domingo, 8 de março de 2015

Cuba - A longa marcha rumo ao socialismo

Por Carlos I. S. Azambuja

“Nem todos os membros da esquerda subscrevem as palavras de Danielle Mitterrand: ‘Cuba representa a síntese do que o socialismo pode realizar’, frase que constitui a mais arrasadora condenação do socialismo jamais proferida”. (Jean François Revel, “A Grande Parada”, editora Biblioteca do Exército, 2001)

Parece não haver dúvida que o socialismo real em Cuba está se desfazendo. A cada dia vêm sendo feitas maiores concessões ao capitalismo. Concessões definidas pelos camaradas FIDEL e RAUL como absolutamente necessárias para continuar a longa marcha rumo ao socialismo.

Como, então, explicar por que em Cuba, ao contrário do que ocorreu na União Soviética sob Gorbachev, o capitalismo ainda não tenha sido restaurado?

As diferenças entre a União Soviética e o Leste Europeu do final dos anos 80 e o que vem ocorrendo em Cuba, é que neste país não houve nenhum ascenso significativo das massas que questionasse, consciente ou inconscientemente, o partido único, o Estado-Patrão e a economia centralmente planificada. Ou seja, em Cuba vem sendo implantada uma espécie de perestroika (reestruturação), mas não a glasnost  (abertura), pois os chamados dissidentes continuam a ser presos e condenados e muitas pessoas continuam a deixar o país agarradas a pneus.

Fidel e Raul têm levado adiante um duplo discurso, e esse fato já foi detectado pela imprensa. Há 8 anos - 5 de novembro de 1996 a Folha de São Paulo escreveu: “Um documento do Ministério das Finanças e Preços de Cuba revela que a economia em curso no país está causando uma redistribuição e concentração da renda em uma minoria da população. Obtido com exclusividade pela Folha, o documento demonstra que o governo comunista de Cuba adota dois discursos diferentes sobre as reformas no país. Em público, o Estado comandando por Fidel Castro evita assumir a recondução de Cuba a hábitos capitalistas. ‘Queremos o capital, não o capitalismo’, diz Fidel. Mas, internamente, o retorno ao capitalismo é dado como seguro”.

Por muitos anos, a debilidade estrutural da economia cubana - a monocultura baseada no cultivo da cana de açúcar - foi remendada pela ex-URSS, interessada em manter um aliado, durante a Guerra-Fria, às portas dos EUA. Todavia, a ajuda soviética apenas reforçou essa debilidade, que se expressou de forma dramática quando o socialismo real foi desmontado na URSS e Europa Oriental, fazendo desaparecer a própria União Soviética. Devido a esse fato, o PIB cubano, entre os anos de 1989 e 1994 caiu 34,3% e as exportações anuais, que eram de US$ 5,3 bilhões, foram reduzidas a US$ 1,53 bilhões.

Desde 1977 vêm sendo feitas concessões à economia de livre mercado. No campo, entre 1977 e 1983, o número de cooperativas aumentou de 44 para 1472, e a área de terra cultivada pelas mesmas, de 6 mil hectares para 938 mil hectares, tendo o número de agricultores cooperativados aumentado de umas poucas centenas para 82.611 (Carmelo Mesa Lago em seu livro “Breve História Econômica de Cuba Socialista”, Madri, 1994).

Todavia, a maior concessão à economia de livre mercado foi a introdução, em 1980, dos mercados livres camponeses, onde os pequenos agricultores, depois de entregar a parte correspondente do Estado, foram autorizados a vender os excedentes agrícolas a preços fixados pela lei da oferta e da procura.

Também nas cidades, em 1981, o governo tornou legal o trabalho autônomo em atividades como as de cabeleireiros, alfaiates, jardineiros, taxistas, eletricistas, carpinteiros, fotógrafos, mecânicos, etc, e também o trabalho de profissionais liberais, como arquitetos, engenheiros, médicos e dentistas, bem como relaxou algumas leis anteriores de restrição à construção de moradias, o que fez com que, entre os anos de 1981 e 1985, dois terços das moradias construídas fossem particulares.

Entretanto, em 1986, quando Gorbachev deu início às reformas que levaram ao desmantelamento da União Soviética, Fidel Castro deflagrou o chamadoProcesso de Retificação, que praticamente eliminou o mercado e qualquer tipo de iniciativa privada, reduziu o número de trabalhadores autônomos e restringiu a construção, a venda e o aluguel de casas particulares. Essas medidas fizeram com que, já em 1988, o setor agrícola estatal ocupasse cerca de 92% de toda a terra cultivável e que a proporção de trabalhadores autônomos baixasse de 1,2% da força total de trabalho para 0,7%.

Paralelamente, no entanto, o governo aprovava o Decreto-Lei nº 50, que fomentava o investimento de capitais estrangeiros em condições extremamente favoráveis para estes. Enquanto isso, médicos e professores continuam a receber um salário mensal equivalente a 15 dólares.

O Processo de Retificação acabou em um fracasso total, fazendo com que a economia cubana entrasse na pior crise de sua história. A partir de 1990, a deterioração da economia recebeu um impulso fundamental, face às conseqüências do desmanche do socialismo real. Nenhuma das metas de produção foi cumprida. Na produção de petróleo, níquel, aço, adubos, sapatos, cítricos, tabaco, têxteis, leite, pescado e cerveja, os resultados ficaram entre 20% e 64% aquém do previsto pelos burocratas do partido e do Estado.

No que diz respeito às moradias, Fidel Castro, no início do Processo de Retificação definiu que as brigadas de construção edificariam 100 mil unidades por ano. Todavia, no período de 1986-1989, as tais brigadas construíram somente 18.315 moradias.

O valor das exportações cubanas, nesse mesmo período de 1986-1989, diminuiu em 10%. O déficit entre 1985 e 1989 passou de US$ 3,6 bilhões para US$ 6,2 bilhões e a dívida externa alcançou US$ 37,6 bilhões, a mais elevada da América Latina per capita.

A produção de açúcar em 1990, que havia sido prevista em 9,5 milhões de toneladas, alcançou apenas 8 milhões e, nos anos seguintes, foi baixando: 7.623 em 1991, 7.030 em 1992 e 4.280 em 1993. Esta última foi a colheita mais baixa dos últimos 30 anos. Mas a de 1995 seria ainda muito pior: 3,3 milhões de toneladas!

No período de 1989-1992 as importações da URSS/Comunidade dos Estados Independentes caíram em 90%, enquanto as exportações diminuíram 93%. O PIB, no período 1989-1994 caiu 34,3% e as exportações, que eram de US$ 5,3 bilhões, baixaram para US$ 1,53 bilhões.

