segunda-feira, 27 de abril de 2015

No mais cruel dos dias para quem tem culpa no cartório, revelações do empreiteiro amigo empurram Lula para o pântano do Petrolão


images|cms-image-000409267Neste sábado, os leitores de VEJA souberam que o empreiteiro Léo Pinheiro, transferido da presidência da OAS para uma cadeia em Curitiba, fez revelações suficientes para tirar de vez o sono de Lula e estender por prazo indeterminado o sumiço do palanque ambulante. Como ainda não se decidiu por um acordo de delação premiada, o empresário encarcerado pode até, para socorrer o chefe e amigo, desmentir-se em outro depoimento. Mas tal opção é de alto risco: a demonstração de fidelidade lhe custará alguns anos de prisão em regime fechado.

Seja qual for o caminho escolhido, o que Pinheiro já disse (e detalhou em copiosas anotações manuscritas) basta para incorporar ao elenco do Petrolão o protagonista que faltava. No mais cruel dos dias para quem tem culpa no cartório, as relações promíscuas entre o manda-chuva da OAS e o reizinho do Brasil serão escancaradas nas oito páginas da reportagem de capa. Entre tantas histórias muito mal contadas, a dupla esbanja afinação especialmente em três, valorizadas pela participação de coadjuvantes que valorizam qualquer peça político-policial.

Num episódio, o ex-presidente induz Pinheiro a presenteá-lo com a reforma do sítio que, embora Lula o chame de seu, pertence oficialmente a um sócio do filho Lulinha. Noutro, um emissário do pedinte vocacional incumbe o empreiteiro de arranjar serviço e dinheiro para o marido de Rosemary Noronha, a ex-segunda-dama que ameaçava vingar-se do abandono com a abertura de uma assustadora caixa-preta. Mais além, o comandante da OAS cuida de desmatar o atalho que levou Lula a virar dono de um triplex no Guarujá.

A participação do ex-presidente no naufrágio da Petrobras ainda não entrou na mira da Polícia Federal. O inventor do Brasil Maravilha está a um passo do pântano sem que tenha começado a devassa das catacumbas malcheirosas que escondem a farra das refinarias inúteis e a montagem da diretoria infestada de ineptos e corruptos, fora o resto. Pode estar aí a explicação para o estranho vídeo em que celebra as vantagens de um bom preparo físico. Vai precisar disso quando tiver de sair em desabalada carreira.

Será a volta para a PAPUDA???
"Empreiteiras não comprovam natureza do serviço prestado por José Dirceu"


Polícia Federal deve ouvir ex-ministro sobre contratos

Empreiteiras investigadas na Operação Lava-Jato informaram à Polícia Federal que não possuem nenhuma prestação de contas dos serviços de consultoria da empresa do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. Não há relatórios, fotos de palestras, atas de reuniões, resumo de negócios que foram aprovados graças à intermediação da JD Assessoria e Consultoria. A suspeita dos investigadores é de que as consultorias foram usadas, ao menos em parte, para mascarar pagamentos de propinas de contratos superfaturados com a Petrobras.

Um dos procuradores da força-tarefa da operação, Carlos Fernando Lima, disse ao Correio que é improvável que essas consultorias sejam reais, mesmo para abrir portas, como alegou Gérson Almada, executivo da Engevix. Ele quer tomar o depoimento do presidente da holding Camargo Corrêa, Vítor Hallack, para esclarecer o trabalho prestado à empreiteira. A PF estuda ouvir o próprio Dirceu sobre a inexistência de prestação de contas de seus serviços. As próprias empreiteiras, depois de procuradas por vários dias pelo Correio, negaram qualquer informação sobre o resultado efetivo dessas consultorias.

A assessoria de Dirceu nega irregularidades. “A relação comercial da JD com as construtoras investigadas não tem qualquer vínculo com os contratos das empreiteiras com a Petrobras”, afirmaram os auxiliares do ex-ministro ao jornal. “As construtoras investigadas também se manifestaram publicamente e em depoimento à Justiça, confirmando que a JD foi contratada e trabalhou na prestação de serviços no exterior.” Dirceu se ofereceu para prestar esclarecimentos à polícia e afirmou que sua empresa encerrou as atividades.

Em 17 de março, Almada disse à 13ª Vara Federa de Curitiba que fez pagamentos ao operador Milton Pascowitch, que trabalhava para o estaleiro ERG, vinculado à empreiteira. Os recursos eram para atender ao PT. A PF suspeita que Pascowitch pagava propinas no esquema de corrupção da Petrobras. “O Milton veio falar: ‘Olha, Gérson, acho que você precisa manter um relacionamento com o partido, você precisa manter um relacionamento com um partido, você precisa manter um relacionamento com o cliente e eu me proponho a fazer isso”, declarou o executivo, preso desde novembro do ano passado.
Almada disse que Pascowitch, cuja empresa pagou R$ 1,4 milhão à JD Consultoria, indicou os serviços do ex-ministro à Engevix. O executivo atestou que Dirceu prestou serviço no exterior e era um “brilhante open door”, ou “abridor de portas” em “vendas em toda a América Latina, Cuba e África”, locais onde o ex-ministro “tinha um capital humano de relacionamento muito forte”.

