segunda-feira, 9 de março de 2015

As mentiras e tapeações do discurso de Dilma

Agora, passados o panelaço e buzinaço, vamos nos dar ao trabalho de analisar os principais trechos do discurso de Dilma Rousseff em cadeia nacional.

Dilma: "Os noticiários são úteis, mas nem sempre são suficientes. Muitas vezes até nos confundem mais do que nos esclarecem. As conversas em casa, e no trabalho, também precisam ser completadas por dados que nem sempre estão ao alcance de todas e de todos."

O Antagonista: Ou seja, a imprensa é capciosa e você, a sua família, os seus amigos e colegas de trabalho não têm capacidade de entender a realidade da inflação, do desgoverno e da corrupção.

Dilma: "O Brasil passa por um momento diferente do que vivemos nos últimos anos. Mas nem de longe está vivendo uma crise nas dimensões que dizem alguns. Passamos por problemas conjunturais, mas nossos fundamentos continuam sólidos. Muito diferente daquelas crises do passado que quebravam e paralisavam o país."

O Antagonista: O marqueteiro João Santana trocou "momento difícil" por "momento diferente". O Brasil vive uma crise monumental: inflação em alta, credibilidade internacional zero, empresas endividadas em dólares com a corda no pescoço, nível de investimento negativo, governo atarantado diante da crise, com um ministro da Fazenda politicamente fraco, e escândalos de corrupção por todos os lados. Os fundamentos estão derretendo, como atestam as agências de risco internacionais. Dilma não mostrou a verdade nem de longe.

Dilma: "Nosso povo está protegido naquilo que é mais importante: sua capacidade de produzir, ganhar sua renda e de proteger sua família."

O Antagonista: Mentira. As empresas cortam vagas de trabalho, a inflação corrói os salários e começa a corroer a poupança. As famílias estão endividadas acima do seu limite, iludidas que foram pelo crédito barato dos anos Lula e do primeiro mandato de Dilma.

Dilma: "Estamos na segunda etapa do combate à mais grave crise internacional desde a grande depressão de 1929."

O Antagonista: Mentira, nunca houve primeira etapa. Lula, em 2008, disse que a crise internacional havia chegado ao Brasil como uma "marolinha", e continuou com a sua política econômica inconsequente, baseada unicamente na expansão do crédito, sem investimentos em setores estruturais da economia. A falta de investimentos limita o combate à inflação, reduzindo o arsenal para combatê-la ao aumento da taxa básica de juros -- que agrava a recessão e só faz a alegria da banca. Você leu certo: estamos em recessão.

Dilma: "As circunstâncias mudaram porque além de certos problemas terem se agravado - no Brasil e em grande parte do mundo -, há ainda a coincidência de estarmos enfrentando a maior seca da nossa história, no Sudeste e no Nordeste. Entre muitos efeitos graves, esta seca tem trazido aumentos temporários no custo da energia e de alguns alimentos."

O Antagonista: As carências do país apenas foram evidenciadas pela seca. Faltam planejamento no setor de abastecimento hídrico e investimentos no setor elétrico -- a menos que se tome como investimento o superfaturamento na construção de usinas hidrelétricas que estão com as obras atrasadas.

Dilma: "Você tem todo direito de se irritar e de se preocupar."

O Antagonista: Sim, e de exigir o impeachment do governo mais incompetente e corrupto da história do país.

Dilma: "A crise afetou severamente grandes economias, como os Estados Unidos, a União Européia e o Japão. Até mesmo a China, a economia mais dinâmica do planeta, reduziu seu crescimento à metade de suas médias históricas recentes. Alguns países estão conseguindo se recuperar mais cedo. O Brasil, que foi um dos países que melhor reagiu (sic) em um primeiro momento, está agora implantando as bases para enfrentar a crise e dar um novo salto no seu desenvolvimento. Nos seis primeiros anos da crise, crescemos 19,9%, enquanto a economia dos países da zona do Euro caiu 1,7%."

O Antagonista: O Brasil não reagiu num primeiro momento. Como já foi dito e redito, o governo baseou o crescimento da economia na expansão do crédito barato, endividando as famílias. Não investiu na indústria, que hoje se encontra sucateada, e apenas adiou a tempestade, apostando que a China continuaria a importar as nossas commodities nas mesmas quantidades do início dos anos 2000, embora todas as sinalizações apontassem o contrário. A comparação com a União Europeia é marota. Crescemos menos do que a China e a Índia, os outros grandes integrantes do Brics, no mesmo período. Aliás, é falso que a China reduziu o seu crescimento à metade da sua média histórica nos últimos anos. Essa média está em quase 9%, e ela crescerá 7% em 2015, depois de crescer 7,5 em 2014. Amesquinhamo-nos em parcerias comerciais com países africanos e sul-americanos, em detrimento do estreitamento de laços comercias com os Estados Unidos, não só por ideologia esquerdista, mas porque o governo foi incapaz de enxergar que os americanos sairiam do buraco que criaram mais cedo do que se imaginava, porque são, de longe, a economia mais forte do mundo.

Dilma: "Realizamos elevadas reduções de impostos para estimular a economia e garantir empregos."

O Antagonista: Mentira. As reduções foram pontuais. De maneira geral, a carga de impostos aumentou.

Dilma: "Ampliamos os investimentos públicos para dinamizar setores econômicos estratégicos."

O Antagonista: Mentira. Quais setores? Dilma deve estar falando dos empréstimos secretos do BNDES a empresas ligadas ao petismo, como a JBS/Friboi.

Dilma: "Começamos cortando os gastos do governo, sem afetar fortemente os investimentos prioritários e os programas sociais. Revisamos certas distorções em alguns benefícios, preservando os direitos sagrados dos trabalhadores. E estamos implantando medidas que reduzem, parcialmente, os subsídios no crédito e também as desonerações nos impostos, dentro de limites suportáveis pelo setor produtivo."

O Antagonista: É mentira que o governo esteja cortando gastos. A máquina estatal, já inchada, continua engordando. Basta dizer que Dilma se recusa a cortar um ministério que seja dos 39 que carregamos nas costas. Quanto aos "direitos sagrados" dos trabalhadores, Dilma está fazendo o exato contrário do que prometeu na sua campanha. A redução na desoneração da folha de pagamentos das empresas já está causando demissões.

Dilma: "O Brasil tem hoje mais qualificação profissional, mais infraestrutura, mais oportunidades de estudar e mais empreendedores. Somos a 7ª economia do mundo. Temos US$ 371 bilhões de reservas internacionais. 36 milhões de pessoas saíram da miséria e 44 milhões foram para a classe media. Quase 10 milhões de brasileiras e brasileiros são hoje micro e pequenos empreendedores. E continuamos com os melhores níveis de emprego e salário da nossa história."

O Antagonista: Mentira. A produtividade do trabalhador brasileiro é uma das menores entre os países em desenvolvimento. Ser a sétima economia do mundo não significa muita coisa, visto que a renda per capita é relativamente baixa e não aumentará nos próximos anos, como previu o ex-ministro da Fazenda Armínio Fraga aqui no Antagonista. Essas reservas internacionais são apenas ilusão contábil. Com o aumento do dólar, aumentaram a dívida externa pública e privada. A dívida interna pública é maior do que a divulgada, dizem os economistas sérios. Para o governo, uma família de classe média, com quatro pessoas, é aquela que ganha entre 1 500 e 2 000 reais por mês, ou menos de 700 dólares -- abaixo da linha da pobreza em qualquer nação civilizada. A qualidade dos empregos é vergonhosamente baixa. Temos mais braços do que cérebros. A quantidade dimininui: só em 2014, a indústria fechou 216 mil postos de trabalho. Dilma inclui entre os micro e pequenos empreendedores a massa de assalariados e freelancers obrigada a trabalhar como pessoa jurídica, sem nenhuma garantia trabalhista.

