terça-feira, 18 de agosto de 2015

A Responsabilidade de Rodrigo Janot

Por Reinaldo Azevedo


Bravateiros e boquirrotos

Por Marli Gonçalves

Bobos. Só na letra B. Posso falar mais, descrever ainda melhor, e de A a Z. Fanfarrões, velhacos, papudos, embusteiros… Os carrapatos do poder – que não são o poder em si, vejam bem, não são – estão se movimentando para não desgrudar do corpo que os amamenta, onde estão atarracados com as perninhas grudadas. Resolveram tocar o terror. Teve até um gorducho celerado ameaçando irem para a “rua, entrincheirados, com armas na mão, se tentarem derrubar a presidente”. Brincando de bravo, brincando com o fogo, brincando com a língua solta. Vão fazer o quê? Dar bengaladas?

-“Nós não vamos deixar”- ouvi essa semana, dito em tom ameaçador em um programa político pelo rádio, de um partido de esquerda que conheço bem, por um trecho da história que não vem ao caso agora. Sim, era um partido atuante, ligado à derrubada da ditadura militar, e no campo. Foi no braço, na briga, no perigo, armados, perdendo amigos, na guerrilha, na paz e na guerra, que todos fizemos a luta que matou a ditadura, há mais de 30 anos. Põe ano nisso. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Outra.

Por favor, que o momento é sério e não é para chistes, brincadeiras de criança malcriada. Estão se fazendo de bobos, ou o que? Estão fazendo muxoxo dos protestos por causa de que? Estão com medinho mesmo? O que é que ainda não deu para entender? Imaginamos, em um último voto de confiança, que não sejam tão burros assim; pelo menos em suas consciências.

Para você aí, cheio de medos e emburradinho, didaticamente, vamos desenhar e passar slides coloridos: não tem jeito. Os protestos são contra tudo mesmo, porque está tudo errado e toda a sociedade precisa ser reorganizada. A atual presidente mentiu para se eleger. Mentiu feio, cara de pau. Hoje amarga uma rejeição histórica, vinda também de mulheres que acreditaram que poderia ter sido diferente, esperavam sucesso. Roubaram nossa carteira, com documentos e tudo, juntaram muito dinheiro e se divertiram às nossas custas, do nosso ouro negro, e todos os dias dos últimos meses ficamos sabendo de coisas cada vez mais cabeludas. O tal partido dos trabalhadores se transformou numa fábrica de corrupção, e os grandes líderes estão ou já vão já-já para o xilindró. A política econômica, a política legislativa, as políticas públicas, parecem ser a dança dos malucos, esses sim atirando para todos os lados medidas inócuas ou assustadoras e sem planejamento. Aliás, falta de planejamento é a doença mais comum aos governantes de estrela no peito, veja São Paulo. Os sem estrela, mas com bico, também não estão nada bem em nenhuma fita. Estamos sem lideranças, andando para trás. Tem conservadores horrorosos e atrasados se criando, tal qual bactérias, fungos. Quer mais um parágrafo ou posso parar por aqui mesmo? Se liga! Vamos buscar uma solução. Elas existem.

E aí vêm uns e outros garganteando. “Nós não vamos deixar”…

Vão fazer o que? – Pergunto de novo. Comprar balas usando o dinheiro do Fundo Partidário? 

Empréstimo consignado de servidor público? Mais vaquinhas que tossem? Assaltar bancos passando pelas portas giratórias? – lembrem que hoje próteses apitam. Jurar que a crise não existe, talvez seja um delírio coletivo? Hipnose? Vão misturar bolinhas de sabão na água? Ou vão continuar maltratados, usados apenas como escada, arrogância, porque é assim que o PT trata inclusive seus mais próximos? Por uns carguinhos? Cá entre nós, e que não nos ouçam, o partido (nossa esquerda…) não amealhou muita carne nova e não consigo mesmo ver vocês, lustrosos avós, pegando em armas. Vejam bem. Ela não gosta de ninguém. Não vale a pena não pegar o metrô da história.

