terça-feira, 6 de outubro de 2015

A tentativa de algemar o TCU é um motivo a mais para apressar o impeachment


dilma - orçamento 2A operação desencadeada para submeter o Tribunal de Contas da União à vontade dos delinquentes no poder é, simultaneamente, um tapa na cara do Brasil decente, uma afronta ao Estado Democrático de Direito e outra prova material de que segue em vigor o primeiro mandamento da seita que tem em Lula seu único deus: não há limites para a canalhice.

Imobilizar o xerife e livrar o bandido do castigo iminente ─ é essa, em sua essência, a estratégia que orienta a manobra concebida para afastar do processo o relator Augusto Nardes. É mais que uma chicana de deixar ruborizado qualquer rábula de porta de cadeia. É coisa de quadrilheiro transformado em roteirista de um faroeste à brasileira. É, sobretudo, a confissão de culpa que encerra o assunto.

Só procura mudar as regras do jogo em andamento gente que se sabe condenada à derrota. O golpe tramado no Planalto para impedir (ou ao menos adiar) o julgamento da contas de 2014 comprova que o estoque de espertezas dos bacharéis governistas se esgotou. As desculpas esfarrapadas e os álibis mambembes forjados por Dilma Rousseff e seus doutores foram demolidos pelos fatos.

Não há como contestar o conteúdo devastador do relatório do ministro Augusto Nardes. Infestadas de vigarices, ilegalidades orçamentárias e bandalheiras fiscais, as contas analisadas por Nardes seriam reprovadas até num exame de admissão ao Jardim da Infância. Decidida a permanecer no emprego, Dilma resolveu fazer o diabo para escapar da provável nota zero que vai reduzir a distância que a separa do cadafalso.


Ao meter-se na conspiração forjada para algemar o TCU, desonrou mais uma vez o cargo que ocupa e ampliou a lista de motivos para apressar o impeachment. Quem apunhala o regime democrático para esconder pedaladas criminosas não pode exercer o direito de ir e vir no coração do poder.

Para 50%, bandido bom é bandido morto



Metade da população das grandes cidades brasileiras acredita que bandido bom é bandido morto. A constatação faz parte de pesquisa feita pelo Datafolha.

O levantamento foi encomendado pelo fórum brasileiro de segurança pública, uma ONG que reúne especialistas em violência urbana. A pesquisa foi feita no final de julho e vai fazer parte do nono anuário brasileiro de segurança pública, que será divulgado esta semana.

Financiamento PRIVADO


Auditores e procuradores do TCU saem em defesa do ministro Nardes e soltam nota dura contra o governo


NARDES  TCU PRESAuditores de Procuradores do TCU tiram nota em favor de Nardes e  afirmam que a “jogada” do Governo Dilma ao arguir a suspeição do Ministro. No ponto mais duro da nota se lê que ação foi “desrespeitosa, grave e muito preocupante para a democracia.

As associações de auditores e de procuradores que atuam no Tribunal de Contas da União (TCU) fecharam nesta segunda-feira (5) uma nota conjunta em apoio ao ministro Augusto Nardes, relator do processo de análise das contas de 2014 do governo Dilma Rousseff. A nota é uma resposta ao pedido que o governo fará, ainda nesta segunda ao tribunal, para que troque Nardes da relatoria do caso, alegando que o ministro antecipou seu voto – que pede a reprovação das contas federais devido às “pedaladas fiscais”. Submetido à Lei da Magistratura, Nardes teria cometido uma falta grave, segundo o governo.

Na nota, as associações afirmam ter “plena confiança” na forma “isenta, técnica e imparcial” com que o processo foi conduzido por Nardes no TCU. “Arguir a suspeição de um magistrado é um direito, mas fazer disso um ato político, numa possível tentativa de intimidar a Corte de Contas ou pré-desqualificar seu pronunciamento é desrespeitoso, grave e muito preocupante para a democracia”, dizem as entidades.

O julgamento está marcado para ocorrer na próxima quarta-feira, 7. O parecer prévio do relator é pela rejeição das contas. Também recomenda a reprovação das contas do governo Dilma o Ministério Público de Contas (MPC). “Curioso que essa arguição (contra Nardes) ocorra apenas às vésperas da sessão de apreciação do parecer prévio a ser encaminhado ao Congresso Nacional”, afirmam as entidades.

Assinam a nota a Associação Nacional do Ministério Público de Contas (AMPCON), a Associação da Auditoria de Controle Externa do Tribunal de Contas da União (AUD-TCU) e a Associação Nacional dos Auditores de Controle Externo dos Tribunais de Contas do Brasil (ANTC).

