domingo, 5 de julho de 2015

Fundamentos da Guerra Popular Prolongada

Por Carlos I.S. Azambuja

Em uma publicação, editada clandestinamente pelo Partido Comunista do Brasil, em 1976, sob o título “Manual de Capacitação”, poderão ser encontrados os fundamentos definidos pelo partido para a Guerra Popular Prolongada. O fato inusitado é o de que esse “Manual”, quando foi difundido às bases do partido, a Guerrilha do Araguaia já havia sido, há mais de um ano, totalmente desmantelada com a prisão, morte, desaparecimento ou deserção de todos os seus integrantes, mas a direção do partido, com o indefectível sr João Amazonas à frente, relutava em divulgar a derrota às bases do partido.


Isso só foi feito, oficialmente, em agosto de 1976, apesar do PC do B ter prosseguido, até essa data, na tarefa de capacitar os jovens militantes do partido, cooptados principalmente no chamado Movimento Estudantil, através da União da Juventude Patriótica, entidade criada pelo partido, na tática da violência armada.

Muito embora, em 1976, o rompimento do PC do B com o Partido Comunista da China também já estivesse concretizado, o “Manual de Capacitação” tinha como base citações tiradas de documentos do Partido Comunista da China, além de transcrever frases inteiras atribuídas ao “revisionista” (como foi tachado pelo PC do B) Mao-Tsetung.

O capítulo “O Caminho da Revolução”, por exemplo, é iniciado com uma frase de Mao-Tsetung: “A experiência da luta de classes na época do imperialismo mostra que a classe operária e as massas trabalhadoras não poderão vencer as Forças Armadas da burguesia e dos latifundiários senão por meio do fuzil. Neste sentido, pode-se dizer que não é possível transformar o mundo a não ser com o fuzil”.

Esse capítulo, após “justificar” a necessidade do caminho armado, relaciona os fatores favoráveis e desfavoráveis à violência armada.

Lista como “fatores favoráveis”:
  • -Estado de Subdesenvolvimento - Apesar de ser uma nação única, o Brasil na realidade aparece como o Brasil das grandes cidades, com relativo desenvolvimento econômico e cultural, e o Brasil do interior, quase totalmente abandonado. No país atua um partido marxista-leninista que acumulou uma experiência revolucionária rica e passou pela prova de uma acirrada luta ideológica contra o oportunismo e o revisionismo. O Brasil tem dimensões continentais que possibilitam um imenso campo de manobra.
Entre os “fatores desfavoráveis”, aponta os seguintes: 
  • as Forças Armadas, principal instrumento de opressão do povo são, em certa medida, poderosas. O povo brasileiro não possui ainda suas forças armadas revolucionárias e, nas últimas décadas, sua experiência de luta armada é muito limitada. Contrariamente ao que ocorria antes de 1930, atualmente predomina de forma total a influência norte-americana.
  • O inimigo forte, a ausência de forças armadas populares e o predomínio da influência norte-americana são fatores desfavoráveis e indicam que a luta no Brasil será dura e prolongada. Mas tais fatores são transitórios. De modo contrário, os fatores favoráveis atuam de maneira permanente e tendem a influir de forma positiva. 
  • Os fatores favoráveis e os desfavoráveis inerentes à realidade brasileira são, portanto, elementos essenciais para definir o caminho da luta armada  assim como os aspectos básicos da guerra revolucionária no Brasil”.

A seguir, o capítulo detém-se na análise das “Características Principais da Guerra Popular”: 
  • em face da brutalidade do imperialismo norte-americano e da reação interna, do poderio que detêm em suas mãos, a vitória popular só será alcançada através da Guerra Popular;
  • a Guerra Popular é o caminho para a emancipação dos povos oprimidos nas novas condições do mundo. É o caminho da luta armada que, paulatinamente, vai-se estendendo até abarcar a esmagadora maioria do povo;
  • quando o imperialismo norte-americano interfere a ferro e fogo em toda parte, somente uma luta que englobe o povo em seu conjunto poderá ter pleno êxito;
  • a revolução assumirá o aspecto de Guerra Prolongada, travada fundamentalmente no interior, que se inicia por pequenos grupos guerrilheiros, cria bases de apoio no campo e se orienta para incorporar à luta grandes massas da população. As cidades, no entanto, cumprirão importante função, apoiando concretamente as ações guerrilheiras no interior e coordenando com estas lutas suas ações urbanas de diferentes tipos;
  • a concepção de Guerra Popular pressupõe intenso trabalho político e de organização entre as massas e implica na necessidade de organizar as Forças Armadas Populares a partir de pequenos núcleos de combatentes, no amplo emprego da tática da guerra de guerrilhas e na criação de bases de apoio no campo. Envolve a compreensão de que os camponeses pobres e os assalariados agrícolas constituem o grosso das Forças Armadas Populares, que o cenário principal dos choques armados é o interior do país e que a luta será dura e prolongada;
  • quanto mais regiões se vejam obrigadas a ocupar, as tropas da reação mais dispersarão suas forças e com isso acelerarão seu debilitamento, pois serão forçadas a subdividir-se, ficando expostas aos golpes dos revolucionários;
  • a guerra revolucionária exige uma orientação política e uma linha militar justas, uma direção firme, audaz e com capacidade para guiar-se acertadamente em todas as situações, com ampla visão política e domínio da arte militar. Reclama, portanto, um intenso trabalho ideológico entre as massas e, especialmente, entre os combatentes.

Depois, o Manual sintetiza “as principais características da Guerra Popular no Brasil”:
  • deve abarcar a esmagadora maioria do povo;                         
  • será dura e prolongada;
  • será iniciada pela guerra de guerrilhas, num quadro de defensiva estratégica;
  • deve construir o Exército Popular, capaz de travar a guerra regular e empreender batalhas decisivas;
  • deve construir bases de apoio no campo, centro principal da guerra;
  • deve apoiar-se nos próprios esforços;
  • deve orientar-se por uma política correta e ter a política (ou seja, o partido) no comando.
O capítulo “O Caminho da Revolução” prossegue, definindo os fatores fundamentais da Guerra Popular Prolongada
  • para aniquilar as forças vivas do inimigo, será preciso mobilizar, organizar e armar milhões de brasileiros e ganhar poderio e experiência. Isso implica em um imenso trabalho político e ideológico objetivando arrancar as massas da influência dos latifundiários e da burguesia;
  • a duração da Guerra Popular será determinada pela maior ou menor mobilização do povo, pelo grau de sua participação na luta e pela maior ou menor capacidade de combate do inimigo ante as forças revolucionárias;
  • para fazer vitoriosa a revolução em todo o país é necessário destruir as Forças Armadas dos reacionários e também as numerosas tropas norte-americanas que, sem dúvida, serão enviadas ao Brasil. A tarefa de derrotar inimigos tão poderosos encerra dificuldades e, portanto, demandará um longo período.