Quando vamos às ruas, quando escrevemos, estamos guerreando sem armas, tirando a bunda da cadeira, se me permitem – sabendo que redes sociais ainda escondem a realidade. A apatia nos será altamente prejudicial – só se muda a direção com ventos mais fortes que precisam ser soprados. Ninguém quer golpe; mas a rota precisa ser retomada e para isso precisamos ir lá abrir o livrinho da Constituição, ver qual remédio pode ser prescrito, seguir a receita. E rápido.

O que a gente não pode é continuar calados assistindo apoios comprados com nossos dinheiros, bravatas ditas em encontros oficiais e sendo aplaudidas por uma aturdida presidente que não defende nem os seus próprios ministros. Se continuar fazendo corpo duro vai ter de viver em casulos como os que esfregou essa semana, falando abóboras para as trabalhadoras rurais, frases feitas e sem pé nem cabeça para as sociedades e instituições, organizadas, mas cada vez mais esvaziadas.

Finalmente, quanto a esse Vagner Freitas, da CUT, central sindical que infelizmente comanda minha profissão, no sindicato e na federação, anotei mais uns adjetivos para nomeá-lo: treteiro, pernicioso, nocivo, pernóstico, lesivo. De araque. Truco. E da próxima vez que não conseguir segurar a língua dentro da boca como fez essa semana, não tenta vir com esse lero-lero de dizer que usou figura de linguagem. É patético.


Fonte: Ucho.info

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Marli Gonçalves é jornalista – Desculpem o mau humor, mas é que a paciência está se esgotando de ver eles insistindo, jogando na maledicência. Dizendo que quem não está com eles é que está errado. Fazendo churrasco na porta do homenzinho que qualquer hora dessas vai entrar pelo cano. E o chopp vai fazer espuma.

Tenho um blog, Marli Gonçalves, divertido e informante ao mesmo tempo, nohttp://marligo.wordpress.com. Estou no Facebook. E no Twitter @Marligo

Crise econômica é tema de manifestantes que tomaram a Av. Paulista




Os protestos contra Dilma Rousseff e a corrupção que aconteceram em todo o país trouxeram milhares de pessoas para a Avenida Paulista neste 16 de agosto. Entre as muitas reinvindicações, a crise econômica foi tema recorrente.

As consequências das Manifestações de 16/08


Comportamento corrupto no Brasil é endêmico

Por Denise Ramos


A psicóloga e professora doutora Denise Ramos esteve no Morning Show nesta sexta-feira (14) e falou sobre corrupção. Segundo ela, "o comportamento corrupto no Brasil é endêmico".

Jornalismo Eletrônico: Entrevista com Julio Camargo, Editor-Executivo do Mídia Sem Máscara



Nivaldo Cordeiro entrevista Edson Camargo, jornalista e Editor-executivo do Mídia Sem Máscara desde 2009. 

Edson Camargo é formado em jornalismo, pós-graduado em Marketing e aluno do Seminário de Filosofia de Olavo de Carvalho. Também é músico e professor de arte marcial (muaythai e kickboxing).

Palácio do Planalto não é o Palácio de La Moneda

Por Reinaldo Azevedo


Nesta edição de #Pronto Falei, o comentarista político Reinaldo Azevedo fala sobre a reunião da presidente Dilma com líderes de diversos movimentos sociais, como MST, a UNE, a CTB, a Contag, a CMP e representantes de mulheres pescadoras no Palácio do Planalto nesta quinta (13). Um dos discursos mais duros feitos contra os defensores da saída da presidente Dilma foi feito por Vagner Freitas, presidente da CUT. Freitas defendeu "ir para as ruas, entricheirados, com armas nas mãos, se tentarem derrubar a presidente Dilma Rousseff". Reinaldo aponta que o Palácio do Planalto não é o Palácio de La Moneda, no Chile.

Escolas Militares: O gemido dos medíocres

Por Paulo André Chenso 

Ora, é preciso ver o programa pedagógico desses colégios antes de sair por aí falando asneiras

O Colégio Militar foi criado por D. Pedro 2º em 1889, e mantido pela República. Durante 126 anos nunca se viu qualquer comentário sobre essas escolas. De repente, descobriram o filão – e como o descobriram? Simples, as escolas militares encabeçam a lista dos melhores desempenhos nas provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), e isso, parece, incomodou alguns setores da nossa "educação civil". É como se o sucesso dos colégios militares causasse inveja aos colégios civis. São 12 colégios do Exército e 93 da Polícia Militar, com um total de mais de 30 mil alunos atendidos. Bastou aparecer na mídia o brilhante desempenho e já emergiram de suas tocas os pseudopedagogos de beira de estrada para criticar o sistema de ensino dos colégios militares. 