As “pedaladas fiscais” foram reveladas pelo Broadcast (serviço de notícias em tempo real da Agência Estado) e pelo jornal O Estado de S. Paulo em julho do ano passado. Consistem nos atrasos propositais do Tesouro Nacional no repasse de recursos aos bancos públicos, que foram forçados a usar recursos próprios para continuar pagando em dia programas sociais obrigatórios.


O TCU entende que, ao fazer isso, os bancos públicos financiaram seu controlador, o governo federal, o que é proibido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. (UOL)

"Corrupção no Sistema S é caso de polícia"...
"Vou convocar Lula, Dilma e Erenice para depor"... diz presidente da CPI do Carf




"18 bi do Sistema S vai para aplicações de banco e isso é crime", denuncia o senador Ataídes de Oliveira (PSDB-TO). O parlamentar fala sobre esquemas de corrupção no Sistema S, que é o conjunto de nove instituições de interesse de categorias profissionais como o SENAC, SENAI, SESI, SEBRAE, entre outras. Entenda o caso no 1º bloco do 'Direto ao Ponto', com Joice Hasselmann.


O presidente da CPI que investiga o Carf, senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO), afirma que a "corrupção nas contas do conselho pode chegar a 40 bilhões". A compra por 'lobby' da MP 471 no governo Lula também será pela CPI presidida pelo parlamentar e ele promete que convocará o ex-presidente, Dilma e Erenice Guerra para depor. Acompanhe o caso no 'Direto ao Ponto', com Joice Hasselmann.

PERSPECTIVAS - Rede de Marina Silva


segunda-feira, 5 de outubro de 2015

O terceiro mandato de Lula antecipa a extrema-unção da Era da Canalhice


A primeira MissaO Brasil nasceu por engano. Buscavam um atalho para as Índias os tripulantes das caravelas que em abril de 1500 perderam o rumo tão espetacularmente que acabariam despencando nos abismos do fim do mundo se não tivessem topado com o mágico mosaico de praias com areias finas e brancas banhadas por ondas verdes ou azuis, matas virgens e florestas do tamanho do mar, flores deslumbrantes e frutas sumarentas, lagos plácidos e rios selvagens, peixes de água doce ou salgada, bichos mansos de carne tenra e, melhor que tudo, aquela demasia de índia pelada.

O Brasil balançou no berço da safadeza. Nem imaginaram que assim seria aqueles primitivos viventes cor de cobre, sem roupas no corpo nem pelos nas partes pudendas, os homens prontos para trocar preciosidades por quinquilharias, as mulheres prontas para abrir o sorriso e as pernas para qualquer forasteiro, pois os nativos praticavam sem remorso o que só era pecado do outro lado do grande mar, e não poderiam ser tementes a um Deus que desconheciam nem a castigos prescritos pela religião que aqui nunca existira.

O Brasil nasceu carnavalesco. Nem um Joãosinho Trinta em transe num terreiro de candomblé pensaria em juntar na Sapucaí ─ como fez num porto seguro frei Henrique Soares, celebrante da primeira missa, pelo menos é o que está no quadro famoso ─ um padre de batina erguendo o cálice sagrado, navegantes fantasiados de soldados medievais, marinheiros com roupa de domingo, nativos com a genitália desnuda que séculos depois seria banida por bicheiros respeitadores dos bons costumes e a cruz dos cristãos no convívio amistoso com arcos, flechas e bordunas.

O Brasil balançou no berço da maluquice. Marujos convalescentes da travessia do Atlântico, atarantados com a visão do paraíso, decidiram que aquilo era uma ilha e deveria chamar-se Ilha de Vera Cruz, e assim a chamaram até alguém desconfiar, incontáveis milhas além, que era muito litoral para uma ilha só, e então lhes pareceu sensato rebatizar o colosso ausente de todos os mapas com o nome de Terra de Santa Cruz, porque disso ninguém duvidava: era terra aquilo que pisavam.

O Brasil nasceu sob o signo da preguiça. Passou a infância e a adolescência na praia, e esperou 200 anos até criar ânimo e coragem para escalar a muralha verde que separava a orla do planalto, e esperou mais um século antes de aventurar-se pelos sertões ocultos pela floresta indevassada, e o esforço seria de tal forma extenuante que ficou estabelecido que, dali por diante, tanto os aqui nascidos quanto os vindos de fora, e todos os descendentes de uns e de outros, sempre deixariam para amanhã o que deveriam ter feito ontem.

