sexta-feira, 24 de julho de 2015

O Bando

Enfim, o tema musical da educação brasileira


Esta é uma peça de humor. A música que originou essa paródia chama-se "A Banda" e é de autoria de Chico Buarque de Holanda. O autor ou sua família não têm nenhuma relação com a letra da paródia que foi feita por Filipe Trielli. O autor da paródia se isenta de qualquer remuneração sobre os direitos autorais da mesma.

O BANDO

Estava à toa na classe o professor me chamou
Pra me lobotomizar, me transformar num robô
Me encheu de frase de efeito destilando rancor
Pra me lobotomizar, me transformar num robô

O mensaleiro que contava dinheiro parou
E o blogueiro que levava vantagens pirou
A Namorada que gostava de Beagle
Parou para retocar a maquiagem

O Sakamoto que odiava o sistema curtiu
A Marilena que andava sumida Chauiu
A esquerdalha toda se assanhou
Pra me lobotomizar, me transformar num robô

Estava à toa na classe o professor me chamou
Pra me lobotomizar, me transformar num robô
Me encheu de frase de efeito destilando rancor
Pra me lobotomizar, me transformar num robô

Não tive saco pra encarar Bakunin nem Foucault
Gosto do Chico e acho que ele é um grande cantor
O Professor falou que a coisa mais bela
Era explodir bomba feito o Marighella

A Marcha rubra se espalhou e a direita não viu
O Paulo Freire virou santo e fudeu com o Brasil
A Faculdade toda se enfeitou
Pra me lobotomizar, me transformar num robô

 Eu vi que o capitalismo era feio e cruel
Eu vi que em Cuba era bom e que eu amava o Fidel
Anotei tudo no iPad e pus no computador
Depois eu vou te ensinar porque eu virei professor


Fonte: YouTube

Teoria do domínio do fato pode levar Lula e Dilma para a cadeia?

Por Luiz Flávio Gomes
 
Dilma e Lula, com o propósito inequívoco de se perpetuarem no poder (a política é o meio de se alcançar e de se manter no poder, dizia Maquiavel), tinham o domínio da mais megalomaníaca organização criminosa que promoveu a ultrajante corrupção ocorrida na Petrobras? Depois que escrevi sobre os 10 passos jurídicos para a prisão de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), muitos internautas pediram para abordar a questão jurídica da teoria do domínio do fato (e sua eventual aplicação em relação aDilma e Lula). Vamos por partes.

1. Mesmo que um milhão de provas sejam obtidas (o que não é o caso, por ora),enquanto Dilma estiver no exercício da presidência da República ela não pode ser responsabilizada por atos estranhos às suas funções (investigada sim, eu defendo, processada não). Não cabe contra ela, ademais, nenhum tipo de prisãocautelar (antes da sentença final). Para se instaurar qualquer tipo de processo contra ela (por crime comum ocorrido no exercício das funções ou por crime de responsabilidade que permite o impeachment) é preciso que 2/3 da Câmara dos Deputados admitam a abertura do processo. O presidente da República, particularmente nas republiquetas cleptocratas, é o político mais blindado (para se evitar mais instabilidades que as costumeiras).

2. E o Lula, pode ser alcançado pela teoria do domínio do fato? Essa teoria foi criada pela ciência penal (dela se fala desde o princípio do século XX) para definir quem pode ser entendido como autor de um crime. A lei penal brasileira nada diz expressamente sobre isso. A doutrina tradicional (até o começo do século XX, sem nenhuma discussão) sempre considerou autor apenas quem pratica diretamente a conduta descrita na lei penal (no homicídio, por exemplo, autor é quem mata; no roubo, é quem subtrai a coisa ou constrange a vítima; na evasão de divisas, quem promove o ato evasivo; na lavagem de dinheiro sujo, quem realiza o ato de lavagem etc.).

3. Com Hegler, em 1915, essa velha teoria sofreu os primeiros abalos. O tema foi aprofundado por Lobe, em 1933. De forma clara e didática foi Welzel (a partir do final da década de 30) quem iniciou a transformação da doutrina clássica, afirmando “autor de um crime é quem tem o domínio do fato, é quem pratica o fato diretamente – o verbo descritivo do crime -, quem tem o poder de alterar o seu curso e eventualmente interromper a sua trajetória. Tecnicamente, é autor quem tem o domínio da ação típica (descrita pela lei em cada crime).

4. Essa teoria, amplamente aceita desde o princípio, experimentou trêsdesdobramentos doutrinários e jurisprudenciais (no mundo todo ocidental). O primeiro veio com Claus Roxin que, em 1963, criou a teoria do domínio da organização criminosa (com o propósito de considerar também como autores dos crimes nazistas – não meros participantes – os chefões que organizaram, planejaram e comandaram as atrocidades determinadas por Hitler).

É autor, portanto, não apenas quem tem o domínio direto do fato (domínio da ação verbal do crime: quem mata, quem tortura etc.), senão também quem tem o domínio organizacional de uma associação criminosa constituída fora do Estado de Direito. Todos os comandantes de Hitler foram considerados autores da ignominiosa tragédia nazista (não apenas participantes).

5. O segundo desdobramento da teoria do domínio do fato foi o seguinte: é autor também quem tem o domínio funcional do fato, ou seja, quem colabora funcionalmente para a execução do crime, mesmo sem realizar diretamente a ação verbal descrita na lei. Por exemplo: quem segura e imobiliza a vítima para que ela seja golpeada pelo executor direto do homicídio. Fala-se aqui na teoria do domínio funcional do fato.

6. A terceira (e última) derivação da teoria do domínio do fato é a seguinte: é autor também (autor mediato) quem tem o domínio da vontade de outras pessoas. Fala-se aqui na teoria do domínio da vontade de outras pessoas (prevista no art. 20§ 2º, do Código Penal brasileiro). Um médico, querendo matar seu inimigo que se encontra internado no hospital, prescreve um “remédio” mortífero. O enfermeiro, que de nada desconfia, ministra a injeção letal e mata o paciente. O autor (mediato) do homicídio é o médico, que usou o enfermeiro como instrumento para a execução do crime. O médico, nesse caso, tem o domínio da vontade de terceira pessoa. A ele cabe a responsabilidade penal pelo assassinato, mesmo não tendo executado diretamente a injeção mortífera.

