A primeira semana do
ano começa com péssimas notícias para o governo na economia e na Operação Lava
Jato. No 'Sem Edição', Carlos Graieb comenta também a Medida Provisória que
modifica os acordos de leniência, editada às vésperas do Natal.
domingo, 10 de janeiro de 2016
sábado, 9 de janeiro de 2016
Que tal mandar Lula jogar na China?
O Presidentro Luiz Inácio Lula da Silva, um corintiano roxo, vive agora
uma contradição futebolística. Politicamente, $talinácio joga no time de
petistas que desejam se dar bem fazendo parcerias mi ou bilionárias de negócios
com chineses no Brasil. Agora, o torcedor Lula será obrigado a iludir fanática
torcida do Corinthians, fingindo que também está pt da vida com a dizimação do
time campeão brasileiro de 2015 - cujos craques são ferozmente comprados até
por times da segunda divisão da China Comunista. Aliás, mandar Lula para a
China seria uma ideia fantástica. Lá, político que sai da linha, costuma
dançar... Acerta esta, Dilma...
Enquanto o craque Lula tenta driblar a inevitável decadência de um
mito, o Capitalismo de Estado Chinês, que está comprando empresas brasileiras a
preço de banana, joga muito pesado no futebol. Basta constatar que todos os
times da Superliga Chinesa pertencem a empresas de economia mista. A maioria é
controlado por empresas públicas que têm participação direta em companhias privadas,
via participação direta estatal. O Presidente da China, Xi Jinping, que é
fanático por futebol, sonha que o esporte se torne, em breve, o principal
produto (de propaganda) do país que detém a segunda maior economia mundial, com
PIB de US$ 4 trilhões.
O dragão capimunista chinês atropela os empobrecidos clubes
brasileiros, aproveitando a crise estrutural do País, que fragiliza nossa
economia. O presidente do Corinthians, Roberto de Andrade, teve de vir a
público ontem para reclamar que os dirigentes chineses nem negociam com os
clubes brasileiros, acertando diretamente com jogadores e empresários salários
insanos, além de depositar, sem aviso prévio, as altas multas de rescisão de
contrato. Andrade esperneou: “Não existe nenhum tipo de defesa. Nessa situação,
podemos perder cinco, seis, sete, todos os jogadores que sejam requisitados
pelos chineses. Os chineses seduzem o atleta com valores e o clube toma ciência
somente meia hora antes de o jogador falar que vai embora”.
O futebol chinês já tem 25 jogadores brasileiros atuando nas duas
principais divisões. Vinte deles estão na elite. Entre seus treinadores, também
conta com os dois últimos técnicos da seleção brasileira: Mano Menezes e
Felipão, além de Vanderlei Luxemburgo, que comandou o Brasil entre 1998 e
2000. O time que mais pega brasileiros é o Guangzhou Evergrande, atual
pentacampeão da Superliga Chinesa. Dos 18 times que compõem a elite chinesa do
futebol, só cinco ainda não têm jogadores brasileiros.
Do mundo da bola para a geopolítica, os capimunistas chineses estão de
olho muito grande nas maiores empresas "estatais" do Brasil. Os
principais alvos óbvios ululantes são Petrobras e Vale - pela necessidade de
petróleo, gás liquefeito e minérios. O agronegócio também é prioridade, pela
necessidade diária de fornecimento de comida para alimentar centenas de milhões
de bocas famintas. Pelo vasto território, com uma economia fácil de ser
assimilada, o Brasil é o lugar perfeito para os projetos expansionistas dos
comunistas chineses. E o mais canalha é que tal plano tem o apoio das
lideranças da petelândia, que falam, abertamente, em "financiamentos"
chineses para "desenvolver o Brasil" (sic).
A "novidade" triste de agora, facilmente compreendida pela
"galera", é que a Corrupção, a politicagem e a ineficiência, que
destroem o Brasil, também arrasam com nosso futebol - que terá dificuldades
imensas de voltar a ser o vangloriado "melhor do mundo". É mais um
gol contra do desgoverno do crime organizado - que precisa ser neutralizado e
contido por uma Intervenção Cívica Constitucional no Brasil.
A boa notícia é que a "Revolução Brasileira" já está em
andamento. Os brasileiros do Bem, interligados nas redes sociais, começam a
debater, livremente, a implantação verdadeira de uma República Federativa. O modelo
que temos agora se esgotou. Foi fruto de um golpe militar que derrubou um
Império, sendo depois "reformado" pelo autoritário Estado Novo de
Getúlio Vargas, "remendado" pelo regime militar de 1964, até ser
destruído pela democradura da "Nova República" de 1985.
O Brasil, felizmente, começa a dar sinais de que pode virar o jogo,
através da inédita Intervenção Cívica Constitucional que se desenha.