Sobre a Guerra de Guerrilhas, diz o Manual:
  • a guerra de guerrilhas será a forma principal de luta na fase inicial da Guerra Popular. Através desse tipo de luta é que se poderá iniciar a ação armada contra os inimigos da Nação e começar a estruturar as Forças Armadas Populares;
  • a força guerrilheira só poderá crescer apoiando-se nas massas, conquistando-as para a revolução, fincando raízes profundas entre os habitantes da área onde atua, através da ajuda aos trabalhadores do campo para resolver suas dificuldades; da defesa que fizerem contra as violências de jagunços e soldados da reação; da elevação da consciência política desses trabalhadores; do estímulo à sua organização para a luta;
  • a guerrilha deve ter conteúdo de massas e objetivos políticos claros. Porém, se esses objetivos não corresponderem aos interesses e sentimentos da população, a guerrilha não contará com seu apoio e terminará por ser destruída;
  • a guerra de guerrilhas só poderá desenvolver-se tendo em conta: a força e a situação do inimigo; a topografia do terreno; as vias e meios de comunicação; o estado de ânimo da população em determinado momento; e a situação concreta das forças guerrilheiras;
  • Mao-Tsetung sintetizou a tática da guerrilha da seguinte forma: quando o inimigo ataca, retrocedemos; quando acampa, o fustigamos; quanto está fatigado, o atacamos; e quando se retira, o perseguimos;
  • como desdobramentos da tática de guerrilhas devemos evitar o ataque aos pontos fortes do inimigo e atacar seus pontos débeis; assegurar sempre liberdade para avançar e retirar-se; estar preparado para empenhar-se em rápidos combates de decisão imediata;
  • os guerrilheiros atuarão em áreas determinadas, tratando de construir bases de apoio.
Sobre o “Exército Popular”, novamente o PC do B recorre aos ensinamentos de  Mao-Tsetung:
  • Mao-Tsetung, o grande mestre da guerra popular, ensina que sem exército o povo nada terá. Somente construindo o Exército do Povo poder-se-á travar combates decisivos para a tomada do poder.
Para derrotar as Forças Armadas da reação, assim como as tropas imperialistas norte-americanas, o povo deverá forjar a arma capaz de aniquilá-las. Essa arma será o Exército Popular. O Exército Popular terá que ser um exército constituído fundamentalmente pelas camadas mais pobres da população. Estará a serviço do povo e será completamente diferente do atual exército da reação. Será guiado por uma disciplina consciente e seus componentes deverão ser exemplos de heroísmo, desprendimento e devoção à causa revolucionária.


Há diferenças sensíveis entre as unidades do Exército Popular e os destacamentos guerrilheiros, embora estes sejam os embriões daquelas. Eventualmente, o exército guerrilheiro poderá adotar a tática de guerrilhas e empregar suas unidades como destacamentos guerrilheiros a fim de travar pequenos combates de aniquilamento, para desgastar e desintegrar o inimigo.

Política da Guerra Popular:
  • sem uma orientação política justa, a Guerra Popular não poderá alcançar êxito. Sendo uma guerra de massas, ela deverá expressar as aspirações mais sentidas do povo;
  • o objetivo principal da Guerra Popular é livrar o país do domínio norte-americano, das velhas estruturas que obstaculizam o progresso do Brasil e do atual regime reacionário. A Guerra Popular está destinada a criar um governo popular revolucionário que assegure a independência nacional, as liberdades para o povo, cultura e bem-estar para as massas, terra para os camponeses, e o pleno desenvolvimento econômico da Nação;
  • na presente situação, em que predomina a odiosa ditadura militar, a Guerra Popular deve levantar bandeiras bem amplas e constituir-se realmente na grande esperança da maioria dos brasileiros;
  • nas áreas onde obtenha a vitória, a Guerra Popular criará o Poder Popular e executará seu programa;
  • exemplo de programa de luta da guerra popular é o programa da União pela Liberdade e os Direitos do Povo, organização criada pelas Forças Guerrilheiras do Sul do Pará.

Manual contém também um grande capítulo denominado “O Partido e suas Tarefas Básicas”. Nesse capítulo, “o campo” é considerado “um problema estratégico da revolução”. Essa afirmação é assim justificada:

A experiência de meio século revela que o campo é o problema-chave da revolução, pois, para alcançar a vitória, a revolução tem que contar com o apoio e a ação do campesinato.

Depois de sua reorganização (o que ocorreu em fevereiro de 1962), o partido decidiu situar o centro de gravidade de seu trabalho no interior.

A VI Conferência (realizada em 1966) salienta que o campo é o cenário principal onde poderá surgir e se desenvolver a revolução.

As massas camponesas representam imenso potencial capaz de proporcionar a massa principal de combatentes da guerra popular.

No interior é onde são mais débeis as Forças Armadas reacionárias. Estas não contam com suficientes efetivos militares para ocupar vastas áreas rurais.

No interior, as Forças Armadas Popularesterão à sua disposição um amplo campo de manobra que lhes permitirá evitar o cerco, acampar e acumular forças e assegurar a sobrevivência dos grupos combatentes no difícil início da Guerra Popular.

A aliança operário-camponesa é condição fundamental para assegurar a hegemonia do proletariado.

Garantir a participação ativa do campesinato na Guerra Popular é uma condição básica porque o campesinato é a força motriz principal; só ganhando os camponeses é possível garantir que o interior constitua um amplo campo de manobra das Forças Armadas Populares; o campesinato é o contingente principal para construir as Forças Armadas Populares; sem contar com o campesinato não se pode pensar em construir bases de apoio e travar uma Guerra Prolongada.

O início da luta armada é um processo que demanda soluções justas e adequada preparação política. Mesmo que a situação esteja madura para iniciar a luta armada, é necessário que os combatentes já tenham forjado sólidos vínculos com as massas da região e conheçam perfeitamente o terreno em que vão atuar, e que este, por suas condições geográficas, seja favorável às forças revolucionárias e desfavorável para o inimigo.

Todos os militantes do partido têm o dever de ocupar-se com os problemas que se relacionam diretamente com a guerra popular e estar em condições de serem mobilizados para a luta. Sendo a Guerra Popular uma tarefa de todo o povo, é, em especial, uma tarefa de todo o partido. Não é um trabalho exclusivo de alguns setores partidários ou, como pensa o inimigo, de alguns especialistas. Todos os membros do partido devem atuar em função da Guerra Popular.

Sintetizando, a preparação da luta armada compreende os seguintes aspectos principais:
  • Ideológico e Político, com a revolucionarização dos métodos e estilos de trabalho e construção de um partido de combate para a guerra;
  • De Massa, forjando a ligação estreita com as massas e estabelecendo vínculos sólidos com elas, despertando sua consciência política, ganhando as massas para a revolução, mobilizando-as e organizando-as para a guerra;
  • De Organização, formando contingentes de quadros políticos e militares, realizando uma política de distribuição do contingente de quadros de acordo com os planos de concentração, e aplicando o sistema de direção coletiva;
  • Militar, construindo as Forças Armadas Populares, organizando a infra-estrutura do apoio militar (esconderijos, obtenção de armas e recursos materiais, sistemas de comunicação, informações, serviço de saúde, etc), organizando o estudo, o treinamento militar e o comando militar,  e estudando a situação militar, o inimigo e estabelecendo os planos militares.

Finalmente, o Manual dedica-se aos temas da “Construção de um Partido de Combate” e das “Forças Armadas Populares”. Este segundo tema, o mais importante para os objetivos deste trabalho, divide-se em “Construção do Exército Popular” e “Construção dos Grupos Combatentes Guerrilheiros”.

- Construção do Exército Popular:


A guerra de guerrilhas, ao se desenvolver, chegará o momento em que os grupos armados aumentarão de tal modo em número e capacidade de combate, que se tornará possível o emprego de unidades militares a nível de companhia, batalhão, regimento, etc. Será formado, então, o Exército Popular.