7. Originalmente a contribuição de Roxin[1] versava sobre as organizações criminosas (como o nazismo) constituídas fora do Estado de Direito. Na atualidade, não há como não admitir a aplicação da sua teoria em relação a qualquer organização criminosa, independentemente da sua origem (legal ou ilegal). O que importa (para definir as responsabilidades dentro dela) é seu afastamento das expectativas normativas fixadas pelo direito. Qualquer tipo de organização ou corporação ou empresa ou partido político, a partir do momento que passa a dirigir suas atividades (exclusivamente ou paralelamente) para o mundo do crime (para a bandidagem), de forma estruturada e hierarquizada, deixa de ser fiel ao direito, tornando-se um grupo pernicioso para a convivência social.

8. Não há nenhuma dúvida, assim, que a teoria do domínio do fato (com todas as suas três derivações) é teoricamente aplicável ao escândalo da Petrobras. Todas as pessoas que planejaram, organizaram ou comandaram essa gigantesca organização criminosa, mesmo não tendo praticado diretamente atos criminosos (de fraude nas licitações, superfaturamento, dinheiro para o caixa 2, lavagem de dinheiro nas “doações legais” etc.), podem e devem ser penalmente responsabilizados. Nesse rol de possíveis implicados aparecem, sem sobra de dúvida, os nomes de Dilma e do ex-presidente Lula, com uma diferença: como Lula está fora da presidência, em relação a ele não incide aquela série de restrições constitucionais que abordamos no item 1, supra.

9. Eu particularmente tenho a expectativa de que Lula (e todos os demais implicados no escândalo da Petrobras, independentemente da filiação partidária: PT, PMDB, PP, PSDB etc.) venham a ser responsabilizados penalmente pelo que fizeram. E quando suas penas ultrapassarem 8 anos, que sejam mandados todos para a cadeia (para o regime fechado). De qualquer modo, enquanto vigente o Estado de Direito, a teoria do domínio do fato exige provas concretas para sua aplicação. O Brasil não é (ou não deveria ser) uma oclocracia (governo das massas rebeladas que impõem sua vontade mesmo contra as bases normativas do Estado de Direito). Por mais que seja imprescindível um “bode expiatório” para lavar a alma das massas rebeladas, o direito não pode ser aplicado de forma atropelada.

10. Nesse erro incidiu o STF, no caso mensalão do PT (AP 470). Acertou em condenar todos os réus contra os quais havia provas concretas. Acertou em mandar para a cadeia os condenados ao regime fechado ou semiaberto. Tecnicamente, no entanto, caiu numa armadilha. O Procurador Geral disse que não tinha provas concretas contra os “mandantes” de alguns crimes (incluindo nessa lista o José Dirceu). O STF, que ainda não contava com o instituto da delação premiada naquele tempo, criou (inventou) um quarto desdobramento da teoria do domínio do fato. Inventou a “teoria do domínio da posição de comando”, ou seja, quem tem posição de comando deve ser também responsabilizado como autor. Isso foi duramente criticado pelos discípulos brasileiros de Claus Roxin (Luís Grego e Alaor Leite, v. G.).
E com razão. Pura responsabilidade penal objetiva (que foi banida do direito penal por uma porta e está retornando pela janela). Puro direito penal de autor (logo, do “inimigo”). Nesse erro o STF não deveria recair novamente. Agora, com a delação premiada, está facilitada a colheita das provas. Dentro das regras do Estado de Direito é possível tirar de circulação do cenário cleptocrata brasileiro pelo menos os seus principais protagonistas.

11. Lula, Dilma, Renan Calheiros, Eduardo Cunha, Collor de Mello, Sérgio Guerra (se tivesse vivo) e todas as demais bandas podres do mundo financeiro, econômico, político, administrativo e social devem arcar com suas responsabilidades pelos desmandos praticados (e até levados para a cadeia, se condenados ao regime fechado ou semiaberto). É hora de o Brasil deixar de ser (no campo criminal) uma republiqueta cleptocrata terceiro-mundista que garante a impunidade dos que pilham desavergonhadamente o patrimônio público, para se perpetuarem no poder ou para acumularem riquezas pessoais ilicitamente. Mas tudo tem que ser feito dentro das regras do jogo (ou seja: do Estado de Direito). Erros processuais ou técnicos não podem ser cometidos. Tampouco a responsabilidade penal pode ser presumida (como lamentável e equivocadamente admitiu a ministra Rosa Weber, no seu voto de condenação do Banco Rural no mensalão do PT, na época assessorada pelo juiz Sérgio Moro). Modus in rebus (em tudo há limites).



Fonte: Alerta Total



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Luiz Flávio Gomes, Jurista e professor. Fundador da Rede de Ensino LFG. Diretor-presidente do Instituto Avante Brasil. Foi Promotor de Justiça (1980 a 1983), Juiz de Direito (1983 a 1998) e Advogado (1999 a 2001). Originalmente publicado no site JusBrasil em 21 de julho de 2015.

Cf. ROXIN, Claus. Sobre la autoria y participación en derecho penal. Problemas Actuales de las Ciencias Penales y la Filosofia del Derecho, Buenos Aires, 1970, p. 60 e ss.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

O ajuste inevitável

Por Rodrigo Constantino


A coluna 'A Lente Liberal' com Rodrigo Constantino estréia em TVeja com uma análise sobre a origem dos problemas econômicos brasileiros e o ajuste fiscal. Segundo o colunista de VEJA.com, "uma medida inevitável se o Brasil não quiser ter o destino parecido com o da Grécia".

Vivemos um cenário muito próximo do impeachment

Por Marco Antonio Villa


Para Marco Antonio Villa, o Brasil passa por uma crise institucional que se aprofunda. O historiador comenta o imbróglio envolvendo os poderes e questiona se o Brasil irá aguentar por muito tempo essa crise.