Goleada chinesa
O Globo listou os brasileiros no próspero futebol da China:
SUPERLIGA CHINESA:
Guangzhou Evergrande Taobao FC - Alan, Paulinho, Elkeson, Ricardo
Goulart, Robinho e o técnico Felipão
Shanghai SIPG O meia Davi
Shandong Luneng - Jucilei, Júnior Urso, Diego Tardelli, Aloisio e o técnico
Mano Menezes
Beijing Guoan - O atacante Kléber e o meia Renato Augusto
Henan Jianye - o meia Ivo
Chongqing Lifan - o atacante Fernandinho
Jiangsu Sainty - o zagueiro Eleílson
Hangzhou Greentown - o atacante Anselmo Ramon
Tianjin Teda - o zagueiro Lucas Fonseca e o meia Wagner
Guangzhou R&F - o meia Renatinho
Hebei Zhongji F.C. - o atacante Edu
SEGUNDA DIVISÃO:
Nei Mongol Zhongyou F.C. - O atacante Dori
Xinjiang Tianshan Leopard F.C. - O atacante Vicente
Tianjin Quanjian F.C. - - Luís Fabiano, Jadson e o técnico Vanderlei Luxemburgo
Meizhou Kejia F.C. - - O atacante Japa
Momento Vovó da Dilma

Muito fofa a foto da vovó Dilma com o Guilherme, segundo netinho
dela, que nasceu em Porto Alegre, pesando 3,9 quilos, 51 centímetros, para
alegria do casal Paula Rousseff Araújo e Rafael Covolo.
Melhor que isto só ouvir a vovó Dilma falar, em entrevista cafezinho
com a mídia amestrada, que "a Lava Jato pode virá-la pelo avesso",
que nada vai encontrar contra ela...
Imagem diz tudo...

Pode haver algo mais ridículo que uma imprensa que posa para selfie
com uma Presidenta que bate recordes de impopularidade e incompetência de
gestão - marcada por escândalos de corrupção sem fim?
Direito e Justiça em Foco
O Médico Marcos Eurípedes Pimenta é o convidado do desembargador Laércio Laurelli no programa Direito e Justiça em Foco, no próximo domingo, às 22 horas, na rede Gospel.
Defesa para quem precisa

Tradução Wagneriana

O retorno da Marina

PF Indicia mais alguns
Por Correio Braziliense
As mensagens obtidas
pela Operação Lava Jato com a apreensão do celular do ex-presidente da OAS José
Adelmário Pinheiro Filho, conhecido nos meios empresarial e político como Léo
Pinheiro, devem servir de base para gerar uma nova lista de investigados a ser
encaminhada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo
Tribunal Federal.
Ao menos três
ministros da presidente Dilma Rousseff aparecem nos diálogos obtidos na
investigação: o ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner (PT); o ministro da
Comunicação Social, Edinho Silva (PT); e o ministro do Turismo, Henrique
Eduardo Alves (PMDB).
Na quinta-feira
(7/1) o jornal O Estado de S.Paulo revelou mensagens de Pinheiro em que Jaques
Wagner fala sobre a liberação de recursos do governo federal. Os diálogos,
segundo os investigadores, também indicam que Wagner intermediou negociações
para o financiamento de campanhas eleitorais em Salvador, em 2012, no período
em que esteve à frente do governo da Bahia (2007-2014). Em uma primeira análise,
o diálogo é considerado “grave” por investigadores.
POUCO REPUBLICANAS
A avaliação
preliminar é de que as conversas de Léo Pinheiro escancaram os “intestinos de
Brasília” e relações “pouco republicanas” de políticos com empresários na
capital federal. Pinheiro tinha acesso a praticamente toda a classe política,
de acordo com a investigação. Caberá ao grupo que auxilia Janot decifrar, nas
próximas semanas, os supostos esquemas mencionados nos diálogos obtidos e
identificar o que pode ser enquadrado como indício de crime – casos em que
devem ser feitos pedidos de abertura de inquérito.
As mensagens do
celular de Pinheiro foram transcritas pela Polícia Federal e Ministério Público
Federal no Paraná, onde correm as investigações da Lava Jato na 1.ª instância.
No fim de 2015, a PF encaminhou à Procuradoria os casos em que há menção a
políticos com foro privilegiado. O celular de Léo Pinheiro levou ao
conhecimento de investigadores tanto conversas diretas com os políticos, como
contatos com intermediários e menções aos parlamentares e ministros.
MUITOS NOMES
A lista de políticos
mencionados nas conversas registradas no celular de Léo Pinheiro inclui, além
dos três ministros de Estado, os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha
(PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Também fazem parte das
conversas, de acordo com fontes com acesso às investigações, os senadores
Edison Lobão (PMDB-MA) e Lindbergh Farias (PT-RJ); e os deputados federais
Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Osmar Terra (PMDB-RS).
Léo Pinheiro usava
apelidos para se referir aos políticos, como “Brahma” sobre o ex-presidente
Luiz Inácio Lula da Silva. No caso de Lindbergh, a referência identificada
pelos investigadores é a alcunha “lindinho”. Não há identificação, até o
momento, de trocas de mensagens diretas entre Lula e o ex-presidente da OAS.
O ex-tesoureiro do
PT João Vaccari e o ex-deputado federal e ex-líder do partido na Câmara Cândido
Vaccarezza (PT-SP), já investigados na Lava-Jato, também surgem nas mensagens.
Ainda há conversas sobre o ex-tesoureiro do PT condenado no mensalão, Delúbio
Soares, e sobre o advogado Tiago Cedraz, filho do presidente do Tribunal de
Contas da União (TCU), Aroldo Cedraz.