Diante desse quadro caótico, nos anos 90 o governo cubano passou a editar, uma após outra, uma série de medidas em direção ao livre mercado. Esse trabalho de mudança de rumos foi resenhado da seguinte forma pelos economistas do CEA-Centro de Estudos da América (entidade subordinada ao Departamento América do Comitê Central do PC Cubano):
  • abertura progressiva da economia ao capital estrangeiro;
  • presença crescente no país das sociedades anônimas, após 1990;
  • fim do monopólio estatal do comércio exterior, atividade anteriormente controlada em sua totalidade pelo MINCEX-Ministério do Comércio Exterior, que passou a ser assumida diretamente por um crescente número de empresas, estatais e privadas;
  • mudança na estrutura organizativa do Estado, que foi sendo adequada às necessidades impostas pela dinâmica dos investimentos estrangeiros;
  • mudanças na Constituição, sendo a mais importante a reforma constitucional de 1992, que introduziu modificações relevantes, como a redefinição do regime de propriedade socialista, a definição de outras formas de propriedade e as variações a respeito do regime de planificação econômica;
  • a despenalização da posse de divisas, legalizando a posse e operação de divisas estrangeiras, em todo o território, para os cidadãos cubanos;
  • reforma parcial de preços e do sistema de contabilidade, no sentido de conseguir um maior alinhamento com os preços internacionais e uma modificação no sistema nacional de contabilidade, objetivando a sua simplificação, flexibilização e compatibilização com as práticas internacionais;
  • criação de Unidades Básicas de Produção Cooperativa, a partir de setembro de 1993, e estabelecimento de um Mercado Agropecuário em outubro de 1994;
  • adoção de uma nova lei de impostos, em setembro de 1994, estabelecendo novos impostos e novas contribuições, bem como modificando as já existentes. Uma orientação cada vez mais afinada com a tendência a uma política econômica orientada para a diversificação e o funcionamento dos mercados;
  • nova Lei de Investimentos Estrangeiros, em setembro de 1995, com o objetivo de “incentivar o investimento estrangeiro no território da República de Cuba, para atividades lucrativas (...)”. O artigo 3º dessa Lei assinala que os investimentos estrangeiros em Cuba “gozam de plena proteção e segurança e não podem ser expropriados, salvo que essa ação se execute por motivos de utilidade pública ou interesse social, com prévia indenização em moeda livremente conversível (...)”.

O artigo 8º, no entanto, é mais sugestivo: garante ao investidor estrangeiro “a livre transferência ao exterior, em moeda livremente conversível, sem pagamento de impostos ou nenhuma outra taxa relacionada com a referida transferência”.

Essa lei autoriza investimentos estrangeiros em todos os setores da economia, com exceção da Saúde, Educação e Forças Armadas.

Atualmente, considerando toda essa série de leis, decretos-leis e portarias que descaracterizaram o socialismo real em Cuba, circula em muitas empresas transnacionais um Guia de Investimentos, editado em espanhol e inglês, intitulado “Cuba: Oportunidades de Investimentos”, que menciona algumas das vantagens para os investimentos na Ilha. Um dos itens constantes desse Manual considera que “Cuba é quase um paraíso fiscal (...). O imposto sobre os investimentos brutos que está vigente não se aplica aos investidores estrangeiros e às empresas mistas (...). O imposto sobre ingressos pessoais afeta as pessoas naturais de Cuba, mas dele estão isentos os sócios dirigentes e funcionários das empresas mistas”. O Manual também destaca que o custo da mão-de-obra em Cuba se situa em “níveis muito competitivos em termos internacionais", e que a força de trabalho “é o principal recurso do país”.

Os principais investidores em Cuba, pela ordem, eram, na época, Canadá, Espanha, França, México, Alemanha, Holanda, Inglaterra, Itália, Japão e Suécia. Cuba mantém, hoje, vínculos comerciais com cerca de 4 mil empresas de mais de 100 países, e na Ilha há mais de 600 escritórios de representação de empresas multinacionais.

Paradoxalmente, tudo isso faz com que o Estado cubano enfrente um momento difícil, obrigado a fechar algumas indústrias estatais que se tornaram ineficazes diante da mudança de mercados, e que eram a espinha-dorsal do chamado pleno emprego. Ou seja, de um sistema que teoricamente garantia o pleno emprego passou-se a outro, baseado na eficiência, com a conseqüente aparição do desemprego. Estima-se que nos próximos anos cerca de 400 mil pessoas deverão procurar trabalho em atividades privadas ou então se reciclar. A reciclagem, aliás, já teve início.

Após 56 anos, comemorados em janeiro de 2015, pode ser dito que o socialismo faliu em Cuba, e caminha celeremente, pelas mãos dos camaradas Fidel e Raul Castro, não para a sonhada utopia, com o fenecimento do Estado, conforme definido na doutrina científica, mas sim rumo à restauração do que a doutrina dizia combater: a chamada exploração do homem pelo homem.

Desmontar esse disparate autoritário sem que todo o edifício desabe sobre suas cabeças, “esse é o pesadelo e o dilema da classe dirigente cubana”,como escreveu Carlos Alberto Montaner, jornalista e escritor cubano, exilado na Espanha (jornal “O Estado de São Paulo”, 21 de dezembro de 1997).

Nesse contexto, o que mais resta?

Resta o discurso – apenas o discurso - da dignidade e da solidariedade. Mas, pode sentir-se digna uma pessoa que não pode ler o que deseja, não pode exprimir suas idéias, eleger seus governantes, escolher seus amigos, viajar para onde queira e não ter, sequer, papel higiênico para comprar e, mais recentemente, acessar a Internet?

Publicado originalmente no site Alerta Total


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Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

sábado, 7 de março de 2015

A CPI da Petrobrás vai dar mais IBOPE que Império

Por Marcelo Madureira


Fonte: YouTube

Leis & hipócritas

Por José Fighera Salgado

A legalidade brasileira, em parte, tornou-se uma sarcástica palhaçada avalizada por falsos juristas. Um circo, onde os mesmos palhaços que pisoteiam as leis legítimas fiscalizam o cumprimento das leis ilegítimas.

Comunistas escrevem suas perversas biografias por cima das páginas dos códigos legais. Para os militantes de esquerda radical em início de carreira, uma temporada na cadeia não é uma prisão, e sim uma vitrine. Enquanto o ordenamento jurídico da nação reflete os preceitos morais básicos, os costumes, os direitos por excelência, enfim, as bases da nacionalidade, os revolucionários descumprem as normas legais, cometem crimes, e acusam de autoritarismo os agentes estatais que, fazendo cumprir as leis do Estado Democrático de Direito, defendem a continuidade de sua existência. Para os militantes, violar todas as leis possíveis é uma virtude e uma obrigação, até que o Estado revolucionário seja uma realidade, quando ferrenhamente passam a agir como pretensos “legalistas”.