Mais uma do "Anão Diplomático":
Indonésia notifica brasileiro sobre execução por tráfico de drogas

O brasileiro Rodrigo Gularte escoltado por policiais e apresentado à imprensa no escritório da Alfândega, perto do principal aeroporto de Jacarta, na Indonésia. Rodrigo foi preso tentando tentando contrabandear cocaína escondida em pranchas de surf - 05/08/2004
O brasileiro Rodrigo Gularte escoltado por policiais e apresentado à imprensa no escritório da Alfândega, perto do principal aeroporto de Jacarta, na Indonésia. Rodrigo foi preso tentando tentando contrabandear  cocaína escondida em pranchas de surf - 05/08/2004 (Dita Alangkara/AP)
RIO DE JANEIRO (Reuters) - O brasileiro Rodrigo Gularte, condenado à morte na Indonésia por tráfico de drogas, foi oficialmente notificado neste sábado de sua execução, informou a assessoria de imprensa do Itamaraty.

A notificação ocorreu na presença do encarregado de negócios do Brasil na Indonésia, Leonardo Monteiro, que exerce as funções de embaixador.

Segundo o Itamaraty, pelas leis da Indonésia, após a notificação há um prazo mínimo de 72 horas para a execução. No entanto, não há confirmação sobre a data precisa.


O Itamaraty informou que nas últimas semanas está promovendo "gestões do mais alto nível" junto ao governo da Indonésia para tentar reverter a pena em caráter humanitário, uma vez que a pena de morte não está prevista na legislação brasileira e levando em conta o estado de saúde do brasileiro, que sofre de esquizofrenia, segundo o Itamaraty.

AÉCIO retoma as denúncias de corrupção:
“E os Correios?”

 Por Aécio Neves

aecioDias atrás, a Justiça atendeu ao pedido da Associação dos Profissionais dos Correios e suspendeu o pagamento das contribuições extras de participantes do fundo de pensão Postalis como forma de equacionar o enorme rombo existente, resultado da negligência e da crônica má gestão.

Revisito a matéria porque, com todas as atenções voltadas para os graves desdobramentos do escândalo da Petrobras, outras situações não menos graves vão se diluindo sem conseguir mobilizar o país.

É exatamente o que acontece com a crise dos Correios, outra empresa que se transmudou em uma espécie de resumo das mazelas que ocorrem no país: corrupção, compadrio, ineficiência e uso vergonhoso do Estado em favor de um partido político.

Nos últimos anos, os Correios, assim como outras empresas públicas e seus fundos de pensão, foram ocupados pelo PT. Na campanha eleitoral do ano passado, a estatal foi instrumento de graves irregularidades.

A propaganda da candidata oficial à época foi distribuída sem o devido e necessário controle. A consequência foi que milhões de peças podem ter sido encaminhadas sem o pagamento correspondente. Recentemente, o TCU concluiu que a empresa agiu de forma irregular. Até aqui, pelo que se sabe, ficou por isso mesmo.

Mas não foi só isso. Além de fazer o que não podiam, os Correios não fizeram sua obrigação: deixaram de entregar correspondências eleitorais pagas pelos partidos de oposição. Ação na Justiça denuncia que correspondências de partidos com críticas ao PT simplesmente nunca chegaram aos seus destinatários.

Some-se a isso o escândalo do vídeo gravado durante uma reunião, no qual um deputado petista cumprimenta funcionários da empresa e, sem nenhum pudor, reconhece o uso político dos Correios. Diz ele: “Se hoje nós estamos com 40% [de votos] em Minas Gerais, tem dedo forte dos petistas dos Correios”.

Denúncias como essas foram feitas por funcionários da estatal indignados não só com o prejuízo financeiro, mas com o comprometimento da imagem de uma empresa que até pouco tempo atrás tinha a confiança de todos os brasileiros. A conta é alta: o rombo do Postalis pode ser de R$ 5,6 bilhões.

O que vem ocorrendo no fundo de pensão dos Correios não é diferente do que acontece nos demais fundos, tomados, de uma forma ou de outra, pela doença do aparelhamento e da má gestão, com prejuízos incalculáveis aos trabalhadores e ao país.

O Brasil aguarda e exige que investigações rigorosas alcancem também as autênticas caixas-pretas em que esses fundos se transformaram e que resumem o que há de pior na vida pública brasileira. É hora de cobrar responsabilidades e transparência.




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Aécio Neves é presidente nacional do PSDB. 