Dilma: "Nossas rodovias e ferrovias, nossos portos e aeroportos continuarão sendo melhorados e ampliados."

O Antagonista: Faz tempo que Dilma não viaja como cidadã comum. E qualquer produtor sabe o quanto representa o custo do transporte no Brasil, por causa da inexistência ou má qualidade das rodovias, ferrovias e portos.

Dilma: "Este esforço tem que ser visto como mais um tijolo, no grande processo de construção do novo Brasil. Esta construção não é só física, mas também espiritual. De fortalecimento moral e ético."

O Antagonista: Essa foi uma tijolada no nosso estômago.

Dilma: "Com coragem e até sofrimento, o Brasil tem aprendido a praticar a justiça social em favor dos mais pobres, como também aplicar duramente a mão da justiça contra os corruptos. É isso, por exemplo, que vem acontecendo na apuração ampla, livre e rigorosa nos episódios lamentáveis contra a Petrobras."

O Antagonista: Justiça social é dar as mesmas oportunidades a todos na educação, e não alimentar programas assistencialistas sem porta de saída. A educação brasileira ocupa os últimos lugares nos rankings internacionais de aprendizagem, e o gap escolar entre pobres e ricos só faz aumentar, como demonstra o Enem. A mão da Justiça ainda tem de colher Dilma, Lula e os seus cúmplices. E a mão da Justiça está funcionando, APESAR de Dilma, Lula e os seus cúmplices, como José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, e Luís Inácio Adams, advogado-geral da União, que fazem advocacia administrativa para a companheirada corrupta e as empreiteiras do petrolão.



Publicado originalmente no “O Antagonista”

Os limites dos julgadores do PETROLÃO

Por Nivaldo Cordeiro


A máquina jurídica está mobilizada para o julgamento do petrolão e é visível que órgãos de Estado estão alinhados com o PT, seja ideologicamente, seja politicamente. O pedido de investigação do procurador-geral excluiu Lula, Dilma Rousseff e Paulo Bernardo. Mas ficou nisso. Os demais graúdos citados responderão pelos seus atos. A consciência jurídica dos operadores do Direito fala mais alto diante das provas, basta recordar a atuação do brilhante Joaquim Barbosa no julgamento do mensalão.

Fonte: YouTube

As 21 condições da Internacional Comunista e o Foro de São Paulo

Por Carlos I. S. Azambuja

O Supremo está falido. Nós é que não estamos dizendo ao Brasil que isso aconteceu” (José Carlos Moreira Alves, então Ministro do Supremo Tribunal Federal, Folha de São Paulo, 11 de dezembro de 1997)

A Internacional Comunista (Komintern) foi criada em 1919. Logo depois, no II Congresso, em 1920, pôs em marcha as forças que duas décadas iriam juntar à Inteligência soviética espiões em todo o mundo.

Em julho e agosto de 1920, o Komintern durante o II Congresso, realizado em Petrogrado e Moscou, foram fixadas as 21 Condições para a admissão de qualquer partido à Internacional Comunista. Essas condições asseguravam o controle de Moscou sobre os partidos comunistas nacionais. E assim foi, até que o império soviético desabou, em dezembro de 1991.

A terceira das 21 Condições era a exigência de que os partidos comunistas criassem “um aparato paralelo e ilegal que, no momento decisivo, deveria realizar sua tarefa pelo partido e assumir a revolução de todas as maneiras possíveis”. Esse aparato clandestino e ilegal é que mais tarde forneceria o quadro de espiões estrangeiros para a União Soviética.

A décima quarta Condição previa:

“O partido interessado em filiar-se à Internacional Comunista será obrigado a prestar toda assistência possível às repúblicas soviéticas em sua luta contra as forças contra-revolucionárias. Os partidos comunistas devem implementar uma propaganda precisa e definida, visando induzir os trabalhadores a se recusarem a transportar qualquer tipo de equipamento militar destinado à luta contra as repúblicas soviéticas e devem também, por meios legais ou ilegais, fazer propaganda entre as tropas enviadas contra os trabalhadores, repúblicas, etc”.

Para deixar bem claro onde residia o Poder, a décima sexta condição rezava: “Todas as resoluções dos congressos da Internacional Comunista, assim como as resoluções do Comitê Executivo, são compulsórias para todos os partidos filiados”.

Todo o partido que estivesse na ilegalidade deveria ter uma face pública, além de um aparato clandestino.

O Terceiro Congresso da IC, em 1921, determinou que os comunistas criassem uma frente de visibilidade pública, pois “na ausência de qualquer contato com as massas, ele se debilitaria, tornando-se uma seita de propaganda, e perderia a vitalidade. A organização, na ilegalidade, deve não apenas constituir a base para a coleta e cristalização de forças comunistas ativas, mas tentar todos os caminhos e meios para sair dessa condição não legalizada e vir à tona entre as grandes massas; e deve também encontrar meios e formas de unir essas massas politicamente, através de atividade pública, na luta contra o capitalismo”. Essa resolução foi assinada por Lênin, Trotsky, Zinoviev, Bukharin, Radek e Kamenev.

No Congresso de fundação do PCB, em março de 1922, “As 21 condições de admissão estabelecidas pela Internacional Comunista foram objeto de minucioso e demorado exame por parte dos delegados presentes, sendo discutidas e aceitas, unanimemente, uma a uma” (“Formação do PCB”,Astrojildo Pereira, Prelo Editora, Lisboa,1976). Tanto é assim que o partido foi fundado com um nome pomposo: “Partido Comunista do Brasil, Seção Brasileira da Internacional Comunista”.

Releva observar que “os delegados presentes”, acima mencionados, eram 9 pessoas.

O Terceiro Congresso da IC também determinou que os partidos criassem um “Departamento de Inteligência”, devendo ter cada um deles “um setor especial em sua administração para esse trabalho em particular. O Serviço de Inteligência Militar requer prática, treinamento e conhecimentos especiais. O mesmo pode ser dito da tarefa do Serviço Secreto direcionada contra a polícia política. É somente através de longa prática que se pode criar um Departamento de Serviço Secreto satisfatório”.

Quando Stalin pôs fim à Terceira Internacional, em 1943, coube ao Departamento Internacional do Partido Comunista da União Soviética o gerenciamento dos partidos comunistas estrangeiros, fornecendo dinheiro e dando instruções através da KGB, até que o partido fosse posto fora da lei por Boris Yeltsin, em dezembro de 1991, e a União Soviética desaparecesse.

Na América Latina, após a desmoralização do “Fidelismo”, da “Organização Latino-Americana de Solidariedade (OLAS), do “Foco Guerrilheiro” e da luta armada dos anos 60 e 70, o Foro de São Paulo busca reeditar a receita da Internacional Comunista, colocando-a em prática no Continente.

Tanto isso é verdade que antes da realização do 2º Encontro do Foro – que ocorreu no México em junho de 1991 com o sugestivo título “A América Latina e o Caribe em face da Reconstrução Hegemônica Internacional”, já sob o impacto do início do desmonte do “socialismo real” no Leste da Europa e, ademais, também na União Soviética, foi realizada uma reunião preparatória, na qual foi definido, mediante acordo, que a partir do II Encontro seria firmado o conceito de caráter deliberativo dos Encontros.

Isso significa que as Resoluções aprovadas em plenárias passaram, a partir de então, a ser consideradas deliberativas, isto é, decisórias em termos de cumprimento pelos partidos e organizações membros do Foro, subordinando-os, portanto, aos ditames dos Encontros nas ações a serem desenvolvidas em nível internacional e nos respectivos países.