600 PÁGINAS
A expectativa é de
que na volta do recesso do STF, em fevereiro, parte das decisões da
Procuradoria seja revelada. No total, o material com mensagens de Léo Pinheiro
tem quase 600 páginas. O envolvimento do ministro do Turismo, Henrique Eduardo
Alves, está entrelaçado às ações de Eduardo Cunha.
Há relatos de
combinação de encontro entre Cunha e o ex-presidente da OAS, por exemplo, com
intermediação de Henrique Eduardo Alves, segundo fontes com acesso ao material.
(da Agência Estado)
Cerveró revela
propina para eleição de Jaques Wagner em 2006
Por Ricardo Brandt,
Fausto Macedo e Julia Affonso
Estadão - 08/01/16
Ex-diretor da
Petrobrás revelou à Procuradoria-Geral da República repasse de 'um grande
aporte de recursos' para a campanha do petista - atual ministro-chefe da Casa
Civil - ao governo da Bahia; documento com declarações do delator foi
apreendido no gabinete do senador Delcídio Amaral
Cervero2
Documento apreendido
no gabinete do senador Delcídio Amaral (PT/MS), ex-líder do governo no Senado,
atribui ao ex-diretor da área Internacional da Petrobrás Nestor Cerveró a
revelação de que o ministro-chefe da Casa Civil do governo Dilma, Jaques Wagner
(PT), recebeu ‘um grande aporte de recursos’ para sua campanha ao governo da
Bahia em 2006. Segundo Cerveró, o dinheiro teria sido desviado da Petrobrás e
‘dirigido’ pelo então presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli.
Jaques Wagner foi
eleito governador baiano naquele ano e reeleito em 2010. Em outubro de 2015,
ele assumiu a chefia da Casa Civil de Dilma, deixando o Ministério da Defesa.
O documento é um
resumo das informações que Cerveró prestou à Procuradoria-Geral da República
antes de fechar seu acordo de delação premiada. Segundo o jornal Valor
Econômico, os papeis foram apreendidos no dia 25 de novembro, quando Delcídio
foi preso sob acusação de tramar contra a Operação Lava Jato. O senador, que
continua detido em Brasília, temia a delação de Cerveró.
Os investigadores
querem saber como o petista teve acesso ao conteúdo da colaboração do
ex-diretor da Petrobrás. Em sua delação, Cerveró falou de Delcídio e também do
ministro da Casa Civil.
“Na campanha para o
governo do Estado da Bahia, em 2006, houve um grande aporte de recursos para o
candidato do PT, Jaques Wagner, dirigida por Gabrielli. Nessa época, o
presidente Gabrielli decidiu realocar a parte operacional da parte financeira
para Salvador, sem haver nenhuma justificativa, pois havia espaço para referida
área no Rio de Janeiro”, informou o ex-diretor. “Para tanto, foi construído um
grande prédio em Salvador, onde atualmente é o setor financeiro da Petrobrás.”
Ouvido pela
reportagem do Estadão, o ex-presidente da Petrobrás afirmou categoricamente.
“Nunca soube de utilização de recursos ilegais dos fornecedores da Petrobrás
para a campanha do governador Jaques Wagner em 2006 ou em 2010.”
Cervero
Cerveró relatou como
teve ‘conhecimento do fato’. Segundo ele, ‘tal fato era de conhecimento notório
de todos os diretores da Petrobrás. O ex-diretor disse que não sabe qual foi a
empreiteira que construiu o prédio da estatal, ‘sendo que muito provavelmente
foi essa construtora que fez a doação para a campanha de Jaques Wagner’.
“As informações
sobre o dinheiro enviado para a campanha de Jaques Wagner em 2006 foram da
Ouvidoria Geral Maria Augusta (falecida) e de Armando Tripodi (Bacalhau –
Sindicato dos Petroleiros da Bahia) que foi chefe de gabinete de Gabrielli e do
qual me tornei amigo. Durante 6 anos”.
Cervero1
Maria Augusta
Carneiro Ribeiro morreu em 2009 após um acidente de carro no Rio.
O ex-diretor citou
ainda outros nomes em sua delação. “Inclusive a mulher dele Gilze foi nomeada e
ficou 3 anos como ouvidora da BR Distribuidora. Grande quantidade de recursos
veio das operações de trading que Gabrielli e Dutra controlavam juntos com
Manso. Além disso, foi construído o prédio para a área financeira da Petrobrás
onde também houve propina para eleição.”
As assessorias de
Jaques Wagner e da Petrobrás ainda não retornaram ao contato da reportagem.
COM A PALAVRA, JOSÉ
SÉRGIO GABRIELLI
“Repudio, mais uma
vez, o método utilizado para obtenção e o conteúdo das acusações levantadas
através de vazamentos seletivos de delações premiadas.
Em primeiro lugar, o
trecho citado no vazamento da delação, de posse do jornal e sem que eu tenha
tido acesso a ela, fala de pessoas já falecidas, como a ex- Ouvidora Geral da
Petrobrás e do meu ex- Chefe de Gabinete, que nega a informação veiculada. É o
disse que me disse de alguém, que ouviu falar, que outrem teria feito tal
coisa. Nada indica um conhecimento direto sobre a falsa denúncia, seja por
parte do delator, seja por parte do jornalista. Nem há uma acusação explícita,
até pelo próprio delator, segundo a parte do material a que o jornal se refere,
sobre minha participação direta nos pretensos fatos delatados.
