dias comecei a me decepcionar com uma certa subserviência de sua parte aos porões do Palácio do Planalto. Ontem, a dona Dilma lhe passou um “pito público” e mais, no estrangeiro, diante da imprensa internacional. Lembre-se que hoje temos Internet, as notícias correm de Norte a Sul e de Leste a Oeste do planeta em fração de segundos. Seus amigos e colegas, contemporâneos de Harvard, não irão perdoá-lo sem que haja uma sua resposta à altura. Sei que o senhor não precisa desse salário para sobreviver e muito menos aceitaria o “por fora”, prática comum entre os dirigentes desse governo tocado por corruptos e corruptores.
Portanto, em face do exposto, quero lhe dizer que, em seu lugar, eu pediria demissão imediatamente e esperaria mais um tempo para dar minha contribuição séria ao país. Desta vez, participando de um governo sério. Um conselho: não suje seu currículo, na segunda feira, vá ao Ministério da Fazenda  esvazie sua gaveta, despeça-se de seus subordinados, explique em poucas palavras que veio para trabalhar em benefício do país e não para ser mais um pau mandado dessa quadrilha, que aparelhou o Estado em beneficio próprio. Em seguida vá ao Palácio do Planalto e reservadamente fale ao ouvido da dona Dilma que a palavra, a liberdade, a ética e a moral de um HOMEM não se compram.
 
 
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Humberto de Luna Freire Filho é médico
 

PETROBRAS - Dilma Prevaricação

Por Rachel Sheherazade
 

 

segunda-feira, 2 de março de 2015

15 DE MARÇO - O VÍDEO DO VEM PRÁ RUA VOCÊ TAMBÉM!

Por Percival Puggina


Vídeo de convocação para o evento, motivador, bem feito e no tom certo. Vamos multiplicar.

Fonte: YouTube

Não há inocentes em Brasília

Por Arnaldo Jabor


Fonte: YouTube/CBN

Como estava o Brasil antes de 1964

Por VEJA


Em depoimentos exclusivos, Roberto Freire, Jorge Bornhausen, Pedro Simon, Djalma Bom, Fernando Gabeira e Jarbas Passarinho falam sobre a história dos partidos políticos no Brasil. Neste vídeo, conheça a situação do país antes do golpe de 1964.

Fonte: YouTube/VEJA

domingo, 1 de março de 2015

15 DE MARÇO - VEM PRÁ RUA BRASIL!!!

Por Percival Puggina


Vamos divulgar e compartilhar. Realmente bem feito e o símbolo pe perfeito. Deveríamos buscar patrocínio para essa peça para divulgação, providenciar adesivos, etc. Vejam que interessante!

Fonte: YouTube

RUMO À VENEZUELA

Por Maria Lucia Victor Barbosa

A Venezuela está mergulhada no caos econômico e político depois dos sucessivos desgovernos de Hugo Chávez e do seu genérico, Nicolás Maduro. E quando a economia vai mal não há governo que resista, sendo inúteis a propaganda enganosa e a lábia populista que visa iludir o povo.

Maduro, vendo o chão correr age como todo déspota apelando para a força bruta, as prisões arbitrárias, a tortura, a constante intimidação dos adversários, a perseguição à mídia e, recentemente, a autorizou o uso de armas letais contra manifestantes desarmados.

Existe também o surrado recurso á teoria conspiratória, que se conjuga à vitimização forjada em documentações e gravações falsas. Desse modo, o falsário Maduro se apresenta como vítima de uma conspiração que objetiva um golpe de Estado. Em última instância, seu assassinato. Para tornar a pantomina mais real manda prender o prefeito metropolitano de Caracas, Antonio Ledzma, que acusa de envolvimento nos protestos antigoverno de 2014. E como não podia faltar o tiranete da Venezuela põe a culpa de tudo nos Estados Unidos. Só faltou culpar Fernando Henrique Cardoso.

Recentemente a escalada de violência ceifou a vida de um jovem de 14 anos, morto com um tiro na cabeça quando participava de um protesto contra Maduro. Inventou-se, então, uma historinha segundo a qual manifestantes encapuzados tentaram rouba as motos de quatro oficias que dispararam e depois viram cair um corpo. De quem? Justamente do jovem “conspirador”.

No seu relatório anual sobre o estado das liberdades no mundo, divulgado em 24 de fevereiro deste ano, a ONG Anistia Internacional, tão cara aos petistas, denunciou tortura e maus-tratos contra manifestantes e cidadãos venezuelanos. Indicou que pelo menos 43 pessoas morreram nos protestos de 2014 e 870 ficaram feridas. Houve violação dos Direitos Humanos e confrontos violentos entre manifestantes e forças de segurança, que contaram com apoio de grupos armados favoráveis ao governo. Ao menos 23 pessoas foram submetidas a torturas, espancamentos, ameaças de morte e violência sexual depois de serem presas pela Guarda Nacional e pelo Exército do Estado de Táchira.