Essas deliberações obedecem a uma política internacionalista com vistas à implantação do socialismo no continente, fato que transfere para um segundo plano os interesses nacionais e fere os princípios da soberania e autodeterminação. Essa decisão é, praticamente, uma cópia da 16ª condição imposta pela Internacional Comunista aos partidos comunistas de todo o mundo.       

Embora a Lei Orgânica dos Partidos Políticos e a Constituição da República definam que “a ação do partido tem caráter nacional e é exercida de acordo com o seu estatuto e programa, sem subordinação a entidades ou governos estrangeiros” (artigo 17 da Constituição e item II, artigo 5º da Lei Orgânica dos Partidos Políticos), nada foi feito por quem de direito: o Tribunal Superior Eleitoral.

Mas, quem, no país, hoje, estaria interessado em fazer com que as Leis sejam cumpridas?


Publicado originalmente no site Alerta Total


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Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

"Tudo bloqueado"

Por Fernando Gabeira

Um amigo no exterior me perguntou se no Brasil estava tudo dominado. Referia-se ao habeas corpus dado por Teori Zavascki a Renato Duque, indicado do PT na Petrobras. Dominado não sei, respondi. Mas, naquele momento, estava tudo bloqueado: as estradas, pelos caminhoneiros, as contas bancárias, pela Justiça. Tantos bloqueios que a conta do ex-governador petista de Brasília, Agnelo Queiroz, foram bloqueadas duas vezes na mesma semana. Há bloqueio na relação Dilma - Congresso, e bloquearam o juiz que bloqueou os bens de Eike Batista.

O bloqueio se estendeu às cabeças: Washington Quaquá, um dirigente do PT fluminense, afirmou que daria porradas nos burgueses. Lula disse que chamaria o exército dos sem-terra para as ruas.

Às vezes temo que minha visão também fique bloqueada. Mas encaro esse movimento como a busca do golpe perfeito. O governo do PT arruinou a Petrobras, quer que os empreiteiros fiquem presos e que os sem-terra levem e deem porrada para defendê-lo. Em ruas indignadas com a corrupção, será difícil evitar os conflitos.

Bloqueados os caminhos para entender o assalto à casa do procurador Janot nas vésperas de apresentar a denúncia. Ele se limitou a dizer que os assaltantes estiveram por oito minutos em sua casa. Nada levaram de valor, apenas o controle remoto do portão. Se um grupo entra na casa de um procurador e não rouba nada, está apenas querendo dizer que entra quando quiser. E se leva o controle remoto do portão é apenas para mostrar como é inútil, pois conseguiram entrar sem ele. Ou será que seriam tolos o suficiente para acreditar que o controle remoto continuaria a abrir o portão depois do assalto?

O bloqueio mental se estende a Dilma. Ela despachou o embaixador da Indonésia pela porta lateral, como se fosse o entregador de pizza. O homem estava vestido com roupas típicas de seu país e compareceu na data marcada para apresentar credenciais.

Ninguém do Itamaraty percebeu essa grosseria. Ninguém no Congresso foi à embaixada da Indonésia pedir desculpas. Apagão diplomático. A política foi conduzida, nesse caso, por reflexos de uma dona de casa estressada. E ainda temos um brasileiro no pelotão da morte na Indonésia, compras de avião da Embraer que podem ser suspensas.

O bloqueio maior é na convivência política. A filósofa Marilena Chaui disse uma vez que odiava a classe média. Quaquá vai dar porrada em burgueses. Onde vai encontrá-los? Nos restaurantes de luxo nas ilhas do litoral de Angra? Quem é classe média? Vão atacar as lojas de conveniência nas noites de sábado, as academias de pilates?

Tudo muito confuso. CGU e TCU, provavelmente mais alguma coisa terminada em u, preparam um acordo de leniência. Os empreiteiros pagam multa e voltam a realizar obras públicas.

Enquanto isso, o BNDES estuda um empréstimo de R$ 31 bilhões para as empreiteiras. Com essa grana, pagam a multa e ainda podem mandar um pouco para os partidos do governo. E essa grana vai para os marqueteiros, que inventarão outros heróis do povo brasileiro, corações valentes e outras babaquices eleitorais. É assim que a banda vai tocar? Desta vez não só há um grande volume de informações como também a reação externa.

Romper com a opinião pública interna e com financiadores internacionais não é uma boa tática. Sobretudo no momento em que vivemos uma crise em que a falência do modelo aparece a cada novo indicador econômico.

Avançamos, desde o fim da ditadura. Houve confrontos, como o dos petistas com Mário Covas, operações extremas, como a dos aloprados em 2006. Em vez de se abrir para reparar os graves erros na economia e na política, Lula convoca um exército, como se acabassem os argumentos e o confronto fosse a única saída para o impasse que o próprio PT criou.

Transformar adversários políticos em inimigos significa uma regressão. Nosso processo democrático já havia superado esse estágio. O insulto a pessoas em busca de ajuda médica, como foi o caso da mulher de Mantega, é injustificável. Mas partiu de pessoas sem responsabilidades com o processo político. Assumir um tom de guerra à frente de um partido, como fizeram Lula e Quaquá, parece-me um ato de desespero. É uma ilusão intimidar para se defender.

Domingo que vem é 15 de março. Manifestações de protesto estão marcadas. O PT marcou a sua para defender o governo e a Petrobras que ele mesmo arruinou. Mas vai fazê-lo dois dias antes. Melhor assim. Vamos deixar que tudo aconteça, sem ameaças, sem porradas. Que o país se expresse em paz e que seja honrado o legado coletivo desses anos de democratização.

Falaram tanto na campanha eleitoral: filmes, lendas, imagens de um Brasil paradisíaco que fabricaram. Agora é hora de ouvir um pouco o que pensam as pessoas. Guardem exército e porradas para o videogame. Desbloqueiem o caminho do país real.


Bate-boca entre Hugo Motta e parlamentares na CPI da Petrobras



Com problemas no orçamento, governo fanfarrão do PT adia início das aulas do Pronatec

Por Danielle Cabral Távora

dinheiro_44Para depois – O discurso da “pátria educadora”, vociferado por Dilma Rousseff na cerimônia de posse no segundo mandato, virou fumaça em pouco mais de dois meses. Após ter atrasado o pagamento de mensalidades, o governo federal agora decidiu adiar em mais de um mês o início das aulas de novas turmas do Pronatec, programa custeado pela União que oferece cursos técnicos gratuitos.

Na última terça-feira (3), o Ministério da Educação informou que a previsão para o início das aulas passaria para o dia 17 de junho (a previsão inicial era que começasse no dia 7 de maio). O anúncio do número de vagas que as instituições de ensino oferecerão no Pronatec foi postergado para 13 de abril.

Para a associação que representa instituições privadas de ensino (Abmes), o adiamento das aulas indica que haverá redução de vagas oferecidas neste ano no Pronatec. Vale ressaltar que o programa foi uma das principais bandeiras eleitorais da presidente Dilma Rousseff.

Geralmente, o programa abre duas turmas por ano. “Se as aulas do primeiro semestre começarão em junho, é improvável que haja uma segunda chamada”, disse o diretor executivo da Abmes, Sólon Caldas.

A cada semestre cerca de 200 mil estudantes começam a estudar por meio do Pronatec. Porém, diretores de escolas afirmam que membros do governo alegam que tem faltado recursos para o programa.

Em nota, o Ministério da Educação afirmou que “está finalizando a pactuação de vagas com os ofertantes e em breve divulgará mais informações”. E, finalizou dizendo que aguarda a aprovação no Congresso do Orçamento 2015.