Tem gente querendo acabar com a Lava Jato

Por Josias de Souza


A situação de Eduardo Cunha; O tombo de Dilma na pesquisa; O recado de Sérgio Moro aos empreiteiros; e, O avanço do noivado entre Cuba e os Estados Unidos







16 de Agosto, um marco na caminhada para um novo fim!


Caros amigos

A Sra Dilma Rousseff, de tão desnorteada que está, confunde a continência, o amor à pátria e o respeito dos soldados pelos símbolos nacionais com ameaça de “intervenção militar”. No exercício da função de governanta do Brasil, faz lembrar uma amazona segurando inutilmente as rédeas de um cavalo em disparada. Teoricamente está no controle, quando, na realidade, está à comando do cavalo. Cairá por cansaço na primeira curva da estrada ou no primeiro obstáculo do terreno!

O Partido dos Trabalhadores, aquele que, no dizer de Guilherme Fiuza, acha que expropriar recursos do Estado em seu benefício é um mal necessário para manter a esquerda no poder, por esta e por outras, está enquadrado em todas as cláusulas em que um partido deve ter seu registro cassado: recebe dinheiro do exterior (FARC?), subordina-se ao Foro de São Paulo, faz prestação de contas fraudulentas e mantém, “organizado”, um “exército” paramilitar (MST).

O Sr Lula da Silva já consta da relação do Ministério Público Federal e seus advogados, enxergando que a ameaça transformou-se em realidade, já abaixam as calças pedindo clemência para o cliente. É uma questão de pouco tempo para que seja devida e justamente processado e preso.

O presidente da Câmara, Sr Eduardo Cunha, acusado em delação premiada de receber propina oriunda das negociatas do Petrolão, oficializa sua passagem para a oposição e desafia a justiça e seus desafetos a provar o que dizem. Com ele outros virar-se-ão contra o governo e, como ele, outros estão sendo ou ainda serão investigados e acusados, mostrando as entranhas do que toda a Nação já conhecia pelo cheiro.

A confusão é geral e estes quatro protagonistas da era imoral em que permitimo-nos viver não são os únicos personagens do drama e da trama macabra e desonesta que no momento revolta a opinião pública e repugna o dono do poder: o Povo Brasileiro!

É acertando e errando que a Nação amadurece politicamente, portanto, o fim de tudo isto e o começo de uma nova fase só depende de nós, da nossa determinação e do aprendizado que efetivamente soubermos colher dessa desastrosa experiência de rebeldia, indolência, impunidade, irresponsabilidade, ilusões, libertinagem e ambições desmedidas.

Este é um processo permanente, uma luta sem quartel, uma guerra em que temos que vencer todas as batalhas, sabendo que, se o nosso objetivo é a democracia, jamais aniquilaremos o inimigo, pois a democracia assegura não só a sobrevivência do adversário, mas a sua participação no entrechoque das ideias.

O adversário está fragilizado pelo abuso de seu próprio veneno. A manifestação do próximo dia 16 de agosto pode, consequentemente, definir a manobra desta batalha!

Temos que superar o esforço de 15 de março e exigir a saída da cambaleante Dilma Rousseff, a cassação do registro do PT e a aplicação do rigor das leis para a punição e a execração de TODOS os envolvidos nas maracutaias que quebraram a economia do País, desmoralizaram a Nação e afrontaram a moral, a ética e os costumes que sempre foram e serão os alicerces da família e da sociedade brasileiras.

O Povo Brasileiro tem o poder de mudar o que aí está e começar a dar novo rumo à vida nacional. Será uma longa e árdua caminhada e muitos de nós não a concluiremos, mas guardaremos a felicidade de deixar aos nossos filhos e netos o nosso exemplo e o orgulho de termos dado os primeiros e decisivos passos para um novo fim.

“Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim” – Chico Xavier.


= Nenhuma ditadura serve para o Brasil =

Hadad e a redução da velocidade nas marginais

Por Reinaldo Azevedo


quarta-feira, 22 de julho de 2015

O amigo investigado de Dilma



No Dia do Amigo, o colunista de VEJA Reinaldo Azevedo comenta o abraço fraterno de Dilma em seu amigo investigado pela Procuradoria da República no Distrito Federal. Assista ao 'Aqui Entre Nós', com Silvio Navarro.

Projeção de alta dos preços administrados em 2015 volta a subir

Por Denise Campos de Toledo


De acordo com o Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira (20), as projeções para os preços administrados em 2015 voltaram a subir. Clique no vídeo e confira com Denise Campos de Toledo a situação econômica do país em boletim para a Jovem Pan Online.

Estes 15 anos da GM no RS também poderiam ter sido os 15 anos da Ford


Dia do Amigo - Dilma esqueceu de incluir Janot

Por Reinaldo de Azevedo


Dilma no volume morto, mas não no fundo do poço

Por Josias de Souza


A Era Vargas



Nivaldo Cordeiro discute a Era Vargas com o convidado especial Amaury Oliveira Pio Jr.  Amaury é mestrando em História Social pela Universidade Federal do Amazonas desde 2013, Professor de História, licenciado pela Universidade do Centro-Oeste / UNICENTRO, possui especialização em Ensino e Educação a Distância pela Universidade Católica de Brasília. Ministra aulas para o Ensino Fundamental e Médio, em instituições públicas e particulares. Atua junto ao Centro de Mídias do Estado do Amazonas, ligado a Secretaria de Estado da Educação, onde trabalha com plataforma de Ensino Mediado por Tecnologia.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Vivemos uma grave Crise Institucional

Por Marco Antônio Villa
 

 
Marco Antonio Villa faz um paralelo histórico entre o início dos anos 1960, quando Jânio Quadros renunciou ao cargo dando o lugar a seu vice, João Goulart e a implantação do regime parlamentarista à época, com o ano de 1992, marcado pelo impeachment de Collor. Para o professor o momento atual é de uma crise institucional grave, o que desfavorece qualquer tentativa de mudar os planos de governo do país. Clique no vídeo e confira a análise do historiador e comentarista da Jovem Pan.
 