Em Abreu e Lima, Petrobras joga no lixo também os direitos trabalhistas


Imagem aérea da refinaria Abreu e Lima, localizada no Porto de SUAPE em Pernambuco
Refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco: 
Petrobras 'quarteiriza' obras (Léo Caldas/VEJA)
Impedida de manter contratos com as construtoras da Lava Jato, Petrobras confia obras da refinaria a construtoras locais, que subcontratam terceiros para conduzir o gigante que custou, até agora, 18 bilhões de dólares aos cofres da empresa

A refinaria de Abreu e Lima foi um dos principais dutos de desvio de dinheiro da Petrobras ao longo dos últimos anos. Segundo o balanço que a companhia apresentou nesta semana, a unidade em Pernambuco e o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro respondem, juntos, por mais da metade da baixa contábil de 52 bilhões de reais em 2014: um baque de 30 bilhões de reais. E a depreciação não deve parar por aí. Isso porque as obras da refinaria ainda não acabaram. Impedida de contratar as empreiteiras envolvidas na Lava Jato, a estatal teve de confiar a continuidade dos projetos a pequenas construtoras locais, e algumas delas, por sua vez, estão repassando o serviço a terceiros. Enquanto, em Brasília, o governo sofre derrotas por se opor ao projeto de lei que amplia a terceirização, a Petrobras coloca em prática muito mais que isso: há uma 'quarteirização' em curso na refinaria, que deixa funcionários sem qualquer vínculo ou garantia trabalhista - e tudo sob as vistas grossas da estatal.

Como consequência da Operação Lava Jato, que investiga os desmandos e desvios de dinheiro na estatal, 23 empreiteiras que há décadas prestam serviços no setor de óleo e gás foram impedidas de continuar operando nas obras da Petrobras. Entre elas estão as principais empresas que atuam em Abreu e Lima: Engevix, Camargo Corrêa, Odebrecht e Queiroz Galvão. Como 60% do projeto ainda não está concluído, a petroleira se viu obrigada a recorrer a empresas locais para dar sequência aos trabalhos - abrindo mão de licitação ou qualquer outro tipo de avaliação criteriosa. O problema é que as novas subcontratadas também relegam o serviço a terceiros.

Terceirizar é uma prática perfeitamente legítima no meio industrial. O problema é que, em alguns casos, os terceirizados ficam à margem da legislação. Para proteger o trabalhador e dar dinamismo à atividade econômica, é imperativo que se avance na regulação desse tipo de mão de obra. Daí a importância da votação do projeto de lei que regula a terceirização e que, hoje, é alvo de impasse no Congresso. A quarteirização tampouco é crime. Mas é preciso haver transparência e segurança jurídica nas relações entre a empresa que contrata os serviços e a que, de fato, os executa, para que os trabalhadores não fiquem desprotegidos. No caso da Petrobras, as informações que chegam de Abreu e Lima mostram que a quarteirização não é uma prerrogativa dos contratos firmados pela estatal - desta forma, a petroleira não dá qualquer indício de que se responsabilizará por eventuais problemas com os quarteirizados.

Crachá de operário da refinaria Abreu e Lima
Crachá de operário da Oliveira Construções, que trabalha 
na refinaria Abreu e Lima (Sintepav-PE/Divulgação)
O Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplanagem de Pernambuco (Sintepav-PE) foi o primeiro a denunciar a situação em Abreu e Lima. Na quarta-feira, representantes da entidade estiveram na refinaria e constataram a presença de dezenas de funcionários trabalhando sem qualquer vínculo com as construtoras determinadas pela Petrobras para conduzir as obras. "A Petrobras está quarteirizando mão de obra. Eles burlam as regras dando um crachá provisório de quinze dias aos funcionários, eximindo-se de qualquer responsabilidade", diz Leodelson Bastos, dirigente do sindicato.

Na fiscalização, foi constatado que a estatal confiou a construção de Abreu e Lima a firmas que 'alugam' empregados de outras empresas - e, como não são vinculados, não recebem direitos como o adicional de periculosidade, exigido no âmbito da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) devido ao alto risco de acidentes. "O único critério levado em conta pela Petrobras na escolha das empresas é que elas não sejam citadas na Lava Jato", diz Regério Rocha, que também representa o Sintepav.

Um dos casos citados pelo sindicato é o da Oliveira Construções, que terceirizou o trabalho na Petrobras para outra empresa chamada AD Construções. Procuradas, as empresas não responderam o pedido de entrevista. A AD se limitou a dizer que não tem contrato com a Petrobras. A Jole Construções, que é uma das principais novas contratadas, disse que não forneceria informações sobre sua operação em Abreu e Lima.

Em nota, a Petrobras afirmou que, diante da rescisão de contratos com firmas envolvidas na obra da refinaria, "houve a necessidade de contratação de empresas para atividades específicas, a fim de garantir a execução de trabalhos essenciais". Segundo a estatal, há permissão para subcontratação "em atividades específicas" e "apenas em casos previstos e estabelecidos em contrato".

Judicialização - Os problemas trabalhistas em Abreu e Lima se intensificaram mesmo antes da proibição dos contratos com as empreiteiras da Lava Jato. Temendo as investigações, a então diretoria da estatal, presidida por Graça Foster, congelou os pagamentos a fornecedores, dando origem não só à quebradeira de empresas, como também uma espiral de ações judiciais. Apenas em Ipojuca, município onde se localiza a refinaria, são 512 processos protocolados. A Alumini (ex-Alusa) é uma das empresas envolvidas que conseguiu na Justiça que a Petrobras assumisse todos os compromissos salariais de seus funcionários. Alguns chegaram a ficar mais de 4 meses sem receber. Segundo a procuradora do Ministério Público do Trabalho de Pernambuco, Débora Tito, os pagamentos já estão sendo feitos pela estatal. "A situação está mais controlada do que no ano passado", afirma.

