segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

A cínica jogatina da Presidenta golpista

 
Só com muito cinismo e cara de pau de uma pessoa pública incompetente e sem noção da  realidade é que Dilma Rousseff pode falar de "golpe da oposição com o pedido de impeachment". Golpista, legítima, é quem sanciona um orçamento absolutamente falso da União, contando com 30% de recursos vindos de uma estupradora CMPF que sequer foi aprovada pelo Congresso. Só a certeza na impunidade e na capacidade de cooptar parlamentares corruptos viabiliza o golpe de contar com ovo de ouro na "barriga" da galinha. Se tal manobra não é um crime fiscal-orçamentário, tudo deve ser permitido na permissiva Bruzundanga.

O mesma idiotice de Dilma foi manifestada na "convicção" de que aumentar impostos é "solução" para reequilibrar o Brasil. Já temos 92 impostos, taxas ou contribuições, mas ela quer mais... Só pode ser doida ou burra demais... Na verdade, o foco prioritário dela é que o Congresso aprove a DRU (aumentando a taxação dos juros sobre capital próprio e ganhos de capital). Mas, para a galera, Dilma joga a "socializante" CPMF: "Acho que é fundamental para o país sair mais rápido da crise aprovar a CPMF, que é um imposto que se dissolve, se espalha por todos, de baixa intensidade, ao mesmo tempo que permite controle de evasão fiscal e ao mesmo tempo faz outra coisa, que é muito importante: tem um impacto pequeno na inflação, porque ele é dissolvido se você considerar os demais impactos".

Dilma e a petelândia têm planos para conseguir chegar, do jeito que der, até 2018. A aposta deles é em várias frentes, descaradamente previsíveis. Uma delas, por ironia, é o antigo sonho de legalizar a jogatina no Brasil, formando uma parceria entre o Estado ladrão, investidores estrangeiros e seus parceiros locais (claro, laranjas dos esquemas de poder atual). Uma outra é a enxurrada de grana chinesa que vem aqui, cheia de disposição, a comprar tudo que estiver à venda na bacia das almas - desde as estatais de economia mista, suas subsidiárias e até empresas brasileiras que perderam fôlego competitivo. "Laranjas" da politicagem também entrarão de sócios nestes negócios.

Tem uma terceira frente que deve gerar muita "prosperidade" e também vai aproveitar a crise como "oportunidade" para maravilhosos negócios para a oligarquia no poder. Trata-se da maior lavagem e esquentação legalizada de grana, nunca antes vista na História do Brasil, com a aprovação da lei que permite o retorno de dinheiro (a maior parte que fora roubada aqui) depositado no exterior. Uma pequena parte desta grana já voltava para cá, disfarçada nos tais "Investimentos Estrangeiros Diretos". Agora, um grande volume poderá retornar para viabilizar super negócios.

Não é à toa que tantos advogados classe A andam tão ouriçados e frenéticos. Eles sabem que este é o momento de faturar ainda mais alto. Não só dos "bandidos" políticos que defendem a peso de ouro, como também daqueles empresários que são vítimas dos rigores seletivos das variadas "gestapos" brasileiras, além dos que já estão prontos para firmar acordos para trazer para o País milhões que estavam escondidos no exterior. A conjuntura causa tanta euforia que os "causídicos de fino trato" resolveram até declarar uma guerrinha de mentirinha contra alguns segmentos do judiciário e do ministério público. A "batalha de Itararé" não é por convicção, mas por pura e cínica conveniência pragmática.

É neste cenário que Dilma e sua a turma apostam que conseguem aguentar o tranco, empurrando o desgoverno com a barriga até 2018, apesar do violentíssimo desgaste de imagem - nada que, na visão deles, muita grana que vem por aí não possa reverter. Politicamente, Dilminha já tratou de comprar os políticos, em um ano de magras vacas doadoras, seja pelo medo de escândalos ou pela proibição formal para empresas investirem nas caríssimas campanhas. Só isto explica que a grana do Fundo Partidário tenha sido quase triplicada (de R$ 311 para R$ 819 milhões) em tempos de ajuste fiscal, contenção de despesas e suposta queda de arrecadação com os efeitos da crise econômica.

Dilma e sua turma acreditam que conseguem impedir a onda do impeachment. Da mesma forma, também supõem que vão conseguir neutralizar os efeitos negativos da Lava Jato e seus desdobramentos. O grupo de Luiz Inácio Lula da Silva, aparentemente apertadinho, avalia que a blindagem do chefão permanecerá falando mais alto, permitindo até que, por falta de outras opções políticas, ele até consiga viabilizar o complicadíssimo retorno ao Palácio do Planalto em 2018.

É por tudo isso que os segmentos esclarecidos da sociedade não podem baixar a guarda e nem alimentar ilusões de que a salvação cairá do céu ou simplesmente do quartel. A pressão contra o desgoverno do crime organizado não pode parar e precisa aumentar em intensidade e, sobretudo, qualidade. É urgente uma reação focada e cirúrgica contra ações dos diferentes governos para atingir a cidadania e, principalmente, os bolsos dos contribuintes. Da mesma forma, é fundamental pensar, debater exaustivamente e propagar soluções viáveis para velhos problemas brasileiros, até que estejam criadas as pré-condições para a Intervenção Cívica Constitucional que pode mudar o Brasil, de verdade.   