Tinha que dar no que deu. Coerentemente incoerente, o Brasil parido por engano hostilizou os civilizadores holandeses para manter-se sob o jugo do império português, o Brasil amalucado teve como primeira e única rainha uma doida de hospício, o Brasil safado acolheu o filho da rainha que roubou a matriz na vinda e a colônia na volta, o Brasil preguiçoso foi o último a abolir a escravidão, o Brasil sem pressa foi o último a virar República, o Brasil carnavalesco transformou a própria História num tremendo samba do crioulo doido.

O cortejo dos presidentes, ministros, senadores, deputados federais, governadores, deputados estaduais, prefeitos e vereadores aberto em 1889 informa que a troca de regime não mudou a essência da coisa: o Brasil republicano é o Brasil monárquico de terno e gravata, mais voraz e mais cafajeste. Extraordinariamente mais cafajeste, informa a paisagem do começo do século 21. Passados 500 e poucos anos, os piores tetranetos dos piores filhotes dos degredados promoveram o grande acerto dos  amorais, instalaram-se no coração do poder e tornaram intragável a geleia geral brasileira.

Nascido e criado por devotos da insensatez, o Brasil que teve um imperador que parecia adulto aos 5 anos de idade foi governado por um marmanjo analfabeto que sempre se portou como moleque e agora é presidido por uma avó menos ajuizada que neto de fralda. Com um menino sem pai nem mãe no trono, os habitantes do império da loucura não sentiram tanto medo. Com dois sessentões no comando, os brasileiros aprenderam o que é sentir-se sem pai nem mãe.

O início do terceiro mandato de Lula parece uma continuação dessa biografia em miniatura do Brasil publicada no começo do primeiro mandato de Dilma. Parece mas não é, gritam as mudanças na paisagem ocorridas desde o julgamento do Mensalão. A crise econômica pulverizou de vez a farsa da potência emergente inventada pelo deus dos embusteiros. Ainda há juízes no Brasil, vem reiterando há meses o irrepreensível desempenho de Sérgio Moro. A Polícia Federal e os procuradores federais já provaram que a seita no poder é um viveiro de corruptos, vigaristas e incompetentes.

A Operação Lava Jato vai clareando a face escura do país. O PT está morrendo de sem-vergonhice. Figurões do partido trocaram o palanque pela cadeia. Logo faltará cela para tanto bandido. A supergerente de araque já foi reduzida a ex-presidente. O fabricante de postes agoniza nas pesquisas eleitorais. Nas ruas, nos restaurantes ou no botequim da esquina, os indignados amplamente majoritários exigem o fim destes tempos de tal forma infames que uma Mãe dos Ricos pôde delinquir impunemente com o disfarce de Pai dos Pobres.

A nudez escancarada do reizinho quase setentão confirmou que o filho de uma migrante nordestina é um multimilionário pai de multimilionários. Multidões de crédulos vocacionais descobriram a tapeação: o maior dos governantes desde Tomé de Souza era a fantasia que camuflava o guloso camelô de empreiteira. Lula não demorará a entender que desemprego cura abulia, que os truques empoeirados já não funcionam, e que o que deveria ter sido uma aula de esperteza foi um tiro no pé.

Ao instalar-se de novo em Brasília, ficou mais perto de Curitiba. O início do terceiro mandato vai antecipar a extrema-unção da Era da Canalhice.

Dilma e Temer sob pressão


Na conta da esquerda

racist or victim 
O resultado é que, de acordo com qual parcela social à elite intelectual convém arbitrariamente proteger, a “classe” defendida consegue um salvo-conduto.

Por Hiago Rebello, publicado no Instituto Liberal

Algumas ideias são tão estúpidas que apenas um intelectual poderia acreditar nelas”.
— George Orwell.

Recentemente, como ocorre de tempos em tempos, uma onda de violência e assaltos percorreu a cidade do Rio de Janeiro, acarretando confusão, feridos, perdas materiais, medo e correria nas ruas e praias do que foi um dia a Cidade Maravilhosa.

Pessoas que saem de suas moradias para assaltar e humilhar quem trabalhou e lutou para ganhar seu dinheiro e comprar seus celulares; sujeitos que despontam de suas comunidades e sequer têm a mínima noção de respeito, ordem e zelo para com a sociedade que os envolve; indivíduos que riem, debocham e agridem pessoas de bem, que possivelmente não fizeram mal a ninguém em suas vidas. Atacam trabalhadores, insultam os honestos que querem apenas caminhar em uma praia ou andar em um ônibus em paz.

Mas quem teria a coragem de defender os errados, e pior, colocar a culpa nos certos? Quem poderia ter a capacidade de acudir o ladrão e inverter os papéis, colocando a culpa no assaltado, justamente apenas por ter algo material que os criminosos não possuem? Os únicos capazes de cometer tal estupidez, talofensapara com as crenças e valores que todos os brasileiros de bem possuem, são os intelectuais.