Contudo, segundo o ex-funcionário da Alumini na refinaria, Alexandre Pereira da Silva, de 43 anos, em sua conta bancária não há sinal de pagamentos desde outubro de 2014. "A Alumini não fala nada, até trocou de nome. Eles nos disseram que não têm previsão nenhuma de pagamento. Eles me devem 42.000 reais em salários atrasados e multas rescisórias. Há 5.000 funcionários nessa situação", afirmou. Com o nome sujo desde a demissão, ele disse estar vivendo de "bicos" para sobreviver. "Estou fazendo uma grade aqui, um portão ali, pintando e tentando achar outros lugares onde haja obras. Enquanto isso, eu espero que as autoridades competentes reajam", disse. A Alumini entrou com pedido de recuperação judicial em janeiro deste ano, cobrando da Petrobras uma dívida de mais de 1,5 bilhão de reais referente a Abreu e Lima.

A Camargo Corrêa, umas das principais operadoras da refinaria, se prepara para abandonar a obra, já que seu contrato vence este mês e, devido à proibição, não poderá renová-lo. Guilherme Noleto, que trabalha como assistente técnico da obra, estima que 2 mil funcionários sejam demitidos com o fim do contrato e, segundo ele, todos temem não receber seus direitos trabalhistas. "Chegamos todos os dias na refinaria com medo. O que temos a ver com a Operação Lava Jato?", diz.

Marcada por uma série de atrasos, Abreu e Lima custou sete vezes mais do que o previsto em seu projeto original. Os 2,4 bilhões de dólares orçados inicialmente se transformaram em 18,5 bilhões de dólares calculados em 2014, levando-a ao primeiro lugar entre as obras em curso mais caras do país. O Tribunal de Contas da União estima que a construção da refinaria tenha sido superfaturada em, pelo menos, 360 milhões de reais. A área da companhia responsável por sua execução era justamente a de Abastecimento, então comandada por Paulo Roberto Costa. Nesta semana, o ex-diretor foi condenado a sete anos de prisão por desvios de dinheiro público na refinaria.

A Petrobras informou, em seu balanço, que os atrasos de cronograma foram os principais fatores de avaliação na depreciação do valor de Abreu e Lima. Isso porque a refinaria deveria ser entregue em 2011. O novo prazo é agosto deste ano. Porém, diante do circuito de amadorismo que permeia a obra, há uma grande desconfiança de que o projeto não seja concluído dentro do previsto. Isso significa que, se a Petrobras mantiver a política de depreciação de ativos em razão de atrasos, acionistas podem esperar que Abreu e Lima perca ainda mais valor - e custe mais recursos ao combalido caixa da estatal.

CHEGA DE MICO: PT QUER SIBÁ FORA DA LIDERANÇA

Líder do PT na Câmara, Deputado SIBÁ MACHADO (AC). 
Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Correntes internas do PT, ainda minoritárias, se uniram para articular a queda de Sibá Machado (AC) da liderança petista na Câmara. É considerado primário, ingênuo, desinformado, de inteligência limitada e sem a dimensão do cargo que ocupa. Além disso, o deputado tem feito declarações que envergonham os liderados, e não conseguiu se articular para evitar as várias derrotas do governo Dilma na Câmara.

A queixa é que Sibá, como o líder do PT, não tem envergadura nem inteligência política para ajudar o PT a sair do impasse institucional.

A defesa que Sibá fez do ex-tesoureiro João Vaccari, após sua prisão, contribuiu para aumentar o desgaste do PT, segundo seus colegas.

As facções Democracia Socialista e Movimento PT querem outro líder, assim como antes da prisão defendiam Vaccari fora da tesouraria.

Sibá Machado pertence à facção petista “Construindo um Novo Brasil”, liderada por Lula, que é seu fiador, assim como protege João Vaccari.


Publicado no site Diário do Poder 

domingo, 26 de abril de 2015

CADERNO de TESES e outras provocações PETISTAS

Por Blogdelinks

Ronaldo Caiado critica condução do governo Dilma Rousseff

Fonte: YouTube

Indonésia prepara execução de brasileiro e outros condenados por tráfico de drogas


(STR - AFP - Getty Images)Corredor da morte – O governo da Indonésia anunciou, na quinta-feira (23), ter emitido ordem para preparar as execuções de dez condenados à morte por tráfico de droga, incluindo o brasileiro Rodrigo Gularte.

“Foi dada ordem para iniciar os preparativos”, declarou Tony Spontana, porta-voz do gabinete do procurador-geral, sem fornecer mais detalhes.

De acordo com funcionário destacado de uma embaixada estrangeira, citado em condição de anonimato pela agência de notícias DPA, a data planejada para as execuções seria a próxima quarta-feira (29). Diplomatas foram convidados a viajar para Nusakambangan, a ilha-prisão fora de Java onde os presos serão executados, disse.

Spontana afirmou que a carta emitida na quinta-feira com a ordem de preparativos não era uma carta de notificação para os condenados, que normalmente são informados oficialmente da execução com três dias de antecedência. Ele havia dito na última semana que as execuções ocorreriam no final deste mês.