Fato é que desde o fim de 2014 há dificuldades orçamentárias no programa. O governo chegou a atrasar as mensalidades de três meses, que deveriam ser repassadas às instituições privadas que oferecem as vagas.


O Ministério da Educação afirmou que havia quitado a dívida. Mas o pagamento se referia apenas a uma das parcelas atrasadas. Segundo representantes de escolas, a previsão agora é que os pagamentos sejam quitados apenas em abril. 


Publicado originalmente no site UCHO.INFO

domingo, 8 de março de 2015

Brazuela

Por Flavio Quintela

Pancadaria-petista-1-480x291Não podemos esperar até que esses criminosos tenham todas as armas consigo, e comecem a fazer exatamente como na Venezuela e em tantos outros regimes marxistas.

A Anistia Internacional deixou claro em seu relatório anual que o governo da Venezuela usou de violência, tortura, assassinato e prisões arbitrárias contra manifestantes no ano de 2014 (veja notícia aqui), algo que todos já sabíamos. Todos, menos Dilma, Lula e outros petistas repugnantes.

O PT e seus políticos canalhas sempre defenderam a atuação do governo de Maduro, e em nenhum momento condenaram seus atos imorais e absurdos, muito pelo contrário – ao fazerem defesa pública da “democracia venezuelana”, trataram o assassinato de manifestantes como algo banal.

Esse comportamento petista, essa maneira doente de pensar, pôde ser visto ontem em ação, quando os militantes do partido, que apoiavam Lula em mais uma defesa pública de criminosos (desta vez defendiam os corruptos que destruíram a Petrobrás), agrediram manifestantes contrários ao partido.

Não podemos esperar até que esses criminosos tenham todas as armas consigo, e comecem a fazer exatamente como na Venezuela e em tantos outros regimes marxistas. Se chegar a esse ponto, não haverá poder de resistência. É mais importante do que nunca, em toda a história brasileira, que o estatuto do desarmamento seja revogado, e os brasileiros de bem possam se armar e se preparar para defender sua liberdade. O PT está “vitaminando” sua militância com gente profissional no ofício de agredir, e é uma questão de tempo até que comecem a usar de força letal contra aqueles que são contrários ao seu partido.

Acorda Brasil! Não dá para sermos cordeirinhos! Quando os assassinos armados chegarem à sua porta já será tarde demais para reagir. Chega dessa baboseira sem sentido que é propagada pela mídia e pelo governo, de que a paz se contrói com pessoas vestidas de branco andando pela rua com plaquinhas. A paz sempre se construiu com luta e guerra, pois aqueles que querem extinguir as liberdades não hesitam em matar e ferir para chegar aos seus objetivos. Estejamos prontos para reagir – quem não luta por sua liberdade já morreu por dentro.

Professor ou doutrinador

Uma leitora entrou em contato comigo ontem à noite, bastante nervosa por algo que havia acontecido com seu filho, que estuda na 7a série do Colégio Positivo de Curitiba. O garoto tem aulas de geografia com um tal de Jorge Bilek, que faz as vezes de professor engraçadinho, e que indicou para seus alunos seus vídeos no Youtube, mais especificamente um intitulado Capitalismo x  Socialismo.

O vídeo começa com o tal professor vestido com uma camiseta estampada com uma foto do Che Guevara e uma bandeira de Cuba na manga. Já dá pra ter uma ideia do que vem pela frente só pela pinta do sujeito. Então ele começa a despejar bobagens e clichês de esquerda, coisas como: 
  • “Eu tô ganhando sem trabalhar.” – minuto 2:39, falando sobre os empresários exploradores, com uma imagem do Sr. Burns (Os Simpsons) ao fundo;
  • “Capitalismo é o patrão vivendo nas costas do empregado.”- minuto 4:30, com uma charge ao fundo;
  • “Karl Marx e Friedrich Engels lançam a partir o manifesto do partido comunista, lançam a ideia de que o mundo pode sim ser igual, e que podemos não ter patrões podres de ricos e funcionários podres de pobre.” – minuto 6:50;
  • “Então acaba sendo meio na força; então muitas pessoas associam o socialismo com ditaduras, e nem sempre isso é real.” – minuto 9:02, falando sobre como nunca existiu o socialismo verdadeiro, teórico, e transformando 150 milhões de mortos em ‘acaba sendo meio na força’.
Para terminar o vídeo ele diz que a camiseta não significa que ele seja comunista, “é apenas para ilustrar” (imagina se fosse), e sugere as leituras de “Manifesto do Partido Comunista” e… e só. Essa é a ideia do professor Jorge Bilek de como ensinar a diferença entre capitalismo e socialismo para seus alunos. Nenhuma menção a nada positivo sobre o capitalismo, nenhuma menção a nada negativo sobre o socialismo, e uma única indicação de livro, justamente o Manifesto.

A situação que o país enfrenta hoje é fruto direto de mais de 40 anos dessa prática nefasta. Salas de aula deveriam ser locais de busca da verdade, jamais plataformas de engajamento ideológico. Digamos não à doutrinação em sala de aula.

Publicado no site "Mídia Sem Máscara"


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Flavio Quintela é escritor e tradutor de obras sobre política e filosofia, e autor do livro “Mentiram (e muito) para mim”.


https://maldadedestilada.wordpress.com/

Renan vs. Dilma: O espetáculo do cinismo

Por Augusto Nunes


Renan deveria explicar ao PT que rejeita aumento de impostos para forçar a presidente a cumprir as promessas da candidatura.

Fonte: Giro Veja/Veja

Levy tenta trégua, mas Renan segue possesso com governo

Por Giro Veja


Constituição livrou Dilma da lista de Janot, não da CPI

Por Felipe Moura Brasil


A crise política

Por Nivaldo Cordeiro


É evidente que estamos diante de uma grave crise política. A correlação de forças entre PT e PMDB pendeu para o segundo, desfavorecendo o governo. As denúncias em torno do petrolão agravaram o quadro. A crise econômica prospera ao sabor da incompetência de Dilma Rousseff. Não tem saída fácil para a crise.

Fonte: YouTube

O que é a Operação Lava Jato

Por Reinaldo Azevedo


Atrasar salários, sim, mas também atacar a Reforma do Estado

Por Políbio Braga


Fonte: YouTube

Cuba - A longa marcha rumo ao socialismo

Por Carlos I. S. Azambuja

“Nem todos os membros da esquerda subscrevem as palavras de Danielle Mitterrand: ‘Cuba representa a síntese do que o socialismo pode realizar’, frase que constitui a mais arrasadora condenação do socialismo jamais proferida”. (Jean François Revel, “A Grande Parada”, editora Biblioteca do Exército, 2001)

Parece não haver dúvida que o socialismo real em Cuba está se desfazendo. A cada dia vêm sendo feitas maiores concessões ao capitalismo. Concessões definidas pelos camaradas FIDEL e RAUL como absolutamente necessárias para continuar a longa marcha rumo ao socialismo.

Como, então, explicar por que em Cuba, ao contrário do que ocorreu na União Soviética sob Gorbachev, o capitalismo ainda não tenha sido restaurado?

As diferenças entre a União Soviética e o Leste Europeu do final dos anos 80 e o que vem ocorrendo em Cuba, é que neste país não houve nenhum ascenso significativo das massas que questionasse, consciente ou inconscientemente, o partido único, o Estado-Patrão e a economia centralmente planificada. Ou seja, em Cuba vem sendo implantada uma espécie de perestroika (reestruturação), mas não a glasnost  (abertura), pois os chamados dissidentes continuam a ser presos e condenados e muitas pessoas continuam a deixar o país agarradas a pneus.

