quinta-feira, 16 de abril de 2015

Marxismo sem Utopia

Por Carlos I.S. Azambuja
 
A UNIÃO SOVIÉTICA PRESTOU UM GRANDE SERVIÇO À HUMANIDADE: COMPROVOU, NA PRÁTICA, QUE O SOCIALISMO NÃO FUNCIONA

- O Advento do Socialismo

A sofreguidão de Marx e Engels, no Século passado, prevendo o advento do socialismo não é difícil de explicar, pois a expectativa da realização de um ideal revolucionário não pode ser postergada para além da vida do revolucionário. Se este não tiver em vista a possibilidade do êxito do seu esforço ainda em sua geração, estará, na verdade, adotando um credo religioso. A esperança da realização de um ideal pelas gerações seguintes eqüivale à fé na vida após a morte, à crença no sobrenatural. O revolucionário luta para que ele e seus contemporâneos façam a revolução e se convence de que sua expectativa é acertada.

As relações de produção capitalistas surgiram e se desenvolveram, na Europa Ocidental, nas próprias entranhas da formação social feudal. Isso aconteceu pela via de um processo inteiramente espontâneo. O capital se acumulou no âmbito do comércio e da produção artesanal e agrícola, e deu origem a empresas que passaram a explorar operários assalariados. A exploração da força de trabalho renovava continuamente os ciclos de acumulação do capital, com o fortalecimento e expansão das relações de produção capitalistas. No interior da formação social feudal surgiram e se consolidaram as novas classes sociais: o burguês empresário e o operário assalariado.

Contudo, a expansão das relações de produção capitalistas não poderia deixar de se atritar e de se chocar com a prevalência das relações de produção feudais e do aparelho jurídico-político (superestrutura) nelas apoiado e que as defendia. As revoluções burguesas superaram essa contradição histórica ao eliminar as relações de produção feudais – com maior ou menor radicalidade – e ao erigir um aparelho institucional jurídico-político compatível com a prevalência das relações de produção capitalistas.

Nenhum dos protagonistas desse processo pensou, sequer vagamente, em algo que pudesse ser entendido como “construir o capitalismo”. O capitalismo se constituiu espontaneamente. Não surgiu por efeito de um plano, indispensável a qualquer construção. Ao invés de um plano com um grau mínimo de deliberação centralizada, o surgimento do capitalismo se efetivou como resultado imprevisto e imprevisível da ação dispersa de muitos milhares e mestres artesãos, agricultores, comerciantes e empresários variados. Do intercâmbio entre eles, milhões de vezes repetido, tomou corpo e ganhou consistência o mercado apropriado às características do capital.

- A Construção do Socialismo

O capitalismo não foi construído. Chegou sem ser anunciado.

Enquanto a forma de propriedade permanece privada na revolução burguesa, na revolução socialista sucede o contrário: a propriedade privada é abolida e substituída pela propriedade social. Mas, enquanto a revolução burguesa encontra as relações de produção capitalistas preparadas dentro do regime feudal, a revolução socialista não recebe do regime capitalista relações de produção socialistas constituídas. As relações de produção socialistas teriam de ser criadas, o que não se daria por um processo espontâneo semelhante ao da criação das relações de produção capitalistas. Ao contrário, seria imprescindível a ação deliberada e consciente dos homens. Desta situação decorriam as enormes tarefas construtivas que a revolução socialista reclamava.

A história da União Soviética veio mostrar o quanto a construção do socialismo é problemática.

A tentativa de construção do socialismo na URSS foi feita por meio de arremetidas e frustrações sucessivas. A primeira tentativa, logo após a Revolução Bolchevique, foi a que veio ser conhecida como comunismo de guerra, que só fez agravar a carência. Numa virada de 180 graus, em 1921 o comunismo de guerra foi abolido e seguiu-se a NEP (Nova Política Econômica), que praticamente restabeleceu o mercado, liberando os preços. Depois, em mais uma virada de 180 graus, à NEP, a partir de 1929, já sob o domínio de Stalin, sucederam-se os planos qüinqüenais, que instituíram um planejamento centralizado totalitário, a industrialização acelerada e, no campo,  a coletivização forçada. Por causa da industrialização acelerada, acompanhada pela coletivização compulsória e quase integral da agricultura, milhões morreram de fome. Essas foram as relações de produção, supostamente socialistas, impostas à União Soviética durante cerca de 70 anos.

Sobre esse aspecto, assinale-se que enquanto na economia capitalista impõe-se como obrigação implacável a redução de custos, de tal maneira que a empresa que não o faz perde na concorrência e é eliminada do mercado, na economia socialista planejada, ao estilo soviético, o aumento dos custos tornou-se absurdamente vantajoso e foi estimulado, uma vez que permitia o cumprimento do plano. O planejamento favorecia absurdos, que impediam a prevalência da racionalidade econômica.

A eliminação completa do mercado de bens de produção tornava as empresas dependentes dos fornecedores designados pelo plano. Qualquer falha no fornecimento planejado gerava um impasse sem saída, uma vez que não existia mercado capaz de indicar fornecedores substitutos. Semelhante ausência de alternativas engendrou o hábito das empresas se proverem de estoques excessivos de toda a ordem de insumos e também de força de trabalho excessiva, tendo em vista os picos de produção.

A formação de estoques desmedidos também foi estimulada pelo gigantismo das empresas criadas pelos planos qüinqüenais.

A ausência de mercado propiciava as condições em que produtos caros e de baixa qualidade podiam circular por muito tempo, sem que nenhuma providência fosse tomada para corrigir deficiências gritantes. Os consumidores não dispunham de ofertas alternativas e inexistiam canais democráticos que viabilizassem discussões e críticas. Nas condições monopolístas em que operavam as empresas estatais, não havia incentivo para aumentar a produtividade do trabalho e elevar a qualidade dos produtos.

Todos esses fatores confluíram para o retardo tecnológico ou mesmo para a estagnação da economia. Uma vez que não precisavam enfrentar desafios de concorrentes nem as críticas de consumidores, prevalecia a tendência de mexer o menos possível com inovações tecnológicas, que costumam eliminar empregos, provocar alterações na hierarquia de cargos e funções, obrigar a aprendizagens cansativas, e assim por diante.

Cristalizou-se, assim, uma atitude de preguiça tecnológica abrangente das mais altas direções políticas e econômicas até as bases operárias. Com exceção de setores com significação estratégica do ponto de vista militar, o retardo tecnológico e administrativo colocou a União Soviética, na década de 80, em desvantagem já larga e progressivamente agravada diante dos países capitalistas desenvolvidos.

A economia centralmente planejada deu lugar a uma burocracia específica, que se avantajou, assumindo proporções muito maiores do que aquelas derivadas de exigências estritamente técnicas, acumulou privilégios e transformou-se em uma nomenklatura.

O padrão desenvolvido na União Soviética repetiu-se nos demais países do chamado socialismo real. Mesmo a Checoslováquia e a Alemanha Oriental, que partiram de patamares mais elevados, não escaparam a esse padrão que, no final do percurso, impôs o achatamento e a prostração.

Todavia, a tendência à estagnação não teve causas exclusivamente econômicas. Estas foram tremendamente agravadas pela ausência de democracia. Por outro lado, o regime de partido único não tem fundamentação no que escrevram Marx e Engels. No Manifesto Comunista há uma referência aos partidos operários já constituídos, sem nenhuma proposição de que os comunistas devessem varrê-los da história.