A palavra “intelectual” geralmente possui uma conotação positiva. Pessoas com um intelecto acima da média em várias áreas, geralmente nas de humanas, detém certo prestígio social desde tempos remotos. Embora tal termo seja bem recente, a ideia por trás dele existe desde o início da humanidade. Sábios, anciãos, profetas, sacerdotes, sofistas, filósofos, médicos, advogados, jornalistas, historiadores, etc., além de uma vasta gama de pessoas que se podem considerar intelectuais graças à auréola dourada que a sociedade dá para os mais aptos e diversos nos campos do intelecto.

A conotação positiva de homens versáteis e eruditos existe até hoje, mas não significa que é impossível perverter esta acepção. Quando certos indivíduos detêm alguma alta gama de estudos e leituras, independente do que quer que acreditam, a maioria da sociedade irá olhar para o que aparentam ser, isto é: pessoas com um alto gabarito, vestidas de maneira adequada para suas posições, diversos livros em suas estantes, um vocabulário chique, uma capacidade para conversar sobre diversos e complexos temas, etc., mas irão ignorar o que, no fundo, tais intelectuais defendem e acreditam.

Intelectos que militam e argumentam em prol da degeneração total das percepções evidentes, dos arranjos sociais, das tradições em geral, e até mesmo da Razão e da Verdade [1], infestam as academias. Entre tais parasitas acadêmicos, estão aqueles que, vendo uma situação grave e violenta ocorrendo na sociedade, separam-na em níveis quase que intransponíveis para julgar de acordo com o nível social adequado, colocando em absoluto o estado de cada divisão de classe – determinando qual é a oprimida e qual é a opressora, quem são os malvados e quem são os bons, quem é culpado e quem é inocente – e descartando todo e qualquer outro parâmetro de análise. Em resumo: agem com uma arbitragem pré-moldada ideologicamente, aceitando problematizações apenas dentro de tal pré-moldagem ideológica e reducionista.

O resultado é que, de acordo com qual parcela social à elite intelectual convém arbitrariamente proteger, a “classe” defendida consegue um salvo-conduto. Uma vez que, de acordo com o sistema ideológico de esquerda, pessoas pobres que roubam só furtam porque faltaram, devido à desigualdade social, de oportunidades e a que a mesma desigualdade é fruto de uma sociedade alienada, de alguma forma, pela burguesia, a culpa não cai mais sobre o agressor, sobre o ladrão, mas sim em cima de quem trabalhou para comprar um iPhone6, por exemplo. Quem tem dinheiro para comprar um iPhone acaba por incentivar o roubo porque esbanja um sucesso material que o outro não tem, além de colaborar com a ideologia burguesa e consumista.

O perigo de tais discursos é evidente, principalmente quando se tem o Brasil como um cenário. Dado que os mesmos intelectuais formam a juventude nas universidades, sendo essa massa de jovens os futuros profissionais em áreas como jornalismo e direito, as ideias classicistas à esquerda, além de penetrarem mais ainda na sociedade, fomentando o crime [2] e o ódio para com pessoas mais abastadas e de pele mais branca, podem criar fórmulas jurídicas e pressões midiáticas contra uma sociedade que não quer ser mais assaltada e humilhada.

Fora das universidades, não são poucos os blogueiros e os formadores de opinião que encheram a internet de discursos afirmativos. Assim como aumentam o incentivo para construir uma sociedade sem o que chamam de “opressão”, criada pela desigualdade, os gênios acrescentam que essas parcelas mais “oprimidas” historicamente se desliguem dos valores e partam para uma busca desenfreada pela “luta de classes”. Um assaltante, ou um assassino, além de estar inibido da culpa [3], está participando da velha luta de classes, que é, para tais intelectuais, necessária para a sociedade.

O “porém” é que todos esses problemas, criados e incentivados para desestabilizar o corpo social, irão causar consequências – como bem demonstrou Richard M. Weaveras ideias têm suas consequências [4] –. Quando as ondas de crimes formarem padrões difíceis de conter, mas fáceis de perceber, quando o judiciário se tornar quase incapaz, e a polícia for literalmente sinônima de atraso e retrocesso, quem poderá parar as ondas de crimes? Se a força usada para prever e deter o crime é algo ruim, produto de uma sociedade fascista precisando ser desconstruída, será que aceitarão a força do soco de um criminoso, quando chegar a vez dos intelectuais de perder seus celulares e suas carteiras?