Nunca soube de
utilização de recursos ilegais dos fornecedores da Petrobrás para a campanha do
governador Jaques Wagner em 2006 ou em 2010.
Não vejo nenhuma
consistência na informação de que “operações de trading” seriam de competência
da Presidência da Petrobrás. Nunca foram e não são. Desta forma, a pretensa
origem dos recursos é absolutamente falsa.
Mais ainda
incoerente é seu parágrafo seguinte, sobre a realocação de parte das atividades
financeiras e de tributos da Petrobrás para Salvador. Além de ter sido uma
operação que reduziu custos da empresa, consolidando suas atividades de
pagamentos e de acompanhamento tributário, o Cofip (Centro de Operações da Área
Financeira), órgão responsável por estas atividades, inicia suas operações em
julho de 2008, portanto dois anos depois das eleições de 2006.
Segundo informativos
da imprensa da época:
“A escolha da
capital baiana como sede do Cofip também foi resultante de um grande processo
de avaliação qualitativa e quantitativa, que começou em 2007, envolvendo
diversas pesquisas. Foram analisados os grandes centros brasileiros onde a
Companhia tem escritórios da Área Financeira, sendo examinados itens como custo
e qualidade de vida, oferta de serviços de educação e saúde e até a
disponibilidade de imóveis. A escolha do local buscou, simultaneamente à
otimização de custo da empresa, reduzir também o custo de vida dos empregados,
mantendo ou melhorando sua qualidade de vida”.
(http://www.dci.com.br/financas/petrobras-cria-cofip-para-gerenciar-atividades-financeiras-da-empresa-id163895.html)
Completando a
informação solicitada:
As reformas do
prédio do Cofip foram realizadas pela empresa Civil, que era a proprietária do
mesmo, sem que tenha havido qualquer irregularidade do meu conhecimento.
Há uma grande
confusão com outro prédio, relacionada à construção da sede da Petrobrás em
Salvador, em outro local e em datas completamente diferentes e que deve ter
sido inaugurada em 2014 ou 2015. Estou fora da empresa deste fevereiro de
2012.”
Fonte: A Verdade Sufocada
Empreiteiro agendava viagens para Lula
Por VEJA.com
A Polícia Federal
interceptou mensagens telefônicas de Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, nas
quais, além de mais de 20 políticos, ele fala sobre Lula. Economia: a poupança
registrou a maior retirada de recursos da história.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2016
terça-feira, 22 de dezembro de 2015
Sociedade da Petrobras com White Martins pode levar Dilma às barras dos tribunais nos EUA

Enquanto o novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, tenta conquistar a
confiança do mercado financeiro para assegurar investimentos no Brasil em 2016,
vem, novamente, à tona o escândalo da Gemini – sociedade formada pela Gaspetro
(subsidiária da Petrobras, com 40% das quotas) e a White Martins (empresa
inteiramente pertencente à norte-americana Praxair Inc., com 60% das quotas).
O nome de Dilma Roussef já foi ligado aos prejuízos sofridos pela Petrobras no
caso Gemini em denúncia formal de investidores levada à Securities and Exchange
Commission – SEC, o Órgão de fiscalização de mercado norte-americano. O Alerta
Total cansou de alertar que a Gemini tinha tudo para causar prejuízos judiciais
a Dilma - caso o assunto se transformasse em mais um pedaço da ação judicial
movida por investidores, lesados nos EUA, contra a Petrobras.
Considerando que, em seu recente depoimento à Polícia Federal, o ex-Presidente
Lula da Silva eximiu-se de qualquer responsabilidade na indicação dos diretores
da Petrobrás, afirmando que “o processo de escolha dos nomes dos Diretores não
contava com sua participação” – é de se perguntar: Contou ou não com a
participação direta e pessoal de Lula a escolha do nome de Dilma para o cargo
de presidente do Conselho de Administração da Petrobras – o órgão que tinha o
dever de fiscalizar e impedir todos os atos delinquentes contra a empresa?
Investidores internacionais, que processam a Petrobras nos EUA, já saberiam a
resposta...
Releia o artigo de domingo: O Sofa do
$talinácio
Dilma sabe de tudo
A Gemini foi uma Sociedade de Propósito Específico criada para produzir
e comercializar Gás Natural Liquefeito (GNL), a partir do Gás Natural fornecido
pela Petrobras à sociedade, por meio de uma sangria feita no gasoduto
Brasil-Bolívia, próximo da cidade de Paulínia (SP).
Amplamente divulgado em inúmeras matérias e artigos publicados no
Alerta Total, inclusive nas duas impactantes séries, “o Dossiê Gemini”, e “o
caso Geminigate”, o negócio compromete mais a presidente Dilma que o badalado
escândalo da compra da refinaria de Pasadena. No caso da refinaria
"ruivinha" do Texas, Dilma ainda tenta se eximir de responsabilidade
alegando que – enganada por um relatório tendencioso elaborado pelo Diretor
Cerveró – ela não poderia avaliar que a compra da refinaria seria uma negociata
altamente lesiva à Petrobras.