A linha de ação dos bolcheviques, de tomada do poder através de um golpe, sem consulta ao Conselho dos Sovietes, do qual faziam parte, bem como o fechamento da Assembléia Constituinte em janeiro de 1918, contribuíram decisivamente e conduziram ao beco sem saída do partido único. A partir daí, a ditadura do partido, substituta da ditadura do proletariado – que nunca chegou a existir – e a autocracia stalinista, foram conseqüências lógicas.                   

Todas essas debilidades sistêmicas sofriam agravamento insuportável com a corrida armamentista a que a União Soviética estava obrigada pela Guerra Fria, sobretudo na década de 80, quando Ronald Reagan expandiu o orçamento militar dos EUA e lançou o programa conhecido como Guerra nas Estrelas.

A última tentativa reformista, a perestroika, foi o episódio derradeiro, e terminou em fiasco. Ao assumir a Secretaria-Geral do PCUS, em 1985, Mikhail Gorbachev tinha em vista um projeto de reforma do sistema soviético com o objetivo de fazê-lo funcionar. O que ele não previu é que, caminhando em campo minado, cada passo à frente provocaria novas e piores explosões, até que a situação tornou-se incontrolável.

Depois de 70 anos de ausência de democracia e de mercado, não se dispunha de experiência para a criação de instituições democráticas e mecanismos próprios da economia de mercado. As relações burocráticas de planejamento centralizado foram substituídas pelo vale-tudo das relações mafiosas e o partido entrou rapidamente em processo de desagregação e, com ele, debilitou-se de forma irreparável a capacidade de direção do Estado e do próprio partido, ocorrendo um fato sem precedentes na história: o império de uma superpotência foi desmantelado e deixou de existir sem que ela tivesse sido derrotada no campo de batalha.

No caso da China a história não é muito diferente. Basta focalizar o fracasso das comunas rurais e o retorno à agricultura privada. A China se distingue da União Soviética por ter sido submetida por menos tempo ao planejamento centralizado totalitário e dispor de possibilidades reformistas aparentemente viáveis.

Finalmente, parece ter ficado claro ser inviável a estratégia  gradualista de criação, dentro do sistema capitalista, de uma dualidade de poderes, na medida em que isso depende da propensão revolucionária do proletariado.

- A Classe Operária, Sujeito Histórico da Revolução Socialista

A classe operária sofreu, nos últimos 30 anos, tão grandes mudanças em sua densidade social e em sua configuração que, hoje, deve-se submeter a graves interrogações sua capacidade para realizar a missão que Marx e os marxistas sempre lhe confiaram com a convicção do indubitável: a missão se ser o sujeito histórico da revolução socialista.

Mais do que a objetividade científica é a propensão utópica que vai se manifestar na exaltação dos atributos do proletariado para redimir toda a humanidade. Por isso mesmo, Marx e Engels não foram capazes de avaliar a grandiosidade da tarefa de que o incumbiam. Ou seja, a tarefa única na história humana de fazer uma classe explorada e oprimida se converter em classe dominante, capaz de modelar a sociedade à sua imagem e semelhança.

A exaltação idealizante do proletariado tornou-se uma constante na literatura marxista. Seria a única classe a substituir as visões parciais pela visão da totalidade social. O proletariado seria um sucedâneo do Espírito Absoluto hegeliano.

Marx e Engels apostaram no proletariado. Conforme salientam enfaticamente no Manifesto Comunista, notaram que, ao contrário de outras classes, o proletariado cresce com o crescimento da grande indústria. A industria fabril concentra e disciplina os operários. Com o desenvolvimento do capitalismo, como escreveu Marx em O Capital, aumenta também a revolta da classe operária. Assim, o modo de produção capitalista preparava seus próprios coveiros. A classe operária se incumbiria de dar fim à exploração à qual era submetida e, ao se emancipar, emanciparia também toda a humanidade.

Mais tarde, Lenin afirmou que, espontaneamente, a classe operária não chegaria à consciência revolucionária de classe socialista. Deixada a si mesma, a classe operária somente seria capaz de alcançar a consciência sindicalista, a consciência da necessidade da luta conjunta por reivindicações econômicas.  Ou seja, de seus interesses espontâneos imediatos. Seguindo um curso apenas espontâneo, seria inevitável a subordinação do proletariado à ideologia burguesa por intermédio da consciência sindicalista. Uma vez que a teoria socialista era resultado unicamente da atividade da intelligentzia, a consciência revolucionária socialista deveria ser introduzida na classe operária, trazida a ela de fora  para dentro. Essa argumentação visava demonstrar a necessidade do partido revolucionário, que se dedicasse não só a incentivar reivindicações econômicas, à maneira dos sindicatos, porém, prioritariamente, a introduzir no proletariado a consciência de classe revolucionária.
      
Rossana Rosanda fez uma crítica filosófica à tese leninista do “Que Fazer?” acerca da introdução da consciência socialista de fora  para dentro do proletariado. A tese estaria em contradição com o princípio materialista enunciado por Marx segundo o qual é o ser que determina a consciência e não a consciência que determina o ser. Portanto, a consciência socialista do proletariado não pode ser produto da ação externa de intelectuais, mas deveria derivar de seu próprio ser.
                
Todavia, mais a fundo, iremos encontrar algo que os teóricos revolucionários do marxismo evitaram admitir e, no entanto, nas circunstâncias atuais, tornou-se impossível negar. Ou seja, que a classe operária éontologicamente reformista. Toda a experiência histórico-mundial demonstra que, dia a dia, no transcurso cotidiano de sua existência, a classe operária não ultrapassa a fronteira da ideologia do reformismo.

Quanto mais poderosa e desenvolvida, mais reformista é a sua conduta política, maior sua preferência pelos benefícios de possível obtenção dentro do regime capitalista e mais taxativa a sua rejeição a iniciativas revolucionárias. Ou seja, a condição ontológica reformista da classe operária não se enfraquece, mas se fortalece com o seu desenvolvimento.

Semelhante comportamento não é contraditório com a posição de classe do proletariado no quadro do modo de produção capitalista.

Robert Kurz percebeu o fato essencial de que o movimento operário é parte integrante do mundo burguês da mercadoria e que constitui terrível engano dos marxistas atribuir-lhe uma essência anticapitalista (“O Colapso da Modernização. Da derrocada do socialismo de caserna à crise da economia mundial”, Editora Paz e Terra, 1992).

O crescimento do proletariado é compatível com a estabilidade do sistema capitalista e serve de índice de seu progresso. Quanto mais operários a produzir mais-valia, mais florescente o regime burguês. Ao invés de criar condições revolucionárias, o crescimento do proletariado consolida a formação social capitalista, tanto sob o aspecto puramente econômico, como também sob todos os aspectos sociais, inclusive os políticos e os ideológicos. O proletariado não constitui um corpo estranho na estrutura socioeconômica  burguesa, porém a integra normalmente.

O oposto se dava com a burguesia industrial no quadro do modo de produção feudal. O seu crescimento a colocava em contradição também crescente e, por fim, em choque com o regime feudal.

Enquanto a burguesia foi uma classe efetiva e eficientemente revolucionária, o revolucionarismo do proletariado é, por enquanto, inexistente ou, quando menos, problemático. Constatação histórica da qual os marxistas precisam extrair as devidas conclusões, se quiserem restabelecer a coerência teórica que hoje lhes falta.