Estando devidamente implantado o regime, da maneira mais hipócrita possível os militantes criminosos de antanho, convertidos em tiranos ou lacaios dos mesmos, tornam-se os mais obstinados defensores da nova legalidade, a guardar com unhas, dentes e fuzis a tão sonhada legislação draconiana. Muitos daqueles que, no passado, detonaram bombas em locais públicos, assaltaram, seqüestraram, torturaram, mataram pelas costas, enfim, espalharam o caos, o ódio e a desordem e violaram as normas legais em nome da revolução, passam a ser fiscais de leis dotados de uma postura absurdamente pseudo-moralista, que (aos olhos dos ingênuos) até mascara suas origens subversivas.

No Brasil, como em qualquer outro país submetido a um processo revolucionário, os agentes do caos aplicam estas duas visões oportunistas sobre as Leis: violam as leis legítimas (as da ordem anterior) e exigem o estrito cumprimento das leis ilegítimas (as novas normas criadas pela e para a revolução). As leis revolucionárias, que contam com a promoção glamourosa de mídias controladas, artistas engajados, ativistas de esquerda, ongueiros e diversas outras matizes de servidores da tirania, tem seu cumprimento rigorosamente fiscalizado pelos mesmos bandidos que violavam Leis no tempo em que todas tinham como fundamentos os princípios básicos da civilização e serviam à manutenção da ordem democrática. Ou seja: nada pode ser mais hipócrita do que o atual legalismo dos esquerdistas radicais.

A hipocrisia é de fato a grande marca destes novos guardiões das leis (saliente-se, daquelas que lhes interessam). O Estatuto do Desarmamento, maior golpe contra a liberdade da população brasileira, foi arquitetado e promovido, assim como tem seu cumprimento fiscalizado, pelos mesmos agentes (ou herdeiros ideológicos dos mesmos) que, armados com fuzis e metralhadoras ilegais, atiravam em nome da revolução comunista. O Marco Civil da Internet, novo instrumento censurador da esquerda, partiu dos que outrora bradavam contra a “censura” enquanto trabalhavam ativamente para expandir o comunismo pela via cultural. A aprovação de leis que impõem restrições despóticas a liberdade de pensamento é defendida pelos mesmos que sempre a utilizaram indevidamente em seus discursos demagógicos. As leis de restrição a substâncias tradicionais da sociabilidade ocidental são arduamente defendidas pelos mesmos que labutam pela legalização das drogas pesadas produzidas e traficadas por parceiros da camaradagem socialista, e causadoras de destruição da sociedade. Tribunais de exceção a serviço de terroristas de longa data que outrora pisavam nas verdadeiras leis, são constituídos para acusar, julgar e condenar de maneira parcial e arbitrária, embasados na legislação revolucionária. Enfim, a legalidade brasileira, em parte, tornou-se uma sarcástica palhaçada avalizada por falsos juristas. Um circo, onde os mesmos palhaços que pisoteiam as leis legítimas, fiscalizam o cumprimento das leis ilegítimas, com amplas e animadas platéias de canalhas e idiotas úteis a aplaudirem as palhaçadas.

As leis revolucionárias, obviamente, são em grande parte inconstitucionais, a exemplo da referida lei anti-armas. Não obstante, por todo o aparato que as promove e fiscaliza seu cumprimento, na prática, acabam se sobrepondo à Constituição Federal, criminosamente violada sem que o poder legitimado para defendê-la cumpra seu dever. Muitos tribunais da República, que deveriam observar estritamente a Carta Magna, não o fazem, e dão sucessivas demonstrações de seu comprometimento com a revolução comunista. Recentes julgamentos e suas respectivas decisões demonstram que as mais diversas cortes e os mais variados graus de jurisdição passam por cima da Constituição e da Lei Penal para beneficiar criminosos socialistas e todo o esquema de poder que eles integram e comandam.

No desenrolar deste tripúdio à Constituição Federal, às leis que nela tem fundamento e ao próprio Estado de Direito, os modernos (e falsos) legalistas ameaçam todos os que zelam pela ordem democrática constitucional, que já definha. O legalista de esquerda, que de maneira mais arrogante possível despeja ameaças de processo judicial em cima dos opositores da legalização dos absurdos, é uma figura típica nestes tempos de revolução no Brasil. Qualquer um que fuja dos estereótipos concebidos para o novo homem do “país de todos”, corre o perigo de ser acionado judicialmente em situações que outrora seriam irrelevantes para a Justiça.

Certos políticos já são experts na arte de espalhar ameaças de processo judicial a quem ouse afrontá-los, mesmo que dentro dos limites legais da liberdade de expressão e da imunidade parlamentar. Da mesma forma, militantes devidamente assessorados por advogados comprometidos com a mesma causa abjeta, ficam atentos a toda e qualquer “violação” aos ditames radical-esquerdistas convertidos em lei, tal qual raposas na espreita de galinhas, a fim praticarem a nova modalidade de “terror” que assola o Brasil. Sua maior motivação são pescoços dissidentes rolando pelos tribunais, para que sirvam de exemplo aos demais reacionários, ou seja, a nós que ainda estamos vivos, “porque só um cadáver não reage aos vermes que o corroem”, de acordo com as sábias palavras de Georges Bernanos.

Deste processo de violação da ordem constitucional democrática e das leis que a refletem, e de criação de novas leis revolucionárias, processo este assegurado por falsos jurisconsultos e operadores do direito assumidamente ou dissimuladamente comunistas, nasceram estas figuras detestáveis que disseminam ameaças a quem ouse discordar de suas trampas e mentiras convertidas em legislação, ou pior ainda, denunciá-las publicamente.

Assim são os novos “legalistas” de esquerda: tipos hipócritas, farsantes e velhacos ao extremo. Seu lugar apropriado seria a lata de lixo, o esgoto da história. Mas, infelizmente, a tendência é que acabem sendo premiados com as cátedras das mais prestigiadas universidades do país.




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José Fighera Salgado é bacharel em direito, especialista em ciências criminais e músico gaúcho.

PETROBRAS não desmoralize o Parlamento Brasileiro

Por Reinaldo Azevedo


sexta-feira, 6 de março de 2015

FORA DILMA !!!

Por É Mentira do PT


Vem pra rua! Só o povo é capaz de promover a verdadeira mudança!
Juntos, vamos devolver o Brasil aos brasileiros e tirá-los das mãos dessa corja de corruPTos.