Já no caso Gemini, Dilma nunca poderá alegar que não foi alertada em
várias oportunidades sobre diversos aspectos da sociedade visivelmente
prejudiciais à Petrobras. Provas documentais impediriam o tradicional álibi
“não sabia”. As categóricas palavras utilizadas em documentos formais dirigidos
a ela, então presidente do Conselho de Administração da Petrobras, não foram
sequer refutadas.
E deu no que deu. Após ser derrotada em intensa batalha judicial, a
Gemini terá que enfrentar a acusação que tanto temia. Os prejuízos sofridos
pela Petrobras com o subfaturamento de matéria prima poderão trazer
desdobramentos imprevisíveis.
A batalha judicial
Para melhor entendimento, vamos fazer um breve relato dessa disputa
judicial, começando pelo seu último episódio. Em decisão tomada em 10 de
dezembro de 2015, o STJ restabeleceu a validade da medida preventiva que havia
sido adotada pelo Cade em 24 de abril de 2015.
Em referida medida preventiva – que havia sido suspensa em decorrência
de liminar interposta pela White Martins – o Cade determinou que o fornecimento
de gás natural do Sistema Petrobras para o Consórcio Gemini fosse feito de
forma não discriminatória com relação às demais distribuidoras.
Além disso, a medida preventiva determinou que, até a decisão final do
Cade sobre o caso, a White Martins e a Petrobras deveriam celebrar entre si
contrato de fornecimento de gás natural no âmbito do Consórcio Gemini
equivalente ao contrato da Comgás. Mais: foi fixada multa diária de R$ 75 mil
às empresas no caso de descumprimento das obrigações estabelecidas no despacho.
A Gemini chegou a alegar que as medidas determinadas
"destroem" o consórcio. Ocorre que a imposição do Cade para as sócias
entrarem em um acordo fazendo um novo contrato de fornecimento de Gás Natural é
de interesse da sócia Petrobras, que vem sofrendo perdas milionárias, mas vem
esbarrando nos interesses da White Martins, a beneficiária dos preços
subsidiados da matéria prima.
Anteriormente, em junho, a 20ª Vara Federal aceitou um recurso da White
Martins e derrubou a preventiva do Cade, datada de 24 de abril de 2015. O Cade
recorreu ao TRF, e foi bem sucedido. “Nós usamos medida excepcional para
garantir a concorrência no setor e a capacidade do Cade de fazer cumprir as
suas preventivas” - justificou o Órgão de defesa da livre concorrência de
mercado.
O round seguinte foi vencido pela White Martins, mas, agora, em 10 de
dezembro de 2015, o STJ restabeleceu a validade da medida preventiva.
Praticamente esgotadas as possibilidades de serem revertidas as decisões que
foram contestadas, só resta aguardar os próximos lances para discutir um de
seus aspectos mais graves: os prejuízos causados à Petrobras com o
subfaturamento de matéria prima.
A Braskem e a Gemini
É impossível se falar nos prejuízos causados à Petrobras com o
subfaturamento de matéria prima sem se falar sobre uma recente investigação
ocorrida no âmbito da Operação Lava Jato, que identificou prejuízos à Petrobras
estimado em R$ 6 bilhões por conta da venda de matéria-prima Nafta a Braskem,
sociedade constituída entre Petrobras e Odebrecht.
No caso da sociedade White Martins e Petrobras, a matéria prima Gás
Natural é também vendido pela Petrobras abaixo do preço, ocasionando, da mesma
forma, imensos prejuízos, talvez até maiores que os ocorridos no caso da
Braskem.
É de se destacar que a denúncia segundo a qual a Petrobras estava
vendendo Gás Natural abaixo do preço para a Gemini (também chamada GasLocal)
foi comprovada pelo Cade no Processo número 08012.011881/2007-41.
Vale ressaltar, também, que as vendas que causaram prejuízos à
Petrobras foram realizadas durante quase dez anos e no mesmo período (Nafta
para a Braskem, a partir de 2007, e Gás Natural para a Gemini, a partir de
meados de 2006).
O caso Gemini é de extrema gravidade econômica. Quanto mais demorar
esta novela de fornecimento da matéria-prima a preços subsidiados, que vem
desde a entrada em operação da Gemini (meados de 2006), mais aumentará o rombo
a ser coberto, no final das contas, pelos investidores, que temem o pagamento
da conta com mais perdas nos pagamentos de dividendos.
Dura constatação
Definição do estrategista Delfim Neto, sempre tido como um
super-conselheiro informal do governo, desde a Era Lula:
"Estamos numa roleta-russa, não num jogo político."
Deve ser por isso que não é recomendável continuar apostando no cassino
do Al Capone do desgoverno do crime organizado...
Pergunta fatal
Será que o velho-novo ministro Nelson Barbosa, que toma posse na
Fazenda nesta segunda, às 17 horas, concorda com o plano genial do Palhasso do
Planalto de utilizar dinheiro das reservas – US$ 370 bilhões –
do Banco Central para realizar investimentos e reaquecer
a economia?