A Anistia Internacional afirma ainda em seu relatório que 150 pessoas morreram nas prisões venezuelanas no primeiro semestre do ano passado. Também o Observatório Venezuelano de Prisões denunciou que entre 1999 e 2014, 6.472 presos morreram nas masmorras do país.

O que diz sobre isso o PT que se arvora em defensor de direitos humanos? Segundo nota afirma seu repúdio contra “quaisquer planos de golpe contra o governo de Nicolás Maduro.” “O Partido dos Trabalhadores tem acompanhado com atenção a situação politica venezuelana e expressa sua preocupação sobre fatos recentes que atentam contra a vontade popular”.  “O povo venezuelano deixou clara a opção pelo aprofundamento das políticas sociais iniciadas no governo Hugo Chávez”. Assina a nota de apoio incondicional a Maduro, Rui Falcão, presidente nacional do PT.

No evento em defesa da Petrobras (24/02/2015), na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio de Janeiro, promovida pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), esteve presente Lula da Silva. Foi defender a Petrobras que demoliu, a democracia que despreza, os direitos humanos à lá Chávez. Num momento de arroubo vociferou: “Em vez de ficarmos chorando, vamos defender o que é nosso”. “Também sabemos brigar”. “Sobretudo quando o Stédile (chefe do MST) colocar o exército dele nas ruas”.

Portanto, o presidente de fato, temendo perder seu projeto de poder transformou-se em agitador confundindo o Brasil com porta de fábrica. No ataque raivoso atentou contra o Estado Democrático de Direito, investiu contra a Constituição.

Reza a Constituição, Art. 5º - XVII – “é plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar”. E no parágrafo XLIV, lê-se: “constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado democrático”.

O MST, com suas camisas e bandeira vermelhas, seus facões e enxadas a guisa de instrumentos de trabalho, sempre marchou unido como um grupo paramilitar. Seu histórico é de invasão de terras produtivas, destruição de gado, impedimento de funcionários das fazendas de ir e vir, ateamento de fogo às sedes, ameaça aos proprietários. Recorde-se que no ano passado Maduro enviou um de seus ministros ao Brasil para dar treinamento militar ao MST.

Em nota o Clube militar afirmou que só existe um Exército, o Exército brasileiro, o Exército de      Caxias. As demais instituições se calaram. Vale ainda lembrar, que enquanto o MST é recebido por autoridades, incluindo a presidente da República, o governo baixou seus punhos de aço contra os caminhoneiros por conta de uma greve que é justa. Estaremos indo rumo à Venezuela?


Publicado originalmente no Blog de Maria Lucia Victor Barbosa


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Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.
mlucia@sercomtel.com.br

Começou a lambança para livrar Dilma e Lula do escândalo do Petrolão

Por Políbio Braga


Fonte: YouTube

Líder de caminhoneiros sobre petistas: “eles não regulam certo da cabeça”


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Ivar
O herói da semana é Ivar Schmidt, líder do movimento de caminhoneiros que paralisa estradas em todo o país. Ele é porta-voz do Comando Nacional do Transporte, uma entidade que despreza os sindicatos vagabundos controlados pelo PT, e não está disposto a transigir tão facilmente com o governo petista. Após uma reunião infrutífera com o ministro Miguel Rossetto, Ivar deu uma entrevista ao site de VEJA da qual destaco as melhores frases:

1) “Nós estamos com lucro zero, aí o governo nos propõe de ficar tendo lucro zero mais seis meses. Eu acho que eles não regulam certo da cabeça. Devem estar com problema. Infelizmente não teve acordo, nós não aceitamos a proposta.”

2) “O nosso movimento abomina sindicato, associação, federação, confederação. E esses segmentos tentaram nos representar nas últimas décadas e nunca resolveram nossos problemas. Então, a gente está aqui. Vou ficar em Brasília até resolver isso.”

3) “O recado [para os colegas caminhoneiros] é claríssimo: o movimento continua.”

Perfeito. A diferença entre um representante popular de verdade como Ivan Schmidt e um falso como Lula é que o primeiro defende os trabalhadores contra o governo e o segundo defende o governo contra os trabalhadores. No caso de Lula: ameaçando os trabalhadores de elite com o “exército de Stédile”, do MST, e dormindo na suíte de 7 mil reais do Copacabana Palace.

Ivar tem razão: eles não regulam certo da cabeça.