Fonte: YouTube

Com sanha arracadatória crescente, governo cogita criar imposto para doações e heranças

Por UCHO.INFO

imposto_12Mais uma – O governo federal estuda criar novo imposto federal. O imposto taxaria a renda dos contribuintes obtida por meio de doações e heranças, além de outros tipos de transferências que não envolvam a venda de ativos. A medida, que precisa ser levada ao Congresso Nacional, seria uma forma de ampliar a base de tributação e atingir contribuintes com maior renda. Para ser aprovado, o novo tributo exigirá alteração na Constituição Federal, por meio de emenda constitucional e dois turnos de votação.

A ideia, defendida pelo PT, é uma alternativa à tributação de grandes fortunas, com o objetivo de conseguir melhorar a distribuição de renda no País, e está em fase inicial de estudos. No entanto, a área técnica do Ministério Fazenda a acha ineficiente.

A medida, segundo o governo, diminuiria a chamada regressividade do sistema tributário brasileiro, ou seja, contribuintes com renda mais baixa pagam proporcionalmente mais do que aqueles mais ricos.

Atualmente, a tributação dessas transferências é atribuição dos estados, e é considerada baixa, com alíquota de 2%, chegando a 4%.

Vale ressaltar que o Imposto de Renda não incide sobre o valor dos bens ou direitos adquiridos por doação ou herança. Assim, o patrimônio que for transferido e entrar na renda do seu destinatário é isento de cobrança.

O governo acredita que é possível melhorar essa tributação, e estuda o caminho técnico para conciliar a cobrança na esfera estadual com a federal, dai a complexidade da matéria.

Apesar de técnicos do governo já estarem estudando os modelos de tributação de doações e heranças, o Ministério da Fazenda tem restrições à tributação de grandes fortunas, pois o considera ruim para a economia.

A avaliação técnica afirma que é muito difícil, por exemplo, uma cobrança anual incidente sobre o patrimônio do contribuinte.

Um contribuinte cuja renda é obtida com aluguéis costuma ser usado como exemplo da dificuldade dessa cobrança. Nesse caso hipotético, ele teria de se desfazer do patrimônio todo ano para pagar o tributo.

Por isso, embora haja interesse do governo, não está nos planos da Fazenda a taxação de lucros e dividendos. “Tributar a distribuição de lucros e dividendos não está na pauta”, disse um assessor da área econômica. (Com Danielle Cabral Távora)

A terra treme: nomes da lista do petrolão vão vazar

Por VEJA.com


Lauro Jardim, do Radar on-line, acredita que nomes dos políticos contra os quais o procurador-geral da República pediu investigações vão pingar num vazamento contínuo. Marcelo Madureira aponta Collor como bem cotado no vestibular da corrupção, o ENEM do petrolão. Geraldo Samor, de VEJA Mercados, diz que a saída mais provável neste momento para a Petrobras é o aumento de capital. O colunista Ricardo Setti fala sobre o pedido de deportação de Cesari Battisti do país. E Caio Blinder comenta o discurso do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu ao Congresso americano.

LARÁPIOS da Nação !!

Por Rachel Sheherazade


A PIZZARIA do Doutor JANOT

Por Reinaldo Azevedo


O exército de Stédile e a Venezuela

Por Graça Salgueiro

lulamstAssim como ocorre em Cuba com as “Brigadas de Resposta Rápida” e na Venezuela com suas “Guardas Bolivarianas”, o Brasil, com o  “exército de Stédile”, vai delineando, cada vez com mais clareza, o que quer e está fazendo o Foro de São Paulo.

No dia 24 de fevereiro o PT, junto com a CUT e a FUP (Federação Única dos Petroleiros), organizou uma manifestação em defesa da Petrobras na Associação Brasileira de Imprensa, na qual várias “autoridades” fizeram discursos tão falsos quanto inflamados. Dentre eles falaram o líder do MST, João Pedro Stédile e o ex-presidente Lula. Nenhum deles admitia a roubalheira desenfreada na estatal petroleira e muito menos que os indiciados cometeram crimes mas apenas “erros”.

Lá para as tantas Lula disse: “Eu quero paz e democracia mas se eles não querem, nós sabemos brigar também, sobretudo quando o João Pedro Stédile colocar o exército dele do nosso lado”. Nas ruas, a militância petista, com camisas vermelhas da CUT e do PT, mostrava já estar preparada distribuindo pontapés em pessoas que se manifestavam contra a presidente. Vejam a fala de Lula abaixo:


Enquanto isto acontecia, o governo ordenava às tropas da Força Nacional de Segurança que fossem retirar os caminhoneiros em greve nas estradas que, ao contrário do que diz a mídia venal, não interditam as rodovias uma vez que ocupam apenas uma faixa e parte do acostamento. Segundo denunciou em discurso na Câmara o deputado Nilson Leitão, do PSDB/MT, dona Dilma “mandou a Força Nacional ‘descer a porrada’ nos caminhoneiros grevistas”.

No mesmo dia, na Venezuela, a Guarda Nacional Bolivariana e a Polícia reprimiam as manifestações atirando para matar. Em Táchira, o policial Javier Mora Ortiz disparou na cabeça do estudante de 14 anos, Kluiberth Roa, quando saía do colégio e ao ver a confusão tentou se esconder debaixo de um carro. O tiro foi fatal, mas o Ministério Público disse que o tiro foi com “bala de plástico”. O registro é chocante: 


Essa nova manifestação ocorreu em repúdio à Resolução nº 8.610, publicada no dia 23 de janeiro, que autoriza as forças de segurança a usar arma de fogo para “reprimir as manifestações”. Revolta ler o cinismo do que lá está escrito, uma vez supõe que os manifestantes são vândalos que a polícia necessita reprimir em defesa dos que não participam, mas sempre cuidando de não ferir ou maltratar ninguém. Assim, no Capítulo I, lê-se sobre o Objetivo:

“Art. 1º - A presente normativa tem como objetivo regular a atuação da Força Armada Nacional Bolivariana para garantir a ordem pública, a paz social, a convivência cidadã em reuniões públicas e manifestações, dentro do desenvolvimento do Estado Democrático e Social de Direito e de Justiça e a proteção dos direitos humanos”.

Os “direitos humanos”, a “proteção especial à vida, à saúde e à integridade pessoal” são repetidos a cada capítulo, artigo e parágrafo. A proteção às pessoas em situação de “vulnerabilidade” também é citado, no entanto, Kluiberth Roa tinha apenas 14 anos e não participava das manifestações, mas foi assassinado fria e brutalmente.