O Exército Popular somente poderá surgir no curso da própria luta. Seus embriões serão os pequenos Grupos de Combate que empregarão o método da guerrilha.


A guerra de guerrilhas é o meio pelo qual os grupos de combatentes, inferiores em número e armas, conseguirão vitórias e irão se transformando, paulatinamente, num exército regular.

O Exército Popular terá que ser um exército constituído, fundamentalmente, pelas camadas mais pobres da população. Estará a serviço do povo e será completamente diferente do atual exército da reação. 

O Exército Popular surge no momento em que a guerra de guerrilhas e os destacamentos guerrilheiros atingem determinado grau de desenvolvimento. Dessa forma, a construção do Exército Popular passa primeiro pela construção dos grupos combatentes de guerrilhas e dos grupos armados locais.

Mesmo depois que o Exército Popular comece a operar como unidade de exército regular, os outros tipos de organização das Forças Armadas Populares continuarão em atividade.

- Construção dos Grupos Combatentes Guerrilheiros:

A guerra de guerrilhas é o instrumento adequado para iniciar a luta armada e o ponto de partida para a construção do Exército Popular.

A guerrilha deve ter um caráter organizado, contar sempre com uma firme direção política e militar, e com um trabalho político e ideológico permanente.

A guerrilha precisa contar com homens firmes e de grande lealdade ao povo. Homens com consciência revolucionária e confiança em si mesmos, que sejam perseverantes, que tenham certo conhecimento de organização, capacidade para ligar-se às massas e vigilância contra a atividade desagregadora do inimigo.

O espontaneismo e a indisciplina são incompatíveis com os grupos guerrilheiros, que devem ser homogêneos e de grande poder combativo.


Por ser voluntária e consciente, a disciplina na guerrilha deve ser inflexível.

As ordens emanadas do comando deverão ser cumpridas incondicionalmente.


A propaganda revolucionária no interior terá que ser, em boa parte, levada a efeito por elementos capazes de defender-se da perseguição dos reacionários. Os propagandistas devem conhecer bem a região e seus habitantes e estar em condições de não se deixar prender e aniquilar.

O objetivo principal dos grupos de propaganda armados é despertar as massas para a luta em defesa de seus interesses, ajudá-la a organizar-se, ganhá-las para a idéia da Guerra Popular e, de uma ou outra forma, incorporá-la à luta revolucionária.

Os grupos combatentes guerrilheiros, ainda que devam ter grande mobilidade, pois não se ocuparão da defesa de territórios, nunca serão grupos errantes. Tendo como preocupação principal ganhar a massa para a revolução, tratam de fincar raízes profundas entre os habitantes da área em que atuam.

Em todas as oportunidades, o guerrilheiro prestará ajuda ao povo, jamais causará dano aos bens das massas e estabelecerá adequadas relações com os prisioneiros.

O grupo guerrilheiro procurará aperfeiçoar-se no manejo das armas, tiro, engenharia militar, passagem de obstáculos, organização de acampamentos, conhecimento do terreno, eliminação de rastros, orientação das marchas, e cuidará da sua orientação política e ideológica. Sua preparação física merecerá particular atenção.

A guerrilha sobreviverá às tentativas do inimigo para destruí-la se tiver o apoio das massas, assim como grande mobilidade para impedir o cerco. Deve saber ocultar-se, cortar contato com o inimigo e romper o cerco quando este ocorrer, assim como contar com refúgios seguros.

Os grupos combatentes de guerrilheiros podem ser de vários tipos e tamanhos, dependendo das circunstâncias. Diferenciam-se das Forças Armadas Guerrilheiras por estarem desligados da produção (apesar de participarem, de certo modo, do trabalho produtivo) e por atuarem abertamente como guerrilha. Por outro lado, seu raio de ação é muito mais amplo.


Cabem algumas considerações a respeito da doutrina científica do partido, extraída dos manuais chineses, para a Guerra Popular Prolongada:

  • no texto sobre a “Guerra de Guerrilhas”, diz o Manual que a guerrilha só poderá crescer apoiando-se nas massas, conquistando-as para a revolução e fincando raízes profundas entre os habitantes da área onde atua. 
  • Os guerrilheiros do Araguaia procuraram seguir esses ensinamentos, porém nunca conseguiram conquistar as massas para a sua revolução, muito embora, quando do inicio das hostilidades, em abril de 1972, já se encontrassem na região há cerca de 6 anos;
  • ainda em “Guerra de Guerrilhas”, o Manual é objetivo, quando assinala que “a guerrilha deve ter objetivos políticos claros”, porém, se esses objetivos não corresponderem aos interesses e sentimentos da população, “a guerrilha não contará com seu apoio e terminará por ser destruída”;
  • como “exemplo de programa de luta da Guerra Popular”, é mencionado o programa da “União pela Liberdade e os Direitos do Povo, organização criada pelas Forças Guerrilheiras do Sul do Pará”, entidade que nunca funcionou e que, quando o Manual foi editado, em 1976, a guerrilha não mais existia.
Sobre o papel do campesinato na Guerra Popular, o Manual assinala que a sua participação é uma “condição básica”, pois ele é a “força motriz principal” e que só ganhando os camponeses para a causa será possível constituir “um amplo campo de manobra para as Forças Armadas Populares”.  Nesse sentido, cabe registrar que as tais Forças Armadas Populares também nunca chegaram a ser constituídas, pois a “condição básica” para que isso se tornasse possível, mencionada pelo Manual, nunca chegou ou sequer esteve perto de ser concretizada.

Ao relacionar as condições necessárias à “Preparação da Guerra Popular”, diz o Manual que “o início da luta armada é um processo que demanda soluções justas e adequada preparação política e militar”.Ora, segundo se pode verificar no Relatório Arroio (Anglo Arroio, membro da “Comissão Militar” que dirigia a guerrilha), justamente a ausência total de “soluções justas”, bem como de uma “adequada preparação política e militar”, foram as causas do fracasso no Araguaia.

Finalmente, sendo a Guerra Popular considerada pelo Manual “uma tarefa de todo o povo e, em especial, de todo o partido”  essa pode ser também definida como uma das causas fundamentais do fracasso da experiência  do Araguaia, uma vez que em nenhum momento todo o povo  e nem todo partido esteve engajado na guerrilha, mesmo porque as bases partidárias nunca tiveram conhecimento do que ocorria no Araguaia, um projeto sigiloso, desde o primeiro momento, levado a cabo pelo grupinho seleto de dirigentes que integravam a Comissão Executiva Nacional do partido.


Somente em agosto de 1976, através do documento “Gloriosa Jornada de Luta”, publicado no jornal do partido, “A Classe Operária”, os militantes seriam informados do fracasso do Araguaia. Então, há mais de um ano, a gloriosa jornada de luta já havia sido desmantelada.  Observe-se que o documento “Gloriosa Jornada de Luta” é de autoria da Comissão Executiva Nacional e foi publicado à revelia do Comitê Central, sofrendo, por esse motivo, inúmeras críticas da maioria dos membros deste coletivo dirigente.


Quando do desmantelamento da reunião da Comissão Executiva Nacional e do Comitê Central, na Lapa, São Paulo, em 11/16 de dezembro de 1976, pelos Órgãos de Inteligência, esse tema foi um dos discutidos e, segundo anotações apreendidas no local, a maioria dos presentes à reunião condenou o documento publicado, considerado incompatível com as opiniões já manifestadas pela maioria dos membros do CC.

