sábado, 12 de março de 2016

Cansei de ver Gente Morta 13.03 #VemPraRua


Dilma quase renuncia


Dilma saberá no domingo o tamanho da tempestade


MP de SP se precipitou ao solicitar a prisão de Lula?


Dilma diz que fica


“O PT já deu o golpe na Dilma, ela foi eleita e não manda”


Dois Dias antes de protesto político da oposição


Programas oficiais mudam pouco a Cracolândia


quinta-feira, 10 de março de 2016

PM se prepara para manifestações de domingo


“O Oportunismo de Lula”


Manifestações do dia 13 de Março
Quem gastar alguns minutos lendo os termos da delação premiada do senador Delcídio verá que praticamente todos os itens do documento – Pasadena, Bumlai, Cerveró, Sítio de Atibaia – só para citar alguns, de há muito são do conhecimento geral. A maioria foi manchete de jornais ou capa das principais revistas por mais de uma vez. A novidade é que os fatos são agora ratificados na íntegra e com detalhes pela terceira pessoa em importância do governo petista, nada mais nada menos do que seu líder no Senado. Todos, de uma ou outra forma, envolvem o ex-presidente Lula, no exercício ou não do seu mandato.

Nos seus seguidos encontros com a presidente, certamente, Lula deve gastar bom tempo para alertá-la sobre o risco de que parte considerável dos integrantes do seu governo terminem nas barras dos tribunais, ela incluída.

Lula está desesperado e, como é do seu estilo, valeu-se do chamamento da Lei, por meio de “condução coercitiva, ” de resto aplicada a todos os demais investigados. Qualquer que fosse a forma de convocação do Juiz Sergio Moro, ela seria usada por ele para armar o ridículo espetáculo que se seguiu ao seu depoimento.

E é sobre isso em especial que desejo manifestar nossa preocupação. Lula, uma vez mais, claramente, incitou à violência fazendo-se de vítima. “Nós e eles”, “pobres e ricos”, “elite e explorados” e, mais grave, a convocação do que ele em outra ocasião chamou de “exército do Stedile”. Deveria ser chamado à responsabilidade por isso. Mais ainda porque não desconhece o ambiente explosivo que reina no país, fruto do desastre que os treze anos de experiência petista provocaram. Uma pena que no noticiário sobre o assunto, parte da mídia embarcasse na imagem de perseguido que Lula tentou passar e, acreditem, definisse seu “pronunciamento” como o de um “grande orador”. Incorrigíveis oportunistas como sempre.

Utilizar as Forças Armadas para combater mosquitos, socorrer populações atingidas por tragédias ambientais, organizar jogos esportivos e tantas outras ações estranhas à sua real destinação, muitas vezes abusivamente porque substitui órgãos instituídos, exatamente, para cuidar de tais tarefas, é uma coisa, mas empregá-las para garantir ou restabelecer a ordem pública depois do caos instalado é coisa muito diferente. Isso se faz com armas nas mãos, e armas de guerra. Já vimos, participamos e esperamos que não mais se repita no nosso País.

Por isso, é essencial que todas as atenções estejam voltadas para os próximos e temerários passos do ex-presidente, mas sem que se admita possam seus impensados atos constranger a Justiça no propósito de investigar cada um dos eventuais delitos por ele praticados. Afinal, a Lei é para todos.

Governo vai sofrer nova derrota ao insistir em ministro da Justiça


Berzoini compara Lula a Pelé e vê como positiva eventual ida do lobista para um ministério

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O Palácio do Planalto, que sangra sobre a cimitarra da múltipla crise, prepara com muito cuidado um duro e covarde golpe contra a sociedade e o Estado Democrático de Direito. A ideia absurda que é embalada pelos palacianos é transformar Luiz Inácio da Silva, o lobista-palestrante, em ministro de Estado para que o mesmo livre-se, por enquanto, da crescente possibilidade de ser preso na Operação Lava-Jato.

Lula, a jararaca de pelúcia, é covarde conhecido, o que explica a armação palaciana, mas sua empáfia não permite submissão a quem quer que seja na estrutura do mais corrupto governo da história nacional. Que Lula é o dono de fato do governo ninguém duvida, mas fazê-lo ministro seria, antes de tudo, interferir de maneira escandalosa nas investigações sobre o Petrolão, ao mesmo tempo em que comprovaria o colapso do mandato de Dilma Rousseff.

Não obstante, a subserviência de muitos integrantes do governo a Lula chega a ser nauseante. Ministro da Secretaria de Governo e um dos responsáveis pela débâcle da Bancoop – a cooperativa ligada ao apartamento triplex creditado a Lula –, Ricardo Berzoini admitiu, nesta quarta-feira (9), a importância para o governo de fazer de Lula um ministro de Estado.

Questionado se essa manobra não provocaria desgaste adicional a um governo que desmancha à sombra de uma crise múltipla, Berzoini, recorrendo às metáforas futebolísticas, comparou Lula a Pelé. “Qual time que não gostaria de colocar o Pelé em campo?”, respondeu o ministro em tom de indagação.

Em conversa com jornalistas no Palácio do Planalto, Berzoini não se avexou ao reconhecer que o governo de Dilma Rousseff tem dono. “A bola sempre esteve com ele”, disse o ministro, em referência não convincente de que a decisão de tornar-se ministro depende do próprio Lula.

A declaração do petista Ricardo Berzoini, que na noite de terça-feira participou de jantar Palácio da Alvorada em foi discutida a aterrissagem de Lula em algum ministério, é uma clara mostra de que existe pressão para que o lobista-palestrante renda-se à proposta indecorosa e assuma um ministério, apesar da resistência de Dilma e do próprio Lula.

Nas entranhas do poder, em Brasília, fala-se que Lula poderia assumir o Ministério das Relações Exteriores, como se os escândalos investigados na Operação Lava-Jato não representassem empecilho para que o petista representasse o Brasil ao redor do planeta. Fora isso, Lula ficaria quase que impedido de viajar a Portugal, onde avançam as investigações sobre as reticências do Petrolão.

Como noticiou o UCHO.INFO em matéria anterior, a aceitação por parte de Lula seria uma inequívoca admissão de culpa, algo que está a um passo de ser provado pela força-tarefa da Lava-Jato, que por enquanto não mandou o petista à prisão.

No caso de Lula tornar-se ministro de Estado, a autorização para a sua prisão seria de responsabilidade do Supremo Tribunal Federal (STF), onde a maioria dos ministros foi indicada pelo ex-presidente. Ou seja, o governo despejaria sobre a nação uma pizza enorme e mal cheirosa.

Como problema acessório, Dilma teria de admitir o fim do seu governo, pois é inimaginável que na hierarquia do poder a criatura começasse a mandar no criador.