O Artigo 5º, parágrafo 5, trata do “uso progressivo da Força” e mente sem o menor constrangimento, quando diz: “...os procedimentos dirigidos a garantir a ordem pública, a paz social e a convivência cidadã (...) rege-se pelos princípios de legalidade, necessidade e proporcionalidade, utilização da escala progressiva em função da resistência e oposição (...) devendo sempre manter o menor nível de uso da força possível para a consecução do objetivo proposto”.

No Capítulo IV, que trata desse “uso progressivo da força”, o Artigo 22, parágrafo 7 descreve quando pode-se empregar o uso da “violência mortal”: “Criação de uma situação de risco mortal, frente ao qual funcionária ou funcionário militar, aplicará o método de uso da força potencialmente mortal, bem como a arma de fogo ou com outra arma potencialmente mortal”.

O método é o mesmo. Há anos venho denunciando que o MST é o braço armado do PT, que foi treinado e armado pelos terroristas das FARC. Mas agora foi o próprio Lula quem confessou e, assim como ocorre em Cuba com as “Brigadas de Resposta Rápida” e na Venezuela com suas “Guardas Bolivarianas”, o Brasil com o  “exército de Stédile” vai delineando cada vez com mais clareza, o que quer e está fazendo o Foro de São Paulo (FSP). O Foro é a Hidra Vermelha, com seus mil tentáculos. Mas ainda tem gente que acredita que pode desmantelar essa mega organização criminosa fazendo cara feia, ou pior: que o FSP não é isso que denunciamos...

A propósito deste artigo, meu programa Observatório Latino do dia 27 de fevereiro na Rádio Vox, trata com mais detalhes desses temas. Ouçam.


Artigo escrito para o Jornal Inconfidência de Minas Gerais, ampliado.


quinta-feira, 5 de março de 2015

Lava jato VAI acabar em PIZZA ?

Por Arnaldo Jabor


Fonte: YouTube/CBN

Caminhoneiros: Manifestantes em Joaçaba fecham a BR 282

Por TV Bom Dia SC


Manifestantes em protesto contra a corrupção e apoio a manifestação dos caminhoneiros, fecham por 30 minutos a BR 282 em Joaçaba/SC

Fonte: YouTube

STF extingue pena do mensaleiro José Genoino


O ex-deputado José Genoino: pena extinta
(Alan Marques/Folhapress)
Ministros consideraram que o ex-presidente do PT já cumpriu os requisitos que permitem que seja beneficiado pelo indulto de Natal assinado por Dilma

O ex-deputado José Genoíno deixa nesta terça-feira o prédio da Vara de Execuções Penais, onde recebeu autorização para cumprir pena no regime aberto

O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira por unanimidade extinguir a pena do ex-presidente do PT José Genoino, condenado por corrupção ativa no julgamento do mensalão. Os ministros consideraram que o mensaleiro petista já cumpriu os requisitos que permitem que seja beneficiado pelas regras previstas no decreto de indulto natalino assinado pela presidente Dilma Rousseff em 2014. Genoino começou a cumprir em novembro de 2013 os quatro anos e oito meses a que foi condenado pelo STF e pagou multa de cerca de 670.000 reais em janeiro de 2014, após uma vaquinha organizada por correligionários. O ministro relator do mensalão, Luís Roberto Barroso, determinou a imediata expedição do alvará. Dessa forma, a decisão passa a valer já nesta quarta, antes mesmo de sua publicação. Genoino já é, portanto, um homem livre.

Atualmente Genoino cumpre prisão domiciliar por ter conseguido abater parte da pena e cumprido o mínimo de um sexto da reclusão, o que garantiu a ele o direito a progressão de regime do semiaberto para o aberto. Como o Distrito Federal não tem casas de albergado, estabelecimento previsto em lei para abrigar condenados em regime aberto, o ex-presidente do PT recebeu o direito de permanecer em prisão domiciliar.

O indulto assinado pela presidente Dilma Rousseff, usualmente confundido com a saída temporária de Natal, é um benefício que avalia um conjunto de exigências para perdoar definitivamente as penas de parte da população carcerária. De acordo com o Tribunal de Justiça do DF, o indulto normalmente é concedido a detentos com bom comportamento, paraplégicos, tetraplégicos, portadores de cegueira completa, mães de filhos menores de 14 anos e àqueles que tenham cumprido parte da pena em regime fechado ou semiaberto. Em geral, para a concessão dos indultos são examinados a gravidade do crime, se houve ou não violência cometida e o cumprimento parcial da pena.

No pedido de indulto, José Genoino informou que teve bom comportamento quando cumpria pena em regime semiaberto e também quando foi autorizado a terminar o restante da sentença em prisão domiciliar. Ele afirmou ainda que o abatimento de 34 dias da pena por trabalho e estudo permitiria a ele se enquadrar nos beneficiários do perdão judicial. O decreto de indulto assinado pela presidente Dilma em 2014 prevê o benefício, entre outros casos, para detentos que tenham cumprido um quarto da pena e que estejam em regime aberto e para condenados que estivessem cumprindo pena em regime aberto ou prisão domiciliar, desde que faltasse até oito anos para o cumprimento da pena total.


"Todos os casos associados à execução na ação penal 470 [mensalão], tenho decidido monocraticamente. Como foi um julgamento emblemático e é o primeiro caso de extinção de punibilidade, em parte pelo cumprimento da pena, pelo pagamento da multa e por força do indulto, reconhecendo a validade do indulto e a extinção da punibilidade da pena, resolvi trazer a apreciação do Plenário", disse Barroso ao justificar o fato de ter levado o caso para apreciação de todos os ministros do STF.

A repressão de forças federais em Camaquã visam embretar o governo Sartori

Por Políbio Braga


Fonte: YouTube

À espera do Doutor Janot

Por Nivaldo Cordeiro


Fonte: YouTube

quarta-feira, 4 de março de 2015

TPLJ Tensão Pré Lista do Janot

Por Reinaldo Azevedo

 

Chauí, Chauí, Chuá

Por Jorge Geisel
Em homenagem à filósofa, filosofo também com a paródia:
 
Chauí, Chauí, Chuá
 
Deixa a cidade feiosa morena
Feia e pequena, volte ao petezão
Beber a pinga da fonte que manda
Se tu nasceste da bosta cheirosa
Cheirando a estrela que não é da terra
Volta pra vida serena da aula
Da  velha crença debaixo da terra.
 
E a fonte a cantar, chauí, chuá
E o esgoto a correr, Petê, Petê
Parece que alguém tão cheio de mágoa
Deixasse quem há de dizer maldade
No meio do esgoto rolando também.
 