Somente ELZA DE LIMA MONERAT, que havia estado no Araguaia, fez a defesa do documento, assinalando que “o Araguaia é exemplo de luta armada no campo”. Os demais, assim se referiram à guerrilha:

HAROLDO BORGES RODRIGUES LIMA: “A experiência da guerrilha teve caráter voluntarista e não foi expressão de luta dos camponeses locais”;

JOÃO BATISTA FRANCO DRUMOND: “Havia condições objetivas favoráveis à luta armada, porém o PC do B não estava em condições de dar resposta a elas (...) A luta armada é uma questão-chave e precisa ser resolvida mediante uma autocrítica política, ideológica e militar (...) A Comissão Executiva deveria ter submetido o documento ao CC antes de publicá-lo”;

WLADIMIR POMAR: “A simpatia de 90% da população aos guerrilheiros, (referida no documento “A Gloriosa Jornada de Luta”) não se manifestou em termos de sólido apoio político e participação. Falta à direção do partido coragem política e ideológica para a autocrítica. É preciso chegar às causas mais profundas da derrota e levar o debate ao coletivo partidário”;

JOSÉ GOMES NOVAIS: “O texto ‘Gloriosa Jornada de Luta’ não deixa claro que a guerrilha foi derrotada. A causa principal da derrota é de natureza política e não militar, pois há uma grande diferença entre o apoio das massas e a participação das massas (...) O programa das Forças Guerrilheiras do Araguaia foi divulgado somente depois que a luta teve início. A concepção de guerra popular que predominou é incorreta”;

PEDRO VENTURA DE ARAUJO POMAR (um dos dirigentes da guerrilha, membro da “Comissão Militar”): “Não aceito a versão de que a resistência ao Exército partiu dos moradores. É patente que se travou não uma guerra popular, mas uma guerra particular, conduzida por um pequeno grupo de especialistas. Produto de uma concepção de fundo nacional-burguês, ela expressou não os pontos de vista da classe operária e do campesinato, mas o ponto de vista da pequena burguesia”;

ÂNGELO ARROIO (um dos defensores da experiência do Araguaia e integrante da “Comissão Militar” que dirigia a guerrilha): “O erro foi militar. Subestimar as forças armadas do regime”.

Assim, como escreveu Pedro Estevam da Rocha Pomar, autor do livro “Massacre na Lapa”, “a caracterização de uma ampla maioria no debate sobre o Araguaia, maioria crítica em relação à soma de concepções que deu origem à Guerrilha é uma exigência categórica a cumprir por quem se dispuser a refazer a história do PC do B nas décadas de 70 e 80 (...) A reunião da Lapa representou o ápice da crítica à Guerrilha”. 




Fonte: Aleta Total

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Carlos I.S. Azambuja é Historiador.

sábado, 4 de julho de 2015

Banco quer encerrar contas da Bancoop por suspeita de lavagem


Ex-diretores da Bancoop com Lula: Ricardo Berzoini, Luiz Malheiro (morto em 2004) e João Vaccari Neto, personagens envolvidos no caso Bancoop. Foto de maio de 2000
Ex-diretores da Bancoop com Lula: Ricardo Berzoini, 
Luiz Malheiro (morto em 2004) e João Vaccari Neto, 
personagens envolvidos no escândalo, em foto de maio 
de 2000 (Dedoc/VEJA)
Bradesco detecta transações com indícios de crime e decide fechar 47 contas correntes da cooperativa dos bancários ligada a Vaccari e ao PT

Enrolada em um processo criminal e em uma série de ações de cooperados que pagaram por imóveis sem nunca tê-los recebido, a Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo) agora enfrenta na Justiça uma ofensiva do Bradesco. O banco decidiu encerrar 47 contas da cooperativa por suspeita de terem sido usadas em crime de lavagem de dinheiro. Circulam pelas contas recursos de cooperados que compraram apartamentos a preço de custo na Bancoop.

A cooperativa foi presidida pelo ex-tesoureiro nacional do PT João Vaccari Neto, preso na Operação Lava Jato. Vaccari é um dos seis ex-diretores da Bancoop que respondem por estelionato, formação de quadrilha, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. O Ministério Público também diz que houve desvio de dinheiro da cooperativa para o PT.

O Bradesco notificou a Bancoop de que fecharia, no dia 20 de março, 37 contas correntes e poupança na agência 2692, na Rua Líbero Badaró, Centro de São Paulo. Em maio, notificou que fecharia mais dez contas correntes, entre elas a do prédio Residencial Vila Inglesa. A Bancoop rejeitou e cobrou uma explicação na Justiça. Por enquanto, as contas permanecem ativas, provisoriamente, por liminar do desembargador Sebastião Thiago de Siqueira, da 14ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo. A corte analisará o mérito da questão nos próximos dias. Na quinta-feira, o juiz Fernando Dominguez Guiguet Leal, da 1ª Vara Cível de Osasco, decretou sigilo no processo e mandou que a conta do prédio Vila Inglesa também permaneça aberta.

Primeiro, o Bradesco informou à Bancoop que a decisão era motivada por "desinteresse comercial". Depois, os advogados do banco explicaram que a decisão se dava "como medida prudencial", já que uma fiscalização encontrou operações com indícios de crimes citados na Carta Circular 3.542 do Banco Central do Brasil: lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores. A movimentação suspeita foi comunicada ao Coaf (Conselho de Controle das Atividades Financeiras). O Bradesco também disse que não informou o motivo real do encerramento das contas à Bancoop por impedimento legal - a Circular 3.461 do Banco Central manda que o Coaf seja avisado sem que os envolvidos saibam.

"No cumprimento do dever legal de fiscalização que o contestante [Bradesco] possui no exercício de sua atividade, este analisou a movimentação financeira das contas de titularidade da autora [Bancoop], chegando à conclusão de que ocorreram operações ou situações que configuram hipóteses previstas na Carta Circular nº 3.542 do Banco Central do Brasil, exigindo, consequentemente, a comunicação ao Coaf, a qual foi oportunamente providenciada", declarou o Bradesco.
O banco disse ainda que, para seguir instrução do Banco Central, teria mais gastos ao reforçar o "monitoramento contínuo" nas contas da Bancoop e adotar "procedimentos mais rigorosos para a apuração de situações suspeitas" - "o que esvaziou, por completo, o seu interesse em manter o relacionamento".

As normas do Banco Central para combate e prevenção à lavagem de dinheiro, reproduzidas em 25 páginas no processo, listam uma série de transações bancárias suspeitas, em reais ou moedas estrangeiras, como depósitos em dinheiro vivo fragmentados, saques ou depósitos superiores a 100.000 reais, movimentação de recursos incompatível com patrimônio, transferências em que não é possível identificar o destinatário, entre outras. O Bradesco não especificou qual delas encontrou durante a fiscalização das contas da Bancoop. O banco pediu, porém, que o ofício enviado ao Coaf seja anexado ao processo - o que a Bancoop tenta evitar, alegando que seria quebra de sigilo.