Fidel e Raul têm levado adiante um duplo discurso, e esse fato já foi detectado pela imprensa. Há 8 anos - 5 de novembro de 1996 a Folha de São Paulo escreveu: “Um documento do Ministério das Finanças e Preços de Cuba revela que a economia em curso no país está causando uma redistribuição e concentração da renda em uma minoria da população. Obtido com exclusividade pela Folha, o documento demonstra que o governo comunista de Cuba adota dois discursos diferentes sobre as reformas no país. Em público, o Estado comandando por Fidel Castro evita assumir a recondução de Cuba a hábitos capitalistas. ‘Queremos o capital, não o capitalismo’, diz Fidel. Mas, internamente, o retorno ao capitalismo é dado como seguro”.

Por muitos anos, a debilidade estrutural da economia cubana - a monocultura baseada no cultivo da cana de açúcar - foi remendada pela ex-URSS, interessada em manter um aliado, durante a Guerra-Fria, às portas dos EUA. Todavia, a ajuda soviética apenas reforçou essa debilidade, que se expressou de forma dramática quando o socialismo real foi desmontado na URSS e Europa Oriental, fazendo desaparecer a própria União Soviética. Devido a esse fato, o PIB cubano, entre os anos de 1989 e 1994 caiu 34,3% e as exportações anuais, que eram de US$ 5,3 bilhões, foram reduzidas a US$ 1,53 bilhões.

Desde 1977 vêm sendo feitas concessões à economia de livre mercado. No campo, entre 1977 e 1983, o número de cooperativas aumentou de 44 para 1472, e a área de terra cultivada pelas mesmas, de 6 mil hectares para 938 mil hectares, tendo o número de agricultores cooperativados aumentado de umas poucas centenas para 82.611 (Carmelo Mesa Lago em seu livro “Breve História Econômica de Cuba Socialista”, Madri, 1994).

Todavia, a maior concessão à economia de livre mercado foi a introdução, em 1980, dos mercados livres camponeses, onde os pequenos agricultores, depois de entregar a parte correspondente do Estado, foram autorizados a vender os excedentes agrícolas a preços fixados pela lei da oferta e da procura.

Também nas cidades, em 1981, o governo tornou legal o trabalho autônomo em atividades como as de cabeleireiros, alfaiates, jardineiros, taxistas, eletricistas, carpinteiros, fotógrafos, mecânicos, etc, e também o trabalho de profissionais liberais, como arquitetos, engenheiros, médicos e dentistas, bem como relaxou algumas leis anteriores de restrição à construção de moradias, o que fez com que, entre os anos de 1981 e 1985, dois terços das moradias construídas fossem particulares.

Entretanto, em 1986, quando Gorbachev deu início às reformas que levaram ao desmantelamento da União Soviética, Fidel Castro deflagrou o chamadoProcesso de Retificação, que praticamente eliminou o mercado e qualquer tipo de iniciativa privada, reduziu o número de trabalhadores autônomos e restringiu a construção, a venda e o aluguel de casas particulares. Essas medidas fizeram com que, já em 1988, o setor agrícola estatal ocupasse cerca de 92% de toda a terra cultivável e que a proporção de trabalhadores autônomos baixasse de 1,2% da força total de trabalho para 0,7%.

Paralelamente, no entanto, o governo aprovava o Decreto-Lei nº 50, que fomentava o investimento de capitais estrangeiros em condições extremamente favoráveis para estes. Enquanto isso, médicos e professores continuam a receber um salário mensal equivalente a 15 dólares.

O Processo de Retificação acabou em um fracasso total, fazendo com que a economia cubana entrasse na pior crise de sua história. A partir de 1990, a deterioração da economia recebeu um impulso fundamental, face às conseqüências do desmanche do socialismo real. Nenhuma das metas de produção foi cumprida. Na produção de petróleo, níquel, aço, adubos, sapatos, cítricos, tabaco, têxteis, leite, pescado e cerveja, os resultados ficaram entre 20% e 64% aquém do previsto pelos burocratas do partido e do Estado.

No que diz respeito às moradias, Fidel Castro, no início do Processo de Retificação definiu que as brigadas de construção edificariam 100 mil unidades por ano. Todavia, no período de 1986-1989, as tais brigadas construíram somente 18.315 moradias.

O valor das exportações cubanas, nesse mesmo período de 1986-1989, diminuiu em 10%. O déficit entre 1985 e 1989 passou de US$ 3,6 bilhões para US$ 6,2 bilhões e a dívida externa alcançou US$ 37,6 bilhões, a mais elevada da América Latina per capita.

A produção de açúcar em 1990, que havia sido prevista em 9,5 milhões de toneladas, alcançou apenas 8 milhões e, nos anos seguintes, foi baixando: 7.623 em 1991, 7.030 em 1992 e 4.280 em 1993. Esta última foi a colheita mais baixa dos últimos 30 anos. Mas a de 1995 seria ainda muito pior: 3,3 milhões de toneladas!

No período de 1989-1992 as importações da URSS/Comunidade dos Estados Independentes caíram em 90%, enquanto as exportações diminuíram 93%. O PIB, no período 1989-1994 caiu 34,3% e as exportações, que eram de US$ 5,3 bilhões, baixaram para US$ 1,53 bilhões.

Diante desse quadro caótico, nos anos 90 o governo cubano passou a editar, uma após outra, uma série de medidas em direção ao livre mercado. Esse trabalho de mudança de rumos foi resenhado da seguinte forma pelos economistas do CEA-Centro de Estudos da América (entidade subordinada ao Departamento América do Comitê Central do PC Cubano):
  • abertura progressiva da economia ao capital estrangeiro;
  • presença crescente no país das sociedades anônimas, após 1990;
  • fim do monopólio estatal do comércio exterior, atividade anteriormente controlada em sua totalidade pelo MINCEX-Ministério do Comércio Exterior, que passou a ser assumida diretamente por um crescente número de empresas, estatais e privadas;
  • mudança na estrutura organizativa do Estado, que foi sendo adequada às necessidades impostas pela dinâmica dos investimentos estrangeiros;
  • mudanças na Constituição, sendo a mais importante a reforma constitucional de 1992, que introduziu modificações relevantes, como a redefinição do regime de propriedade socialista, a definição de outras formas de propriedade e as variações a respeito do regime de planificação econômica;
  • a despenalização da posse de divisas, legalizando a posse e operação de divisas estrangeiras, em todo o território, para os cidadãos cubanos;
  • reforma parcial de preços e do sistema de contabilidade, no sentido de conseguir um maior alinhamento com os preços internacionais e uma modificação no sistema nacional de contabilidade, objetivando a sua simplificação, flexibilização e compatibilização com as práticas internacionais;
  • criação de Unidades Básicas de Produção Cooperativa, a partir de setembro de 1993, e estabelecimento de um Mercado Agropecuário em outubro de 1994;
  • adoção de uma nova lei de impostos, em setembro de 1994, estabelecendo novos impostos e novas contribuições, bem como modificando as já existentes. Uma orientação cada vez mais afinada com a tendência a uma política econômica orientada para a diversificação e o funcionamento dos mercados;
  • nova Lei de Investimentos Estrangeiros, em setembro de 1995, com o objetivo de “incentivar o investimento estrangeiro no território da República de Cuba, para atividades lucrativas (...)”. O artigo 3º dessa Lei assinala que os investimentos estrangeiros em Cuba “gozam de plena proteção e segurança e não podem ser expropriados, salvo que essa ação se execute por motivos de utilidade pública ou interesse social, com prévia indenização em moeda livremente conversível (...)”.

O artigo 8º, no entanto, é mais sugestivo: garante ao investidor estrangeiro “a livre transferência ao exterior, em moeda livremente conversível, sem pagamento de impostos ou nenhuma outra taxa relacionada com a referida transferência”.