A lua mingante de cor  rosada
Faz a jornada do discurso ao léu
Como se sombra da bebedeira
Fosse da cachoeira o escarcéu
Quando essa sombra lá distante
Com palavra rouquenha cair
Dá-nos essa prova que desenterra
Que eu volto pra terra donde não quero partir
 
E a fonte a cantar, chauí, chuá
E o esgoto a correr, Petê, Petê
Parece que alguém tão cheio de mágoa
Deixasse quem há de dizer maldade
No meio do esgoto rolando também.
 
 
Publicado originalmente no site Alerta Total
 

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Jorge Geisel é Advogado especialista em Direito Marítimo com passagem em diversos cursos e seminários no exterior. Poeta, articulista, membro trintenário do Lions Clube do Brasil. É um dos mais expressivos defensores do federalismo e da idéia de maior independência das unidades da federação.

terça-feira, 3 de março de 2015

Os saqueadores da lógica

Por Fernando Gabeira

Se o PT pusesse fogo em Brasília e alguém protestasse, a resposta viria rápida: onde você estava quando Nero incendiou Roma? Por que não protestou? Hipocrisia.

Com toda a paciência do mundo, você escreve que ainda não era nascido, e pode até defender uma ou outra tese sobre a importância histórica de Roma, manifestar simpatia pelos cristãos tornados bodes expiatórios. Mas é inútil.

Você está fazendo, exatamente, o que o governo espera. Ele joga migalhas de nonsense no ar para que todos se distraiam tentando catá-las e integrá-las num campo inteligível.

Vi muitas pessoas rindo da frase de Dilma que definiu a causa do escândalo da Petrobras: a omissão do PSDB nos anos 1990. Nem o riso nem a indignação parecem ter a mínima importância para o governo.

Depois de trucidar os valores do movimento democrático que os elegeu, os detentores do poder avançaram sobre a língua e arrematam mandando a lógica elementar para o espaço. A tática se estende para o próprio campo de apoio. Protestar contra o dinheiro de Teodoro Obiang, da Guiné Equatorial, no carnaval carioca é hipocrisia: afinal, as escolas de samba sempre foram financiadas pela contravenção.

O intelectual da Guiné Juan Thomás Ávila Laurel escreveu uma carta aos cariocas dizendo que Obiang gastou no ensino médio e superior de seu país, em dez anos, menos o que investiu na apologia da Beija-Flor. E conclui alertando os cariocas para a demência que foi o desfile do carnaval de 2015.

O próprio Ávila afirma que não há números confiáveis na execução do orçamento da Guiné Equatorial. Obiang não deixa espaço para esse tipo de comparação. Tanto ele como Dilma, cada qual na sua esfera, constroem uma versão blindada às análises, comparações numéricas e ao próprio bom senso.

O mundo é um espaço de alegorias, truques e efeitos especiais. Nicolás Maduro e Cristina Kirchner também constroem um universo próprio, impermeável. Se for questionado sobre uma determinada estratégia, Maduro poderá dizer: um passarinho me contou. Cristina se afoga em 140 batidas do Twitter: um dia fala uma coisa, outro dia se desmente.

Numa intensidade menor do que na Guiné Equatorial, em nossa América as cabeças estão caindo. Um promotor morre, misteriosamente em Buenos Aires, o prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, só e indefeso, é arrastado por um pelotão da polícia política bolivariana.

Claro, é preciso denunciar, protestar, como fazem agora os argentinos e os venezuelanos. Mas a tarefa de escrever artigos, de argumentar racionalmente, parece-me, no Brasil de hoje, tão antiga como o ensino do latim ou o canto orfeônico.

Alguma evidencia, no entanto, pode e deve sair da narrativa dos próprios bandoleiros. Quase tudo o que sabemos, apesar do excelente trabalho da Policia Federal, veio das delações premiadas.

Alguns dos autores da trama estão dentro da cadeia. Não escrevem artigos, apenas mandam bilhetes indicando que podem falar o que sabem.

Ao mesmo tempo que rompe com a lógica elementar, o governo prepara sua defesa, organiza suas linhas e busca no fundo do colete um novo juiz do Supremo para aliviar sua carga punitiva. O relator Teori Zavascki, na prática, foi bastante compreensivo, liberando Renato Duque, o único que tinha vínculo direto com o PT.

Todas essas manobras e contramanobras ficarão marcadas na história moderna do Brasil. Essa talvez seja a razão principal para continuar escrevendo.

Dilmas, Obiangs, Maduros e Kirchners podem delirar no seu mundo fantástico. Mas vai chegar para eles o dia do vamos ver, do acabou a brincadeira, a Quarta-Feira de Cinzas do delírio autoritário.

Nesse dia as pessoas, creio, terão alguma complacência conosco que passamos todo esse tempo dizendo que dois e dois são quatro. Constrangidos com a obviedade do nosso discurso, seguimos o nosso caminho lembrando que a opressão da Guiné Equatorial é a história escondida no Sambódromo, que o esquema de corrupção na Petrobras se tornou sistemático e vertical no governo petista.

Dilma voltou mais magra e diz que seu segredo foi fechar a boca. Talvez fosse melhor levar a tática para o campo político. Melhor do que dizer bobagens, cometer atos falhos.

O último foi confessar que nunca deixou de esconder seus projetos para ampliar o Imposto de Renda. Na Dinamarca (COP 15), foi um pouco mais longe, afirmando que o meio ambiente é um grande obstáculo ao desenvolvimento.

O País oficial parece enlouquecer calmamente. É um pouco redundante lembrar todas as roubalheiras do governo. Além de terem roubado também o espaço usual de argumentação, você tem de criticar politicamente alguém que não é político, lembrar o papel de estadista a uma simples marionete de um partido e de um esquema de marketing.

O governo decidiu fugir para a frente. Olho em torno e vejo muitas pessoas que o apoiam assim mesmo. Chegam a admitir a roubalheira, mas preferem um governo de esquerda. A direita, argumentam, é roubalheira, mas com retrocesso social. Alguns dos que pensam assim são intelectuais. Nem vou discutir a tese, apenas registrar sua grande dose de conformismo e resignação.

Essa resignação vai tornando o Pais estranho e inquietante, muito diferente dos sonhos de redemocratização. O rei do carnaval carioca é um ditador da Guiné e temos de achar natural porque os bicheiros financiam algumas escolas de samba.

A tática de definir como hipocrisia uma expectativa sincera sobre as possibilidades do Brasil é forma de queimar esperanças. Algo como uma introjeção do preconceito colonial que nos condena a um papel secundário.


Não compartilho a euforia de Darcy Ribeiro com uma exuberante civilização tropical. Entre ela e o atual colapso dos valores que o PT nos propõe, certamente, existe um caminho a percorrer.


