Por Políbio Braga
terça-feira, 8 de março de 2016
quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
ESQUERDA SOCIALISTA - Mestra da FALSIDADE e HIPOCRISIA
Os socialistas condenam o Movimento Civil-Militar de 31 de
Março de 1964, dizendo que teria sido imposto pelos EUA, e acusam os regimes
militares por suposto conluio com países do Cone Sul na chamada Operação
Condor[1]. No entanto, aceitam sua própria submissão a matrizes internacionais
do socialismo revolucionário ou se calam quando o governo petista devolve
refugiados cubanos à ditadura castrista, o ícone da liderança socialista
tupiniquim.
Segundo a esquerda, os EUA planejaram e desencadearam o
Movimento Civil-Militar de 31 de Março de 1964, sendo o cidadão brasileiro, as
instituições nacionais e os soldados da Pátria meros coadjuvantes.
O envolvimento de um país na política interna de outro
sempre existiu e os EUA como a URSS o faziam com seus serviços de inteligência
e diplomacia. Os socialistas distorcem, segundo seus interesses, atividades
normais existentes nas relações internacionais. Alguém é ingênuo de pensar que
o Brasil não se envolva em assuntos de outros países? O que fizeram os governos
de Lula e Dilma Rousseff, respectivamente, nas crises de Honduras (2009) e do
Paraguai (2012).
Os EUA apoiavam financeiramente institutos, partidos e
políticos anticomunistas brasileiros, temerosos da guinada à esquerda do
cenário nacional. Acompanhavam a situação e, com a ameaça de uma guerra civil
revolucionária, preparavam-se para apoiar os oponentes a Jango ou mesmo
intervir militarmente. Não aceitariam passivamente a queda do Brasil na esfera
da URSS, pois seria fatal para sua liderança continental ao arrastar toda a
América do Sul para o socialismo.
A URSS também apoiava organizações ligadas ao movimento
comunista internacional (MCI). O Partido Comunista Brasileiro (PCB) não era
nacional, de fato, pois, desde sua fundação, fora um vassalo do Partido Comunista
da URSS, seguindo suas ordens e diretrizes. As Ligas Camponesas e os Grupos dos
Onze eram financiados por Moscou para a luta armada, caso a via pacífica -
subversão e infiltração - não lograsse êxito. A KGB, órgão de inteligência da
URSS, infiltrara-se nos ministérios, empresas estatais, Forças Armadas (FA),
mídia, igreja e instituições científicas e educacionais.
As famosas cartas do embaixador Lincoln Gordon não indicam
participação dos EUA na preparação nem na condução do Movimento de 31 de Março,
mas sim que monitoravam a situação e pensavam na possibilidade de intervir. Em
seu livro sobre o "31 de Março", Lincoln Gordon escreveu que "o
autor do golpe contra Goulart foi o próprio Goulart. Se ele fosse mais
habilidoso, teria pressionado por suas reformas dentro do âmbito
constitucional, em vez de ceder à tentação de seguir os modelos de Getúlio
Vargas e Perón".
A historiadora Phyllis Parker publicou o livro "1964: O
Papel dos EUA no Golpe de Estado de 31 de Março", entrevistando os
principais personagens do episódio e acessando correspondência secreta. Disse
não ter encontrado provas da participação direta dos EUA, mas sim que apoiaram
o seu desenlace, acompanharam a evolução dos acontecimentos e tinham um plano
para o caso de uma guerra civil. Uma esquadra iniciara deslocamento dos EUA
para o sul, no final de março de 1964, mas retornou do Caribe, após o rápido
sucesso do Movimento (pg. 99 a 116). Foi melhor assim, pois se a esquadra
desembarcasse tropas no Brasil, mudaria todo o contexto do conflito. A massa
das FA reagiria contra a violação de nossa soberania e do sagrado solo da
Pátria. Problemas brasileiros são resolvidos entre brasileiros! Lembro-me de
meu pai ter dito, coloquialmente, várias vezes: "se os gringos
desembarcassem no Brasil eu me aliava aos comunas e, depois de expulsar os
gringos, voltaria a guerrear os comunas".
O livro "A KGB e a Desinformação Soviética" de
Ladislav Bittman, do Serviço de Desinformação da Tchecoslováquia, afirma ser
fictícia a "Operação Thomas Mann" para derrubar governos
latino-americanos. Foi forjada pela KGB.
