Por Ucho.Info
O vice-presidente da República teria finalizado sua missão
na distribuição de cargos e verbas orçamentárias para parlamentares aliados,
muitos dos quais encerraram uma intifada no Senado depois de negociações e
escambos indecentes. Com o auxílio do ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha,
Temer redefiniu o mapa dos cargos federais e acertou o pagamento de emendas
orçamentárias. As pendências já não dependeriam de articulação, mas de decisões
da Casa Civil e do Ministério da Fazenda.
No caso de ser confirmado o afastamento do peemedebista da
articulação política do governo, o movimento coincidirá com a vontade de parte
do PMDB, que há meses defende sua saída. Isso porque o partido anunciou, não
faz muito tempo, que deseja participar da corrida presidencial de 2018 com
candidato próprio.
O deputado federal e ex-ministro Geddel Vieira Lima
(PMDB-BA) chegou a afirmar: “O Michel vive um momento em que terá de tomar a
decisão de exercer a sua função institucional de vice-presidente da República.
Ele tem que entender que não cabe ao vice-presidente ficar discutindo nomeação
para delegacia do INSS nos Estados. Esse modelo faliu. Ele é o vice-presidente
da República. Essa é a função institucional dele. Precisa se colocar cada vez
mais como o doutor Ulysses Guimarães, exercendo o papel de guia. Como dizia o
doutor Ulysses, tem de guiar o PMDB rumo ao Sol, que é dia, não em direção à
Lua, que é noite. Não dá para ele participar de artimanhas”.
A contribuição de Michel Temer como articulador já não
parece tão essencial aos olhos da presidente da República. Tanto é assim, que
Temer não foi convidado para a reunião em que Dilma avaliou no Palácio da
Alvorada, no último domingo (16), os efeitos dos mais recentes protestos de
rua. A petista tentou levar para a casa Civil o peemedebista Romero Jucá
(PMDB-RR), conhecido por sua capacidade de transitar em todos os flancos da
política nacional, mas sua investida fracassou.
Esse fracasso pode estar relacionado ao fato de que Jucá tem
projetos políticos mais ambiciosos, como, por exemplo, chegar à presidência do
Senado federal. Por outro lado, Dilma se livra da árdua tarefa de defender a
indicação de um investigado na Operação Lava-Jato para assumir a mais
importante pasta do governo. (Danielle Cabral Távora com Ucho Haddad)
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