Se houver um progresso das ideias estúpidas, quem pagará a conta? Em quem cairá a culpa pela violência estar aumentando e a impunidade se tornar algo tão comum quanto andar pela rua? Para quem o povo, finalmente, irá olhar e culpar por conta das mazelas que sofre? Por conta da humilhação, das perdas materiais, dos insultos, das enganações, dos familiares, parentes e amigos perdidos?

A esquerda pode até tentar pedir mais e mais comida, no restaurante que é o Brasil, tentando evitar pagar a conta, mas é sabido que isso além de ser inútil, apenas agrava a situação. Uma hora a conta chega, todavia, graças aos esforços de intelectuais dessa vez chegará do jeito que a esquerda sempre amou: no vermelho do sangue dos inocentes. Ao pagar a conta, o esquerdismo progressista perderá todo o seu prestígio, toda sua moral, mas o custo, infelizmente, também será do Restaurante Brasil, que por décadas aceitou tal disparate – muitos inocentes irão sofrer e morrer graças às universidades e aos tão prestigiados intelectuais.

___________________
[1] Alguns dos gurus da irracionalidade chegam ao ponto de afirmar que tudo é uma “construção social”, admitindo que seu próprio argumento seja um constructo, mas ainda assim o utilizando para tentar refutar seus debatedores, tendo a total falta de capacidade de perceber que seu argumento é contraditório ou irrelevante se for rigorosamente aplicado. Muitos flertam até mesmo com a desconstrução da própria noção de “intelecto”.
[2] Infratores irão usar dos jargões universitários para se defenderem. Vão justificar seus roubos porque são pobres e não é justo ver alguém mais rico e com mais coisas que eles, porque são negros e os pais de seus trisavôs eram escravos, por isso necessitam da prestação de conta da dívida histórica… Crimes serão justificados pelas finanças e pelo passado distante.
[3] Uma vez que a culpa não é apenas dele, e sim de todos, segundo a esquerda. Quando a culpa é diluída em uma massa genérica, isto é, a “sociedade”, ela acaba sendo de todos e, como consequência, de ninguém.

[4] Weaver, Richard M. As Ideias têm suas Consequências. São Paulo: É Realizações, 2012.

O atentado em Oregon



"O que aconteceria se um cristão entrasse em uma universidade e sistematicamente matasse com um tiro na cabeça apenas muçulmanos? Já imaginaram qual seria o discurso de Obama e da imprensa em geral? Agora, quando é o contrário que acontece, claro, a culpa é da arma e nem uma palavra sobre a questão religiosa."

ONYX LORENZONI pede a prorrogação da CPI da PETROBRAS - O Brasil precisa saber de tudo



Onyx Lorenzoni - O Brasil precisa saber de tudo! Dinheiro de propina para a campanha de Dilma, tráfico de influência de Lula, entre outras coisas. Ainda há muito a ser investigado, por isso pedi pra prorrogar a CPI da Petrobras.

"Com a decisão tomada ontem pelo TSE, de fazer o fatiamento das investigações da Lava Jato, ele nega decisões anteriores. Existem inúmeras decisões anteriores que diziam que as CPIs deviam investigar o fato principal e todos os fatos conexos. Numa operação do tamanho da Lava Jato, o ministro Gilmar Mendes lembrou bem ontem, os fatos conexos são tão importantes quanto o fato principal. E o fatiamento efetuado ontem na (...) quem está dizendo sou eu, Onyx Lorenzoni, da PARTIDARIZAÇÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. O atual governo foi ao limite extremo, de colocar como ministro do STF alguém desqualificado chamado Ministro Toffoli. Ministro Toffoli tinha como atributo pessoal apenas, na sua biografia, o fato de ter sido ADVOGADO DO PT, nada mais do que isso. E coincidentemente é ele que vai presidir o inquérito onde provavelmente será avaliada a situação de Paulo Bernardo, a situação de Gleisi Hoffmann, RETIRANDO DO DR SÉRGIO MORO ESTA ATRIBUIÇÃO. Este é um fato da maior gravidade." - Onyx Lorenzoni

O Brasil do PT é o país dos cínicos



"O PT transformou tudo o que é público em privado para petistas", afirma o colunista de VEJA Marcelo Madureira. No bate-papo descontraído com Joice Hasselmann, eles falam também sobre economia e reforma ministerial.

domingo, 4 de outubro de 2015

O cérebro “Desenvolvimentista”: Quando emoções dominam totalmente a razão...


seesaw with heart and brain, 3d illustration
Seesaw with heart and brain, 3d illustration
Há, sim, gente com boas intenções vítima da armadilha sensacionalista, incapaz de raciocinar de forma mais lógica e buscar conhecimento objetivo e imparcial para reduzir a ignorância, alimentada pela visão romântica de mundo.