Constitui uma contradição logico-formal reconhecer que o proletariado nunca alcança, por si só, espontaneamente, a consciência de classe revolucionária e, no entanto, atribuir-lhe a missão histórica de fazer a mais radical das revoluções. Ora, uma classe que é impotente para formar a própria consciência revolucionária só pode ser considerada, pela natureza do ser real, como uma classe também impotente para fazer a revolução.

Lenin e seus companheiros bolcheviques se esforçaram para introduzir a consciência revolucionária no proletariado russo. Todavia, no momento da tomada do poder, em novembro de 1917, não mais que um dentre os 21 membros do Comitê Central do Partido Bolchevique procedia das fileiras da classe operária.  

- O Dilema Reformismo x Revolução      

Sobre o dilema Reformismo x Revolução, deve ser assinalado que esse é, justamente, o problema tático e estratégico mais sério com que se defronta o marxismo. Até agora, com a experiência acumulada de século e meio, não há um único exemplo de revolução socialista que tenha se seguido a uma prática reformista. O reformismo, absolutamente, em nenhum caso, preparou qualquer revolução.

As revoluções vitoriosas, pretensamente socialistas, sempre se seguiram a guerras civis ou insurreições, ou seja, à prática de lutas armadas. Esse foi o caso da China, do Vietnã, de Cuba. Quanto à Rússia, o Partido Bolchevique pregou sempre a luta armada e preparou seus militantes para ela, o que os habilitou a assumir a liderança revolucionária nos meses decisivos de março a novembro de 1917.

Disso se poderia extrair a recomendação fácil de que os revolucionários marxistas não deveriam ficar indecisos quanto ao desencadeamento da luta armada. No entanto, aí está o problema. Para ter êxito, a luta armada só pode ser travada em condições determinadas. A concepção de luta armada incondicionada conduz aos piores desastres, como o demonstra a experiência de tantos países, inclusive o Brasil.

Em conseqüência, se não há condições favoráveis à luta armada, só resta aos partidos revolucionários a prática reformista, se não quiserem acomodar-se na inatividade. E a prática reformista dos revolucionários não se distingue essencialmente da prática reformista dos reformistas. Mesmo que se distinga em alguma coisa, como às vezes acontece, isso não muda o resultado, que até agora tem sido o de inabilitar a classe operária à luta revolucionária, quando, afinal, chegam os momentos aparentemente propícios. Talvez no futuro seja possível acelerar a revolução através de reformas. Até hoje tem sido um problema estratégico sem solução.

Ainda que se equivocassem seriamente acerca da tendência revolucionária do proletariado e o incumbissem de uma missão histórica fora do seu alcance, Marx e Engels acertaram plenamente quando nele apostaram, pois ele cresceu durante cerca de um século, concentrado e organizado pelas grandes empresas industriais, de transportes, comunicações e outros serviços. Todavia, um novo quadro da estrutura social está sendo desenhado pela mais recente revolução tecnológica e por outros fatores, impondo também uma nova configuração do proletariado, imensamente distanciada daquela que Marx e Engels conheceram.

- Conceito de Ditadura do Proletariado

No Manifesto Comunista, seus autores definiram o poder político como o poder organizado de uma classe para opressão de outra e previram a conquista de um Estado que viria a ser o proletariado organizado como classe dominante. Posteriormente, a atenção de Marx voltou-se para a máquina do Estado-burguês, que não seria adequada ao Estado-operário. Por isso mesmo, deveria ser destruída pela revolução proletária. Em particular, o proletariado se desfaria da burocracia e do Exército permanente. Com o advento do proletariado à condição de classe dominante, o Estado deixaria de pairar acima da sociedade. Submetido à sociedade, proletarizadas, as forças que o Estado extraiu da sociedade seriam devolvidas a esta, com o que se iniciaria o processo de extinção do próprio poder estatal.

A idéia de uma sociedade sem Estado, isenta da tutela de um órgão nascido dela, mas superior a ela, previa um período de transição caracterizado por um governo proletário ditatorial, preparatório da sociedade finalmente liberta do Estado. Em torno dessa questão se opera a disjunção entre marxismo e anarquismo. Em oposição aos adeptos deste último, Marx e Engels fizeram da ditadura do proletariado um dos pontos fundamentais de sua proposição doutrinária. Marx afirmou que essa ditadura somente constitui a transição à abolição de todas as classes e à sociedade sem classes.

Lenin enfatiza que ela será um Estado em extinção e deverá fenecer num processo paulatino. Nem extinção imediata do Estado, como pretendiam os anarquistas, nem um Estado democrático burguês como queriam Kautsky e seus seguidores.

Todavia, após a tomada do poder, em novembro de 1917, Lenin e os bolcheviques tiraram da agenda a questão do Estado transitório despolitizado e da extinção paulatina de suas funções. O que se colocou sempre no topo das prioridades foi o contrário, ou seja, o fortalecimento do exercício ditatorial do poder da classe operária, de tal maneira que o regime político unipartidário e o sufoco de toda divergência apareceram quase como necessidade lógica.

A dominação de classe através do Estado deu destaque ao exercício da coerção, à imposição de certa ordem econômico-social por meio da força legitimada.

A ditadura do proletariado, parece não haver dúvida, torna-se inviável se o Estado não puder soldar a função coercitiva à legitimidade decorrente da aceitação consensual pelas classes sociais que pretende representar e dirigir. A carência dessa aceitação consensual legitimadora provoca a exacerbação dos instrumentos coercitivos do Estado, incita-o à violência contra sua própria base social de apoio. A hegemonia deixa de existir e se converte em opressão despótica. Daí a face pesadamente tirânica de uma ditadura, que deveria, segundo o cânone marxista, iniciar a extinção de toda ditadura classista.

- O Internacionalismo

No Manifesto Comunista, Marx e Engels resumiram num pequeno parágrafo, com grande força retórica, o seu pensamento sobre o internacionalismo da luta do proletariado: “Os operários não têm pátria. Não se lhes pode tomar aquilo que não têm”.

Convencidos de que a natureza internacional do proletariado tinha proeminência com relação à vivência nacional concreta e que, nas condições de desenvolvimento mundial do capitalismo, a revolução proletária não poderia deixar de resultar da ação conjugada dos operários dos países mais avançados, Marx e Engels consideraram, com absoluta prioridade, a missão de educar os proletários de todos os países para a defesa do internacionalismo e para a prática da solidariedade sem consideração de fronteiras. O internacionalismo deveria ser um traço fundamental da atitude proletária em oposição intransigente ao nacionalismo da ideologia burguesa. Marx e Engels estavam convencidos de que a natureza internacional de sua condição de classe prevaleceria na consciência dos operários e os levaria a repudiar as posições burguesas de hostilidade entre nações.

Essas idéias tiveram tradução prática na fundação e na atuação da Associação Internacional dos Trabalhadores (I Internacional).

Conferindo à luta de classes o papel de “motor da história“, era preciso que Marx e Engels encontrassem as mediações que vinculavam a esse “motor” as engrenagens das questões propriamente nacionais. Adotando o princípio de defender as nações oprimidas e de, nelas, distinguir os interesses particulares das massas trabalhadoras, os fundadores do marxismo deram a partida à abordagem de um problema que se revelaria intrincado e de difícil solução para os marxistas das gerações seguintes. Propugnar causas de caráter especificamente nacional, em ser nacionalista, mas também internacionalista, o que nem sempre encontrou expressão política suficientemente clara e coerente do ponto de vista teórico e prático.