Lula suíte

Gleisi Hoffmann boicota criação da CPI da Petrobras, mas torce pela “bolsa companheiro”



gleisi_hoffmann_81Dois lados – A senadora Gleisi Helena Hoffmann (PT) e o senador Roberto Requião (PMDB), ambos do Paraná, não assinaram o pedido de criação da CPI da Petrobras, apesar de das muitas evidências de fraude e ladroagem na estatal que surgem a cada novo dia. Em contrapartida, Gleisi e Requião não balbuciaram uma só palavra para criticar o novo pacote de benefícios aprovados pelos deputados que, entre outras bizarrices, institui uma espécie de “bolsa companheiro” para os cônjuges dos parlamentares voarem até a capital dos brasileiros.

A postura dos dois senadores paranaenses é relativamente fácil de entender pela ótica torta e fisiológica do Parlamento nacional. Requião é, apesar do raivoso discurso esquerdista, um conhecido apreciador das mordomias, desde que financiadas pelo suado dinheiro do contribuinte. Nos últimos anos, Requião conquistou seguidas vezes o primeiro lugar entre os senadores que mais viajam para o exterior à custa do contribuinte.

Já Gleisi Hoffmann, que também não dispensa qualquer mordomia – no tempo em que estava à frente da Casa Civil usava e abusava dos jatinhos da FAB –, gostaria de ver aprovado no Senado, o quanto antes, a “bolsa companheiro”, que dá direito ao cônjuge do parlamentar ter uma cota de passagens para viajar do estado de origem até Brasília. Em alguns casos, porque não dizer que são muitos, o melhor para a manutenção das sagradas famílias é que os cônjuges não confiram in loco a festa que sempre acontece em Brasília, de segundas às quintas-feiras, fazendo inveja a Sodoma e Gomorra.

A tal cota aérea para os cônjuges vem a calhar para Gleisi, pois seu marido, Paulo Bernardo da Silva, após nove anos como ministro do Planejamento (Lula – 2005-2010) e das Comunicações (Dilma – 2011-2014) se viu desempregado e não conseguiu sequer uma boca rica devido ao envolvimento tóxico no Petrolão, o maior escândalo de corrupção da história da humanidade. Paulo Bernardo não alcançou a sonhada presidência da binacional Itaipu e nem mesmo uma vaga em algum conselho de estatal.


Coube a Paulo Bernardo, segundo depoimentos à PF, pedir ao ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, R$ 1 milhão para a campanha da mulher ao Senado, em 2010. Costa recorreu ao doleiro Alberto Youssef, que entregou o recurso a quem de direito, em dinheiro vivo, em um shopping popular localizado na região central de Curitiba. O envolvimento de Paulo Bernardo e Gleisi no episódio foi confirmado pelo doleiro e pelo ex-diretor da estatal em depoimento à Justiça, na esteira de acordos de delação premiada, todos devidamente referendados pelo Supremo Tribunal Federal.

A PIZZARIA do Doutor JANOT

Por Reinaldo Azevedo


A Petrobras e a intelectualidade corrupta

Por José Carlos Sepúlveda da Fonseca

Um manifesto assinado por expoentes da assim chamada ”intelectualidade brasileira”, como Fábio Konder Comparato, Marilena Chauí, Cândido Mendes, Celso Amorim, João Pedro Stédile, Leonardo Boff e Maria da Conceição Tavares (e haja fôlego!), denuncia a Operação Lava Jato como tentativa de destruição da Petrobras, de seus fornecedores e de mudança do modelo que rege a exploração de petróleo no Brasil.

Vejam bem, segundo estes senhores, a destruição da Petrobras vem da apuração dos crimes feitos pela Justiça e pela Polícia Federal; não provém dos próprios crimes praticados pela máfia petista encastelada na máquina pública.

Conspiração
O texto do dito manifesto aponta ainda uma “conspiração” para desestabilizar o governo; as investigações, segundo esses “expoentes intelectuais”, atropelam o Estado de Direito.

Chamo de novo a atenção: não são os crimes cometidos pela máquina corrupta do Partido dos Trabalhadores para consumar seu projeto de poder anti-democrático – e reduzidos por estes luminares a simples “malfeitos” – os que abalam o Estado de Direito; o que abala o Estado de Direito é a ação da Polícia e da Justiça, transformada numa “conspiração para desestabilizar o governo”.

Para finalizar e acentuar a má-fé que perpassa o texto, o manifesto conclui por afirmar que “o Brasil viveu, em 1964, uma experiência da mesma natureza”, a qual nos custou “um longo período de trevas e de arbítrio”. Qual o fundamento para esta aproximação arbitrária e gratuita?