Crise Institucional

Por Reinaldo Azevedo
 

 

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Documentos mostram que LULA fez lobby para Odebrecht em Portugal



LULA, investigado por tráfico internacional de influência, 
e o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho: Lobby pela 
Odebrecht em Portugal. (Foto: Rita Siza/Público)
Telegrama de Embaixador documenta lobby para Odebrecht

Investigado por tráfico Internacional de influência, em ação criminal do Ministério Público Federal, o ex-presidente Lula teria feito lobby em favor da construtora Odebrecht junto ao primeiro-ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho, para que o governo português desse "atenção" a interesses da empreiteira naquele país.


O lobby de Lula em favor da Odebrecht foi documemtado em telegrama diplomático enviado pelo embaixador brasileiro em Lisboa, Mario Vilalva, ao Ministério de Relações Exteriores, divulgado neste domingo (19) pelo jornal O Globo.

Na correspondência, Vilalva destaca uma entrevista do ex-presidente Lula para rede de televisão portuguesa RTP, ocorrida abril de 2014, na qual o petista aborda desde os 40 anos da Revolução dos Cravos e até defendendo maior participação de empresas brasileiras nas privatizações conduzidas em Portugal, mas sem fazer referência a nenhuma empresa específica.

O documento, no entanto, indica que Lula tratou de interesses da construtora em conversa, que teria ocorrido de forma reservada, com o primeiro-ministro português.


"Repercutiu positivamente na mídia recente declaração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em entrevista à RTP no dia 27/04 último, no sentido de que o Brasil deve-se engajar mais ativamente na aquisição de estatais portuguesas. O ex-presidente também reforçou o interesse da Odebrecht pela EGF ao primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, que reagiu positivamente ao pleito brasileiro", informou o diplomata.

A Odebrecht era uma das empreiteiras que tinham manifestado oficialmente interesse na privatização da Empresa Geral de Fomento . A Odebrecht, no entanto, não chegou a formalizar a proposta e a EGF acabou vendida para a Suma, consórcio formado por empresas portuguesas.

Na quinta (16), a Procuradoria da República no Distrito Federal abriu uma investigação criminal formal contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O petista será investigado por suspeita de tráfico de influência em favor da Odebrecht, no Brasil e no exterior, em obras financiadas pelo BNDES.


A suspeita é de que Lula tenha exercido influência para que o BNDES financiasse obras de Odebrecht, principalmente em países da África e da América Latina.

A empreiteira bancou diversas viagens de Lula ao exterior depois que ele deixou a Presidência, além das contratações para palestras. O Instituto Lula nega qualquer irregularidade e sustenta que o ex-presidente nunca recebeu vantagens para prestar consultoria, fazer lobby ou tráfico de influência.

A defesa do ex-presidente apresentou nesta sexta (17) reclamação ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) pedindo a apuração da conduta do procurador Valtan Timbó Mendes Furtado, que pediu a abertura da investigação criminal.


A representação de Lula pede a suspensão do inquérito, abertura de sindicância e processo administrativo disciplinar para o procurador.

TELEGRAMAS

O Ministério Público Federal já requisitou ao Itamaraty cópias de telegramas diplomáticos e despachos sobre viagens de Lula ao exterior, relacionadas ou não com a Odebrecht. Os principais alvos são visitas a Cuba, Panamá, Venezuela, República Dominicana e Angola.

A reportagem do jornal "O Globo" também teve acesso a outros telegramas que mostram atuação de Lula para o BNDES ao governo do Zimbábue, país africano governado pelo ditador Robert Mugabe, e também viagens para Cuba, onde a empreiteira construiu um porto com recursos do BNDES.


Os documentos informam que, em junho de 2011, o ex-presidente foi recebido no hotel por Marcelo Odebrecht, presidente da empresa e que está preso pelo esquema de corrupção da Petrobras, e o ex-ministro José Dirceu (Casa Civil), que cumpre prisão domiciliar pela condenação no julgamento do mensalão e agora investigado por suspeita de participação nas irregularidades envolvendo a estatal.

VENEZUELA: Os passos para destruir e controlar um país


 
POBREZA, CRIME, DEGRADAÇÃO MORAL SÃO ARMAS DA REVOLUÇÃO COMUNISTA

domingo, 19 de julho de 2015

Os anjinhos caídos de Maria do Rosário e Jean Wyllys matam mais um… Mas continuarão condenados a, no máximo, três anos de internação… E assim será se matarem mais 10! É como as esquerdas entendem os… direitos humanos!


Que coisa, não? Somos obrigados a sentir saudade do que nunca tivemos: um padrão mínimo de civilidade. Em algum momento, ali por meados da década de 90 e alguns poucos anos diante, cheguei a achar que pudesse dar pé, durante a implementação e consolidação do Plano Real. Não tinha nada a ver com escolha ideológica. É que o real e as privatizações, porque necessários, mas não necessariamente fáceis, pareciam firmar algum compromisso da sociedade brasileira com a racionalidade. Huuummm… Depois veio o que sabemos. Estávamos de volta à melancolia.

Foi o que pensei ao saber que Gleison Vieira da Silva, 17 anos, um dos menores homicidas e estupradores do Piauí, foi assassinado por seus três parceiros de barbárie, também menores, dentro do Centro Educacional Masculino (CEM) de Teresina. Pessoas que praticam estupro não são bem-vistas em presídios e instituições que abrigam menores infratores. Por isso, os quatro eram mantidos separados dos demais internos do CEM.

Ocorre que Gleison era considerado pelos outros um alcagueta. É ele quem aparece naquele vídeo relatando, em detalhes, como o grupo, acompanhado de um bandido maior de idade, rendeu as quatro garotas, estuprou-as, torturou-as e as jogou de um precipício, tentando matá-las, em seguida, a pedradas. Uma das adolescentes, de fato, morreu. Os médicos ficaram espantados com a brutalidade. A menina teve esmagamento da face do lado direito, lesões pelo pescoço e traumatismo torácico.

Pois bem. Gleison tinha sido “jurado” pelos outros. É claro que jamais poderiam ter ficado juntos, mas ficaram. Na noite desta quinta, Gleison foi atacado e assassinado pelos comparsas F.J.C.J., de 17, I.V.I. e B.F.O., ambos de 15. Mais grave: ele já havia relatado que estava sendo alvo de ameaças caso não mudasse a sua versão.