Na reportagem da Folha de São Paulo (12/8) afirma-se: o Colégio Militar "padroniza comportamentos", "inibe o questionamento" e "impede criar perspectiva de construção de identidade". Se durante mais de 100 anos foi assim, os colégios militares formaram uma multidão de alienados – que, no entanto, estão dando um show de desempenho. É, realmente, paradoxal. 

Sou professor há 42 anos e acompanhei gerações de alunos do nível médio, e assisti, com imensa tristeza, a deterioração do comportamento, o desinteresse, o aumento da violência, a impossibilidade de se aplicar disciplina mais rigorosa, e necessária, pois, hoje, o aluno já sabe, previamente, que não importa o que aconteça, ele será aprovado. Vi professores sendo agredidos, desrespeitados, às vezes humilhados, e por que não, abandonados pelos próprios órgãos que lhes deveriam dar apoio, como é o caso dos núcleos de ensino, com pareceres quase sempre favoráveis ao aluno. Ora, vendo tudo isso ao longo dos anos, a contínua corrupção (e corrosão) do ensino, com facilitações que chegam às raias do absurdo para justificar, alhures, que aqui não há repetências, e encerramos cada ano com alunos cada vez menos preparados. Como concordar? Alunos do nível médio que escrevem Brasil com z! Que nunca leem nada além de ridículos livrecos empurrados pelas grandes editoras - há um enorme contingente de alunos que chegam ao terceiro colegial sem ter lido um único autor clássico brasileiro. É uma vergonha! 

E agora vem a mídia e seus "especialistas" em educação tecer críticas ao único sistema, hoje, que atua na educação do jovem de forma global e completa. Ora, é preciso ver o programa pedagógico desses colégios antes de sair por aí falando asneiras como se fossem os arautos da melhor educação. Se fossem, o ensino não estaria essa tragédia. Sem contar o desinteresse absoluto do Estado, o mísero investimento feito pelo poder público. O verdadeiro abandono das nossas escolas. Dispensa comentários. 

Não vi entrevistas com os alunos, nem com os pais. Vi declarações, sim, de pessoas que parecem ignorar a real situação de nossas escolas. Ninguém mencionou na imprensa se os milhares de alunos desses colégios militares gostam ou não. É explícito nos regulamentos: caso o aluno não se adapte à disciplina militar, é imediatamente transferido para colégios civis. Ninguém é obrigado a estudar lá. E mais, para estudar nesses colégios, participa-se de um concurso na qual a média de candidatos chega a 22 mil! Será que é mesmo tão ruim, ou são nossos "pedagogos" que estão impregnados com as ideias "supermodernas" introduzidas na educação brasileira nos últimos anos? 



Fonte: Folha Web


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Paulo André Chenso é médico e professor em Londrina

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Quantas pessoas nas ruas? Quase todo o Brasil!


Quantas pessoas estiveram nas ruas neste domingo? Em São Paulo, segundo o Datafolha, foram 135 mil; segundo a PM, 350 mil. Compilações da imprensa informam protestos em 165 cidades; os organizadores falam em mais de 400. Menor que a de março e maior do que a de abril? E daí? Essa conversa, eu já escrevi, é tola. Entrar nessa pendenga só interessa a quem não quer o povo na rua.

Mas vá lá. Falemos um pouco de números. Atenção! Os dados a seguir são das respectivas Polícias Militares dos Estados, sempre mais conservadoras na contagem do que os organizadores: Manaus: 4 mil; Maceió: 12 mil; Salvador: 5 mil; Fortaleza: 15 mil; Cuiabá: 14 mil; Belém: 5 mil. Até quando escrevo, a PM de Pernambuco não deu o número de Recife — os organizadores falam em 60 mil. Ainda que tenha sido a metade, é muita gente. O PT não tem mais redutos.