Ao eclodir a II Guerra Mundial, em agosto de 1914, a bancada de 110 deputados social-democratas do Reichstag, na Alemanha, aprovou, na sessão de 2 de dezembro, os novos créditos solicitados pelo governo doKaiser Guilherme II.

Nos demais países envolvidos no conflito, os partidos social-democratas adotaram atitude idêntica à da social-democracia alemã. Em cada país beligerante, os partidos filiados à II Internacional esqueceram as resoluções dos congressos da organização sobre a condenação à guerra e a ação solidária entre os operários dos países adversários e apoiaram os respectivos governos. A II Internacional, então, deixou de existir.

Isso porque, ao condenarem a guerra, os social-democratas separaram as massas trabalhadoras de seus países. Estas aceitaram a guerra com entusiasmo, embora implicasse a matança recíproca entre trabalhadores, que, de acordo com os princípios socialistas, deveriam agir solidariamente como irmãos de classe. Ao contrário do que afirmaram Marx e Engels no Manifesto Comunista, os operários faziam questão de ter pátria e lutar por ela, ainda que numa guerra declarada por governos reacionários. Operários alemães, ingleses, franceses, russos, austríacos e outros, colocaram a pátria acima da classe, ainda que fosse a pátria comandada pela burguesia. E impeliram os seus partidos social-democratas a fazerem o mesmo.

Iniciada com uma perspectiva internacionalista, a revolução bolchevique se exauriu na sua marcha e recuou para a fórmula da revolução em um só país. Foi otermidor stalinista.

Diversas explicações já foram dadas buscando esclarecer realidade tão inesperada e enfrentar a gravíssima dificuldade conceitual dela decorrente, no quadro da teoria marxista da revolução. Assim é que já se falou de aristocracia operária, capitalismo organizado, estabilização capitalista relativa e hegemonia ideológica burguesa. No segundo pós-guerra viriam as cogitações suscitadas pelo Estado do Bem-Estar Social. No entanto, seria preciso que o tempo corresse ainda mais um pouco para que se chegasse à conclusão definitiva acerca do reformismo ontológico da classe operária.

Por fim, a União Soviética ruiu por força da inviabilidade sistêmica. Era uma questão de tempo que a inviabilidade atingisse o ponto em que o sistema não pudesse continuar a operar . Não se deve atribuir à Guerra Fria a causa principal da derrocada soviética. Ela apenas apressou a chegada desse ponto insustentável.

Dados Bibliográficos: “Marxismo sem Utopia”, Jacob Gorender, 1999, Editora Ática


Fonte: Alerta Total


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Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

O Brasil quer #ForaDilma



O povo brasileiro não agüenta mais tanta mentira, corrupção e desonestidade!

Campanha 19 de Abril - Fala o EB - 5

Por Paulo Ricardo da Rocha Paiva
 
QUEM SABE NO DIA "19 DE ABRIL" José Genoíno e demais mensaleiros perderão suas Medalhas do Pacificador, obedecendo-se aos regulamentos do Exército Brasileiro?

DECRETO Nº 4.207, DE 23 DE ABRIL DE 2002
DA CASSAÇÃO - Art. 10. Perderá o direito ao uso da Medalha do Pacificador e será excluído da relação de agraciados:
I - o condecorado nacional que:
a) tenha perdido a nacionalidade ou a cidadania;
b) tenha cometido atos contrários à dignidade e à honra militar, à moralidade da organização ou da sociedade civil, desde que apurados em sindicância ou inquérito; e
II - o condecorado nacional ou estrangeiro que:
a) tenha sido condenado pela justiça do Brasil, em qualquer foro, por sentença transitada em julgado, por crime contra a integridade e a soberania nacionais ou atentado contra o erário, as instituições e a sociedade brasileira;

O julgamento do Mensalão se transforma em dor de cabeça para o Exército. Militares na reserva começam uma ativa campanha via internet para pedir ao General Enzo Peri, comandante da Força Terrestre, que promova a cassação, ex officio, da Medalha do Pacificador concedida a José Genoíno Netto (ainda assessor especial do Ministério da Defesa, pois não teve seu pedido de exoneração ratificado pela Presidenta Dilma Rousseff, apesar da condenação por corrupção ativa no STF.

MEU COMANDANTE ESSA  PROVIDÊNCIA NÃO PODE MAIS SER ADIADA, SOB PENA DE SE PERSISTIREM  OS VÍCIOS DE AUSÊNCIA DE "DECISÃO DE CARÁTER MORAL" (VIDE ARTIGO IRRETOCÁVEL DE AUTORIA DO GENERAL ROCHA PAIVA, INF/AMAN/1973)  DO COMANDO ANTERIOR. O DIA DO EXÉRCITO SERIA BEM EMBLEMÁTICO PARA SE POR FIM À ESTE IMBRÓGLIO ACINTOSO E SEM RAZÃO DE SER´.

O Decreto nº 4.207, de 23 de abril de 2002, que regulamenta a concessão da maior honraria dada pelo Exército, é bem claro em casos como o de Genoíno. O Artigo 10 prescreve que perderá o direito ao uso da Medalha do Pacificador e será excluído da relação de agraciados o condecorado nacional ou estrangeiro que: a) tenha sido condenado pela Justiça do Brasil, em qualquer foro, por sentença transitada em julgado, por crime contra a integridade e a soberania nacionais ou atentado contra o erário, as instituições e a sociedade brasileira; c) tenha praticado atos pessoais que invalidem as razões da concessão, a critério do Comandante do Exército.

MEU COMANDANTE! SÓ DEPENDE DE VOSSA EXCELÊNCIA... UM ANIVERSÁRIO DA FORÇA TERRESTRE SEM RESQUÍCIOS DE MENSALEIROS OSTENTANDO NOSSAS MEDALHAS !

O General Enzo fica em uma encruzilhada. Se cassa a medalha de Genoíno arruma uma briga imensa com sua comandante-em-chefe Dilma Rousseff – que até agora ignora, sem confirmar no Diário Oficial, o pedido de exoneração feito publicamente por Genoíno, na semana passada. Se Enzo mantém a medalha com o condenado no Mensalão, além de ficar queimado com seus pares, acaba desrespeitando o Decreto nº 4.207, que lhe confefe poder de cassar, ex officio, a medalha do condecorado nacional que “tenha cometido atos contrários à dignidade e à honra militar, à moralidade da organização ou da sociedade civil, desde que apurados em sindicância ou inquérito”.

MEU COMANDANTE! NÃO PERMITA QUE ACONTEÇA O MESMO COM VOSSA EXCELÊNCIA! A VOZ DO DONO PRECISA SE FAZER OUVIDA! CREIA, SE VOSSA EXCELÊNCIA JOGAR O SEU BASTÃO POR SOBRE O INIMIGO...

OS SEUS SOLDADOS IRÃO RESGATÁ-LO!

Publicado no site Alerta Total


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Paulo Ricardo da Rocha Paiva é Coronel de Infantaria e Estado-Maior, na reserva.

Bolsonaro pediu pra sair do PARTIDO PROGRESSISTA

bbbesDeputado mais votado do do Rio de Janeiro nas últimas eleições, com quase meio milhão de votos, Jair Bolsonaro pediu sua desfiliação do partido na manhã desta terça. A solicitação foi feita ao presidente da legenda, senador Ciro Nogueira, durante convenção nacional da sigla, em Brasília.