O brasileiro Rodrigo Gularte foi detido em 2004 com seis quilos de cocaína escondidos em pranchas de surfe e condenado à morte no ano seguinte.

Além do brasileiro, os dez condenados incluem cidadãos da Austrália, França, Filipinas, Nigéria e Indonésia, que serão executados em conjunto por um pelotão de fuzilamento. Um preso identificado anteriormente como sendo de Gana, Martin Aderson, é, na verdade, da Nigéria, de acordo com Tony Spontana.

O governo australiano tem solicitado reiteradamente clemência em nome dos seus cidadãos, Andrew Chan e Myuran Sukumaran. Peter Morrisey, advogado dos australianos, disse estar preocupado com as cartas, por entender que o processo legal ainda não havia terminado.

Críticas da União Europeia

A União Europeia criticou na quinta-feira os planos da Indonésia de executar os condenados, dizendo que a pena de morte não é uma solução para o crescente problema das drogas no país.

“As recentes rejeições na Indonésia a novos julgamentos, inclusive no caso de um cidadão francês, torna mais próxima a perspectiva lamentável de novas execuções”, disse a chefe de política externa da UE, Federica Mogherini.

A França acusou o governo de Jakarta de ter “grave disfunção” em seu sistema jurídico, a qual levou à condenação à morte do francês Serge Atlaoui, afirmando que a execução dele seria “incompreensível”.
O presidente francês, François Hollande, disse que lutará até o último minuto para evitar a morte de Atlaoui. O francês, de 51 anos, está há uma década na prisão por tráfico de entorpecentes, mas alega inocência.

A França enviou carta às autoridades indonésias apontando uma série de irregularidades no processo de Atlaoui, como a ausência de tradutor e advogado de defesa, e ainda ameaçou a Indonésia de retaliações.

Comoção em Manila

Mary Jane Veloso, uma filipina de 30 anos, foi transferida nesta sexta-feira (24), sob forte proteção policial para Nusakambangan, o que provocou protestos em Manila. Os dois filhos da condenada, de doze e seis anos de idade, viajaram para a Indonésia na esperança de passar as horas finais com a mãe. A situação dela causa comoção nas Filipinas, onde cerca de cem manifestantes protestaram em frente à embaixada indonésia em Manila.

Os advogados de Veloso entraram com novo recurso para travar o processo, como fizeram os australianos. Mas a Indonésia afirma que todas as revisões judiciais e apelos de clemência foram esgotados.


O vice-presidente filipino, Jejomar Binay, disse que pediu novamente por clemência para Veloso, nesta quinta-feira, durante uma reunião com o seu homólogo da Indonésia, Jusuf Kalla. (Com agências internacionais)

Elo Perdido

Por Paulo Roberto Gotaç

Foto velha de 2001, com Fidel, Chavez e... 
Quem mesmo?
É ingenuidade achar que FHC e Cia., ao recomendarem cautela e cumprimento de intrincados rituais jurídicos para a abertura do processo de impedimento da Presidente Dilma, ignorando a vontade de grande maioria da sociedade, ratificada por recentes pesquisas e expressa nas últimas  manifestações, não entenderam o recado.

Entenderam sim, mas existem motivos ocultos para a postura exibida, que precisam ser esclarecidos.

Há algum tipo de acordo de longo prazo entre PT e PSDB? Recrudesceram paixões antigas?

Teriam as aves de bico longo sugerido cuidados semelhantes, quando o Congresso invadiu veredas da lei, iniciou processo e "julgou" Collor, com base somente em clamores públicos e em parâmetros políticos, certamente por eles apoiados?

Há um elo perdido nessa história.

Com a palavra os tucanos reais de papo amarelo.


Publicado no site Alerta Total



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Paulo Roberto Gotaç é Capitão de Mar e Guerra, reformado.

VÂNDALOS - Disfarçados de Professores !!!

Por Reinaldo Azevedo


Intervenção Militar: Crime ou Direto Natural?

Por Antonio Ribas Paiva


Após as manifestações de 12 de Abril Marta Serrat entrevistou o Dr. Antonio José Ribas Paiva, advogado civil e criminalista, em São Paulo sobre impeachment e intervenção militar.

Ao companheiro Lula

Por Humberto de Luna Freire Filho
 
Onde estás companheiro Luiz Inácio Lula da Silva? confesso que estou com saudade e até certo ponto apreensivo com a tua ausência e o teu silêncio. Estás com medo de alguma coisa? Sonhastes com alguns fantasmas vestidos com os macacões laranjas da Petrobras?

Ou estavam vestidos com macacões brancos listrados de preto, comumente usados nos presídios de todo o mundo? Esses são mais confortáveis. Existe um modelo para o inverno, veja abaixo:
 

E um modelito para o verão:

Companheiro! sou da seguinte opinião, se ficares muito tempo escondido, os militantes do nosso partidaço vão achar que tu és um grande covarde; lógico que acertariam, mas não vai pegar bem. És exageradamente corajoso, honesto, inteligente, competente, sabe de tudo e por fim um homem bom. Tão bom a ponto de criar, logo no início do teu primeiro mandato, uma mesada extra para ajudar os pobres "nobres" deputados, e que esse ato de bondade não foi reconhecido, e posteriormente, eles, os invejosos, a elite branca, maldosamente passaram a chamar de mensalão.