O Palhasso do Planalto já teria comunicado a polêmica ideia à cúpula do
Congresso Nacional.
Como o negócio está em "fase de estudos", também é preciso
saber se o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, concorda com a
operação...
Dentro e fora

Promessa é dívida?
O Documento "Principais Desafios Macroeconômicos de 2015-18",
apresentado por Nelson Barbosa em 15 de setembro de 2014, na Fundação Getulio
Vargas (FGV), tem uma série de medidas para reequilibrar as finanças
governamentais:
1) Diminuir perdas fiscais com preços regulados, especialmente de
energia e de combustíveis
2) Continuar a reduzir gastos com a folha de pagamento da União em relação ao
PIB
3) Estabilizar os gastos com transferências de renda em relação do PIB
4) Continuar a aumentar o gasto público real per capita com educação e saúde
5) Reduzir gasto com custeio não prioritário em relação ao PIB,
com melhora de gestão e investimento em
tecnologia
6) Aumentar investimento público em transporte urbano e inclusão
digital
7) Reduzir custo fiscal dos empréstimos da União aos bancos públicos
8) Propor solução para as dívidas dos estados e municípios sem comprometer o
equilíbrio fiscal
9) Realizar reforma do PIS-Cofins sem perda de receita
10) Completar reforma do ICMS sem redução do resultado primário
11) Aperfeiçoar e criar uma “saída suave” do Supersimples
12) Aumentar ainda mais a transparência do “gasto tributário” federal
Perguntinha: Será que Barbosa terá condições de cumprir suas promessas?
Melhora na piora

Feliz natal, Otários...

Sem franja

A dupla Barroso e Barbosa da pouca vergonha e do caos!
Os socialistas
chegam enganando quase todo mundo e conquistam o poder pela força da ilusão de
uma massa de excluídos, particularmente em países onde a classe política não
representa nada além de seus próprios interesses, tendo a demagogia e a
corrupção como instrumentos de convencimento e de enriquecimento pessoal.
Para chegarem ao
poder, estimulam a inveja e fomentam a luta de classes, culpando, em especial,
a classe média. Iludem os excluídos com a falácia do “estado provedor”,
estimulando a inépcia, a inação, a falta de brios e a vagabundagem travestida
de desambição.
Em todos os lugares
onde isto foi implantado, enquanto durou, gerou miséria e estagnação e perdurou
até que o caos se instalasse de forma irremediável.
Nós, apesar de tudo,
estamos com sorte, pois o caos se estabeleceu antes que o sistema estivesse
implantado, provocando uma mudança de atitude da “massa”, hoje vítima do
desemprego, da inflação, do aumento de impostos e da depressão econômica.
Afinal, o “socialismo dura enquanto durar o dinheiro dos outros” e este já
acabou!
As condições
objetivas para levar a massa ignorante a apoiar o golpe socialista foram por
águas abaixo – junto com a lama da “São Marcos” -, abriram os olhos do povo
para a realidade e provocaram sua revolta contra o engodo e o achaque de que
foi vítima.
Resta ao governo
apenas o apoio dos arruaceiros da CUT, do MST, do MTST e da UNE e de servidores
de segunda categoria que, forçados pelas circunstâncias, abandonam o expediente
para sacudir bandeiras vermelhas, assoprar apitos, repetir impropérios e comer
sanduíches de mortadela!
Em meio a tudo isto,
agravando a repulsa, o desprezo e a indignação da imensa maioria do povo, a
Suprema Corte da Justiça, vendida e não vendada, devolvendo favores, cumprindo
compromissos inconfessáveis ou, simplesmente, dando rédeas a seus
convencimentos ideológicos ou fraquezas congênitas, deixa-se conduzir pela
retórica de um“Barroso” desavergonhado e cria condições para que o sistema de
compra de votos e de consciências possa adiar a satisfação da vontade dos
brasileiros de ver Dilma Rousseff e o PT na lata de lixo da história.
O rito estabelecido
pelo STF para o processo de impedimento da governanta, embora não impeça a
conquista do objetivo, dificulta ainda mais a passagem sobre os obstáculos da
corrupção endêmica e, de forma não republicana, interfere em procedimentos que,
constitucionalmente, estariam fora do alcance do Judiciário!
Por outro lado, em
mais uma demonstração de que está completamente perdida e insensível à
realidade do caos, Dilma tira Levy e coloca em seu lugar um “Barbosa”, um pau
mandado, sem personalidade, que, intimidado pela arrogância da governanta,
acredita que ela seja, de fato, uma economista capaz de dar algum outro rumo ao
País que não a meteórica vertical descendente em que o colocou.
O mercado, o
desemprego, a inflação, o aumento de impostos, a depressão econômica e a
incapacidade gerencial deste governo inviabilizarão qualquer tentativa de
recuperação da estabilidade e a revolta popular, crescente, visível e
inevitável, irão tirá-los, todos, do poder, mais cedo ou mais tarde.
Deus é grande e
seguramente brasileiro e há de querer que isto seja feito de forma enfática,
enérgica, vigorosa e definitiva, mas em ordem e, preferencialmente, com os
recursos da lei, mesmo manipulada pelo caráter duvidoso de quem deveria zelar
por ela.