Nas redes sociais percebe-se, ao longo dos últimos meses, que os eleitores de Bolsonaro praticamente não têm identificação com o PP. Bolsonaro, por sua vez, disse que o partido não lhe concede o espaço que precisa.

– Tenho sonhos, mas não tenho espaço (no partido). Com muita dor no coração, quase com lágrimas nos olhos, para que não tenha um sonho interrompido – e o meu sonho é o Brasil, não é o partido -, peço humildemente ao prezado senador Ciro Nogueira que, sem perda do mandato, me conceda a minha desfiliação do Partido Progressista – afirmou o deputado.

Jair Bolsonaro já disse que tem vontade de disputar as próximas eleições concorrendo ao cargo de Presidente do País. Não se sabe ainda qual partido lhe daria espaço. O Partido Militar, que alguns consideram como “migração” natural para o capitão-deputado, ainda não está regularizado. Caso estivesse a mudança de partido seria mais fácil por conta da lei que faculta a migração para partidos recém criados.

Ha possibilidade de que exista uma aliança com o PRTB, que apoiou alguns militares nas eleições do ano passado. Bolsonaro disse que já conversou com Levy Fidelix, mas não revelou ainda qual a sua escolha.



Publicado no site da Revista Sociedade Militar

ELITE GOLPISTA

Por Reinaldo Azevedo


FORA DILMA!!!


BNDES: A Bomba que o PT não quer que estoure, fora DILMA


Chegou a hora do governador Sartori dizer ao que veio


As instituições têm de ouvir as ruas



O colunista de VEJA afirma a Joice Hasselmann, no 'Direto ao Ponto', que os movimentos sociais que protestam contra Dilma e o PT devem pressionar o Congresso. "Espero que os movimentos cobrem o governo e que não sejam cooptados por ele", diz Reinaldo Azevedo. Na pauta, o papel da oposição diante das manifestações e as reivindicações que serão apresentadas em breve.


terça-feira, 14 de abril de 2015

Balanço do 12 de Abril


O dia de hoje, 12 de abril, ficou marcado pelas grandes manifestações de massa, em todo o país. O mar de gente na Avenida Paulista foi o emblema dos atos. O que eu vi – e preciso ser honesto comigo mesmo – foi uma manifestação maior do que a do dia 15 de março. O espalhamento dos carros de som ajudou no preenchimento do espaço público. A estimativa da Polícia Militar de que havia 275 mil (um terço da anterior) não é realista. Os organizadores estimaram o número em 800 mil presentes, número bem próximo do real.

O mar de gente tomou a rua para um único objetivo: forçar a saída de Dilma Rousseff do poder. Mesmo os grupos que não verbalizaram o grito de “Fora, Dilma!” sabem que a gente na rua é sinônimo de falta de legitimidade dos governantes. O simples ir às ruas é uma demonstração de que se deseja a saída de Dilma. Importa o que ficou: a imagem das ruas tomadas por brasileiros insatisfeitos e dispostos a retornar à praça pública contra o governo, na primeira oportunidade.

Preciso insistir nos fatos fundamentais que determinaram a ida do povo às ruas: a indignação com a corrupção profunda praticada pelo governo do PT e a sensação de perda econômica trazida pela crise, notadamente a inflação e o desemprego. A percepção de que o futuro imediato é empobrecedor assusta muita gente, de todas as classes sociais. O excesso de tributação e regulação transbordou o limite da operacionalidade, inviabilizando que a população tenha um meio de vida decente, sem depender do Estado.

O tarifaço imposto pelo governo, especialmente no setor elétrico, piorou a percepção das pessoas sobre a qualidade do governo. Uma sensação de desamparo e de tunga é o que percebo nas pessoas. Contrariando as promessas de campanha, Dilma partiu para o ajuste fiscal em desespero, pois as expectativas dos agentes econômicos deterioraram-se rapidamente. O tarifaço turbinou a taxa de inflação, que agora se esparrama na maioria dos setores econômicos. Empobreceu sobretudo as camadas mais pobres da população.

O pano de fundo é a taxa de câmbio, preço muito sensível aos problemas de conjuntura. Certo que a desvalorização do real alimenta a inflação, mas é certo também que ela ajuda no equilíbrio da economia, sobretudo no setor externo. O Brasil precisa gerar saldos na balança comercial e minimizar os dispêndios nos serviços, o que só pode ser obtido com desvalorização cambial. Ela viria de qualquer maneira, em face do agigantamento dos déficits, cada vez mais difíceis de financiar. A pergunta é: até onde irá a desvalorização? Ninguém sabe, mas é certo que a crise política agrava a percepção dos agentes, contribuindo para a desvalorização.

Até agora os governantes não acusaram os agentes econômicos pela carestia, o que é habitual em governos do naipe do PT. Deverão fazê-lo em breve, sobretudo se a capacidade do ministro Joaquim Levy de permanecer no governo for minada. A crise de autoridade desaguará na crise administrativa. A ideologia do PT não pode conviver facilmente com a sobriedade e a racionalidade do ministro da Fazenda. Ele continua sendo um estranho no ninho.

A multidão nas ruas sabe disso, intuitivamente. Sabe que o PT é o mal na política, tanto por suas más intenções revolucionárias quanto pela incompetência na gestão governamental. É contra esse mal que ela luta. E o mal tem personificação, nome: Dilma Rousseff.

Penso que o PMDB continuará a estocar o PT, tomando-lhe nacos de poder. É evidente que a presidente é refém do Legislativo. A figura de Eduardo Cunha se agiganta como referência das ações antirrevolucionárias do PT, ele que não tem perdido a oportunidade de acuar o Executivo. Se o impeachment vier, será pela mão do PMDB.


De qualquer modo, a vida política dos próximos meses será profundamente impactada pelas manifestações. Quem viver verá.

NOSSA BANDEIRA NÃO É VERMELHA! AQUI NÃO É CUBA, NEM RÚSSIA, NEM CHINA, NEM VENEZUELA!

Por Blogdelinks


Exército Vermelho reprimido por brasileiros.

Fonte: YouTube

HERO's... Simplesmente HEROIS!



Fonte: YouTube

Crise já atinge a imagem de Lula

Por Raymundo Costa

Foi dura e tensa a última conversa de Lula com a presidente Dilma Rousseff e seu staff palaciano. Enquanto estavam a sós, o ex-presidente, por mais de uma vez, elevou o tom de voz, e quem estava do lado de fora pode ouvir muito bem. Auxiliares de Dilma tentaram minimizar o ocorrido. Contaram que a conversa corria solta, quando os outros convidados para a reunião começaram a chegar, e os dois, sozinhos em uma sala do Palácio da Alvorada, não precisavam gritar para serem ouvidos por quem estava no compartimento contíguo. Tons à parte, o fato é que Lula fez questão de deixar claro que não virá mais a Brasília, para se encontrar com Dilma Rousseff, se tiver apenas acumulado mais horas de reunião com a presidente da República, para tudo permanecer como está no governo. Como de outras vezes.