Essa lei autoriza investimentos estrangeiros em todos os setores da economia, com exceção da Saúde, Educação e Forças Armadas.

Atualmente, considerando toda essa série de leis, decretos-leis e portarias que descaracterizaram o socialismo real em Cuba, circula em muitas empresas transnacionais um Guia de Investimentos, editado em espanhol e inglês, intitulado “Cuba: Oportunidades de Investimentos”, que menciona algumas das vantagens para os investimentos na Ilha. Um dos itens constantes desse Manual considera que “Cuba é quase um paraíso fiscal (...). O imposto sobre os investimentos brutos que está vigente não se aplica aos investidores estrangeiros e às empresas mistas (...). O imposto sobre ingressos pessoais afeta as pessoas naturais de Cuba, mas dele estão isentos os sócios dirigentes e funcionários das empresas mistas”. O Manual também destaca que o custo da mão-de-obra em Cuba se situa em “níveis muito competitivos em termos internacionais", e que a força de trabalho “é o principal recurso do país”.

Os principais investidores em Cuba, pela ordem, eram, na época, Canadá, Espanha, França, México, Alemanha, Holanda, Inglaterra, Itália, Japão e Suécia. Cuba mantém, hoje, vínculos comerciais com cerca de 4 mil empresas de mais de 100 países, e na Ilha há mais de 600 escritórios de representação de empresas multinacionais.

Paradoxalmente, tudo isso faz com que o Estado cubano enfrente um momento difícil, obrigado a fechar algumas indústrias estatais que se tornaram ineficazes diante da mudança de mercados, e que eram a espinha-dorsal do chamado pleno emprego. Ou seja, de um sistema que teoricamente garantia o pleno emprego passou-se a outro, baseado na eficiência, com a conseqüente aparição do desemprego. Estima-se que nos próximos anos cerca de 400 mil pessoas deverão procurar trabalho em atividades privadas ou então se reciclar. A reciclagem, aliás, já teve início.

Após 56 anos, comemorados em janeiro de 2015, pode ser dito que o socialismo faliu em Cuba, e caminha celeremente, pelas mãos dos camaradas Fidel e Raul Castro, não para a sonhada utopia, com o fenecimento do Estado, conforme definido na doutrina científica, mas sim rumo à restauração do que a doutrina dizia combater: a chamada exploração do homem pelo homem.

Desmontar esse disparate autoritário sem que todo o edifício desabe sobre suas cabeças, “esse é o pesadelo e o dilema da classe dirigente cubana”,como escreveu Carlos Alberto Montaner, jornalista e escritor cubano, exilado na Espanha (jornal “O Estado de São Paulo”, 21 de dezembro de 1997).

Nesse contexto, o que mais resta?

Resta o discurso – apenas o discurso - da dignidade e da solidariedade. Mas, pode sentir-se digna uma pessoa que não pode ler o que deseja, não pode exprimir suas idéias, eleger seus governantes, escolher seus amigos, viajar para onde queira e não ter, sequer, papel higiênico para comprar e, mais recentemente, acessar a Internet?

Publicado originalmente no site Alerta Total


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Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

sábado, 7 de março de 2015

A CPI da Petrobrás vai dar mais IBOPE que Império

Por Marcelo Madureira


Fonte: YouTube

Leis & hipócritas

Por José Fighera Salgado

A legalidade brasileira, em parte, tornou-se uma sarcástica palhaçada avalizada por falsos juristas. Um circo, onde os mesmos palhaços que pisoteiam as leis legítimas fiscalizam o cumprimento das leis ilegítimas.

Comunistas escrevem suas perversas biografias por cima das páginas dos códigos legais. Para os militantes de esquerda radical em início de carreira, uma temporada na cadeia não é uma prisão, e sim uma vitrine. Enquanto o ordenamento jurídico da nação reflete os preceitos morais básicos, os costumes, os direitos por excelência, enfim, as bases da nacionalidade, os revolucionários descumprem as normas legais, cometem crimes, e acusam de autoritarismo os agentes estatais que, fazendo cumprir as leis do Estado Democrático de Direito, defendem a continuidade de sua existência. Para os militantes, violar todas as leis possíveis é uma virtude e uma obrigação, até que o Estado revolucionário seja uma realidade, quando ferrenhamente passam a agir como pretensos “legalistas”.

Estando devidamente implantado o regime, da maneira mais hipócrita possível os militantes criminosos de antanho, convertidos em tiranos ou lacaios dos mesmos, tornam-se os mais obstinados defensores da nova legalidade, a guardar com unhas, dentes e fuzis a tão sonhada legislação draconiana. Muitos daqueles que, no passado, detonaram bombas em locais públicos, assaltaram, seqüestraram, torturaram, mataram pelas costas, enfim, espalharam o caos, o ódio e a desordem e violaram as normas legais em nome da revolução, passam a ser fiscais de leis dotados de uma postura absurdamente pseudo-moralista, que (aos olhos dos ingênuos) até mascara suas origens subversivas.

No Brasil, como em qualquer outro país submetido a um processo revolucionário, os agentes do caos aplicam estas duas visões oportunistas sobre as Leis: violam as leis legítimas (as da ordem anterior) e exigem o estrito cumprimento das leis ilegítimas (as novas normas criadas pela e para a revolução). As leis revolucionárias, que contam com a promoção glamourosa de mídias controladas, artistas engajados, ativistas de esquerda, ongueiros e diversas outras matizes de servidores da tirania, tem seu cumprimento rigorosamente fiscalizado pelos mesmos bandidos que violavam Leis no tempo em que todas tinham como fundamentos os princípios básicos da civilização e serviam à manutenção da ordem democrática. Ou seja: nada pode ser mais hipócrita do que o atual legalismo dos esquerdistas radicais.

A hipocrisia é de fato a grande marca destes novos guardiões das leis (saliente-se, daquelas que lhes interessam). O Estatuto do Desarmamento, maior golpe contra a liberdade da população brasileira, foi arquitetado e promovido, assim como tem seu cumprimento fiscalizado, pelos mesmos agentes (ou herdeiros ideológicos dos mesmos) que, armados com fuzis e metralhadoras ilegais, atiravam em nome da revolução comunista. O Marco Civil da Internet, novo instrumento censurador da esquerda, partiu dos que outrora bradavam contra a “censura” enquanto trabalhavam ativamente para expandir o comunismo pela via cultural. A aprovação de leis que impõem restrições despóticas a liberdade de pensamento é defendida pelos mesmos que sempre a utilizaram indevidamente em seus discursos demagógicos. As leis de restrição a substâncias tradicionais da sociabilidade ocidental são arduamente defendidas pelos mesmos que labutam pela legalização das drogas pesadas produzidas e traficadas por parceiros da camaradagem socialista, e causadoras de destruição da sociedade. Tribunais de exceção a serviço de terroristas de longa data que outrora pisavam nas verdadeiras leis, são constituídos para acusar, julgar e condenar de maneira parcial e arbitrária, embasados na legislação revolucionária. Enfim, a legalidade brasileira, em parte, tornou-se uma sarcástica palhaçada avalizada por falsos juristas. Um circo, onde os mesmos palhaços que pisoteiam as leis legítimas, fiscalizam o cumprimento das leis ilegítimas, com amplas e animadas platéias de canalhas e idiotas úteis a aplaudirem as palhaçadas.