Sabendo tu, que os banqueiro nacionais e os internacionais são maus e cobram juros extorsivos da sociedade e dos dedicados empresários e executivos que tocam nossas grandes empresas, por exemplo aquela que gostava muito de usar a letra X na razão social, e uma outra que contrata muitos artistas para vender carne, abristes as portas do teu banco, o BNDES, para empréstimos a juros subsidiados também para os amigos, pessoas físicas, e ainda os poupava de ter que elaborar um massacrante cadastro. Bastava o empenho da palavra para as mulheres, um fio do Bigode para os homens, e o dinheiro estava liberado. Foram oito anos distribuindo os impostos de maneira honesta e equânime entre teus pares.

No final de teu mandato escolhestes para te substituir uma mulher que não pensa, não sabe falar, não sabe de nada do que acontece em volta, igualzinho a tu.

Assim, longe do Planalto Central, mas desde o Planalto de Piratininga, poderias continuar tua obra prima. Para finalizar quero, dentro da antiga amizade e liberdade que ela nos dá, fazer uma pequena ressalva sobre tua inesquecível invejável vida pública.

Teu único e pequeno erro foi privatizar essa empresinha chamada Petrobras para o nosso querido Partido dos Trabalhadores. Eu sendo o companheiro Rui Falcão, a devolveria para o Estado. O que tu achas?.


Publicado no site Alerta Total


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Humberto de Luna Freire Filho é Médico.

Ucho Haddad em 12/04 na Avenida Paulista no caminhão do Movimento Civil XV de Março

Por Ucho Haddad


Nivaldo Cordeiro em 12/04 na Avenida Paulista no caminhão do Movimento Civil XV de Março

Por Nivaldo Cordeiro


sábado, 25 de abril de 2015

Você financiará partidos acusados de corrupção

Por José Neumanne Pinto


Psicopatia e Esquerdismo

Por Rivadávia Rosa

Uma breve explicação dessa sociopatologia política criminosa conhecida como comunismo.

Adredemente impõe-se um cenário cultural de relativismo (a) (i) moral em que tudo é admitido, desde que m prol da “causa”, e, até a “morte” de Deus é proclamada ...

Assim, são atraídos pela “causa” justamente aqueles indivíduos cujo ventrículo do cérebro conhecido como memoriae sedes – a “sede da memória” ou, mais nobremente, o “trono da memória”,  que em certas pessoas devotas de ideologias, sobretudo as de viés totalitário, tem menos matéria do que o comum. Por causa dessa deficiência, segundo estudiosos que dissecaram o cérebro, as pessoas, ‘não se lembram de seus crimes anteriores e, até dos castigos que receberam’ e, assim, voltam a praticar os mesmos crimes sem nenhuma vergonha ou arrependimento, como um cão que come seu próprio vômito.

Na história temos os maiores criminosos do Planeta como Calígula, Nero, Lenin, Trotski, Stalin, Mao, os irmãos Castros, Hitler, todos que mesmo apesar de suas circunstâncias, repetiram seus crimes sem nenhuma vergonha ou culpa, sem temer punição, embora a história também registre que muitos tiranos com poder absoluto e de natureza maligna tiveram fim trágico. Assim, “como um cão voltando ao seu vômito”, essas personagens impulsionados por algum instinto animal reiteravam na prática de crimes que já tinham maculado suas almas “doentes”. Trata-se de “doença da alma” como apontou Platão ou alguma deficiência no cérebro que os acometera. A natureza os fez assim, a sua necessidade é simplesmente a de destruir a vida, banquetear-se sem compaixão nem consciência do sofrimento de suas vítimas inocentes. Essa é a sua natureza desde que sua vida começou a acordar na barriga de sua mãe. Mas, de alguma maneira, de alguma maneira, sempre conseguia esconder sua face monstruosa por trás da máscara de homem. É a alma doente.


STEDILE - Cassação da Medalha da Inconfidência

Por Reinaldo Azevedo


A delação premiada de Lula


O clipe de Lula no Comperj, reproduzido no post anterior, resume em 1’46” a rapina cometida na Petrobras.


A versão integral do discurso é ainda mais reveladora. É quase uma delação premiada de Lula.

Inicialmente, ele citou as autoridades presentes ao evento. Cinco deles estão sendo investigados pela Lava Jato:
  1. “Quero começar cumprimentando o companheiro Sérgio Cabral”.
  2. “Nosso companheiro Pezão”.
  3. “O ministro Edison Lobão”.
  4. “O nosso querido Paulo Roberto Costa, presidente em exercício da Petrobras”.
  5. “Nosso companheiro Jorge Sergio Machado, presidente da Transpetro”.
Em seguida, ele explicou os motivos daquele evento:

“Eu sei que tem algumas pessoas que estão perguntando ‘por que o Lula já visitou pela terceira vez o Comperj, se ainda a obra não está sendo construída, está na fase da terraplanagem?’ A primeira coisa que tem que compreender é que eu adotei como filosofia de vida aquela de que ‘é o olho do dono que engorda os porcos’. Então, eu tenho que estar presente sempre, para saber se as coisas que nós decidimos estão funcionando”.