Em Esquerda Caviar, levantei 20 possíveis explicações para o fenômeno paradoxal de empresários ricos, atores gananciosos, intelectuais no conforto capitalista e jovens de classe média-alta detonarem o capitalismo, o lucro, a ganância. A insistência nas bandeiras sensacionalistas e românticas é impressionante, e é tema recorrente aqui no blog. Mas se tivesse que reduzir para somente duas alternativas, diria que temos a canalhice de um lado, e o romantismo do outro.

O primeiro grande grupo é simples de compreender: pessoas que não introjetaram valores éticos, que não ligam para a moral, para princípios, e se vendem em troca de “esmolas” estatais, influência política, poder etc. A lista é grande: atores pendurados na Lei Rouanet, intelectuais que vivem de verbas públicas, empresários “amigos do rei” que recebem subsídios etc. Mas o segundo grupo também é expressivo e não deve ser ignorado.

Há, sim, gente com boas intenções vítima da armadilha sensacionalista, incapaz de raciocinar de forma mais lógica e buscar conhecimento objetivo e imparcial para reduzir a ignorância, alimentada pela visão romântica de mundo. Essas pessoas simplesmente não conseguem abandonar os slogans e dogmas da esquerda, pois eles as confortam. Acabam, então, imunes aos argumentos e fatos, insistindo em crenças fracassadas mesmo após todas as evidências de seus estragos. Os “desenvolvimentistas” fazem parte desse grupo.

A economista Monica De Bolle escreveu um artigo no GLOBO de hoje justamente sobre o cérebro desses “desenvolvimentistas”, mostrando como ele opera com base em emoções, não na razão. Os rótulos, tais como “elite”, “rentista” e “neoliberal” são fundamentais para simplificar o mundo deles: basta identificar alguém que pensa diferente para jogar para o lado dos “malvados”, que não desejam melhorar a vida dos mais pobres, ao contrário deles, abnegados “desenvolvimentistas”. Diz Monica:

O corpo caloso do cérebro desenvolvimentista é composto por tipo de complexidade peculiar. As estruturas que conectam os dois hemisférios, a lógica, de um lado, a criatividade, de outro, são incapazes de conectar salários que crescem acima da produtividade com a inflação galopante que assola o país. Termos como “inflação de custos” proliferam entre aqueles que se autodenominam defensores do crescimento, inimigos dos neoliberais que querem… Bem, eles não sabem articular o que os ignóbeis neoliberais querem. Sabem apenas acusá-los de serem “contra o povo”, “a favor dos bancos”. “Inflação de custos” é expressão para lá de enganosa. Se os custos sobem pressionando preços, é porque em algum lugar a demanda cresce acima da capacidade de oferta. Às vezes, a demanda cresce acima da oferta, mas o governo não deixa o mercado se ajustar, represando os preços. Tal atitude desarranja o balanço das empresas e o papel dos preços como sinalizadores de abundância e escassez, situação insustentável. Mais dia menos dia, os tais dos custos têm de ser corrigidos, levando à escalada inflacionária que hoje testemunhamos. O cérebro desenvolvimentista, entretanto, não faz a conexão entre um lado e o outro.

Em português mais coloquial, essa gente não consegue ligar “lé” com “cré”, não conecta causa com efeito. São seres emotivos ao extremo, dominados pelo sistema límbico, “a parte mais primitiva do cérebro”. Sim, são seres mais primitivos, não resta dúvida. Parecem incapazes de aprender com os próprios erros. Continuam pregando receitas absurdas, mesmo após novos fracassos. Causam inflação e depois condenam o empresário “ganancioso” pela alta de preços. Geram desemprego, mercado negro, e depois pedem mais intervenção para curar o problema causado por excesso de intervenção. Produzem rombos no orçamento público e depois pedem mais gastos do governo.

Como a marca registrada dessa turma é não aprender com a história, fica difícil ter muita esperança em sua capacidade de mudança. Mas Monica, talvez tentando manter uma postura otimista e lembrando do alerta de Dante, decide apostar no melhor: “O cérebro humano exibe plasticidade única na natureza. Talvez seja possível crer que o cérebro desenvolvimentista passe por transformações súbitas após testemunhar o desastre da economia brasileira. A esperança, afinal, a esperança”.