As leis revolucionárias, obviamente, são em grande parte inconstitucionais, a exemplo da referida lei anti-armas. Não obstante, por todo o aparato que as promove e fiscaliza seu cumprimento, na prática, acabam se sobrepondo à Constituição Federal, criminosamente violada sem que o poder legitimado para defendê-la cumpra seu dever. Muitos tribunais da República, que deveriam observar estritamente a Carta Magna, não o fazem, e dão sucessivas demonstrações de seu comprometimento com a revolução comunista. Recentes julgamentos e suas respectivas decisões demonstram que as mais diversas cortes e os mais variados graus de jurisdição passam por cima da Constituição e da Lei Penal para beneficiar criminosos socialistas e todo o esquema de poder que eles integram e comandam.

No desenrolar deste tripúdio à Constituição Federal, às leis que nela tem fundamento e ao próprio Estado de Direito, os modernos (e falsos) legalistas ameaçam todos os que zelam pela ordem democrática constitucional, que já definha. O legalista de esquerda, que de maneira mais arrogante possível despeja ameaças de processo judicial em cima dos opositores da legalização dos absurdos, é uma figura típica nestes tempos de revolução no Brasil. Qualquer um que fuja dos estereótipos concebidos para o novo homem do “país de todos”, corre o perigo de ser acionado judicialmente em situações que outrora seriam irrelevantes para a Justiça.

Certos políticos já são experts na arte de espalhar ameaças de processo judicial a quem ouse afrontá-los, mesmo que dentro dos limites legais da liberdade de expressão e da imunidade parlamentar. Da mesma forma, militantes devidamente assessorados por advogados comprometidos com a mesma causa abjeta, ficam atentos a toda e qualquer “violação” aos ditames radical-esquerdistas convertidos em lei, tal qual raposas na espreita de galinhas, a fim praticarem a nova modalidade de “terror” que assola o Brasil. Sua maior motivação são pescoços dissidentes rolando pelos tribunais, para que sirvam de exemplo aos demais reacionários, ou seja, a nós que ainda estamos vivos, “porque só um cadáver não reage aos vermes que o corroem”, de acordo com as sábias palavras de Georges Bernanos.

Deste processo de violação da ordem constitucional democrática e das leis que a refletem, e de criação de novas leis revolucionárias, processo este assegurado por falsos jurisconsultos e operadores do direito assumidamente ou dissimuladamente comunistas, nasceram estas figuras detestáveis que disseminam ameaças a quem ouse discordar de suas trampas e mentiras convertidas em legislação, ou pior ainda, denunciá-las publicamente.

Assim são os novos “legalistas” de esquerda: tipos hipócritas, farsantes e velhacos ao extremo. Seu lugar apropriado seria a lata de lixo, o esgoto da história. Mas, infelizmente, a tendência é que acabem sendo premiados com as cátedras das mais prestigiadas universidades do país.




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José Fighera Salgado é bacharel em direito, especialista em ciências criminais e músico gaúcho.

PETROBRAS não desmoralize o Parlamento Brasileiro

Por Reinaldo Azevedo


sexta-feira, 6 de março de 2015

FORA DILMA !!!

Por É Mentira do PT


Vem pra rua! Só o povo é capaz de promover a verdadeira mudança!
Juntos, vamos devolver o Brasil aos brasileiros e tirá-los das mãos dessa corja de corruPTos.

Fonte: YouTube

Com sanha arracadatória crescente, governo cogita criar imposto para doações e heranças

Por UCHO.INFO

imposto_12Mais uma – O governo federal estuda criar novo imposto federal. O imposto taxaria a renda dos contribuintes obtida por meio de doações e heranças, além de outros tipos de transferências que não envolvam a venda de ativos. A medida, que precisa ser levada ao Congresso Nacional, seria uma forma de ampliar a base de tributação e atingir contribuintes com maior renda. Para ser aprovado, o novo tributo exigirá alteração na Constituição Federal, por meio de emenda constitucional e dois turnos de votação.

A ideia, defendida pelo PT, é uma alternativa à tributação de grandes fortunas, com o objetivo de conseguir melhorar a distribuição de renda no País, e está em fase inicial de estudos. No entanto, a área técnica do Ministério Fazenda a acha ineficiente.

A medida, segundo o governo, diminuiria a chamada regressividade do sistema tributário brasileiro, ou seja, contribuintes com renda mais baixa pagam proporcionalmente mais do que aqueles mais ricos.

Atualmente, a tributação dessas transferências é atribuição dos estados, e é considerada baixa, com alíquota de 2%, chegando a 4%.

Vale ressaltar que o Imposto de Renda não incide sobre o valor dos bens ou direitos adquiridos por doação ou herança. Assim, o patrimônio que for transferido e entrar na renda do seu destinatário é isento de cobrança.

O governo acredita que é possível melhorar essa tributação, e estuda o caminho técnico para conciliar a cobrança na esfera estadual com a federal, dai a complexidade da matéria.

Apesar de técnicos do governo já estarem estudando os modelos de tributação de doações e heranças, o Ministério da Fazenda tem restrições à tributação de grandes fortunas, pois o considera ruim para a economia.

A avaliação técnica afirma que é muito difícil, por exemplo, uma cobrança anual incidente sobre o patrimônio do contribuinte.

Um contribuinte cuja renda é obtida com aluguéis costuma ser usado como exemplo da dificuldade dessa cobrança. Nesse caso hipotético, ele teria de se desfazer do patrimônio todo ano para pagar o tributo.

Por isso, embora haja interesse do governo, não está nos planos da Fazenda a taxação de lucros e dividendos. “Tributar a distribuição de lucros e dividendos não está na pauta”, disse um assessor da área econômica. (Com Danielle Cabral Távora)

A terra treme: nomes da lista do petrolão vão vazar

Por VEJA.com


Lauro Jardim, do Radar on-line, acredita que nomes dos políticos contra os quais o procurador-geral da República pediu investigações vão pingar num vazamento contínuo. Marcelo Madureira aponta Collor como bem cotado no vestibular da corrupção, o ENEM do petrolão. Geraldo Samor, de VEJA Mercados, diz que a saída mais provável neste momento para a Petrobras é o aumento de capital. O colunista Ricardo Setti fala sobre o pedido de deportação de Cesari Battisti do país. E Caio Blinder comenta o discurso do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu ao Congresso americano.

LARÁPIOS da Nação !!

Por Rachel Sheherazade


A PIZZARIA do Doutor JANOT

Por Reinaldo Azevedo


O exército de Stédile e a Venezuela

Por Graça Salgueiro

lulamstAssim como ocorre em Cuba com as “Brigadas de Resposta Rápida” e na Venezuela com suas “Guardas Bolivarianas”, o Brasil, com o  “exército de Stédile”, vai delineando, cada vez com mais clareza, o que quer e está fazendo o Foro de São Paulo.

No dia 24 de fevereiro o PT, junto com a CUT e a FUP (Federação Única dos Petroleiros), organizou uma manifestação em defesa da Petrobras na Associação Brasileira de Imprensa, na qual várias “autoridades” fizeram discursos tão falsos quanto inflamados. Dentre eles falaram o líder do MST, João Pedro Stédile e o ex-presidente Lula. Nenhum deles admitia a roubalheira desenfreada na estatal petroleira e muito menos que os indiciados cometeram crimes mas apenas “erros”.

Lá para as tantas Lula disse: “Eu quero paz e democracia mas se eles não querem, nós sabemos brigar também, sobretudo quando o João Pedro Stédile colocar o exército dele do nosso lado”. Nas ruas, a militância petista, com camisas vermelhas da CUT e do PT, mostrava já estar preparada distribuindo pontapés em pessoas que se manifestavam contra a presidente. Vejam a fala de Lula abaixo:


Enquanto isto acontecia, o governo ordenava às tropas da Força Nacional de Segurança que fossem retirar os caminhoneiros em greve nas estradas que, ao contrário do que diz a mídia venal, não interditam as rodovias uma vez que ocupam apenas uma faixa e parte do acostamento. Segundo denunciou em discurso na Câmara o deputado Nilson Leitão, do PSDB/MT, dona Dilma “mandou a Força Nacional ‘descer a porrada’ nos caminhoneiros grevistas”.