Publicado no site A Verdade Sufocada

DILMA tem de se livrar do PT para evitar o pior

Por Reinaldo Azevedo


Paródia - Todo Mundo Odeia a Dilma

Por Jornal da Besta Fubana


Fonte: YouTube

Demissão da Presidenta: na caneta ou baioneta?

Por Sérgio Alves de Oliveira

Ao escreverem a Carta  de 88, os  constituintes   incluíram duas hipóteses para “demissão” do Presidente da República.
 
A primeira, prevista no artigo  85, trata do processo de IMPEDIMENTO (“impeachment”), por iniciativa do Poder Legislativo Federal (Câmara e Senado), por faltas graves cometidas pelo Chefe do Poder Executivo Federal. A outra forma está no artigo 142 da CF, que é a chamada “intervenção militar”, também conhecida como “intervenção constitucional das Forças Armadas”.
  
O que elas têm de comum é a previsão e amparo constitucional para afastamento do Presidente da República da respectiva função. Cada um desses poderes tem soberania para avaliar os motivos da sua eventual iniciativa, quando presentes os pressupostos para tanto, independentemente da aquiescência,ou não ,do outro,ou de qualquer um dos demais   poderes.
    
No primeiro caso a medida é de iniciativa  do Poder Legislativo, através da Câmara Federal e, caso aí acolhida a denúncia, submetida logo após ao Senado, sob o comando do Presidente do Supremo Tribunal Federal.
                                        
Na segunda hipótese a iniciativa é do Poder Militar, que apesar de estar numa hierarquia “formal” inferior ao Poder Legislativo (não é um dos “Tres Poderes”), também  é um poder e tem competência constitucional para intervir, nas hipóteses elencadas na própria Carta que, resumidamente, são  a DEFESA DA PÁTRIA e a GARANTIA DOS PODERES CONSTITUCIONAIS.
 
Para melhor avaliar a situação,impõe-se que se debruce, num primeiro momento, sobre o episódio da “REVOLUÇÃO DE 64”, como chamam alguns, ou  "GOLPE”, talvez “CONTRAGOLPE “, de 1964, como preferem outros, comparando-a com as hipóteses que se avizinham para eventual afastamento da Sra.Presidenta da  República, Dilma Rousseff, por irregularidades cometidas  antes e durante a sua gestão, amplamente divulgadas pela imprensa.
 
Uns afirmam com toda a convicção que ela não poderia sofrer impeachment por atos anteriores ao início do vigente mandato  presidencial. Todavia, Meus Senhores e Senhoras, pelo que foi levantado até agora, seria  quase impossível que  as irregularidades  apuradas  no “passado” não tivessem “invadido” o período  da  atual gestão,” contaminando-a”, portanto, não podendo ela fugir da responsabilidade para fins de processo de impedimento.
 
O contragolpe de março de 64 deu-se sob o império da Constituição de 1946. Nela já estava previsto o “impeachment” do presidente da república, por iniciativa  exclusiva do Poder Legislativo. Não assim, porém, a “intervenção militar”, que foi uma novidade inserida  somente na Constituição de 1988, vigente.
 
Mesmo sem previsão constitucional, mas alegando fortes motivos para intervir naquele conturbado momento (março de 1964), os militares  usaram moderada força e tomaram a iniciativa de derrubar o Governo João Goulart. Não houve resistência dos governistas, nem do  povo. Nenhum sangue foi derramado.
 
Esse episódio ocorrido no Brasil em 1964 pode servir de exemplo ao  mundo para configurar uma situação  de excepcionalidade, onde A FORÇA DO DIREITO cedeu o seu lugar para  O DIREITO DA FORÇA. Isso é característica das revoluções.
 
Mas pode ter havido alguma legitimidade nessa inversão. Isso ocorre sempre que o direito, portanto, por extensão, também o estado-de-direito, fica corrompido por vícios insanáveis das suas fontes, mais precisamente, das leis, da jurisprudência, da doutrina e dos costumes. Essa talvez fosse a melhor justificativa  jurídica e ética para os acontecimentos de 64. Mas nunca as vi alegadas.
 
Tudo significa então  dizer que se em 64 os “contragolpistas” (minha posição pessoal)  não tiveram  uma  “arma” legal na mão, para a providência que tomaram, hoje eles teriam essa arma para semelhante providência. É o artigo 142 da Constituição em vigor. É a “intervenção das FFAA”.
 
Imagino até que o constituinte de 88 quis reservar a si mesmo - mais tarde na condição de  parlamentar - os maiores privilégios  e poderes da política. Estabeleceu uma enorme gama de poderes ao Parlamento, inclusive o IMPEACHMENT PRESIDENCIAL, dedicando quase um capítulo inteiro sobre o que seria do seu interesse, inclusive o de deixar o presidente da república quase refém do Congresso.
 
Quem lembra do que aconteceu com Collor, que nunca se dobrou ao Congresso? Suas faltas seriam motivo bastante para o seu impedimento? Por ventura elas não teriam sido muito menos graves que hoje em dia? Mas fizeram tudo “nas coxas”, sem ouvir ou dar qualquer satisfação para ninguém, incrivelmente com o apoio da mesma mídia que o havia colocado no trono há pouco tempo.  O cenário do impeachment foi espetaculoso, de fazer  inveja ao melhor dos circos.
 
Mas na redação da carta, quando os constituintes chegaram nas disposições sobre o  “Poder Militar”, destacando as  hipóteses da INTERVENÇÃO MILITAR, resumiram-nas em menos de uma linha, ou seja, à “defesa da pátria e garantia dos poderes constitucionais”.
 
Bem pensado, pode ter sido um tiro dado no próprio pé, pelos constituintes, mais tarde só parlamentares. Quiseram colocar uma camisa de força  no Poder Militar . Mas ao que mais parece deram-lhe uma bomba atômica. Mas a dúvida que fica é se foi um tiro no próprio pé, ou um tiro que  mais tarde poderia “sair-pela-culatra”?
 
Ora, sabidamente, como antes afirmado, cada  Poder tem soberania para interpretar as regras  constitucionais a que está sujeito. Nenhum deles  (Poderes Executivo, Legislativo, Judiciário ou Militar) pode interferir no poder do outro. Seria muito fácil ao Poder Militar enquadrar as irregularidades governamentais cometidas na atual gestão e agora apuradas pela Justiça, dentro do previsto no artigo 142 da Constituição. Bastaria apurar, por exemplo, a entrega da soberania nacional ao “Foro San Pablo”, a ameaça comunista e a corrupção generalizada no governo.
                                          
Teria até amparo constitucional. Isso não se deu em 64 . “Lá” a constitucionalidade veio depois, por acomodação de uma situação jurídica vigente.Nem o Poder Judiciário, pela sua Instância Máxima, questionou a validade do “golpe”, ou “contragolpe”. O novo “estado-de-direito” acabou assimilando a conturbada situação.
 