Lula, Dilma e o companheiro Paulo Roberto 
antes do discurso no Comperj
Cinco anos mais tarde, as obras no Comperj continuam paradas, mas a filosofia de vida de Lula funcionou: os porcos engordaram um bocado.

Depois de falar sobre seus porcos, Lula disse que sabia da roubalheira em Abreu e Lima. Ele disse também que a roubalheira tinha de prosseguir:

“Se a gente não fica esperto, a obra da refinaria de Pernambuco estaria parada. Porque se levantou suspeita de sobrepreço em algumas obras. E foi para a comissão do Congresso, a comissão do Congresso colocou no anexo VI, e eu vetei, porque senão teria que ter mandado embora 27 mil trabalhadores”.

Lula esclareceu igualmente que, para engordar seus porcos, a ração teria de ser fornecida pela própria Petrobras:

“O companheiro Paulo Roberto Costa sabe, a Dilma Rousseff, como presidenta do conselho administrativo da Petrobras, sabe, o ministro Lobão, como ministro de Minas e Energia, sabe que, há cinco anos atrás, se dependesse da vontade da Petrobras, não teria nenhuma refinaria no Brasil”.

Outro porco do chiqueiro de Lula, Hugo Chávez, entrou na história:

“Numa visita de trabalho do presidente Chávez, conseguiu a parceria para a PDVSA se associar à Petrobras. Levamos três anos para construir essa parceria, porque a Petrobras e a PDVSA são duas grandes empresas, e duas moças bonitas no mesmo baile, elas sofrem uma concorrência natural entre elas, e nós demoramos muito para construir a engenharia do acordo que, graças a Deus, está pronto e está andando”.

Lula, a essa altura, introduziu o único assunto que realmente interessava:

“São bilhões de dólares, de investimentos. Se a gente for medir só o que a gente está fazendo, a gente vai ultrapassar os US$ 60 bilhões em refinaria neste país”.

E apresentou seus cúmplices:

“Aqui tem muitos empresários do setor da construção civil”.

O juiz Sergio Moro poderia usar o discurso de Lula como prova da Lava Jato. Ele mostra claramente quem era o chefe do esquema.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

OS VERDADEIROS GOLPISTAS


A palavra "golpe" tanto serve para definir a tentativa de afastar o governo do poder quanto a de manter o governo no poder por meios extra-constitucionais. Portanto, na atual situação brasileira, golpista é quem quer impedir, mediante constrangimento moral, sofismas e outros mecanismos ainda mais repulsivos, que se faça uso do processo de impeachment, instrumento que a Constituição disponibiliza para situações como esta em que se encontra a República.

Os que fizeram ninho nos poderes de Estado e converteram suas convicções em receitas para ascensão funcional estão em estado de choque. Fazem companhia aos parceiros da mídia e do mundo acadêmico que se acostumaram a falar sozinhos para auditórios subjugados por uma hegemonia que tritura neurônios como uma usina de brita quebra rochas. Em pedacinhos. Nas últimas décadas, uns e outros jamais se depararam com algo semelhante. Povo na rua bradando contra seus amados ícones. Panelaços contra sua idolatrada "presidenta". Lula vaiado e se escondendo entre guarda-costas e companheiros. Rechaço popular a bandeiras vermelhas. Multidões pedindo impeachment.

Como agir diante de algo assim? Proclamar, com insistência, a elevada estatura moral do partido? Ajustar o elmo, esporear o cavalo e brandir espadas em defesa das virtudes do governo Dilma, como zelavam pela pureza feminina os cavaleiros medievais? Investir recursos na modorrenta militância de sanduba, refri e R$ 35? Apelar para a velha estratégia de desqualificar indivíduos e multidões, raças, classes sociais, pigmentação da íris? Incrível como o velho Karl Marx fez vistas grossas à importância da cor dos olhos na luta de classes, não é mesmo?

A desqualificação encontrou na acusação de golpismo o mais entoado de seus refrões. "Impeachment é golpe!". E por aí vão. Unem-se em coro colunistas, comentaristas, parlamentares e dirigentes petistas. Quem pede o impeachment da sua amada "presidenta" é golpista. E pronto. O interessante é que nenhum deles tem coragem de, em público, proclamar a elevada dignidade moral do governo, sua honra e probidade. Nenhum jornalista ou líder político escreve, fala ou mostra a cara na tevê para sustentar o insustentável. Todos sabem que a sociedade tem motivos de sobra para estar enojada do governo e de suas práticas. É muito mais fácil, então, evadir-se da encrenca pelo lado oposto, desqualificando os 63% da população brasileira que clamam pela solução racional e constitucional: o impeachment da presidente.

Não pode ser "golpe" o apelo a um instrumento constitucional, com lei própria, que só terá o efeito desejado se seguido o rito determinado pela Constituição e pela lei federal que trata especificamente do assunto. Golpista, portanto, é quem tenta impedir isso.