Nos Estados com um teor de oposicionismo historicamente maior, há números impressionantes nas capitais e em outras cidades. Destacam-se, no interior de São Paulo, 40 mil em Ribeirão Preto, 4 mil em Bauru, 6 mil em Jundiaí e 8 mil em Piracicaba. Vitória, no Espírito Santo, com 40 mil, fez, em termos proporcionais, uma das maiores manifestações do país; o mesmo se diga de Curitiba, no Paraná, com 60 mil. Também no Estado, Maringá reuniu 20 mil, e Londrina, outro tanto.

O governo e o PT quebraram a cara. Esperavam menos gente, e muitos petistas, reunidos no Instituto Lula numa vigília de alguns gatos-pingados, chegaram a fazer pouco caso dos manifestantes, a exemplo de Jilmar Tatto, secretário de Transportes da cidade de São Paulo, e Paulo Teixeira, deputado federal. Lula não deu o ar da graça.

O discurso oficial já estava pronto. O texto ensaiado apontaria a baixa adesão ao protesto, sugerindo, então, que Dilma já teria dado a volta por cima. Infelizmente para eles, é impossível sustentar essa tese. Ao contrário: o Brasil inteiro se mobilizou e, desta feita, a palavra de ordem era inequívoca: “Fora Dilma”, “Fora Lula” e “Fora PT”.

Ainda que os organizadores devam lutar pela divulgação correta dos dados, insisto que é uma bobagem esse negócio de cobrar que as manifestações sejam sempre maiores. Como já escrevi aqui, em que isso muda a realidade objetiva? Se o protesto tivesse se mostrado um baita mico, em que isso seria benéfico para Dilma? Mudaria a realidade da economia? Os brasileiros passariam a avaliar positivamente o seu governo?


O Brasil não quer mais Dilma. O Brasil não quer mais o PT. E não em razão de seus acertos, mas dos desmandos e dos erros.

Manifestações 16/08: Aécio discursa e é ovacionado pela população



Senador participou de protesto na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte

Discurso anti-Dilma/Lula/PT nas manifestações de 16 de agosto


Manifestantes criativos saúdam mandioca no Rio de Janeiro


16 de Agosto, Copacabana: "A nossa bandeira jamais será vermelha"


Pixuleco se aproxima de Dilma


sábado, 15 de agosto de 2015

TERNUMA
Convocação 16/Ago/2015
#VemPraRua


logo ternumaIrmãos de Armas, familiares e demais cidadãos e cidadãs.

O Brasil voltará a se manifestar contra o descalabro com a coisa pública e o desrespeito ao seu povo no próximo dia 16 de agosto (domingo).

Em Brasília, a concentração inicial será na área do Museu Nacional, a partir das 0930h. Depois, a marcha será até o Congresso Nacional.

Da mesma maneira que nas manifestações de 15 de março e 12 de abril próximos passados, nos reuniremos para participar da manifestação.

Nessas manifestações mostramos a nossa força, inclusive agregando pessoas durante a nossa caminhada até o Congresso Nacional.

De lá para cá, o cenário do nosso País se agravou e se agravará ainda mais, caso a sociedade não imponha a sua vontade sobre os Poderes da República.

Precisamos manter sob pressão esse governo corrupto e incompetente, o Congresso Nacional e o Judiciário, até que as decisões dos poderes da República venham ao encontro dos anseios da Nação Brasileira e não de uma minoria que pela sua atuação está impondo a sua vontade sobre nós. Não podemos esmorecer.

Combinamos nos encontrar no PRPO às 0930h de 16 de agosto de 2015, domingo. Ele fica localizado no estacionamento Leste do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio) na Esplanada dos Ministérios. Vejam o mapa abaixo com as orientações.

Contamos com todos!

Brasil Acima de Tudo!

Grupo TERNUMA


PONTO DE REUNIÃO PRÓXIMO AO OBJETIVO (PRPO) PARA O DIA 16 DE AGOSTO DE 2015 (DOMINGO), ÀS 0930h.

prpo16082015
ORIENTAÇÕES PARA A MANIFESTAÇÃO DE 16 Ago 2015 (DOMINGO)



1.     A distância entre o PRPO e o Congresso Nacional é de 2,0 Km. O tempo de deslocamento a pé é da ordem de 30 min.

2.  O itinerário será: MDIC – Museu Nacional - Eixo Monumental (direção Leste) – Congresso Nacional.

3.     Cuidados pessoais:
·        Roupas leves;
·        Calçar de preferência tênis;
·        Colocar chapéu ou gorro;
·        Óculos escuros;
·        Levar bloqueador solar;
·    Água (ficaremos cerca de 05 horas no local. Talvez não seja fácil comprar no local);
·        Levar frutas.