Agora o ECA e os imbecis

Pois é… Os quatro, agora os três, estavam em internação cautelar. Afinal, ainda cabe recurso da Defensoria Pública e do Ministério Público contra a sentença que os condenou a três anos de internação — que é a punição máxima permitida pelo ECA. PEC aprovada na Câmara baixou a maioridade penal de 18 para 16 anos para crimes hediondos e afins. Projeto de lei aprovado no Senado aumentou para 10 anos o tempo máximo de internação.

Ainda que as duas propostas sejam aprovadas, nem uma coisa nem outra vão atingir os três anjinhos caídos dos deputados Maria do Rosário (PT-RS) e Jean Wyllys (PSOl-RJ). Até quarta-feira, eles tinham nas costas quatro estupros, um assassinado e três tentativas de homicídio, tudo exercido com os agravantes que vocês conseguirem imaginar. E estavam condenados a, no máximo, três anos de internação. A partir de quinta, ele somam em seu currículo mais um homicídio, igualmente planejado, executado também com requintes de violência. E continuam condenados aos mesmos três anos.

Se, por qualquer razão, houver um rixa entre eles, e mais um for morto, os outros dois, somando mais um cadáver, continuarão condenados a… três anos, mesmo com três cadáveres. Na hipótese de só restar um, idem, aí com quatro. Afinal, está lá no ECA: em nenhuma hipótese, a internação excederá três anos. Ah, sim: se o internado fizer 21 anos, a liberação é compulsória.

Considerando a idade dos agora três responsáveis por estupro quádruplo e duplo homicídio, estivessem em vigor as mudanças propostas, o de 17 seria julgado como adulto, e os outros dois, de 15, poderiam ficar até 10 anos internados. Mas sabem como é… Os nefelibatas não querem. Daqui a três anos — quem sabe menos se forem espertos e souberem fingir bondade —, estarão nas ruas, bem longe das Marias do Rosário e Jeans Wyllys da vida, prontos para estuprar e matar de novo. Ah, sim: também estarão com a ficha limpa. O ECA não permite que seu prontuário seja divulgado. O povo que vá se danar! Que morra!

É a isso que a vigarice moral chama “direitos humanos”…

PÁTRIA GRANDE: O FIM DO BRASIL?




sexta-feira, 17 de julho de 2015

Carta ao Jornalista Reinaldo Azevedo

Por Milton Pires

The Siege: Nova York sitiada
Prezado Reinaldo: 

Nós nos conhecemos pessoalmente na Livraria Cultura, aqui em Porto Alegre, por ocasião do lançamento de “O País dos Petralhas II” (livro que guardo aqui em casa com a sua dedicatória). Leio seu blog diariamente e, se você escrever outro livro, evidentemente, vou comprar e ler. Apesar disso, muito já me irritei (e vou continuar, provavelmente, me irritando) com declarações suas a respeito do PT. Tenho certeza absoluta que você não se importa com a minha “irritação” e vai manter, como sempre fez, seus pontos de vista que tem sempre, na minha opinião, bases muito sólidas.

Hoje eu lhe escrevo em função da Operação Politeia da Polícia Federal – essa que invadiu propriedade de Fernando Collor e tomou seus carros de luxo – dando origem ao seu post de 15/07/2015 às 9:20 com o título“Os inocentes úteis e inúteis que saem em defesa da truculência da PF e do MP estão é no movimento “Fica Dilma!”

A respeito do seu post, fiz um comentário no Facebook dirigido ao amigo Dalmo Accorsini e que reproduzo aqui: Dalmo, parece-me que agora o Reinaldo Azevedo quer se apresentar ao Brasil como o agente especial Hubbart que, nessa foto, diz ao Coronel Devereaux: "Não, coronel, nós não podemos agir como eles...nós não podemos matar e torturar...se nós fizermos isso, eles já ganharam!"

LEMBRE-SE, Dalmo: há uma diferença gigantesca entre o Hubbard e o Reinaldo Azevedo (mesmo que o primeiro seja apenas um personagem do Denzel no filme “Nova York Sitiada”) - no filme HAVIA UM ESTADO DE DIREITO A SER DEFENDIDO, SIM!! Não há, na Suprema Corte, advogados de Partidos Americanos (nem do Hubbard nem do Coronel Deveraux). Ao atacar a ação da PF dizendo que foi "ilegal e espetaculosa", Reinaldo, mesmo apoiado pela letra fria da lei, está fazendo a defesa de algo que não existe mais.

Veja, Reinaldo, o seguinte: ao contrário do que escrevem na internet, eu jamais pensei ou disse que você é “agente tucano”, nunca disse que é “comunista” (embora já o tenha xingado com palavrões quando você disse que o PT não era) e tenho certeza absoluta que nós dois e 91% (já que a popularidade de Dilma é 9%) do povo brasileiro queremos o fim do governo dessa organização criminosa.

Onde estão as nossas diferenças então? Em primeiro lugar, como eu já deixei implícito anteriormente, eu considero, sim, o PT uma organização revolucionária ligada ao narcotráfico e ao Foro de São Paulo; você não.

Em segundo: eu não acredito mais que estejamos vivendo naquilo que se costuma chamar “Estado de Direito”. Viver num “Estado Democrático de Direito” é mais ou menos como a mulher que engravida – não existe mulher “meio grávida” assim como não existe Estado com “algumas instituições ainda funcionando”. Toda estrutura do Estado Brasileiro, Reinaldo, foi tomada pelo PT.

Disso eu tenho certeza absoluta que você já sabe e volto, portanto, ao ponto – nós discordamos da possibilidade de que alguma coisa possa ser feita “rigorosamente dentro da legalidade”.

Você então me perguntaria: “Milton, você acha então que os fins justificam os meios??” e eu lhe respondo - “Eu não, mas o PT sim!” e lhe devolvo a pergunta – como poderemos, Reinaldo, trocar o “pneu com o carro andando”?

As leis estão sendo feitas por eles! São ELES que dizem o que é legal ou não! Ou nós devemos ir até o fim (dentro da lei) e depois deixar que isso seja julgado por Toffoli e Lewandowski? Se é assim, melhor esperar 2018 e aceitar a volta do Lula !