A Bancoop argumenta que possui movimentação regular na agência há mais de dez anos e que as contas foram abertas para administrar quantias pagas pelos cooperados que adquiriram apartamentos. Um acordo judicial de âmbito cível celebrado com o Ministério Público exige que a cooperativa mantenha as contas específicas e contabilidade individual para cada edifício. "A manutenção das contas bancárias é essencial de forma que haverá grande prejuízo na quebra do vínculo com a instituição financeira." Segundo a cooperativa, a defesa do Bradesco é "genérica" por não ter informado quais operações ou situações irregulares teriam sido realizadas.

"O mero fato de informar ao Coaf não significa que a operação realizada seja ilegal, devendo para tanto, ser instaurado um processo administrativo pela autoridade competente que comprove eventual ilegalidade, o que não é o caso", diz a cooperativa. A Bancoop diz que a suspeita não pode significar uma penalização ao cliente e que "beiram o absurdo e caracterizam injúrias" as informações prestadas pelo banco à Justiça. "As afirmações são levianas e beiram a injúria que, oportunamente, serão devidamente apuradas e se buscará a devida reparação nas esferas competentes".

Questionado pelo site de VEJA, o Bradesco disse que não comentaria o caso. A Bancoop disse que suas movimentações financeiras são "lícitas" e que "não tem conhecimento de qualquer processo administrativo movido pelo órgão responsável [Coaf]".

Leia as notas enviadas pelo Bradesco e pela Bancoop ao site de VEJA

Posição do Banco Bradesco S.A.

O Bradesco não comenta assuntos sob discussão judicial.

Nota oficial – Bancoop

Apartamento de Lula no Guarujá
Bancoop: Edifício Solaris, na Praia das Astúrias, 
em Guarujá (SP), onde o ex-presidente Lula tem 
um triplex (Luiz Maximiano/VEJA)
Todas as movimentações financeiras da Bancoop são lícitas. A ação judicial em questão é de caráter estritamente comercial. Versa sobre a manutenção das contas da Bancoop no Bradesco.
O banco pretende encerrar as contas da cooperativa alegando que tem custo elevado com a manutenção das mesmas.
A cooperativa acionou a Justiça por discordar do encerramento das contas, uma vez que a manutenção das mesmas é um compromisso assumido pela cooperativa em Acordo Judicial firmado com o Ministério Público.
A posição da Justiça até o momento é a de que o banco deve manter as contas.
Além do mais, a Bancoop presta contas periodicamente aos seus cooperados e os balanços da cooperativa são auditados por empresas independentes de renome internacional.
Com relação à suposta movimentação ilícita, cabe ao banco informar à Justiça e à cooperativa de qual movimentação se trata, uma vez que não temos conhecimento de qualquer processo administrativo sobre as movimentações da cooperativa pelo órgão responsável por tal verificação.
Mantemos-nos à disposição para quaisquer esclarecimentos sobre o assunto.

Cardozo! Deixe de firula! PEDE PRA SAIR


CHAFURDANDO NA LAMA

Por Gen Marco Antonio Felicio da Silva

“Contribuir para a defesa da Democracia e da liberdade, traduzindo um País com projeção de poder e soberano, deve ser o nosso NORTE!”

Embora chafurdando na lama como porcos, juntamente com o PT e sua criação Dilma, como confessou Lula, diante de uma platéia de religosos (ele e Dilma estão no “volume morto” e o PT abaixo deste), utilizam-se eles de todos os meios de se livrar das inúmeras e criminosas acusações que levaram este País ao buraco e onde se encontra em imenso e inacreditável descalabro econômico-financeiro, político e psicossocial.

A começar, Lula, vendo o cerco apertar, sai das sombras, mobiliza a militância a seu favor, afirmando que estão criminalizando o PT e que não valorizam as conquistas populares do seu governo e que enaltecem o Brasil. Como já o fez por ocasião do Mensalão com José Dirceu e outros, culpa Dilma pela sua incompetência política e pelos males que assolam o País, inclusive prejudicando os trabalhadores e mais pobres. É o criador destruindo a sua criatura para mais uma vez tentar escapar das garras da lei.

Paralelamente, fatos revelados nestes últimos dias mostram, claramente, como Lula e Dilma, através do aparelhamento do governo, e até mesmo do Estado, prosseguem na tentativa de consecução do bloqueio de investigações de crimes cometidos pelos dois, embora não haja impedimento legal para tal, pois, motivos para levá-los à condenação e à cadeia bem como ao impeachment, respectivamente, não faltam.

Somente a oposição covarde do PSDB, tendo à frente FHC e Aécio Neves, desaconselha o impeatchment.

Entretanto, devido à ação de uma parcela de juízes e promotores, da efetividade da PF e pressão da opinião pública, traduzida pelos meios de comunicação, “a casa começa a cair” e o cerco aperta rápido e vigoroso, com provas, delações premiadas e prisões dos corruptores chefes, apesar da ingerência indevida do Ministro da Justiça. Exemplo gritante, do que vem ocorrendo, foi o desencadeamento da operação que torna, dentro do Itamaraty, documentos já classificados como públicos em sigilosos, secretos por mais 15 anos, pois, abordam ligações de Lula, entre 2003 e 2010, com a empresa Odebrecht, investigada na operação “Lava–Jato”, quando Lula, segundo jornais, obteve vantagens financeiras irregulares, envolvendo o BNDES e cometendo o crime de tráfico de Influência.

Lula viajou sempre acompanhado do Diretor da Odebrechet, Alexandrino Alencar, por vários países, onde a empreiteira tinha interesses, com despesas pagas pela própria. Alexandrino foi citado por delatores, na “Lava-Jato”, como o operador de propinas da Odebrecht. A manobra de reclassificação dos documentos foi abafada, pois, vazou para os jornais.

De forma simillar, O TCU sofre toda sorte de pressões, incluso da Advogacia Geral da União, e do Banco Central, para desqualificar as “pedaladas fiscais”, crime de responsabilidade, realizadas por Dilma, anteriormente às eleições, mentindo, quanto a real e negativa situação da dívida pública, para os eleitores, razão legal para o seu impeachment.

Nos últimos dias, a tática é, por meio da própria Presidente e de ministros próximos, desmoralizar as “contribuições premiadas” em função das demolidoras denúncias do Diretor Ricardo Pessoa, absurdamente, o acusando de traidor e delator. Tais denúncias colocam o foco das investigações dentro do Palácio do Planalto, entre outras coisas, pelo uso de dinheiro sujo na campanha de 2014. Lula para “salvar a própria pele”, como disse, prega radical enfrentamento político da operação Lava-Jato, denunciando pretensas irregularidades cometidas pelo Juiz Sérgio Moro, tentando a sua desmoralização.

O Ministro da Justiça afirma que quem conhece Dilma como ele, e até mesmo os adversários, sabem que se trata de pessoa honesta. Porém, milhões de brasileiros que acompanharam as declarações da Presidente, durante a campanha eleitoral, dele discordam, pois, são testemunhas do quanto ela mentiu, traindo seus eleitores, apresentando, de forma desonesta, inexistente situação do País.

Sem qualquer dúvida, a grande maioria da população brasileira aguarda, com ansiedade, a punição pela Justiça dos dois principais responsáveis pela deplorável situação em que se encontra o País : Lula e Dilma.