Subversão das ideias, distorção dos fatos
Consolida-se hoje, de Norte a Sul do Brasil, um sentimento de aversão e repulsa em face da imensa máquina de corrupção instalada pelo PT (e associados) na Petrobrás, em diversas outras instâncias dos negócios do Estado e nas instituições, com a finalidade de consumar um projeto de poder totalitário. É bom e louvável que assim seja.

Mas é preciso atentar para um aspecto talvez mais perigoso do que a corrupção material! Uma corrupção intelectual na tentativa de inverter a realidade dos fatos, de destruir a objetividade das análises e de subverter a reta razão dos indivíduos. Não se esqueçam, é este tipo de “intelectualidade” e de “lógica” perversa que constitui o esteio de regimes tirânicos e genocidas, como o da Alemanha de Hitler, o da União Soviética de Lênin e Stalin, o da China de Mao, o do Camboja de Pol-Pot, entre tantos outros.

Manifesto que exala agonia
Convido os leitores do Radar da Mídia a lerem trechos do artigo “Que agonia”, que Vinícius Mota publica na Folha de S. Paulo (23.fev.2015):

“Ao final da longa purgação que apenas se inicia, a Petrobras e todo o complexo político-empresarial ao seu redor terão sido desidratados. Do devaneio fáustico vivido nos últimos dez anos restará um vulto apequenado, para o bem da democracia brasileira.

As viúvas do sonho grande estão por toda parte. Um punhado de militantes e intelectuais fanáticos por estatais monopolistas acaba de publicar um manifesto que exala agonia.

O léxico já denota a filiação dos autores. A roubalheira na Petrobras são apenas "malfeitos". O texto nem bem começa e alerta para a "soberania" ameaçada, mais à frente sabe-se que por "interesses geopolíticos dominantes", mancomunados, claro, com "certa mídia", em busca de seus objetivos "antinacionais".

Que agenda depuradora essa turma teria condição de implantar se controlasse a máquina repressiva do Estado. Conspiradores antipatrióticos poderiam ser encarcerados, seus veículos de comunicação, asfixiados, e suas empresas, estatizadas para abrigar a companheirada. (...)

Quanto maior é o peso de empresas estatais na economia, mais amplos são os meios para o autoritarismo. Imagine se o governo ainda tivesse em mãos a Vale, a Embraer e as telefônicas para fazer política. Quais seriam os valores da corrupção, se é que sobrariam instituições independentes o bastante para apurá-los?”



1964
Por Marco Antônio Villa

Por Marco Antonio Villa


Mônica Teixeira entrevista o professor Marco Antônio Villa, da Universidade Federal de São Carlos. Ele é autor do livro Ditadura Brasileira 1964-1985: a democracia golpeada à esquerda e à direita. O professor acredita que o período de 1964 até 1968 não pode ser considerado como ditadura, visto que em 1965 houve eleições diretas para governador e, além disso, também aconteceu a passeata dos 100 mil e festivais de música popular.

1964 é um programa que entrevista historiadores e pesquisadores com o intuito de entender como era o Brasil na década de 1960, quais eram os desafios da sociedade e como ela os enfrentou.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

CLUBE MILITAR
O BRASIL SÓ TEM UM EXÉRCITO: O DE CAXIAS!

Brasão Clube Militar [fundo transparente]Ontem, nas ruas centrais do Rio de Janeiro, pudemos assistir o despreparo dos petistas com as lides democráticas. Reagiram inconformados como se só a eles coubesse o “direito” da crítica aos atos de governo. Doeu aos militantes petistas, e os levou à reação física, ouvir os brados alheios de “Fora Dilma”.

Entretanto, o pior estava por vir! Ao discursar para suas hostes o ex-presidente Lula, referindo-se a essas manifestações, bradou irresponsáveis ameaças: “... também sabemos brigar. Sobretudo quando o Stédile colocar o exército dele nas ruas”. Esta postura incitadora de discórdia não pode ser de quem se considera estadista, mas sim de um agitador de rua qualquer. É inadmissível um ex-presidente da República pregar, abertamente, a cizânia na Nação. Não cabem arrebatamentos típicos de líder sindical que ataca patrões na busca de objetivos classistas.

O que há mais por trás disso?

Atitude prévia e defensiva de quem teme as investigações sobre corrupção em curso?

Algum recado?

O Clube Militar repudia, veementemente, a infeliz colocação desse senhor, pois neste País sempre houve e sempre haverá somente um exército, o Exército Brasileiro, o Exército de Caxias, que sempre nos defendeu em todas as situações de perigo, externas ou internas.


Publicado originalmente no site do CLUBE MILITAR