O nervosismo e a impaciência do ex-presidente da República têm uma explicação: não são apenas o governo e a popularidade pessoal de Dilma que estão ao rés do chão. A crise começa a afetar também a imagem de Lula, como já havia afetado antes a imagem do PT. A pesquisa divulgada ontem pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), que confirma a queda da popularidade da presidente e a perda de confiança dos brasileiros no governo registrada pelo Datafolha, na semana anterior, informa ainda que 67,9% dos entrevistados consideram que Lula tem culpa no cartório pela corrupção na Petrobras. Um sentimento também detectado em pesquisa interna do PT, na qual o ex-presidente já não aparece tão invulnerável como antes a denúncias de corrupção e perde a olhos vistos a camada de teflon que sempre o protegeu. O mensalão e o petrolão são uma tinta que pegou no PT e parece não ter água que tire.

O desgaste da imagem de Lula era previsível, uma vez que a crise, não é de hoje, está sendo devastadora para o PT. Pesquisas internas indicam que o partido já não seria o campeão do voto de legenda, como foi até o ano passado, se as eleições fossem disputadas hoje. O PT ficaria com algo em torno de 10% do voto de legenda, quando há pelo menos duas décadas e meia tem girado mais perto dos 30% dos votos válidos que dos 20% baixos. É um cenário que assusta o PT quanto mais perto ficam as eleições municipais de 2016. O partido espera enfrentar dificuldades, sobretudo, nos grandes centros urbanos.

Petrolão é tinta que pegou no PT e parece não ter água que tire

Na realidade, o PT já teve problemas em relação ao voto de legenda nas eleições de 2014 para a Câmara dos Deputados, quando, pela primeira vez, desde os anos 1990, perdeu para os tucanos. A soma dos votos no PSDB, ano passado, chegou a 1,92 milhão, cerca de 23,8% dos votos válidos, contra 1,75 milhão do PT, pouco mais de 21% do total. Para se ter uma ideia, em 1990 o PT teve mais de 24% dos votos de legenda, enquanto o PSDB não chegou aos 5%. Na onda vermelha de 2002, os votos de legenda no PT bateram na espetacular marca dos 27%. O horizonte de curto prazo não é favorável ao PT, mas a novidade é o desgaste na imagem de Lula, o que mais deixa inquietos os dirigentes petistas e o próprio ex-presidente da República, hoje a única expectativa real de manutenção do poder nas eleições de 2018.

Contam os interlocutores de Lula que esta foi a primeira vez que ele levantou a voz, numa conversa com a presidente da República. As narrativas da reunião são de que o ex-presidente falou português claro e sem rodeios. Discorreu sobre a necessidade de mudança na equipe política sem nenhum constrangimento. Também com desenvoltura disse que Dilma precisava dialogar mais, pois o Brasil é um país muito grande e complexo e não pode ter um governante que não exercite a boa prática do diálogo. Também segundo os interlocutores do ex-presidente, ele defendeu a troca de Mercadante pelo ministro da Defesa, Jaques Wagner, e a designação de um papel especial para o vice-presidente da República. Em duas palavras: reforma já.

O ex-presidente da República teria deixado Brasília, na semana passada, após a reunião com Dilma, convencido de que desta vez a conversa no Alvorada teria consequências práticas. Boa parte da conversa vazou, não por acaso. Mas auxiliares da presidente também informaram que ela estava considerando seriamente a reforma ministerial, a dúvida era quando fazer. A semana escorreu até o fim, primeiro Dilma disse que faria uma reforma pontual, apenas para preencher a vaga de Cid Gomes na Educação, e depois condicionou qualquer mudança à aprovação do ajuste no Congresso. "É necessário que se aprove o ajuste fiscal e que se use o Orçamento para fazer um contingenciamento", disse, em evento no Rio Grande do Sul. "A partir daí todas as demais medidas serão tomadas".

Até o início da noite de ontem, pelo menos, o PMDB não tinha expectativas de uma mudança real no governo Dilma. Os dirigentes do partido acham que a presidente não quer tirar Mercadante nem Pepe Vargas do Palácio do Planalto, enquanto isso, pretendem tocar a própria agenda no Congresso, que passa pela reforma política e pelo projeto que reduz o número de ministérios. Se Dilma não quer diminuir o espaço do PT no governo, o PMDB trata de reduzi-lo com a aprovação de uma lei. O ajuste fiscal terá o apoio do partido, mas o projeto que revê a desoneração da folha de pagamentos deve receber emendas dos pemedebistas, para tornar gradual sua implantação. O argumento é que as empresas terão de mudar o planejamento feito para o exercício de 2015.

Na percepção de Lula, do PT e maioria dos aliados a crise é obra de Dilma e a saída depende dela. Para usar um termo de uso frequente no partido, a crise não será "socializada". Agora o PT também desconfia de um entendimento entre PP, PSDB e PMDB para livrar os acusados de cada um desses partidos, nas investigações da CPI da Petrobras, e incriminar apenas os petistas. Desde o início do ano dirigentes do PT diziam que o objetivo de seus adversários era cassar o registro do PT. Parecia mania de perseguição, até o presidente do PSDB e candidato derrotado por Dilma nas últimas eleições, Aécio Neves, declarar que estuda o assunto.

Publicado no site "A Verdade Sufocada"



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Raymundo Costa é repórter especial de Política, em Brasília.

Bolsonaro e Jean Wyllys no mesmo Avião -
Jean Wyllys sobre fatídico voo com Jair Bolsonaro



"Não voaria e não voarei ao lado daquele senhor"

Sem tocar no nome do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), Jean Wyllys (PSOL-RJ) explicou pela primeira vez por que mudou de assento para não viajar ao lado de seu detrator.

Hilário!!!


Fonte: YouTube

TEMER: Manifestações e Democracia Poderosa

Por Reinaldo Azevedo


Dilma se irrita com gravação de membro do governo avisando que "ela está sangrando e tem de renunciar"


Exclusivo - "A senhora presidente Dilma Rousseff está sangrando. É uma questão de tempo para que se dêem conta de que ela tem de renunciar. Temos de esperar o momento certo. Esta é uma decisão exclusivamente dela. Não é decisão nossa. Ela vê que praticamente um milhão de pessoas foram às ruas... Fora as pessoas que estão em casa descontentes com as medidas que foram aplicadas sem ter um conhecimento. Ela agora está sangrando..."

Quem fez tal declaração ontem, por telefone, e teve sua conversa interceptada pela espionagem ilegal em Brasília, enquanto retornava de Porto Alegre? Ninguém menos que um dos principais articuladores da salvação a Dilma Rousseff. A Presidenta já soube do teor desta fala - que circula entre lobistas e também chegou ao Gabinete de Segurança Institucional. O recado sobre renúncia programada causa, desde ontem, a mais profunda crise dentro do governo. Dilma promete reagir contra este "fogo nada amigo"... 

A ameaça indica que Dilma tem, literalmente tudo a temer... Qual o resultado prático da mobilização de rua de domingo que levou milhões às ruas de 450 cidades de todo o Brasil? O desgoverno do crime institucionalizado teve não só mais uma prova da insatisfação popular. Ficou claro que os brasileiros exigem mudanças concretas no sistema de poder e no modelo estatal. A pressão ordeira, pacífica, familiar e totalmente cidadã vai continuar e aumentar. Ontem, vários generais da ativa, à paisana, circularam pela Avenida Paulista, pela Avenida Atlântica e pelas ruas de outras grandes cidades...

A reação do desgoverno foi sintomática. Basta interpretar, claramente, o que disse ontem ao jornal O Globo um ministro da coordenação política da Presidenta Terceirizada Dilma Rousseff - que preferiu se esconder no conveniente anonimato crítico: " Há uma crise de funcionamento do Estado. A presidente é a mais atingida porque é a personagem política central. Mas por que a oposição não pode ir para a rua discursar? Há uma insatisfação geral com a classe política desde as manifestações de 2013".