Pátria Amada: Governos Militares, a VERDADE dos Fatos



Vamos defender a democracia, falar a verdade, SEMPRE!

sexta-feira, 3 de julho de 2015

RENUNCIA de DILMA é ato de AMOR

Por Reinaldo Azevedo


Rejeitado pelo Senado, irmão de Patriota ficará em Genebra




Lauro Jardim, do Radar on-line, diz que o embaixador Guilherme Patriota será designado o número dois da missão brasileira junto aos organismos internacionais sediados em Genebra. O colunista Rodrigo Constantino fala sobre o Plano Cruzado e a incapacidade da esquerda de aprender com os próprios erros. E Joice Hasselmann traz os bastidores do plenário com o contra ataque de Eduardo Cunha que aprovou a redução da maioridade para crimes graves.

Mudança sim, mas no campo das liberdades democráticas

Por Marco Antonio Villa


A importância de se lutar no campo da liberdade democrática contra o projeto criminoso de poder instalado pelo governo.


IPC-S desacelera para 0,82% em junho, mas inflação segue pressionada

Por Denise Campos de Toledo


A inflação medida pelo índice Geral de Preços – Semanal (IPC-S), medido pela Fundação Getúlio Vargas, registrou ligeira desaceleração para 0,82% no fim de junho. Para Denise Campos de Toledo, a inflação ainda segue pressionada e o bolso do consumidor apertado.

O Brasil precisa de uma saída rápida

Por Marco Antonio Villa & Carlos Graieb


Com apenas seis meses de mandato, a presidente Dilma Rousseff tem o nível mais baixo de aprovação desde a redemocratização. Com um cenário político confuso, escândalos de corrupção, crise econômica e o Congresso marcando diversas derrotas ao governo resta a dúvida: como o país sai de uma enrascada dessa?. O historiador Marco Antonio Villa e o diretor de redação de VEJA.com Carlos Graieb debatem o assunto.

SERRA fez mais pelo BRASIL que SUPLICY em 24 anos

Por Reinaldo Azevedo


quinta-feira, 2 de julho de 2015

LULA colheu uma DERROTA ?

Por Reinaldo Azevedo


General PAULO CHAGAS foi agredido por manifestantes de esquerda


paulochagas b_NoName_2015-7-1_9-39-7_No-00O general estava nas proximidades do Congresso Nacional e foi agredido por manifestantes que tentavam impedir que entrasse para acompanhar a votação da Redução da Maioridade Penal. Depois acabou recebendo spray de pimenta nos olhos por parte de policiais que tentavam acabar com a confusão.

Pouco depois do incidente, ainda machucado e com os olhos lacrimejando o general, sempre tranquilo, disse algumas palavras sensatas.

“… Acho que essa gurizada que não sabe o que está dizendo são desorientados e truculentos… isso pe fruto de uma apologia a liberdade que chegou a libertinagem. Ou seja, não há mais direito de outros, só de uns. Estamos na casa do povo, as idéias deveria ser respeitadas.  Jovens mau orientados estavam impedindo a nossa entrada, impedindo que nós viéssemos aqui para defender nossas idéias”.

Infelizmente a redução da maioridade foi derrubada. Por uma margem muito pequena. Contudo, observa-se que ocorre um movimento inédito por parte da sociedade honesta e esclarecida. Assim como a composição desse legislativo federal já deixou a esquerda em maus lençóis, a tendência é que a próxima legislatura seja ainda mais voltada aos interesses da sociedade que realmente ama esse país.

Cabe à sociedade manter o empenho e a luta nas redes e nas ruas.

MAIORIDADE PENAL: Criminalidade é culpa do PT

Por Dep. Nilson Leitão



Evocação à mandioca

Por Alamir Longo

17474058I
Pois a nossa presidente
Resolveu sair da toca
Foi numa festa de índio
Discursar dentro da oca
Num ritual quase sagrado
Fez saudação à mandioca.

II
Mulheres e homens sapiens
Foi dizendo a presidente
Pois saibam todos vocês
Que estou muito contente
De vir saudar a mandioca
Que já salvou tanta gente.

III
Confesso que sua fala
Mexeu com minhas emoções
Ela disse que a mandioca
Salvou civilizações
E garantiu a existência
De mil e uma nações.

IV
Eu sempre soube que Dilma
Entende de economia
Mas confesso pra vocês
Francamente eu não sabia
Que essa nossa presidente
Manja de antropologia.

V
Mas ao rigor da verdade
Sem querer fazer fofoca
Esse povo brasileiro
Anda igualzinho tapioca
Sapecado em chapa quente
E só levando mandioca.
 
VI
Mandioca temos de sobra
Pra atormentar a nação
Tem a mandioca dos juros
Cozida com inflação
E a da dívida interna
Ralada com recessão.

VII
Tem a da incompetência
Com a falta de gestão
E a mandioca do pibinho
Que já matou o pibão.
E o maior pé de mandioca
Que é a tal de corrupção.

VIII
Mandioca temos de sobra
Por toda a federação
Plantada por um governo
Sem plano, nem direção
E no fim quem fica é o povo
Só de mandioca na mão.

A "cheiradinha" de Benedita da Silva (PT-RJ) no debate da maioridade penal

Por Benedita da Silva


Enquanto Dilma está nos EUA, o alarife Lula reúne-se com o PMDB e alinhava o golpe final


lula_386Veneno caseiro – Comportando-se como um ácido integrante da oposição ao governo da petista Dilma Rousseff, o alarife e agora lobista Luiz Inácio da Silva reuniu-se nesta terça-feira (30), em Brasília, com peemedebistas na residência oficial do presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL). Oficialmente, o encontro era para avaliação da conjuntura política e o ex-metalúrgico chegou acompanhado de Paulo Okamotto, diretor do Instituto Lula e conhecido como “trem pagador” das despesas do ex-presidente da República.

Além de Renan, participaram da reunião o ex-presidente e ex-senador José Sarney (PMDB-AP), que em 2014 anunciou sua saída da vida política, e os senadores Romero Jucá (PMDB-RR), Eunício Oliveira (PMDB-CE), Jorge Viana (PT-AC) e Delcídio Amaral (PT-MS).

Informações divulgadas apontavam que Lula discutiria com os senadores algumas alternativas para a crise política que vem chacoalhando o Brasil, mas na verdade o encontro serviu para o petista tentar o evitar desembarque do PMDB da base aliada. Recentemente, Lula criticou sua sucessora e pediu renovação do PT, que, em sua opinião, perdeu a capacidade de gerar utopias e está apegado a cargos.

Lula também participou na noite de segunda-feira (29), na capital dos brasileiros, de reunião com as bancadas do PT na Câmara e no Senado. Na ocasião, ele reconheceu que a situação atual do governo Dilma, alvo de novas denúncias de corrupção, “é preocupante e dramática”, como se ele próprio não fosse responsável pelo cenário de crise que se alastra de forma impressionante. O petista ressaltou que o PT precisa “ressurgir”, discurso evasivo que, após o escândalo do Mensalão, foi entoado por Tarso Genro, que na ocasião assumiu o comando do partido e prometeu refundá-lo.

O ex-presidente ainda encontrou-se com João Santana, marqueteiro da campanha pela reeleição de Dilma, e telefonou para o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que foi citado na delação premiada do dono da UTC, Ricardo Pessoa. Não se pode esquecer que a relação entre Lula e Mercadante sempre foi ruim, por isso causa espécie a atitude do ex-presidente de procurar o chefe da Casa Civil, como se a ele coubesse a responsabilidade de gerenciar o governo atual.