Perseguida


Repúdio


Numerologia da compra política


Senhores da razão


Mobilização intensa

A escalada do desemprego no Brasil


Nove milhões de brasileiros estão sem trabalho na esteira da crise que assola o país.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Festival de Besteiras que Assola o País – Dilma presidente e Marcelo Castro ministro! É muita zica para um país só!!!


Ministro da Saúde daquela presidente que diz que é o ovo do Aedes aegypti que transmite o zika diz torcer para que as meninas contraiam o vírus antes da idade fértil. E vai continuar no cargo, é claro! Ele não está lá por seus dotes intelectuais e técnicos

Parece mesmo não haver limites para a estupidez. Nesta quarta, Marcelo Castro, ministro da Saúde, fez uma visita à Sala Nacional de Coordenação e Controle de Ações para o Enfrentamento da Microcefalia. Resolveu depois falar com a imprensa e deu o que se pode chamar de boa notícia se verdadeira: disse que as pesquisas para a vacina contra o vírus zika começam ainda neste semestre. Três laboratórios já teriam estabelecido parcerias no exterior para levar adiante a empreitada: o Instituto Butantan, o Instituto Evandro Chagas, de Belém, e o Bio-Manguinhos, da Fiocruz.

Poderia ter parado aí, e todos nós ficaríamos algo desconfiados, porque conhecemos o governo, mas, vá lá, um tanto esperançosos. Mas sabem como é: Castro resolveu pensar alto, fazendo um raciocínio supostamente pragmático. E acabou contribuindo para passar adiante uma informação ainda não confirmada pela ciência. E, vocês verão, verdadeira que fosse, isso não retiraria o teor absurdo de sua fala.

Disse Castro:
“Não vamos dar vacina para 200 milhões de brasileiros. Vamos dar para as pessoas em período fértil. E vamos torcer para que, antes de entrar no período fértil, elas [as jovens] peguem a zika, para ficarem imunizadas pelo próprio mosquito. Aí não precisa da vacina.”

Dizer o quê? É isto mesmo: o ministro nos convida a torcer para que crianças do sexo feminino peguem logo o zika. Assim, diz ele, ficam imunes e não precisam tomar a vacina.

Como responder a isso? Bem, em primeiro lugar, a assertiva nega um dos fundamentos da universalização das vacinas. Em segundo lugar, ignora que os males do zika não se resumem ao risco de microcefalia do feto. Essa é uma consequência. Os sintomas do doente são outros. Em terceiro, suspeita-se que outras doenças estão associadas ao dito-cujo. Em quarto, não se tem a certeza ainda — trata-se apenas de uma hipótese — de que, tendo contraído uma vez o vírus, a pessoa fique imune. O próprio governo recomenda que se trate essa suposta imunização como mito, como se pode ver nesta página da EBC, a agencia oficial de notícias (imagem abaixo).

Pode parecer que estou aqui a maximizar uma gafe. Notem: se ele fosse ministro de qualquer outra pasta, talvez eu deixasse pra lá. Mas o sujeito é médico e titular da Saúde. Isso dá conta, sim, da qualidade de boa parte do governo Dilma. Todo mundo sabe que Castro, que é do PMDB, não está lá porque tem um perfil técnico que o habilite a exercer o cargo. Trata-se apenas de um arranjo político, de mais um.

Ora, o que os dados mais recentes da Operação Lava Jato revelam? Segundo uma das denúncias entregues ao STF pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, quando presidente, Lula literalmente dividiu a direção da BR Distribuidora entre Fernando Collor e o PT. Tal divisão teria servido, entre outros propósitos, ao pagamento de propina.

Essa é a concepção que o tal “presidencialismo de coalizão” assumiu no Brasil: os cargos são loteados entre os partidos políticos, que escolhem, então, os ministros segundo conveniências que, não raro, nada têm a ver com interesse público.

Estamos bem servidos nessa área. No dia 5 de dezembro, Dilma lançou em Recife um programa de combate ao Aedes aegypti. No discurso (vídeo abaixo, entre 8min42s e 8min56s), mandou esta pérola:
“Porque o mosquito transmite essa doença porque ele coloca um ovo. Esse ovo tem o vírus que vai transmitir a doença”


Um dia antes, participando da abertura da Conferência Nacional de Saúde, ela já tinha mandado ver (vídeo abaixo):
“E, agora, eu queria destacar uma questão, que é uma questão que está afetando o Brasil inteiro, que é a questão da vigilância sanitária: gente, é o vírus Aedes aegypti [que ela pronuncia “aegipsi”] , com as suas diferentes modalidades: chikungunya, zika vírus. Nós temos de tratar a questão do Zika vírus com muita seriedade”. Vejam.


Encerro

Temos uma presidente que confunde o mosquito com o vírus e que afirma que a doença é transmitida pelo ovo do inseto. E seu ministro da Saúde torce para que crianças contraiam logo a doença; assim, supõe-se, dá para economizar com vacinas.

Fomos da chanchada ao filme de terror sem escalas.

Quando eu era moleque, empregava-se muito a palavra “zica”, que, suspeito, derive de “ziquizira”, cujo primeiro sentido é “má sorte, urucubaca”. Empregava-se assim, quando algo dava errado: “Putz, meu! Que zica!”. Também podia significar uma operação malsucedida: “Xiii, deu zica!”.

Em qualquer das acepções, termino assim. Dilma presidente e Castro ministro… É muita zica pra um país só!

Vazamento de composto químico atinge terminal no Guarujá


Ala rebelde do PMDB dá prazo até segunda para bancada mineira


A Organização Criminosa


quinta-feira, 14 de janeiro de 2016