Um abraço!


Fonte: Alerta Total


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Milton Simon Pires é Médico.

Houve RETROCESSO na REFORMA POLÍTICA ?

Por Reinaldo Azevedo


O Pan não é uma antecipação da Olimpíada

Por Augusto Nunes


O redator-chefe de VEJA Fábio Altman e o colunista Augusto Nunes comentam sobre a importância dos jogos Panamericanos que estão sendo realizados em Toronto, no Canadá. O bom desempenho de um país nesta competição significa que a performance também será hábil na Olimpíada do Rio de Janeiro em 2016?

O valor de ser PROFESSOR por Alexandre Garcia


Ato do MTST fecha ruas em SP



Ato do MOVIMENTO DOS TRABALHADORES SEM TETO interdita completamente a Avenida Morumbi, em frente ao palácio dos bandeirantes, sede do governo do estado. Antes, o protesto bloqueou parcialmente a Marginal Pinheiros.

DEBATE sobre Maioridade Penal é obscuro

Por Reinaldo Azevedo


quinta-feira, 16 de julho de 2015

16/08 #VemPraRua

Por Reinaldo Azevedo


Dilma “A Cafetina da Luta Armada”

Por Fernando Gabeira

A presidente foi traída pela delação. Passei a semana navegando pela costa do Maranhão, caprichosamente desenhada pelo mar. São as Reentrâncias Maranhenses, e as percorri já dentro dos limites da Amazônia Oriental. Meu objetivo era o arquipélago de Maiau. Ao chegar mais próximo dele, o nome das cidades já tem um traço indígena: Cururupu, Apicum Açu. Deixei para trás uma grande crise política. Na Ilha dos Lençóis, consegui ver com os nativos alguns noticiários de tevê. Impressionou-me o impacto da Bolsa Família nessas ilhas maranhenses: a maioria dos habitantes ganha salário do governo.

Quando as notícias eram sobre corrupção na Petrobras eles associavam seu lamento à situação da saúde pública: tanta gente precisando, os hospitais caindo aos pedaços. A tese de Dilma de que não respeita os delatores, comparando-os aos que trocaram de lado no período da ditadura, entrou por um ouvido e saiu pelo outro.

O que penso sobre isso ficou claro num artigo que escrevi, criticando a má-fé dos que comparam os delatores premiados a Judas e Joaquim Silvério dos Reis.

Na Ilha dos Lençóis não existe polícia, nem uma cultura antipolicial. Os problemas são resolvidos pela comunidade. Um criminoso jamais pode fugir porque da ilha só se sai de barco e, passando a voz, os barqueiros se recusam a tirá-lo de lá.

Considero uma farsa comparar um empresário que enriquece com a Petrobras com os militantes que deserdaram na luta armada. Naquela época havia tortura. A denúncia, por mais condenável, visava à preservação física. E havia também um compromisso coletivo de tudo fazer para preservar a vida e a liberdade dos companheiros soltos. Será que Dilma considera o grupo de empresários que manobrava as licitações na Petrobras companheiros que devam resistir a tudo para salvar os outros e o projeto do socialismo? Será que considera que o grupo mafioso formado por políticos e milionários tinha nosso mesmo objetivo pretérito: o socialismo, a ditadura do proletariado? Não acredito que ela coloque os interesses nacionais de uma investigação no mesmo nível das torturas e prisões do período militar.

Ela não é tão pouco inteligente assim. Como comparar um sonho, ainda que equivocado, de transformação social, com o propósito puro e simples de roubar a maior empresa estatal? Será que ela considera todo o núcleo desbaratado e preso pela Polícia Federal uma célula transformadora, com outros objetivos além de enriquecer e se perpetuar no poder? Não acredito que ela confunda a VAR- Palmares com o Clube dos Empreiteiros. Nem que ela considere o Ricardo Pessoa aquele Bom Burguês, um homem rico que ajudava o MR8.

O lugar onde estou é muito louco. Dunas intermináveis, o vento forte, a crença de que o Rei Dom Sebastião, morto em 1578, em Alcacer Quibir, está enterrado aqui com seu cavalo branco e todas as joias que conseguiu trazer. No entanto, pareceume uma loucura maior uma presidente do Brasil dizer, nos EUA, com todas as letras, que não respeita delator, assim de forma abstrata, como se colaborar com a polícia fosse uma das maiores baixezas humanas. Se a mensagem que Dilma e o PT querem transmitir de que o roubo na Petrobras se equivale à resistência armada e de que a corrupção é apenas uma continuidade no combate ao capitalismo, tenho razões para protestar.

Escrevi muita coisa criticando a luta armada. Estou cansado de tocar no assunto. Infelizmente, tenho de voltar a ele por uma questão de justiça: a resistência era feita por idealistas. Mesmo quando se assaltava um banco, arriscava-se a vida. O dinheiro, ao que me consta, não era tocado por indivíduos mas destinado à organização. Os assaltos eram feitos com declarações políticas inequívocas. Ninguém enriqueceu. Pelo contrário: os que não aderiram ao PT têm grandes dificuldades, como todos os brasileiros.

Dilma atua, nesse caso, talvez inspirada pelos marqueteiros, como uma cafetina da luta armada. Tenta justificar um assalto aos cofres públicos desqualificando os assaltantes que se arrependeram e querem devolver o dinheiro ao país. No seu discurso, acusados pelo rombo na Petrobras, ela, Lula e os tesoureiros que ainda estão soltos substituem os idealistas da resistência.

Ninguém deve ter acreditado no argumento de Dilma. Vejo que seu índice de rejeição está nas alturas. Não pretendia voltar ao tema, mas ele introduz uma novo atalho para a impunidade. Sabe com quem está falando? No passado, descobertas no crime, autoridades se escudavam no poder. Na versão atual, mistificadores escondem-se atrás do próprio passado.

Alguns presos do mensalão entraram de punho erguido na cadeia. Eles queriam dizer que a prisão era apenas a continuidade de sua luta. Dilma achou a maneira simbólica de erguer o punho, ao ser revelado o elo do petrolão com sua campanha. Foi traída pela delação. Mesmo quando arruínam o país, querem passar por incompreendidos salvadores.