10 Estratégias de MANIPULAÇÃO EM MASSA utilizadas diariamente contra você
Noam Chomsky é um linguista,
filósofo, cientista cognitivo, comentarista e ativista político
norte-americano, reverenciado em âmbito acadêmico como “o pai da linguística
moderna“, também é uma das mais renomadas figuras no campo da filosofia
analítica.(Fonte)
"Em um estado totalitário
não se importa com o que as pessoas pensam, desde que o governo possa
controlá-lo pela força usando cassetetes. Mas quando você não pode controlar as
pessoas pela força, você tem que controlar o que as pessoas pensam, e a maneira
típica de fazer isso é através da propaganda (fabricação de consentimento,
criação de ilusões necessárias), marginalizando o público em geral ou
reduzindo-a a alguma forma de apatia " (Chomsky, N., 1993)
Inspirado nas ideias de Noam
Chomsky, o francês Sylvain Timsit elaborou a lista das “10 estratégias mais
comuns de manipulação em massa através dos meios de comunicação de massa.”
Sylvain Timsit elenca
estratégias utilizadas diariamente há dezenas de anos para manobrar massas, criar
um senso comum e conseguir fazer a população agir conforme interesses de uma
pequena elite mundial.
Qualquer semelhança com a
situação atual do Brasil não é mera coincidência, os grandes meios de
comunicação sempre estiveram alinhados com essas elites e praticam
incansavelmente várias dessas estratégias para manipular diariamente as massas,
até chegar um momento que você realmente crê que o pensamento é seu.
1. A estratégia da Distração
O elemento primordial do
controle social é a estratégia da distração, que consiste em desviar a atenção
do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites
políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio, ou inundação de
contínuas distrações e de informações insignificantes.
A estratégia da distração é
igualmente indispensável para impedir o público de interessar-se por
conhecimentos essenciais, nas áreas da ciência, economia, psicologia,
neurobiologia e cibernética.
“Manter a atenção do público
distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem
importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo
para pensar; de volta à granja como os outros animais.”
2. Criar problemas e depois
oferecer soluções
Este método também é chamado
“problema-reação-solução”. Se cria um problema, uma “situação” prevista para
causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas
que se deseja aceitar.
Por exemplo: Deixar que se
desenvolva ou que se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados
sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e
políticas desfavoráveis à liberdade.
Ou também: Criar uma crise
econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos
sociais e o desmantelamento dos serviços públicos (qualquer semelhança com a
atual situação do Brasil não é mera coincidência).
Este post PORQUE A GRANDE MÍDIA
ESCONDE DE VOCÊ AS NOTÍCIAS BOAS? retrata bem porque focar nos problemas é
interessante para grande mídia.
3. A estratégia da gradualidade
Para fazer que se aceite uma
medida inaceitável, basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, por anos
consecutivos. Foi dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente
novas, neoliberalismo por exemplo, foram impostas durante as décadas de 1980 e
1990. Estratégia também utilizada por Hitler e por vários líderes comunistas. E
comumente utilizada pelas grandes meios de comunicação.
4. A estratégia de diferir
Outra maneira de se fazer
aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como “dolorosa e necessária”,
obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura.
É mais fácil aceitar um
sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não
é empregado imediatamente.
Depois, porque o público, a
massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “amanhã tudo irá
melhorar” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao
público para acostumar-se à ideia da mudança e aceitá-la com resignação quando chegue
o momento.
5. Dirigir-se ao público como
crianças
A maioria da publicidade
dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e
entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se
o espectador fosse uma criança de pouca idade ou um deficiente mental.
Quanto mais se tenta enganar ao
espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê? “Se alguém
se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então,
em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma
resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como as de uma
pessoa de 12 anos ou menos de idade.”
6. Utilizar o aspecto emocional
muito mais do que a reflexão
Fazer uso do aspecto emocional
é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e
finalmente no sentido crítico dos indivíduos.
Por outro lado, a utilização do
registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para
implantar ou injetar ideias, desejos, medos e temores, compulsões ou induzir
comportamentos.
7. Manter o público na
ignorância e na mediocridade
Fazer com que o público seja
incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle
e sua escravidão.
“A qualidade da educação dada
às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de
forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores e as
classes sociais superiores seja e permaneça impossível de ser revertida por
estas classes mais baixas.
8. Estimular o público a ser
complacente com a mediocridade
Promover ao público a crer que
é moda o ato de ser estúpido, vulgar e inculto.
9. Reforçar a
auto-culpabilidade
Fazer com que o indivíduo
acredite que somente ele é culpado pela sua própria desgraça, por causa da
insuficiência de sua inteligência, suas capacidades, ou de seus esforços.
Assim, no lugar de se rebelar
contra o sistema econômico, o indivíduo se auto desvaloriza e se culpa, o que
gera um estado depressivo, cujo um dos efeitos é a inibição de sua ação. E, sem
ação, não há questionamento!
10. Conhecer aos indivíduos
melhor do que eles mesmos se conhecem
No transcurso dos últimos 50
anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado uma crescente brecha entre os
conhecimentos do público e aqueles possuídos e utilizados pelas elites
dominantes.