O próprio texto meio pró-governista da reportagem de O Globo confirma que a administração federal está alarmada: "Apesar de aliviados com o número menor de manifestantes nas ruas na manhã deste domingo em comparação com os protestos ocorridos no mês passado, integrantes do governo Dilma Rousseff afirmam que não há motivo para comemoração. O Palácio do Planalto se mostra mais apreensivo com o movimento em São Paulo, que reuniu, em 15 de março, um milhão de pessoas na Avenida Paulista, de acordo com a Polícia Militar".

A mídia amestrada pelas verbas oficiais fez de tudo para não divulgar o evento. Na cobertura, também tratou de reduzir seu impacto. Não há dúvidas de que vigorou aquele velho pacto editorial com a máquina de publicidade federal: "Vocês aliviam na cobertura, as verbas continuam a entrar nos seus cofrinhos". Novamente, o Instituto Datafolha teve a coragem de afirmar que apenas 100 mil compareceram à Avenida Paulista. O número é tão distante da contagem da PM (275 mil) e da própria avaliação dos diversos movimentos presentes (600 a 800 mil pessoas).

Repito por 13 x 13: A ida espontânea para as ruas, sem manipulação de grupelhos ideológicos tradicionais que aparelham a máquina estatal, é uma novidade positiva no Brasil Capimunista da Impunidade e da Incompetência. As pessoas mostram que são capazes de retomar, por elas e para elas, o protagonismo da ação Política. O cidadão é quem diz o que fazer. Não aqueles que o voto dele elege, na base da fraude ou não. Eles se intitulam "políticos profissionais", embora ajam como amadores - armadores e ladrões dos cofres públicos.

Essa retomada da ação política em importância capital. A pressão popular começa a agir como uma espécie de "poder moderador" contra aqueles que usurpam o poder estatal. Essa visão verdadeiramente democrática, que busca uma segurança do direito através da ação efetiva da cidadania, é extremamente salvadora neste momento de impasse institucional, quase beirando à ruptura, quando os três poderes, apodrecidos em sua lógica de atuação, batem cabeça.

Na Avenida Paulista, não teve preço ouvir a massa repetir o coro: "Lula, cadê você! O Sérgio Moro quer te prender!". Tudo indica que, em breve, o desejo popular pode se transformar em realidade... É só o Judiciário querer, e o amanhã assim será...

O sucesso cidadão do dia 12 de abril é inegável. O resto é esperar pela saída da Dilma - que tem tudo a temer, já que "está sangrando" - conforme proclamou o integrante de seu desgoverno que finge cumprir a missão política de salvá-la do cadafalso da História...

Símbolo das manifestações

 

Aplaudido sempre que seu nome era citado, em praticamente todos os protestos em mais de 400 cidades pelo Brasil, o juiz federal Sérgio Fernando Moro foi um dos símbolos das manifestações populares de de 12 de abril.

Em Curitiba, em meio aos gritos de apoio ao magistrado, destacava-se uma enorme faixa de agradecimento a Moro e à equipe da Polícia Federal.

O autor da homenagem, Luiz Mauro Lebelem (foto), explicou que o juiz Moro é, hoje, uma das poucas fontes de inspiração para a população brasileira:

“O doutor Sérgio Moro e a Polícia Federal têm feito um trabalho muito bom, que tem motivado os cidadãos comuns a não desistir do Brasil. Mesmo que essa investigação não dê em nada, a postura dele representa uma esperança de que as coisas podem melhorar”.

Dando banana para Dilma


Em Registro, no Vale do Ribeira (SP), o protesto lembra o quanto a política econômica ortodoxa de Dilma prejudica os produtores rurais.

Os manifestantes também criticaram a importação de banana do Equador feita pelo Brasil.

Odebrecht banca?


O Globo denunciou: o atual diretor de Relações Institucionais da Odebrecht, Alexandrino Alencar, levou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um périplo por Cuba, República Dominicana e Estados Unidos, em janeiro de 2013.

A viagem foi paga pela construtora e, oficialmente, não tinha relação com atividades da empresa nesses países.

Lula foi a um evento da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) sobre o clima, visitou o presidente da República Dominicana e falou no congresso de trabalhadores da indústria nos EUA.

Na Operação Lava-Jato, Alencar é o dirigente da Odebrecht acusado por três delatores de ser operador de pagamento de propinas para a empresa no exterior.

Tudo sigiloso

O documento de solicitação do serviço, da Líder Táxi Aéreo, mostra também que o contratante exigiu discrição.

No campo “passageiro principal” do formulário, o funcionário da Líder escreveu: “voo completamente sigiloso”.

Procurada, a Líder não comentou o motivo do registro.

Terceirizando

Para evitar que fosse vinculada ao fretamento, a Odebrecht usou uma de suas parceiras para pagar a despesa: a DAG Construtora, da Bahia.

O dono da empresa, Dermeval Gusmão, primeiro negou ter pagado pelo voo.

Anteontem à noite, ligou para informar que localizou um pagamento de R$ 435 mil à Líder e disse que um de seus diretores pode ter feito isso a pedido da Odebrecht.

Tudo confirmado

A relação oficial de passageiros do voo, obtida pelo Globo, mostra que Alexandrino Alencar era o único que não fazia parte do círculo de convivência de Lula.

Estavam na aeronave funcionários do Instituto Lula, o biógrafo Fernando Morais e o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Rafael Marques.

Conclusão: Dirigentes da Odebrecht e o amigão Lula nunca estiveram tão próximos de uma convocação pela Força Tarefa da Lava Jato.

Dia do Troco


Terrorista prevenido


Digno de piada de humor negro, este fato aconteceu no Paquistão.

Um taliban suicida foi apanhado pela polícia.

Quando esta o revistou descobriu que tinha um escudo de metal em volta do pênis.

Questionado sobre a razão de tal proteção, este respondeu:

“Quero conservar o meu pénis intacto, após a explosão, para não ter problemas sexuais quando chegar ao céu e tiver direito às minhas 72 virgens!”

Bem dito


Fora, Corruptos!


Tome Come zero!

Governo Dilma é cego para ver a multidão e surdo para ouvir a voz das ruas

Por Joice Hasselmann


Milhares de pessoas nas ruas contra o governo e a turma do Planalto faz cara de blasé. Dilma e seus companheiros do PT subestimam a força dos movimentos e, de novo, não entendem nada.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Manifestação Anti-Dilma, Anti-PT - 12/04/2015

Brasília - DF



São Paulo - SP


Rio de Janeiro - RJ



Belo Horizonte - MG


Joinvile - SC


Novo Hamburgo - RS



Porto Alegre - RS



Salvador - BA




Mentirosa Incompetente


SALVE-SE Quem Puder !!! BRASIL não tem mais Governo.

Por Rachel Sheherazade


Dilma - Governo Terceirizado

Por Reinaldo Azevedo


DOCUMENTARIO PROIBIDO SOBRE O MST

Por Percival Puggina


Ex-acampado denuncia práticas criminosas dos exércitos de Stédile e Lula. São pessoas como as denunciadas aqui que eles convocam para a própria proteção. Faz sentido, traficantes, no morro, também se escudam com gente assim.