Dilma Governanta: Discurseiras 2015

A cor da bandeira mexicana



Galáxia Rio de Janeiro



Tudo em casa


Conquista do Fogo



Saudação à mandioca

Militares, Continência. Raiva, medo ou idiotice? Atletas que prestam continência para o Hino Nacional irritam esquerda brasileira...


Raiva, revanchismo ou pura idiotice? Atletas que prestam continência para o hino nacional irritam esquerda brasileira.

A esquerda brasileira, em época de baixo status e fracassos repetidos, tenta se agarrar a tudo que surge para tentar denegrir os sentimentos mais nobres que ainda sobrevivem em nosso país. Desta feita querem criticar o zelo pelos símbolos nacionais.

Essa semana a Revista carta Capital, ao invés de exaltar os atletas que receberam medalhas no pan, resolveu criticar a continência que alguns deles fizeram no momento em que o hino nacional foi tocado. Lembrando que os símbolos contém em si os ideais pelos quais todos os verdadeiros patriotas lutam, ordem, progresso e amor a pátria. Prestar continência, colocar a mão no coração ou cantar o Hino Nacional Brasileiro significa, acima de tudo, concordar em lutar por esses ideais.

Carta comparou gestos nobres de nossos atletas a saudações de grupos criminosos, como os panteras negras.

Carta capital publicou:

“Bater continência no pódio não deixa de ser uma manifestação ideológica, o que é historicamente proibido pelo Comitê Olímpico Internacional – basta lembrar o caso dos atletas expulsos dos Jogos Olímpicos da Cidade do México, em 1968, após fazer a saudação dos Panteras Negras no pódio dos 200 metros rasos. E, se o Comitê Olímpico Brasileiro proíbe que atletas expressem suas posições ideológicas em época de competição, como fez a nadadora Joanna Maranhão ao gravar vídeo se posicionando contra a redução da maioridade penal, por que aceita que outros façam saudação militar no pódio depois de receber medalha?”

Que coisa ridícula! A citada revista faria melhor se deixasse uma página em branco do que escrever essa idiotice, essa expressão máxima de “anti-Brasil” que parece correr nas veias de grande parte da esquerda que está no poder.

Parabéns para os nossos atletas, e para as instituições militares que tem fornecido apoio para esses homens e mulheres.

Demos uma passada pela rede social e campos de comentários da Carta Capital, dos cerca de 5000 comentários no facebook, lemos uns 300, não conseguimos encontrar nem um que concordasse com a posição da CARTA.

Um leitor escreveu: “A ideologia está na cabeça de quem escreveu, bem do lado da ignorância e à frente da imbecilidade. O que é isso, falta de assunto ou incompetência linguística???

____
Obs1: Hoje (15/07) pela manhã o artigo de Carta Capital havia sido removido. Estava em: http://esportefinal.cartacapital.com.br/atletas-brasileiros-continencia-podio/  Deve ter isso para a discussão da editoria, sobre deletá-lo definitivamente. Obs2:Retornou as 11 horas. veja abaixo alguns comentários.




Petrolão: José Dirceu não desiste e pede acesso integral aos autos da Operação Lava-Jato


jose_dirceu_42Sol quadrado – Ex-ministro da Casa Civil no governo Lula e mensaleiro condenado à prisão pelo STF, José Dirceu de Oliveira e Silva solicitou ao juiz federal Sérgio Moro, na terça-feira (14), “acesso integral” aos autos da Operação Lava-Jato. O pedido de Dirceu, subscrito por seus advogados, se dá no momento em que o ex-ministro teme que esteja “sob iminente ameaça de prisão”.

Após a delação do lobista Milton Pascowitch, que afirmou que seus contratos de consultoria disfarçam propinas do esquema de corrupção na estatal petrolífera, o petista está convencido de que pode ser o próximo alvo da Lava-Jato. Por isso, no dia 2 de julho, o investigado entrou com pedido de liminar em habeas corpus preventivo no Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF4), mas o recurso foi negado. Agora, José Dirceu aguarda que a decisão seja reconsiderada na 8ª Turma, formada por três desembargadores. A decisão deve sair nesta quarta-feira (15).

O medo de Dirceu aumentou consideravelmente após a Polícia Federal incluir sua empresa, JD Assessoria e Consultoria, em um grupo de 31 empresas “suspeitas de promoverem operações de lavagem de dinheiro” em contratos das obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. A construção foi iniciada em 2007 e deveria custar R$ 4 bilhões, mas já consumiu mais de R$ 23 bilhões da Petrobras.

O documento da PF é o primeiro de uma série de perícias técnicas que apontam um porcentual de desvios na Petrobras de até 20% do valor de contratos. O porcentual é superior aos 3% apontados até aqui na Lava Jato, que incluía apenas propina dos agentes públicos e políticos. A JD – que passou a ser usada por Dirceu para dar consultorias e palestras após sua saída do governo Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006 – integra a tabela de empresas indicadas “como operadoras de lavagem de capitais”.


“No período compreendido entre 31 de maio de 2010 e 28 de fevereiro de 2011, foi identificada movimentação financeira da empresa Construções e Comércio Camargo Corrêa S/A para a empresa JD Assessoria e Consultoria Ltda., num montante de 844,6 mil reais”, informa a perícia. (Danielle Cabral Távora)

Corrida pela Presidência: Marina se destaca e tucanos têm apenas um candidato forte, mostra pesquisa



De olho em 2018, levantamento do Paraná Pesquisas aponta que o eleitor quer ver o PT pelas costas. Pesquisa feita no Rio de Janeiro mostra Marina Silva e Aécio Neves no topo da lista de preferência. Acompanhe os detalhes com Joice Hasselmann.

O porto secreto do Irã na Venezuela

Por Antonio Maria Delgado

A base seria o lar de silos de mísseis balísticos de médio alcance.

O projeto venezuelano de aviões não-tripulados - conhecidos como M2 - está a cargo do engenheiro da Guarda Revolucionária Iraniana, Ramin Keshavarz.