No mesmo dia, na Venezuela, a Guarda Nacional Bolivariana e a Polícia reprimiam as manifestações atirando para matar. Em Táchira, o policial Javier Mora Ortiz disparou na cabeça do estudante de 14 anos, Kluiberth Roa, quando saía do colégio e ao ver a confusão tentou se esconder debaixo de um carro. O tiro foi fatal, mas o Ministério Público disse que o tiro foi com “bala de plástico”. O registro é chocante: 


Essa nova manifestação ocorreu em repúdio à Resolução nº 8.610, publicada no dia 23 de janeiro, que autoriza as forças de segurança a usar arma de fogo para “reprimir as manifestações”. Revolta ler o cinismo do que lá está escrito, uma vez supõe que os manifestantes são vândalos que a polícia necessita reprimir em defesa dos que não participam, mas sempre cuidando de não ferir ou maltratar ninguém. Assim, no Capítulo I, lê-se sobre o Objetivo:

“Art. 1º - A presente normativa tem como objetivo regular a atuação da Força Armada Nacional Bolivariana para garantir a ordem pública, a paz social, a convivência cidadã em reuniões públicas e manifestações, dentro do desenvolvimento do Estado Democrático e Social de Direito e de Justiça e a proteção dos direitos humanos”.

Os “direitos humanos”, a “proteção especial à vida, à saúde e à integridade pessoal” são repetidos a cada capítulo, artigo e parágrafo. A proteção às pessoas em situação de “vulnerabilidade” também é citado, no entanto, Kluiberth Roa tinha apenas 14 anos e não participava das manifestações, mas foi assassinado fria e brutalmente.

O Artigo 5º, parágrafo 5, trata do “uso progressivo da Força” e mente sem o menor constrangimento, quando diz: “...os procedimentos dirigidos a garantir a ordem pública, a paz social e a convivência cidadã (...) rege-se pelos princípios de legalidade, necessidade e proporcionalidade, utilização da escala progressiva em função da resistência e oposição (...) devendo sempre manter o menor nível de uso da força possível para a consecução do objetivo proposto”.

No Capítulo IV, que trata desse “uso progressivo da força”, o Artigo 22, parágrafo 7 descreve quando pode-se empregar o uso da “violência mortal”: “Criação de uma situação de risco mortal, frente ao qual funcionária ou funcionário militar, aplicará o método de uso da força potencialmente mortal, bem como a arma de fogo ou com outra arma potencialmente mortal”.

O método é o mesmo. Há anos venho denunciando que o MST é o braço armado do PT, que foi treinado e armado pelos terroristas das FARC. Mas agora foi o próprio Lula quem confessou e, assim como ocorre em Cuba com as “Brigadas de Resposta Rápida” e na Venezuela com suas “Guardas Bolivarianas”, o Brasil com o  “exército de Stédile” vai delineando cada vez com mais clareza, o que quer e está fazendo o Foro de São Paulo (FSP). O Foro é a Hidra Vermelha, com seus mil tentáculos. Mas ainda tem gente que acredita que pode desmantelar essa mega organização criminosa fazendo cara feia, ou pior: que o FSP não é isso que denunciamos...

A propósito deste artigo, meu programa Observatório Latino do dia 27 de fevereiro na Rádio Vox, trata com mais detalhes desses temas. Ouçam.


Artigo escrito para o Jornal Inconfidência de Minas Gerais, ampliado.


quinta-feira, 5 de março de 2015

Lava jato VAI acabar em PIZZA ?

Por Arnaldo Jabor


Fonte: YouTube/CBN

Caminhoneiros: Manifestantes em Joaçaba fecham a BR 282

Por TV Bom Dia SC


Manifestantes em protesto contra a corrupção e apoio a manifestação dos caminhoneiros, fecham por 30 minutos a BR 282 em Joaçaba/SC

Fonte: YouTube

STF extingue pena do mensaleiro José Genoino


O ex-deputado José Genoino: pena extinta
(Alan Marques/Folhapress)
Ministros consideraram que o ex-presidente do PT já cumpriu os requisitos que permitem que seja beneficiado pelo indulto de Natal assinado por Dilma

O ex-deputado José Genoíno deixa nesta terça-feira o prédio da Vara de Execuções Penais, onde recebeu autorização para cumprir pena no regime aberto

O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira por unanimidade extinguir a pena do ex-presidente do PT José Genoino, condenado por corrupção ativa no julgamento do mensalão. Os ministros consideraram que o mensaleiro petista já cumpriu os requisitos que permitem que seja beneficiado pelas regras previstas no decreto de indulto natalino assinado pela presidente Dilma Rousseff em 2014. Genoino começou a cumprir em novembro de 2013 os quatro anos e oito meses a que foi condenado pelo STF e pagou multa de cerca de 670.000 reais em janeiro de 2014, após uma vaquinha organizada por correligionários. O ministro relator do mensalão, Luís Roberto Barroso, determinou a imediata expedição do alvará. Dessa forma, a decisão passa a valer já nesta quarta, antes mesmo de sua publicação. Genoino já é, portanto, um homem livre.

Atualmente Genoino cumpre prisão domiciliar por ter conseguido abater parte da pena e cumprido o mínimo de um sexto da reclusão, o que garantiu a ele o direito a progressão de regime do semiaberto para o aberto. Como o Distrito Federal não tem casas de albergado, estabelecimento previsto em lei para abrigar condenados em regime aberto, o ex-presidente do PT recebeu o direito de permanecer em prisão domiciliar.

O indulto assinado pela presidente Dilma Rousseff, usualmente confundido com a saída temporária de Natal, é um benefício que avalia um conjunto de exigências para perdoar definitivamente as penas de parte da população carcerária. De acordo com o Tribunal de Justiça do DF, o indulto normalmente é concedido a detentos com bom comportamento, paraplégicos, tetraplégicos, portadores de cegueira completa, mães de filhos menores de 14 anos e àqueles que tenham cumprido parte da pena em regime fechado ou semiaberto. Em geral, para a concessão dos indultos são examinados a gravidade do crime, se houve ou não violência cometida e o cumprimento parcial da pena.

No pedido de indulto, José Genoino informou que teve bom comportamento quando cumpria pena em regime semiaberto e também quando foi autorizado a terminar o restante da sentença em prisão domiciliar. Ele afirmou ainda que o abatimento de 34 dias da pena por trabalho e estudo permitiria a ele se enquadrar nos beneficiários do perdão judicial. O decreto de indulto assinado pela presidente Dilma em 2014 prevê o benefício, entre outros casos, para detentos que tenham cumprido um quarto da pena e que estejam em regime aberto e para condenados que estivessem cumprindo pena em regime aberto ou prisão domiciliar, desde que faltasse até oito anos para o cumprimento da pena total.


"Todos os casos associados à execução na ação penal 470 [mensalão], tenho decidido monocraticamente. Como foi um julgamento emblemático e é o primeiro caso de extinção de punibilidade, em parte pelo cumprimento da pena, pelo pagamento da multa e por força do indulto, reconhecendo a validade do indulto e a extinção da punibilidade da pena, resolvi trazer a apreciação do Plenário", disse Barroso ao justificar o fato de ter levado o caso para apreciação de todos os ministros do STF.

A repressão de forças federais em Camaquã visam embretar o governo Sartori

Por Políbio Braga


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À espera do Doutor Janot

Por Nivaldo Cordeiro


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