Fonte: YouTube

VACCARI NETO - DIREITO DE MENTIR

Por Rachel Sheherazade


domingo, 12 de abril de 2015

MILHARES DE PESSOAS VÃO ÀS RUAS DO PAÍS CONTRA O GOVERNO

MANIFESTANTES INICIARAM CAMINHADA RUMO AO CONGRESSO. 
FOTO: LULA MARQUES/FOTOS PÚBLICAS
MAIOR CONCENTRAÇÃO, CERCA DE 40 MIL, FOI OBSERVADA EM BRASÍLIA
    
Milhares de pessoas voltaram às ruas neste domingo (12) para protestar contra o governo da presidente Dilma Rousseff em diversas cidades do País. Havia atos marcados em mais de 400 municípios brasileiros e a maior concentração, até o início da tarde, era registrada em Brasília, com cerca de 25 mil pessoas na frente do Congresso Nacional e a Esplanada dos Ministérios, segundo a Polícia Militar e a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal. Já os sete organizadores - Diferença, Vem pra Rua, Foro de Brasília, Tô na Rua, Movimento Brasil Contra a Corrupção, Movimento Limpa Brasil e Movimento Brasil Livre - estimaram 40 mil, igual ao verificado no protesto do dia 15 de março.

Os números da Polícia Militar em Brasília e em outros municípios estão sendo menores do que os divulgados no dia 15 do mês passado. Naquela ocasião, em 212 municípios, houve 1,9 milhão de adesões, de acordo com a PM, sendo 1 milhão em São Paulo. Segundo o Instituto Datafolha, a mobilização na Avenida Paulista reuniu naquele dia 210 mil.

Em Brasília, a manifestação começou por volta das 9h30 em frente ao Museu Nacional. Os manifestantes caminharam até o Congresso e, segundo a PM, estavam mais dispersos neste protesto em relação ao anterior, tendo finalizado o ato no começo da tarde.

Em São Paulo, perto do meio-dia, a população começava a ocupar as calçadas da Avenida Paulista e os motoristas promoviam buzinaços. Na avenida, o partido Solidariedade coletava desde as 9 horas assinaturas para um abaixoassinado pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

Caminhoneiros, depois de buzinar na Marginal do Tietê, interditaram a Marginal do Pinheiros e tinham a intenção de seguir até a Paulista. Outro grupo vinha pela Rodovia Presidente Dutra. O tenente-coronel José Eduardo Bexiga, comandante da operação de policiamento ostensivo nos protestos deste domingo, informou que os veículos serão "proibidos" de entrar na avenida.

NO RIO, A CONCENTRAÇÃO FOI NA ORLA DE COPACABANA. FOTO: TOMAZ SILVA/ABR
O Rio de Janeiro registrou um princípio de tumulto em Copacabana. Próximo ao Posto 3, um homem fez provocações aos manifestantes. Ele foi cercado por policiais militares e retirado do local sem resistência. Sozinho, ele condenava o protesto e foi hostilizado e ameaçado por manifestantes. No total, três carros de som de diferentes grupos que pedem a saída de Dilma. O ato no Rio começou às 11h e teve adesão de milhares de pessoas segundo participantes. A PM ainda não havia divulgado seus números até o começo da tarde.

Em Belo Horizonte, a PM estimou em 3 mil o total de manifestantes na Praça da Liberdade. Na última manifestação, em 15 de março, 25 mil pessoas compareceram.

Um dos líderes do protesto no Rio Grande do Sul, Fábio Ostermann, do Movimento Brasil Livre (MBL), disse que esperava cerca de 20 mil pessoas no Parque Moinhos de Vento, número também mais modesto que o visto no dia 15 de março (cerca de 100 mil, de acordo com a Brigada Militar). Segundo ele, o motivo é a ampliação dos protestos pelo interior do Estado. "Da outra vez nós tivemos só cinco eventos no Rio Grande do Sul, então muita gente veio de outras cidades para participar. Desta vez temos mobilizações marcadas em 35 locais do Estado", disse. (AE)

Eichmann em Jerusalém. Padilha, em Curitiba


Fiquei sabendo que a Operação Lava Jato chegou ao Ministério da Saúde. Declaro ser este um dia para ser comemorado por todos os verdadeiros médicos brasileiros e para os pacientes do SUS. Quero aqui representar todos aqueles que foram assediados moralmente, que tiveram sua vida profissional destruída e que viram sua profissão chegar ao fundo do poço com o advento do Programa Mais Médicos.

Marginais secretários municipais da saúde que desviaram dinheiro público para impressão de livros de repórteres de grandes empresas de comunicação, hospitais que colocaram próteses e órteses sem necessidade, responsáveis pelo desvio de milhões de dólares para Ditadura Cubana estão hoje em estado de desespero.

Alguns, e nós sabemos quem são, renunciaram aos seus carguinhos antes porque já sabiam da proximidade dessa hora. Nesse momento em que escrevo, alguém morre numa UPA (Unidade de Pronto Atendimento) imunda aguardando um leito de UTI. Nesse momento um técnico de enfermagem petista preenche a avaliação do estágio probatório de algum médico brasileiro que estudou a vida toda e prestou concurso público para estar lá. Nesse momento, alguém, em algum lugar no Brasil, é atendido por um cubano que sequer sabemos se é médico ou não.

Nada como um dia depois do outro, não é? Onde PT e PC do B colocaram suas patas nos serviços de saúde, não sobrou nada. Triste é ver que essa gigantesca operação, todo esse contingente policial e esforço de inteligência não foi desencadeado pela morte que eu, como médico, vi esses animais provocarem durante anos mas sim (e UNICAMENTE) pela gigantesca, pela assombrosa e constrangedora quantidade de dinheiro público desviado da saúde na gestão de gente como Alexandre Padilha.

Quando descreveu as origens do totalitarismo, Hannah Arendt definiu como sendo a “ralé” um certo segmento da sociedade que, muito mais do que pelo seus defeitos morais, caracterizava-se pela mediocridade, pelo recalque e pela capacidade de, friamente, reduzir a uma questão burocrática o destino da vida de milhões de pessoas.

Adolf Eichmann era um autêntico representante desse tipo de gente. Homem medíocre, jamais foi o protótipo daquilo que se chama propriamente “monstro” nem foi um ser dotado de uma maldade sobrenatural como querem certos histéricos que são contra o PT. Não, ele não era nada disso. Era um ser que, ainda que deformado moralmente, encontrou na obediência cega e na mediocridade os atributos necessários para tornar-se um carrasco de Hitler e provocar um genocídio na Europa da Segunda Guerra Mundial.

Todo marginal petista dentro do Ministério da Saúde é um representante autêntico da ralé. Faz parte do lixo de recalcados, alcoólatras, gayzistas e pedófilos que no seu delírio de “assistência universal e gratuita” desviaram milhões, roubaram, fraudaram e, consequentemente, MATARAM, centenas de milhares...milhões de brasileiros mesmo ANTES DO PT CHEGAR AO GOVERNO FEDERAL!

A chegada da Lava Jato no Ministério da Saúde é um ponto de mutação na História da vida desses bandidos. Eichmann em Jerusalém, Padilha em Curitiba!


Publicado no site Alerta Total


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Milton Simon Pires é Médico.

Nas ruas no 12 de Abril

Por Nivaldo Cordeiro


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Saiba por que pessoas de bem, como Cassiá Carpes, não querem saber dos Partidos

Por Políbio Braga


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