Graças à biologia, a
neurobiologia a psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um
conhecimento avançado sobre a psique do ser humano, tanto em sua forma física
como psicologicamente.
O sistema tem conseguido
conhecer melhor o indivíduo comum do que ele conhece a si mesmo. Isto significa
que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder
sobre os indivíduos, maior que o dos indivíduos sobre si mesmos.
Nós do Yogui.co acreditamos que
para se manter desperto e apto a tomar decisões sem sermos massa de manobra
devemos nos autoconhecer, e o caminho mais profundo de autoconhecimento é a
meditação (ao nosso ver). A simples tarefa de olharmos internamente para cada
nuance de nosso ser e questionar cada célula, cada pensamento é o caminho
básico para quem deseja despertar de toda essa manipulação que foi pensada e
estrategiada para nos manter dispersos.
Quanto mais disperso o ratinho
Mais facilmente cai na ratoeira
Fonte: A Verdade Sufocada
segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
Renúncia Coletiva
Por Carlos Henrique Abrão
Algumas reflexões e lições podem ser extraídas ao longo do
desgoverno que irradia seus efeitos para todos os setores da vida nacional.
Tivemos um Ministro Joaquim Barbosa que foi intrépido no combate ao crime
organizado do mensalão. Agora surge um outro Barbosa, Ministro da Fazenda, o
qual, sem não tomar rapidamente as medidas urgentes, corre o risco de solapar a
Nação.
O único caminho para a reconstrução do Brasil se chama
renúncia coletiva, e provavelmente em todos os poderes da República, a fim de
que a sociedade seja capaz de reverter a gravidade da situação e estancar a
sangria. O retrocesso que vivemos é impagável da memória de todos, e os preços
inflacionados no pior dos mundos, o poder aquisitivo em franca decadência.
Como sucederia a renúncia coletiva, simplesmente pelo pacto
de governabilidade. Executivo, Legislativo e Judiciário exerceriam o nostra
culpa e abririam mão das suas prerrogativas em prol da melhoria das condições
de mudança de rumo e direção. Cada dia o 7X1 se torna mais irritante, e nem
mesmo o 7X4 do STF nos permite ver o horizonte se há uma regra constitucional
como poder reescrever sem a mudança da Lei Maior ou rasgando clausula pétrea.
O nosso modelo afundou definitivamente. Na vizinha Argentina
o presidente Mauricio Macri, em menos de uma semana, tomou medidas de impacto,
desde a desvalorização do câmbio, expulsão da Venezuela do Mercosul e nomeação
de dois Ministros para Suprema Corte, recuando depois de ser pressionado.
O problema do Brasil é que tudo, desde a colonização,
passando pelo Império e eclodindo na República, está absolutamente numa
perspectiva errática. Com efeito, no judiciário, a nomeação dos Ministros não
pode ser feita ao bel talante do executivo, é fundamental que os magistrados
votem e elejam seu representante, tenham voz, e o modelo democrático via voto
obrigatório está falido.
Sim, o Brasil faliu ética, moral, social, economicamente.
Não temos dúvida alguma, se não houver uma grandeza daqueles que nos dirigem
nesse momento, o descalabro será tanto maior no próximo ano. Nesse diapasão,
portanto, a visão mais plausível do modelo é uma renuncia coletiva que aconteça
em relação aos três poderes para que a sociedade se autogoverne.
Não podemos ter mais de 5 mil municípios e a mesma sintonia
do numero de senadores de estados menores com os maiores da federação. O modelo
apresenta fadiga do material e somente será combativo se houver uma ampla
reforma constitucional, a começar pela mudança do sistema tributário,
partidário, e político.
Acabar com o bicameralismo e substituir pelo unicameralismo,
tornaria mais rápido o processo de tramitação legal e diminuiria os embates
entre ambas as casas. Somos e devemos reconhecer uma Nação emergente, e isso
somente acontece em razão de gastos e despesas de ordem pública que não se
fazem em Países desenvolvidos.
Do total de mais de 500 deputados e 81 Senadores com gastos
supérfluos e passagens aéreas, poderíamos montar uma estrutura de maneira
unicameral com 300 políticos, envolvendo 250 deputados e 50 senadores, o que
bem representaria a Nação, e fazer um corte radical de 5500 Municípios para 2
mil no máximo e de Estados de 27 para 15.
Com tudo isso seriam redimensionados os gastos, e um estudo
muito dinâmico revelou que se a mudança sobrevivesse ao embate, teríamos uma
economia de 100 bilhões ao ano. Não precisaríamos de CPMF ou aumento de
alíquotas e até mesmo criação de impostos.
Enquanto não modelarmos a Federação, reconstruirmos a
República e sintonizarmos a governabilidade, marcaremos uma utopia e ficaremos
numa posição surrealista de retrocesso. Entretanto, com a renúncia coletiva ou
a radical alteração que produziria um macrocorte dos gastos públicos, a Nação
respiraria fortemente para um amanhã promissor.
Fonte: Alerta Total
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Carlos Henrique Abrão, Doutor em Direito pela USP com
Especialização em Paris, é Desembargador no Tribunal de Justiça de São Paulo.
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