O porto secreto do Irã em Paraguaná, Venezuela, está a apenas 1.880 quilômetros de Miami: a 3.095 quilômetros de Washington DC e a só 988 quilômetros da cidade de Bogotá, Colômbia.

O sistema de foguetes iranianos está capacitado para alcançar facilmente essas distâncias. Só resta saber se o Irã desenvolveu ogivas nucleares para armar seus mísseis. Deve-se levar em conta que o sistema missilístico iraniano de longo alcance classe Shahab-3, pode alcançar alvo de até 5.000 quilômetros.

O governo venezuelano cedeu ao Irã desde há cinco anos o uso de um estaleiro na Península Paraguaná, que é usado pelo país islâmico como porto privado para ingressar equipamentos e material sob um manto secretíssimo, disseram fontes próximas à situação.

O estaleiro Astinave encontra-se no ponto geográfico venezuelano mais próximo dos Estados Unidos e do Canal do Panamá, enquanto que a península foi identificada por fontes de inteligência ocidentais - citadas em duas reportagens do diário alemão Die Welt - como o lugar escolhido pelo Irã para colocar alguns de seus mísseis balísticos de médio alcance.

Um documento obtido por El Nuevo Herald assinala que o governo venezuelano contratou a empresa Iranian Offshore Engineering & Construction Company (IOEC) para que ampliasse o estaleiro, situado no estado Falcón, e que havia sido previamente expropriado pelo governo de Hugo Chávez. O documento - assinado em 2010 por Asdrúbal Chávez, primo do presidente, representando a PDVSA Naval - contempla a construção de um pátio para a fabricação de plataformas.

Porém, fontes próximas à situação disseram que o pessoal iraniano nunca saiu das instalações, enquanto que os empregados venezuelanos que se encontravam lá, foram enviados para suas casas e nunca se lhes permitiu voltar, em que pese que continuam recebendo seus salários. “O contrato é só uma cobertura, o mecanismo utilizado para justificar a presença do pessoal iraniano. Porém, no momento em que foi assinado, em 2010, no momento em que isso ocorreu, o Irã passou a ter controle absoluto de um porto totalmente independente da Venezuela”, disse uma das fontes que falou sob a condição do anonimato.

“É um estaleiro, mas ao ter os guindastes que tem e ao ter o dique que tem, não necessitas atracar nenhum navio em Puerto Cabello, nem em La Guaira, nem em Güiria, nem em Maracaibo porque já controlas um. Só tu e exclusivamente tu”, disse a fonte. Outra fonte, pertencente à Armada venezuelana, disse que um elevado número de contêineres foi recebido por navio em Astinave e que os contêineres já vazios foram colocados de um lado das instalações, onde permanecem no esquecimento.

A prática chama a atenção devido aos elevados custos dos contêineres que normalmente passam pouco tempo vazios antes de ser devolvidos ou usados para carregar nova mercadoria. O Irã, cujo ex-presidente Mahmud Ahmadinejad se reuniu com Chávez em Caracas, conduz várias misteriosas operações bélicas na Venezuela, inclusive o desenvolvimento de um avião não-tripulado.

Documentos obtidos previamente por El Nuevo Herald e fontes próximas à situação, revelaram que o projeto venezuelano de aviões não-tripulados - conhecidos como M2 - está a cargo do engenheiro da Guarda Revolucionária Iraniana, Ramin Keshavarz, que antes trabalhou em uma das companhias de defesa do país islâmico que foram sancionadas internacionalmente por sua provável relação com os programas de mísseis. Essas operações estão atualmente sendo investigadas pelas autoridades norte-americanas.

Segundo uma série de artigos publicados por Die Welt, Irã e Venezuela teriam assinado um pacto secreto para a construção de uma base missilística na península de Paraguaná. Sob as condições do pacto, as instalações seriam operadas por pessoal iraniano e o país islâmico estaria em condições de fazer uso dos mísseis contra os Estados Unidos em caso de ser atacado pelo Ocidente.

O diário alemão disse, citando fontes de inteligência ocidentais, que a base seria o lar de silos de mísseis balísticos de médio alcance. O Irã atualmente conta com um míssil balístico com um alcance de 1.280 quilômetros, o Shahab-3, e uma variante deste modelo com um alcance de 1.930 quilômetros, e desenvolve o mais moderno Ghadr-110, com um alcance de mais de 2.500 quilômetros. O Departamento de Estado disse há alguns meses que não tinha evidência que respaldasse os artigos de Die Welt, enquanto o governo venezuelano negou enfaticamente sua existência.

“Nós desmentimos que em Paraguaná haja uma instalação militar de país estrangeiro”, assegurou o vice-presidente Elías Jaua. “Já havia sido lançada em dias anteriores, uma destas panelas que o império norte-americano fabrica em seus laboratórios de guerra suja, para continuar agredindo a Venezuela”. Não obstante, o diário alemão reportou que um grupo de engenheiros de Jatam, a Guarda Revolucionária Iraniana, e uma empresa de construção de propriedade de Al-Anbia, visitaram as instalações que estão sendo construídas na península em várias ocasiões.

Uma destas visitas foi realizada em fevereiro, na qual teria participado o comandante da Força Aérea da Guarda Revolucionária Iraniana, Amir Al-Hadschisadeh, que aprovou os planos junto com os sócios venezuelanos. A intenção expressa nessa ocasião pela delegação iraniana, era a de desenvolver uma infra-estrutura de proteção contra ataques aéreos. Também está prevista a criação de uma estação de comando e controle, a construção de zonas residenciais, torres de vigilância e bunkers para eventualmente armazenar ogivas nucleares, combustível de foguetes e outros elementos, assinalou o diário.

Os planos da empresa de construção Jatam Al-Anbia incluem um sistema oculto para o derramamento de gases tóxicos, precaução necessária para manter em segredo a localização da instalação, sem chaminés ou árvores de grande ventilação detectáveis desde o ar. De acordo com a informação do diário alemão, a delegação iraniana também obteve dinheiro em espécie para gastos iniciais do projeto durante sua visita à Venezuela.


Tradução: Graça Salgueiro