4.     Segurança pessoal:
·        Não exibir telefones celulares ou dinheiro;
·        Não utilizar objetos de valor;
·        Identificar estranhos infiltrados e tomar cuidado;
·        Manter-se junto ao grupo.

5. Sugestão
·        Roupas nas cores da Bandeira do Brasil.



CUT ameaça pegar em arma para defender Dilma, enquanto STF escala Renan para julgar ilegalidades dela


Alguns conflitos institucionais gravíssimos, com repercussão no bolso dos cidadãos, na economia do judiciário, na lisura do processo eleitoral e na independência entre os poderes republicanos, precisam merecer a atenção de cada cidadão de bem que sairá à rua, no próximo domingão (16 de agosto) para protestar contra o governo, cobrando apenas a saída da Dilma Rousseff ou exigindo mudanças estruturais mais profundas no falido, corrupto e fascista modelo estatal brasileiro. Nunca estivemos tão próximos de uma ruptura institucional como agora.

Atos cometidas pelo desgoverno, junto com membros dos três poderes, só não conseguem superar a incitação à violência e o flagrante desrespeito à ordem constitucional brasileira cometido pelo presidente da Central Única dos Trabalhadores, Vagner Freitas, só faltou imitar aquele "companheiro" que mandou o João Pedro Stédile, do fora da lei MST, "botar seu exército na rua". O irresponsável dirigente da CUT vomitou ontem para 1.200 pessoas que lotavam o salão nobre do Palácio do Planalto: “Somos defensores da unidade nacional, na construção de um projeto nacional de desenvolvimento para todos e para todas. E que isso implica agora, neste momento, ir para as ruas entrincheirados, com arma na mão, se tentarem derrubar a presidenta”.

Até a acuada Dilma, suando e mais tensa que nunca, foi obrigada a tentar consertar a fala nazicomunofascistóide do dirigente da CUT. A presidenta, no entanto, incorreu na mesma definição incorreta de democracia - que ela acha ser apenas eleitoral: “As pessoas que pensam diferente da gente têm de ser respeitadas. Diálogo é diferente de pauleira. Diálogo é diálogo. Pauleira é pauleira. Então, ninguém pode chamar de diálogo xingar as pessoas. Ninguém pode chamar de diálogo a intolerância, botar bomba em qualquer lugar não é diálogo. A democracia é algo que nós temos de preservar, custe o que custar. Eu brigo até a hora do voto, depois eu respeito o resultado da eleição”.

Eleição, aliás, cujo resultado começa a ficar por um fio. Ainda mais depois que o ministro Gilmar Mendes, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deu voto favorável ao prosseguimento da ação do PSDB para impugnar a chapa de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB). O ministro João Otávio Noronha, que é relator das contas eleitorais de Dilma em outra ação, acompanhou Gilmar Mendes. Luiz Fux, que pediu vista do processo, deve fazer o mesmo. Só a relatora do caso, ministra Maria Thereza de Assis Moura, insiste no arquivamento, alegando não haver razões para que sejam investigadas acusações dos tucanos, e de sua coligação, de que a eleição está viciada pelo abuso de poder econômico, político e fraude.

Se a eleição vai ser anulada ou não (que é uma decisão mais política que jurídica a ser tomada pelo TSE), ninguém sabe com certeza. No entanto, é certo que Dilma cometeu irregularidades e afrontou a Lei de Responsabilidade Fiscal com as pedaladas dadas para driblar a contabilidade oficial (que sempre é descaradamente manipulada). Porém, o mais grave é que a Presidenta continua cometendo barbáries administrativas inimagináveis, sem que o judiciário lhe ponha um freio.

Apenas uma perguntinha cívica-cínica: Por acaso, o STF terá coragem de conceder uma liminar em medida cautelar de inconstitucionalidade pela  flagrante "apropriação indébita legalizada" que a Dilma cometeu com a Lei Complementar 151 - que transforma o dinheiro dos depósitos judiciais em receita para o poder executivo? A medida ofende o direito à propriedade dos titulares dos depósitos e estabelece uma espécie de "empréstimo compulsório", o que é vedado pelo artigo 148 da Constituição Federal. 