O Brasil agora passa por uma  encruzilhada . Se não interromper o curso do atual poder político majoritário sofrerá danos irreparáveis. Mas como o seu povo  em grande parte é muito  alienado,acomodado e  covarde,restaria  uma das duas alternativas previstas na Constituição: o impedimento, pelo Poder Legislativo, ou a  Intervenção Militar, pelas FFAA.
 
É pouco provável que o Legislativo tome a iniciativa do IMPEACHMENT, por “mil”razões, que não cabem aqui discutidas, a primeira delas, sem dúvida, o poder de compra do governo. Mas isso, "milagrosamente” ocorresse,como  em outra oportunidade já afirmei, seria trocar bosta por merda. Quem assumiria a presidência seria um da mesma quadrilha. Queira Deus que isso não ocorra.
 
Restaria, por conseguinte, uma ação enérgica do Poder Militar, nos termos da Constituição, derrubando o governo, e convocando as melhores cabeças do país para ajudá-lo na tarefa de montar a estrutura para um novo comando da sociedade, jamais  sentando o traseiro no poder durante longo tempo como fez  nos idos de  64. Um ano parece que seria o suficiente para uma espécie de “quarentena”, “desintoxicar”o povo e colocar “ordem no galinheiro”.
 
Um dos primeiros passos em relação ao governo  e outros órgãos públicos ,seria prender ladrões ,afastar ou manter quem de direito, e convocar novas eleições, dessa vez fiscalizadas  de perto  por representantes de toda a sociedade, evitando-se qualquer manipulação eleitoral, eletrônica,ou não.
 
“Entonces”, o que fazer?  Reforma na “caneta”? Na “baioneta” ?
 
O episódio Collor prova que na “caneta” (impeachment) pode não acontecer mudança alguma.Tiraram o “cara” e nada melhorou. Parece que até piorou... Na “caneta”, nada mais acontece que afastar  o rei ou a rainha do trono, mantendo a  sua Côrte”. É que a tal de “constituição” veda  reformas  mais profundas.  A podridão pode permanecer.Ninguém fica com poderes suficientes para corrigir o “status quo” na medida que precisa.
 
Nestas condições, o Brasil só tem uma saída. É a reforma pela “baioneta”. Os militares têm que tirar da gaveta e fazer uso do  artigo 142 da Constituição.  E como eles são “crentes”, muito “legalistas”, talvez ficassem  incentivados por um dispositivo constitucional que autoriza essa intervenção. Poderia nem dar certo, mas com certeza nunca ficaria pior que a situação de hoje. Valeria o risco. Mas como parece que a sociedade finalmente está começando a “acordar”,a probabilidade é que as mudanças dariam certo, para melhor.
 
Mas uma coisa é certa. Após o primeiro “impacto”, teria que ser mexido, e muito fundo, nos Três Poderes. Só com intervenção militar seria possibilitada tal medida em caráter emergencial. Igualmente haveria que ser redigida uma nova carta constitucional aproveitando-se somente alguns princípios  sadios consagrados nos regimes constitucionais do passado, como a DEMOCRACIA, na sua verdadeira e original configuração, substituindo  ao “arremedo” de democracia que até hoje só trouxe proveito para a pior escória da sociedade e desgraça para o povo brasileiro.
 
 
Publicado originalmente no site Alerta Total
 

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Sérgio Alves de Oliveira é Sociólogo e Advogado.

Senhor Levy, não suje seu currículo

Por Humberto de Luna Freire Filho

Senhor Ministro da Fazendo, Dr. Joaquim Levy. Após sua indicação para o ministério que ora ocupa, tive a preocupação e o direito, que me cabe na condição de cidadão brasileiro não alienado, de fazer uma leitura detalhada na avaliação de seu currículo. Sem dúvidas, o seu currículo dissociado de uma amarra político-partidária, e isento de contaminação ideológica, e usando seu conhecimento técnico com total liberdade e isenção faria muito bem ao nosso país, que teve a sua economia massacrada durante doze  anos por um débil mental, escolhido a dedo para estar a serviço de uma política de partido em detrimento de uma política de Estado.
Porém, infelizmente, nos últimos dias comecei a me decepcionar com uma certa subserviência de sua parte aos porões do Palácio do Planalto. Ontem, a dona Dilma lhe passou um “pito público” e mais, no estrangeiro, diante da imprensa internacional. Lembre-se que hoje temos Internet, as notícias correm de Norte a Sul e de Leste a Oeste do planeta em fração de segundos. Seus amigos e colegas, contemporâneos de Harvard, não irão perdoá-lo sem que haja uma sua resposta à altura. Sei que o senhor não precisa desse salário para sobreviver e muito menos aceitaria o “por fora”, prática comum entre os dirigentes desse governo tocado por corruptos e corruptores.
Portanto, em face do exposto, quero lhe dizer que, em seu lugar, eu pediria demissão imediatamente e esperaria mais um tempo para dar minha contribuição séria ao país. Desta vez, participando de um governo sério. Um conselho: não suje seu currículo, na segunda feira, vá ao Ministério da Fazenda  esvazie sua gaveta, despeça-se de seus subordinados, explique em poucas palavras que veio para trabalhar em benefício do país e não para ser mais um pau mandado dessa quadrilha, que aparelhou o Estado em beneficio próprio. Em seguida vá ao Palácio do Planalto e reservadamente fale ao ouvido da dona Dilma que a palavra, a liberdade, a ética e a moral de um HOMEM não se compram.
 
 
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Humberto de Luna Freire Filho é médico
 

PETROBRAS - Dilma Prevaricação

Por Rachel Sheherazade
 

 

segunda-feira, 2 de março de 2015

15 DE MARÇO - O VÍDEO DO VEM PRÁ RUA VOCÊ TAMBÉM!

Por Percival Puggina


Vídeo de convocação para o evento, motivador, bem feito e no tom certo. Vamos multiplicar.

Fonte: YouTube

Não há inocentes em Brasília

Por Arnaldo Jabor


Fonte: YouTube/CBN

Como estava o Brasil antes de 1964

Por VEJA


Em depoimentos exclusivos, Roberto Freire, Jorge Bornhausen, Pedro Simon, Djalma Bom, Fernando Gabeira e Jarbas Passarinho falam sobre a história dos partidos políticos no Brasil. Neste vídeo, conheça a situação do país antes do golpe de 1964.

Fonte: YouTube/VEJA