Coincidentemente, a passagem de Lula por Brasília aconteceu enquanto Dilma Rousseff está em viagem oficial aos Estados Unidos, causando grande desconforto no Palácio do Planalto. De acordo com avaliação de assessores da presidente, o “timing” é péssimo e o petista está passando a imagem de que está assumindo as rédeas da articulação política do governo.

Que Lula sempre mandou no PT e principalmente nos bastidores do governo de sua sucessora todos sabem, mas o que está em voga no momento é um golpe dentro do próprio partido, o que faz do petista um ferrenho adversário de Dilma.

Lula sabe que a situação de Dilma Rousseff é frágil e que os desdobramentos da Operação Lava-Jato, em especial das delações premiadas, podem abreviar o governo do PT. De tal modo, diante da possibilidade de impeachment ou de cassação do registro da candidatura de Dilma, Lula começa a se apresentar como candidato natural, precisando para tanto do apoio do PMDB, partido que sempre pautou sua existência pelo fisiologismo e pelas negociatas criminosas.

Luiz Inácio da Silva é um animal político, ao mesmo tempo em que é um alarife experimentado, por isso procurou o PMDB para reforçar a artilharia contra Dilma no Congresso Nacional, assunto que vem sendo comandado por Renan Calheiros e Eduardo Cunha. Faz necessário lembrar que Lula desconhece o modus operandi do presidente da Câmara, que pode ser uma perigosa armadilha no caminho dos seus projetos políticos. (Danielle Cabral Távora com Ucho Haddad)

MAIORIDADE PENAL: Faltaram 5 votos para ver triunfar o BOM SENSO

Por Reinaldo Azevedo

Uma esperança muito tênue na Justiça

Por Valmir Fonseca

Há muito tempo a sociedade nacional vem se portando como omissa. Como muitas outras, é claro.

Vemos o que ocorreu e ocorre em vários países, inclusive na América Latina.

Sabemos como o peronismo arrasou a Argentina, como Fidel afundou Cuba e como Chávez trucidou a Venezuela. Poderíamos prosseguir com outros abusos de tiranetes, e de como a gentalha daqueles países sobrevive com aqueles escroques populistas e suas tiranias.

Em muitas oportunidades, citamos como o nosso populacho gosta de sair às ruas, não pela liberdade nacional ou pela cidadania.

A nossa gente sai para assistir às paradas gays, para os desfiles carnavalescos e para as apoteóticas apresentações festivas.

As massas lotam espaços para shows de qualquer espécie e vibram em uníssono para as grandes apresentações populistas. De maviosos sertanejos, cantores funks e de damas que graciosamente rebolam o seu imenso traseiro.

A imprensa nos inunda dilacerando toda a espécie de golpes e malfeitos realizados graças ao dispêndio de famosos “consultores”, que sem força arrecadaram milhões de reais para si, para os partidos e para os políticos. É uma orgia.

Ao populacho impressiona o tamanho das cifras desviadas, tudo do Tesouro Nacional. Mas qual, se é do Tesouro, é dos outros, pois o nacional acredita que ele não foi roubado, e sim os demais, um bando de trouxas.

O BNDES para eles é uma instituição financeira alienígena, talvez do planeta Marte, portanto...

Na mídia pululam os nomes, alguns presos, outros soltos e uns ignotos às vésperas de prisão (?).
Figuras conhecidas estão atoladas até a pleura em todas as investigações. Nada desconhecido pelos que acompanham há longo tempo as patifarias nacionais.

Quase todas as malandragens e seus artífices eram conhecidos, e como sabemos, transitavam incólumes nas entre linhas.

Mas, agora, o que poderá acontecer?

Meus preclaros, já vimos que aqueles que detêm o poder estão fora das malhas da justiça.

A égide da impunidade está debruçada sobre a nossa cretina sociedade e, apesar das cruentas e nojentas verdades que pululam na imprensa, nós acreditamos que ao longo do tempo, por artes da nossa omissão e do terrível conluio que dominam os nossos três maléficos poderes, nada acontecerá, e breve, tudo estará “como dantes no quartel de Abrantes”.

Portanto, apesar da podridão que assoma diante de nós, a descrença sobre as nossas qualificações e cidadania são tão desmoralizadas, que o nosso pessimismo nos diz que a atual podridão será devidamente escamoteada e que nada mudará.

Pobre Brasil que está acostumado a conviver com mandriões e patifes e, que, certamente, nada fará para expulsá-los como devia.
Perdoem os nacionalistas, porém os jeitosos são em número boçalmente superior.

Esta é a nossa cruenta e nua realidade.

Alguém acredita que a “inútil” será responsabilizada, e que a “melíflua metamorfose”,agora vulgo o “Brahma” um dia será preso?

Aqueles que se apegam à tênue esperança em nossa justiça nativa, que Deus os perdoe, pois não eles sabem o que fazem.


Fonte: Alerta Total


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Valmir Fonseca Azevedo Pereira é General de Brigada, reformado.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Jurista PETISTA: Corrupção Sempre Existiu !!!

Por Reinaldo Azevedo


Porte de armas irrestrito, os profetas do apocalipse e a síndrome de vira-latas

Por Bene Barbosa

Então o que me dizem do Paraguai? Lá, qualquer um compra e porta armas de fogo e o país possui três vezes menos homicídios que o Brasil.

Acabo de ver a notícia no portal da NRA que o Kansas adotará nesta quarta-feira (01/07) o porte de armas independente de autorização estatal ou treinamento. Os profetas desarmamentistas já estão com sua histeria habitual clamando o final dos tempos!

Pai Dito, este humilde brasileiro, que não tem nada de paranormal - no máximo ouve de vez em quando um "para, anormal" -, prevê que nada acontecerá!

O Kansas não é o primeiro estado a aprovar o porte ilimitado, ou seja, se você pode comprar uma arma, você pode portá-la sem que o papai estado tenha que ser consultado. Nos outros o que aconteceu? Nada! Absolutamente nada! Nada de balas perdidas, nada de tiroteios, nada de bang-bang!

Essa é a inteligência americana, o pensamento legislativo coerente e com o propósito de simplificar a vida do cidadão que não é tratado como um débil mental incapaz de assumir responsabilidades.

Tenho certeza que alguns, ou muitos, estão nesse momento pensando: no Brasil isso nunca daria certo! Viraria um bang-bang! O brasileiro não tem cultura para isso! Blá, blá, blá... Pois bem, vejamos então uma resposta para os portadores do que Nelson Rodrigues batizou de síndrome de vira-latas.

Primeiramente, gosto de lembrar aos mais novos que o Brasil já foi praticamente assim! Até 1997, quando o "direitista" FHC transformou em crime o porte ilegal de armas, praticamente qualquer um podia andar armado, normalmente apenas com o registro pois a pena era apenas uma multa e a apreensão da arma que era rapidamente devolvida com uma simples petição ao juiz. Bolsas masculinas vinham de fábrica - TODAS ELAS! - com coldres. Outro ponto importante é que muitos brasileiros acham que o americano típico é aquele cara cool (eu não disse cara de c... ok?) de NY ou San Francisco. O americano médio é o Homer Simpson! O Kansas é lotado dos chamados (pejorativamente) de rednecks, um tipo de caipirão, com alguns dentes faltando na boca, um pickup gigantesca na garagem, participando de campeonato de cuspe à distância, com uma .45 na cintura e um fuzil do lado da cama ou dentro do carro. E ninguém atira em ninguém.