Mas confesso que não é fácil manter a chama da esperança acesa. Eu mesmo já recebi muitas mensagens de gente doutrinada pelo “desenvolvimentismo” que conseguiu se curar, descobrir o liberalismo, criticar com argumentos lógicos e fatos históricos as baboseiras dos inflacionistas. Logo, deveria ter alguma esperança. Ocorre que os que são capazes de superar o estrago causado pelos professores inflacionistas estão em minoria. Muitos ficam perdidos para sempre, olhando invariavelmente para o governo em busca de salvação para os males econômicos, pregando mais gastos públicos, mais impostos, mais intervenção. É complicado, viu? O Brasil cansa…

O VOTO IMPRESSO é vetado por DILMA ROUSSEFF



Deputado Jair Bolsonaro questiona justificativa do Governo ao veto do voto impresso, alertando os deputados a importância de analisar o mesmo em prol da garantia da democracia e lisura das próximas eleições.

Brasileiro canta - É o amor


Verdades Secretas: Mega Fazenda de Lula na Argentina



Pescadores descobrem mega fazenda de LULA na Argentina.

Dilma, Lula e mais um escândalo de corrupção



Na gestão de Lula presidente e Dilma ministra, o lobby corria solto e até Medidas Provisórias eram vendidas. O jornal 'O Estado de S. Paulo' traz hoje mais um escândalo. Enquanto isso, Dilma dá o último suspiro como presidente e Lula só quer fugir da cadeia. Os detalhes com Joice Hasselmann.

Economia & Liberdade: Fatores determinantes da riqueza de uma nação



Adolfo Sacshida fala sobre quais são os fatores determinantes da riqueza de uma nação.

sábado, 3 de outubro de 2015

Brahma: O lobista da Odebrecht


lula odebrechtClaro que Lula não seria o único a confundir público e privado, a misturar interesses pessoais com o "nacional", ainda que, na magnitude que foi feita a coisa, não haja precedentes.

O debate do dia é se Lula agiu como um simples lobista da Odebrecht ou se vendia a empresa de olho no “interesse nacional”, como alega. Novos emails vazados mostram que a palavra “lobby” fazia parte das trocas de mensagens entre os envolvidos, mas a desculpa do ex-presidente é a de que tudo não passou de um esforço para ajudar o país a exportar mais. Pausa para as lágrimas que escorreram por meus olhos, e tão comovido que fiquei.

Como diz o editorial do GLOBO de hoje, só mesmo mais investigações podem esclarecer o “lobby” de Lula pela Odebrecht. O Brahma, como era chamado por alguns do esquema do petrolão, mostrou-se um patriota e tanto, ou seria apenas mais um lobista de olho nas recompensas monetárias da empreiteira?

Se ainda há quem acredite na primeira opção, parabéns! É um caso impressionante de ingenuidade. Sugiro que monte em seu unicórnio e, com os amigos duendes, vá até o Polo Norte pegar o presente de Natal diretamente com o Papai Noel.

Claro que Lula não seria o único a confundir público e privado, a misturar interesses pessoais com o “nacional”, ainda que, na magnitude que foi feita a coisa, não haja precedentes. Mas o ponto-chave aqui é reforçar a ideia de que o prêmio é elevado demais, a tentação é enorme, e o mecanismo de incentivos precisa mudar. Como diz o jornal:

Admita-se que no presidencialismo brasileiro, em que o poder da caneta do chefe do Executivo é imenso, proporcional à capacidade que tem o Estado de favorecer empresas bem relacionadas em Brasília, Lula não tenha sido o primeiro a passar pelo Planalto em meio a nuvens de suspeição.

A diferença é que, com o tempo, os rumores se transformaram em indícios, fortalecidos com a apreensão pela Polícia Federal, em junho, na sede da Odebrecht, em São Paulo, de e-mails que indicam intromissão de uma empresa privada em atos de Estado. E, por parte de Lula e também Dilma, uma indesejada permissividade no relacionamento com executivos da empreiteira. A começar pelo próprio Marcelo Odebrecht, preso em Curitiba, na Operação Lava-Jato.
[…]
Esta clara ingerência da Odebrecht no Planalto se soma a tudo o que foi descoberto até agora pela Lava-Jato e serve de forte justificativa para que haja séria investigação sobre este “lobby”. Não pode pairar a suspeita de que o Brasil virou uma republiqueta de banana em que um telefonema libera bilhões do BNDES, em nome dos “interesses nacionais”.