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Percival Puggina (70), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, integrante do grupo Pensar+.

O desastre da PETROBRAS, a obra dos Companheiros PeTistas e o que disse DILMA em 2009 para matar uma CPI...


Os números da Petrobras que vieram a público não derivam de uma tramoia urdida pela oposição. Também não decorrem de alguma armação orquestrada por adversários do estatismo. Aldemir Bendine, atual presidente da empresa, que acompanhou a confecção do balanço, é um petista com extensa folha de serviços prestados ao petismo. Foi posto na estatal para, vamos dizer, arranjar as coisas: nem poderia ser inconvincente a ponto de o mercado dar de ombros e considerar o balanço uma empulhação; nem poderia ser, vamos dizer, de um realismo cru.

E foi esse misto de realismo e prudência industriada que produziu, ainda assim, números espantosos: o prejuízo da Petrobras, no ano passado, foi R$ 21,587 bilhões. O custo-corrupção, por enquanto, está em R$ 6,194 bilhões. A revisão dos ativos levou a uma baixa de R$ 44,636 bilhões. O ano passado terminou com a empresa devendo R$ 351 bilhões.  O irrealismo, ou surrealismo, em que a empresa estava metida era de tal ordem que o mercado internacional até que reagiu bem aos números. Talvez aconteça o mesmo por aqui nesta quinta.

Atenção, meus caros! A admissão desses números não decorreu de uma iniciativa interna, dos comandantes da empresa, do governo, das autoridades públicas responsáveis pela área. Tratou-se de uma imposição da consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC) para continuar a auditar o balanço.

Eis aí o resultado de 12 anos de gestão petista. Como ignorar que o modelo de eficiência e gestão da Petrobras, cantado em prosa e verso, permitiu que a empresa se tornasse um covil, uma associação criminosa, um valhacouto, um abrigo de larápios? E sempre caberá a pergunta óbvia e obrigatória: onde mais?

E que se note: a empresa não exibe esses resultados desastrosos apenas por causa da corrupção. A ela se somam também a má gestão, as decisões equivocadas, a tacanhice ideológica e a vigarice intelectual. A Petrobras chega à pior situação de sua história — trata-se da petroleira mais endividada do planeta — porque o petismo usou o preço do combustível para compensar sua política econômica canhestra e caduca. Agora mesmo, enquanto escrevo, a estatal vende combustível com prejuízo em razão da questão cambial. Isso será corrigido?

É preciso ir além. Dados os números, a empresa terá de vender ativos e, por óbvio, não poderá arcar com as obrigações que lhe impõe o regime de partilha do pré-sal. Mas a estupidez e a ideologia barata continuarão a deitar a sua sombra sobre a racionalidade.

O passado da Petrobras, mesmo com um encontro de contas, que acabará sendo recebido até com boa vontade pelo mercado, é esse que vemos, com tais números. Mas que futuro aguarda a empresa brasileira? Basta olhar para o mercado mundial de petróleo para constatar que o nacionalismo bocó, misturado com a ladroagem mais nefasta, conduz a Petrobras à inviabilidade.

Eu poderia deixar barato, mas não vou, não. Dilma é a chefona do setor energético — e também da Petrobras — há 12 anos. Está no 13º.  Esta senhora só admitiu que poderia haver algo de errado na empresa 15 dias antes da eleição — e ainda o fez de modo oblíquo.  Em 2009, já pré-candidata à Presidência, a então chefe da Casa Civil foi a público para tentar implodir, e conseguiu, a CPI da Petrobras.

Vejam o vídeo abaixo. Eu transcrevo a sua fala em seguida.


“Eu acredito que a Petrobras é uma empresa tão importante do ponto de vista estratégico, no Brasil, mas também por ser a maior empresa, a maior empregadora, a maior contratadora de bens e serviços e a empresa que, hoje, vai ocupar cada vez mais, a partir do pré-sal, espaço muito grande, né?, ela é uma empresa que tem de ser preservada. Acho que você pode, todos os objetos, pelo menos os que eu vi da CPI, você pode investigar usando TCU e o Ministério Público. Essa história de falar que a Petrobras é uma caixa-preta… Ela pode ter sido uma caixa-preta em 97, em 98, em 99, em 2000. A Petrobras de hoje é uma empresa com um nível de contabilidade dos mais apurados do mundo. Porque, caso contrário, os investidores não a procurariam como sendo um dos grandes objetos de investimento. Investidor não investe em caixa-preta desse tipo. Agora, é espantoso que se refiram dessa forma a uma empresa do porte da Petrobras. Ninguém vai e abre ação na Bolsa de Nova York e é fiscalizado pela Sarbanes-Oxley e aprovado sem ter um nível de controle bastante razoável”.

Nota: Sarbanes-Oxley é o nome de uma lei dos EUA (formado a partir dos respectivos sobrenomes de um senador e de um deputado), de 2002, que estabelece mecanismos de transparência contábil para as empresas que operam na Bolsa dos EUA.

Enquanto Dilma dizia essas coisas, os ratos corroíam a Petrobras.

Convenham: quando menos, Dilma deveria ser enviada para uma cadeia moral, não é mesmo?