E o que dizer da tão propalada Operação Condor? Ora, assim
como hoje existem a Conferência dos Exércitos Americanos e as Reuniões
Bilaterais e Regionais para tratar de assuntos de pessoal, operações, ensino,
logística, doutrina e inteligência (inclusive antiterrorismo), naqueles anos
havia reuniões para tratar de assuntos militares, intercambiar informações,
experiências e cooperar no combate à ameaça vermelha, evidenciada na luta
armada que vingava no Cone Sul. E por que não? Era lógico que os governos
agredidos se aliassem contra a guerra revolucionária de âmbito internacional
para implantar ditaduras socialistas em toda a América do Sul.
No início dos anos 1960, a Organização Latino-Americana de
Solidariedade (OLAS) exportava a guerra revolucionária a partir de Cuba para
todo o Continente. Além disso, como escreveu Hermógenes de Arce em
"Terapias para Cerebros Lavados" (Cap. VII; p.277): En 1974, se fundó
en París una Junta de Coordinación Revolucionaria integrada pelo Ejército de
Libertación Nacional de Bolívia, Ejercito Revolucionário del Pueblo de
Argentina, el Movimiento de Libertación Nacional Tupamaros de Uruguay y el
Movimiento de Izquierda Revolucionária de Chile (-) y junto com ellos luchará
por fortalecer y acelerar el processo de coordinación de la izquierda
revolucionária latinoamericana y mundial. A luta armada no Brasil também era
dirigida e financiada pelas matrizes soviética e chinesa e seus combatentes
preparados em cursos por elas e nelas organizados. Mas os socialistas nunca se
revoltaram com essa Operação Condor Vermelha. Ué, essa podia?
É que eles são os mestres da falsidade e hipocrisia.
Presunçosos e prepotentes, julgam-se com direito de agir de forma violenta e
traiçoeira para implantar o regime socialista – a democracia do partido único:
sem alternância do poder; sem propriedade privada; sem liberdade de expressão;
com mercado e bens de produção controlados; e com a Nação servil ao partido,
tal qual nos paraísos cubano, soviético e chinês.
_____________________
[1] Suposta ação conjunta estabelecida pelos regimes
militares do Cone Sul (da América do Sul) para combater a luta armada na
região. A esquerda acusa esta iniciativa por diversas violações aos direitos
humanos.
A vingança dos endividados e desempregados
Há um mundo de pressão para Dilma Rousseff sair do troninho
Presidencial. Ela não sabe como resistir e insiste que não deseja sair pelo que
chama, insistentemente, de "golpe". Exatamente por isso, ela tenta a
salvação impossível de duas formas. A primeira: golpeando o bolso do brasileiro
com o retorno da CPMF - o imposto que tem a capacidade de roubar de todo mundo.
A segunda: ajudando a vender, a preço de banana e na bacia das almas, tudo
aquilo que o Brasil ainda tem de bom e potencialmente rentável.
A pergunta que não quer calar: Onde está a tal
"oposição construtiva", principalmente aquele autodenominada do PSDB,
que não afronta, nem questiona, de forma incisiva, as burrices e sacanagens
cometidas pela petelândia e seus comparsas aliados? Por onde anda o Aécio Neves
- que não aparece em público para demolir as besteiras econômicas ou crimes de
lesa-pátria cometidos pelos esquemas do Palhasso do Planalto - um ente tão
fictício quanto o Estado Capimunista Rentista Corrupto? A verdadeira oposição
será a do eleitor endividado e desempregado que se vingará na próxima eleição
municipal...
Na economia, seguimos no mais do mesmo, podendo ficar ainda
pior. A pressão do Palácio do Planalto surtiu efeito e, aparentemente, o
presidente do Banco Central do Brasil, Alexandre Tombini, e seu Comitê de
Política Monetária desistiram de cometer o suicídio previsto de subir ainda
mais a taxa básica de juros (para 14,5%), sempre sob aquela esfarrapada e falsa
desculpa de conter ou baixar a "inflação". O problema é que um
inédito comentário de Tombini, em dez linhas de cinco "twuittadas",
na véspera da reunião decisiva do COPOM, desmoralizou, de vez, a inconsistente
política econômica. Ficou evidente que Tombini jogou para não acabar tombado
pelas pressões do desgoverno do PT.
Até o aliado-parceiro Henrique Meirelles, ex-presidente do
BC do B de 2003 a 2011, foi obrigado a admitir que Alexandre Tombini tomou uma
"atitude sem precedentes", surfando no pessimismo do Fundo Monetário
Internacional, que reviu as projeções de PIB do Brasil, de contração de 1% para
um recuo previsto de 3,5%. Com sua atitude pragmática, Tombini sinalizou que o
Comitê de Política Monetária deveria deixar os juros básicos altíssimos como
estão (14,25%), conforme vontade da Dilma Rousseff (aquela que consegue a
tríplice mágica de não conseguir ser, ao mesmo tempo, Presidenta, Ministra da
Fazenda e até "otoridade monetária" - timoneira forçada do BC do B.