Segue um artigo que escrevi para a revista VOTO no passado sobre o assunto, mostrando que o mecanismo de incentivos é inadequado quando o governo concentra poder e recursos demais, e que o risco aumenta exponencialmente quando temos sindicalistas oportunistas ocupando o cargo no governo:

Os lobistas

“Poucas coisas são mais perigosas do que deixar algumas pessoas tomarem decisões pelas quais outras pessoas pagam os custos.” (Thomas Sowell)

O economista Milton Friedman destacou quatro formas básicas de se gastar dinheiro. A primeira é quando gastamos o próprio dinheiro com coisas particulares. Nesse caso, há preocupação total tanto com o custo como com o conteúdo do gasto. São as compras do dia a dia no livre mercado. A segunda forma é quando gastamos dinheiro próprio com terceiros, como quando compramos um presente. Nesse caso, há uma preocupação muito maior com o custo do que com o conteúdo. A terceira opção é quando gastam dinheiro dos outros com terceiros, que comporta boa parte dos gastos governamentais. Não há preocupação nem com os custos nem com o conteúdo, pois a conta é paga pela “viúva”.

Uma última forma é quando se gasta dinheiro dos outros em benefício próprio. Temos aí a certeza de uma grande festa, com foco total no conteúdo, e preocupação nula com os custos. São todos os desperdícios megalomaníacos que vemos em eventos públicos, ou então aqueles gastos bilionários do governo que beneficiam alguns poucos “amigos do rei”. É justamente para viabilizar esta quarta forma de gastar, ou melhor, de torrar dinheiro, que os lobistas entram em cena.

A expressão “lobista” parece ter sido cunhada pelo general Ulysses S. Grant, durante o governo de Abraham Lincoln. A expansão do governo central durante sua gestão criou oportunidades de lucro para as pessoas ligadas ao Partido Republicano. Entre 1860 e 1874, os impostos das 13 maiores cidades do Norte subiram cinco vezes mais que a população. Os funcionários importantes do governo passaram a ser assediados por grupos de interesse, de olho na quantia crescente de gastos públicos. O nepotismo também teria aumentado, e o próprio general Grant empregou diversos parentes no governo. O general teria criado então o termo “lobista” para se referir aos homens que passavam dias nos lobbies de hotéis em Washington aguardando uma oportunidade para subornar senadores e deputados.

As empresas terão total interesse em desviar recursos produtivos para a função do lobista, pois a troca de “favores” políticos rende mais do que qualquer investimento para aumentar a competitividade e a produtividade. Conseguir uma tarifa nova protecionista pode significar o status de monopolista para uma empresa, livre das forças da concorrência. Fechar um mega contrato de fornecimento para algum órgão do governo ou alguma estatal pode representar um salto enorme no faturamento. Isso pode valer mais do que qualquer inovação na sua técnica de produção, especialmente num ambiente em que o governo concentra poder demais.

Todos querem uma fatia do bolo. A competição acirrada deixa de ser pelo melhor atendimento ao cliente final, e passa a ser pelas verbas do governo. O critério não é mais econômico, e sim político. O dinheiro é da “viúva”, portanto, não há muita preocupação com os custos. Os lobistas disputam a preferência dos políticos em busca de medidas protecionistas para suas indústrias, sacrificando os consumidores. A ineficiência nos gastos é inevitável, pela própria natureza dos gastos públicos. Ninguém cuida de um carro alugado como cuida do próprio carro. E a corrupção é outro fator inevitável. O suborno fica tentador demais, pois uma canetada de um político sela o destino de todo um setor, definindo as empresas vencedoras. Os clientes, claro, ficam sem segundo plano.

Para reverter essa situação perigosa, o melhor caminho é atacar o mal pela raiz, ou seja, retirar do governo esse poder astronômico. Enquanto o governo desfrutar dessa montanha de recursos e desse poder infindável, os lobistas vão pulular as capitais políticas. A simbiose entre governo e empresários sai sempre cara demais para o povo. E não adianta sonhar com o “messias salvador”, o santo que irá chegar ao poder e consertar isso tudo de cima para baixo, impondo honestidade nos gastos públicos. Não funciona assim. Não podemos esquecer que são seres humanos, demasiado humanos, no poder. E como já alertava Lord Acton, o poder corrompe, e o poder absoluto corrompe absolutamente.

Os lobistas estão sempre à espreita, prontos para corromper na primeira oportunidade que surgir. E o que não falta são corruptos em Brasília! Ainda mais quando quase a metade da produção nacional passa pelas mãos do governo. É preciso reduzir drasticamente a quantidade de recursos que transita pela via política; é preciso privatizar as estatais urgentemente, para evitar novos escândalos como o dos Correios; é preciso compreender que o sistema atual vai sempre atrair os piores tipos para o poder, aqueles dispostos a vender caro sua poderosa canetada oficial que decide o destino de bilhões de reais.É tentação demais até para pessoas honestas; imagina para políticos de origem sindicalista, acostumados desde sempre a viver como parasitas de recursos alheios!  

Agora é com a gente !