Mesmo assim não dá para comparar? Lá não tem impunidade (tem sim, mas não falarei disso agora), a justiça funciona, o Estado é eficiente para punir qualquer um que fizer a coisa errada com a arma... Bom, imaginemos que isso é verdade. Então o que me dizem do Paraguai? Lá, qualquer um compra e porta armas de fogo e o país possui três vezes menos homicídios que o Brasil, isso levando-se em conta que a taxa nacional sofre elevação por conta da área fronteiriça com o... Brasil! Na maioria das cidades Paraguaias a taxa de homicídios é próxima das taxas médias da Europa! Oh! Armas malvadas não matam paraguaios, só brasileiros depois que atravessam a fronteira em forma de contrabando.

*
Duas decisões judiciais tiveram grande destaque em Porto Rico. A primeira foi que aquele estado não pode impedir que seus cidadãos possuam e usem armas de fogo. A segunda, com repercussão mundial, foi que a Suprema Corte Americana sentenciou que nenhum estado americano ou seus territórios podem proibir a união civil entre homossexuais, decisão que no Brasil aconteceu em 2013 mas parece que ninguém lembra...

Imediatamente o governador desse território, Alejandro García-Padilla do Partido Popular Democrático (Oh! Que surpresa!), comemorou uma e disse que recorrerá contra a outra... Nem preciso dizer de qual ele recorrerá, não é mesmo?

Pois bem, tudo ótimo, tudo lindo e os "liberals", a esquerda americana, comemoraram efusivamente essa vitória que na realidade já era realidade em 36 estados americanos... Tudo eram flores até que o Bob Owens, editor da BearingArms.com, levantou uma questão mais do que pertinente: se o casamento gay deve ser respeitado em todos os estados com base na 14a. Emenda, o porte de armas também! Ou seja, estados como a Califórnia terão obrigação de aceitar uma licença para portar armas expedida pelo Texas, por exemplo! Allen West, um dos mais conceituados republicanos, já abraçou a tese e discorreu sobre ela em seu site. Quero ver agora os tais "defensores das liberdades individuais" engolirem essa...

Ah! Lembrando que semana passada um grupo de libertários gays foi expulso de uma passeata gay por estarem armados! Mas assim é a esquerda mesmo: liberdade que vale é só a minha!





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Bene Barbosa preside o Movimento Viva Brasil

Debatendo a Reforma Política


"Com sorte” nova guerra na Europa não será nuclear diz fonte da OTAN

Por Luis Dufaur

Ruínas do aeroporto de Donetsk
Ruínas do aeroporto de Donetsk
John Schindler, antigo analista da NSA, especialista em geopolítica, conferencista da Escola Naval dos EUA e conhecido pelos seus contatos de alto nível na hierarquia americana, confidenciou ter ouvido de uma alta patente não-americana da OTAN que “haverá provavelmente uma guerra neste verão (inverno no nosso hemisfério sul). Se tivermos sorte, ela não será nuclear”, escreveu o site Slate

A opinião referida por Schindler coincidiu com a escalada de tensões entre os aliados ocidentais de um lado, e russos e chineses de outro, tendo como centro o problema ucraniano. 

A Noruega suspeita de submarinos russos que circulam há meses nas profundezas do Báltico, ao largo de Oslo.

Diante da insistência da Grã-Bretanha, a OTAN resolveu a reagir, informou The Telegraph. Dezoito navios participaram de um exercício de grande envergadura no Báltico, enquanto tropas britânicas foram participar de exercícios conjuntos com o exército da Estônia, país fronteiriço com a Rússia.

Foi o exercício militar mais importante na região desde o fim da URSS.

No Círculo Ártico, nove países, incluindo os EUA, a França e a Grã-Bretanha, lançaram a operação “Desafio Ártico”, mobilizando 4.000 homens e 90 aviões durante doze dias. 

A Rússia revidou e mobilizou 250 aeronaves e 12.000 homens, em exercícios sob o céu siberiano e dos Urais. 

Putin: “Moscou não terá outro remédio senão apontar suas forças contra os territórios de onde provém a ameaça”
Putin: “Moscou não terá outro remédio senão apontar suas 
forças contra os territórios de onde provém a ameaça”
Putin anunciou a incorporação de mais 40 mísseis nucleares intercontinentais. E em conferência de imprensa na residência presidencial de Novo-Ogaryovo, disse que se alguém ameaçar a segurança nacional da Rússia, “Moscou não terá outro remédio senão apontar suas forças contra os territórios de onde provém a ameaça”, aludindo explicitamente à OTAN, segundo divulgou a agência Reuters.

Do Extremo Oriente chegam ruídos bélicos, tanto mais preocupantes quanto a Rússia e a China estão renovando sua união, segundo observou o Los Angeles Times.

Sentindo-se apoiado pela Rússia, o comunismo chinês desafia os EUA e seus aliados naturais no Mar da China.

A construção de ilhas artificiais no sul desse mar, em águas intensamente disputadas, levaram os EUA a tentar dissuadir essa provocação.

Mas a China reagiu com insolência. O Global Times, um tabloide ligado ao Partido Comunista Chinês, chegou a escrever em suas colunas que “se os EUA não renunciarem a querer parar esses trabalhos, a guerra será inevitável”.

O tabloide, porta-voz do pensamento estratégico chinês, sublinhou que nesse caso “a intensidade do conflito será maior do que aquilo que as pessoas chamam correntemente de ‘fricções’”.

“Os russos estão chegando”: A Lituânia se prepara para reações rápidas em conflitos híbridos:

5.000 soldados ocidentais em exercícios no Báltico: sinal para Moscou que continua agindo na Ucrânia:

Pare de tomar Cauim, Dilma



Após saudar a mandioca, a quantidade de bobagens ditas nos discursos de Dilma Rousseff continuam. Hoje,a presidente falou à imprensa e cometeu ainda mais gafes ao tentar explicar as denúncias da delação premiada de Ricardo Pessoa divulgadas por VEJA nesta semana. 'Só é possível que Dilma esteja tomando Cauim - aquela bebida tradicional dos povos indígenas', comenta Reinaldo Azevedo.

Papa Francisco entra na apologética da cocaina

Por Observatório de Inteligência

Causa arrepios aos lúcidos católicos assistir o Papa Francisco estreitando aliança do Estado do Vaticano com os EUA,  misturar-se com a ideologia do ambientalismo, acariciar com a sua benção o carrasco Raul Castro, silenciar-se sobre os mártires do paredón de Cuba e, agora, ensaiar a sua espantosa aparição como provador da matéria-prima do mercado do narcotráfico em visita à república cocalera da Bolívia.(Papa Francisco planeja mascar folhas de coca na Bolívia, diz ministro)

Santo Padre, suas inovações de projeção midiática favorecem as intrigas com religiões do Oriente Médio, legitima ditadores, prestigia o ateísmo marxista na América Latina. Além disso, provando a folha da coca, será sinal de simpatia aos comerciantes da sua indústria química que arrasta legiões de narcodependentes e infelicitam milhões de famílias ao redor do mundo.

Tais posicionamentos contribuem para o descrédito da Igreja Católica em favor da expansão das confissões evangélicas, hoje, mais assentadas na pura doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo, distantes dos  acenos e vínculos com o poder político e ondas de vulgares temas midiáticos.