Dilma não está sozinha nesta. Só agiu na linha da tucanagem. A lei, proposta no Congresso pelo senador José Serra (PSDB-SP), é uma demanda de governadores para aumentar os caixas estaduais e pagar precatórios. A regra estipula a transferência de 70% do dinheiro dos depósitos judiciais e administrativos para os cofres da União, dos estados e dos municípios. Curiosamente, a Constituição Federal preceitua que o ente público responsável pelo precatório tem um ano para pagá-lo, a partir de seu reconhecimento. Ninguém paga, e tudo fica por isso mesmo.

Enquanto não barra tal aberração, o STF continua judicializando a atividade política e legislativa: “O julgamento das contas anuais do Presidente da República pelo Congresso Nacional deve ocorrer em sessão conjunta de ambas as Casas, e não de forma isolada”. Não adianta o ministro Luís Roberto Barroso, que tomou tal decisão ontem, afirmar que não busca interferir no funcionamento interno do Legislativo, e sim resguardar o cumprimento da Constituição. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) já avisou que vai recorrer: 

"Ele (Barroso) parte de uma premissa de que tudo que é em comissão mista é plenário do Congresso. As medidas provisórias são votadas em comissão mista e vão a cada Casa. Além disso, o regimento comum prevê o rito que é adotado. Vamos avaliar com calma e agravaremos até terça-feira".

Barroso reconheceu que, desde promulgada a Constituição de 1988, a prática tem sido de apenas uma das casas legislativas – Câmara ou Senado – examinarem as contas de presidente da República. Por isso, não seria razoável anular todas as decisões tomadas até hoje. No entanto, ponderou que as próximas contas presidenciais deverão ser analisadas por sessão conjunta, presidida pelo presidente do Senado.

Quem adorou a decisão foi Dilma. Seu novo-velho aliado, Renan Calheiros (PMDB-AL), é quem presidirá a brincadeira... O STF tirou o doce da boca de Cunha, que queria usar a votação de contas pendentes como parte da estratégia de de abrir caminho no Parlamento para a votação das contas de 2014 da presidente Dilma... E assim segue a politicagem e o conflito aberto entre os três poderes de Bruzundanga, rumo a um impasse institucional que pode acabar em ruptura, muito em breve...

O Alerta Total repete por 13 x 13: A grande manifestação de rua, marcada para o domingão de 16 de agosto, pode nem ser crucial para o futuro do Brasil - como alguns muito otimistas sugerem. Mesmo porque, por maior que seja o "evento" (manifestação pré-agendada merece tal definição), a oligarquia que infesta o Brasil continuará operando no mesmo ritmo de cinismo, locupletando-se no modelo capimunista. 

No entanto, a politicagem começa a ter medo, de verdade, de ações judiciais ou cobranças cívicas pontuais, estas sim somadas com pressão direta da opinião pública e midiática.


Clube Militar no Youtube


O General Castro, vice-presidente do Clube Militar, informa:

O painel em homenagem ao Dia do Soldado – “POR UM PAÍS MELHOR” – que ocorrerá no dia 20 de agosto às 15 horas, poderá ser acompanhado AO VIVO, pela internet, por aqueles que não puderem comparecer ao Clube Militar, através do Youtube.

Este painel está inserido na “Campanha pela Moralidade Nacional”, que busca soluções para os problemas de Valores existentes na nossa sociedade.


Como acessar


A partir das 14h 40min do dia 20, quando o CM iniciará a transmissão ao vivo, siga os seguintes passos:


1. acesse nosso canal no Youtube:

- clicando no ícone do youtube na página do Clube Militar - https://www.clubemilitar.com.br , ou

- Ou entrando diretamente na mesma digitando o canal do Clube no Youtube - https://www.youtube .com/user/clubemilitaronline

2. Clik no link DIA DO SOLDADO – “Por um país melhor”

3. Caso não inicie a transmissão a partir deste horário, acione a tecla F5 para atualizar.


Samba da manifestação



Maçons na rua dia 16