Por UCHO.INFO
Tão logo a informação da prisão de Vaccari foi divulgada,
petistas estrelados avaliaram que o assunto provocaria um considerável estrago
não apenas na legenda, mas também e principalmente no governo da presidente
Dilma Vana Rousseff. Isso porque surgem evidências de que dinheiro do Petrolão,
o maior escândalo de corrupção da história, acabou na conta da campanha de
Dilma pela reeleição, em 2014. Se isso for comprovado, a legislação permite a
abertura de processo para a cassação do registro da candidatura, o que pode
culminar com a saída da presidente do poder.
Enquanto petistas discutiam em São Paulo a situação do
partido e os efeitos colaterais da prisão de Vaccari, o Palácio do Planalto
adotava um discurso de tranquilidade, algo que inexiste nos bastidores
palacianos, conforme apurou o UCHO.INFO.
Ministro da Justiça, o petista José Eduardo Martins Cardozo
foi escalado pela presidente para mostra à opinião pública que o governo trata
a prisão do tesoureiro do PT como algo dentro da “normalidade” na seara das
investigações independentes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.
“Um governo que apoia as investigações jamais fica preocupado”, disse Cardozo.
Entre o que o ministro diz diante de câmeras e microfones e
o que realmente acontece nos bastidores do poder há uma enorme distância. Cardozo
afirmou que logo no início da manhã desta quarta-feira foi informado, pelo
diretor-geral da PF, delegado Leandro Daiello, sobre a nova operação da
Lava-Jato, assunto imediatamente levado à presidente Dilma Rousseff.
Enquanto os brasileiros de todo o País querem que os
responsáveis pelo Petrolão sejam penalizados de acordo com o que determina a
lei, os palacianos fazem figa para que a Operação Lava-Jato tenha fim, pois o
governo petista não tem mais condições de suportar novos desdobramentos e
prisões. Para mostrar um ar de tranquilidade, mesmo que falso, Cardozo disse
que ele o governo defende a apuração máxima do escândalo.
“Apenas digo que há um desejo não só meu, mas da sociedade
brasileira, que tudo seja esclarecido, que a verdade venha à tona que todos que
praticaram atos ilícitos sejam punidos, os que não praticaram sejam
absolvidos”, declarou o ministro.
Em 29 de agosto de 2014, o UCHO.INFO afirmou que a Operação
Lava-Jato haveria de subir a rampa do Palácio do Planalto, colocando na alça de
mira das investigações o Partido dos Trabalhadores, começando por Lula e Dilma
Rousseff. O tempo passou e a nossa afirmação se comprova na esteira da décima
segunda etapa da operação da PF que desmontou o esquema criminoso que causou
prejuízo de mais de R$ 88 bilhões à Petrobras.
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