Agora ficou completamente escancarado que ninguém no
desgoverno sabe o que fazer com juros, inflação, câmbio e, sobretudo, gasto
público (o principal causador dos outros problemas, em parceria com a corrupção
sistêmica. A coisa está tão feia que o presidente do Bradesco, Luiz Carlos
Trabuco Cappi, foi forçado a admitir ao Valor Econômico que: "a demanda
por crédito é muito baixa, quase inexistente. O maior volume de crédito é de
renegociações e reestruturações".
Traduzindo: os endividados brasileiros, pessoas físicas ou
empresas, desistiram de recorrer aos bancos (que lucram muito com o crédito a
juros altíssimos) para tentar uma ilusória salvação. O risco, nunca admitido
publicamente pelos banqueiros, é que o calote se transforme em uma bolha que
contamine, ainda mais, toda a economia brasileira. Não adianta o desgoverno
manipular o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Nada segura a sensação
psicológica e a constatação prática de uma brutal carestia - que acaba
escancarando a inflação.
O que falta é sinceridade no desgoverno e na sua pretensa
"oposição" para reconhecer, claramente, que a inflação é causada pelo
descontrole de gastos da máquina pública federal, estadual e municipal. A
gastança é fruto da incompetência gerencial, da corrupção sistêmica e da orgia
que mantém favores com dinheiro público para a mais canalha politicagem. Neste
cenário, qualquer subida de juros é a maneira que o desgoverno do crime
organizado encontra para confiscar o dinheiro das pessoas.
O juro altíssimo alimenta a armadilha do rentismo. Quem sabe
que terá sua grana confiscada, e tem muito dinheiro, deixa de investir
produtivamente. Psicologicamente, aceita o jogo mais cômodo de jogar a grana em
títulos públicos que os bancos remuneram a taxas bem altas de usura. O problema
é que, enquanto o sistema de vicia neste modelo de Cassino do Al Capone, quem
tem pouca grana fica com menos ainda: endividado, pagando cada vez mais caro
por tudo, sem emprego e jamais com renda.
Enquanto o Fórum Econômico de Davos, nos Alpes suíços,
discute a "quarta revolução industrial", o Brasil caminha para consolidar
sua eterna posição de suposto líder da periferia do subdesenvolvimento. Estamos
em liquidação - em todos os sentidos do termo. Quem pode deve se salvar e até
lucrar. Quem não pode, ou vai se sacudir ou vai se revoltar. O pavio para uma
explosão social fica cada vez mais curto no Brasil. Em breve, o pau deve
cantar, neste clima de insatisfação, intolerância, desespero e violência.
Pode anotar: a vingança dos descontentes, desempregados e
endividados nunca esteve tão próxima...
Nota contra os advogados da Lava Jato
A Associação Paulista do Ministério Público (APMP), entidade
que representa promotores e procuradores de Justiça da ativa e aposentados do
Estado de São Paulo, vem repudiar o manifesto que dezenas de advogados
penalistas e constitucionalistas divulgaram nos principais veículos de
comunicação, na sexta-feira, 15 de janeiro de 2016, contra a operação “lava
jato”:
"Em total conformidade com nota divulgada pela
Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), reforçamos que “não
há qualquer evidência de que o Ministério Público Federal (MPF) esteja vazando
informações indevidas”. E que, “uma operação com as dimensões da ‘lava jato’
(com 941 procedimentos instaurados, 75 condenados, cerca de R$ 2 bilhões
recuperados e R$ 4 bilhões em curso para repatriação aos cofres públicos, 85
pedidos de assistência jurídica internacional), é de interesse público e a divulgação
de informações atende aos preceitos constitucionais da publicidade e do direito
à informação”.
"Também em sintonia com nota divulgada pela Associação
dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), a APMP entende que “o manifesto desse
pequeno grupo de advogados dá a entender a ideia absurda de que o Judiciário, o
Ministério Público e a Polícia Federal se uniram com o propósito e manejar a
opinião pública para pressionar o próprio Judiciário. Não só a história não é
factível, como parece o roteiro de uma ficcional teoria da conspiração”.
"Nós, representantes de promotores e procuradores de
Justiça de São Paulo, repudiamos toda e qualquer tentativa de condenar um
trabalho sério, digno e eficiente no combate à corrupção e à impunidade. Por
isso, os Procuradores da República têm todo o nosso apoio e
solidariedade".
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